Hábitos

“Hábitos são os juros compostos do autoaperfeiçoamento”

Essa frase foi escrita por James Clear em seu livro “Hábitos Atômicos” (que eu já resenhei aqui no blog). Esse livro é sem dúvida um grande manual para implementação de hábitos, mas eu quero trazer neste post o ponto que, para mim, fez eu ficar apaixonada por esse livro, que é:

Não é sobre as grandes conquistas, os objetivos alcançados ou os resultados necessariamente. É sobre o acúmulo de hábitos diários que constróem uma vida diferente. Essa construção vai acabar te levando a concluir projetos e a alcançar objetivos, mas não são essas metas o foco da coisa toda, e sim o seu autoaperfeiçoamento. Quando você percebe isso, entende a importância da personalização diária da rotina – algo que bato na tecla aqui praticamente todos os dias também.

Lá vem o James de novo: “Metas estão relacionadas aos resultados que deseja alcançar. Sistemas se referem aos processos que levam a esses resultados.”

O capítulo 2 do livro, meu preferido, relaciona os hábitos a moldar nossa identidade (e vice-versa). Eu sou completamente apaixonada por esse conceito, porque no final das contas é o que busco ensinar com o Vida Organizada. Autoconhecimento + conhecimento das boas práticas = rotina tranquila, vida boa. Nenhum hábito que bata de frente com os seus valores vai durar muito tempo. Fazer a coisa certa quando isso está alinhado com quem você é de verdade. Esse ponto é simplesmente o_ponto. Não adianta você querer acordar mais cedo se não vê qualquer motivo para aquilo.

Ele também vai no ponto daquilo que eu sempre gosto de falar, que é: a prática faz de você o que você quer melhorar. Se você quer melhorar o que quer que seja na sua vida, pratique mais.

Photo by Dan Taylor

Não é sobre ser radical, é sobre uma evolução gradual. No entanto, uma vez que você encontre esse alinhamento com você mesmo – práticas e hábitos que tenham absolutamente a ver com quem você é no momento – fica mais fácil. Fica até mais rápido. Mas, no final das contas, cada dia é composto por milhares de microresoluções, de microações, que fazemos e vão nos construindo.

Apesar de ele ter uma postura menos agressiva e mais empática que a do Tony Robbins, de certa maneira as orientações se relacionam quando o Tony usa a prática de modelagem nos seus livros e cursos. “Quero ser magro. Como é o dia de uma pessoa magra?” Apesar de esse exemplo ser problemático por toda a cobrança que existe e o body shame, ele é fácil de explicar a sugestão do Tony. Quero ser de tal jeito. Vou me moldar segundo esse jeito. Não é sobre copiar, mas se inspirar, buscar esse alinhamento interno. Inclusive no curso do Nível 3 do GTD tem um exercício semelhante. E aí vem o James de novo e mete um “decida o tipo da pessoa que quer ser e prove isso a si mesmo com pequenas vitórias”. Se toda essa galera está dizendo que fazer isso funciona, pode ser que a gente queira dar um crédito à sugestão.

Cansei de pensar, em dias mais complicados, “o que o David faria em um dia como esse?”. David Allen, autor do método GTD, no caso. E eu sempre encontro boas soluções. Não porque o David seja “perfeito”, mas porque ele me inspira em termos de produtividade e estilo de vida mais tranquilo. Como eu confio no que ele ensina, tentar pensar com os moldes do raciocínio dele me ajuda a pensar sobre a minha própria vida e rotina.

Quando eu mostrei meu vídeo com a minha rotina durante a quarentena, a maioria das perguntas foi apresentando certo espanto por eu “fazer a mesma coisa todos os dias”. Além de rotina não significar isso (você pode mudar e personalizar diariamente de acordo com as suas próprias necessidades), o que a noção de rotina traz é: encontre o que funciona para você e, sabendo que te faz bem, mantenha. Tire aquilo que não for legal. A vida é esse processo simples. Algumas coisas, como não beber refrigerante, por exemplo, são rápidas, mas outras, como mudar de carreira, talvez, levam mais tempo. Mas a percepção de querer esse algo já muda dentro de você a sua perspectiva para lidar com a vida dali em diante, direcionando para um estilo de vida mais adequado ao que você gostaria de viver.

Quer ser escritor? Escreva. Você é escritor quando está escrevendo.

“Seus hábitos moldam sua identidade. Sua identidade molda os seus hábitos.” James de novo. Esta semana vamos falar muito sobre tudo isso e, na aula de hoje à tarde, vou falar especialmente sobre essa coisa de tentarmos estabelecer hábitos que não têm nada a ver com a gente e porque isso é errado. Estamos fazendo uma imersão em hábitos este mês. Não perca. <3

6 Comments

  1. Thais, acredito que houve um erro de digitação nessa frase:
    “Fazer a coisa é certa quando isso está alinhado com quem você é de verdade.”
    Texto maravilhoso!

    1. Obrigada, vou arrumar.

      1. Aqui também: “mas não são essas netas o foco da coisa toda” ;*

  2. Amei !!! Um ótimo texto. Aliás, tudo o que você escreve é inspirador.

  3. Luca Azevedo says:

    Hahaha

    Nós temos umas coisas…

    Só estou lendo o post hoje…

    Essa também é a minha parte preferida do livro, por isso levei a questão do identidade pro nosso papo, show!

    Thais, antes de dar todo aquele bug na interface, tinha um botão para ser notificado de novos comentários. O que aconteceu com ele?

    Ps: Fiquei sabendo da queda de pressão ontem, fique bem 🙏🏻

    1. Obrigada, Luca. Eu não sei te dizer. Não sou eu que estou mexendo na parte de código, e ainda estão fazendo ajustes. Mas vou anotar aqui para verificar. Obrigada por avisar.

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