Categoria(s) do post: Estudos

Desculpem por ter tantos posts relacionados a este assunto no momento, mas preciso compartilhar com vocês para poder justificar outros conteúdos que vão entrar futuramente! E também porque sempre compartilho com vocês o que acontece na minha vida. Espero que não esteja sendo chata.

Em janeiro de 2020, eu precisei “me obrigar” (de uma maneira gentil, claro) a sentar e trabalhar na minha dissertação todos os dias, pois precisava arrumar bastante coisas e escrever um capítulo inteiro antes de entregar a versão final para o meu orientador no final do mês. Isso foi fundamental porque essa “disciplina” (de forma muito leve) me ajudou a terminar a dissertação no tempo certo e depois tudo ficou mais tranquilo até a defesa e a minha formação como Mestre em Comunicação.

Eu defendi em março e, na semana seguinte, a OMS declarou “pandemia” e nós entramos em quarentena aqui em casa. Muita coisa aconteceu naquele momento, especialmente com relação ao trabalho, o que impacta diretamente na minha disponibilidade mental e física para todo o resto. Eu precisei me dedicar ao trabalho e o assunto “vida acadêmica” ficou um pouco de plano de fundo. Não consegui escrever novos artigos nem participar de seminários, o que até gostaria de ter feito.

Agora, momento sinceridade: antes da pandemia, tivemos um encontro de um dos grupos de pesquisa que faço parte e várias colegas minhas de mestrado já estavam trabalhando em pré-projetos de Doutorado. Lembro da minha reação: “caraca, que pique! nem consigo me imaginar entrando em um Doutorado agora!”. Quando terminei o mestrado, minha sensação foi: “cara, vou esperar pelo menos uns dois ou três anos para entrar no Doutorado”. E era esse o plano até então.

Massssss o fato é que a nossa mente e o nosso coração podem nos surpreender várias vezes, e é por isso que a vida é maravilhosa. No meio de tudo o que estava acontecendo na pandemia, todo o trabalho que eu estava fazendo, sempre pautado em compaixão, em determinado dia me veio esse insight: e se eu elaborasse uma tese de produtividade compassiva? É possível? Não parece “papo de coach”? Será que dá certo?

Naquele momento, em meio à pandemia, me bateu uma urgência, quase que como um “chamado”, para elaborar essa pesquisa e tese de Doutorado. E foi isso. A partir daquele momento, comecei a me planejar para elaborar um pré-projeto e começar a participar de processos seletivos para receber feedback.

Livros sobre Trabalho

Ou seja, até o meio do ano, mais ou menos, eu estava querendo distância de Doutorado, não me sentia pronta e me planejava para começar a pensar nele em mais tempo. O ano de 2020 serviria justamente para eu refletir sobre querer ou não fazer o Doutorado. Poderia ter levado mais tempo.

No entanto, uma vez que eu tenha decidido que sim, que eu queria fazer, esse projeto foi concluído e eu pude partir para o próximo, que era: elaborar o pré-projeto de Doutorado. Depois, estudar os processos seletivos para participar. Pesquisar linhas de pesquisa e professores orientadores em potencial. Além disso, claro, fazer pesquisas bibliográficas e ler muito material que eu já tinha em casa. Além de contatar meu professor orientador do mestrado, que foi absurdamente solícito e me ajudou a esclarecer melhor o que eu queria estudar. Isso resume bem todo o meu ano de 2020 e, ao compartilhar essas etapas, minha intenção é dar ideias a quem esteja em um momento parecido.

Eu acredito que o processo de elaboração do pré-projeto mereça um post apenas para esse assunto, porque foi uma jornada de aprendizado para mim. Eu cheguei a ficar emocionada enquanto estava desenhando o documento, pois lembrei de quando eu elaborei o pré-projeto de mestrado – eu era super “crua” como pesquisadora, mal sabia fazer. E, desta vez, não que eu seja “super pesquisadora”, mas aprendi alguma coisa. Pude elaborar ideias sobre a metodologia da pesquisa e tive até que tirar páginas do pré-projeto para que ele se encaixasse nas normas dos programas, de tanto que eu tinha para escrever. Então eu vi uma evolução interna muito legal e me senti bem por isso, e todos nós sabemos como celebrar pequenas vitórias internas em tempos de pandemia é importante para termos mais energia para a vida como um todo.

Estou muito feliz!

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16 comentários

  1. Camila comentou:

    Thais, terminei o mestrado em 2016 e ainda não tive disposição para escrever um projeto para o doutorado. Gosto muito quando você compartilha sua jornada acadêmica, estou pensando em retomar esse projeto para 2021 e sua experiência me inspira muito. Obrigada por essa sequência de posts.

  2. Nara comentou:

    Parabéns, Thais. Vc é um grande estímulo para mim, a forma como é verdadeira com aquilo que faz. Gratidão e muito sucesso.

