Diário da Thais

Resumo do Mês – Setembro 2020

Realmente parece que foi ontem quando eu escrevi o post com o resumo de agosto. Acho que eu cheguei em um ponto do ano na pandemia que os dias estão simplesmente passando. Voltei a trabalhar “normal”, o que significa “menos”, pois desde o início da pandemia estou em um ritmo intenso para atender demandas que surgiram pelo meu trabalho: todos queriam saber como ser produtivo em home-office, organizar as demandas das casas e dos filhos e ficar bem. Agora, com a tal “retomada”, parece que ninguém quer nem ouvir mais falar em pandemia. Até entendo, e me reconheço no sentimento, mas não podemos jamais normalizar quase 150 mil mortos. Eu sigo meditando muito, mais do que nunca, para entender melhor como lidar com o mundo exterior e interior.

Setembro foi um mês de recuperação para mim em diversos aspectos. Passar tanto tempo em casa, e mesmo assim ter pego COVID-19 por uma única vez que saí (emergência dentista) ou algum descuido adicional, deu uma desanimada que não consigo estimar com muita assertividade no momento. Mas senti que deu. Então, no início do mês, eu escrevi bastante no meu commonplace book / diário, e uma das minhas primeiras reflexões foi sobre o meu ambiente de trabalho. Eu sei que há algum tempo eu escrevi aqui sobre a entrega do escritório, e aquela foi uma decisão pensada e acertada, para a funcionalidade que aquele escritório teria. No entanto, desde a decisão eu venho pensando sobre o meu trabalho e sobre como mantê-lo com integridade é importante, pois se trata de um trabalho de criação que depende de mim e que quero / preciso preservar para tê-lo sempre. Eu posso e gosto de ter meu espaço de trabalho em casa mas, ao mesmo tempo, fiquei muito desanimada trazendo os meus equipamentos e coisas para casa, pois nossa casa não é grande e também não posso me desfazer dos materiais que uso, essenciais para fazer o que faço.

Nós não vamos nos mudar desta casa onde moramos agora. É a nossa casa. Eu também abri mão de outros planos que eu tinha, que eram de comprar um terreno no interior para construir ou de comprar um imóvel para a minha mãe (falarei mais sobre o terreno em outro post futuro e, sobre a minha mãe, já falei aqui). E aí, estando em casa, eu descobri que não quero que meu trabalho fique 100% aqui dentro. Eu quero ter essa separação. Entenda: eu amo ficar em casa. Durante a quarentena, fiquei o tempo todo. Mas, justamente por isso, vi como ter um espaço fora é importante. Ter um espaço que eu saiba que é deste trabalho, um local de criação mesmo, para gravar aulas, vídeos, me concentrar quando precisar. Mas, para fazer sentido, precisaria ser perto de casa. Perto a ponto de dar para ir a pé. Com isso em mente, comecei a pesquisar alguns locais e encontrei uma sala de um sr. psicanalista que está se aposentando e alugando o espaço praticamente a preço de custo, apenas para não ficar com os custos do condomínio e IPTU mensais. Foi uma sorte imensa. Então, no intervalo de um mês (exatamente no dia 1 eu tomei a decisão e conversei com meu marido, que entendeu de primeira como era importante para mim), resolvi essa questão e já aluguei essa sala. Peguei a chave nos últimos dias. Em breve compartilharei com vocês então mais sobre esse processo, que tem muito a ver com o que eu comentei sobre o dia ideal e o estilo de vida que quero viver.

Este mês também marcou o meu retorno às certificações do GTD, que eu tinha deixado em stand-by desde a entrada no mestrado. Simplesmente foi muito volume de coisas ao mesmo tempo e eu precisei adiar um pouco. Agora estou retomando. Este foi um mês de muitas reuniões, estudo, participação em aulas e ajustes. Também fiz uma LIVE com o pessoal da Call Daniel, onde conto um pouco da minha história com o método GTD, caso você ainda não tenha me ouvido contar sobre isso. 🙂

Outra coisa que voltei a fazer este mês foi definir um contexto para cada dia da semana, não como obrigatoriedade, mas como sugestão, e foi gostoso trabalhar dessa maneira ao longo das últimas semanas.

Escrevi bons textos para o blog, o que sempre acontece por volta dessa época. Acho que fico introspectiva perto do meu aniversário. Este ano, completei 39 anos. Em paralelo, setembro foi um mês de altos e baixos no pós-COVID, pois ainda tenho dias em que acordo me sentindo muito debilitada, com falta de ar e cansaço extremo.

