Psicologia, organização e produtividade

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Algumas áreas e campos de estudo da psicologia que conversam diretamente com os temas de organização e produtividade são:

Psicologia positiva

Eu ouvi falar sobre essa área quando fiz minha formação em Coaching em 2016. Existe um livro chamado “Felicidade autêntica”, do autor Martin Seligman (também autor de “Florescer”) que fala sobre psicologia positiva. Esse campo da psicologia estuda sobre como os seres humanos sentem a felicidade, bem-estar, valores, caráter, senso de propósito. Tem tudo a ver com o que eu falo por aqui.

Cognição distribuída

David Allen, autor do método GTD, já dizia: “nossa mente serve para ter ideias, não para armazená-las”. Usar a mente para pensar, estar presente, se engajar em pensamento estratégico, planejar projetos, é o que ela faz de melhor. Alguns estudos nessa área da psicologia têm respaldado essa ideia.

Acumulação compulsiva

Muitas pessoas sofrem sendo acumuladoras de coisas. Hoje um profissional que trabalhe com organização e produtividade não pode ajudar alguém que tenha esse tipo de compulsão, e sim um profissional qualificado em psicologia.

TOC

O transtorno obsessivo compulsivo é frequentemente e vulgarmente associado às pessoas organizadas, como se o fato de você ser organizado o qualificasse para ter esse transtorno. O TOC pode caracterizar uma série de comportamentos que não necessariamente tenham a ver com organização, então dizer a uma pessoa organizada que ela “tem toque” é, além de pejorativo, bem errado.

Teoria do fluxo

Cada vez mais nos deparamos com estudos que abordam essa consciência e sensação de fluxo que muitas vezes acaba sendo representada por atletas que estejam engajados em suas atividades. A ideia de fluxo para a produtividade é muito explorada porque diz respeito a estarmos realmente presentes, fazendo algo sem ver o tempo passar.

Foco

O que falamos tem tudo a ver com o exercício do foco em todos os segmentos da vida e em nível micro e macro.

TCC

Terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma forma de psicoterapia que se baseia no conhecimento empírico da psicologia. Ela abrange métodos específicos e não-específicos (com relação aos transtornos mentais) que, com base em comprovado saber específico sobre os diferentes transtornos e em conhecimento psicológico a respeito da maneira como seres humanos modificam seus pensamentos, emoções e comportamentos, têm por fim uma melhora sistemática dos problemas tratados.

A terapia cognitivo-comportamental possui tanto técnicas da terapia cognitiva como da terapia comportamental, tendo demonstrado ser uma das técnicas mais eficazes no tratamento de vários transtornos como depressão e esquizofrenias. (Wikipedia)

Ansiedade

Muitas pessoas sofrem com ansiedade e, além de a organização ajudar em diversos aspectos, pode ser que, muitas vezes, acabe aumentando a ansiedade. Mais uma vez, o indicado é buscar um profissional adequado.

Capital psicológico

Estrutura relativamente nova que os psicólogos em empresas estão começando a estudar com mais profundidade. Trata-se de como o funcionário se expressa, mostra-se eficiente e otimista, além de resiliente, por exemplo.

Este post tem o único intuito de mostrar como psicologia, organização e produtividade são assuntos relacionados, e é apenas uma primeira tentativa de trazer esses assuntos para perto para conseguirmos trocar algumas figurinhas a respeito.

Caso tenha algo a contribuir, por gentileza, deixe um comentário! Obrigada.

26 comentários

  1. Thais, bom dia!
    Muito bom seu texto. Já li algumas coisas a respeito do Martin Seligman e gosto bastante da abordagem dele a esse respeito. Obrigada pela dica dos livros, além de desmistificar a ideia de que psicólogo só serve para ajudar quando você está doente, e bem no fundo do poço. Aguardo novos posts.

  2. Queria, se você soube a respeito, que falasse das técnicas TCC mais usais, mais simples. Um tempo tive síndrome do pânico e minha psicóloga ensinou uma técnica de pensamento na terapia comportamental que me ajudou muito.

