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Achei que seria legal colocar esse post como referência porque muitas pessoas podem ter essa dúvida, que eu mesma tive quando parei de tomar leite de vaca, há mais de um ano. Eu parei de tomar porque descobri que tinha uma intolerância fortíssima à lactose, e depois acabei me tornando vegana. No início, era mais fácil e prático para mim consumir leites vegetais comprados de caixinha, no mercado, mas com o tempo fui aprendendo a fazer em casa e vendo que eu não precisava gastar dinheiro com isso, além de ser mais saudável eu mesma fazer. Também tem o fator “mente plena” da coisa toda, que é preparar um leite com as próprias mãos, se dar esse auto cuidado. Atualmente, preparo um leite por vez, que uso até acabar, e depois preparo outro. Em média, faço 1 ou 2 por semana.

No ano passado, como “presente” por ter me tornado vegana, eu me dei aquela Vegan Machine da Polishop, que serve para preparar leites vegetais e outros alimentos (como caldos). Foi cara (uns 600 reais), e parcelei em suaves 10 vezes. Se você parar para fazer as contas, uma caixinha de leite vegetal custa de 11 a 20 reais, então no final das contas a máquina se pagava (se você consumir de uma a duas caixas de leite por semana, ok?). Muitas pessoas me perguntam se ela vale a pena. Eu acho que vale. No entanto, hoje, eu acho que não compraria novamente, pois aprendi a fazer leites de maneira mais simples. Ela ainda é muito prática, mas dá para viver sem. Como já tenho, mantenho.

Bom, vamos para a prática. Tenho duas garrafas de vidro em casa que são usadas exclusivamente para armazenar os leites. (veja na foto acima) Comprei na Tok&Stok a versão de 1 litro. Pesquisei no site para mostrar aqui mas parece que está indisponível (você pode clicar aqui e ver a linha com outros produtos parecidos). Mas dá para usar qualquer garrafa que você quiser.

Uma vez por semana, geralmente aos domingos, eu preparo o leite da semana. Para escolher qual leite vou preparar, vejo o que tenho de ingredientes que preciso usar antes do vencimento. Pode ser aveia, castanha do pará, amêndoas, coco, amendoim, castanha de caju, ou até arroz. Escolhido o ingrediente, vamos ao preparo.

Na Vegan Machine, basta você inserir os grãos, a água, ligar e esperar. Ela faz todo o processo sozinha, sem precisar deixar os grãos de molho, ferver nem nada do tipo. Em meia hora está pronto.

No entanto, muitas vezes eu estou a fim de preparar de outra maneira, até para variar a consistência do leite. leites mais cremosos podem ser usados como creme mesmo ou virar requeijão, iogurte, enfim, o céu é o limite.

O ingrediente do leite vai determinar minhas receitas para todas as refeições ao longo da semana, pois assim eu aproveito o leite que produzi. Ele costuma durar de 3 a 5 dias na geladeira, então tenho que usar.

Vale dizer também que eu não “tempero” o leite quando o produzo. Não coloco açúcar, baunilha, nada. Deixo para fazer isso quando for usá-lo em alguma receita.

Se você for preparar leites de castanha de caju, castanha do pará, amêndoas ou amendoim, é uma boa prática deixar os grãos de molho de um dia para o outro, ou por pelo menos uma ou duas horas antes de fazer. Grãos são ingredientes ressecados, e deixar de molho faz com que eles fiquem mais molinhos e cremosos na batida.

De modo geral, uma xícara de grãos para 1 litro de água é a medida que eu uso e bato no liquidificador. Você pode usar menos água se quiser deixar o leite mais cremoso.

Pela minha experiência, o leite de castanha de caju é o mais “parecido” com o leite de vaca. Mas a grande verdade é que a minha experiência com o leite no dia a dia mudou muito depois que me tornei vegana. Antes, eu bebia “leite com nescau” ou “leite com café”. Esses alimentos hoje mal fazem parte da minha rotina alimentar, porque não acrescentam muito em termos de nutrientes. Era apenas um mau hábito alimentar (para mim, vale enfatizar!). De vez em quando tenho vontade de misturar leite no café ou no chá, mas não é a base das minhas bebidas matinais como já foi outrora.

O leite de aveia é o mais simples de todo de fazer. Eu simplesmente bato farelo de aveia com água no liquidificador e coloco na garrafa. Uso para preparar mingaus, refeições como tofu mexido, molho branco para massas, entre outras. É um leite mais “gosmento”, então use isso a seu favor na hora de buscar esse elemento para receitas, como bolos sem ovos, por exemplo.

O leite de amendoim é uma delícia para doces e salgados. Quando a gente faz curry ou estrogonofe aqui em casa, por exemplo, o leite de amendoim é o campeão. Dá um sabor bem diferente e gostoso ao prato. Eu amo, amo.

O leite de coco é um dos preferidos da galera sem lactose. Ele é muito usado em doces e receitas com inspiração asiática e várias receitas brasileiras. Moqueca vegana com leite de coco é uma maravilha! Tem duas maneiras de fazer: batendo o coco fresco com água no liquidificador ou usando leite de caixinha ou garrafa, mesmo que diluído. Tem gente que faz batendo lascas de coco (ralado) também, daquelas vendidas em supermercado.

Honestamente, o que menos faço questão é o leite de soja. Não gosto do gosto. Já não consumo muitos industrializados, e a maioria dos que são vendidos no mercado são de soja. Mas vai do gosto de cada um.

Dos leites industrializados, eu só gosto de um, que é da marca NOT.co, que na verdade é um mix de vários ingredientes. Para quem estiver em transição, é o leite mais parecido com o leite de vaca. Ele é tão parecido que muito vegano sente até um “ranço” dele, por parecer demais. De vez em quando a gente compra por aqui, mas bem raramente. Sempre prefiro preparar os meus.

Acho que nem preciso entrar no mérito de usar o termo “leite” para bebida vegetal, certo? Meu marido é formado em gastronomia e sempre vira os olhos quando alguém questiona o uso desses termos. Não é porque culturalmente toma-se mais leite de vaca que todo leite é só de vaca. O mesmo vale para carne. Não é à toa que falamos que um coco “está carnudo” ou analogias do tipo. Relaxem e deixem os veganos em paz. 😉

Preparar leites vegetais pode ser útil não apenas para quem quer se tornar vegetariano estrito mas também para pessoas com restrições alimentares, como intolerância à lactose, entre outras. Na dúvida, consulte um nutricionista, que saberá avaliar as melhores opções para você, de acordo com as suas necessidades.