Categoria(s) do post: Ferramentas de organização, Vida Organizada, Mensal

Esta semana eu compartilhei como está a minha organização atual do Notion, então hoje quis trazer um exemplo na prática para mostrar como estou fazendo.

Pela manhã, trabalhei na configuração do Glass Frog e, ao processar minhas anotações, percebi que ele era um projeto. Certo? Certo.

Antes de inserir no Notion, me perguntei qual era o recorte dessa demanda, para esclarecê-lo melhor. E defini que a configuração da ferramenta era algo para ser concluído este mês, como prioridade. Então, abri o database de Prioridades do Mês e inseri a nova nota.

Mês relacionado: Julho 2021.

Foco da semana: criação da conta. Feito. ✓ Na semana que vem, teremos todas as outras configurações finalizadas (círculos e papéis já existentes).

Relacionado a um marco para o trimestre que é: esclarecer sobre que caminhos seguir no momento na Holacracia.

Essas duas propriedades acima são na verdade links para os databases dos trimestres e das semanas de 2021. Uma relação para cima e outra para baixo, então.

Uma vez por semana, eu reviso as prioridades do mês para definir os focos da semana e, com isso, estabelecer ações para executar no dia a dia.

MVO na prática para vocês. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Novidades

Oi pessoal, tudo bem? Eu estou postando este aviso aqui no blog porque muitas pessoas que são cadastradas na nossa newsletter não estão abrindo os e-mails e eu não quero que ninguém deixe passar essa oportunidade por falta de aviso.

Nós estávamos com uma lista de espera enorme para a nova turma do Método Vida Organizada e começamos a receber mitas solicitações para abertura de uma turma ainda em julho, para aproveitar as férias escolares, de universidades, mestrado, doutorado etc.

Por isso, abrimos uma turma excepcionalmente para quem estivesse cadastrado nessa lista e na nossa newsletter, apenas esta semana, e as inscrições se encerram HOJE. Como apenas 14% das pessoas abriram os nossos e-mails com esse aviso esta semana, 😱 nós achamos que seria importante fazer este post aqui para avisar e, amanhã, tirá-lo do ar.

Portanto, se você está visualizando este post, significa que ainda dá tempo de se inscrever!

Aqui você encontra todas as informações sobre o nosso curso e o link para a inscrição

Aqui você se matricula direto

Nosso curso está com MUITA coisa nova e terá uma novidade incrível em agosto, por isso o valor está sendo reajustado. No entanto, nesta semana, você pode se inscrever com desconto, então sua inscrição pode ser realizada por R$1.597. Aproveite. 😉

Muito obrigada!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Holacracia

Existem algumas atualizações sobre essa nova área aqui para a gente e eu gostaria de compartilhar com vocês.

Se você não sabe o que é holacracia, veja outros textos do blog a respeito. 😉

Reunião com consultor

Realizei uma reunião este mês com um consultor da Holacracy.org para entender como funcionavam os seus programas e como eu poderia me tornar uma coach certificada para trazer a Holacracia como produto aqui para o Brasil. A reunião foi excelente! Como vocês podem imaginar, existem vários passos a serem implementados, mas já estamos encaminhados, e tudo isso contribuirá enormemente para a agilidade desse processo. (O fato de usar GTD também é um diferencial, visto que o próprio David Allen chama a Holacracia de “GTD para empresas”. É uma coisa a menos para aprendermos.) Ele me passou então os próximos passos, que basicamente são os seguintes:

Implementação da Holacracia na empresa

Nós aqui no Vida Organizada iniciamos esse movimento este ano, apesar de meu contato com a Holacracia ser antigo (desde 2015, através do David Allen). Todos da equipe estão lendo o livro e nós já implementamos a ideia de círculos, papéis, responsabilidades, propósito, Constituição, tensões, Governança, reuniões táticas etc.

Estávamos usando o Notion para essa organização, mas o consultor recomendou que nós usássemos o software próprio da Holacracia, que é o Glass Frog, então estamos migrando.

Glass Frog

Neste exato momento estamos configurando a conta da empresa no Glass Frog, o app criado para gestão dentro da Holacracia, e lá dentro administramos todos esses papéis, círculo, reuniões e projetos. Esperamos concluir a configuração básica ainda este mês e, em agosto, consolidarmos todos os projetos lá dentro.

