Diário da Thais, GTD™

Revisão das minhas áreas de foco e responsabilidades de trabalho (Julho 2020)

Neste post, vou comentar um pouco sobre como tenho feito um trabalho de reequilíbrio das minhas áreas de foco. David Allen, criador do método GTD™, que eu uso, recomenda revisá-las sempre que sentir necessidade de buscar equilíbrio. Achei que seria legal compartilhar essa última revisão com vocês (leia o post linkado na primeira frase para entender sobre o que estou falando caso você nunca tenha lido nada sobre áreas de foco).

Continuo organizando esses dois mapas no Mind Meister.

Eu gosto de fazer essa revisão mensalmente. Considero uma frequência adequada para essa reflexão mas, se eu sentir que não preciso revisar em tal momento, deixo para quando sentir necessidade.

De modo geral, quando identifico, nas áreas da vida ou no mapa das responsabilidades no trabalho, algo que preciso fazer, eu anoto no papel para depois processar e organizar adequadamente (ações na agenda ou na lista de ações, um novo projeto ou item para algum dia, talvez).

Eu marquei uma estrelinha em “equilíbrio emocional” porque, na análise das minhas áreas da vida na roda da vida (outra ferramenta, mesmo horizonte), eu dei a menor nota para essa área. Durante a quarentena, eu voltei a me sentir ansiosa algumas vezes – coisa que eu não sentia há anos. E eu sei que é onde eu preciso colocar o meu foco no momento, para ficar bem.

A boa notícia é que eu consegui refletir bastante nos últimos meses a respeito de alguns assuntos realmente importantes para mim. Outra coisa também é que, em maio e junho, eu venho focando em ter mais atividades de lazer, até para descansar e ficar bem, e isso fez muita diferença. Tanto que, agora em julho, foi a primeira vez no ano em que avaliei minha área “lazer” com nota 10 em satisfação. rsrs

Acho que é legal sempre dizer que esses mapas não ficam “prontos” de uma vez. Eles nem sequer ficam prontos nunca, eu acho. Cada vez que eu reviso, alimento um pouco, mudo algumas coisas etc. Eles servem como ponto de reflexão exatamente. Toda vez que os reviso, eu identifico providências que preciso ou quero tomar com relação a algum tópico deles. Serve como uma lista de gatilhos mesmo.

Aliás, uma amiga minha perguntou sobre a aplicação prática desse tipo de raciocínio de Horizonte 2, e eu gravei um vídeo onde analiso um dos mapas e respondo essa pergunta dela.

Uma dúvida que costuma sempre aparecer nos comentários quando faço um post desse tipo é sobre os motivos para ter dois mapas em vez de um só. Não tem regra, é apenas uma opção pessoal. Eu gosto de ter minhas responsabilidades profissionais em um mapa diferente. Eu como indivíduo me coloco em outra abordagem, outra reflexão. Você pode criar um mapa separado para a área que você quiser – por exemplo, finanças.

“Ah, mas isso é muito controle. Sou uma pessoa livre, criativa, não gosto de limites assim. Parece que você engessa tudo, não vive.” Eu ouço muito isso (o David Allen também). E vou usar a resposta dele para isso: justamente por eu ser uma pessoa livre e criativa também eu faço isso. Porque, se eu não fizer, esses pequenos detalhes chatos, burocráticos e às vezes até enfadonhos da minha vida vão ficar tomando meu tempo e energia que eu deveria estar dedicando às coisas realmente importantes para mim. Por outro lado, ao fazer essa análise, eu garanto que não vou me esquecer de nenhuma dessas coisas importantes. Vou ter sempre a oportunidade de refletir sobre as responsabilidades que eu tenho com relação ao meu filho, à educação dele, à minha saúde, à nossa casa e todas as outras áreas. Não se trata de limitação, mas de expansão.

Estou reestruturando meu sistema de modo geral e sempre compartilhando com vocês por aqui porque sei que vocês gostam de ver como eu estou fazendo. Caso você tenha alguma dúvida sobre esses dois mapas, por favor, deixe um comentário. No meu canal no YouTube eu vou publicando vídeos demonstrando como faço essa análise, se você quiser ver com mais detalhes.

8 Comments

  1. Dora Leandro says:

    Eu gostava muito de conseguir ter o teu foco, mas infelizmente estou a passar uma fase da minha vida, que sem eu saber porquê, a ansiedade tomou conta do meu corpo. Voltei ao escritório depois de quase 4 meses em tele-trabalho, e sinto-me super em baixo e a minha mente está um caos.
    Estou a tentar seguir as tuas dicas para manter tudo controlado, pois neste período no meu emprego exige muito de mim, muitos obrigações a cumprir e com prazos apertados.

    1. Você está fazendo algum tipo de tratamento, Dora? Vale a pena.

  2. Evelyn Dos Santos Mata says:

    Estou tentando fazer isso utilizando o Notion, sem tanto os mapas mentais, pois me sinto um pouco perdida nos mesmos… porém, mesmo o Notion me deixou confusa… porque é como se eu estivesse migrando de algo muito grande e confuso (uso muito o bloco de notas no celular e não adaptei ainda no Notion no celular) mas tenho sentido uma necessidade MAIOR em organizar minha vida…

    Comecei essa jornada com o FlyLady e fui adaptando vários métodos de produtividade… ´porém sempre fazendo anotações em vários locais. Passei a sentir falta de uma unidade.

    Vamos ver se consigo migrar e ter mais calma nesse método… Tentei o Trello e o Evernote mas não adaptei… e de novo me perdi. Vamos ver…

    1. Não foque nas ferramentas, foque no método. 😉

  3. Tenho uma dúvida. Gostaria de saber sobre a relação ou diferenças entre a roda da vida e as áreas de foco. Elas são a mesma coisa, se completam ou são de perspectivas diferente?

    1. Oi Helder!
      A roda da vida é uma ferramenta de coaching que ajuda na análise das áreas da vida.
      Horizonte 2 do GTD é mais macro, diz respeito às áreas de modo geral, e tudo o que vc faz com relação a elas (incluindo usar ferramentas como a roda da vida).

      Tipo, Horizonte 2 é o guarda-roupa e a roda da vida são os cabides rsrsrs te ajudam a organizar a roupa, mas um abrange o todo.

  4. Thais, te parece “ok” ou te parece muito confuso se eu incluir projetos ou meu mapa mental das áreas foco? Vou estar misturando os horizontes? Achei difícil não incluir.

    1. Geralmente quando chega no projeto é um indicativo de que acabou a área de foco e mudou de horizonte. 😉

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