Por que eu deixo o meu filho assistir o Felipe Neto ou: crianças, Internet e YouTube

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Este post é uma resposta ao artigo da Rita Lisauskas no Estadão, não como uma crítica, mas buscando uma forma de diálogo.

Às vezes eu acho que alguns adultos se esqueceram de como era quando eram crianças ou adolescentes.

Eu gostava de muita coisa “ruim”. Besteirol mesmo. Não tinha qualquer parâmetro e não adiantaria nada minha mãe ou meu pai me proibírem de ver. Aprendi com os meus erros. Cresci. Estudei. Firmei meu caráter.

Eu não acho que ver um cara xingando vá fazer com que eu tenha vontade de xingar também. A gente subestima muito as crianças. Eu já achava errado bullying desde cedo, assim como achava errado brigar, xingar, tratar mal. Se eu visse alguém na tv (na época) fazendo todas essas coisas, jamais que isso me influenciaria.

O que eu realmente acredito é no diálogo. E o diálogo só acontece quando a gente gera empatia e se aproxima do outro.

Comecei a acompanhar todos os canais no YouTube que o meu filho gosta de assistir. Felipe Neto, Gato Galático, Falaí Dearo, BRKS Edu. Ele só assiste com a minha supervisão ou com a do meu marido. E isso permite o diálogo. Dou risada das besteiras, o que gera uma aproximação que também me permite falar quando acredito que algo não seja tão legal: “olha, isso aí é errado!”. E ele me ouve.

A gente traz para situações do dia a dia. Trago sujeitos do cotidiano – a prima, a avó, o tio. E isso faz com que a gente problematize as coisas e dê risada das outras, que realmente são engraçadas (e que não envolvem debochar dos outros ou outras atitudes que não considero legais).

Se eu proibir em casa, ele vai ver escondido ou conversar sobre isso com os amigos, na escola, em outros lugares. E, quando crescer, ele vai esconder outras coisas de mim, pois a mãe não tem proximidade.

Lá em casa, ele vem me contar quando “fez bagunça” na escola e não conta para o pai, porque um dia eu comentei com ele que eu era da “turminha da bagunça, porém nunca ninguém na minha turma teve nota baixa, apesar das brincadeiras, e nem nunca desrespeitamos os professores”, e isso fez com que ele confiasse em mim para contar a verdade.

Não estou dizendo que o meu modo é o modo certo de se fazer as coisas. Existem tantas maneiras de educar crianças quando existem pessoas no mundo. Mas eu sinceramente acredito que o diálogo e a transparência são a base da minha maternidade, e se eu quero ter um relacionamento de confiança com o meu filho, tem que ter essa via dupla, sempre com respeito, é claro.

PS: Muitas das coisas que foram ditas no texto foram injustas. O Felipe Neto trabalha com o YouTube – é natural que ele divulgue os seus produtos. Ele não tem o canal para “dar uma de alegre”. O ponto sobre a participação dele no evento do supermercado, ele mesmo já fez um vídeo explicando, e já faz bastante tempo. Achei que foi bem tendencioso o texto da Rita de modo geral, e bem raivoso. Sei lá! No mais, eu, como creator, tenho aprendido muito acompanhando todos esses canais que, queiramos ou não, têm milhões de seguidores. Vale a pena nos abrirmos para o aprendizado, em todas as frentes…