    Fico um pouco desconfiada do TCC, porque as vezes me parece jogada de marketing para vender livros, palestras e pra empurrar goela abaixo teorias de produtividade que só joga mais pressão em nossas costas sobre o que não estamos fazendo e “deveríamos”.

  3. Oi, Thais! Estou lendo o livro “O Jeito Harvard de ser feliz”, e tem uma abordagem muito legal, considerando a psicologia positiva, no sentido de que temos mais sucesso quando estamos mais felizes e somos mais positivos, e não o contrário. Bjs.

  4. Thais, essa frase ficou um pouco confusa:
    “Muitas pessoas sofrem com ansiedade e, além de a organização ajudar em diversos aspectos, pode ser que, muitas vezes, acabe aumentando a ansiedade. “

  5. Oi Thais, como está a viagem?
    Gostei muito desse texto…
    O nome do David está grafado sem o D do final.
    beijo e até logo mais

  6. Acho que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) também pode se encaixar perfeitamente nessa lista. O TDAH é caracterizados por déficits nas funções executivas do cérebro que causam impactos MUITO significativos em termos de organização e produtividade. Aliás, o GTD tem sido muito comentado entre as pessoas que possuem TDAH como um sistema que pode ajudar demais na administração dos sintomas relacionados à dificuldade de organização (que não são os únicos). Eu confesso que já tentei várias vezes usar o GTD, mas nunca consigo passar da fase de empolgação inicial… Se para uma pessoa “normal” implantar o método já não é trivial, para quem tem TDAH então! Não sei até que ponto você tem interesse no tema TDAH… porém, considerando o seu trabalho com o GTD, seria muito legal saber algumas dicas para implantação do método para pessoas com um nível de desorganização bem acima da média em função desse transtorno! 😊

  7. Posso contribuir com mais uma? Faz tempo que queria poder colocar isso em algum lugar rs Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). As pessoas acham que isso é só coisa de criança, mas esquecem que as crianças com TDAH crescem e se tornam adultos com TDAH rs Acredita-se que algo entre 4-7% da população tenha o problema, fazendo do TDAH o transtorno psiquiátrico mais prevalente, e provavelmente um dos mais proporcionalmente sub-diagnosticados. Eu só descobri que eu tenho esse ano, aos 30 anos de idade. E o TDAH tem TUDO a ver com a (falta de) organização. Dificuldades com planejamento, priorização, procrastinação, gestão e percepção de tempo, motivação, problemas de memória são uma constante na vida da pessoa adulta com TDAH. Sei que todo mundo pode ter as mesmas dificuldades, mas no caso do TDAH é a caracterização do transtorno e muito pior que em outras pessoas.

  8. Thaís estou terminando de ler agora o seu livro Trabalho Organizado, e confesso que quando vi que estava perto do final comecei a ler mais devagar com pena que acabasse. Parabéns por mais um belo trabalho. Acompanho todos os dias seu blog, mesmo nos finais de semana (quando não tem conteúdo) busco textos antigos. Te desejo muito sucesso e que venham muito livros novos, se assim for seu desejo.

  9. Querida Thaís, fico tão contente como o VO, na sua pessoa, traz cada vez mais esse esmiuçar de assuntos relacionados que se capilarizam e, você nos oferece tudo isso numa bandeja rica de conhecimentos!!!
    Depois de alguns anos tomei consciência que sou uma pessoa ansiosa, mas que buscando ajuda profissional e depois usando tal fase como aprendizado, sem contar que o Vida Organizada teve e tem um peso muito grande para canalizar essa energia em coisas palpáveis ou não, mas que trazem gratidão, tranquilidade e ainda em algumas situações alcançar o “Nirvana” do Flow!!! Isso são conquistas concretas!!!

    Obrigada pela sua sinceridade e generosidade tão genuínas!
    Um abraço!!
    Boa Semana!!!

