Ainda precisamos passar roupas?

58
6949

Resposta: não. Mas você pode ler o desenvolvimento da ideia no post abaixo. 😉

Vamos partir do princípio que todo mundo adora uma roupa limpa, cheirosa e passada. Ela remete a um visual elegante e bem cuidado.

Vamos partir de outro princípio também que é o de cada vez menos as pessoas têm tempo para tarefas domésticas de todos os tipos.

Olha só: eu entendo que existem profissões que demandem você estar todo arrumadinho. Advogados, por exemplo. Mas isso só acontece porque infelizmente vivemos em um mundo de aparências, e eu sinceramente acho que isso tende a mudar em algum momento. #desabafo

O trabalho mais invisível da história da humanidade é o trabalho das donas de casa para que os maridos possam ir trabalhar com a roupa passada e despreocupados com relação à casa e à criação dos filhos. Se não for a dona de casa, é a mulher que trabalha como diarista ou empregada doméstica. Queremos continuar perpetuando essa precarização do trabalho feminino?

Esses dias eu estava navegando pelo site de uma revista americana que gosto muito e me deparei com um artigo recente sobre como passar uma camisa. Fiquei me perguntando se ainda somos esse tipo de pessoa?

Por trás de toda camisa bem passada, existe alguém sobrecarregado, pois passar roupa é apenas uma das atividades que a pessoa deve fazer em casa. Por décadas foram as mulheres. Hoje em dia os rapazes estão passando mais as suas roupas, o que é excelente (aqui em casa, meu marido que passa).

Já eu ADORO sair com roupa sem passar de casa, especialmente pelo meu trabalho. Acho que você deixar de dedicar um tempo relevante da sua semana para essa atividade, de modo que possa focar em outras coisas, é libertador, e quero passar esse senso para as outras pessoas.

Eu realmente me pergunto quem se incomoda com a roupa alheia que está amassada?

Há anos eu prego a libertação feminina da pressão de fazer qualquer coisa em casa por obrigação. É importante fazermos o que faz sentido. Se você gosta de passar roupa, está tudo bem – continue passando. Se não gosta, mas ainda não consegue desapegar do visual, leve em uma lavanderia. É o que eu faço com algumas calças e camisas de alfaiataria, quando preciso.

Cada vez menos eu tenho comprado roupas de tecidos que demandem essa “passada”. Meu foco está na beleza e no conforto sim nas roupas, mas também na praticidade. Se a roupa for trabalhosa para cuidar, não sei se ela compensa para mim.

Eu amo alguns tecidos naturais que amassam muito, como linho e viscose. Por outro lado, acho que o visual amassado tem seu charme. Denota que existem outras coisas mais importantes pra gente cuidar. E eu estando com a consciência tranquila quanto a isso, não há por que outra pessoa se incomodar.

Eu proponho aqui um fim da pressão para passar roupas ou fazer qualquer outra atividade doméstica que talvez não tenha sentido para você! E, se fizer, obviamente você deve manter. Essa é a ideia.

O que você acha dessa reflexão?

58 comentários

  1. Ótimo manifesto, mas com licença para dois ajustes…

    “os maridos possam ir trabalhar com a roupa passada, ASSEADOS…”, e

    “Por TRÁS de toda camisa bem passada…”

  2. Sou totalmente adepta da roupa fácil de cuidar. Da ausência da necessidade de passar ou qualquer outra coisa que demande mais tempo do que gostaria. Esse post devia ser obrigatório nas escolas, rsrs.

    • Eu passo roupas a cada, sei lá, 3 meses. Tenho pouquíssimas roupas que precisam ser passadas, faço a mesma análise que vc antes de comprar. Se precisa passar, sei que o uso será esporádico.

  3. Em casa é raro eu pegar o ferro de passar, uso alguns truques para passar menos as peças. Quando vou estender no varal todas as peças são estendidas no cabide, sempre aliso o tecido com as mãos para secar menos amassado, tenho um borrifador de água para usar em uma peça guardada que está um pouco amassada, borrifo a água na peça e deixo pendurada para usar no dia seguinte. Acredito que uns 95% das roupas que usamos em casa já ficam apresentáveis para sair de casa, os 5% que são as peças de linho, seda ou viscose mais delicada são passadas.