43 comentários

  1. Mesmo porque, colocá-los numa “redoma de vidro” não vai resolver o problema.
    Só vai gerar mais curiosidade né !

  2. Ótimo texto. Eu cresci nesse contexto citado acima pela Ednice, numa “redoma de vidro”. Era proibido de assistir desenhos, frequentar lugares, ouvir certos tipos de música, conversar sobre certas coisas… Criei uma relação de medo enorme da minha mãe e de curiosidade absurda por tudo que me foi privado. Acontece que nada que me foi proibido eu deixei de fazer ou conhecer. Hoje com 20 anos eu experimentei tudo aquilo que me foi privado de maneira extrema quando consegui abrir a redoma e até de forma exagerada se comparada a pessoas que tiveram uma educação como a que você, Thais, está dando ao seu filho. Fiz muito mais loucuras que meus amigos, por exemplo. Era atraído pelas coisas loucas.
    Hoje estou com uma cabeça mais tranquila e esclarecida sobre tudo isso mas tenho certeza que se tivesse sido criado de uma forma mais consciente eu não teria curiosidade de fazer muitas coisas que fiz e com certeza não teria a relação de distância que hoje tenho com a minha mãe.

  3. Eu também não gosto de proibir, mas acredito em ensinar o auto controle também. Porque esses vídeos e muitas outras coisas são feitas para atrair eternamente a atenção das crianças, assim como o Facebook é feito para manter a gente preso lá dentro o dia inteiro, se possível. Então, além de ensinar que “ok, pode ver isso, mas veja como certas coisas que ele diz são péssimas”, também ensino que “dá para passar a vida inteira vendo só isso, mas aí você não teria aprendido x y e z que aprendeu com Youtubers, leituras ou outras coisas melhores. Então, vamos nos controlar e buscar ativamente coisas que ampliem horizontes e não sejam principalmente comerciais disfarçados”.

  4. Às vezes acho que o mundo está muito “chato”. Todo mundo querendo dar pitaco na forma de os outros criarem seus filhos. Todo mundo viralizando palestras demonizando a televisão ou os desenhos infantis. Claro que ninguém defende que as crianças fiquem o dia inteiro na frente da tela, mas comparar a infinidade de desenhos educativos, lindos e feitos para as crianças que existem hoje com uma época há não sei quantos anos em que só existiam 8 canais na TV e poucos programas infantis chega a ser ridículo. É o que você falou: acompanhar, conversar, tentar entrar um pouco no mundo das crianças. Esse é o nosso papel desafiador.

  5. Oi Thais! Realmente, a melhor coisa é acompanhar o filho, seu crescimento, desenvolvimento, aprendizado, o que ele assite, o que ele curte, etc… o triste é que o que vc faz na educação de seu filho não é o padrão, é a exceção… Será que a Rita não pensou, talvez inconscientemente, que já que não se educa, que pelo menos não se permita deseducar? Seu filho já foi tão bem educado, que ele te escuta. Há crianças que não escutam mais, que só funcionam na birra, que os pais não buscaram aprender sobre a educação infantil, e são reféns, isso mesmo, reféns dos caprichos dos filhos. Aí, quero ver esses pais terem disposição para diálogo! Entre não ter diálogo e permitir que os filhos sejam má influenciados, surge a ideia de proibir. Não que eu concorde com essa proibição, não, eu sou a favor de uma educação como a que vc está dando a seu filho, com diálogo, confiança! Parece ser muito mais saudável! Eu mesma não tive isso. Mas com a ausência de muitos pais na educação de seus filhos, o FN acaba sendo o “educador” deles… Seu filho deve ser exemplar, Thais, mas será que podemos tomar isso como regra geral? De qualquer forma, creio ter sido válido o artigo da Rita, porque possibilitou que vários pais fossem alertados sobre o que os filhos estão assistindo, no geral, e não apenas o FN, vc chegou a ler os comentários dos leitores ao final? Fiquei impressionada… Quem sabe esse artigo não resulte no início de uma aproximação e diálogo que vc propõe? Taí, kkk depois de lerem aquele artigo, os pais poderiam complementar a leitura com este seu post! Bjao querida! Te acompanho há tantos anos! Sucesso sempre!

    • Concordo com você, infelizmente a maioria dos pais não acompanha nada do que eles fazem na internet e vejo que a maioria das crianças reproduzem tudo o que eles assistem na TV. Também não concordo com a ideia de proibir porque sabemos que farão isso escondido, o diálogo é essencial mas a maioria não faz isso.

