Refinando a minha rotina matinal: primeiro e segundo blocos

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Sou uma grande fã das rotinas. Não vejo rotinas como engessamento de horários para fazer determinadas coisas, mas como ritmos e frequências que criamos para a nossa própria vida funcionar melhor.

Sinceramente, eu acredito que a rotina matinal de qualquer pessoa seja uma das rotinas mais importantes para se ajustar, e ela deve ser ajustada sempre que houver qualquer tipo de mudança na configuração do dia a a dia (nascimento de um filho, mudança de emprego etc).

A rotina matinal é importante porque ela dá o tom do restante do dia.

Se você acordar na correria, atrasada/o, cansada/o, desfocada/o, provavelmente seu dia já terá terminado antes mesmo de você começá-lo. Se pudesse, teria sido melhor ficar na cama (e não vou mentir que tenho dias em que tenho realmente vontade de fazer isso também).

Formatar e reformatar essa rotina matinal diária me ajuda incrivelmente. Eis aqui então a formatação mais recente que tenho usado e que tem tornado os meus dias mais significativos.

São dois os primeiros blocos da manhã que tornam todo o restante do dia melhor.

Bloco 1: Mindset

O primeiro bloco, que acontece logo quando eu acordo, é um bloco de “ajuste do mindset”. Sei que pode parecer um termo redundante, mas é justamente isso que eu faço – um “ajuste do ajuste” da mente.

Eu acordo, faço uma breve meditação para focar no meu dia (leia o post sobre isso aqui), então me levanto e faço atividades “fisiológicas”- banheiro, água para hidratar o cérebro, lavar o rosto etc. Então volto para o meu quarto (ou vou para a sala – o lugar realmente não importa e depende do ritmo do meu dia) e escrevo algumas palavras no meu diário (já falei sobre essa prática aqui também). Depois começo a ler. Mas ler o quê?

Começo lendo um capítulo ou trecho do livro budista em que estiver lendo ou relendo no momento. Deixo esses livros sempre juntos no meu criado-mudo, que é o meu “centro de comando” para esta atividade da manhã.

Depois de ler o livro budista eu leio alguma coisa do GTD. Ou o capítulo da semana do “Ready for anything”, ou um trecho específico no livro “A arte de fazer acontecer” sobre algum tema que esteja me chamando a atenção no momento (ex: propósito e princípios). Sempre reforço com um estudozinho do livro “Making it all work”, que se aprofunda nos conceitos.

Vale lembrar que tenho meu caderno ao meu lado o tempo todo para anotar insights ou coisas que eu me lembre que preciso fazer. O objetivo é sempre deixar a mente mais relaxada.

Na sequência eu estudo um capítulo ou trecho de algum livro do Napoleon Hill.

Faço leituras complementares relacionadas, como do meu propósito e afirmações pessoais (Horizonte 5 do GTD) e de afirmações e do meu objetivo definido (Napoleon Hill).

Você pode estar pensando que isso é uma perda de tempo enorme, mas eu considero simplesmente a parte mais importante do meu dia. Se eu não fizer isso, minha mente não ficará bem, e a única coisa importante que eu preciso fazer diariamente é garantir que a minha mente fique bem. Ela estando bem, o resto simplesmente acontece em um estado de fluxo imenso.

Bem, esse é o primeiro bloco do dia. Acabando, vou tomar meu café-da-manhã, fazer xixi e uma rotininha básica em casa, tipo lavar a louça do café, trocar as lixeiras e arrumar as camas.

Talvez seja desnecessário dizer, mas sempre é bom reforçar, que eu só faço esse primeiro bloco quando meu dia permite isso. Muitas vezes, estou ministrando um curso o dia inteiro ou estou em aula, e não tenho como acordar ainda mais cedo para fazer essa prática (meu objetivo quando passo o dia fora dedicado a algo que usa muito a minha energia é simplesmente ficar bem, e dormir bem faz parte desse pacote – não vou acordar mais cedo apenas para “provar” algo para ninguém).

