Roupas

Roupas para trabalhar em casa

Fazer quarentena abriu todo um novo espectro de dicas de organização que busco compartilhar com a única finalidade de ajudar quem esteja passando por situação semelhante.

Sempre fui adepta da coisa de usar as roupas que gosta tanto em casa quanto fora, sem essa de “roupa para ficar em casa”. E que as roupas devem ser confortáveis e adequadas para a vida como um todo, e não “posar” para situações desconfortáveis de modo geral.

Na quarentena, meu armário-cápsula está voltado para o trabalho em casa, com roupas de frio e confortáveis. Sou uma pessoa muito friorenta, nossa casa tem piso frio, então eu simplesmente preciso me sentir confortável senão não consigo fazer nada direito.

Eis algumas peças de roupas que têm feito toda a diferença para trabalhar em casa, assim como dicas adicionais que posso compartilhar com base única e exclusivamente em minha experiência pessoal, e não em regras de estilo etc etc. 😉

  1. Calças de moletom bonitinhas. Antes mesmo da quarentena, estava inspirada pelo estilo de se vestir da Consuelo Blocker, e ela usa muito essas calças mais confortáveis com tênis. Por isso, antes de nos isolarmos socialmente eu tinha comprado umas duas ou três calças de moletom já com essa finalidade, o que se mostrou acertado na quarentena.
  2. Roupa de ginástica todos os dias de manhã. Antes da quarentena eu praticava yoga de manhã no instituto de yoga perto da minha casa. Acordava, colocava minha roupa e ia para lá. Voltava, tomava banho, trocava de roupa e seguia o dia. Hoje, com a quarentena, não tenho saído (obviamente), mas mantenho a rotina. Separo antes de dormir a roupa de ginástica para colocar quando acordar, e por isso não preciso pensar muito quando acordo. Levanto, visto a roupa e ela já me avisa que eu preciso me exercitar em algum momento. Faço minha prática de yoga, tomo meu café-da-manhã, dou até uma trabalhadinha antes de tudo se precisar (tem dias mais cheios que outros), mas aí depois tomo banho e visto a “roupa do dia” mesmo. De qualquer maneira, ter esse gatilho da roupa de academia logo cedo me ajuda a não ter que ficar pensando “como vai ficar o tempo? será que vai esfriar ou fazer calor?” e também me motiva a fazer atividade física diariamente, mesmo em casa.
  3. Depois que tomo banho, então, coloco uma roupa confortável, porém bonitinha, para trabalhar e passar o dia. A ideia é ficar com essa roupa até de noite, quando faço uma espécie de “ritual de transição” para descansar e ficar com a minha família – jogar um jogo, assistir um filme, ou simplesmente descansar – geralmente tudo isso já com pijama. O que tem sido essa roupa confortável? Depende do dia. Tem dia que tenho vontade de usar saia lápis e scarpin, mesmo em casa (juro). Porque isso faz diferença na minha auto-estima. Assim como tem dias que quero ficar de calça de moletom, camiseta e tênis. Realmente varia e eu sigo o meu humor, mas o que ajuda é ter as roupas certas já organizadas na parte mais acessível do meu guarda-roupa – o que chamo de armário-cápsula. Guardei todas as peças (mesmo de frio) que não fossem adequadas para trabalhar em casa, como casacos e jaquetas. Blusas de lã, suéteres bonitos, camisetas de malha, de manga comprida, têm sido meus itens preferidos esses dias.
  4. Acessórios ajudam. Lenços, cachecóis, brincos, colares. E são uma maneira rápida de mudar um pouco a cara da parte de cima da roupa, que geralmente é o que aparece quando fazemos reuniões, quando gravo vídeos ou atividades do tipo.
  5. Sutiãs sem metal e bojo. Me desculpem os meninos por essa intervenção que não se aplica a vocês, mas faz toda a diferença para uma mulher usar um sutiã confortável em casa! Não sei se vou mudar isso mesmo quando voltar a circular pela rua. É um caminho sem volta.

Não tem por que a gente usar roupas desconfortáveis, que machucam, mesmo quando a gente sai de casa. Ter que ficar o dia todo da maneira mais confortável possível me fez repensar muita coisa. Me lembrei de todas as vezes que peguei metrô, transporte público, com sapato ou roupa desconfortável apenas para estar apresentável em um lugar ou situação que eu poderia ter me vestido de outra maneira, tão apresentável quanto porém confortável. Ou talvez seja apenas a minha idade e o fato de que, à medida que a gente envelhece, vai deixando de se importar com coisas que apenas a insegurança da juventude nos traz.

