Categoria(s) do post: Finanças

Outro dia eu compartilhei a revisão atual do mapa com as áreas da minha vida e perguntei se vocês queriam que eu falasse mais sobre como eu organizo os meus investimentos, e vocês falaram que sim. Então aqui está o post. 😉

Eu acho que é importante começar este post dizendo que não me considero nem certa nem errada com meus investimentos. Isso aqui é apenas a maneira como eu faço porque, neste momento de vida, me sinto mais segura assim. Pode ser que existam formas melhores de se fazer mas, se há, implementarei no meu tempo, conforme sinta necessidade.

Digo isso porque falar sobre investimentos é como pisar em um campo minado (aliás, como muitos temas hoje na Internet). Você começa a escrever a respeito e já tem alguém com uma plaquinha dando sugestões ou dizendo que você está errado por isso e aquilo.

Uma das coisas mais importantes que aprendi sobre finanças foi com meu amigo Luca (que já fez algumas lives comigo sobre isso no canal) que é o fato de finanças serem algo muito mais emocional que objetivo. As pessoas, especialmente os brasileiros, lidam de forma mais emocional com o dinheiro, justamente por vivermos em um país que no momento voltou ao mapa da fome e traz tanta insegurança à maioria de nós.

Como empreendedora, me considero uma pessoa ousada mas, como investidora, sou conservadora. E não fico esperando que eu mude esse perfil com o passar do tempo. Até achei que seria uma característica de quem está começando e ainda não se sente tão seguro até ler no livro do Gustavo Cerbasi (Investimentos inteligentes) que ele mesmo se considera conservador. E ele é craque há décadas em finanças. Então não tem essa ideia de “grau evolutivo” que era uma crença que eu tinha.

Com toda a sinceridade, o que me travava no lance dos investimentos era não ter muita ideia de como e onde aplicar. Foi só quando passei a ter objetivos para o dinheiro que eu me vi naturalmente buscando a melhor maneira de investir em cada um deles. Então este post servirá apenas para demonstrar como eu faço.

O primeiro investimento é uma reserva de emergência. Eu considero reserva de emergência em duas etapas. Uma é um valor razoável que acho importante ter ali, de fácil acesso, no banco, para imprevistos do dia a dia que geralmente não se paga com o dinheiro do dia a dia, que basicamente é o salário do mês. Por exemplo, quando a minha avó morreu, a gente teve todos aqueles custos com velório, caixão, flor etc. A reserva de emergência – parte 1 serve para isso. Usou o dinheiro, repõe o quanto antes. Para mim, essa reserva precisa estar acessível ao meu marido também. A gente só não tem uma conta conjunta porque não vou criar maaaais uma conta, mas eu acho que seria o ideal. Faria assim, se fosse iniciar hoje. Eu tenho essa conta em um banco estatal e armazeno a reserva de emergência em um investimento simples de liquidez imediata – ou seja, que posso resgatar a qualquer momento. É como se e colocasse na poupança. Não é um dinheiro para render muito e me deixar rica – é apenas um dinheiro guardado que é melhor deixar num investimento melhor que deixar na conta corrente. É isso. Eu vou evitar valores neste post por questões de segurança (nunca se sabe quem pode estar lendo), mas realmente não é uma quantia grande – apenas o suficiente para imprevistos diversos.

O segundo tipo de reserva de emergência é aquela que cobre todas as suas contas durante 6, 12, 24 meses e além. Essa eu já considero a reserva para a aposentadoria, porque meu plano é investir ali para ter essa reserva durante algum tempo e ir estendendo para mais anos de vida. No entanto, a liquidez imediata é importante, então o que faço é: invisto no Tesouro Direto em diferentes categorias. Tenho um investimento com a liquidez imediata, que é para situações de emergência mesmo, assim como investimentos no Tesouro 2035 e 2045 – esses já mais voltados para uma suposta aposentadoria.

Entra aqui também a reserva de emergência da empresa, que está na conta de pessoa jurídica, então é outro investimento – um CDB de liquidez imediata também. Rende menos mas entenda que o objetivo é ter acesso, não rentabilidade alta. Essa reserva de emergência tem o objetivo de pagar as contas da empresa por um ano, caso algo aconteça. E a ideia é aumentá-la para dois anos, enfim, porque isso dá segurança a todo mundo que trabalha nela em vários sentidos.

Todos os outros são investimentos menos prioritários e focados em projetos.

Por exemplo, a educação do Paul. Tenho dois objetivos financeiros, que são: guardar dinheiro para a faculdade dele e para um suposto intercâmbio que talvez ele queira fazer daqui a alguns anos. Tenho controle sobre as decisões do Paul com 16 ou 19 anos? Não tenho. Mas a minha parte, que é guardar esse dinheiro, eu posso fazer. Então trata-se de um CDB simples onde invisto esse dinheiro com foco na educação dele. O que tiver de dinheiro investido ali ele poderá usar no futuro para a sua educação. Ponto. Não precisa ter liquidez imediata (iniciei lá atrás para o resgate em 10 anos).

Eu tenho outro fundo que é referente aos meus estudos. É como se fosse uma reserva de emergência para pagar as mensalidades do doutorado, por exemplo, que, se não for usada, continua ali rendendo para um possível pós-doutorado futuramente, se eu quiser mesmo fazer. Penso assim: se não quiser fazer, pelo menos o dinheiro está investido. Nunca fará mal ter dinheiro guardado. Esse aqui é um investimento que faço de pouco em pouco, com o que economizo no dia a dia com compras. Ou seja, toda vez que não compro, sei lá, uma camisa de 100 reais, eu pego esses 100 reais e coloco nesse investimento. É um CDB com liquidez de 12 meses.

Outro investimento é sobre “casa”. Aqui, entra o valor guardado para mudanças na nossa casa ou o apartamento da minha mãe. Está tudo junto, mas penso em separar. Quero ter um “fundo mãe” com dinheiro para ajudá-la, se necessário. E o investimento da casa fica lá. Vamos comprar um terreno? Mudar para outra casa em algum momento? Fazer uma reforma? Não importa essa decisão por enquanto – o dinheiro está sendo investido. O “fundo mãe” eu vou migrar para um CDB de liquidez imediata (pois ela é idosa e pode precisar a qualquer momento) e o da casa fica onde está, com liquidez de 12 meses.

