Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Um dia eu descobri uma metodologia de produtividade que mudou a minha vida. Agora, eu quero que todo mundo mude a sua também.

Propósito desta série

A ideia desta série é ensinar você a usar o método GTD (Getting Things Done, criado por David Allen) e chegar ao estado de mente tranquila como água. Se eu pudesse resumir o GTD em poucas palavras, diria que sua essência é alcançar um estado mental tranquilo, sem distrações, em qualquer situação, que ensina cada pessoa a aproveitar melhor seu nível de energia e criatividade. Você não se esquecerá mais de enviar convites, não chegará mais atrasado em compromissos nem deixará de passar tempo ao lado de sua família para ficar trabalhando.

O meu aprendizado no método GTD

O livro original, Getting Things Done, foi publicado no Brasil pela Ed. Campus com o título A arte de fazer acontecer. David Allen, ao escrever essa primeira versão do livro, admitiu ele mesmo ter tentado colocar o máximo possível de informações, o que pode ter sido “demais” para a maioria das pessoas. Quando eu comecei a praticar o GTD, em 2006, tinha somente o livro como referência. Não posso dizer que foi difícil, mas me ajudaria muito se eu tivesse, como temos hoje, uma ampla rede de usuários da metodologia discutindo boas práticas, posts em blog esclarecendo como fazer, vídeos, podcasts, cursos da própria David Allen Co. e da Call Daniel no Brasil. Em 2015, temos uma nova versão do livro, reescrito totalmente pelo David, que busca tornar o caminho mais fácil a todos. O texto flui muito melhor e as informações estão mais fáceis de serem absorvidas.

Por que esta série nasceu?

Por isso, como parte dessa expansão do GTD pelo mundo, e por receber muitos pedidos no blog, eu resolvi criar uma série para iniciantes, mas que também pode ser encarada como uma espécie de revisão para praticantes mais experientes. Nela, quero falar sobre os ensinamentos do David e trazer um pouco da minha experiência com relação ao método. Espero conseguir ser o mais fiel possível e esclarecer todas as dúvidas que surgirem. Na verdade, o que eu quero é que todo mundo use o GTD, porque realmente acredito que seja algo que transforme a vida das pessoas.

O GTD é um aprendizado para toda a vida

Einstein já dizia que a gente tem que buscar fazer as coisas de forma simples, porém não simplista. Eu penso que isso tem muito a ver com o GTD. Tirar as coisas da cabeça, definir as ações que você precisa tomar com relação a elas e organizá-las de forma que consiga revisar frequentemente não são passos difíceis de se fazer, mas são hábitos. Eu sei que hábitos não são fáceis de adquirir. Eu mesma demorei anos para entender a importância de fazer a revisão semanal toda semana, e demorei também para encontrar meu ritmo certo para fazê-la. O GTD é realmente uma habilidade a ser desenvolvida e que a gente vai aperfeiçoando com o tempo. Fazer as coisas acontecerem não é um processo automático – demanda certo esforço de nossa parte. Porém, esse esforço é um compromisso que temos com nós mesmos a partir do dia em que nascemos. Afinal, estamos neste mundo para quê? Para executar sem critério e enlouquecidamente? Eu tenho certeza que não.

Você aprenderá a implementar 5 hábitos

O GTD propôe cinco passos para chegarmos a um nível de claridade mental que nos ajude a executar com significado. Nesta série, você aprenderá quais são eles e como funciona esse fluxo que faz do GTD a melhor metodologia de produtividade do mundo. Além dos cinco passos, o GTD tem o nível de complexidade que você quiser. Eu vou começar do básico, porque quero desbravar esse mar de informações que eu mesma contribuí para espalhar ao redor da web. Quis juntar tudo em um guia conciso, fácil e intuitivo, que ajudará aquele que nunca ouviu falar em GTD a implementar.

Seja bem-vindo/a ao caminho da maestria no GTD.

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Categoria(s) do post: Casa, Áreas da Vida

140415-controlar-melhorias

Recentemente nos mudamos para uma casa pós-reforma que necessitava de algumas melhorias para conseguirmos viver aqui sem problemas. Por isso, precisamos desenvolver uma maneira de controlar o que estávamos fazendo no imóvel para que isso fosse descontado no valor do aluguel ou de outra maneira. Se você aluga um imóvel, já deve ter passado por esse tipo de situação, então espero que o post ajude com algumas dicas. Algumas podem parecer incrivelmente básicas, mas é importante que a gente possa ter uma guia sobre como fazer quando se muda ou sai de um imóvel diferente.

  1. O primeiro passo sempre é verificar o que consta no seu contrato de locação sobre mudanças e possíveis melhorias. Com essa leitura, algumas dúvidas já podem ser sanadas.
  2. Tenha com você as fotos e um documento assinado da vistoria inicial feita no apartamento. Vale você mesma/o tirar fotos adicionais para juntar ao documento. Fotografe detalhes que você percebeu e que poderiam passar batido.
  3. Depois, é imprescindível conversar com o proprietário do imóvel sobre os seus planos. Talvez você pense que fechar a varanda com vidro seja uma melhoria que valorize o imóvel, mas o proprietário pode não ter interesse nessa mudança. Mesmo que sejam mudanças pequenas (como furar uma parede), pode valer a pena conversar para não ter (nem gerar) problemas futuros.
  4. Consulte sempre seu advogado para saber o que pode dar algum tipo de problema, sobre particularidades do contrato e para acompanhamento mesmo da sua situação.
  5. Crie uma lista, e aqui eu recomendo um formato digital, editável e facilmente encontrável, para inserir todas as mudanças que for realizando. Separe as mudanças por cômodos, para facilitar.
  6. Vale a pena tirar uma foto de cada coisa que foi feita, como registro. Coloque a data embaixo da foto.
  7. Arquive todos os recibos e notas fiscais das mudanças que fizer. Quando fazemos investimentos que valorizam o imóvel (instalar vidraças na varanda, portas no box do banheiro, armários), isso pode ser de alguma maneira revertido no valor do imóvel ou devolvido uma parte quando você deixar o imóvel. Por isso é importante ler o contrato e conversar com o locador no começo.
  8. Você já deve saber disso, mas procure investir em melhorias apenas se forem essenciais enquanto você estiver morando no imóvel. Não troque o piso, por exemplo, apenas porque não gosta da cor (mas isto é apenas uma sugestão minha).
  9. Acidentes acontecem e coisas se deterioram. Se você quebrar algo que pertence ao proprietário (como a prateleira de um armário, por exemplo), comunique ao locador para saber qual o procedimento. Ele pode ter um marceneiro ou outro profissional de preferência, mesmo que você pague pelo conserto. Nunca conserte escondido, sem o proprietário saber.

Apesar de você poder viver em um imóvel alugado como se fosse seu, ele de fato não é. Cuide bem dele e das suas finanças.