  4. Ótima reflexão!
    Deixei de passar roupas há mais ou menos três anos e até joguei minha tábua fora. *rs
    A beleza de uma roupa não me conquista se ela precisa ser passada. Praticidade é o lema! 😊

  5. Excelente, Thais! Eu não passo roupa há muitos anos, de ninguém aqui em casa. Acho que parei logo depois que casei. Lavo a minha e de minha filha e meu marido lava a dele e ninguém passa! Só quando tenho algum evento mais formal e o tecido necessita muito, mas é raríssimo. Confesso que nem sei onde está o ferro de passar aqui em casa! Que libertação!

  6. Sai a vida toda sem passar roupas… sem condições. Já somos sobrecarregados. Não me incomodo de sair amassado, realmente se a roupa dá muito trabalho, prefiro nem compra-lá.

  7. De fato, é libertador… mas infelizmente não e para todo mundo… 😉
    Para quem ainda passa roupa e quer uma dica que facilita bastante… faça o seguinte: depois que a roupa é lavada e centrifugada, eu dou uma sacudida firme para esticar o tecido e coloco em cabides para secar.
    ..

  8. Thais, é uma LIBERTAÇÃO não passar roupaaaaa! E quem quer camisa passada que acorde mais cedo e vá passar: para isso que existe despertador. Aqui em casa temos tarefas divididas e a qualidade de vida de todos melhorou consideravelmente.
    Muito importante você ter comentado sobre o quanto o trabalho feminino foi e é invisível na sociedade.
    Um beijo!

  9. Ótimo texto Thais! Moro nos EUA e percebo que aqui as pessoas não têm o costume de passar roupa porque usam a máquina secadora e ela atenua o amarrotado dos tecidos, então se tirarmos as roupas pouco tempo depois do final do ciclo e dobrarmos/pendurarmos direto fica ok. Só usei o ferro de passar aqui em situações especiais em que queria que minha roupa estivesse impecável. O problema da máquina secadora é que usá-la constantemente gasta muita energia (o que consequentemente tem um impacto ambiental) e dependendo do tecido ela pode ir “estragando” ou encolhendo algumas peças porque partes das fibras vão se soltando a cada secagem. Por isso tenho um varalzinho pequeno de chão onde penduro roupas mais delicadas bem esticadas, sem usar pregador, e funciona muito bem também. Procuro usar a máquina apenas uma vez por semana, moro numa região muito fria e não posso contar com o sol.

  10. Eu adoraria que todos os tecidos viessem com uma tecnologia que os fizessem não amassar. Eu ainda nao consigo nao passar as roupas que eu uso; me sentiria desleixada não para os outros, mas para mim mesma. Acho que é um cuidado com a minha aparência, mas respeito demais as opiniões contrárias.