Formação

Bem, é necessário ter algumas formações para requisitar a licença de uso da metodologia comercialmente.

Duas delas já estão no meu radar para iniciar este ano – a Coaching Certification e o Practitioner Training. Um deles terá sua versão online em outubro e, se casar com as datas do meu Doutorado, já poderei fazer. A de Coaching ainda não tem previsão para um futuro próximo, mas serei avisada quando tiver.

Além disso, eles têm uma espécie de comunidade para estudos de caso, troca de experiências e aprendizado prático da Holacracia durante um ano. Eu e outra pessoa da equipe vamos entrar assim que forem liberadas as inscrições, e aí poderemos aprender com o que já está disponibilizado lá também, para implementarmos internamente.

Sim, a coisa está ficando séria! Mas tem sido muito legal.

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Tecnologia, Arquivos

Eu já comentei aqui anteriormente sobre o meu teste usando o Notion para organizar listas. Você pode ler as minhas percepções completas no post em si. Em resumo, dá para usar, mas prefiro usar uma ferramenta nativa para listas e, por isso, para a organização das listas que uso no dia a dia, utilizo o Todoist. Eu também reorganizei meu Evernote para armazenar alguns materiais de referência, mas não todos.

Como estou usando o Notion no momento, então?

Basicamente, são quatro páginas principais.

Em Entrada, eu coloco as coletas pelo celular ou outras diversas, para processar e organizar diariamente.

Em Listas, estão as listas que criei antes para testar e estou reformulando. Eu tentei organizar todas no Todoist – até a de Projetos – mas, para mim, funciona melhor no momento manter no Todoist apenas as listas que utilizo diariamente. Então, no Notion, no momento tenho a lista de Projetos e uma página para Checklists semanais, mensais etc.

Em Planejamento, estão as páginas que mais uso no Notion no momento. Planejamento anual, dos trimestres, dos meses e das semanas. A página do ano, 2021, fica nos favoritos para eu acessar mais facilmente. Eu uso o conteúdo dentro dela para fazer todos os meus planejamentos de “frequência”: ano, trimestres, meses, semanas. Tem funcionado maravilhosamente bem, cada vez mais.

Em Arquivo, estão materiais de referência de diversos assuntos organizados por ordem alfabética. Arquivos da empresa, do Doutorado, coisas desse tipo. Estou em um momento de entender o que funciona melhor de arquivar no Notion ou em outros lugares, como o Evernote. Mas acredito que esteja chegando em uma separação legal.

Ainda não está “redondinho”, mas quando está? Por isso quis fazer este post compartilhando como tenho usado no momento, para ficar como referência, pois muitas pessoas me perguntam. Quando eu fizer uma atualização significativa, farei um novo post compartilhando. 😉

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Tecnologia, Dicas de produtividade

Uma das maiores vantagens de utilizar mapas mentais na sua organização pessoal é desenvolver a visão global ou conseguir enxergar o todo, estimular os dois lados do cérebro, aumentar a produtividade, solucionar problemas, aumentar foco e concentração, acelerar o aprendizado, estimular a geração de ideias e organizá-las em categorias e hierarquias.

Eu gosto de centralizar todos os meus mapas mentais em uma ferramenta chamada Mind Meister porque já trabalho com ela há muitos anos e me atende bem. Tenho a versão paga, que permite criar mais de três mapas na minha conta e traz alguns recursos que eu uso (minha conta é a Pessoal).

Quis criar este post para compartilhar como está a organização atual da ferramenta e para que tenho usado os mapas na minha rotina, tanto pessoal quanto profissionalmente.

Basicamente, são essas pastas que preciso ter hoje. Em Arquivo ficam os mapas mentais que estavam nas outras categorias mas agora não são mais usados – guardo como referência apenas.

Em Livros, coloco os mapas mentais de resumo de livros. É legal você usar o formato de mapa mental para resumir um livro e depois da leitura do mesmo estudar através do mapa.

Em Pesquisa Acadêmica, eu coloco todos os mapas de projetos em andamento que eu esteja trabalhando em termos de pesquisa.

Em Pessoas e Reuniões, eu tenho registros de mapas para reuniões maiores ou recorrentes, e reuniões com pessoas. Em Scripts, coloco scripts de vídeos e de aulas, pois me ajuda usar mapas mentais para planejar o que vou ensinar. Em Planejamento de Vida, coloco os mapas que mais uso, que são os mapas pessoais.

