Do que eu tive que abrir mão na vida para ter foco em outras coisas mais importantes?

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Foi a pergunta que eu recebi de uma leitora este mês e achei curiosa. Por isso me deu a vontade de escrever este post.

Porque sabe, não tem como a gente fazer tudo na vida. A gente precisa ajustar o foco o tempo todo. Para eu conseguir focar em algo que eu quero, eu vou deixar todas as outras de lado. Isso acontece até mesmo em um nível mais micro, no dia a dia. Para escrever este post, agora, eu estou deixando de lado um monte de outras atividades que poderia estar fazendo, mas não estou, porque optei por escrever o post.

Tudo na vida é uma questão de identificar prioridades. O post que escrevi outro dia, sobre ter muita coisa para fazer e técnicas para ajustar esse foco também pode ajudar no entendimento.

Outro post que também ajuda é o sobre a lista de “depois de”, pois dessa maneira a gente identifica fases da vida que talvez nos sobrecarreguem com algum tema (mestrado, mudança, nascimento do filho, reforma) e consegue ter foco no que precisa focar efetivamente no momento, e deixar o restante para reanalisar depois que essa fase passar.

Se eu tive que abrir mão de alguma coisa para conseguir outras? Claro que sim, como todo mundo. A grande questão é: me sinto tranquila com essas escolhas? Os posts linkados acima mostram quais são as minhas técnicas para desenvolver essa tranquilidade nas decisões, mas este e este podem ajudar também.

Achei a pergunta curiosa porque eu sinceramente achava que isso era um entendimento que todos nós temos, mas percebi que era uma dúvida que poderia ser comum a outras pessoas.

Para tudo o que você diz SIM, você está dizendo NÃO a todo o restante. Simples assim. Organizção é dizer SIM às coisas certas. Por isso todo esse trabalho que nós temos por aqui. 😉

14 comentários

  1. Oi, Thais. Acho que essa necessidade de fazermos tudo aumenta a cada dia, em parte pela influência das redes sociais em nossa vida. Sinto que tudo é muito mais acelerado e exposto, o que, para mim, pelo menos, faz bem mal. Por isso seu blog é tão importante. De qualquer forma, continuo curiosa, assim como sua leitora que motivou o texto: Do que você abriu mão na vida para chegar aqui?

    • Desculpe dar pitaco, mas acho que justamente por esse exagero de exposição que existe hoje em dia, ela não quis colocar aqui do que teve que abrir mão na vida. Acredito que ela tenha entendido como algo privado, e não quis expor algo tão íntimo na internet. Infelizmente, acho que hoje em dia a gente (eu, me incluindo) perdeu a noção do que é intimo. Parece super normal alguém mostrar a casa inteira, e fazer video na internet… quando penso que até conheço o banheiro da pessoa, os filhos, os armários, a reforma da casa e como foi o desfralde da criança…sei lá, a gente gosta de ver, de trocar ideias, entendo esse lado positivo da coisa, mas realmente se você for pensar…cadê a intimidade?

      • Talvez você tenha razão e eu não consiga enxergar dessa forma. É que realmente não vejo sentido em pensar ou listar coisas que abri mão pois, se quis abrir mão, foi justamente por não serem relevantes para mim… acho que a vida é muito curta pra gente ficar se frustrando com tudo o que não fez, sendo que na verdade a gente vive e faz coisas incríveis o tempo todo, se quiser. Prefiro focar nessas.

  2. Adorei esse post. Foi bom ler isso hoje e relembrar que organização e foco ajuda a ter paz sobre o que fazer e o que não fazer. Beijos, Thais.

