Categoria(s) do post: Bullet Journal

Outro dia eu postei sobre o que funcionou e o que não funcionou para o meu Bullet Journal em julho e, hoje, com base naquele post, quero mostrar como configurei meu Bullet Journal para agosto personalizando para a minha realidade atual – minhas necessidades pessoais.

Coloquei a washi tape dividindo o mês, como faço sempre. Essa fita é da Molin e comprei na Lojinha da Livia. Todo o tema do mês acabou sendo guiado por ela (a fita), com nuvens, azul e cinza. O mood tracker foi feito com nuvens. A legenda foi criada de uma maneira mais simples e subjetiva também, com cores e carinhas que representam como me sinto. Pintarei no dia seguinte como me senti em média no dia em questão.

Na sequência vem a Roda da Vida e a página com o log de gratidão, que gosto muito de fazer.

Foi muito interessante analisar a roda da vida desta vez. Sempre me surpreendo, mesmo fazendo sempre (todo mês) e com pré-concepções de como acho que estou. Eu achei que daria notas mais baixas em todas as áreas, pelas reflexões que tinha feito ao concluir o mês, mas me surpreendi positivamente. Isso me mostra como as coisas estão melhores do que pareciam. Por isso esse exercício é tão poderoso. Não o subestime, nem deixe de fazê-lo. Ele é uma fotografia de como você está se sentindo em determinado momento, e esse registro é poderoso.

Espiritualidade, lazer, social, família e contribuição receberam notas máximas. Isso me deixa muito feliz. Por exemplo, eu tinha comentado em análises anteriores que não me sentia plena com relação à contribuição com o mundo. Nesse último mês, essas foram algumas das coisas que fizemos:

  • minha mãe e eu nos juntamos e fizemos uma doação para uma moça que resgata e cuida de gatinhos de rua doentes ou que sofreram algum tipo de violência ou acidente;
  • fiz uma doação maior de dinheiro para uma paróquia em SP que está cuidando de moradores de rua com abrigo e alimento (sim, a do Padre Lancelotti);
  • juntei e comprei alguns cobertores e meu marido levou para o Centro de SP para distribuir entre os moradores de rua;
  • fiz uma doação para uma instituição que está distribuindo refeições e cestas básicas para famílias atingidas pela fome durante a pandemia.

Eu não costumo compartilhar essas ações sempre porque não quero que elas pareçam “marketing próprio”. Aqui no blog me sinto mais confortável para postar porque quem me acompanha aqui já me conhece há mais tempo e sabe que eu não sou desse tipo. E também porque, postando, posso incentivar e dar ideias para os leitores sobre como ajudar. É claro que a ajuda de cada um depende das condições e circunstâncias atuais. Adapte sempre. Eu me sinto privilegiada por poder ajudar mais financeiramente nesse momento, porque sei que, em um mundo material, infelizmente essa é a ajuda urgente que muitos tanto precisam.

De acordo com o faturamento que a empresa teve no mês, separo uma parte do que seria meu “lucro” e faço esse tipo de doação. Escolho mês a mês como e quem vou ajudar. Eu não preciso de dinheiro. Tenho uma casa e um trabalho que me sustenta, sustenta a nossa família e as pessoas que trabalham comigo. Acredito sinceramente que, antes de ajudar terceiros, preciso ajudar todo mundo por aqui – aumentar a remuneração da equipe e coisas assim. Mas, uma vez feito isso, eu me sinto confortável em alocar uma parte do que EU ganhei para ajudar os outros.

Acredito que toda caridade é importante porque vivemos em um país desigual que infelizmente demanda soluções urgentes para as pessoas terem o básico. Mas o que realmente traz transformação é a práxis. Por isso, acredito no estudo, na cidadania, na política e na compaixão como princípios de vida. Assim, transformaremos a nossa sociedade através de quem somos, de como nos relacionamos com as pessoas próximas a nós, de como educamos o nosso filho, de como construímos um trabalho juntos etc. É dar o peixe porque a fome não espera, mas ensinar a pescar TAMBÉM. Não são excludentes.

Enfim, voltando à roda da vida, penso que Saúde seja a área que precisa do meu foco no momento. Acabadas as férias do Paul, meu sono volta ao normal. O sono alterado me afeta de sobremaneira. Tenho a mais absoluta certeza que ter ficado meio pra baixo no último mês tem a ver com o horário do sono alterado.