  6. Há 30 anos atrás a gente brincava de fumar o cigarrinho de chocolate da pan e isso nunca despertou desejo nenhum.. Rs.. O exemplo e a orientação dos pais é tudo.. Bjs

  7. Thais, achei o texto da Jornalista bastante coerente. Acho que que ela fez uma boa análise do Canal dele, que não tem nada de interessante, ainda mais para as crianças. Acho o conteúdo do Felipe Neto impróprio até pra adultos. Ele não é nenhum menino bobão que não sabe o que tá fazendo. É adulto e empresário, bem grandinho. Será que o Felipe Neto deixaria seu filho assistir o Canal do Felipe Neto? Talvez não, pois ele mesmo estaria investindo muito no seu filho pra superar a ele próprio. Mas, respeito sua opinião, que também é coerente, será que todos os pais são como você? Cabeça aberta, cheia de conhecimento, com grande grau de discernimento? Bem… todo cuidado é pouco com a internet. Só acho que o FELIPE NETO só se preocupa em ganhar dinheiro, independentemente se ele contribui ou não para formação de alguém.

  8. Como você falou, não adianta proibir, pois isso só afasta o diálogo e de qualquer jeito ele acabaria vendo mesmo.

    Não faz muitos anos que eu fui criança/adolescente e minha mãe me proibia de assistir desenhos”violentos e satânicos” como Yu-Gi-Oh e Inu Yasha. Sem motivo algum, sempre fui do estilo bom menino comportado.

    Ela dificultava, mas eu sempre dava um jeito de ver escondido e minha alegria era quando ela não estava em casa porque eu me sentia livre (meu pai nunca impedia nada). Olha que sentimento absurdo eu acabava tendo, mas alimentado pela relação que tinha com ela. Depois de adulto falei tudo isso para ela, que me olhou frustrada rsrs.

  9. Thais, sempre me surpreendendo de forma positiva! Perfeita descrição do cotidiano, podemos assistir apenas conteúdos que do nosso ponto de vista agregam, mas não podemos exigir o mesmo dos outros, cada um deve identificar o próprio gosto. Acho importantíssimo que você acompanhe com respeito os gostos do seu filho, e a medida que ele for crescendo, por conta própria os gostos vão se aprimorando…

  10. apoio, criação de filhos é um caminho que exige sensibilidade, baseado em confiança e muitas vezes guiadas pelo instinto, já que, eles não nascem com manual de instrução,rs

  11. InteressantemMesmo e Parabéns pela coragem de falar isso num mundo de haters. Realmente eu fazia muita coisa escondida. Eu não tenho filhos, mas assisto vários canais infantis, fico meio assustada com as propogandas, dá vontade de comprar tudo, quando comento com amigos que são pais todos deixaram no Netflix por conta disso, mas não dá para fugir o tempo todo.

  12. Aplaudo de pé, Thais!
    A sociedade de hoje quer limitar demais o aprendizado das crianças e concordo plenamente que se não houver abertura e diálogo em casa a busca será de outra maneira.
    Aqui no interior a gente diz que “o que é bom já nasce feito”, se eu respeito minha criação não serei massinha de modelar nas mãos dos de caminho torto.
    É um assunto que já vi o Felipe discursar, nossa infância anos 80/90 onde tinhamos liberdade mas sabíamos até onde essa liberdade ia, e nem tínhamos o controle que os pais de hoje têm com seus filhos através dos celulares. A confiança era mútua e o descobrir, livre.

  13. Thais, excelente post. Minha filha tem 7 anos e assiste alguns canais. costumo supervisionar, mas não proíbo nenhum. A responsabilidade pela educação é nossa! Explicar o que é certo ou errado cabe a nós. Se mantermos o diálogo, eles sempre nos perguntam e nós podemos explicar. Assisto alguns canais e não gostaria que me proibissem, eu não obedeceria, pois criamos uma identidade com aquela pessoa do vídeo. Li o texto da jornalista e achei muito parcial. Jornalistas não deveriam ser tão incisivos. De qualquer modo, também respeito muito a opinião de todos. Thais, gosto demais da sua coragem, do seu conhecimento e do direcionamento que nos dá. Sou eternamente grata por ter vc por perto, sempre!