Outro fundo que tenho é o de viagens. É um valor pequeno que mantenho ali investindo de pouco em pouco para ter qualquer viagem em família paga para quando quisermos fazer. Liquidez imediata.

E tenho outro com liquidez de 12 meses para troca de carro.

Por fim, tem o investimento em renda variável, que considero um “plus”. Não dependo desses investimentos, apesar de saber que a rentabilidade deles é melhor a longo prazo. São “dinheiros que sobram” e que eu vou colocando ali, para testar mesmo o mercado e aprender sobre ações. Por enquanto, 15% dos meus investimentos estão em renda variável. Dá para ter uma ideia então de como eu invisto aqui.

A essa altura do post, você pode estar se perguntando como eu organizo esses investimentos na questão do acompanhamento mesmo. Vou explicar.

Diariamente, faço aportes. Como comentei, todo dinheiro que eu economizo eu coloco em algum fundo. Não faço isso TODOS os dias mas é uma questão recorrente, diária quase, e bem regular.

Semanalmente, verifico a minha conta corrente para entender meus gastos e ver onde eu poderia ter economizado mais.

O principal mesmo eu faço mensal e sazonalmente.

Mensal, é a quantidade de dinheiro que separo para investir, de acordo com o que posso retirar de lucro da minha empresa. Eu também acompanho a rentabilidade dos investimentos.

Sazonal, eu revejo meus objetivos financeiros e se quero mudar os investimentos que estou fazendo. Faço essa revisão acessando a minha carteira e refletindo sobre eles.

Vale dizer que toda essa organização foi fruto de ter colocado finanças como a minha área de foco este ano e aplicar o que fui estudando sobre o assunto, mas esse aprendizado é para a vida.

Se você tiver alguma dúvida sobre como faço, por favor, deixe um comentário. Procurei escrever tudo aqui neste post de uma maneira que mantivesse também uma certa privacidade em torno das informações, mas espero que tenha sido útil.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Livros

Eu não me lembro exatamente de quando ou onde eu ouvi falar sobre o Michael Hyatt pela primeira vez. Só sei dizer que esse livro dele apareceu para mim diversas vezes ao longo dos últimos anos, com várias pessoas recomendando e falando muito bem. Eu o coloquei então na minha lista da Amazon e, quando surgiu um desconto legal, eu o comprei. (é assim que costumo fazer com todos os livros)

Então tá, mas sobre o que fala o livro?

É um livro que casa super bem com o MVO (Método Vida Organizada) e fala sobre como estabelecer objetivos assertivos para o ano em questão. Aborda toda aquela problemática das famosas resoluções de ano novo que nunca vão para a frente, entre outras questões que impedem os objetivos de serem alcançados.

É um livro rápido de ler, especialmente para quem já está meio ligado nesses assuntos de objetivos e planejamentos. Muitas coisas, como você pode imaginar, eu já fazia ou sabia. Mas tirei vários insights muito legais que certamente farão diferença na maneira como eu ensino sobre organização e produtividade, como por exemplo: diferenciar objetivos de hábitos de objetivos de realização. Ele faz essa diferenciação de uma maneira bastante filosófica porém prática, com templates, e acredito que apenas isso já seja um ganho enorme do livro, sabe?

No primeiro capítulo, ele fala sobre crenças. Começa bem, pegando em um ponto que, acredito, norteará todo o livro para a maioria das pessoas. No segundo capítulo, ele disserta sobre como “arquivar o passado”. Maravilhoso. Me deixou muito pensativa. Aí, nos capítulos seguintes, que começa o “desenho do futuro”, ele vai ensinar boas práticas para fazer isso, da motivação ao plano de ação.

Uma leitura simples, rápida, fluida, gostosa, e que pode ser excelente para essa época do ano em que estamos.

Trata-se de um livro bem bacana e que complementa demais o MVO, e recomendo a todos meus alunos e não alunos, sobre planejamento de objetivos de curto prazo.

Link para o livro na Amazon

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Carreira, Plenitude & Felicidade

Este é o tema macro do mês no Vida Organizada e venho realizando conteúdos diversos sobre isso no Instagram, no Telegram, no YouTube e aqui. A ideia é abordar o tema ao longo do mês mas não deixar de falar sobre outros assuntos, porque assim fica bem variado. 😉

Hoje eu gostaria de compartilhar algumas ideias sobre liderança compassiva.

Liderança compassiva, a meu ver, é entender que é mais importante se preocupar com as pessoas que com os projetos ou os resultados. E não me entenda mal: resultados são tudo na vida financeira saudável de uma empresa. Mas esse resultado na real é fruto do trabalho feito por pessoas. Logo, eu acredito que, para ter resultados, mais importante que ter o foco neles um líder precisa ter o foco nas pessoas. Precisa se importar. O líder é alguém que se importa.

Nunca vou me esquecer de um exercício feito lá em 2015, quando fiz pela primeira vez o curso de Fundamentos do GTD com o David Allen em sala, em que a Ana Maria (Senior Master Trainer e professora na ocasião) explicou sobre a importância do entendimento das três naturezas do trabalho para cada pessoa, dependendo da fase que vivencia e das suas responsabilidades. Ela deu o exemplo de um gestor de projetos, por exemplo. Esse é um cara que tem atividades previamente definidas, com toda a certeza, e que também atende a demanda não planejada que chega no próprio dia em questão. Mas, essencialmente, a natureza maior do trabalho dele é definir o próprio trabalho e o trabalho das outras pessoas – o que significa ler e-mails, processar, revisar projetos, notas de reuniões, fazer o acompanhamento das tarefas delegadas e por aí vai. Esse é o seu trabalho. Não são coisinhas aleatórias que você faz “se der tempo”. A organização é essencial.