Bem, na página seguinte eu sigo na tentativa de trazer um log do que fiz (em termos de resultados maiores), criando uma página geral para “concluídos”. Minha ideia é registrar projetos que finalizei, objetivos alcançados e outras atividades importantes que foram finalizadas. Vamos ver se funcionará essa página!

Na página seguinte, coloquei algumas métricas que considero importantes de fazer o acompanhamento. Peso, medidas, redes sociais, saldo na conta. Anotei no primeiro dia do mês como estavam e vou conferir no último. Simples assim.

E aí vem o log diário na página posterior.

Espero que o post tenha sido útil. Meu intuito ao compartilhar é demonstrar como faço no dia a dia e também trazer algumas ideias para que você possa personalizar para a sua prática também.

Vale a pena lembrar que uso o Bullet Journal atualmente apenas para registro, mas o método permite que você use também para organização e planejamento. Recomendo a leitura do livro do autor para entender melhor como o método funciona e quais são as inúmeras possibilidades para que você adapte à sua vida, se desejar usá-lo.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Deixe seu comentário

9 comentários

  1. Toria comentou:

    Thais, acho maravilhoso você compartilhar o que fez. Porque é isso, incentiva sim a ajudar cada vez mais! <3

  2. Cristiane Palma comentou:

    Compartilhar suas práticas é inspiração e incentivo!!

  3. Élide Cristina Mendes da Silva comentou:

    Thaís esse post foi muito inspirador! Eu não tenho bullet journal, mas me inspirei no seu para inserir algumas dessas informações em meu diário, pois acho que será bem interessante revê-las futuramente.
    Sobre o que você falou sobre doação eu concordo muito! Nós – por vivermos em uma sociedade desigual e capitalista – devemos ter noção de responsabilidade social e fazer por onde as coisas mudarem. Fazer o que pode com o que se tem né?! Quem sabe um dia eu possa contribuir mais assim como você consegue hoje!
    Obrigada (Ah! sou da turma 7) 🙂

  4. Jaqueline comentou:

    Esse blog é muito valioso para mim! Sim ele é o meu modelo a qual me inspiro bastante na minha organização de vida . Obrigada Taís Godinho! Sua doação de ensino é maravilhosa!

  5. Amanda de Abreu Venâncio comentou:

    Thaís o seu blog é maravilhoso, virou rotina de todos os dias abrir o seu blog para ver o post do dia.
    Sobre o Bullet Journal tentei esse ano começar um,porém não estava tendo muitas ideias de paginas a ser colocadas e acabou que o caderninho que reservei para isso virou um diário.
    Mas pretendo ano que vem começar um novamente. Obrigada por compartilhar tanto conhecimento conosco.

  6. Gisleine Uehara comentou:

    Obrigada Thais, estava procurando ideias mais simples para começar a fazer o meu, me inspirou a começar ainda em Agosto. Ás vezes quanto mais simples, melhor para eu me disciplinar em preencher.

  7. Evelyn comentou:

    Esse mês particularmente a empresa que trabalho – na figura do meu pai – fez algumas contribuições de caridade, e eu fiquei responsável por efetuar as compras dos suprimentos; apesar de “não ter saído diretamente do meu bolso”, eu fiquei feliz por ter tido a chance de fazer algo.

    Uma delas, muito interessante, chamada Vacinação Solidária, em que empresas e pessoas físicas doavam alimentos não-perecíveis ao se vacinar (é gratuito e conseguimos ajudar quem precisa – e na pandemia, muitos passaram a precisar muito de alimento!).

    Acho importante esse compartilhamento de caridade de modo público, pois incentiva os outros a fazer também. 🙂

  8. HEURISGLEIDES TEIXEIRA comentou:

    Muito inspirador. Que massa! Vou adotar alguns desses métodos. Comecei a fazer um bullet journal no mês passado e acho que foi a melhor ferramenta pra mim até agora

  9. Julia Lucena comentou:

    “É dar o peixe porque a fome não espera, mas ensinar a pescar TAMBÉM. Não são excludentes.”
    Essa msg é tão importante! Obg Thais…