Categoria(s) do post: Finanças

Vou compartilhando aos poucos, à medida que for concluindo, alguns projetos relacionados às finanças que tenho feito este ano. Hoje gostaria de comentar sobre a mudança que fiz referente à reserva de emergência.

A reserva de emergência não é um dinheiro para você rentabilizar apenas, e sim ter facilidade de resgate, liquidez imediata, justamente para casos de emergência.

Ao colocar o dinheiro da reserva de emergência em um fundo de investimentos, mesmo que seja o Tesouro SELIC, eu era a única responsável por ele. Meu marido não tem facilidade com finanças e, se algo acontecer comigo, todo fundo de investimento é bloqueado e só pode ser acessado por via judicial ou após a conclusão do inventário. Não é o que queremos para um fundo de emergência.

O ideal, para nós, seria colocar esse fundo de emergência em um investimento em uma conta corrente conjunta. Como não tenho interesse nem disponibilidade de ir ao banco fechar uma conta para abrir outra e pagar mais taxas, eu tenho uma conta em um banco do Governo (prefiro não dizer qual é por motivos de segurança) onde deixo o fundo emergência, e meu marido tem acesso a essa conta. Se algo acontecer, ele consegue resgatar o dinheiro. Esse investimento está dividido em: fundos, poupança e LCI.

Vale dizer que não estou dizendo que é a melhor opção do mercado, mas a escolha que fizemos aqui com base em diversos fatores.

São duas as fases do fundo de emergência, para mim.

A primeira é ter um valor investido para alguma emergência do dia a dia, tipo: quebrou a geladeira e precisa de outra pra ontem, alguma consulta médica ou exame que o convênio não cobre e é urgente, algum falecimento na família, situações do tipo. Eu tinha em mente o valor de 15 mil reais para esse tipo de coisa. Alcançado esse valor, eu comecei a ter uma segunda meta.

A segunda meta é ir colocando dinheiro até termos 6 meses de despesas pessoas pagas. Mais uma vez: o propósito dessa conta é ter liquidez e resgate imediato em caso de emergência. Não rentabilidade. Isso eu busco em outras aplicações. Então agora meu objetivo é, mensalmente, endereçar uma parte do que ganho para esse fundo, de modo que possamos ter essa tranquilidade com relação a qualquer tipo de emergência que acontecer.

Claro que pretendo falar em posts futuros como tenho feito com outros investimentos. 🙂 Vou avisando vocês.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Carreira, Saúde, Plenitude & Felicidade

A nossa gravidez foi planejada, mas eu sei que não é com todo mundo que é planejada.

De qualquer maneira, estava planejada até o final da gravidez. Eu não contava com os problemas que tive, e que me tomaram a atenção mesmo depois do nascimento do filhote.

Tive pré-eclâmpsia, e isso me deixou de repouso do sétimo mês em diante na gravidez e, depois, muito mal, precisando me cuidar para não ter eclâmpsia (que mata muitas mães no parto e no pós).

Atrele a isso o fato de que, por eu ter parado de trabalhar, meu marido tinha que ter dois trabalhos e quase não ficava em casa.

Precisei me mudar provisoriamente para a casa da minha sogra, que definitivamente não tinha estrutura para isso (nós ficamos no quarto dela e ela dormiu na sala! pensem nisso). Ela cuidou de mim durante o primeiro mês, até eu não ter mais perigo de eclâmpsia e conseguir me movimentar com o filhote sozinha em casa.

Eu sei que muitas mães não podem ter essa pausa e precisam voltar a trabalhar antes do que seria o ideal. Estou contando como foi a nossa experiência.

Com um mês de vida, voltamos para a nossa casa, morando com a minha avó. Ela ainda trabalhava fora na época, mas já me ajudava de noite para ficar com o Paul para eu tomar banho, preparar as coisinhas dele, limpar etc. Ela também me ajudou com a comida.

Eu li os livros da Tracy Hogg e sempre respeitei muito as necessidades do bebê e era quase que “obcecada” com o bem-estar dele. Se estava dormindo o suficiente, se estava mamando o suficiente, se não estava se agitando demais. Essa era a minha rotina na época. Era a prioridade.