Então não, eu não acordo “mais cedo” ou “às 5h da manhã” para fazer essa rotina. Faço quando acordo, seja a hora que for. Claro que, quanto mais cedo eu acordar, melhor. Mas deixo bastante livre no dia a dia e, como falei no começo do post, não tem a ver com horários.

Em termos de estimativa, cada bloco dura de 1h30 a 2h, que é o tempo que meu cérebro leva para começar a ficar cansado de alguma atividade. Depois disso, já me disperso, então por isso minha rotina funciona nesses blocos. (tudo é auto-conhecimento)

Bloco 2: Deep Work

O segundo bloco vem depois do café-da-manhã e é o primeiro trabalho de “deep work”, por assim dizer. Eu sempre faço um café, coloco meus fones de ouvido (minha mais recente aquisição foi o maravilhoso Bose Quiet Confort 35, que corta completamente os ruídos externos), coloco uma playlist para “foco” no Spotify e passo os olhos em algumas notícias do dia enquanto bebo o meu café.

Tenho lido essencialmente os seguintes canais: NY Times (o briefing do dia), The Guardian (UK), The Economist e a Folha de SP. Nos jornais internacionais, faço uma busca por “Brazil” para ler o que estão falando sobre nós. Já comentei em alguns canais meus que passei a acompanhar mais as notícias (especialmente sobre política) do nosso país através de canais internacionais, que têm uma visão “menos apaixonada”. Isso tem me ajudado a manter a sanidade em época de eleições.

Aos finais de semana, eu recebo a Folha de SP na versão impressa, porque curto muito o ritual de pegar o jornal, sentar ao sol e beber calmamente meu café enquanto leio as notícias.

Tirando os finais de semana, em que a leitura das notícias demora um pouquinho mais (gosto de ler as matérias mais longas com calma), faço isso em poucos minutos apenas para curtir o meu café e, então, começo a escrever.

Quando faço as minhas leituras, muitas vezes já me vêm à mente ideias que quero desenvolver em conteúdos para o blog, livros ou cursos. Eu gosto muito de desenvolver essas ideias quando elas vêm, e por isso eu aproveito para escrever bastante. Mesmo que os posts não entrem no ar no mesmo dia (para falar a verdade, dificilmente escrevo e já publico no mesmo dia, depende – de modo geral eu costumo escrever e agendar os posts com mais antecedência), eu aproveito aquele momento de inspiração para desenvolver os textos. Pode acontecer de a inspiração “acabar” e eu deixar o texto incubado para continuar desenvolvendo em outro dia.

Só para situacionar a coisa toda, eu tenho um quadro no Trello onde faço o registro dos temas já abordados aqui no blog e os temas que ainda quero abordar. Se eu estiver sem ideias no próprio dia, abro esse “board” e começo trabalhando no que me der vontade (e que tenha a ver com o calendário editorial), que esteja ali.

Eu costumo escrever bastante. Em termos de posts, dá uma média de 4 a 5 posts por dia (o que dá uma semana inteira de novos posts). Mas tem dias em que não escrevo para o blog, mas sim para livros, artigos (do mestrado), posts para redes sociais e outros trabalhos paralelos que faço que envolvam escrita inspirada.

Todos os posts que vocês lêem aqui no blog são escritos nesse ritmo, e muito provavelmente foram escritos semanas antes de vocês o lerem por aqui. 🙂

Quando esse bloco da manhã acaba, geralmente eu já estou cansada intelectualmente. É quando então eu paro para almoçar. O fim desse bloco significa olhar (e responder) mensagens mais urgentes no What’s App, dar uma olhada na situação do meu e-mail (que só vou esclarecer à tarde, mas olho para ver se tem algo urgente esperando a minha resposta), tomo um banho, me arrumo, almoço com o filhote, fico um pouco com ele e cuido de algumas coisas em casa. Basicamente, já começo a me preparar psicologicamente para os blocos da tarde, quando “me abro para o mundo” e foco nas comunicações (também já escrevi sobre essa rotina aqui).