  10. Thais, adorei sua publicação! Vou tentar contribuir: mesmo que as técnicas de TCC sejam extremamente eficientes no tratamento pontual de alguma doença, as origens também devem ser investigadas. Às vezes, em clínicas de todos os tipos, usa-se técnicas de TCC em paralelo com a abordagem em andamento. Abraço em ti, muito obrigada!

  11. Bom dia, Thaís!
    Achei seu texto bem interessante por trazer uma síntese de vários conceitos, o que facilita pra gente estudá-los separadamente depois. Eu tenho uma crírtica a respeito de fontes, espero que seja construtivo. No tópico “TCC”, você usa a Wiki como referência. O uso da Wikipedia como fonte de consulta não é muito bem aceito na academia. Essa questão é bastante controversa, mas normalmente pesquisadores e revistas científicas não a aceitam bem por ser um site onde qualquer pesssoa pode editar e falar o que quiser. Eu acredito que todo mundo use a Wiki para sanar dúvidas rápidas e como seu texto tem caráter informal, não teria porque não usar. Contudo, muitas pessoas utilizam seu blog, então que acredito que você poderia por uma fonte mais confiável, como um livro base ou um artigo científico altual.
    Um abraço e muito obrigada por compartilhar conosco suas experiências e conheciemnto

    • Estou sabendo que não é aceito na academia. Isto é um blog, não o ambiente acadêmico. 😉 Muitas pessoas que lêem o blog são da academia, mas a imensa maioria não, então preciso deixar os textos acessíveis para elas também.

      • Hummm! Tem razão, afinal se as pessoas não têm acesso ao texto original não faz sentido! Ainda acho que seria melhor outra fonte, mas você tem toda razão.
        Outro abraço!

      • Nossa que mico que eu paguei e só agora me dei conta! ahhaha Claro que você sabe tuso isso, é professora, já tem especialização e está fazendo seu mestrado! Me desculpe!

        • Sem problemas! Acho que sua observação é válida. Mas eu separo mesmo as coisas. Aqui é outro público, outra pegada também. Trazer o academiquês pode mais afastar que atrair pessoas no blog. 😉

  12. Thais, seguindo o preceito da Liara, sei que isso é seu blog pessoal, não é a academia e que aqui é seu espaço, obviamente não tenho o direito lhe negar qualquer assunto que seja, mas como tenho visto algumas pessoas pedindo pra que você fale sobre Programação Neurolinguística e você agora entrou no assunto psicologia, eu como futura cientista me senti quase na obrigação de te alertar que PNL é considerada pseudociência, apesar de amada por muitos.
    Até no arquivo da Wikipédia ela está como pseudociência!
    “Apesar do consenso científico considerar a PNL uma pseudociência[9][10] ela continua a ser comercializado por alguns hipnoterapeutas e por algumas empresas que organizam seminários e workshops sobre treinamento de gestão para empresas.[11] Não há evidências científicas que apoiem as alegações feitas pelos defensores da PNL, por isso ela é desacreditada e tratada como pseudociência pelos especialistas.[9][12] Revisões científicas afirmam que a PNL se baseia em metáforas desatualizadas sobre o funcionamento do cérebro que são inconsistentes com a teoria neurológica atual e contêm numerosos erros factuais.[13][14] Revisões também descobriram que toda a pesquisa apoiando a PNL continha falhas metodológicas significativas e que havia três vezes mais estudos de melhor qualidade que não conseguiram reproduzir as “reivindicações extraordinárias” feitas por Bandler, Grinder e outros praticantes de PNL.[10][12] Mesmo assim, a PNL foi adotada por alguns hipnoterapeutas[15] e também por empresas que realizam seminários comercializados como treinamento de liderança para empresas e agências governamentais.[11][13]” Fonte: Wikipedia
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa%C3%A7%C3%A3o_neurolingu%C3%ADstica

    E aqui está um site de divulgação científica que gosto muito, que explica bem e traz referências bibliográficas:
    https://universoracionalista.org/programacao-neurolinguistica/

    Beijão!

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