  11. Thais,
    Amei esse tema do texto de hoje, pois sou casada há trinta anos e sempre me preocupei em passar roupas. Quando eu tinha uma secretária tudo bem, mas nos períodos em que estava sozinha essa atividade era um terror!!! Lembro-me que eu deixava acumular e tornáva-se um castigo rs, pois quando as roupas ficam empilhadas a tendência é amassar ainda mais.
    O tempo foi passando, eu sempre trabalhando fora e meu marido também, a correria de levar os filhos à escola, preocupar -se com as refeições, em deixar listinhas de afazeres para a secretária e a preocupação com as roupas continuava. Durou por três décadas … Ufa !!!!
    Aposentei, meu marido aposentou, os filhos cresceram….continuei com uma diarista, que também passava as roupas, além de todo o serviço da casa….Não entendi porque não me libertei dessa atividade entediante antes… Eu amava os lençóis todos passadinhos e arrumados, que durava até serem esticados na cama e utilizados rs.
    Isso durou até eu perder novamente minha secretária, só que agora estamos em outra fase, não tenho filhos pequenos, uniforme do marido, então finalmente libertei-me dessa atividade, e sem dor na consciência…
    A princípio eu me sentia toda amassada e desarrumada, mas foi uma libertação! Pois , se pensarmos direito, o próprio homem cria os paradigmas , os conceitos, e se aprisiona nas regras que ele mesmo instituiu como parte do que é normal para a sociedade.
    O normal mesmo é seguir o que achamos correto para a nossa vida, e eu digo uma coisa por experiência própria: nunca é tarde para mudanças, mudar faz bem, refletir sobre o por que fazemos as mesmas coisas a vida toda, simplesmente porque um dia nos disseram que esse era o caminho certo a seguir.
    Parti para uma mudança radical em minha vida, tornando-se vegana depois dos cinquenta anos , e não me importo com as críticas, normalmente assim ” você comeu carne a vida toda e agora está com essa frescura “.
    Para mim, foi como se eu começasse a enxergar a vida de novo, com o olhar de quem está do outro lado, sofrendo e implorando por libertação.
    Não tem como voltar atrás agora, não tem como fazer o que a maioria da população faz, pois minha vida mudou e eu me libertei.
    Esse texto seu de hoje me levou a refletir sobre mudança de conceitos e de atitudes, que norteiam a nossa vida. Simples assim, tomar decisões que mudem sua qualidade de vida, e que colaborem para um planeta melhor e mais sustentável.
    Um grande abraço, Thais! E parabéns por seu excelente trabalho, que influencia de uma forma positiva a vida das pessoas! Amo o seu trabalho!

  12. Minha família nunca foi de passar roupas, minha mãe era mãe solo e não tinha condições mesmo. Então cresci sem pensar muito sobre passar roupas, apenas passava se fosse realmente necessário. Só fui pressionada a levar isso em consideração quando tive minha filha, os parentes do meu companheiro tratam não passar as roupas da minha filha como se eu fosse uma mãe desleixada, cheguei até a passar um tempo fazendo isso, por estar em um momento sensível a julgamentos externos, mas depois não conseguia ver sentido em manter aquela obrigação maluca com tanta coisa pra fazer, desisti e agora continuo como sempre: passando o que EU acho feio amassado e só. Obrigada pelo texto, muita gente precisa ler isso e tirar esse peso da obrigação sem sentido.

  13. Achei a problematização meio exagerada. Dá pra não sair com a roupa amassada sem perder tempo nem dar trabalho pra ninguém ao mesmo tempo. Existe uma maquininha de vapor que é só aproximar da roupa que ela desamassa rapidinho, não custa caro. É bem simples de resolver o problema.

          • Eu não tenho dúvidas, mas é anacrônico trazer essa interpretação para os dias atuais. É fato que historicamente as mulheres foram oprimidas para cumprirem seu papel como donas de casa e obedecerem a seus maridos, afinal eram tratadas como propriedade, inclusive com respaldo legal. Você pode até argumentar que existe ainda hoje em dia mulheres submetidas a essa condição e sujeitas à violência doméstica, o que é verdade, mas não se trata da regra geral, pelo menos não no Ocidente. Então faz mais sentido tratar o passar de roupas aqui apenas como um inconveniente, não uma opressão. A menos que se proponha um recorte de classe e/ou raça, por exemplo. Pode ser que exista uma pressão maior para mulheres negras se apresentarem impecáveis para serem levadas a sério no ambiente profissional, já que muitas vezes é exigido até o alisamento dos cabelos. Mas certamente não é o caso para mulheres brancas de classe média financeiramente independentes de seus maridos.

            • Bom, eu recém fiz uma pesquisa com 632 mulheres. Anacrônico não é. Mas claro que todo mundo pode comentar e achar o que quiser. 😉 Só não pode desrespeitar a coleguinha.

              • Onde houve desrespeito, Thais? Você mesma no fim do seu post perguntou o que achamos da reflexão, mas aí porque eu discordei de você não é questão de opinião? Eu hein.

                • Isabel, aqui no blog é minha sala de estar. Peço que quem quiser entrar aqui se relacione com respeito e não com agressividade, pois não combina com a vibe que temos aqui. Não estava me referindo especificamente ao seu comentário, mas a outros que precisei apagar. E respondi sobre não ser anacrônico. Obrigada pela compreensão.