Muitos líderes caem na execução porque são excelentes executores. Geralmente a pessoa é promovida a coordenadora ou gerente justamente porque faz as coisas muito bem. Então, para ela, é muito fácil voltar à sua zona de conforto de sair executando, porque assim ela mostra resultado. Mas o resultado que um líder precisa mostrar não é necessariamente o da execução, mas o de gestão de tudo o que está acontecendo, de direcionamento da galera para os resultados, e isso envolve motivação, lidar com pessoas, escuta atenta, entre outras questões.

Penso que seja um momento de “clique mental” quando um líder percebe isso. Que ele não está ali para executar, mas para garantir a execução do todo e isso envolve pessoas, mais que o microgerenciamento de projetos em uma ferramenta. “Você atualizou o seu projeto hoje? Você trabalhou das 8h às 17h hoje?” É MENOS sobre isso.

Aí a gente volta pro grande ponto que é: lidar com pessoas não é fácil. Você precisa ter conhecimento, empatia, escuta atenta, mas também ser assertiva/o quando precisa direcionar a estratégia. Ser assertiva/o sem ser tirana/o é o desafio de todo líder. Porque, além de ser assertiva/o com o que precisa ser feito, ainda tem o lance da motivação. E como que motiva uma pessoa que não concorda com o que precisa ser feito mas ela precisa estar bem para conseguir executar?

Do meu ponto de vista, o “segredo” está em ouvir o que a pessoa tem a dizer, em primeiro lugar. Ela certamente tem uma visão que talvez você não tenha levado em consideração e que, se for o caso, você pode abrigar ou até mesmo mudar as suas ideias. Então a primeira coisa é escutar.

Em segundo lugar, ter empatia. Entender o momento da pessoa. Todos nós temos dias bons e ruins, momentos melhores e piores da nossa vida. Às vezes a pessoa fica chateada com uma demanda não pela demanda em si, mas porque você a pegou em um dia ruim. E aí vai para a terceira coisa, na minha opinião:

Ter clareza sobre o que é fato, opinião, conhecimento e sentimento. Fatos são fatos. “Se fizermos isso, acontecerá aquilo. Logo, precisamos fazer”. Opinião é: “eu entendo que a estratégia serve para isso, isso e aquilo, mas não concordo”. Justo, e todo mundo tem o direito de discordar. Inclusive, ainda bem! “Deus me livre” uma equipe que diz amém para tudo o que eu faço! O questionamento e a riqueza da diversidade de opiniões são muito importantes. Conhecimento é a pessoa saber mais que você sobre um assunto, ou você saber mais do que ele, e você conseguir explicar por que as coisas precisam ser feitas de determinada forma. Ou ela, por conhecer mais, expôr fatos e questões diversas que sejam relevantes para a tomada de decisões, porque ela sabe do que ela está falando.

Já sentimento é algo interno. É a pessoa ficar chateada porque você ouviu a opinião dela mas mesmo assim seguiu outra estratégia com base em fatos e conhecimento. A clareza aqui é a seguinte: tenha empatia, aceite a chateação, porque ela é legítima, mas o sentimento é da pessoa, algo que faz parte dela, não de você. Aqui eu acho que reside o limite, sabe? A pessoa pode ter questões que são dela, assim como você pode ter questões que são suas, que podem ser tratadas em terapia, autoconhecimento, leitura de livros legais de autoajuda, entre outras ações. Mas um líder não pode levar esse tipo de coisa para o lado pessoal, porque senão afetará a motivação dele também. Uma estratégia não pode ser mudada porque alguém ficou chateado por questões internas e pessoais. Então o líder tem que ter essa clareza e, com empatia e assertividade, direcionar o todo.

Por fim, voltar sempre ao propósito das coisas. Por que estamos fazendo isso? Por que fazer isso é importante? Com a quantidade de coisas a fazer, às vezes até a gente esquece. Então voltar ao propósito e relembrá-lo para a equipe é parte importante de todo o processo.

É lembrar que a compassividade vai para os outros mas precisa pender para o seu lado também. Ser um líder compassivo envolve reconhecer seus pontos fracos, os pontos de melhoria, suas falhas, seus erros, e acima de tudo ser humano perante a equipe. Assumir que errou, assumir o fracasso por um projeto que não deu certo, tudo isso é responsabilidade do líder. Nunca procurar “culpados”. Isso não existe. Se uma equipe fracassa com algum projeto ou o resultado não é tão bom, tudo é sobre o líder, não sobre a equipe. Porque, por mais que alguém na equipe tenha errado, é responsabilidade do líder consertar esse erro e redirecionar a galera. Então não tem como se abster. É seu papel!

Trazendo um pouco mais especificamente para a nossa realidade no Vida Organizada, aqui a compassividade também envolve a coisa do horário, da carga de trabalho, da clareza sobre quem faz o quê, do entendimento de que muita coisa a gente não consegue fazer agora então pode delegar, enfim. Questões de produtividade. Não cobrar a pessoa da resposta de uma mensagem a não ser que seja urgente. Etc.

Obviamente ainda tenho TUDO a aprender sobre esse tema mas eu entendo que este post seja uma fotografia do meu momento. Eu passei por longos processos de amadurecimento profissional sobre esse tópico desde que me tornei coordenadora de projetos na agência de publicidade que trabalhava lá em 2006. Todas as dificuldades que tive ao longo dos anos subsequentes tiveram a ver com relacionamentos. Entender isso foi uma mudança de chave real no que diz respeito às minhas responsabilidades hoje. Espero então que o texto seja útil de alguma maneira para você, caso esteja passando por um momento de vida parecido.

Hoje eu levo questões para terapia, recentemente iniciei um processo de coaching de liderança que está sendo INCRÍVEL para mim, além de muita leitura de livros, assistir palestras do TED e coisas relacionadas me ajudam a ter uma noção melhor do todo. Também faço alguns cursos online e participo de grupos de mentoria que me ajudam a direcionar questões específicas. Entendendo como parte do meu trabalho, como minha responsabilidade, isso não se torna “algo que preciso fazer”, mas A ESSÊNCIA do que preciso fazer. O resto eu já sei fazer bem. Executar, planejar, organizar, o que quer que seja. Fiz durante muitos anos sozinha. O que eu preciso aprender agora é sobre liderança. E neste post quis trazer um pouquinho sobre como venho fazendo e o resultado desses aprendizados iniciais.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Armazenamento, Decoração

Eu não estava muito satisfeita com a configuração do meu escritório em casa.