Minha vida ficou muito melhor quando aceitei que prefiro manter algumas informações em formato de mapa mental em vez de tentar “encaixá-las” em ferramentas de listas ou páginas.

Vale uma nota final aqui: se eu fizer algum mapa mental no papel, eu tiro foto e digitalizo para dentro do Evernote.

Espero que o post tenha sido útil.

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Vida Organizada, Semestral

Uma ou duas vezes ao ano eu faço uma revisão dos meus objetivos de médio prazo.

No Método Vida Organizada, costumo separar os objetivos em curto, médio e longo prazo, e o médio prazo diz respeito à “era da vida” em que você está. Existem diversas maneiras de avaliar essa era – por década (dos 30 aos 40 anos), por ciclo da numerologia (nove anos) ou de maneira mais subjetiva e personalizada (“estou em uma fase dedicada a tais questões”).

De todo modo, os objetivos de médio prazo têm sempre uma característica: eles são a “curva do transatlântico”. Não dá para dar uma guinada, a não ser que algo muito radical aconteça em sua vida. De maneira geral, os objetivos de médio prazo levam tempo para acontecerem, simplesmente porque existem coisas que levam mais tempo mesmo. Como um transatlântico quando precisa virar, ele faz uma curva maior.

Imagem: Click RBS

O médio prazo depende também do parâmetro analisado. Falando sobre a vida de uma pessoa, pode variar igualmente. Quando eu tinha 18 anos, médio prazo para mim provavelmente significaria todo o período até entrar na faculdade, me formar, talvez fazer uma especialização e, assim, concluir essa “era” de início da vida profissional. No momento, em que estou prestes a completar 40 anos de idade, eu começo a ver médio prazo como um período da vida relacionado à maturidade, porém ainda não chegando na terceira idade. Logo, entre os meus 40 e 55 anos, talvez, eu tenha algumas coisas que eu queira fazer para chegar à velhice melhor em todos os sentidos. Quando eu penso no ciclo de nove anos da numerologia (em que estou passando de um ano 2 para um ano 3, em setembro), isso significa pensar dos meus 39 aos meus 46 a 47 anos, o que faz bastante sentido neste momento de vida para mim. Cada pessoa pode estimar de um jeito, assim como para uma empresa isso seria diferente, assim como para a História mundial isso seria diferente. Tudo é questão de perspectiva. Um século na História não é quase nada mas, para uma pessoa, significa um tempo de uma vida muito bem-sucedida (a média de longevidade do brasileiro é de 76 anos).

Como cada pessoa reflete sobre essas circunstâncias varia igualmente. Você pode desenhar um painel, um mural, ter um mapa mental ou simplesmente fazer visualizações a respeito. Depende muito do estilo de cada um para se organizar também. Eu já testei diferentes formatos. Gosto de desenhar no papel, especialmente enquanto faço as reflexões, mas um formato que me agrada para informações desse tipo é o mapa mental no Mind Meister.

Eu não quero que você pense, a partir deste post, que eu estou dizendo que *obrigatoriamente* você deva ter objetivos e levar uma rotina de “alta performance” especialmente voltada para eles. Não é essa a ideia, realmente. O que eu desejo com este trabalho é te mostrar que, se você quer algumas coisas na sua vida, elas podem levar tempo, então pode ser que você queira direcionar os seus esforços a partir de agora. E cada um deve sempre levar em conta as suas condições para tal. Vivemos em um país extremamente desigual, em que é complicado eu falar em um estilo de vida aqui que muitos podem não conseguir viver ou que pareça muito modesto para outras pessoas. Cada um deve adaptar à sua realidade. Não estou impondo nada em termos de conteúdo, mas encorajando um modelo de raciocínio.

Não tenho como abrir o mapa inteiro para mostrar detalhes, porque é bem íntimo meu, mas eu penso que, com os direcionamentos gerais que já compartilhei aqui, dê para vocês terem uma ideia.