  3. Amo saber da sua vida acadêmica, pois estou na mesma vibe! Darei à luz agora no fim do ano e deixei 2021 como foco para me adaptar a essa nova rotina. Mas, ainda assim, tenho como meta paralela escrever meu pré-projeto para o Mestrado e pesquisar as linhas de pesquisas/orientadores/universidades, etc, enfim, me preparar para participar do processo seletivo em 2022 🙂

  4. Eu gostaria de fazer mestrado, mas além de não ter nenhuma ideia ainda tem a filha que não tenho com quem deixar. Fora isso, eu não consigo nem dar conta de arrumar a casa, ainda mais um mestrado…

  5. Luana comentou:

    Não está seno chata de forma alguma Thais. Há muita carência de posts sobre vida acadêmica, ler seus artigos faz me sentir menos sozinha, não sou um ET fazendo Doutorado, mas que gosta de redes sociais. Parece que o pessoal da academia, especialmente minha área (Engenharia) tem aversão a escrita e compartilhar as coisas, é tudo formal demais, rede social é “perda de tempo”. Para mim compartilhar experiências é amadurecer. E do que adianta ser um phD em algo e não ter o mínimo traquejo pessoal e vida social?
    Siga compartilhando, vai ajudar muita gente com certeza!!

    1. Luana comentou:

      *sendo chata

    2. Oi Luana. Sei que seu comentário não foi necessariamente uma dúvida, mas eu o coletei para responder em vídeo. Estou coletando desta semana para subir esse vídeo na próxima quinta. Vale a explicação maior que em formato de comentário. Obrigada por comentar. 🙂 Se puder verificar o vídeo, entrará quinta agora no canal (31/12).

  6. Maria comentou:

    Thaís, é sempre um prazer saber o que está rolando na sua vida, pois sempre tem alguma coisa legal que podemos trazer para a nossa!

  7. Gabriela comentou:

    Estou usando muito as suas dicas em meu mestrado. Na verdade usei as dicas de como você entrou no mestrado para entrar também! Acompanhar sua trajetória desmistifica muito a experiência. Eu quase não encontro relatos tão honestos sobre a trajetória acadêmica, muito obrigada por tanto!

  8. Sabe que acompanhar a sua jornada acadêmica tá me dando uma saudade danada dessa vida. Eu vivo procrastinando os planos pro meu mestrado, mas agora tenho pensado nisso com mais seriedade. Já quero o post sobre o projeto – e o livro sobre organização nos estudos também! rs

    Sucesso! <3

  9. Clícia comentou:

    Estou ansiosa pelas próximas publicações acadêmicas. Entrei a pouco tempo no mestrado e me sinto assim mesmo “crua”. Será de suma importância a sua ajuda neste trajeto.

  10. Eliana comentou:

    Olá, Thais! Obrigada por mais esse post. Adoro quando compartilha sobre sua vida acadêmica, pois sou mestranda e você torna essa jornada solitária (por mais maravilhoso que seja o orientador) um pouco mais compassiva. Parabéns pela evolução rumo ao doutorado!! Estou ainda no meio do mestrado e minha meta agora é poder produzir o melhor possível nas atuais condições. Luto muito contra minhas tendências fortíssimas de procrastinação. Bjos 🙂

  11. Aline Coelho Silva Fonseca comentou:

    Oi Thais, eu amo seus posts sobre sua vida acadêmica! Eu super me identifico com eles. O que eu acho legal é que parece ser muito orgânico seu processo de definir seu pré-projeto do doutorado, como tudo parece ter vindo no seu tempo, sem você precisar ficar ansiosa com os prazos e com a academia no geral. Estou começando o doutorado (só que é em química analítica, totalmente diferente da sua área, mas ainda assim me identifico) e eu me inspiro muito em você, nessa forma leve que você leva seus estudos, e é isso que venho buscando para mim. Beijocas!

  12. comentou:

    Levei um caldo tão grande quando defendi minha dissertação em 2013, que só fui buscar o diploma ano passado, em 2019!

    Mas lembro do tanto que amava as disciplinas, as discussões em turma, e do quanto eu “espremia” para conseguir desenrolar a dissertação. Ler esse texto me deu uma nostalgia gostosa!

  13. Luisa comentou:

    Thais, muito obrigada por compartilhar sua experiência conosco. Terminei o mestrado em 2017 e entrei na maternidade. Desde então o Doutorado me parece uma coisa inalcançável. Seus posts sobre o tema me inspiram a retomar a motivação. Muito obrigada!

  14. Mayara Cordeiro comentou:

    Continue compartilhando essa jornada conosco, Thais. Com certeza vai ajudar muita gente. Meu doutorado teria sido um pouco mais fácil se tivesse tido acesso aos seus textos antes.