Mais uma vez, vale dizer que não faço essa rotina todos os dias, porque depende dos meus compromissos profissionais, mas faço todo dia em que estou trabalhando “em casa” (ou seja, sem compromissos externos). Já fiz em viagens também e quando chego cedo ao escritório. Então não se trata tanto do lugar e sim do meu estado mental. Por isso também evito, sempre que possível, agendar compromissos pela manhã, como reuniões.

Creio que, dentro da minha configuração atual de compromissos, eu consiga fazer essa rotina matinal de 3 a 4 vezes por semana – incluindo os finais de semana, é claro.

Minhas manhãs são períodos muito sagrados para mim, que envolvem não apenas descanso mas formatação da mente como um todo, além do trabalho intelectual e prioridades do dia.

Você já parou para pensar um pouquinho em como a sua manhã influencia no resto do seu dia? Como você tem tratado esse período no seu cotidiano? Deixe um comentário contando, se quiser. Obrigada!

37 comentários

  1. Thais, amei o post! Faz parte do meu ritual matinal acessar seu blog para ler o post do dia, tomando meu café com leite rs

    Tenho buscado acordar entre 4h e 5h da manhã pois é quando consigo fazer esse “meu momento”. Como agora minha filha foi para a escolinha, consigo ter a manhã inteira para mim, o que é simplesmente um sonho. E tenho buscado ser produtiva nesse período justamente para ficar com ela por inteiro na parte da tarde. Claro que nem sempre é possível, por conta de prazos mais complicados e compromissos mas construir essa rotina é essencial para eu não ficar ansiosa e saber que cada coisa será feita a seu tempo.

  2. Olá, fiquei curiosa sobre seu filho. Ele estuda de manhã? Aqui o começo da manhã, geralmente é mais voltada pra minha pequena, arrumar pra escolinha, dar café, escovar os dentes… quase não sobra tempo, mas tb tento que não seja uma loucura, visto que trabalho fora o dia todo, procuro deixar um momento leve, mas tem dia que não é fácil.
    Parabéns pelo trabalho!

    • Sim, hoje ele estuda de manhã, mas quando estudava à tarde eu fazia esses blocos de concentração enquanto ele estava na escola da mesma maneira. Lembrando que ele tem um pai que fica junto também. 😉

  3. Oi Thais, muito bom o texto! Estou ajustando minha rotina matinal e o texto me deu muitas ideias. Fiquei com uma dúvida, curiosidade, quanto tempo dura seu bloco de “deep work” pela manhã?
    Sobre os fones de ouvido, esse Bose é demais, comprei o meu esse ano e não me arrependo nem um pouco do quanto ele custou, é uma das minhas principais ferramentas de trabalho, pois fico em um desses escritórios “open space”.
    Gosto do realismo que você coloca nos textos explicando que essa rotina só faz entre 3 a 4 vezes por semana, isso nos ajuda a nos guiar e não se cobrar tanto quando não conseguimos fazer todos os dias.

    Abraço,
    Alexandre

  4. Oi!!
    Todas as manhãs, meu esposo prepara o café, tomamos café juntos assistindo ao jornal, e depois saímos para trabalhar, normalmente de bicicleta (quando o tempo ajuda). Tomo banho na empresa, me sinto energizada para fazer as coisas.
    Tenho tomado como hábito fazer uma “prece” (não sou muito religiosa) para atrair coisas positivas para o meu dia, e isso tem funcionado muito bem.