No ano passado, ao fazer a mudança dos escritórios, eu trouxe alguns móveis para cá.

Um deles foi o sofá, que ficou aqui no meu escritório. Também tínhamos duas mesas brancas que eu acabei deixando no quarto. Aí aqui, no meu escritório, eu comprei uma mesa pequena com estante da Evolukit para ficar no cantinho e deixar o “meio” livre.

Na teoria parece ótimo mas, na prática, não curti. Trabalhar virada para a parede é péssimo. Eu gosto de trabalhar virada para a janela ou vendo o movimento. A mesa era pequena demais para mim. E o sofá, apesar de confortável, não acrescentava muito ao espaço, porque quando eu queria sentar e ler, eu fazia isso em outros lugares da casa, deixando o escritório para trabalhar mesmo no computador.

Tinha o outro ponto, que era a cadeira desconfortável. Eu levei a minha cadeira gamer para o escritório mesmo (fora de casa), para ter mais conforto lá, e trouxe uma das cadeiras do escritório para casa. Ela não foi muito ergonômica para mim. Enfim, eu estava insatisfeita e precisava tomar algumas decisões.

Quem acabava curtindo mais o sofá eram os cachorros. O Paul, na foto acima, raramente ficava por aqui.

A primeira delas foi investir em uma cadeira confortável e ergonômica, visto que passo a maior parte do tempo aqui. Comprei a mais barata da Herman Miller e sinceramente estou satisfeita. Ela era tudo o que eu precisava.

Depois, decidi que queria colocar a mesa embaixo da janela. Até tentei com a mesa + estante da Evolukit, mas não ficou legal. E ainda tinha o problema da mesa ser pequena (cabia o computador e um bloco de notas e só – era difícil quando eu precisava apoiar outros materiais, especialmente nas aulas online).

Foi quando conversei com o meu marido e ele trouxe comigo as duas mesas que estavam lá no quarto e eu subi a minha mesa do escritório para lá. Nós também colocamos o sofá no quarto do Paul, o que acabou sendo bom porque ele precisava de um cantinho assim no quarto dele.

Uma coisa que sempre quis ter aqui no escritório é um modelo que vi de uma moça na gringa uma vez que eram duas mesas com a cadeira no meio, de modo que você consiga alternar entre os dois espaços conforme a necessidade. Então o que eu fiz foi colocar uma mesa embaixo da janela, até para pegar a luz natural para escrever, gravar, fazer reuniões etc., e a outra atrás, bem embaixo do lustre e de frente para a porta. Funcionou lindamente.

Essa é a visão da porta do escritório, logo quando entra.

Ainda estou arrumando porque muita coisa vai precisar ser reajustada após essa mudança, mas está em processo. Vou comentar um pouco sobre como está no momento e o que ainda pretendo fazer.

Bem, a mesa que fica embaixo da janela já mudou a minha vida, porque eu adoro trabalhar olhando pela janela e ouvindo os passarinhos. Nela, coloquei alguns elementos de decoração e itens úteis. Da esquerda para a direita: enfeite com folhas, castiçal, apagador de velas, coleção das Obras Completas do Spinoza, meus óculos, oleozinho para dar energia de manhã, ampulheta, deck de tarô, vela de citronela, caneca com canetas variadas, porta-retrato com a minha família, luminária e commonplace book. Mesmo de noite esse cantinho fica super gostoso.

Embaixo da mesa tem dois detalhes técnicos: um filtro de linha para carregar computador, celular etc. e um gaveteiro para apetrechos diversos que uso no dia a dia (papéis, clipes, tesoura, estilete, cola, post-its, carregadores e esse tipo de miudeza).

As duas mesas são da Tok&Stok, assim como a luminária branca. Todo o restante garimpei por aí, desde loja de rua até lembrança que era da minha avó e antiguidades no Mercado Livre.

Já a mesa do meio tem uma função muito interessante. Gosto de trabalhar nela para questões que demandam mais agilidade, como processar caixas de entrada, pagar contas, fazer planejamentos. Fico de frente para a porta e consigo ver o movimento da casa, o que é especialmente útil quando o Paul está em aula e eu fico de olho para ele não ficar dispersando muito.

Nessa mesa, eu deixo a minha caixa de entrada física (uma bandeja de madeira da Tok&Stok) com um pote de álcool gel dentro (rs), meu computador, o Bullet Journal e um porta-livros de acrílico que comprei na Kalunga para deixar pastas de apoio com papéis da faculdade, contas a pagar e outros papéis úteis.

Essa mobilidade da cadeira também foi bem boa para as minhas gravações, já que consigo variar os cenários. Agora estou estruturando os acessórios de filmagem e fotografia para ficarem sempre prontos para quando eu precisar trabalhar com eles – tripé com a câmera, ring light posicionada, esse tipo de coisa.

Eu sinceramente estou amando trabalhar aqui, mas ainda faltava resolver o problema de armazenamento.

Minha ideia inicial era manter apenas livros nas estantes, e não caixas, discos etc. Queria guardar isso em outro lugar.

Reorganizando meus livros, percebi que isso não fazia sentido. Eu precisava daquele espaço de armazenamento, geralmente na parte de baixo das estantes (todas da Evolukit também), pois a altura da prateleira é maior. Eu também não queria tirar meus discos daqui (são o meu xodó), além de outros elementos que, do meu ponto de vista, têm que ficar no escritório e não em qualquer outro cômodo da casa, como documentos.

Então, com a saída da mesinha de canto e o uso principal do espaço sendo no meio, percebi que dava para colocar mais duas estantes no canto onde estava a mesa e, assim, meio que circular todo o cômodo com livros. Para mim, que sempre tive o sonho de ter uma biblioteca em casa, achei incrível.