                  • Bom, como você falou sobre desrespeito logo abaixo do meu comentário, não pude deixar de interpretar que se referisse a mim. Mas, se não é o caso, então tudo bem. Aliás, seria bacana se você pudesse compartilhar sua pesquisa com a gente aqui no blog. Estou curiosa para saber quem são essas mulheres que estão sendo obrigadas a passar roupa em nosso país.

      • Por muito tempo passava roupa toda da casa ,pano de prato ,toalhas ,marido usa camisa ,essas eu passo ainda,mais o resto acostumei sacudir bastante e as
        Camisetas e blusas coloco pra secar no cabide

  14. Eu faço parte de uma minoria…gosto de passar roupa…principalmente no inverno (aqui na Europa realmente faz muito frio).
    Mas eu transformo esse momento em um momento meu…geralmente estou sozinha na lavanderia e aproveito pra ver um filme ou vídeos que ainda não tive tempo de assistir. Inclusive os seus 😊
    Assim nem percebo o tempo passar.
    Mas gosto de usar o ferro a vapor…dobro a maioria das roupas e jogo um vaporzinho aí só o calor de uma em cima da outra, vai tirando outros amassadinhos. 😉

  15. Eu só passo a roupa se ela estiver muito amassa. A maioria das minhas roupas nem precisa passar. Até meu marido se preocupa em compra roupas que não precise passar.

  16. Eu nem tenho ferro em casa. Desde que saí da casa da minha mãe não passo roupa. Tiro do varal, dobro direitinho e quando vou usar tá perfeita. Não tenho roupas que amassam muito então ajuda bastante. Tbm acho que é desperdício de tempo e dinheiro. Às vezes me acho desleixada por isso. Obrigada Thaís!

  17. Faz anos que eu não passo roupa. Pra não mentir, eu passava a camisa de trabalho do meu marido, mas era um suplício!!! Eu grávida, com a barriga enorme, debruçada na cama com as costas doendo…
    Um dia não deu pra passar, dobrei bonitinha e assim ele a usou no serviço… 😂
    Outra coisa que acho terrível é essa obrigação que as mães sentem em passar as roupas dos bebês. Gente, eu lavo as roupas e muitas vezes não dá tempo nem de dobrar!!! Nunca passei roupas das minhas bebês e estão todas bem, obrigada!!!
    Hahahahah

  18. Fora que muitas vezes a gente passa e quando chega ao local já tá todo amassada (o) por conta do transporte público por exemplo.

  19. amei você compartilhar sua história de vida, muito obrigada.
    É muito bom identificar essa libertação no alcance de todas as idades

  20. Eu passo algumas peças de roupa. Após lavar, sempre coloco para secar em cabides, com cuidado, então a maioria fica em boas condições de uso, podem ir direto para o armário.
    Mas sempre tem aquelas que precisam mesmo ser passadas. Tenho alguns vestidos de linho, algumas peças de viscose. Essas vou deixando de lado em uma prateleira do armário.
    Mais ou menos a cada 15 dias pego essa pilhinha e passo. Levo cerca de 40 a 50 minutos, e não é nenhum sacrificio.

  21. Excelente! Inclusive, lembrei de uma amiga minha comentando coisas afins a alguns anos apontando pra diferenças culturais (no caso, ela é italiana).

    Admito que gosto da sensação de roupa quentinha e macia do ferro, da uma noção de autocuidado. Porém, reservo isso somente para algum evento social de extrema importância (que nem fazer alguma coisa especial com o cabelo, ou usar um sapato alugado).

    No dia a dia, nem ferro tenho. Mas pra não deixar a roupa parecendo que “saiu da boca do boi” (como diria vovó) eu penduro no cabide todas as peças que usarei durante a semana. Qualquer marca que tem geralmente acaba saindo pela própria força da gravidade (talvez os tecidos orgânicos que uso permitam isso?).

    Ainda assim, só concordo com a falta de sentido nessa obrigação da roupa passada. Que tudo sempre seja usado (ou não usado) de modo a conferir conforto, praticidade e identificação.

