Rotina diária com o filhote: conciliando trabalho, estudos e maternidade

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Esses dias eu fiz uma reunião com a minha coordenadora do coaching de GTD e ela me falou: “caramba, Thais. GTD, Vida Organizada, um filho de 7 anos, e agora mestrado? Você consegue fazer muita coisa”. E eu pensei: sim e não. Aí o motivo desse pensamento se transformou neste post.

Eu defini cinco prioridades para 2018, sendo que uma delas era garantir que o Paul (nosso filho) vivesse em um ambiente favorável ao seu desenvolvimento como um bom ser humano. Logo, tenho sinceramente feito isso. Eu não assumo nenhum tipo de atividade ou responsabilidade na minha vida que prejudique essa prioridade. De fato, nos últimos anos venho desenhando um estilo de vida que me permita ficar mais próxima dele no dia a dia.

Atualmente, nossa rotina tem sido assim:

  • Levo ele bem cedo para a escola algumas vezes ao longo da semana. Só não o faço todos os dias porque, dependendo de como será o meu dia, preciso dormir duas horiznhas a mais para aguentar sem ficar com fraqueza (cuidado com a minha saúde).
  • Também busco e almoçamos juntos em todos os dias em que não tenho algum compromisso externo que me leve para mais longe de casa. Isso se resume a praticamente todos os dias. Geralmente uma ou no máximo duas vezes por semana não almoçamos juntos.
  • Não tenho mais agendado compromissos profissionais à noite (ex: aulas) para poder ficar em casa com ele. Jantamos, dou banho, faço lição, assistimos tv juntos etc.
  • Lemos juntos antes de dormir.
  • Todo final de semana fazemos algo. Passeio, cinema, filme, brincadeiras, parque, o que seja.

Sobre conciliar no dia a dia, mais uma vez, digo que é uma construção, especialmente com relação ao trabalho. Levei anos para construir (e ainda estou construindo) um modelo de trabalho diário que me permita ter mais flexibilidade no dia a dia. Não é algo do dia para a noite.

Sobre os estudos, aqui fica mais sutil. Como tenho estudado em casa todos os dias, eu aproveito para estudar quando ele está fazendo outra coisa (ex: jogando vídeo-game) ou depois que ele foi dormir. Também lemos juntos na cama, e sempre levo algum livro do mestrado comigo.

Quando penso em como era a nossa rotina quando eu tinha um emprego das 9h às 18h, de segunda à sexta, nem chega perto disso. Chegava cansada em casa, ambos dormíamos cedo. Hoje, por mais que eu tenha muitas frentes profissionais, há um equilíbrio infinitamente maior.

22 comentários

  1. Ei, Thaís; obrigada por compartilhar. Uma pergunta: você tem combinados com seu filho, por exemplo, “agora mamãe não pode te atender, pois tenho que estudar”? Ou não, todas as vezes que ele te procura você o atende imediatamente?

    • Sim, ótima pergunta, obrigada! Eu faço isso sim. Toda vez que acontecerá algo desse tipo, eu aviso. Por exemplo, se não poderei buscá-lo na escola, explico direitinho, e depois ligo para conversar com ele. Quando preciso fazer algo ou estudar, eu aviso antes que farei isso.

  2. Thais, Bom dia! Adoro o seu blog e sempre leio seus pots, vou também me inscrever em um dos seus cursos de GTD. Mas tenho uma curiosidade, como era sua rotina antes (quando trabalhava das 09-18h), pois um dos meus problemas hoje é justamente isso, gosto muito do meu trabalho, mas no final do dia estou muito cansada e fico pouco tempo com meu filho. Gostaria de algumas dicas, entender como você fazia.

    Muito obrigada!

    • Oi Daniele, tudo bem? Você pode acompanhar os posts mais antigos do blog, onde conto dessa rotina. Mas, de modo geral, resumindo:
      – planejei minha gravidez para ficar 1 ano em casa com meu filho
      – quando voltei a trabalhar fora, meu marido mudou de profissão também para ficar mais com ele
      – planejei uma transição de carreira para viver isso que vivo agora
      Bjo

  3. Outro dia minha sogra perguntou como dou conta da casa, marido, trabalho, filhos (é reunião na escola, no inglês, no escoteiro, leva na dentista, na fono, consultas médicas de rotina…) e eu simplesmente disse que não dou conta, faço o que tem que ser feito sem “deixar a casa cair” como você diz.
    A prioridade agora são os filhos, se eu não fizer o que faço por eles hoje, amanhã com certeza será tarde demais.
    Quanto a casa, sempre vai sujar mesmo. Limpo um pouco de cada vez, quando sobra um tempinho dou um capricho a mais, e assim a vida segue.
    A infância e adolescência deles é única, é aqui e agora 🙂