  14. Concordo que devemos estar atentos e manter o diálogo. O problema da educação dos meus filhos é meu, não do Youtuber, da escola ou da TV.
    Agora, com todo o respeito, usar seu respeitado blog para defender esse tipo de programa, que incita [não há como negar, ok?] homofobia, gordofobia, menosprezo por determinadas pessoas ou classes sociais, ah… isso, me desculpe mesmo, não dá não!
    Como você abriu ao diálogo, apresento minha opinião também. Programas como este – que seguem a lastimável linha do “Pânico na TV” – em nada acrescentam. E a ninguém, a não ser àquele que ganha com a publicidade.
    Tb cresci assistindo a montes de besteiras. Inclusive desenhos que hj são considerados inadequados/violentos [Pica-pau; Tom & Jerry ????] pelos extremistas. Sou contra os excessos e o excessivamente-politicamente-correto. Mas pessoas que transmitem vídeos sobre “o que comprei com 18 mil na Disney não dá pra tolerar. Pessoas que humilham outros por conta de tipo físico, estilo pessoal, opção sexual, cor de pele o tipo de cabelo não merecem consideração, nem audiência.
    Não é engraçado e ponto.

  15. Educar não é uma coisa fácil, né? Acho que é meu maior medo em todo esse negócio de ter filhos. Mas concordo que privar a criança de tudo não ajuda em nada é conheço pessoas que foram criadas sendo proibidas de tudo e assim que puderam fizeram todas as loucuras possíveis (e algumas impossíveis também). Sem diálogo e, principalmente, sem paciência pra se aproximar daquela pessoa que você tá formando, o perigo de que ela se aproxime do que não presta e não tenha o menor aparato psicológico pra lidar é muito maior.

    • Não vejo que seja um “medo” de ter filhos não, por causa dessa realidade lastimável que estamos vendo, mas sim uma reflexão sobre encarar a responsabilidade que é educar uma criança nesse mundo! Não somos obrigadas a termos filhos, é uma escolha! Portanto, cabe a cada um, ou cada casal, refletir e decidir se quer se dedicar, doar tempo e esforço, para criar uma criança saudável, que se torne um adulto saudável e equilibrado emocionalmente. Porque ter filho por ter, como a maioria faz, é fácil… mas e depois, como fica esse ser no mundo? É um horror ver pais que não tem paciência nenhuma mais com os filhos, que assumidamente desistiram de ensinar e educar modos básicos de civilidade e respeito ao próximo! Por isso acho que não é medo, é um processo de reflexão para que se decida ter ou não ter filhos… Abs!

  16. O texto da Rita pareceu pender muito para o lado pessoal. Ela mesma fala que ele foi grosseiro com ela no passado.
    Tenho dois filhos (uma menina de 7 e um menino de 2 anos). Percebo que, nos dias de hoje, tudo é excessivamente discutido no que diz respeito à infância… Principalmente sobre o que não fazer. Parece que as crianças não podem nem ter conhecimento sobre certas coisas “proibidas”. É isso que vc falou: a gente firma nosso caráter a medida que cresce. A gente observa os nossos pais, observa o mundo, observa os pontos de vista e modos de vida diferentes e vai pegando um pouco daqui, outro tanto dali…. Ninguém sai exatamente igual aos pais, e hoje em dia há uma projeção enorme dos próprios desejos dos pais em cima dos filhos.

