Categoria(s) do post: Diário da Thais, Plenitude & Felicidade

Toda vez que eu recebo algum comentário que me chateie por algum motivo, eu não acho ruim ter recebido o comentário em si. Eu fico me perguntando o que me deixou chateada, para me entender melhor. Nesse caso, postei um vídeo contando sobre uma adaptação que tenho feito na minha vida, em decorrência de uma cirurgia, e recebi um comentário me criticando. Nesse caso, eu concluí que o que me chateou foi que o comentário não tinha absolutamente nada a ver com o que eu tinha comentado no vídeo. Se a pessoa entendeu algo completamente errado da mensagem que eu estava querendo passar, eu concluo que eu que não soube passar a mensagem da forma correta. Então este post é uma maneira de complementar o que eu disse.

No final de abril, eu realizei uma cirurgia que mudou bastante o meu metabolismo. Mexeu no esôfago, estômago e intestino, e afetou a forma como meu corpo absorve nutrientes. Recentemente, percebi que meu nível de energia está simplesmente diferente de como era antes. Apesar de me sentir muito bem (porque perdi peso, e isso sempre dá mais mobilidade), em alguns momentos sinto minha energia muito volátil (vai embora muito rápido). Ultimamente, isso tem sido cada vez mais frequente, e vou ficar três semanas de repouso (na medida do possível), fazendo exames e me tratando. É possível que seja um princípio de anemia. Também é possível que não seja nada, mas vamos descobrir.

Nesse cenário, eu percebi que não sou mais a mesma pessoa que eu era antes. Eu preciso descobrir (e estou nesse processo) como meu metabolismo funciona, como estão meus níveis de energia, e quais são os meus novos limites. Ter que parar durante três semanas para prestar atenção no meu corpo me deu vontade de gravar um vídeo para levantar a questão: será que fazemos coisas demais? Porque às vezes era ok fazer algumas coisas antes, mas o cenário pode mudar e nós podemos precisar mudar as coisas também. Isso acontece o tempo todo. Postei no Instagram a mesma reflexão.

O vídeo é sobre isso, e você pode vê-lo abaixo (ou aqui):

Uma leitora entrou no âmbito pessoal e perguntou por que eu fazia tantas coisas. Por que eu fazia 5 treinamentos em um mês, em vez de 2 (na verdade eu não vou fazer 5 treinamentos, mas 5 viagens). Respondi simplesmente: “para pagar as contas”. Claro que essa foi uma resposta simplificada e que resume mil coisas. Eu não faço o que faço apenas para pagar as contas. Mas é importante que as pessoas entendam que o trabalho traz o nosso sustento. Eu não acho que fazer 5 treinamentos em um mês seja muito porque sei que professores da rede pública dão aulas todos os dias, muitas vezes em três períodos. Eu trabalho muito menos que essas pessoas e tantas outras que têm uma jornada de trabalho insano todos os dias. Eu não vou virar para uma pessoa que saia 4:30 da manhã de casa para ir trabalhar e chegue quase 21:00 para ela trabalhar menos, porque sei que ela faz o melhor na realidade dela.

De maneira geral, todo mundo está trabalhando para caramba. Estamos em uma grande recessão no nosso país, milhões de pessoas estão desempregadas, as leis trabalhistas foram destroçadas, e tudo isso faz com que as condições de trabalho fiquem mais agressivas. Ninguém diz que o cara tem que responder What’s App do chefe às 23 horas, mas ele sabe que, se não responder, pode ser um fator diferencial que o leve a perder o emprego no próximo corte da empresa.

Eu não vou “perder o meu emprego”. Eu sou empresária – e com isso vem a responsabilidade de criar minha própria estabilidade. Mas, se você já circulou por shopping centers nos últimos meses (para dar um exemplo), já deve ter visto como as lojas estão vazias. Os restaurantes, os cinemas, estão mais vazios. As pessoas estão gastando menos. Muitas pessoas estão desempregadas e não têm dinheiro. E um empresário é o cara que depende dessas vendas não só para se sustentar mas para empregar outras pessoas. Sim, eu sei que trabalhar mais não significa trabalhar melhor – você precisa aproveitar melhor o seu tempo. No meu caso, eu simplesmente estou em um ritmo normal (e até mais tranquilo) do que era, de trabalho, e por conta de um momento de saúde (que nada tem a ver com a quantidade de trabalho, e sim com a cirurgia), estou redescobrindo como posso investir meu tempo ou não.