Essa é a estante da Evolukit que comprei para o outro canto do escritório. Comprei duas, semelhante à outra parede. Modelo Estante 72x26x221 Branca – by Pipoca e Nanquim

Então, só pra constar: quando as estantes chegarem, vou conseguir reorganizar os livros, reorganizar a parte de armazenamento de arquivos etc., e quando finalizar essa parte eu pretendo gravar um tour pelo escritório, pelas estantes, e fazer um novo post mostrando como ficou. Combinado? Mas achei que valia a pena já compartilhar sobre essa mudança na estação de trabalho, pois ela fez muita diferença por aqui, especialmente no quesito ergonomia, que virou prioridade.

Categoria(s) do post: Novidades

E finalmente o Vida Organizada está no mundo dos podcasts!

Temos muitos planos para ele daqui em diante mas, por enquanto, você já pode conferir um montão de conteúdos bacanas em formato de dicas, pílulas de organização, bate-papos com alunos e convidados, reflexões, insights e aprendizados sobre organização.

A ideia é que sejam postados conteúdos diariamente em formato de áudio. Como vocês sabem, meu foco é primeiro na consistência, depois na excelência, então agora estamos nos acostumando a criar conteúdo para o podcast diariamente e, quando isso estiver bem estabelecido, vamos criar novos quadros e ideias para o canal.

O podcast do Vida Organizada só saiu porque muitos de vocês pediam esse formato via áudio para ouvir enquanto dirigem, viajam, limpam a casa, preparam comida ou na hora de dormir. Espero que gostem da novidade!

O Organiza Cast está nas principais plataformas de podcasts, como Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Cast Box, Breaker, Overcast, Pocket Casts e Radio Public. Clique aqui para acessar todos os episódios e pegar os links das redes.

Obrigada por fazer parte desse trabalho! <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Vida Organizada, Semanal

Todos os meus projetos estão listados no Asana no quadro “Projetos em andamento”.

Os que não estão em andamento ficam no quadro “Projetos em espera / stand-by / incubados”.

Dentro do painel de projetos em andamento, eu tenho a categorização em seções que fazem sentido para mim neste momento.

Uma dessas seções é “Universidade”, onde coloco todos os projetos relacionados à vida acadêmica.

Um desses projetos é estar participando como ouvinte de uma disciplina de outro campo, que é Ciências da Religião, a convite de um professor que é especialista em Budismo (e outras).

Na parte de “subtarefas”, atualizo com as etapas do projeto, que podem ou não já estarem formatadas como ações. o objetivo aqui é simplesmente fazer u acompanhamento do projeto a cada revisão que faço dele e dos outros.

O que já dá para eu fazer, eu basicamente crio a ação na minha lista de afazeres no Todoist, que é a ferramenta que olho todos os dias para consultar o que preciso fazer nos intervalos dos meus compromissos na agenda.

Tenho uma lista chamada “Tudo o que eu preciso fazer”, onde coloco todas as ações.

Coloco o prazo (até quinta, dia da próxima aula) e as etiquetas de foco da semana e bloco de tempo.

Foco da semana me ajuda a ver que preciso fazer ao longo dos próximos sete dias – e a quantidade dentro dessa lista me ajuda a ter uma noção do volume.

Bloco de tempo me ajuda a planejar a semana, caso eu queira planejar um tempo na agenda mesmo semana que vem para fazer essa leitura. Me faz ver que é uma atividade que demanda mais tempo e concentração.

Tá funcionando numa lindeza esse sistema que olha! <3

Quis fazer o post mais prático possível para mostrar para vocês. Espero que seja útil.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

De acordo com a numerologia cabalística, nós vivenciamos ciclos de nove anos em nossas vidas, desde o ano em que nascemos.

Não nascemos necessariamente em um “ano 1”. Não é essa a conta. Os números são símbolos. Para saber qual o seu ano pessoal, você deve somar o dia, mês e ano do seu último aniversário para saber em que etapa desse ciclo de nove anos você está. Em 25 de setembro de 2020, eu entrei em um ano 2, pois: 2 + 5 + 0 + 9 + 2 + 0 + 2 + 0 = 20 = 2 + 0 = 2.

Pelo que aprendi com a minha amiga Wanice (especialista em numerologia cabalística), esse ciclo de nove anos representa uma etapa na nossa vida. O que você começa no ano 1 é aquilo que você vai concluir até o ano 9. Gosto de pensar assim pois me dá perspectiva de médio prazo.

Somos bem grandinhos e respeitosos por aqui mas sempre vale lembrar que não “acredito” em numerologia, astrologia, tarô ou áreas do tipo. Não estamos falando sobre crenças, mas sobre ferramentas esotéricas, holísticas e até lúdicas para o auto-conhecimento. Se você não vê interesse nisso, tá tudo bem. Cada um, cada um.

Os anos 1 e 2 foram anos de início, expectativas e trabalho.

O que eu comecei no ano 1? A minha trajetória acadêmica, sem dúvida, e o trabalho com PRODUTIVIDADE COMPASSIVA.

Movimento, expressão e criatividade são os temas de um ano 3.

É o momento de colher os primeiros frutos daquilo que foi plantado e cuidado nos anos 1 e 2.

Surgirão muitas oportunidades, então por isso é importantíssimo que eu tenha clareza sobre todas as coisas que eu quero e onde quero chegar.

O processo criativo será intenso!

Áreas que se dão bem em um ano 3: estudos, planejamento, viagens com fins de conhecimento (tipo, viajar para fazer um curso), aperfeiçoamento.

Fase agitada, porém em um fluxo natural.

É importante cuidar bem do corpo para ele ficar bem ao longo desse ano!

Haverá muitas oportunidades de lazer, mas é importante não gastar muito e economizar.

Os talentos criativos serão revelados mais ainda nessa fase da vida. A ideia é “deixar a criança interior brilhar”.

Também é um excelente ano para trabalhar a auto-estima e a confiança, com forte magnetismo pessoal.

Mudanças de todos os tipos são favoráveis!

Leve as relações e situações variadas com leveza. E é isso.

Favorável pacas: crescimento e expansão profissional.