  17. Nossa que mundo mais mimimi que vivemos.
    Meu filho pode ver Felipe Neto, jogar GTA, ver Pânico que ele não vai ficar idiota, sair assassinando e nem grampear o próprio peito.
    Quem educa ele sou eu, não essas babas eletronicas.
    Ele pode passar na frente da cracolandia… nem por isso vai usar pedra.
    O povo fica nesse mimimi por que empurra para os eletronicos a educação dos filhos. Se a opnião desses for mais persuasiva que a minha o erra não é deles e sim meu.
    Parem de ficar trabalhando igual malucos para comprar um monte de coisas que não precisam mais querem e vão cuidar do que realmente importa, o futuro do mundo. Por que é isso que nossos filhos são.
    Afinal eu nunca atirei o pau no gato, não fumo, não bebo e nem tive uma vida sexual precoce.
    Apesar das cantigas, do cigarrinho de chocolate, da glamurização da bebida e de assistir Xuxa quando criança.
    As crianças de hoje são muto “leite com pera” no lugar de serem ensinados a questionar, são protegidos de todas as formas inimagináveis.
    Cuidado para não termos uma geração de cristal.

  18. Adorei!!

    Penso exatamente como você…
    Faço essa “defesa” de muitos conteúdos no YouTube, exatamente porque assisto…Não escuto “boatos” ou “críticas de concorrentes”.

    Parabéns pelo texto!

    Beijos

  19. Thais, acho incrível o fato de você trazer esse tipo de papo pra cá, apesar de saber do enfoque do VO. Acredito que associando a vida profissional, social, acadêmica e pessoal é sempre bom, pois como gerente de RH entendo que o trabalho acaba favorecendo a vida social e vice versa. Minha filha assiste o Neto e, apesar de achar MUITO besteirol, lembro-me que também gostava de muita besteira quando tinha a idade dela…
    Acho que o mal do adulto é querer adultizar rápido demais as nossas crianças, trazer “prioridades”, responsabilidades, obrigações, estudos,… que não são delas. A infância é um tempo que não volta nunca MAIS. E passa tão rápido… Foi ontem que minha gatinha era um bebê, e hoje já está com quase 6…

  20. Ótimo post. Realmente, muitos adultos hoje em dia esquecem que foram crianças. Tenho uma filha de 12 anos e minhas irmãs vivem no meu pé mostrando tudo que minha filha posta. Só que eu sei o que ela posta, converso, acompanho, dou conselhos, conto as situações que vive na idade dela como exemplo. Sei que minhas irmãs fazem pq a amam e tem medo do mundo maluco que vivemos hoje que, quer queira quer não, está muito mais violento do que há 28 anos atrás. Mas é isso, o segredo é dialogar, é se aproximar do nossos filhos!

  21. Minha filha é adolescente e adora o Felipe Neto. Quando vi o texto do Estadão pensei que o mais sensato é problematizar com ela alguns pontos, do que proibir. Lendo teu post essa ideia ficou ainda mais forte para mim. É uma fase que vai passar.

  22. Eu também achei, Thais que a Rita pegou um pouco pesado. Até pq o Felipe Neto não está mais agindo dessa forma, tirando sarro dos outros, falando mal, criticando de forma ofensiva…isso faz parte do Felipe lá de trás. Hoje acho que ele está bem consciente e coerente nas suas colocações…dá pra perceber uma preocupação em não influenciar negativamente seus seguidores. Eu tinha uma imagem péssima do Felipe Neto (talvez a mesma que a Rita Lisauskas), por ter assistido a um vídeo antigo…tempos depois, por curiosidade, assisti a um outro vídeo e pra mim, foi nítida a mudança. Passei a acha-lo um cara bacana, mais maduro, com uma postura diferente. Consegui até rir de suas gracinhas…rs
    Eu não tenho filhos, mas se tivesse, acredito que agiria da mesma forma que vc…essa proximidade faz muito bem pra uma relação. Parabéns pelo texto.