Na prática, funciona assim:

Em ESTUDOS, por exemplo, eu tenho o doutorado. Em médio prazo, isso significa que eu quero entrar e concluir a minha tese de doutorado. Essa é a minha meta com relação a esse assunto nesse ciclo de vida em que estou. O ciclo atual pode ter nove anos (na numerologia, lembra? veja lá no começo do post) e o doutorado leva de quatro a seis anos, mas significa apenas que, nesse recorte da minha vida, quero estar dedicada a esse tema. Isso inclusive me dá mais “elasticidade” para trabalhar na tese sem a contagem regressiva que é quando efetivamente se matricula no doutorado em si.

No ano passado, quando revisei pela última vez esse mapa (em novembro), eu ainda não tinha me matriculado no Doutorado. Agora, não só me matriculei como já concluí o primeiro semestre! Para vocês verem como o objetivo de médio prazo leva tempo para ser alcançado mas existem objetivos de curto prazo e projeto em andamento que garantam seu alcance em algum momento.

Se ingressar no doutorado é um objetivo de curto prazo, eu consigo, com base nele, chegar em projetos, ou recortes para o ano em questão (2021-2022). O que eu consigo fazer neste momento, nesse horizonte de um ano, levando em conta a situação da pandemia etc etc? Eu não trabalho *nos* objetivos. Eles existem. Eu crio projetos para ir concluindo e, com a conclusão deles, os objetivos são alcançados. E eu não trabalho nos projetos. Defino ações que trabalharei diariamente, semana após semana, que farão com que os projetos sejam concluídos. Tudo, absolutamente tudo, se resume às ações que você faz todos os dias, em como você aloca seu tempo nos afazeres que são realmente importantes e construtivos.

Eu fiz alterações na parte de CASA, pois temos ajustes em objetivos que já tínhamos. Mais clareza sobre o que queremos. Eu absolutamente amo fazer essas atualizações, porque elas são construídas com o tempo e a vivência mesmo. Por isso o espaçamento entre as revisões também é importante.

Como falei, revisei esse mapa agora em julho, como parte de uma revisão semestral que envolve outros elementos (e estou compartilhando com vocês aqui no blog aos poucos, nos posts diários). Pretendo fazer uma nova revisão deles em janeiro, se não quiser fazer antes.

Se você tiver alguma dúvida e quiser me perguntar, deixe um comentário. Obrigada por ler até agora. Espero que o post seja útil para você também.

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Mensal

Eu gosto de planejar o mês seguinte por volta do meio do mês anterior, pois no planejamento do mês eu faço agendamentos importantes do trabalho e consigo antecipar algumas coisas importantes antes do mês em si começar. Isso me ajuda a ter uma rotina tranquila quando entra o novo mês.

Agosto é o segundo mês do terceiro trimestre do ano. Isso significa, também, que em determinado momento do mês eu vou revisar o meu planejamento do trimestre em si e revisar o planejamento do trimestre seguinte, que é o último do ano. Tudo isso me ajuda a revisitar os planejamentos que fiz para o ano em questão e ver como estão as minhas metas e objetivos, para fazer ajustes, se necessários.

A primeira coisa que faço ao planejar um mês em questão é ter uma visão geral dele na minha agenda.

Eu uso a agenda do Google e na imagem acima ela aparece com a visualização mensal.

Primeiro eu vejo as informações que já estão organizadas na agenda para só depois pensar em possíveis planejamentos.

O que eu preciso planejar todo mês:

  • Reuniões com a equipe: algumas já podem ser agendadas com antecedência, como reuniões recorrentes de projetos e reuniões 1:1;
  • Aulas do MVO, mentoria e outras que vou ministrar;
  • Encontros dos Grupos de Pesquisa que faço parte;
  • Eventos, aulas e retiros no Centro Budista.

Agosto em particular será bastante desafiador porque voltam as aulas do Doutorado e eu participarei de um retiro budista importante até o dia 15. Algumas atividades eu consigo deslocar desses dias, mas outras não.

Esse planejamento se dá em primeiro lugar na agenda, então, pois assim consigo antecipar alguns agendamentos importantes, especialmente para alunos, equipe, família, e mais para a frente as demais revisões (semanal, trimestral) vão me ajudando a entender o que preciso trabalhar em termos de projetos e atividades.

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Categoria(s) do post: Finanças, Livros

Então, gente. Eu sei que estou um pouco atrasada com a resenha dos livros para o meu projeto de 12 livros de finanças para 2021, mas já vou explicar o motivo disso.

