Categoria(s) do post: Diário da Thais

Hoje eu completo 39 anos de vida.

Todo ano, eu faço um post no dia do meu aniversário com algumas reflexões a respeito desse último ano que passou, entre um aniversário e outro. Compartilho com vocês no intuito de encorajar esse tipo de reflexão na época do seu.

Sempre leio o post do ano anterior para ver a mudança de vibração para o ano em questão. E, puxa vida, como eu estava chateada há um ano. 2019 foi um ano muito difícil, e 2018 já tinha sido difícil pacas também. Que bom que no momento eu consigo olhar para trás e ver como esse sentimento mudou, como melhorei, e como me sinto feliz intrinsicamente hoje.

Eu implementei novos hábitos na minha vida que foram uma grande mudança e que me proporcionaram uma saúde melhor, uma mentalidade melhor, uma calma, enfim, várias coisas boas. E eu acredito que este ano – metade dele passado dentro de casa, em isolamento social – tenha me ensinado muito em termos de “o que eu quero de verdade para mim”, pensar mais em mim, não tomar tantas decisões só pensando nos outros, o que sempre foi um desafio porque, como regra, eu sempre penso nos outros primeiro.

Durante todo o mês de setembro, eu gosto de fazer planejamentos em nível mais “macro”, pensando na minha vida a curto, médio e longo prazo. Eu guardo os materiais que usei para reflexão em anos anteriores, e essa análise toda me permitiu ver que, lá atrás, em 2016, 2017, quando eu iniciei algumas ideias, uma delas dizia respeito à “era” da vida em que me encontro, nesse período entre os 30 e 40 anos. Quando tomei a decisão de, lá atrás, passar por uma cirurgia tão complexa como a que fiz em 2017 (redução do estômago), eu estava disposta a mudar completamente o meu estilo de vida para abrigar essa pessoa que na verdade eu sempre soube dentro de mim que eu era. Meu plano era chegar aos 46 anos (10 anos desde os 36) com esse novo estilo de vida implementado, para sentir que estava chegando na metade da minha vida (estimativa, óbvio) preparada para enfrentar os anos seguintes, da velhice, deterioramento do corpo etc. E, revisando esse material, percebi que eu já tinha mudado 90% das coisas, e que levou menos tempo do que eu imaginava. Fiquei muito feliz e grata por isso.

Essa mudança de estilo de vida tinha foco na saúde e na minha longevidade de modo geral. Sono, alimentação, atividade física, estado mental positivo, calma, respiração, meditação, contemplação, rotina, hábitos. É isso. Ainda faço ajustes, e tenho coisas a melhorar, como todo mundo e sempre, mas me sinto muito satisfeita por estar caminhando em uma direção que me agrada.

O que eu mais mudei no último ano? Sem dúvida a questão de como eu encaro a minha saúde e a importância da minha rotina e alguns horários para a manutenção da mesma. Li o livro “Mude seus horários, mude sua vida” lá em março, mas só por volta de setembro ou outubro do ano passado que eu comecei a implementar o que estava ali e a querer me aprofundar mais na Ayurveda.

Ter me tornado vegana também foi um marco expressivo, ainda que tenha sido uma decisão tomada pouco antes do meu aniversário do ano passado (em agosto). Eu senti um encaixe perfeito dessa decisão sobre quem eu sou, quais são os meus valores. Foi maravilhoso. Em dezembro, eu também parei de consumir álcool, que era apenas um hobby boboca que não me agregava nada de útil ou legal, completamente desnecessário, e que também influenciava na minha saúde em diversos aspectos.

