Categoria(s) do post: Família

Eu sei que existem muitas mães recentes que me acompanham por aqui então, por isso, pretendo trazer mais conteúdos para esse período tão complexo que é a vida da mãe após o nascimento do bebê.

Tudo depende muito das condições que cada mãe tem ao seu redor. Existem mães que tem toda uma rede de apoio, com pai presente, apoio na amamentação, família dando suporte ou até babás. Mas também existem mães que estão simplesmente sozinhas e precisam lidar com todo o puerpério sem muito apoio (ou nenhum). Então vale considerar isso ao ler as dicas abaixo, personalizando-as para as suas circunstâncias.

As regras que funcionam para uma pessoa, podem não ser as mesmas regras que funcionarão para vocês

Empodere-se dessa afirmação. Quando um bebê nasce, nasce também uma mãe que receberá conselhos não solicitados (ou até solicitados, mas bizarros). Todo mundo sempre tem alguma coisa a compartilhar quando se trata de maternidade. Não é porque Fulana disse que nunca mais conseguiu dormir uma noite inteira que esse será o seu caso. Não é porque o bebezinho X começou a tomar “chazinho pra cólica” que você precisa acatar essa recomendação. A maternidade é, acima de tudo, muito intuitiva. Essa conexão pode demorar um pouco e tudo parece confuso no começo, mas confie na sua intuição sempre. E, no caso de dúvida, sempre consulte o pediatra.

Tenha um bom pediatra

Pode ser que você dê sorte da primeira vez ou pode ser que não. Nós aqui em casa não demos. Foi bem chata essa busca. Depois de passar por dois médico, encontramos um que gostamos e que sempre foi muito legal, que é o médico do Paul até hoje. Se você tiver um pé atrás na primeira consulta, ouça sua intuição. Busque até encontrar um médico com o qual se sinta confortável, que faça você se sentir segura como mãe. Isso é muito importante.

Os hormônios estão uma loucura

Cada mulher sente o pós parto de uma maneira. O fato é que os hormônios estão ali ainda lutando para levar seu corpo de volta ao estado pré gravidez, mas também entendendo que você está amamentando agora. Isso mexe demais com o seu organismo, o modo como você se sente e o seu estado mental. Permita-se sentir essas emoções. Permita-se chorar, dar risada, ficar mais emotiva que o normal, sentir tristeza. Todos esses sentimentos são genuínos e não podem ser chamados de “frescura” (olha o machismo velado aí na sociedade). Se for possível para você, consulte-se virtualmente com uma psicóloga, apenas para garantir que você esteja bem. Depressão pós parto é algo comum, assim como uma queda dos hormônios, o que pode te levar a pensar que é depressão, mas às vezes nem é – é só o corpo voltando à normalidade mesmo. De qualquer maneira, é uma época INTENSA. Entenda que é uma época intensa e que ela passa.

Tenha toda a ajuda que puder

Claro que aqui depende muito das condições de cada uma mas, se puder, tenha ajuda. Isso inclui babá, faxineira, até mesmo encomendar marmitas saudáveis e combinar com a lavanderia para buscar e levar a roupa na sua casa. Hoje em dia existem prestadores de serviços para tudo. Não fique com vergonha de pedir ajuda. Tudo o que você puder delegar é excelente.

Vale dizer que não estou excluindo o pai da situação aqui. Pai não “ajuda”, simplesmente faz as coisas junto com a mãe, porque são uma família e a responsabilidade é dos dois. Estou dando dicas para a mãe que está sozinha, cujo pai se excluiu sozinho. Não fui eu neste post que fiz isso.

Peça ajuda

Aqui é uma categoria diferente. Refere-se a pedir ajuda aos amigos e parentes, se você puder e quiser. Fale como as coisas estão difíceis. Às vezes uma amiga que visite a sua casa pode te ajudar com algumas questões, que seja lavar a louça. Quem gosta de você vai amar te ajudar, mas às vezes se sente envergonhado de oferecer. Portanto, se precisar, peça por socorro na sua rede de contatos mais próximos. Nem que seja para desabafar! Faz muita diferença.

A noção de prioridades muda

Antes do seu filho nascer, talvez você conseguisse cuidar da casa como gostaria, estudar como gostaria, além de fazer outras atividades da maneira como gostaria. Com um filho, tudo muda. Você não vai conseguir fazer exatamente as mesmas coisas, do jeito que fazia e na frequência que fazia. Mas isso não é necessariamente um problema, e sim um reajuste! Veja: à medida que seu filho for crescendo, você terá mais tempo e espaço para conseguir retomar algumas coisas. No entanto, quando é um bebê, demanda uma atenção maior mas, acima de tudo, que você esteja bem. Então suas prioridades devem girar em torno disso – você e o bebê bem. Todo o resto pode esperar e o que não puder esperar deve ser colocado na categoria do “mínimo viável”, de modo que você não se sobrecarregue ou se canse tanto.