Por volta dos três meses de idade dele, eu já me sentia melhor de saúde física, mas estava bastante chateada, caracterizando uma depressão pós parto diagnosticada posteriormente. Foi bastante difícil, mas depois de alguns meses eu fui melhorando. Não fiz tratamento na época. Não tínhamos dinheiro nem disponibilidade (eu não tinha como sair de casa para ser atendida a não ser que o levasse e isso estava fora de cogitação por “n” motivos).

Com seis meses, a alimentação sólida passou a ser introduzida e eu lembro que, nessa época, nossa rotina começou a mudar porque ele passou a dormir mais à noite, por não acordar com fome. Aí que comecei a começar a descansar de verdade e a naturalmente começar a fazer outras atividades, como escrever no blog, pensar na vida, fazer mais coisas em casa. Antes disso, minha dedicação era total a ele e ao meu sono. Eu sabia que, dormindo bem, eu ficaria bem, ele ficaria bem, enfim.

Com quase um ano de idade, voltei a trabalhar fora e, para isso, meu marido saiu de um dos trabalhos e ficou com o que tinha o horário flexível, de modo que ele pudesse ficar com o filhote enquanto eu trabalhava fora em horário comercial. Nós também conversamos e eu resolvi fazer minha pós-graduação aos sábados, pois era o dia que meu marido poderia ficar mais com ele, poderia ir na casa da mãe dele, da minha mãe, enfim, dava pra passear com ele enquanto eu estudava. Nunca foi fácil. Foi bem difícil, na real. Mas eu fiz aquilo porque me sentia defasada profissionalmente e queria começar a dar aulas (eu deveria ter feito um mestrado, mas a pós lato sensu já me animou bastante por que passei a fazer palestras, o que me ajudou com a didática e a oratória).

Com pouco mais de um ano, recebi uma proposta de trabalho para trabalhar no interior e, antes de saber se eu ficaria no emprego ou não, em vez de mudarmos para a outra cidade, eu ia e voltava todos os dias de ônibus fretado. Acordava antes de o Paul acordar e chegava quando ele já estava dormindo, na maioria das vezes. Por quase seis meses, antes de mudarmos.

Eu só consegui retomar qualquer tipo de projeto quando meu marido ficou em casa, mantendo apenas o outro trabalho, e quando o filhote cresceu um pouco mais. À medida que ele foi crescendo, tendo mais autonomia e interesses, indo para a escola, eu pude encaixar outras atividades. Além disso, tudo é questão de perspectiva. “Não consigo fazer o mestrado agora, mas quando ele crescer eu faço”. E entre o fim da minha pós e o início do mestrado foram quase seis anos. Eu esperei. Faz parte!

Não sei se vivemos em um mundo muito imediatista, se a gente não consegue enxergar em perspectiva quando pariu um filho, mas o fato é que não adianta querer ter uma rotina que simplesmente não rola se você tem um bebê recém nascido em casa, não tem ninguém junto com você como rede de apoio etc. Pare de se comparar. Pare de se cobrar. Foque em ficar bem, em seu filho ficar bem. Isso já é TANTO. Todo o resto, se não for de extrema necessidade, pode esperar, e tá tudo certo, viu? A vida é curta mas nem tanto assim. Justamente por isso, APROVEITE o momento que está vivendo agora.

Espero ter ajudado. <3 Sei que é difícil. Sinta-se abraçada/o.

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Categoria(s) do post: Rotinas, Tecnologia

Como organizar e-mails? Algumas dicas práticas:

Leia todos os dias.

Não fique com ele aberto: entre de tempos e tempos e leia os novos.

Quando ler um e-mail, já direcione corretamente. Se demanda ação, põe na pastinha de ação. Se e arquivo, arquiva na pasta com a palavra chave.

Delete o lixo e spam.

Se for para outra pessoa fazer, encaminhe com a orientação e aloque na pasta de aguardando.

Quando ficar ausente, use resposta automática de férias explicando a ausência.

Quando e-mails acumularem, jogue todos na pasta revisar com calma para ler aos pouquinhos. Trate os novos normalmente.

Mantenha na entrada apenas o que não foi lido.

Evite ter o retrabalho de ler o e-mail duas vezes! Leu uma, já define o que fazer com ele.

Você tem alguma dúvida específica? Poste aqui!

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Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade, Semanal

Se você quer começar alguma coisa, por que esperar até segunda?

Domingo é um dia mais tranquilo e talvez você consiga fazer com mais qualidade e tranquilidade.

