Eu não sei se estou conseguindo trabalhar de manhã

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Acredito que uma das principais vantagens de ter a minha empresa é construir a minha própria rotina.

E eu gosto de acordar cedo. De verdade. Mas também acredito na reformatação constante.

Ultimamente, com todos os acontecimentos com relação ao tratamento da minha avó (ela teve um problema bem grave nos últimos dias e está internada fazendo hemodiálise), eu tenho me permitido dormir mais tarde e acordar mais tarde.

Vejam: eu era uma pessoa que começava a trabalhar por volta das 7h15. Nas últimas semanas, tenho tido compromissos até tarde. É comum ficar o dia todo no hospital e voltar para casa tarde. Com isso, comecei a trabalhar até mais tarde, ou fazer outra coisas e ir dormir tarde. Minha única regra do sono é dormir horas suficientes. O ideal são 7,5h. Em dias excepcionais, consigo dormir menos, mas não é sustentável mesmo a curto prazo. É coisa para fazer menos de duas vezes por semana (isso já me sobrecarrega).

Tenho tentado aceitar esse novo ritmo como uma fase, mas pegando leve comigo mesma. E se não for? E se for um “novo horário”? E quem disse que, se for, precisa ser pra sempre?

Ter o próprio trabalho significa se conceder permissão o tempo todo e ficar numa boa com isso.

Dormir 8 horas por noite, acordar descansada, trabalhar o que tem que ser trabalhado no dia, dormir em um horário confortável. Check!

Sinceramente, ainda não me acostumei com esse novo horário. Mas estou aprendendo a aceitá-lo.

A gente trabalha durante quase 20 anos das 8h às 18h e acha que esse é o “modelo certo” para o resto da vida. Não precisa ser.

7 comentários

  1. Tenho lido o livro O Milagre da Manhã, e estou bem acostumada a levantar “tarde” (7h com um bebê pequeno é considerado tarde rs). E tenho dormido mais tarde também. Os formatos vão mudando mesmo ao longo da vida… hoje, minha necessidade é acordar mais cedo, para ter tempo para mim, essencialmente. Já que a noite é da família… então, vamos reformulando.

    Simples, mas ótimo post, como sempre.
    Alguma novidade sobre seu novo livro?

  2. Há certas fases da vida em que o nosso ritmo fica trás e temos, realmente, que atender às demandas externas. Cuidar de alguém doente, hospitalizado é algumas destas fases. Enfim, todas as fases passam… Desejo boa sorte para vocês, em especial para sua avó, pois sei como é difícil passar por tudo isto, em especial para ela. Obrigada, mais uma vez, por sua disponibilidade em compartilhar boas coisas conosco em horas tão tumultuadas. Com o tempo e as circunstâncias, seu ritmo “volta ao normal” – o que é o normal?

  3. Thais, primeiramente amo seu trabalho. Torço por vc e sua família, como se já fôssemos amigas. Boa sorte para sua vovó. Eu trabalho por conta, com família, moro perto do trabalho e perto da mamãe. Então minha agenda é uma loucura: academia de manhã, limpo a minha casa, ajudo minha mãe, faço banco, vou trabalhar – por ser perto já aproveito e faça uma caminhadinha, trabalho teoricamente das 12h às 19:30, administro a loja da família, minha agenda, consultas e contas da família é uma loucura, saindo volto p casa, cuido do marido e minha cachorrinha. Banho e descanso, sem suas dicas a vida estaria mais difícil. Ainda há muito o que aprender. Grata por todo seu conteúdo e sua disposição nos ajuda e nos motiva muito. Beijão

  4. É isso mesmo Thais! Nos acostumamos ao padrão do “horário comercial”, mas cada vez mais vemos como os horários estão se flexibilizando para atender as mais diversas necessidades (estabelecimentos abertos até mais tarde, clínicas médicas…). Sou a favor de extrairmos nosso melhor, e cada um funciona melhor num horário diferente. Não seria ótimo se pudéssemos escolher trabalhar no período que somos mais produtivos?! Quem sabe nem precisaríamos de 8 horas de jornada… 🙂
    Parabéns pelo trabalho!

  5. Sempre fui a que acordava 5:30 para correr, inclusive aos sábados. Aí comecei a trabalhar nos turnos da tarde e noite e meu corpo se adaptou a esse ritmo. Hoje, estou há quase 3 meses em um outro emprego pela manhã e tarde e meu corpo não se readaptou…
    Isso das 40h semanais mexe muito comigo… especialmente por trabalhar com algo que não me dá prazer (perdi o sentido do trabalho)… mas simplesmente não consigo me libertar disso porque sei que serei cobrada a ter um “trabalho formal” e nem faço ideia de como ter um trabalho que se adapte aos meus horários e ao que eu acredito valer a pena.

  6. Thaís, desejo Ótima recuperação para sua avó 💗 Muito obrigada por dividir com a gente tudo o que você aprende quer seja nos livros ou desdobrando desdobrando paradigmas. Bj grande

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