Por favor, não usem flashes de vulnerabilidade para ofender o trabalho inteiro de uma pessoa. Recebi um comentário dizendo que, se eu trabalho para pagar contas, isso é desorganização (a pessoa apagou, mas eu li). E em nenhum momento eu disse que “trabalho só para pagar contas”. Pagar contas é importante. Sustento a minha família. Tenho uma empresa, impostos e investimentos a fazer nela e em mim. Simplesmente faz parte. Mas não quer dizer que eu só trabalhe por isso. Puxa vida, achei que nem precisaria mais dizer o quanto de coerência e de propósito eu busco no meu trabalho e isso é uma construção de ANOS. Por isso fico chateada – porque talvez não esteja conseguindo passar essa minha mensagem corretamente. Comentários assim me fazem repensar se estou sabendo me comunicar, porque a verdade é que o que se expõe na Internet não é nem 10% da vida da pessoa – mas eu preciso escolher o que entra nesses 10%, e talvez não tenha sido feliz na escolha desta vez.

Não, eu não trabalho só para pagar as minhas contas. Não, eu não preciso ter um volume insano de trabalho para pagar as contas. Não, eu não acho que trabalhar mais seja o mais adequado em nenhuma situação. Tenho feito uma série de posts sobre a importância de delegar, de criar escala na sua empresa, de criar processos, definir responsabilidades, usar checklists. Estou escrevendo um livro sobre trabalho. Estou montando um pré-projeto de mestrado com esse assunto. Tenho devorado pesquisas sobre sociologia do trabalho. Tenho um curso de organização para empreendedores. Consigo tirar três dias de folga em uma semana em que todos estão trabalhando. Escrevo posts no parque perto de casa. Trabalho na rua da minha casa. Vivo uma vida tranquila que me permite tomar café-da-manhã com o meu filho e ficar tocando piano com ele de noite. Durmo adequadamente, faço atividade física, descanso, equilibro as diversas áreas da minha vida. Mas talvez eu não esteja sabendo como comunicar isso adequadamente. Vou melhorar!

Categoria(s) do post: GTD™, Arquivos

Ultimamente, por ter assumido uma nova responsabilidade (vendas dos cursos de GTD), tenho recebido um volume muito maior de e-mails e, por isso, tenho que acessar e processar a minha caixa de entrada com mais frequência. Caso você seja novo(a) no blog, saiba que eu tenho os seguintes hábitos:

  • Zerar a minha caixa de entrada diariamente. Isso inclui e-mails e What’s App. A ideia de ter uma caixa de entrada zerada (e mantê-la assim) é que você tem controle de todas as demandas externas que chegaram até você e nada te pega de surpresa.
  • Verificar meus e-mails em uma determinada frequência, em vez de ficar com as caixas abertas o dia todo (o que me distrai sempre que chega um e-mail novo).

Como vocês bem sabem, assim que a gente zera a caixa de e-mails, logo na sequência chegam uns 15 novos. Portanto, minha regrinha atual tem sido zerar uma vez por dia, pelo menos uma vez. Se novos e-mails chegarem depois, eu fico bastante tranquila de processar no dia seguinte, pois tenho uma regra pessoal de responder em até 24 horas o que precisa ser respondido.

Logo, no dia seguinte, quando vou processar meus e-mails (= com foco em esvaziar a caixa de entrada), começo pelos e-mails do dia anterior e, quando eu termino de processá-los, vou para os do dia em questão. Essa é uma pequena porém inofensiva maneira de burlar a regrinha do David Allen, que recomenda começar sempre pelo e-mail mais recente.

Também aumentei a minha frequência de leitura de e-mails. Em vez de processar duas vezes por dia, tenho processado quatro vezes (pela manhã, depois do almoço, no meio da tarde e à noite). Isso tem me ajudado a dar conta do volume.

Bem, quis compartilhar com vocês. 🙂 Mesmo com um grande volume de e-mails, continuo zerando a caixa pelo menos uma vez por dia e respondendo as pessoas em até 24 horas. Tem funcionado para mim!

Se quiser aprender GTD, verifique nossa agenda de cursos.