Só para contextualizar para quem está chegando agora: a área da vida que escolhi para dar foco no ano de 2021 foi finanças. A ideia é poder reavaliar absolutamente tudo na minha vida com relação a essa área e priorizar projetos relacionados. Um desses projetos, e que trouxe para a criação de conteúdo aqui, é a leitura de 12 livros – um por mês – sobre finanças.

O livro de junho era “O homem mais rico da Babilônia”. Esse livro é indicadíssimo por 9 entre 10 especialistas em finanças e eu sempre tive curiosidade de ler – por isso ele figurou na lista. O que acontece é que eu coloquei muitos livros nessa lista pela percepção que eu tinha deles, mas nem todos estão atendendo o propósito que eu esperava para este ano. Mas tá tudo bem – são livros que eu quero ler de qualquer maneira. Só que eu estou em um momento da vida em que já li o suficiente de “livros de mindset” para finanças, sabe? Além de achar que, sobre isso, o Napoleon Hill é imbatível. De qualquer maneira, encarei essa leitura mas, apesar de ser um livro fininho, ele se arrastou pelo mês de junho. Não queria ler, sabe? Achei chato e vou dizer por quê.

Eu DETESTO livro de “historinha”. Livro que fica te colocando dentro de uma ficção aleatória só para explicar uma frase ou um ponto. E veja: eu respeito as histórias. Acredito sim que elas tenham seu valor, fazem com que a gente se conecte mais com o assunto, e talvez até ajude a lembrar das coisas. Mas isso torna a leitura quase insuportavelmente pedante para mim. Eu simplesmente não gosto. Entendo que outras pessoas gostam, enfim. Questão pessoal mesmo. E esse livro é inteirinho assim. Já começa na historinha e eu tive até dificuldade de entender o ponto lá no início. Talvez por isso eu tenha começado e desistido dessa leitura tantas vezes. Como ele era o livro de junho, me forcei a ler para fazer a resenha.

Não vou ser injusta com relação ao conteúdo. Eu entendo por que ele é considerado um livro importante pela galera que fala de finanças. É um livro que traz aquele básico que todo mundo precisa saber:

  1. É importante fazer seu dinheiro crescer
  2. É importante guardar uma parte do que você ganha
  3. É importante controlar os gastos
  4. É importante ter múltiplas fontes de renda
  5. Tenha cuidado com investimentos perigosos
  6. Tenha “um pedaço de chão para a sua família”
  7. Assegure uma renda para o futuro
  8. Aumente a sua capacidade para ganhar mais dinheiro

E nós sabemos que a maioria das pessoas não sabe ou, quando sabe, muitas vezes não coloca esse básico em prática. Então não serei arrogante a ponto de dizer que não considero o livro bom. Ele é. Achei justo. Fala de finanças de uma maneira que pareça mais factível às “pessoas comuns”, que não nasceram “em berço de ouro”. Foca no trabalho, em ter conhecimento, em ter segurança. É meu “estilo” de pensar em finanças também.

No entanto, a ficção do livro foi muito forçada pra mim. Isso torna o livro difícil de indicar, porque penso que a história acabe repelindo outras pessoas também. Não é um livro histórico, nem trata de “caso real”, então é muito chata a contação de história com moralzinha de fundo o tempo todo, sabe? A analogia, para mim, soou rasa, beirando a apropriação cultural. O autor quis usar a história da Babilônia (explicada resumidamente no último capítulo – que, por mim, seria o primeiro, para contextualizar!) para reforçar seu ponto de vista sobre finanças. Se não fosse essa analogia, o livro seria apenas mais um. Então é isso.

Para mim, a primeira frase do livro já é problemática: “Nossa prosperidade como nação depende da nossa prosperidade como indivíduos”. Aquele discurso de sempre, superficial, que exclui tantas questões tão importantes da nossa sociedade.

Sei que muitas pessoas gostam de livros com histórias assim então, se for o seu caso, a leitura é recomendada. Mas vá com o pé no freio e tente abstrair do contexto do autor (anos 20, Estados Unidos, Louisiana, manja?).

Clique aqui para ver o livro na Amazon e, se já tiver lido, deixe um comentário aqui embaixo para eu saber o que você achou? Vou adorar trocar figurinhas a respeito. Obrigada!