  5. Gostei muito da sua rotina matinal. Eu quero muito incrementar minhas manhãs com atividades produtivas e seria o único período que seria possível é pela manhã.
    Porém tenho um sério problema em levantar cedo. Mas entre não fazer nada e conseguir ter êxito em mudar meus hábitos para mudanças positivas, acho q valeria o sacrifício/mudança

  6. A minha manhã também é sagrada, thais, é quando tenho mais energia. Ainda nao consegui armar uma rotina porque tenho filho pequeno (4 anos em breve). Como era sua rotina com o paul pequeno?
    Bjs e lindo post!

  7. Muito legal!
    Também sou fã de rotinas e estou tentando encaixar minha rotina matinal agora que meu terceiro filho nasceu.
    Pergunta (um post, talvez?): como você concilia a sua rotina com a da família? Eles entendem? Não atrapalham? Como conseguiu chegar a isso?
    Valeu!

    • Na verdade rende um post (obrigada pela sugestão). Mas trabalhamos “em equipe”. Foi todo um acordo e uma construção que fizemos desde a minha gravidez até a transição de carreira que fiz depois. Meu marido tem um trabalho mais flexível, eu investi na empresa etc.

  8. Olá Thaís !! lendo o seu primeiro bloco, te vi no livro milagre da manhã que acabei de ler, mas gostei dessa ideia, na verdade é uma ideia que estou aos poucos me incluindo também. de manhã vou a academia umas 4 vezes por semana, quando não vou , eu acordo na hora certa de ir trabalhar e gostaria de acordar pelo menos 30-45 minutos antes para pensar no dia, fazer as afirmações, etc.. no incio achava besteira, mas participei de algumas palestras que vi que esse é o caminho.. até para estudos, antes de todos acordarem.. obrigada por compartilhar um pouco do seu dia a dia com a gente aqui. bjs

  9. Ei, Thais. Incrível ler sobre seu roteiro matinal, especificamente esse auto aprendizado do quanto esses blocos funcionam para você, para a sua personalidade e para o que acredita. Eu confesso que minhas rotinas matinais andam desastrosas – sempre afobadas, corridas, sem planejamentos e com planos frustrados. Estou sempre atrasada, brigando com o despertador e no piloto automático das obrigações. Preciso reprogramar a minha configuração mental para me (re)habituar e (re)descobrir (ou quem sabe desenhar) o meu ritmo matinal e como potencializá-lo para uma melhor produtividade para o resto do dia. Enquanto não chego lá, sigo por aqui me inspirando e acompanhando suas reflexões e com esperança de aprimorar meus hábitos, traçar novas rotas cotidianas e cuidar melhor das minhas manhãs.

    Beijo grande e, em tempo, feliz aniversário! Que os anos seguintes continuem te fazendo especialista no conhecimento si mesma!

  10. Thais, como vc faz para seu filho não te interromper na parte da manhã, enquanto vc faz tudo isso? Tenho dois filhos e eles me chamam o tempo todo, rsrs. Bjos, obrigada pelo conteúdo de qualidade!

  11. Oi Thais!

    Comecei a repensar o meu período da manhã recentemente, quando você postou sobre a meditação matinal. Normalmente eu acordava choramingando, me lamentando por estar tão cansada (mesmo dormindo de 7h a 8h por noite) e por ter que trabalhar cedo, e obviamente meu dia era exatamente como eu mentalizava: cansado, sonolento, desesperada pra voltar pra casa e dormir.

    Depois daquele post estou no processo de mudança, e já percebi uma grande melhora!

    Bjs,

  12. Adoro quando você escreve sobre blocos de tempo, rotinas do dia a dia, etc. Tem me ajudado muito a construir uma própria, já que desde julho estou em casa me preparando para o doutorado e também para quem sabe, empreender. Tenho percebido, que o duro aqui tem sido controlar o desejo de ir ali na praia…Tenho tentado identificar meus horários de mais energia e com certeza a manhã ganha em disparado. Mas ainda não consegui o ideal de escrever todos os dias. Vou me inspirando por aqui. Creio que os rituais que mais tem dado certo por aqui são as atividades físicas pela manhã (segunda não) e depois disso, inicio algo no computador. Tenho reparado também, em relação à energia física, em que fase do ciclo menstrual estou. Isso influencia demais minha vontade de querer fazer coisas, rs. Sempre grata a ti, Thais!