Por um lado, isso foi “bom” (bem entre aspas) porque comecei a pensar que poderia delegar algumas atividades minhas para prestadores de serviços, e refletir sobre isso junto com um mentor me ajudou bastante a entender que eu consigo me dedicar melhor ao que gosto de fazer (criar conteúdo e ministrar aulas) se eu tiver outras pessoas me apoiando. Então, ao longo da segunda quinzena, eu me debrucei nesse planejamento, que ainda não terminei, porque envolve pessoas, processos, contratos, e apenas nos últimos dias consegui fechar algumas questões legais com advogada etc. Mas foi a coisa que mais me deixou animada este mês, pois abriu um leque de trabalho e crescimento para o Vida Organizada que eu não estava conseguindo ver antes, centralizando tudo em mim e me sentindo debilitada com o COVID. Eu estava deixando de lado projetos criativos e bacanas simplesmente porque, por estar me recuperando, e precisando me dedicar a atividades mais burocráticas, eu não conseguia fazer. Ou seja, até para eu conseguir ficar bem com essas atividades, eu posso delegar outras que não necessariamente eu tenho que fazer, e claro que sempre dentro de uma estrutura justa para todos e sem me comprometer financeiramente, pois afinal de contas sou uma profissional autônoma e não uma multinacional.

De modo geral, me sinto abençoada por ter tantas pessoas por perto querendo realizar esse trabalho comigo, mas esse é o tipo de projeto que, mesmo eu trabalhando nele diariamente, depende de outras questões que levam um certo tempo, envolvendo contratos, advogados etc.

Em nível pessoal, fiquei sinceramente “incubada”. Não saí de casa, fiquei me recuperando, tive que pegar leve, dormi mais horas que o normal, enfim. Marido e filhote estão bem, dog também. Aproveitei para ler bastante e adiantar aulas dos “n” cursos online que estou fazendo. Até postei sobre isso em determinado momento no Telegram do Vida Organizada. Eu fazia muitos cursos antes da pandemia, em dias e horários variados. Com a questão da quarentena, eles foram se reestruturando e, por acaso, TODOS eles agora querem que as aulas sejam de noite, sendo que antes eram de tarde ou de manhã, e só por isso eu conseguia conciliar. Tem dias que tenho 4 aulas acontecendo ao mesmo tempo, tornando inviável. Cansada no pós-COVID, eu nem consigo ficar acordada até muito tarde todos os dias assistindo aula. Resolvi que deveria sair de alguns deles, inclusive alguns bem importantes. Mas faz parte. Simplesmente preciso focar em outra coisa no momento, especialmente a minha recuperação.

Eu estou bem tranquila com o meu tempo e as minhas prioridades no momento.

7 Comments

  1. Que bom que encontrou caminhos <3

    Eu voltei a trabalhar no escritório fora também, não tenho contato nenhum com outras pessoas, mas sentia muita falta desse espaço.

    Acho que meu filho também se beneficia, porque ele tem menos de 2 anos, e não entende porque eu estou ali, mas não posso brincar com ele sabe… Se eu estou longe ele entende melhor a resposta "mamãe foi trabalhar".

  2. Natasha Campaci says:

    Que bom que encontrou a sala! A foto da janela é dela? Parece bem gostoso! Essa sensação de não aguentar mais a pandemia ao mesmo tempo que ela não acabou tá batendo forte por aqui também 🙁

  3. Ana Luisa de Oliveira Ribeiro says:

    essa vista “da janela lateral” parece incrível! que novidade boa..
    parabéns por esse passo..

  4. Quantas reflexões importantes. Obrigada por compartilhar. Fico muito feliz que encontrou esse “cantinho” tão especial. Eu também estou isolada em casa desde março. Sem ir em supermercado ou qualquer outro lugar e acabei pegando o Covid. Ainda não sei como. Mas agora já passou. Fiquei muito debilitada. Fui muito para o hospital e isso tudo me abalou demais. O lado físico já está melhor.. agora preciso recuperar o emocional. Obrigada por dividir suas experiências. Obrigada pelo blog e vídeos. Acompanho sempre que posso.

  5. Ter um espaço fora se casa ajuda muito e que maravilha que vc conseguiu perto da sua casa. Vc merece tudo de bom, pois aj7da tantas pessoas! Te admiro.

    1. Obrigada, Daniele. Nem me fala, estou muito contente com o espaço.

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