  3. Thais, gostei demais do post.
    Estou encerrando meu mestrado, ao mesmo tempo em que tenho uma rotina dupla de trabalho e estou finalizando de planejar e juntar dinheiro para uma viagem que sonho desde a infância para o Japão. Fiquei me perguntando sobre “o quê abri mão em minha vida para ter foco em outras coisas mais importantes” e poderia sistematizar da seguinte forma:
    abri mão de ceder em convites de colegas queridos, mas que não chegavam a ser amigos próximos;
    abri mão de boa parte dos meus lazeres (jogos online ou de celular, ir para balada, maratonar séries ou filmes, pintar em aquarela ou aprender a tocar violão), mantendo somente aqueles que realizam a minha alma (literatura, programa com namorado e amigos íntimos, cuidar dos doguinhos);
    abri mão de me aprofundar em temas de satisfação pessoal (finanças pessoais, produtividade, ficção científica) para dar continuidade nos estudos de minha profissão e formação (sou professor de sociologia, especialista em políticas públicas e mestrando em antropologia social).
    Financeiramente, abri mão das muitas tatuagens, viagens e uma reforma mais ou menos necessária em casa para investir em cursos e somente naqueles programas urgentes: assistir ao cirque du soleil, viagem ao Japão e manter as despesas mensais.
    Gostei demais da reflexão, força a gente a ter um hábito diário de escolhas e de foco naquilo que realmente é prioridade e valioso para nós. É claro que eu tenho curiosidade sobre alguns desses items concretos de sua lista, porém respeito a sua privacidade.
    Abraços, sou seu fã!

  4. Talvez a leitora quisesse ler exemplos práticos da sua vida, mas compreendo que às vezes são coisas de natureza mais íntima sua com sua família. Compreendo mesmo. Já acho que vc compartilha muito coisa legal da sua vida no Instagram. Parabéns pelo trabalho.

    • Gente, eu sei, mas o que quero dizer (e estou tentando ensinar algo com isso) é que, para cada 1 coisa que digo SIM na minha vida, digo NÃO para 450 outras. E que é impossível listar. E que nem deve ser nosso foco esse, porque a partir do momento que eu decidi não ter algo na vida, é porque quero focar no que quis manter. Minha energia deve ir para isso, e não para o que optei não ter. Se optei e decidi, nem penso mais naquilo para não me frustrar. 😉

      Pensem: se eu optei por não ter algo, foi uma decisão que tomei em paz, e tá tudo bem. O que eu ganho de ficar pensando ou listando todas essas coisas? Para mim não acrescenta em absolutamente nada.

      Vejo assim: vou num restaurante por kg na hora do almoço e pego alface, tomate, feijão, arroz, ovo. Eu não peguei dezenas de outras comidas. E tá tudo bem. Faço isso o tempo todo. Por que eu vou comer a minha comida pensando nas comidas que eu não peguei? rs Não faz sentido nenhum. Eu nem conseguiria curtir as comidas que escolhi.

      Com a vida é a mesma coisa. Eu prefiro dedicar energia ao que escolhi dizer SIM, e não perdê-la pensando em tudo aquilo que decidi não fazer. Parar para listar essas coisas é algo completamente sem noção, para mim. rs

      • Sua coerência é tanta, que deixa a gente desnorteado rs
        As pessoas focam no que abriram mão na vida mais do que no que de fato conquistaram (me incluo nesse grupo), porque talvez não tenham clareza do que realmente querem ou do que é importante pra si mesmas.
        Que post maravilhoso! Obrigada pela reflexão!

  5. Perfeito Thais! Concordo plenamente que não faz qualquer sentido listar ou mesmo pensar no que não se faz em detrimento do que se faz na vida. Amei o texto especialmente por que parece tão simples quando você fala…
    Na vida a gente acaba dizendo não automaticamente para varias coisas quando diz sim para outras sem nem mesmo se dar conta. Essas são as escolhas convictas!
    Mas tem outras escolhas que me deixam em dúvida, e às vezes não aceito abrir mão de fazer duas ou três coisas que são incompatíveis ao mesmo tempo, e são essas que acabam me sobrecarregando. Eu preciso urgente aprender a escolher e então, aprender a desapegar… pois acho que somente assim conseguirei aumentar o foco no que realmente importa!

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