Vale para: planejar as refeições da semana, iniciar uma atividade física, começar a ler um livro, estudar um idioma ou outras atividades que você queira começar a fazer. 😉

Lembrando que são sempre sugestões e não regras a serem seguidas. Fique bem.

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Categoria(s) do post: Novidades

Este trabalho com o Vida Organizada, em formato de blog, começou em 2006. Este ano, completaremos 15 anos.

Muitas pessoas são novas, enquanto outras me acompanham há muito, muito tempo. E isso é muito legal. Me sinto honrada, de verdade. E falar sobre um mesmo assunto, se especializar nele, é tão gratificante pois ele sempre se renova! Não há limites quando se trata de aprender e ensinar, por isso eu gosto tanto de estudar.

Meu aprendizado, minha percepção, experiência etc. amadureceram muito nos últimos anos. E, claro, tudo o que sei hoje vai estar ainda mais amadurecido daqui a 15 anos novamente. Por isso mesmo eu vejo toda a criação de conteúdo feita tanto aqui no blog quanto em outros canais sob o ponto de vista da narrativa. A minha narrativa evoluindo enquanto construo isso com vocês.

No dia 21 de abril acontecerá a primeira de uma nova série de lives no canal, voltadas a quem quer começar a se organizar do mais absoluto zero. Serão aulas toda quarta-feira trazendo os temas mais relevantes com relação ao processo pessoal de organizar.

Seja você um iniciante ou um iniciado nesse mundo, a ideia é trazer aprendizados para todos, com novas perspectivas aprendidas nesses anos todos. Ou seja: mesmo que você acompanhe o Vida Organizada há bastante tempo, vai se beneficiar desse conteúdo. A gente nunca lê o mesmo livro duas vezes. <3

Clique aqui ou no vídeo abaixo para acertar o lembrete! A primeira live será no dia 21 de abril, e depois sempre às quartas-feiras, às 18h (horário de Brasília). No dia seguinte, mesmo horário, uma live de perguntas e respostas para ajudar no aprofundamento e tirar dúvidas.

Se quiser, achar importante ou apropriado, divulgue essa iniciativa na sua empresa ou entre sua família e amigos. Tenho certeza que será útil a todos que querem lidar com a sobrecarga e construir uma rotina mais tranquila, com equilíbrio em todas as áreas da vida.

Te vejo lá!

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Família

Hoje o filhote completa 11 anos de idade. Recebeu a cartinha de Hogwarts. 🙂

De acordo com a conversa que tive com a minha aluna e psicóloga Luana Lemos, o Paul está no segundo setênio, que vai dos 7 aos 14 anos, e é uma fase de sentir o mundo ao seu redor.

O que eu vejo de modo geral é que ele começa a se tornar mais rebelde nas emoções, entrando na adolescência mesmo, sabe? Aquele senso comum que a gente tem de adolescência, que você pede uma coisa e a criança diz “peraí!”, ou “fala sério, mãe!”.

Ele está justamente nessa transição da infância para a pré-adolescência, então os gostos ainda são um pouco misturados. Apesar de gostar de atividades mais infantis como alguns tipos de desenhos e jogos, ele já curte outras coisas, desde vídeo-game até filmes.

A maior dificuldade no momento está com a questão emocional no confinamento. Com tantas restrições, temos dificuldade para estabelecer limites – afinal, já são tantos. Toda interação dele com o mundo é através de uma tela, na aula, com os amigos, com o primo. Então as “regras” que valiam antes para telas precisaram ser remodeladas, mas ainda não temos um consenso.

Outro desafio diz respeito aos horários. Ano passado ele estudou de manhã, mas este ano voltou a estudar de tarde. A não obrigatoriedade de acordar cedo faz diferença, e ele está indo dormir super tarde. Isso me incomoda muito mas não estamos conseguindo mudar. E eu não consigo dormir sabendo que ele está acordado, pois me causa ansiedade. Difícil!

O terceiro desafio diz respeito à saúde diária. Ele tem se alimentado bem, de maneira equilibrada, nas refeições, mas belisca e faz lanches muitos mais vezes. E não faz tanta atividade física. O resultado veio em uma barriguinha, e isso me preocupa porque não quero que ele passe do ponto e engorde muito. SEI que é normal na pandemia todo mundo engordar um pouco – estamos em casa, é complicado, comemos mais, não nos exercitamos tanto. Mas preciso ficar de olho para ele não exagerar, e sempre caímos naquela história de “ele já tem tantas restrições..”.