Quando eu penso em características que talvez eu tenha mudado em mim mesma, não consigo deixar de pensar na calma. Meu foco tem sido o trabalho nas seis perfeições do Budismo: paciência, generosidade, disciplina moral, esforço, estabilidade mental e sabedoria. Quando digo que tem sido o meu foco, me refiro a foco diário, de meditação e prática consciente mesmo. Sempre tive muita dificuldade com a questão da paciência, mas sinto internamente uma mudança enorme em mim de um ano para cá. Não por acaso, a área que escolhi focar mais este ano tinha sido “espiritualidade”, e mergulhei no Budismo com muita humildade e vontade de me aperfeiçoar nesse caminho. Foi acertado demais. Sinto que evoluí muito e ajustei meu foco realmente.

Gosto muito de refletir sobre os meus relacionamentos e amizades que mantive, melhorei, cortei, comecei no último ano. Eu tive que cortar algumas amizades e contatos. Outras, percebi que bastava eu gostar da pessoa e pensar nela com carinho, mas que para mim não era um relacionamento saudável de manter por perto. Aprendi a lidar melhor com as expectativas das pessoas. A entender que algumas precisam de mais atenção, enquanto que outras não. De uma maneira curiosa, aprendi a dizer mais “não” para pessoas queridas e sequer questionar o “não” dito àqueles que não fazem parte desse círculo mais íntimo. Me aproximei de pessoas que eu gosto, que estão com mesmos objetivos que eu, que têm os mesmos valores. É certamente um tema de foco para mim ao longo do próximo ano, especialmente por estar entrando em um ano pessoal 2, de acordo com a numerologia.

Quando eu penso em quem impactou mais a minha vida no último ano, muitas pessoas queridas me vêm à mente. Todo o pessoal da comunidade budista, que chamamos de “sangha”, ajudou muito. Meus colegas dos grupos de pesquisa. Meu professor orientador. O pessoal do Ayurveda. Amigos veganos. Alguns colegas de trabalho. Alunos. Muita gente legal MESMO.

Com a chegada do meu aniversário, fiquei me perguntado que tipo de presente eu gostaria de ganhar. Coisas materiais mesmo. Sempre faço uma compra generosa de livros da minha lista de desejos da Amazon. Eu fico absolutamente feliz me dando livros de presente. Depois, um investimento mais caro, que foi um smart watch. Levei anos pensando sobre a necessidade de um até concluir que seria excelente, com foco na saúde e esse controle todo derivado (ainda pretendo falar mais sobre isso, pode deixar). E uma última coisa, que é uma bicicleta. Essa ainda está em andamento, e falarei mais a respeito daqui a algum tempo, porque envolve contar um montão de outras coisas que preciso contar aqui antes para vocês entenderem a “narrativa”. rs

Trabalhando em casa em um dia comum

Eu sei que “coaching” é uma coisa que, aparentemente, todo mundo odeia hoje em dia. Mas a formação de coaching que fiz em 2016 foi muito importante para mim, com implicações bastante profundas, a partir daqueles exercícios que fiz e todo o processo. Foi ali que iniciei toda essa transformação que consigo sentir agora. Lembro de um exercício – e acho que até já falei sobre ele aqui no blog em algum momento, apesar de não me lembrar exatamente quando – de que visualizei como seria o meu dia ideal e como eu me via sendo “a pessoa que sempre senti que eu era”. Eu efetivamente me tornei aquela pessoa da minha visão, e ela era uma pessoa que parecia um ideal meio distante para mim. Eu me tornei. Isso gera um contentamento interior tão grande que acho impossível descrever em tão poucas palavras. A vida que estou vivendo hoje é a vida que sempre quis viver, e cada vez mais trabalhando para ajustar melhor o que quero vivenciar daqui em diante. Isso é maravilhoso. Sei que é um imenso privilégio.

5 coisas novas que eu implementei na minha vida e que foram determinantes no último ano:

  1. Tudo relacionado ao Ayurveda
  2. Veganismo
  3. Dizer NÃO sem culpa
  4. Treino das seis perfeições do Budismo
  5. Focar meu trabalho no online

E a maior lição que aprendi foi que, quando baseamos nossas escolhas em crenças corretas, quando há um alinhamento, fica menos difícil lidar com as implicações de todas essas decisões.