  23. Nessa caso discordo de você, acho que as crianças repetem muito as coisas que veem, nós mesmo fazemos isso também…e acho que tudo que a gente vê, lê nos influencia e muito e muito mais às crianças… e acho correto sim evitar que assistam, que comam doce nos dois primeiros anos de vida, chocolate etc. Mas cada um educa como prefere.

  24. Nossa, Thais, adorei seu texto. Tenho uma filha da mesma idade que o Paul e também deixo ela ver esses vídeos. Mas às vezes bate uma insegurança por ouvir tanto terrorismo sobre o que a internet pode fazer com uma criança. Mas acho que o xis da questão é acompanhar o que o filho vê, ver junto, como você também faz. O que não pode é deixar a internet no nosso lugar, nos distanciando dos nossos filhos. A propósito, por aqui também adoramos o Gabriel Dearo! Rimos muito juntas.

  25. Eu tendo a concordar com o seu estilo de não proibir e instruir, PORÉM assistir ao Felipe Neto pra mim já seriam ooooutros 500 haha

  26. CHOCADAAAA..Encontrei mais alguem, alem de mim que senta pra assistir Felipe Neto ( e outros ) com o Filho.. Eu faço exatamente a mesma coisa, tem videos que otimos da pra assistir, damos muitas risadas, fazemos brincadeiras parecidas, mas tem outros que ja falo ” epa,perai, esse ja ta falando coisas demais”.. isso realmente cria uma proximidade muito maior, ele sabe que pode assistir e ele mesmo ja percebe os quais nao deve assistir. Estou sendo duramente criticada pq vou levar meu filho num show do Felipe Neto neste fim de semana..Gente tem tanta coisa acontecendo no nosso País, tanta raiva sendo demonstrada em rede nacional, oque é que tem demais um Youtuber fazer umas graças, umas piadas..Sei la.. é o meu pensamento.. E meu filho nunca sequer repetiu um palavrao, nunca fez nenhuma piada , ou nunca fez algo parecido..ou seja..Educação somos nós que damos, !

    • Uau! Adorei seu comentário! Aqui em casa é a mesma coisa, assistimos todos os dias aos vídeos juntos .. e sinceramente não vejo nada demais. Os vídeos antigos, que eram mais voltados para o público adulto, digo para ele não assistir, uso a cor do cabelo como referência rsrs.
      As pessoas são tão más, é cada comentário absurdos que leio sobre o Felipe Neto.

