Categoria(s) do post: Áreas da Vida

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Estou fazendo algumas mudanças no blog a fim de simplificá-lo. Agora, no menu principal, acima, você encontrará somente as macro-categorias, que são os assuntos principais do blog relacionados a organização. Em vez de ter um montão de sub-categorias (o que estava dificultando até a navegação de vocês), eu estou passando todos os posts anteriores para tags. Na prática, isso significa que um post pode pertencer a diversos assuntos diferentes, facilitando a sua navegação caso você esteja vendo os textos de alguma tag específica.

Peço paciência, pois a maioria dos textos ainda está sem tags. Vou atualizando à medida que consigo e, até lá, a melhor maneira de procurar algum texto no blog é através do sistema de busca mesmo. No entanto, quem quiser já ir se familiarizando, basta acessar a relação das tags na página Arquivo (disponível no menu superior) ou as principais tags listadas na barra lateral do blog.

Obrigada!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

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Ganhei de presente esse livro da editora O’Reilly / Novatec, li em novembro e só agora estou falando sobre ele no blog. Obrigada, editora! Pode continuar me enviando presentinhos livrescos, que amo muito. <3

Como vocês podem imaginar, trata-se de um livro sobre o excessivo consumo de informação que estamos todos vivendo. Apesar de ele ter um viés político (o autor, Clay A. Johnson, foi secretário de campanha de algum político norte-americano, se não me engano, e ele frequentemente cita exemplos relacionados ao longo do livro), cumpre seu papel sobre o assunto e dá bons toques para a gente lidar com isso.

Ele tem alguns pontos:

[quote class=”amarelo”]”Há mais de um século e meio a comunidade médica sabe que açúcares e carboidratos nos engordam. Contudo, continuamos comendo. (…) Parece que o número disponível de livros de dieta está diretamente relacionado às taxas de obesidade. (…) Talvez todos esses livros de dietas estejam nos tornando gordos ao fazerem com que seja mais difícil descobrir o que é uma dieta saudável.” Ou seja, excesso de informação.

“Uma visão cada vez mais homogeneizada do mundo lhe é entregue de tal modo que você é apenas capaz de consumir aquilo com que já concorda.” Afinal, quem faz nossa curadoria quando estamos ocupadíssimos e apenas querendo nos informar?

“Não existe essa coisa de sobrecarga da informação. É o melhor problema do Primeiro Mundo que existe. (…) A informação em si não está exigindo que você a consuma. (…) Não se trata de uma sobrecarga de informação, mas sim de seu consumo excessivo.”

“Em um esforço para espremer até a última gota de lucro de cada conteúdo, as redes estão substituindo jornalistas de remuneração elevada por profissionais independentes muito mais baratos. (…) Jornalismo de qualidade significa ineficiência de mercado. (…) Espera-se que todos os funcionários de conteúdo editorial escrevam de cinco a dez matérias por dia. (…) A intenção é abordar todas as possibilidades de busca. (…) Os anúncios nas páginas sustentam a produção. (…) Jornalistas muitas vezes se tornam mais filtros do que repórteres.”

“Estamos programados para buscar. (…) Somos máquinas de consumo que evoluíram em um mundo no qual informações sobre sobrevivência eram escassas, mas agora são abundantes. Com informações baratas por todos os lados, se não as consumirmos de modo responsável, isso poderá ocasionar sérias consequências à nossa saúde.”

“Estamos nos afastando da realidade. (…) Não confiamos mais nas notícias, e sim nas nossas notícias.”

“Enquanto estamos sentados na frente de nossos computadores, estamos lentamente nos matando, aguardando apenas a próxima dose de dopamina em nossa caixa de entrada.”

“O que diabos aconteceu com minha memória de curto prazo? E onde foi parar minha capacidade de atenção?”

“Jejuar não é fazer dieta. (…) Desligar-se totalmente (…) são formas de evitar o problema real: os próprios hábitos ruins. (…) Consuma deliberadamente. Prefira informação em vez de afirmação. (…) Respeite os provedores de conteúdo que fornecem consistentemente bons nutrientes informativos sendo fiel a eles e evitando todos os outros.”

“A Internet é o maior criador individual de ignorância já inventado pela humanidade, assim como o maior eliminador individual dessa mesma ignorância. É nossa habilidade de filtrar que elimina o primeiro e fortalece o último.”

“Se tiver de errar, erre a favor do descanso, e não do trabalho.” Uma das minhas frases preferidas do livro.[/quote]

Nos capítulos finais, ele fornece algumas dicas para lidar com o consumo excessivo. Selecionei minhas preferidas:

[list]- Cancele sua assinatura de TV a cabo e acesse seu conteúdo de entretenimento visual a partir de serviços como o YouTube e o Netflix.

– Aprenda a desenvolver ignorância seletiva. Ele indica inclusive um livro chamado “Trabalhe 4 horas por semana”, do autor Tim Ferriss (tem no Brasil).

– Substitua consumo por produção de informação em pelo menos parte desse tempo que você passa consumindo. A produção de informação aguça a mente e clarifica o pensamento.

– Aumente o tempo dedicado a atividades sociais, faça longas caminhadas, exercite-se ou medite.

– Consuma informações locais, em vez de globais. Sabemos o que o Obama está fazendo, mas não conhecemos os últimos projetos de lei aprovados no Brasil. Nesse sentido.

– Separe um nicho e desenvolva o máximo sobre ele, em vez de consumir só informações genéricas e em grande volume que você pode acabar nem se interessando tanto.

– Crie um grupo para pessoas próximas, familiares ou outras que gostaria de conversar mais e conhecer melhor.

– Seja uma pessoa mais organizada. Sempre ajuda a definir prioridades e a ter foco.

– Aprenda sobre os assuntos que gosta. Pesquise. Entre em ação.[/list]

Reli o livro para escrever esse post, e ler novamente esses trechos e dicas me fez ver como é um livro necessário para nós hoje em dia. Precisamos dessa reflexão porque estamos descontrolados com relação a esse consumo de informação. Onde vamos parar? E quando? O por que, estamos começando a descobrir com os altos índices de estresse, infartos de pessoas com menos de 40 anos de idade, obesidade, ansiedade e outros transtornos relacionados. Sério, gente. Eu falo aqui que cobrar uma pessoa que você acabou de enviar um e-mail (“te mandei um e-mail, você viu?”) é sinal de uma sociedade DOENTE . Precisamos parar, começando por nós mesmos.

Considero as dicas que ele deu muito boas e estou aplicando na minha vida. Que tal aplicar na sua?