  22. tentei usar ferro assim q saí da casa dos meus pais, já com o objetivo de passar bem menos roupas do que minha mãe (ela passa até lençois e calças jeans). eu ainda não gosto da aparência das roupas assim q saem da máquina, mesmo secando retinha algumas ficam bem amassadas. mas passar com ferro era horrível, então eu fazia o máximo para deixar elas lisas sem ter q passar.
    depois comprei um steamer, e melhorou mto. não fica impecável, mas fica o suficiente pro meu gosto, e bem mais rápido. não tenho nada mto de alfaiataria que faça diferença mesmo.
    meu marido que cuida da própria roupa dele, e qdo precisa lavar camisas leva na lavanderia, pq eu nem sei passar camisa social msm. com as roupas normais ele faz o mínimo, eu me choco q ele nem passa amaciante, mas são as roupas dele, ele que faça o que quiser com elas.
    e vou dizer que mulher que ainda cuida da roupa do marido nem é anacrônico. qdo converso com outras mulheres, da msm idade q eu (tenho 35), que trabalham, dividem a maioria das tarefas de casa com o marido, de classe média, branca, mtas vezes essa parte de cuidado da roupa fica pra elas. já ouvi que o marido faz tudo menos passar, ou q qdo precisa de camisa é a mulher que passa. qdo eu falo que meu marido se vira com a roupa dele e eu nem presto atenção (só cobro pra ele não inventar de ocupar o varal todo qdo eu queria lavar algo), elas elogiam, qdo deveria ser mais normal

  23. Onde já se viu em pleno século 2019 existir essa opressão de passar roupas, isso é pior que trabalhar em mina de carvão, culpa do bozonaro, se o lula fosse nosso presidente poderiamos andar aí todo mundo amassado tranquilamente #EleNão

  24. Mais perfeito impossível.
    Tenho ferro de passar em casa mas está guardado no fundo do armário.
    Algumas semanas atrás estive trabalhando como aplicadora no Enem e temos que ficar na escola desde a manhã sem acesso ao celular. Nesse caso somos “obrigados” a conversar uns com os outros, rs. Me juntei ao grupo de algumas jovens senhoras (mais ou menos uns 60 anos) e elas estavam falando de trabalho doméstico. Começaram com um discurso que de independência, mas em um determinado momento chegamos ao assunto passar roupa. Uma disse que o marido não usa nenhuma roupa se não for passada. Outra disse que outro dia viu um homem na rua com a calça amassada e que tinha “ficado feio” pra esposa dele. Quando elas pararam de falar eu disse que não passava nenhuma roupa. Que eu e meu marido colocamos as camisetas e blusinhas para secar no cabide, o que já deixa elas bem esticadinhas, e que se caso ele queira alguma roupa passada ele mesmo que pegue o ferro e passe, uma vez que ambos trabalhamos fora e eu ainda faço vários trabalhos domésticos que ele não faz. Você deve imaginar o olhar de horror que eu recebi né.
    Infelizmente ainda vemos esse lado da mulher-mãe em alguns relacionamentos. Mas graças a Deus isso está mudando.
    Texto grande, mas foi só um desabafo… rs

  25. Eu apoio. Ontem mesmo peguei uma camisa de linho que tenho e só Deus na causa, ficou amassada mesmo.
    É engraçado que há uma valor nessas peças também, tipo, as peças que amassam são mais arrumadas, mais chiques e alinhadas. Porque?.
    Digamos que um homem não precise engomar suas roupas, não tem porque ele querer trocar as roupas mais alinhadas por outras, já que o trabalho não é dele.
    Acaba que é um status social também, quem tem dinheiro paga alguém pra isso, quem não tem usa os outros tecidos, que são classificados como mais barato. E se tem um aparelho moderno que faz isso com mais facilidade, a classe baixa também não tem acesso por conta do custo.

  26. Concordo, apesar de ainda me preocupar um pouco que esse visual passe uma mensagem errônea sobre a minha pessoa.

  27. Resumindo: quem quiser passar roupa que continue passando e e quem não quiser não passa. Temos liberdade para sermos e fazermos o que quisermos.