  4. Que bom! O seu exemplo é inspirador…
    Tenho 2 Filhos, uma menina de 10 e um menino de 5. A minha vida é o oposto da sua em relação ao tempo que consigo passar com eles…
    Tento pelo menos dar muitos miminhos diariamente. Isso reflecte-se na personalidade deles. São os dois extremamente afectuosos. Não consigo estar muito com eles, mas o tempo que estou é de muita qualidade.
    Mas queria tao mais…
    Por isso, estou a fazer um esforço para me organizar melhor…
    Acho que preciso de uma Coache de GTD! 🙂
    Obrigada pelos seus ensinamentos e inspiração. Do fundo do coração.
    Bj

  5. Thaís não tenho filhos, mas penso que essa prioridade que você dá na formação do seu pequeno, baseado na qualidade da doação de afeto e cuidados, seja com a alimentação, hoje em dia tão negligenciada pelas famílias que levam seus filhos em plena segunda feira para comer fast food, seja em ler um livro antes de dormir, simplesmente, só posso aplaudir, porque ser mãe ou pai é sobretudo responsabilidade com o desenvolvimento físico, mental e espiritual do(s) seu(s) filho(s). Desde que se tenha primeiro uma vida coerente para dar suporte à tudo isso!!!
    Abraços

  6. Bom dia, Thais. O fato é que quando queremos algo damos conta sim. Como você, tinha e tenho uma rotina corrida que se dividiu por 6 anos entre filho pequeno, faculdade de medicina, casa, marido, estudos… depois o segundo filho, a faculdade, casa, marido, lazer, estudos, estagio, tcc… depois terceiro filho, faculdade, casa, marido, lazer, estudos, estagio… (Não há mais ninguém na minha faculdade de medicina com mais filhos que eu! hehe) E sempre dei conta de tudo, nunca reprovei em nenhuma materia, conciliava essa rotina louca com meu marido fora varios dias da semana dando plantões em cidades vizinhas… E hoje, realizei dois grandes sonhos que foram me formar médica e ser mãe. E o Vida Organizada faz parte dessa linha do tempo desde aproximadamente 2011…

  7. Thais, como você consegue conciliar tantos papéis com o papel de amiga? Você costuma visitar (ou receber como visita) seus amigos? Ou você une atividades para poder manter o relacionamento com eles (ex.: ir ao parque com o Paul mais alguma outra amiga que também tenha filhos)?

    • Sim. Acredito que tenha um post aqui no blog sobre isso, mas infelizmente não consigo procurar o link no momento. De modo geral, reviso uma vez por mês uma lista de pessoas que quero me encontrar, o que inclui minhas amigas. Tento pelo menos uma vez por mês sair com alguma delas, e minhas amigas de infância combinamos de nos encontrar em todos os aniversários ao longo do ano. 🙂

  8. Hoje também tenho buscado definir as prioridades, e nossos filhos SEMPRE são nossas prioridades. Durante a semana é uma correria insana. Tenho a “sorte” de levar meus filhos pro trabalho (por enquanto) e moro perto do mesmo. É ainda assim uma loucura produzir em horário comercial, dando um pouco de atenção aos dois (o menor tem 6 meses), respeitar meus cronogramas, cumprir prazos e exigências, suprir os horários deles com alimentação… e aí é horário de almoço, arrumar a mais velha pra escola, ajeitar o almoço em uma hora (e meia, ás vezes) – meu esposo também trabalha conosco, na área produtiva. Quando chega o final do expediente, estamos bem cansados. E aí, vem a arrumação da casa, lição de casa, banho de todos, jantar… estudos da faculdade, assuntos com o marido, etc… muita gente diz que não sabe como dou conta, outros acham que eu faço corpo mole… mas digo, como você, escolhi minhas prioridades. Hoje são meus filhos e a família que formei. É um jogo “constante” com o tempo, cansaço físico e mental.

  9. Vendo seu post resolvi contar minha história. Tenho o curso de licenciatura em matemática, trabalho como professora substituta ganhando um salário mínimo, com pouquíssimas vagas no município, ou seja , pouca chance de trabalho devido a gente trabalhar apenas com contratos temporários. Tenho um filho de 5 anos e meu marido que trabalha aqui em nossa pequena cidade. Passei em engenharia civil pela Universidade Estadual, mas nem tudo são flores. O curso é tarde e noite, o campus fica a mais de 400 km de minha cidade e não terei como levar o meu filho nesse semestre. Durante esse ano terei como vir nos fins de semanas e feriados para vê-lo, porém não sei como proceder no ano que vem, pois terei que trabalhar e estudar. Poderia me dar um conselho? Desisto do curso? O que faço?

  10. Sou formada em licenciatura em matemática, trabalhando temporariamente ganhando 1 salário mínimo. Tenho um filho de 5 anos e meu marido tbm trabalha na nossa pequena cidade. Passei em Engenharia civil na Universidade estadual. Mas nem tudo são flores. O campus fica a mais de 400km de minha cidade e não tenho como levar meu filho esse ano. Não sei como proceder no próximo ano, terei q trabalhar e estudar (curso tarde e noite). Me dê um conselho. Desisto do curso? Encaro? O que faço?

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