Tomar cuidado com: gastos excessivos!

Fonte: pesquisei em muitos muitos muitos sites e lugares, além de ter muitas anotações guardadas sobre isso, como referência. Usei todas elas para escrever as considerações acima.

Foto de 2013

O meu último ano 3 foi entre 2012 e 2013. Foi justamente quando eu decidi que queria viver do Vida Organizada e iniciei essa curva de mudança. Eu produzi MUITO conteúdo naquela época – meu cérebro estava fervilhando de ideias.

O anterior tinha sido entre 2003 e 2004 – o ano que entrei em Publicidade, saindo do Jornalismo, e comecei a trabalhar fazendo estágio na área, enfim, foi um ano criativo pacas.

Ainda antes disso, 1994-1995, o ano do tetra, da minha mudança de escola, de ter escrito, tocado muito (teclado, violão). Mais um ano que me lembro demais.

Bem, antes disso era 1985 e eu tinha completado 4 anos (rs). Não me lembro tão bem assim mas tenho uma fotinho ali em cima só para ilustrar como eu sempre gostei de criar, desde pequena. E é isso.

Minhas expectativas estão felizes para este ano que já começou e que, sinceramente, para mim reflete um período muito feliz da minha vida – talvez o mais feliz até então. Estou plena, calma, tranquila, focada, centrada, sabendo lidar com as coisas, problemas, tudo.

Prevejo um ano muito legal! Ao longo dos próximos meses, compartilharei mais sobre essas percepções com vocês!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais
Link da Amazon

Eu tinha lido esse livro há muitos anos no meu Kindle mas, recentemente, eu vi um monte de vídeos gringos se referindo a ele e me deu vontade de reler. Estava na minha lista de desejos da Amazon para acompanhar os descontos e, quando surgiu uma boa oportunidade, comprei a versão física dele em paperback, e aí aproveitei para reler. E na real foi uma leitura totalmente nova, pois estou em outro momento como estudante, com outra visão, outra experiência na bagagem.

Este é um livro muito voltado para estudantes ali no ensino médio, entrando na faculdade, fazendo pós-graduação, mas serve para todo mundo que estuda, precisa organizar os seus estudos e, de alguma maneira, ter uma produção intelectual derivada disso. Então, para mim, com o Doutorado agora, ajudou pra caramba, assim como eu acredito que ajudaria outras pessoas que estudam mas que não necessariamente se enquadram nas “categorias” acima.

Um resumo das principais dicas do livro para te fazer refletir se ele vale a pena para você:

  • Gerencie sua rotina diária em 5 minutos revisando o que precisa ser feito e planejando na sua agenda. Fiz um post sobre isso outro dia descrevendo melhor. Vale lembrar que uma técnica assim não está dissociada de planejamentos maiores, que o próprio Cal traz no livro também.
  • Planejar é importante na escrita e entrega de trabalhos, e ele traz várias ideias de cronogramas para fazer isso baseados em fases de produção – estudar um tópico, encontrar um tema, desenvolver uma tese inicial, estudar, discutir com o professor, desenvolver os tópicos, e por fim escrever. Só isso, para mim, vale o livro.
  • A organização dos materiais de estudos é fundamental para você conseguir planejar seus estudos diariamente e ter acesso aos textos conforme necessário para as aulas.
  • Sua rotina de estudos boa depende de você cuidar do seu sono, da sua alimentação e de outros elementos que não necessariamente têm a ver com os estudos mas que vão impactar diretamente.
  • A importância das revisões periódicas e de como é fundamental produzir escrevendo, fazendo suas anotações em aulas e de leituras, e como tudo isso vai facilitar enormemente qualquer produção que você venha a fazer posteriormente, além de ajudar com provas e seminários.

Além dessas, tem muitas, muitas outras. O livro é dividido em três partes:

  1. O básicos dos estudos, onde ele fala sobre como gerenciar seu tempo, lidar com a procrastinação e planejar como e onde vai estudar;
  2. Provas, exames etc. Como fazer anotações, escrever resumos, pesquisar, organizar os materiais, tirar dúvidas;
  3. Artigos e trabalhos: encontrando um tema instigante, pesquisando, ouvindo o professor, leituras, produção de narrativa, escrita, revisão, enfim.

Fora tudo isso, ele traz exemplos de pessoas reais ao longo do livro e também simulações de casos para pessoas em condições diversas. Por exemplo, como um estudante que só tem uma semana para fazer um trabalho consegue se organizar, diferente de uma pessoa que tenha um mês? E o que fazer quando há imprevistos, preguiça etc? O livro é bem legal mesmo nesse sentido.

Fica a recomendação então para quem se identifica com esses tópicos, gosta de estudar e está sempre de olho em bons livros sobre técnicas de estudos. Eu considero um dos mais legais que já li nesse tema.

Infelizmente só tem em inglês por enquanto mas você consegue comprar pela Amazon tanto na versão para Kindle quanto na versão impressa. Se você comprar utilizando este link, você ainda hoje o blog, que recebe uma pequena comissão pela venda. 😉

Caso você já tenha lido esse livro e queira deixar suas impressões, escreva aqui nos comentários! certamente vai auxiliar outros leitores ou pessoas que cheguem até aqui querendo saber mais sobre esse livro e se ele vale a pena. Muito obrigada!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Tecnologia

Para migrar suas notas do Evernote para o Notion, basta clicar em “Import”, na barra lateral do Notion, embaixo.

Abrirá uma nova janela onde você poderá escolher “Evernote” (ou outras opções).

A janela pedirá o seu login e, então, bastará escolher o caderno e as notas a importar e esperar o Notion fazer sua mágica.

A primeira vez que eu importei algo do Evernote foi um caderno em que eu costumava guardar textos da Internet para ler quando tivesse um tempo. Quando importei para o Notion, ele criou um database com esses textos. Dá para você ter uma ideia então de como ficará.

Mas, quando eu fiz isso, me perguntei se valia a pena fazer essa importação sem filtrar o que eu estava puxando de lá ou se valia a pena realmente o retrabalho de trazer para o Notion tudo o que já estava no Evernote. Explico.