Eu sinto facilidade em lidar com ele nas conversas porque acho que, sinceramente, nunca saí da quinta série. Então faço piadas, tenho facilidade na conexão das coisas que ele gosta, faço provocações que os alunos fariam na escola sobre futebol, essas coisas, então nossa relação está muito legal. Quando preciso pedir algo, ele me ouve, porque sabe que sou legal na maior parte das vezes. rs

Percebo que ele sente mais falta do estar presente, porque mesmo eu trabalhando em casa, não estou exatamente de férias, né? Então ele tem tido mais vontade de ficar comigo do que antes, me pedindo pra sentar com ele no sofá pra contar piadas e conversar, por exemplo. Ele não fazia isso antes, e tenho certeza que tem a ver com a P.

Ele está com dificuldades para dormir sozinho, e essa é uma regra que não vejo problema nenhum em quebrar, pois é uma regra ocidental imposta. Ele precisa de acolhimento. Então nos revezamos dormindo com ele um dia, no outro dia ele dorme com o cachorrinho na cama dele, no outro ele dorme com o pai e por aí vai. É um dos momentos mais amorosos do dia, para mim. Eu adoro dormir com ele pois me passa a segurança de que está tudo bem.

No último ano, ele teve múltiplos interesses, de astronomia a xadrez. Paul é definitivamente um carinha das exatas e disse que quer trabalhar com programação de computadores quando “crescer”. Ele faz umas contas muito loucas de cabeça. Sempre foi assim, desde pequeno.

Eu amo ser mãe e considero um privilégio como ser humano poder cuidar de um humaninho até ele se tornar independente. São duas décadas iniciais muito significativas e que demandam uma responsabilidade imensa na educação. Meu estilo de cuidado e educação infantis é dando o exemplo. Não acredito em falar e não fazer. Educo pelas coisas que eu faço, todos os dias.

Também mostro que erro, que faço besteira, peço desculpa, digo quando não estou bem, e ele é uma criança carinhosa que entende e quer estar sempre por perto, cuidando.

Tem dias em que está mais agitado que em outros, que obedece ou desobedece mais, mas vejo que é normal da idade. Meu foco continua o mesmo: que ele continue confiando em mim, que não se perca esse vínculo, pois ele será muito importante na adolescência como um todo para não se meter em roubadas.

Parabéns, meu amor. <3 Bem-vindo à Grifinória.

Categoria(s) do post: Destralhar

Seja qual for o estado em que você se encontra ou que sua casa esteja nesse momento, você vive dentro dela. Tralha é tudo aquilo que você não usa, que não faz mais sentido para você manter.

Claro que isso se aplica a outras coisas que não objetos!

O fato é que, se você mantém tralha de qualquer maneira, essas coisas estão te dando trabalho pra limpar e armazenar, além de estarem ocupando o espaço de outras coisas ou atividades que talvez sejam mais importantes.

Por isso, sempre vale a pena dar uma volta pela casa e analisar o que “já deu”. Você pode vender pela Internet, doar, reaproveitar de outra maneira, ou até mesmo reciclar. Inicie esse movimento hoje, mesmo que passo a passo, uma coisa de cada vez.

Não tem como ser diferente. Você também chegou até aqui desse jeito. Constância é a chave.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Saúde

Eu estudo ayurveda, cronobiologia, ritmos circadianos, higiene do sono, e entendo perfeitamente o poder da natureza e do respeito aos seus ciclos, e como o horário em que o sol nasce pode ser o melhor horário para os seres humanos despertarem.

Também sei que ter uma rotina, especialmente de sono, faz muita diferença para pessoas que sofrem de ansiedade, para crianças, e para pessoas que estejam em algum tipo de tratamento de saúde, pois essa regularidade organiza os processos do corpo.

Eu só não concordo que isso tenha que virar uma cobrança. TENHO QUE acordar cedo para ser mais produtivo. TENHO QUE levantar antes de todo mundo para parecer que já fiz muita coisa antes do dia efetivamente começar.

Milagre da manhã é acordar depois de uma noite de sono reparador, tendo dormido horas suficientes para descansar e ficar bem.

Clube das 5am pode ter a ver com as corujas e não necessariamente com você. Assim como pode ser ótimo.