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Categoria(s) do post: Tecnologia, Arquivos

A importância deste post é a seguinte: um dos maiores “gaps” de organização das pessoas no dia a dia é ter um lugar confiável para armazenar informações de referência e arquivos – aquilo que não demanda necessariamente nenhum tipo de ação mas que a pessoa quer armazenar para consulta posterior ou referência geral. O Evernote é uma ferramenta que pode ser usada para essa finalidade mas, depois das últimas mudanças de recursos e de design, eu fiquei um pouco desgostosa da ferramenta, testando outras em seu lugar, como o Notion. Esse distanciamento foi bom porque me fez perceber o que eu gostava no Evernote e para que eu poderia continuar usando-o como ferramenta. Neste post, vou mostrar como tenho usado então.

O pulso do Evernote ainda pulsa.

Eu tenho uma vida de notas lá. Uso o Evernote desde 2012 ou 2013. Não faz sentido, para mim, dedicar um tempão “migrando” notas de referência de uma ferramenta para a outra. O que vale, sim, é uma revisão e uma reinstalação, no sentido de configurar a ferramenta para usá-la atendendo minhas necessidades no momento.

No momento, então, a configuração dele está assim:

Cadernos:

  • IN: para tudo o que entra de modo geral e ainda não foi processado, especialmente o que envio via e-mail
  • Arquivo: o arquivo geral, onde está a maioria das coisas no momento, e que pretendo revisar nos próximos meses para fazer uma limpa e entender se essa configuração atual me atende mesmo
  • Artigos: para artigos acadêmicos, porque simplesmente faz mais sentido para mim, é mais fácil de armazenar e consultar
  • Journal: para diário, onde escrevo diariamente (gosto de manter aqui)
  • Scans: recibos, comprovantes e tudo o que digitalizo através do app do celular
  • Web Clipper: tudo o que recolho da web e que não seja um artigo científico vem para cá

A organização por assunto se dá de duas maneiras simples porém efificientes:

  1. Título da nota
  2. Etiquetas

Sem muito segredo mesmo. Peguei uma receita através do Web Clipper, ajustei o título da nota e coloquei a etiqueta “Receitas veganas”. Pronto.

Como falei, nos próximos meses eu pretendo acessar um pouquinho todo dia para ir revisando o que tenho no caderno de arquivo, porque a vida muda, muita coisa guardada não precisa mais ficar ali. Vou deletar notas, mesclar algumas, talvez considerar migrar uma ou outra coisa para outra ferramenta. Mas, por hora, me parece que esse repositório vai funcionar bem para a função que ele faz de melhor, do meu ponto de vista, que é arquivar todas essas coisas digitalizadas, recolhidas da web etc, que quero manter como referência para consulta em algum momento.

Vale a pena dizer que, por mais que existam tantas ferramentas boas no mercado, e que, o Evernote, por exemplo, tenha tantos recursos, a gente não precisa usar todas as ferramentas nem todos os recursos que cada uma oferece. O grande segredo, para mim, está no foco atribuído a cada uma delas. Na minha cabeça, entendendo que o Evernote funciona para TAL coisa, isso faz sentido e torna a manutenção diária da organização muito mais fácil.

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Família, Rotinas

Eu escrevi um post parecido há um ano, contando como estava a nossa rotina depois de alguns meses de isolamento. Hoje, já faz um ano e três meses que a pandemia foi declarada e que começamos a fazer isolamento social e a ficar em casa. Não estamos tão trancados – vamos pelo menos uma semana ao mercado e eu busco ir ao escritório de vez em quando – mas não estamos fazendo viagens, indo a restaurantes nem nada do tipo, então considero que ainda estamos em isolamento.

A rotina em casa chegou em um ponto onde estamos nos cobrando muito menos sobre as atividades. Existem aquelas que fazemos todos os dias – o mínimo viável diário – assim como existem atividades que vamos fazendo sob demanda ou quando temos vontade. Não nos guiamos mais por listas da FLY Lady, por exemplo. Está em uma configuração meio livre no momento, pois sentimos que já tínhamos regrinhas demais para outras coisas com as quais precisaríamos nos preocupar, especialmente as questões de higienização quando algo chega da rua etc.

