“Banco de amigos”

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Manter amigos é algo que demanda investimento de tempo e de atenção. Já aconteceu comigo, e creio que com você também, de deixar de ter uma pessoa querida na vida apenas porque nossas vidas em si nos afastaram. Porque, se a gente não fizer um esforcinho, isso acontece mesmo.

A grande verdade é que “ninguém tem tempo”. Todo mundo tem sua vida rolando, com seus projetos, trabalho, contas a pagar, correria com os filhos. Se a gente deixar, tudo passa – inclusive as amizades.

Não adianta a gente ter mais de mil amigos no Facebook. E isso também não é errado. Temos relações que são mais leves, levadas apenas por esse contato através da rede social. Mas também temos outros tipos de relações, que muitas vezes não alimentamos tanto quanto alimentamos essas das redes sociais.

Minha proposta com o post de hoje é que você reconheça quem são as pessoas na sua vida que você gostaria de manter um relacionamento de amizade e pode estar sempre de olho em maneiras de manter esse relacionamento.

Não se trata de quantidade, mas de qualidade. Acho que isso você já sabe. 🙂

Vamos no simples: faça uma lista dos amigos com quem você mais se importa.

  • amigos de infância
  • amigos da família (ex: primos, cunhados)
  • amigos do trabalho atual
  • amigos de trabalhos anteriores
  • amigos da faculdade
  • amigos da escola
  • amigos que você conheceu em outras atividades

Depois, marque com um “coraçãozinho”, nessa lista, aqueles amigões do peito mesmo. Aqueles que te procuram quando querem desabafar, e vice-versa. Pessoas de confiança. Amigos que só não são família por conta do acaso.

Depois, marque com uma “estrelinha” os amigos que você simplesmente gosta de estar. Que te fazem bem. Que, sempre que você faz algo com eles, te vêm à mente: “poxa, temos que sair mais juntos!”.

Depois, marque com uma “bolinha” aqueles amigos que, apesar de você gostar, talvez tenham se distanciado, por qualquer motivo. Ou porque você mudou de emprego, ou porque alguém mudou de cidade. Eram pessoas que faziam parte da sua vida e, vira e mexe, você sente falta.

Minha sugestão prática então é a seguinte:

  • Para o primeiro grupo, tente estar sempre presente. Estar sempre presente significa, pelo menos uma vez por semana, trocar uma ideia pelo What’s App e, sempre que possível (eu sugeriria uma vez por mês), fazerem algo juntos. Quando você planejar o seu mês, já pode contatar a pessoa com algumas ideias.
  • Para o segundo grupo, tente juntar essas pessoas em grupo e, com cada grupo, fazer alguma coisa juntos a cada três meses. Por exemplo: encontro dos amigos da faculdade. Ou enttão, se for uma única pessoa, marcar de almoçarem juntos ou tomarem um café.
  • Para o terceiro grupo, envie uma mensagem de vez em quando. Que seja um “oi, como você está?”. O “de vez em quando” pode ser uma vez por mês ou a cada três meses. Depende de você.

Use ferramentas de organização para se lembrar de fazer isso (agenda, listas de tarefas etc).

Manter amizades é como manter plantinhas vivas em casa. A gente tem que regar e cuidar sempre, senão morre mesmo.

21 comentários

  1. Texto muito apropriado para a fase que estou vivendo! Cuidar das pessoas que eu amo está na minha lista das 5 prioridades. Estou deixando a desejar neste aspecto. Preciso demonstrar mais que me importo ao invés de apenas pensar nas pessoas , sentir saudades e vontade de estar junto. Obrigada por compartilhar!!! Bom para refletir!

  2. Sou mestre em deixar de lado, pessoas muito queridas na minha vida. Muito grata pelas dicas. Quero muito incorporá-las neste ano. Tem amigos que são mais queridos que irmãos.

  3. Isso mesmo. Chega uma hora na vida que manter relacionamentos vivos não é tão simples e natural como já foi um dia e precisamos nos esforçar para fazer acontecer. Obrigado pelas reflexões e dicas. 😊

  4. (Não recebo notificação daqui).

    Eu tenho minha lista de contatos organizada por grupos (A de amigos, C de colegas e conhecidos, F de família, G de Gospel, P de Profissional, F de Famosos, G de “Gay”) e o nome vem depois da letra. Cada dia da semana, mando Transmissão pra um grupo, dizendo “Olá” em um idioma diferente. Tem 0 pra meu número, X pra contatos como Dentista e Farmácia…, Z pra pessoas da Pós, Z1 pra paqueras e Z2 pra quem vou tirar da lista.

  5. Muito interessante esse texto… Diz respeito a uma situação atual na minha vida. Estou há quase dois anos passando por uma fase de transformação interna pesada que trouxe junto alguns picos de depressão e ansiedade. Simultaneamente, uma série de problemas de ordem prática que exigiram muito da minha atenção. Progressivamente me isolei, um pouco sem querer; eu já não tinha muita habilidade em manter essa frequência de contato, e com a cabeça mergulhada em caos eu sumi mesmo. O que aconteceu foi que praticamente todos os meus então “amigos” se sentiram ofendidos com minha ausência, tomaram aquilo como algo pessoal, e sem se darem o trabalho de perguntar o que estava acontecendo eles se afastaram também, pararam de me convidar para seus aniversários ou de me parabenizar pelo meu, coisas desse tipo. Hoje, de todas as pessoas que eu considerava da “família”, não restou quase ninguém.

    O que eu gostaria de salientar aqui é que sim, presença é fundamental. Mas nem sempre estaremos em condições de dar isso às pessoas o tempo todo. A amizade é como uma planta que precisa de água para sobreviver, mas ela só morre mesmo se ambos os lados deixarem de cuidar. As relações estão muito baseadas na dinâmica das redes sociais: a frequência afetiva é mantida pela frequência em que as pessoas trocam likes. Se por acaso você para de dar esses likes, digamos que porque você parou de usar aquela rede social, as pessoas não têm o que retribuir, e param de dar o like delas também. É tudo muito superficial, mesmo com relações bastante íntimas. As pessoas se importam muito pouco umas com as outras, elas querem mesmo é manter seu circuito social intacto. Enfim, desculpe o desabafo, e parabéns pelo trabalho sempre ótimo.

  6. Thais, já que o tema do ano é relacionamentos… Poderia fazer um post ensinando como a organizar contatos digitais? Meu maior problema é que tenho iphone e a maioria dos contatos são salvos no iCloud. Mas gosto mesmo é de gerenciar meus contatos no Google, sem falar que tenho gmail. Já usei apps de sincronização mas nunca me dei bem de verdade. Agradeço desde já! 🙂

  7. Thaís, te agradeço imensamente. Esse post me ajudou muito a refletir sobre meus relacionamentos. Fazia meses que me sentia aflita por não conseguir dar a atenção que alguns amigos e grupos esperam de mim. Depois da reflexão, o alívio foi imediato! Consegui esclarecer o que cada uma dessas pessoas significa pra mim e quais são as melhores formas de manter contato sem que isso seja fonte de estresse. 🙂

  8. Thais, já que sou muito grata por ter “te encontrado”?
    Pois é, eu sou, muito muito grata! Obrigada por nos lembrar de coisas que deveriam ser tao naturais, mas que realmente acabamos esquecendo com a tal da correria do dia-a-dia!

  9. Sou sua fã desde sempre, mas de todos os POST desse ano esse com certeza é o mais importante para mim
    Tanto que já estamos em outubro e eu ainda estou revisitando

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