Primeiro, que a mudança de uma ferramenta é uma excelente oportunidade de revisar e fazer uma limpeza em dados armazenados. Será que ANTES de importar não valeria a pena revisar e deletar alguns materiais que não precisem mais ser guardados porque não são mais relevantes?

Segundo, que talvez valha a pena manter alguns materiais lá, no Evernote, e simplesmente recomeçar com outras funções no Notion e, aos poucos, ir migrando o que sentir necessidade. Não precisa migrar tudo. Tá tudo bem ter as duas ferramentas, sendo que o Evernote pode acabar virando uma espécie de “arquivo permanente” com informações mais antigas e que talvez você não precise mais acessar no momento. E, no Notion, você começa uma nova história.

Foi o que eu resolvi fazer. Reestruturei o Evernote de modo que ele mantivesse sua estrutura antiga e recomecei meu arquivo de referência no Notion com aquilo que preciso ter acesso no momento. Conforme fui sentindo necessidade, caso o material estivesse no Evernote, eu transferia de um para o outro, mas fiz isso manualmente, pois era pouco volume.

Quando eu abro o meu Evernote, eu não vejo um arquivo “desatualizado”. Eu sinto como se estivesse abrindo uma caixa de recordações que guardo embaixo da minha cama com coisas que são ou que já foram importantes para mim em algum momento e que eu quis guardar por qualquer motivo – talvez eu até precise consultar futuramente. Mas não são materiais que eu estou usando no momento nem que preciso ter acessíveis, pois estou usando outro tipo de pasta no meu home-office. É assim que eu vejo. 😉

Muitas vezes me perguntam por que eu mudei. Essa escolha de ferramentas pode até ter motivos racionais – e, no caso do Evernote, certamente as mudanças na ferramenta realizadas nos últimos anos não me agradaram como usuária – mas na real poderia não ter tido qualquer motivo assim e eu simplesmente quisesse mudar. Faz parte. O Notion apenas me atende melhor no momento para a organização de referências, mesmo porque hoje eu sou outra pessoa armazenando essas referências. Antes, a facilidade do Web Clipper para armazenar artigos e materiais me fascinava no Evernote. Hoje, prefiro que tudo seja armazenado com um pouco mais de intenção, porque não tenho tempo a perder com microgerenciamento de coisas que eu não preciso.

Visualmente, tenho preferido também o Notion. É isso.

Cada mudança de ferramenta te dá uma oportunidade de revisar o que você está armazenando e manter apenas aquilo que é realmente importante na sua vida.

A fonte de todo o sofrimento está no apego. Let it go.

Categoria(s) do post: Vida

Olás! Quero compartilhar com vocês uma estrutura que tenho usado no Notion há mais de um ano e que tem funcionado lindamente. É uma página com os registros da minha vida por ano. Vou mostrar e tentar descrever as imagens para quem for deficiente visual.

Trata-se de um database chamado Vida onde cada elemento (página) dentro representa um ano desde que eu nasci (1981).

Ainda não coloquei imagens de capa nos anos iniciais da minha vida mas pretendo ir fazendo isso com o passar do tempo. Nos anos mais recentes eu consegui colocar – elegi uma foto que represente o meu ano ou meu “espírito” no ano e insiro como imagem de capa.

As propriedades das páginas de cada ano são:

  • Criada em (data)
  • Idade que eu completei no ano em questão
  • Década (exemplo: estamos na de 2020)
  • Ano pessoal na numerologia (que vou entrar no aniversário do ano em questão)
  • Ano universal na numerologia (2021 é 5 pois 2 + 0 + 2 + 1 = 5)
  • Década de vida que estou vivendo (exemplo: 40 a 50)

E aí, na página da Vida, do database, eu seleciono as propriedades que quero visualizar momento a momento. Neste momento, em que estou entrando no meu ano 3 da numerologia, eu quis visualizar quais foram os anos da minha vida que também foram um 3, e isso é bem legal para identificar padrões. A boa notícia é que, de modo geral, todos os anos 3 foram bem legais! hehe Vou falar mais sobre isso no futuro post sobre esse ano em questão.

A ideia é ir fazendo registros dos anos da minha vida e ir colocando as coisas aos poucos. Eu fazia isso no Evernote antes, e tenho muita coisa ainda para digitalizar e colocar, mas vou fazendo aos poucos. Estou gostando demais de como isso me permite uma reflexão sobre a vida e sobre tudo o que já aconteceu comigo. Achei que seria legal compartilhar a ideia com você. Acredito que todos esses exercícios nos ajudam com o autoconhecimento, que influencia demais na rotina que cada um constrói para si. <3 Espero que goste.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Anual

Daqui a pouquinho iniciaremos oficialmente a nossa temporada de planejamento do ano novo no Vida Organizada e, por isso, eu já fico cheia das reflexões por aqui, pensando sobre o assunto para fazer eu mesma essas reflexões e também trazê-las em formato de conteúdo para vocês.

No início do ano, eu tentei usar o Notion para os meus planejamentos, mas percebi que gosto de fazer isso no papel (Bullet Journal). No entanto, eu mostrei lá no início como eu tinha estruturado as páginas, e tinha ficado bem legal! Talvez, se você quiser usar o Notion para planejamento, seja um bom caminho ou uma inspiração geral. Para mim, ao longo do ano vi que o Notion seria mais útil para mim para a organização de referências e fazer registros. Já o Bullet Journal, que eu usava para isso, virou o caderno de planejamentos. hahaha vai entender! Nada como a prática e a vivência, além da possibilidade constante de mudança que a vida traz.

Hoje essa mesma página está assim:

Essas perguntas são uma adaptação de algumas perguntas vistas no livro do Michael Hyatt, mas eu ainda vou inserir outros tópicos e perguntas até o final do ano, que compartilharei aqui com vocês, mas já quis trazer essas para todos refletirem. Tem sido uma revisão bastante interessante para mim, especialmente para identificar aquilo que ainda está em andamento e pretendo concluir até dezembro.