  27. Sim isso que você falou eu concordo. Tenho 21 anos agora, e meu pai que me criou (minha mãe é separada dele e meu pai ficou com a minha guarda), me lembro que ele sempre nunca me dava atenção e tambem nunca a gente teve um dialogo mesmo (morava com minha vó, ela q cuidava mais de mim), ele sempre me proibiu das coisas, quando ele falava não pra algo que eu fazia me lembro q eu perguntava o porquê eu não podia fazer tal coisa e ele nunca me explicava, aí nunca sabia de fato o porque das coisas (não entendia muito como as coisas da vida funcionavam e o porque de não poder fazer tal coisa). A coisa que eu ainda lembro q eu fiquei mais indignado quando era criança é q ele não deixava eu assistir dragon ball z (passava na tv globinho), ele falava que era muita violencia e tal, mas aí eu via meu primo e minha prima assistindo e eu queria tambem e nao podia (grrrr). Ai depois fui crescendo e dai o meu pai foi querendo “escolher” com quem devo conversar e ser amigo, pois daí eu não ia para o “mal caminho” e dai as pessoas que ele achava que eu nao devia ter amizade, ele falava pra mim “não fala com fulano não pq ele tem cara de maloqueiro”, e dai mais tempo foi passando e eu lá com 15, 16 anos eu as vezes queria sair para algum lugar, ou com alguma pessoa, e ele ficava perguntando muita coisa pra mim (com quem eu ia ir, que hrs ia voltar, como eu vou, a roupa q eu vou, etc) e depois quando eu voltava pra casa ficava perguntando coisas que ele não devia saber ( o que aconteceu no lugar, com quem eu conversei, oque eu tava falando (sério, ele queria saber exatamente oq eu falei pra pessoa, e oq ela respondeu pra mim, e como eu não lembrava e nem queria falar que eu achava errado ele querer saber tanto assim, sentia que eu era preso) ele ficava bravo)… Foi passando o tempo e eu começei a fazer as coisas escondidas, fazer coisas erradas (erradas digo por lei, proebidas no brasil), e ele nem sabia de nada (é claro ele nunca ia me deixar). Enfim, agora mesmo acho que por causa de como foi minha infancia e adolescencia, e a influencia do meu pai e até mesmo a minha famila no geral, eu acabei pegando um gosto de fazer coisas com risco mesmo (as vezes eu fico com medo, porque pode mesmo acontecer um acidente se der errado, mas quando eu faço eu me sinto “vivo” com a adrenalina). Enfim, meu pai foi superprotetor demais, ficava muito em cima de mim e não me dava liberdade nem autonomia pra tomar minhas próprias decisões (tenho dificuldade em tomar decisões ainda), isso me deu muito problema pra mim dos 17 anos até hoje, muita das coisas que ele poderia ter me ensinado e explicado, eu tive que aprender com os outros, fazendo coisas erradas, muitas pessoas que me enganaram também aprendi a ser “esperto” com elas (sendo feito de trouxa mesmo), e no final oq meu pai fez não valeu de nada. Gente, acho que o bom mesmo é o equilibrio, nem deixa seu filho largado e nem fica em cima demais, oq aconteceu comigo foi uma doidera que só, kkkk. Ficou longo esse comentario, queria contar mais da minha história mais não dá, acho também que não ia ficar pertinente ao assunto, mas obrigado thais, trouxe esse simples resumo da minha vida porque quando li seu post começei a lembrar do meu passado…

  28. Oi Thaís,
    tudo na vida é ponto de vista e, eu estou de acordo com o seu.
    o pouco tempo que tenho em casa, por causa do trabalho, dedico a duas coisas que são muito importantes para mim; estar com minha família (e nisso envolve conversar com meu filho, ver vídeos, filmes e jogar com ele), e escrever no meu blog. Converso de tudo com ele, que tem 12 anos, e ele se sente confortável para me contar e perguntar coisas que as pessoas se espantam. Eu acho isso perfeito, afinal o pai e a mãe devem ser as pessoas de referência para os filhos, as pessoas de confiança.
    Assim ensinamos eles a se proteger e a saber o que é certo e errado, para nas horas necessárias decidirem o caminho a tomar. Exijo muito, mas explico, conto histórias da minha vida para que ele entenda as possibilidades. Estou feliz e orgulhosa da pessoa que estou formando.
    Obrigada por partilhar textos tão interessantes.

    Quando puder passa pra conhecer o meu blog. http://www.umavidaem7malas.com .

  29. Oi Thaís. Gostei muito do seu ponto de vista. Estou grávida do meu primeiro bebê, e achei bem útil essa reflexão.
    Nao conhecia esse Felipe Neto,as fui no Youtube assistir, e nao gostei. Mas, realmente, assistir torna possível um diálogo (pra mostrar o que está errado) que não existiria no caso da proibição.
    Eu fui criada na base da proibição: Não podia ler revistas tipo Atrevida e Capricho, não podia ver novelas, nao podia sair sozinha com minhas amigas, nao podia dormir na casa das minhas amigas… Nada disso me fez mentir pros meus pais. Pelo contrário, mesmo que eles não tivessem olhando e nunca fossem descobrir, eu nunca fiz nada que eles nao autorizassem, e nunca menti também. Mas essa quantidade de proibições me distanciou bastante deles na época de adolescência, e me gerou muitos momentos de raiva mesmo. Minhas amigas e minhas primas que eram mais “livres” tinham (e têm) uma relação muito mais de amigas com os pais, e são todas pessoas saudáveis, responsáveis e realizadas, tanto quanto eu, mesmo tendo tido toda essa “liberdade” quando mais novas…