Nosso MVD aqui em casa são atividades simples:

  • arrumar as camas (geralmente meu marido arruma, pois ele levanta depois de mim)
  • guardar a louça limpa do escorredor (geralmente eu faço isso enquanto preparo o meu café)
  • abastecer os banheiros com papel higiênico (geralmente eu faço)
  • trocar as lixeiras e colocar o lixo para fora (geralmente meu marido faz)
  • lavar a louça (meu marido e eu alternamos ao longo do dia)
  • garantir a comida (idem)
  • cuidar da roupa – lavar, dobrar, guardar (idem)
  • limpar o cantinho dos cachorros (idem)

De modo geral, a gente sempre “limpa” alguma coisa no dia. Geralmente são atividades típicas da lista de limpeza detalhada mas, em vez de consultá-la, fazemos conforme a necessidade. Por exemplo, se vejo que o box do banheiro precisa ser limpo, eu priorizo isso no dia. Se a minha mesa do escritório precisa de uma geral, limpo essa parte. Meu marido também segue esse raciocínio. Ele ama tirar o pó das coisas, passar aspirador e limpar o piso, por exemplo. Acho que é o que dá uma sensação de limpeza da casa na cabeça dele. rs Então essa parte fica com ele. Comigo fica a parte mais “administrativa” da coisa mesmo, tipo destralhar, organizar, reparar em algum detalhe que precisa ser limpo ou consertado e coisas do tipo.

Sobre a rotina da família, agora que estamos de férias das aulas tem sido um pouco diferente de quando o Paul tem aula todos os dias. Ele está acordando mais tarde, então pela manhã eu consigo trabalhar concentrada, escrevendo. Quase na hora do almoço, eu faço um scan nas mensagens mais urgentes para não deixar ninguém esperando a minha resposta e vou cuidar do almoço. Eu gosto de cozinhar. Então essa pausa, para mim, é estratégica. Preparo a minha comida com calma, ouço música, converso com os meninos, ajustamos as coisas para a parte da tarde, lavo a louça, depois almoço e descanso um pouquinho.

Nesse descanso, envolve assistir um ou dois vídeos no YouTube, jogar uma partida de xadrez com o Paul ou ficar sem fazer nada um tempo, se eu tiver feito bastante coisa de esforço de manhã.

De tarde, costumo trabalhar com outras pessoas, gravando vídeos, collabs, entrevistas, fazendo reuniões etc. O Paul vem e vai aqui no home-office então sei que preciso dar atenção para ele também. Mantenho os intervalos maiores entre os compromissos para fazer isso, preparar um lanchinho para ele e coisas do tipo.

Quando o sol começa a se pôr, esse é o aviso para o meu corpo começar a pegar mais leve, então entro em uma espécie de “ritual de finalização” do dia de trabalho. Mesmo que eu tenha uma aula para ministrar depois, ou faça ainda algumas coisas de trabalho, eu desligo o computador, paro, vou descansar um pouco. Isso me ajuda a manter esse hábito de “quebrar o looping” do trabalho.

De noite, costumamos fazer algo em família. Ou jogar algum jogo, ou assistir uma série ou filme, cozinhar, enfim, varia bastante. Assim como tem dias em que fazemos coisas sozinhos, ou em dupla. Ontem mesmo meu marido e nosso filho estavam vendo um desenho que eles gostam e eu fiquei vendo um documentário na tv. Não tem regra, é variado.

As atividades domésticas vão sendo feitas ao longo do dia.

Longe do ideal, mas acredito que estamos numa dinâmica que permite que a casa “funcione” e as atividades fiquem bem distribuídas. Conseguimos fazer o que é necessário, descansar, ter momentos de lazer, trabalhar, enfim, tudo numa boa.

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Planejamentos, Viagens

Chegamos naquele momento em que todo mundo já está fazendo planos pós-vacina.

Eu entendo a empolgação mas, pelo que acompanho das notícias, não estamos em um momento tão óbvio assim a respeito de viagens e circulação.

As Olimpíadas de Tóquio sofreram mudanças porque duas semanas antes do evento houve um surto de COVID-19 novamente na cidade.

Nessa live do Átila (que, se você não morou em Marte no último ano, deve saber quem é!), ele diz sobre estarmos em um momento decisivo da pandemia, em que mais pessoas jovens estão se contaminando e morrendo.