    Bjs e boa semana a todos 🙂

  28. Nossa, sim! Esse post veio pra salvar, eu realmente não me conformo em “perder tempo” passando roupa e tambem não gosto de ver minha esposa perdendo esse tempo. Em casa nós temos uma divisão de tarefas e basicamente cada um passa as roupas que quer usar passadas, o resto a gente usa como está mesmo, mas ainda existe essa pressão de estar sempre sem um amassadinho na roupa e isso me incomoda muito, tanto que cada vez mais eu estou dando prefetencia para roupas que dispensem o ferro e para cores que não peguem muito pelo (4 gatos em casa, já viu né?rs).
    Vou com certeza compartilhar esse post com todo mundo!
    Muito obrigado mesmo

  29. Eu não consigo usar roupa sem passar. Me sinto desleixada e mal cuidada. Eu mesma passo minhas roupas. É um cuidado que gosto de ter comigo mesma e com minhas roupas. Quando deixo acumular muito e estou com preguiça separo 01 hora do meu dia para passar. O que eu conseguir passar durante essa 01 hora está ótimo. O que eu não conseguir passo em outro dia. Assim não me canso muito e consigo organizar minha rotina. É como você disse Thais, “tem que fazer sentido pra você” rs… pra mim faz sentido não me sentir desleixada.

  30. Passar roupa é um negócio terrível mesmo. Acho que justamente por ser algo que não é tão indispensável assim (por exemplo: se você deixa de lavar louça surgem baratas etc… passar roupa não tem nada a ver com higiene/saúde, e sim com aparência). Eu fazia isso no domingo à noite, quando morava sozinha. Hoje eu evito ao máximo roupas que amassem muito pra poder me livrar disso, mas infelizmente eu tenho um brechó por conta própria, online, publico as peças no feed do instagram e qualquer amassadinho é notado pelas clientes… e o steamer é um negócio que não dá conta… (lembrei do caso de uma amiga que também tem brechó, e certa vez publicou uma peça amassada… uma cliente comentou: “credo, nem passa a roupa” e outra cliente retrucou: “mas eu tenho ferro em casa, eu quero!”. hahaha!)

  31. Na minha casa eu só passo roupa se estiver muito amassada ou tiver realmente necessidade. Acho muito chato! Deus me livre daquela pilha de roupas da casa das nossas mães e avós, q iam desde panos de prato, toalhas de mesa, roupas de cama até camisas de colarinho. Aquela obrigação de passar tudo, tô fora. E viva a praticidade e liberdade! Adorei Thais!

  32. Eu não passo roupas há anos. Mas tenho um truque: se me vestir e estiver amassada demais, vou ao banheiro, umedeço as mãos e passo nos maiores vincos. Resolve instantâneamente.

  33. Olá! Graças aos céus, eu também me livrei desse martírio!! Eu era daquelas que passava até as meias, sem falar nas roupas de cama, mesa e banho. Uma tortura! Eu tentava ver algum vídeo durante o processo, ou escutar um podcast, mas, mesmo assim, eu sentia que estava perdendo tempo. Sem contar o gasto de energia elétrica e o desgaste de coluna, joelhos e ombros. Pra depois, como comentou alguém acima, se amarrotar toda de novo no transporte público!!

    Seco minhas roupas em cabides ou bem esticadinhas no varal e as dobro assim que apanho. De vez em quando, algumas camisetas ficam um pouco amassadinhas, hahaha, mas a vida é muito curta pra se preocupar com isso.

    Gostei bastante da reflexão do post e dos comentários discutindo sobre a opressão das mulheres e o elitismo por trás desse “hábito”.

  34. Perfeita, Thaís. Quando virou o ano tinha pensado em tuitar que 2020 poderia ser o ano que enfim o mundo aderisse à não passar roupas e me deparo com esse texto.

  35. Oi Thaís 🙂
    Amei o texto!
    Eu não passo roupa há quase 10 anos e isso me poupa um tempo enorme. Estendo a roupa da melhor forma e quando possível em cabides que vão direto para o roupeiro. Quando me questionam sobre não passar roupa eu falo que desamassa no corpo e sempre dou essa dica para quem posso.
    Abraços.

Deixar uma resposta

Por favor, insira seu comentário
Por favor, insira seu nome aqui