Também pode acontecer de você gostar de acordar cedo mas sentir que precisa dormir até mais tarde de tempos em tempos, ou em dias mais frios, ou quando estiver com cólica, ou com dor de cabeça.

A vida é feita de fases. E a coisa mais importante sobre a rotina é você adaptá-la conforme as suas necessidades.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Saúde, Lifestyle

Em julho do ano passado, eu tive COVID. Durante pouco mais de um mês, tive bastante falta de ar. Não conseguia passear com os cachorros na rua, pois ficava sem fôlego. Até o final do ano, senti muita fadiga – uma fadiga diferente, difícil de explicar. Minha oxigenação estava normal, mas fiz parte de uma série de estudos e pesquisas e, em contato com os médicos, concluiu-se que eram sequelas comuns apresentadas por quem teve a doença. Outra coisa é que as pessoas tinham sintomas e sequelas diferentes. E eu, pessoalmente, acredito que a gente ainda não tenha ideia do impacto disso a longo prazo. Precisamos esperar e viver para ver.

O fato é que às vezes eu me esqueço disso. Tem dias que eu não me sinto 100% bem. Que eu me sinto com essa mesma fadiga do ano passado. Venho tentando retomar o ritmo mas percebo que, quase um ano depois, eu não consigo ter o mesmo pique depois do COVID. Pode ter a ver com a idade, com o momento que vivemos (já desanimador como um todo), com as sequelas, pode ter a ver com as decisões profissionais tomadas de 2019 para cá (de trabalhar menos e estar acostumada a esse novo ritmo).

A gente está se estruturando aqui dentro como equipe e muitas funções que hoje são feitas por mim estão sendo aos poucos distribuídas e novos processos vêm sendo criados, de modo que eu consiga viabilizar algumas atividades que considero importantes de modo geral tanto na criação de conteúdo quanto com relação ao método, ao curso, aos livros e tudo o mais. Mas, por hora, eu preciso sempre ficar me lembrando – e lembrando todo mundo que me acompanha – que eu não sou uma maquininha e que minha disponibilidade simplesmente não é a mesma que antes. E que eu preciso aceitar esse ritmo para ficar bem. Muitas vezes, vou agendar uma LIVE em determinado momento, mas posso não me sentir bem no dia e vou precisar cancelar. Acontece. Mas eu prometo que sempre vou fazer o melhor que puder em todas as situações.

São situações como essas que me mostram a importância deste trabalho que fazemos. Este post não traz nenhuma resposta – apenas reflexões que considero importantes neste momento que estamos vivendo. Como você está? Como você se sente? Como está o seu ritmo? Deixa aqui nos comentários, se quiser.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Saúde

Um ano sem ir à academia.
Um ano sem correr na rua.
Apesar de praticar yoga diariamente, estava sentindo falta de atividade aeróbica. Meu corpo estava sentindo.

Eu instalei um app (Seven), que é muito legal e útil, mas eu percebi que, se quisesse resultados mesmo, eu precisava me comprometer com alguém.

Então eu pedi indicação de personal trainers que fizessem esse trabalho virtualmente.
Iniciei há pouco tempo mas já tem feito toda a diferença para mim.

Me programei para fazer pelo menos durante seis meses esse projeto para ver os resultados e, dali em diante, definir novas estratégias. Pensar em seis meses me deixa tranquila com o planejamento da rotina e também com o planejamento financeiro atrelado a esse projeto.

Não existe um modelo certo ou errado de se fazer as coisas, mesmo porque cada pessoa está em um momento, tem recursos, condições e circunstâncias. Mas a pergunta que sempre podemos nos fazer é: o que eu posso fazer hoje, com as condições que tenho, para ter uma rotina mais legal dentro de algo que seja importante para mim?

Meu post é para te incentivar a isso. <3
Fique bem.

Categoria(s) do post: Trimestral

Eu gosto de revisar os meus objetivos de curto prazo sempre na virada de cada estação. Essa época me engatilha mentalmente a ideia de fazer esse tipo de revisão há alguns anos.

Até então, meu objetivos estavam no Notion, pelo teste que venho fazendo há alguns meses. Depois, ao migrar as listas para o Todoist, tentei migrar os objetivos. Mas percebi que a dificuldade de trabalhar no formato de listas para os objetivos é que eles não são lineares. Eles se apresentam mais como cenários, para mim. E foi quando eu lembrei do formato que melhor funcionava para esse tipo de raciocínio, para mim: mapa mental. Bora voltar os objetivos para o Mind Meister então.