Aqui em casa, filhote já esteve internado algumas vezes com problemas respiratórios e, por isso, não podemos arriscar. Por mais que eu e meu marido estejamos vacinados (por enquanto, só a primeira dose), nosso filho não está. E eu prefiro pecar pelo excesso de cuidado que ter remorso depois.

Vejo alguns colegas organizando eventos e viagens no final do ano, acreditando que até o final de outubro todos estejam vacinados, e eu até acredito nisso, mas não me passa pela cabeça organizar qualquer tipo de evento presencial neste momento.

Penso que, assim como eu ainda estou um pouco insegura, quem me acompanha também pode estar, e eu não quero causar constrangimento e mal-estar a ninguém.

Sobre viagens, é claro que eu sinto falta. Mas também não tenho pressa. São tantas as coisas para resolver por aqui, localmente! Vai chegar o tempo das viagens de novo, e não acho que seja agora.

Eu também estou aguardando as providências da universidade para a volta às aulas presencial no Doutorado, mas não creio que voltem em agosto. Talvez no último trimestre. De qualquer maneira, fico feliz com a escolha de ter optado por uma universidade mais perto de casa e que não demande transporte público (eu consigo ir a pé, se quiser).

Pretendemos que o Paul mude de escola no ano que vem mas a escola que escolhemos tem disputa de vaga e vamos aguardar até setembro para ver se ele será chamado. Lá eles também têm protocolos de segurança e vão liberar as aulas apenas quando houver segurança a todos os envolvidos.

Conclusão: todos nós precisamos continuar nos cuidando. As novas variantes do vírus estão aí e provavelmente ainda levará um tempo até que todo o mundo se restabeleça e permita uma circulação segura das pessoas.

Vale dizer também que, sinceramente, só de imaginar o primeiro período de férias pós-pandemia, eu desanimo de viajar. Imagina só o preço das coisas? Passagens, hotéis, restaurantes? Não, obrigada.

Imagino que o máximo que a gente possa fazer é viagem a trabalho, se necessária, ou uma viagem para fazermos quarentena em um lugar diferente, como no interior, sem contato com outras pessoas. Mas, se pudermos evitar, certamente o faremos por enquanto.

Continuo com a mesma decisão que tomei lá atrás sobre a pandemia. 😉

Categoria(s) do post: Rotinas, Tecnologia, Dicas de produtividade

Esta foi uma dúvida postada por uma leitora em outro post e, além de responder lá, via comentário, criei um post porque acredito que possa ajudar outras pessoas.

Você contribui já muito com um mundo melhor criando esse blog e seu canal no YouTube. Como os outros comentadores já disseram, você inspira, então só sua existência já tem sido uma grande contribuição no mundo.

Elogios à parte, eu tenho algum entrave que não sei identificar, que não me acerto com nenhum estilo de planner ou agenda. Apesar de ser professora , tenho poucos compromissos com hora marcada, mas tenho uma montanha de tarefas e uma rotina quase nunca organizada. Daí pensei em começar um bullet journal, mas não sei por onde. Se puder indicar algum texto ou vídeo seu como ponto de partida, agradeço ainda mais.

Querida leitora,

Tenho sim bastante material tanto aqui no blog quanto no canal sobre Bullet Journal.

Também indico sempre o livro do autor do método – “O método Bullet Journal”, de Ryder Carrol.

Mas o que me chama atenção é o fato de você dizer que não tem muitos compromissos por ser professora.

Professores são de uma das profissões que mais precisam usar uma agenda. Todas as aulas da semana, as provas, as datas de lançar notas no sistema, as reuniões, enfim, é bastante coisa em agenda já. Fora as atividades planejadas, como o próprio planejamento das aulas, estudos seus etc.

A lista de afazeres, qualquer que seja, vai ter as atividades que você precisa fazer que não entram na agenda. Ou seja, que não precisam ser feitas em um horário ou dia específico.

Em vez de buscar uma ferramenta, recomendo que você pesquise sobre “agenda” e “lista de afazeres” aqui no blog, pois isso te dará bons tutoriais para colocar em prática hoje mesmo, sem a necessidade de comprar nem gastar dinheiro com nada.

Veja também sobre o planejamento semanal – a cola que manterá tudo isso unido.

Uma vez implementadas essas práticas, você conseguirá até avaliar melhor que tipo de ferramenta precisa.

Boa sorte.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.