A rotina deve sempre ser personalizada de acordo com o que é prioridade

No momento, a prioridade pode ser seu bebê ficar bem e você ficar bem. Claro que, para você se sentir bem, talvez tenha que fazer algumas outras atividades, como limpar a casa, cozinhar, lavar a louça, cuidar da roupa. O segredo está no mínimo viável diário. Aquelas coisas mínimas que você consegue fazer para a casa não “desabar”. O restante, é sono, descanso e resguardo. Claro que, para quem tem rede de apoio e ajuda, basta dividir tais atividades. 😉 Mas é importante trazer dicas para as mães solo.

Sua rotina vai mudando enquanto seu filho for crescendo. Entender sobre o ritmo circadiano pode ajudar você a colocá-lo em uma rotina natural, sensível e gentil com o passar do tempo. Por exemplo, de noite, luzes mais baixinhas, sem tanta agitação, farão com que ele entenda que é hora de descansar. Desse modo, com o tempo, ele vai passar a dormir mais de noite, se estiver em condições normais de saúde.

Não é hora de trazer projetos novos. Espere um pouco. Já é bastante coisa para manter antes de trazer coisas novas.

Pelamor, descanse!

É o que todo mundo fala: aproveite as sonecas do bebê para descansar também. Eu sei que aproveitamos as sonecas para fazer atividades da casa ou outras coisas. Mas procure alternar atividade com descanso. E, muitas vezes, você só vai conseguir descansar. Lembre-se sempre que essa fase passa e a cada dia vai melhorar. Nunca perca de vista essa perspectiva. Privação de sono é uma coisa muito ruim e difícil, então foque em descansar o máximo que puder, em detrimento de todas as outras atividades que precisar fazer.

Fazer a transição de uma vida sem filhos para uma vida com filhos pode ser bastante difícil. Eu prometo a você que ficará mais fácil. Cada fase tem seus desafios, mas também coisas boas. À medida que seu filho for crescendo você vai conseguir acompanhar e melhorar sua experiência como mãe e o que funciona melhor para a rotina de vocês.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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7 comentários

  1. Bruna R. de Oliveira dos Santos comentou:

    Nossa… super importante este post.
    Eu penei muito no meu pós parto.. isso que tive ajuda da minha mãe…e meu esposo super presente… mas como é uma mudança extremamente radical de vida demorei para me reencontrar.
    Hoje, dois anos depois, me sinto com tudo nos conformes de novo.

    Obrigada pelo post Thais <3

  2. Dalva comentou:

    Post para guardar como referências pois é exatamente isso! Obrigada por compartilhar!

  3. Regina comentou:

    E se lermos os conselhos, mesmo não tendo filhos, percebemos que são bons conselhos para muitas situações que temos que enfrentar em nossas vidas. E só um detalhe… que coisinha mais fofa ele nessa foto com vc!!!!

  4. Lays Peres comentou:

    Ai Thais, que texto bom! =) pareceu até um abraço! Muito obrigada!

    Estou aqui na batalha para me reajustar com todas as demandas com o propósito de que todos os integrantes da família (incluindo os gatinhos) estejam bem =)

  5. Evelyn comentou:

    Amei, Thais!! Acabei de ter meu bebê, estamos nos adapatando. vou fazer isso mesmo: descansar!!
    Estou sem rede de apoio, muitas novidades, hormonios subido e descendo, …
    Muita calma nessas horas e vamo que vamo!

  6. Mari comentou:

    Thaís,

    Amei o texto! Tô com um bebê de 1 ano e 3 meses e o ajuste aqui foi na rotina pós filho e no meio a pandemia. Acredito que me preparar emocionalmente pra mudança (eu fiz sozinha, com reflexões e leituras, mas pode ser bacana a ajuda de um profissional) antes dele nascer me ajudou a ter uma boa perspectiva e passar pelas turbulências de uma forma mais tranquila. Entendo que nada nos prepara completamente pra maternidade, mas podemos estar com algumas bases mais sólidas pra abraçar a mudança ao invés de lutar contra.
    Ah sobre a dica do pediatra, eu não sabia, mas por sorte descobri a tempo na gravidez: os convênios (e acho que o SUS também) prevêem uma visita ao pediatra durante a gestação. Pra gente foi muito importante essa consulta. Somos o casal que deu sorte de primeira com a pediatra, mas se não fosse, teria um tempo pra conhecer outros antes da loucura que é ter um bebezinho (com as dúvidas e inseguranças do pacote).
    Ah e eu fiz o curso da maternidade (algumas estão oferecendo online). Mesmo que bem curtinho, eu achei que valeu a pena.

  7. Juliana comentou:

    Que legal trazer este assunto. Meu filho completou 01 ano e pra mim está sendo difícil me adaptar à nova rotina. Sempre fui muito regrada e estou aprendendo a lidar com a imprevisibilidade e revendo as prioridades. Gostei da sua visão positiva de que aos poucos vamos retomando os projetos, mas agora é aproveitar para desacelerar e curtir esse momento dele.