Alguns textos estão tampados porque são bastante pessoais e eu prefiro deixar alguns objetivos assim “em segredo” até que aconteçam.

Pensando no cenário então entre o momento atual (abril 2021) e até dois anos (abril 2023), consigo imaginar o que gostaria de fosse verdade para cada uma das áreas da minha vida e colocar no papel. Sim, fiz todo o brainstorm no papel e, depois, passei para o Mind Meister para ficar organizado e permitir revisões futuras.

Para cada objetivo, eu me pergunto: o que posso fazer com relação a isso em 2021? Assim, identifico projetos.

Me chama a atenção ter conseguido “categorizar” os objetivos em algumas áreas, como Doutorado, saúde, finanças, MVO e gerenciamento da empresa, porque eles descrevem efetivamente o meu foco no médio prazo também: a empresa, com a holacracia, a construção do Método Vida Organizada, a preparação das finanças e da saúde para a velhice, a minha formação como pesquisadora e professora com o Doutorado e assim vai. Tenho três objetivos que ficam na categoria “outros”, que são importantes para mim igualmente.

Essa revisão a cada três meses me permite refletir sobre os projetos e verificar o encaminhamento de cada objetivo.

Não tenho pressa de viver a vida nem de alcançar as coisas logo. Gosto de curtir o caminho. Ter os objetivos apenas me dá uma direção para viver o hoje muito bem, priorizando as atividades na minha vida e fazendo coisas que eu goste.

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Mensal, Áreas da Vida

Uma das coisas que eu mais gosto ao fazer essa análise da roda da vida mensalmente é perceber como a vida muda, nossas necessidades mudam, e como essa reflexão é necessária para a gente se conhecer e pensar em mudanças positivas ou até mesmo entender que precisa se dar um tempo em determinados setores.

Saúde eu não me dei nota máxima de satisfação porque, apesar de ter iniciado um novo projeto bom para fazer exercícios em casa, meu sono desandou um pouco no último mês, e eu pedi mais delivery do que gostaria. Preciso retomar meus hábitos agora em abril. Mas olha como é importante revisar e perceber?

Dar nota baixa em estudos me mostrou como a cobrança acadêmica já está me afetando. Um mês de doutorado e já acho que estou fazendo pouco. É uma carga muito maior que a do mestrado de textos para ler, além de ser em outra área de formação para mim (e, por isso, muitas leituras são básicas para uma galera e, para mim, ainda não). Não consegui escrever o quanto eu gostaria nem ler no ritmo que eu esperava. Tudo bem, eu tive um evento no trabalho no último mês que me tomou muito espaço, mas mesmo assim eu sinto que poderia ter feito mais. Ao mesmo tempo, não me sinto frustrada, pois sei que estou me adaptando, aprendendo sobre esas nova demanda, e que aos poucos as coisas de ajeitam. É pegar leve comigo mesma, sabe?

Outra área que me dei nota menor foi finanças, pois é uma preocupação, apenas. Um ponto de atenção maior nesse momento que estamos vivendo. Lembre-se que é a minha área de foco para o ano e que meu lema para 2021 é “cresça com responsabilidade”. Logo, sinto que, no início desse segundo trimestre, eu gostaria de ter andado com mais coisas nessa área do que efetivamente andei, mas entendendo também que estou fazendo o melhor que posso nas condições atuais e respeitando o meu tempo. Março foi um mês muito difícil emocionalmente, mas eu já melhorei (pretendo falar sobre isso em outro post).

Outra área que dei nota mais baixa foi espiritualidade. Definitivamente, foi uma área que não consegui fazer muita coisa no mês de março. Nem do retiro que me inscrevi consegui participar (tive um problema de acesso que não consegui resolver, enfim). Mas eu tenho a gravação e pretendo fazer nos próximos dias.

O legal desse exercício não é se dar nota 10 em tudo, mas a reflexão sobre a própria vida e o que está acontecendo. Algumas coisas eu posso ou preciso mudar, outras apenas preciso deixar o tempo passar para resolver. Mas, me dando essa reflexão de presente pelo menos uma vez por mim, consigo ser mais compassiva com o que está acontecendo comigo.

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