  13. Que post maravilhoso! Estou lendo ele no fim de um dia cuja manhã foi péssima pra mim. Improdutiva e lenta pois dormi pouco, então fiquei “matutando” o que será da minha vida se eu não puder ter as manhãs “ideis”… E agora me deparo com esse texto. Obrigada! Lê-lo foi de grande valia pra mim.

  14. Bacana conhecer um pouco mais da sua rotina. Também acredito muito no poder de ter rituais saudáveis estabelecidos. No meu caso preciso madrugar realmente cedo pois preciso estar no trabalho antes das 08:00. Levanto lá pelas 4:30, lavo o rosto e escovo os dentes, em seguida leio por aproximadamente 30 minutos de um bom livro (atualmente estou lendo Making It All Work, por indicação sua), em sequencia 30 minutos de meditação silenciosa e saio para uma corrida de 50 minutos a 1 hora. Volto pra casa, banho frio, me troco e saio (em jejum, que venho praticando a algum tempo e me adaptei muito bem) para o trabalho. São uns 25 minutos de deslocamento dirigindo, quando aproveito para ouvir um podcast em inglês para aprimorar meu listening. Gasto aproximadamente umas 3 horas e meia pra cumprir essa rotina matinal e relamente faz toda a diferença no meu dia!!

  15. Ótimo post! Achei interessante sobretudo a parte do “autoconhecimento”: eu voltei a estudar há pouco tempo e estou ainda bastante enferrujada. Ainda por cima tive que encaixar o estudo em minhas outras tantas obrigações, portanto meus blocos de concentração são menores. Não tento forçar…uso a técnica pomodoro, “quebrando” os blocos em menores por enquanto. E por aqui a mente funciona melhor à tarde, pois pela manhã tenho muitos afazeres, filho em casa, simplesmente não consigo me concentrar sabendo que tenho almoço pra fazer, roupa pra dobrar, etc. Acho que o legal é isso, a gente “personalizar” a nossa rotina! Obrigada Thaís!

  16. Oi, Thaís! Eu sempre me interesso muito pelos seus posts sobre organização do tempo, dos blocos de trabalho e tenho tentado aplicar isso no meu dia a dia. Gostaria, se possível, com uma dica sobre email. O meu trabalho, prioritariamente, é responder emails, não tenho condições de não atendê-los com rapidez. Mas como separar e fazer com que os outros entendam o que é urgente e o que não é?

  17. Olá Thais, estou muito feliz em ter encontrado seu site. Li recente o livro O Milagre da Manhã e aí pesquisando sobre assuntos relacionados ao tema, encontrei seu post sobre o livro e assim estou conhecendo seu trabalho. Engraçado que ontem tive uma tomada de consciência sobre um comportamento meu que vem me atrapalhando a anos, mas só consegui identificá-lo ontem. Thais, sou uma pessoa que procastino demais as coisas, por exemplo, estou no fim das minhas férias onde programei de arrumar os guarda-roupas aqui em casa, mas segunda-feira já volto a trabalhar e não consegui realizar esta tarefa. Outro exemplo, antes de sair de férias trabalhei no domingo até as 22:15 horas para deixar o máximo organizado, isto em parte devido a este comportamento de procastinação no trabalho também. Ontem, descobri este ponto que preciso trabalhar e gostaria de saber se já escreveu algo sobre procastinação e autossabotagem. Parabéns pelo trabalho e obrigada!

  18. Minha vida de modo geral é uma correria e tenho me sentido incomodada com isso ultimamente. A urgência e necessidade tira toda a leveza das nossas vidas (tenho dois filhos pequenos, 4 e 1) e tem dias que tudo que sou capaz de fazer e esperar que o dia termine. Fico pensando no reflexo que tudo isso vai ter no desenvolvimento emocional deles. Oro todos os dias para ser transferida para uma cidade pequena e, pelo menos, reduzir o meu tempo de trânsito.