Segue a checklist para você copiar e colar, se quiser:

  • Como você considera que foi este ano, de modo geral?
  • Quais eram seus planos, sonhos e objetivos concretos?
  • Quais desapontamentos ou arrependimentos você teve?
  • Você acha que deveria ter sido reconhecida em algo que não foi?
  • O que você conseguiu este ano que mais te traz orgulho?
  • Quais foram os dois ou três temas específicos que continuaram surgindo?
  • Quais foram as principais lições de vida que você aprendeu este ano?

Um pouco sobre as minhas reflexões

Muitas delas são pessoais, como vocês podem imaginar, mas algumas delas me sinto confortável de compartilhar, pois sinto que pode ajudar.

Eu já imaginava que 2021 seria um “2020, parte II” por conta da pandemia, mas acredito que tenha sido mais desanimado de modo geral do que eu esperava. Março foi um mês particularmente difícil, com muitas mortes. Isso me afetou – e a todos – muito.

Eu também tive que lidar com questões pessoais de ajustes, como a troca de medicamentos para a ansiedade e o tratamento em si. Eu melhorei e me encontrei nos medicamentos, mas levou tempo e isso influenciou demais na minha rotina.

De modo geral, foi um ano de amadurecimento da empresa e pessoalmente falando. Foi um ano intensamente triste, com tudo o que aconteceu. Um ano difícil. Mas que foi necessário para mim. Sinto que amadureci muito. Estou muito mais centrada com relação às coisas que eu quero fazer.

Sobre o lema do ano: não senti que o vivi plenamente, apesar de estar sempre presente. Não teria feito uma série de investimentos que foram feitos, teria dado uma segurada, mas as coisas aconteceram como aconteceram e isso foi importante para me formar como estou hoje, e é isso.

Sobre a área de foco: foi importante ter finanças como foco este ano, porque por mais que as coisas não tenham saído exatamente como eu esperava, definitivamente foi o meu foco. Organizei bastante coisa, fiquei de olho, consegui entender mais sobre investimentos. Tudo isso foi muito bom. Não resolvi “tudo” (e o que seria esse tudo, né?), mas senti que evoluí demais nessa área justamente por ela ter sido o foco. Foi e tem sido legal a vivência.

As minhas 5 prioridades foram realmente as prioridades!

Sobre as prioridades das áreas, considero que tudo realmente foi o meu foco.

Coisas boas:

Continuar vivendo do Vida Organizada. O Paul ter ficado bem. Ande estar bem. Alinhamentos com a equipe. Compreensão melhor de quem eu sou. Ter ficado bem de saúde. Ter tocado de maneira focada e leve o Doutorado até então. Meu relacionamento com a professora orientadora. A reorganização da minha rotina e o entendimento de que tenho autonomia de verdade sobre ela.

Trago essas reflexões iniciais para encorajar você a refletir sobre a vida como um todo (dificilmente nos permitimos isso, né?), pois todas essas reflexões serão úteis mais adiante, para qualquer tipo de planejamento, especialmente o de 2022.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

O mês de outubro me traz seminários acadêmicos.

Esta semana estou participando da INTERCOM Nacional, que é o maior evento de Comunicação do país. Eu transformei a minha dissertação do Mestrado em um artigo e submeti ao Congresso. Foi aprovado e apresentarei amanhã. Esta semana inteira estou participando dos grupos de pesquisa e palestras do evento, que homenageia Paulo Freire. Está muito bonito e, as palestras, significativas.

O outro seminário acontecerá na semana que vem, na Cásper Líbero. Todos estão sendo virtuais, obviamente. Vou apresentar meu levantamento inicial sobre trabalho e tempo livre em tempos de pandemia. É inicial porque ainda é muito cedo para avaliarmos, mas já há boas pesquisas sendo realizadas que nos permitem reflexões. Eu sou apaixonada por esse conceito do “tempo livre” como anexo ao tempo de trabalho que o Adorno faz, e ele é determinante nos meus estudos de modo geral.

E, por fim, eu achando que o mês de outubro estava mais tranquilo (RISOS), surgiu um colóquio no núcleo de pesquisa de Sociologia do Trabalho na PUC, que na verdade será realizado na UNIFAI (braço da PUC), para o pessoal da Graduação em Administração, e a minha professora orientadora acredita que seja importante que eu apresente o meu trabalho. Isso me tirou totalmente da zona de conforto porque “me obrigou” a “correr” com o texto que eu estava preparando para janeiro… E isso foi excelente porque estou muito, muito envolvida com a minha pesquisa, naquele nível de ir dormir pensando nela, acordar cedo querendo escrever e tudo o mais.

O colóquio foi adiado! Talvez seja em novembro ou até em fevereiro! Aguardando cenas dos próximos capítulos! De qualquer maneira, vou apresentar o trabalho em sala (para o grupo) em duas semanas. Todo esse “corre” me ajudou a iniciar a formatação do trabalho.

Eu também estou reorganizando o meu escritório em casa. Coloquei a mesa virada para a janela, para trabalhar olhando o horizonte, o céu, o pôr do sol. Faz toda a diferença, para mim. Além disso, coloquei outra mesa atrás de mim, de frente para a porta e embaixo do lustre, de modo que, se eu quiser “mudar de ares”, basta virar a cadeira. Em breve farei um post mostrando direitinho e quero gravar alguns vídeos. Eu comprei mais duas estantes 😇 e, quando elas chegarem e eu organizar os livros, poderei fazer esses conteúdos bonitinhos.

Nós estamos em um momento de planejamento na empresa, cortando projetos e abraçando outros importantes, que vão nos possibilitar caminhos mais focados daqui em diante. Aos pouquinhos eu vou trazendo aqui para vocês.

Vocês devem ter notado que eu estou formatando o conteúdo publicado aqui e nas redes do Vida Organizada de modo geral. Os conteúdos estão mais pessoais, mais introvertidos, porque eles refletem mais essa minha fase mesmo. Cada vez mais quero resgatar esse sentido de blog, do compartilhar percepções, e acredito que vocês tenham gostado. Claro que aceito os feedbacks, dos novos e dos antigos. Agradeço de antemão. 😉