    Mas uma coisa que me incomoda muito em programação infantil em geral, e que vi que esse Felipe Neto tambem faz: Eles gritam o tempo inteiro!! Quando estão felizes, entusiasmados, espantados, com medo, com raiva… É grito o tempo todo!! Por que isso?? Nao podem dialogar normalmente? Eu odeio gritos. Até quando estou em um cômodo da casa e meu marido em outro, e ele quer conversar (gritando, obviamente, pra ser escutado) isso já me irrita muito!!
    Quando minha enteada assiste um tempo a esses desenhos, percebo que ela fica extremamente agitada, gesticulando exageradamente e gritando também…
    Tenho selecionado alguns desenhos (snoopy, garfield e outros) que nao tem essa gritaria toda, pra apresentar pro meu bebê quando for o momento… Mas agora me surgiu a dúvida se realmente eu deveria proibir essa programação gritaria de entrar na minha casa, ou se só devo apresentar as outras opções, mas deixar tudo aberto…

    • Hm… não.

      Na verdade, você pode ler críticas e discordâncias em comentários sempre por aqui, quando feitos com educação. Por sinal, eu gosto bastante de receber comentários assim porque são eles que me ajudam a ver pontos de vista que eu não tinha visto e a consertar erros que posso cometer quando escrevo (acontecem, pois o blog é escrito só por mim).

      Eu não obrigo ninguém a entrar aqui – você digita, com o seu dedinho, o endereço, e lê o que eu escrevo se o assunto te interessa. O conteúdo é gratuito, por sinal, e existe com a única finalidade de ajudar outras pessoas ou compartilhar meu ponto de vista.

      O blog é como se fosse uma casa. Se alguém entra na minha casa e é mal-educado ou fala algo que ofenda a mim ou a minha família, eu não vou deixar essa pessoa fazer isso. 99% dos leitores são educados e estão aqui para o bem, e não para ofender. Eu não vou deixar um comentário que vá afastar os leitores legais, porque eles mesmos não vão se identificar com algo desse jeito.

      Se alguém postar algo que me ofenda ou que seja mal-educado, vou deletar sim, sem dúvida. Você acha isso absurdo? Se sim, paciência, mas é a sua opinião, e esta é a minha.

      Agradeço a compreensão.

  30. O ENGRACADO E QUE DEPOIS DE COMECAR A VER SEUS VIDEOS MEU FILHO JOGOU 4 CELULARES PELA JANELA PASSOU A ACHAR QUE NAO TEM NADA QUE PRESTE NOS CONTEUDOS SOBRE DEUS E PASSOU A RESPONDER A MAE E A MIN COM MUITO SARCASMO E FALTA DE RESPEITO E ELE SO TEM 10 ANOS.

  31. Perfeito! Aqui em casa é a mesma coisa, assistimos aos vídeos juntos e virou parte da nossa rotina, nosso momento, inclusive ele me espera para assistir aos vídeos, rimos, comentamos … prefiro assim, desse jeito não irá precisar fazer escondido.

  32. O problema maior, a meu ver, não é a deseducação ou qualquer coisa nesse sentido, mas o modo como Felipe Neto expõe seu conteúdo. É um adulto forçando ao extremo um comportamento infantilóide, uma péssima caricatura de uma criança. O efeito no imaginário de uma criança que assiste um adulto se comportar desse jeito é horrível.

    Sobre ele ser um ‘creator’: eu desconfio de qualquer criador de conteúdo que não consiga fazer uma cena de mais de 10 segundos sem precisar ou usar de corte ou edição. Quem tem bom conteúdo não precisa disso.

    PS: Não consigo assistir mais do que 1 ou 2 minutos dele sem sentir que meu cérebro vai derreter.

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