Trabalhando em casa em um dia comum

Só um último comentário que me surgiu e que me imagino que possa acontecer, pois já aconteceu outras vezes, é algum comentário me pedindo para mostrar fotos dos meus supostos looks. Não sei exatamente como é na sua casa, mas aqui em casa, eu não costumo ficar tirando selfie e posando para o celular. Aliás, prefiro infinitamente ficar longe do celular na maior parte do tempo, usando-o apenas quando estritamente necessário para o trabalho ou para me comunicar com a família e amigos em tempos de quarentena. Não fico tirando fotos minhas, acho isso de uma egolatria absurda, e até busco me afastar da prática. Sei que, por trabalhar com internet, eu “deveria” tirar mais fotos. Mas também já faz tempo que abri mão de crenças sobre o que eu “deveria” fazer e busco focar em quem eu sou genuinamente, o que aliás é o que todo mundo deveria fazer, especialmente em um blog. Quando estou em casa, quero aproveitar o tempo para descansar, ficar bem, fazer coisas boas para a minha cabeça, aproveitar atividades com a minha família. Dificilmente vou parar algo assim no meio e tirar uma foto apenas para ilustrar ou provar algum ponto nas redes sociais. Logo, quando tenho fotos, foi porque elas foram feitas por outra pessoa ou de maneira espontânea, e aí eu sempre compartilho, mas não tiro fotos apenas para ilustrar ou entreter outras pessoas. Meu Insta está recheado de fotos do meu dia a dia, assim como os stories, até com uma categoria “looks” em destaque. Sempre que rola alguma fotinho, compartilho por lá, compartilho aqui, realmente tanto faz. Mas quando não tem foto no post, foi porque não quis deixar de compartilhar alguma dica ou informação apenas porque não tinha imagem minha para ilustrar, tá bem? Espero que entendam.

9 Comments

  1. Jullyana Araujo Lopes says:

    Desde que comecei o desafio dos 30 dias do Milagra da manhã (estou resetando ele algumas vezes) descobri que para fazer exercício assim que acordo tenho que já dormir com a roupa de ginástica XD

    Moro no sul e ainda não temos forro na casa, resumindo é um frio do cão. Antes eu separava a roupa, mas sair da cama quente e trocar meu pijama era impossível. Hoje já durmo de legging e a blusa que eu for fazer a ioga. Claro que não precisar usar top me ajuda 😉

  2. Mudei minha mentalidade em relação a roupas, antes usava qualquer trapo em casa, agora prezo por usar algo confortável e bonito ao mesmo tempo, costumava categorizar as roupas por “roupas de vestir em casa” e “roupas de sair”, e assim ia perdendo de usar as roupas que mais gostava por causa dessa besteira.
    Eu gostava de passar horas tirando fotos, mas não pra postar, mas pra ter várias opções. Hoje acho um desperdício de tempo, prefiro usar meu tempo para coisas internas. Gostei do termo egolatria.

  3. Thais do céeeu, eu amo seu blog, mas entrei agora e fiquei PERDIDINHA NO LAYOUT
    nao sei se tá ha muito tempo assim, mas o outro com os posts numa sequencia de rolagem tipo blog era bem melhor ):

    1. O blog está em manutenção. Avisei em todas as redes mas vou criar um post avisando também. Não deu tempo.

  4. Ainda tenho uma divisão bem nitida entre roupas de ficar em casa e roupas de ir para a rua. As roupas de ficar em casa não são feias, nem manchadas, nem desbotadas, nem nada disso. Mas são roupas que já não estão em sua melhor forma, já deixaram no passado seus dias de gloria. Eu não as usaria para ir trabalhar, e às vezes nem mesmo para ir ao supermercado. Talvez eu precise repensar isso. Grata por levantar o tema!

  5. Abri mão do sutiã tem uns dois anos. Comecei tirando as aspas que machucam dos que ainda tinha, hoje tenho uns como você descreve que uso eventualmente e por fim, comecei a usar roupas que não obrigavam a usá-lo, especialmente em casa. Posso ter a “sorte de não precisar”, mas cada vez mais tenho optado pelo meu conforto, essa regra já fazia parte dos calçados. Salto é algo que está guardado há muito tempo para eventos, nas quais costumo ficar a maior parte do tempo sentada. Nos demais, tênis, sapatilhas ou sapatos baixos e confortáveis.

  6. Entendo sim. Acho que vc já expõe muito sua vida para que as pessoas ainda venham te pedir mais exposição ainda. Elas deveriam ser mais gratas por tudo o que vc divide, e que não é pouco. Parabéns pelo conteúdo desta quarentena, assisti quase todas suas lives. Abraço!

  7. Excelente post! Tenho o privilégio de trabalhar em casa nesse momento de isolamento social e não abro mão de usar as roupas que normalmente usava para trabalhar ou sair aos finais de semana. Parece que vestir determinada roupa faz com que a gente entre em “modo de trabalhar”, me sinto muito mais disposto e produtivo, além de fazer bem para a minha auto estima. Também não entendo porque as pessoas associam as roupas “de sair” com o desconforto, considerando que na minha rotina normal eu passava cerca de 17 horas por dia fora de casa, sempre prezei por comprar roupas e calçados confortáveis, o que é plenamente possível mesmo usando social. Aposto sempre em peças do tamanho correto, com bom caimento e modelagem, além dos tecidos naturais, para a pele poder respirar.

  8. Eu quero dar uma aprofundada na hotmart e
    monetizze, mas será que vão passar firmes por essa
    quarentena?

    1. Acho que mais do que a maioria das empresas. Se tem algo prosperando é o trabalho online…

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