  19. Recentemente tive de mudar o formato da manhã, com o ínicio dos filhos na escola integral; outra mudança necessária, apesar de dolorosa tê-los mais distante para trabalhar. Então, começa na noite anterior, mas ainda é uma bela correria. Pretendo acordar meia hora mais cedo para passar alguma rotina da casa para o período que eles não acordaram ainda, mas não é algo que eu tenha pressa… ainda mais com o horário de verão vindo aí. Basicamente faço 3 blocos, o primeiro de uma hora para arrumá-los (com o marido), arrumar a lancheira, me arrumar e tomar um café rápido. Então levo-os a escola e volto ao trabalho; nas sextas consigo passar na padaria e trazer algo pros colegas de trabalho. Entra o 2o bloco, que eu foco nas solicitações de clientes e na resolução de problemas no email; no 3o bloco, verifico a agenda e faço algo do cronograma da empresa ou desenvolvo alguma ideia/necessidade e penso se há algo a fazer para o almoço. Então vou almoçar em casa com o marido e voltamos ao trabalho para a tarde…

  20. “meditação para focar no meu dia (leia o post sobre isso aqui), ”
    Oi Thais , boa noite .
    o link do post dessa frase não aconteceu . Por quê?

  21. Que legal este post… Fiquei com inveja agora, porque minhas manhãs são uma loucura, um verdadeiro deus no acuda e não resta tempo para fazer algo para melhorar isso: geralmente acordo, faço a lancheira da minha filha que estuda de manhã. Então a acordo, a troco de roupa (ela fica sonolenta e não consegue fazer nada), penteio seu cabelo, dou algo para comer (pouca coisa, pq costumo caprichar mais na lancheira dela) e só então eu me arrumo. Temos que fazer tudo isso pisando em ovos, pro meu mais novo não acordar, ou então, aí é que a manhã fica mesmo um caos. Temos cerca de uma hora para fazer tudo isso, mas sempre atrasamos dez minutinhos na escola (a escola dela fica a 8 km de casa). Saio de casa sem tomar café e só faço isso quando chego no meu escritório (trabalho por conta própria, mas fora de casa). Quando eu tinha só uma filha e morava perto do meu trabalho e da escola dela, tinha muito mais tempo, fazia tudo sossegadamente, mas depois que meu segundo filho nasceu e que mudamos de casa, as manhãs tem sido assim, corridas d+. Espero um dia atingir um patamar de normalidade, ele ainda é muito pequeno, não vai para a escola (2 anos) e fica com o pai de manhã. Minhas noites tb são corridas, volto pra casa e preciso cozinhar (meu marido é um desastre na cozinha e nem sempre ele está em casa à noite, pois dá aulas neste horário), depois banho, lição de casa com a mais velha, atenção pro mais novo e inúmeras pequenas demandas até a hora de dormir. Mas meu desafio maior são as manhãs, sem sombra de dúvidas, porque é como você falou: as manhãs é que dão o tom do dia.

  22. Também amo minha rotina da manhã. Começo o trabalho intelectual às 9:00 quando estou em casa (faço doutorado). Antes, após escrita no meu diário e uma leitura curta, incluo treinos de Triathlon, então acordo 5:00, não parece mas é maravilhoso rsrs. Para mim, o segredo (e desafio) é dormir as 22:00 sempre.

  23. Nossa Thais, meu sonho conseguir me presentear com uma rotina assim, mas eu acordo às 5h já na correria pra arrumar as crianças e ir trabalhar… e à noite chego tão exausta que às vezes nem como, apenas tomo uma banho, ponho as crianças pra dormir e durmo também.
    Mas vou conseguir me organizar. Vc é minha inspiração diária. Gratidão!

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