Não sei como ela consegue

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Eu já havia comentado que tinha assistido o filme e estava lendo o livro “Não sei como ela consegue” (Ed. Rocco). Pois bem, resolvi falar um pouco sobre os dois aqui no blog. De cara, já digo que achei o filme muito mais tênue que o livro. Quando li algumas passagens, fiquei imaginando a Sarah Jessica Parker interpretando as cenas e é impossível dissociá-la da imagem da Carrie e a ideia de romances no ar. O filme não passa nem 50% do que o livro traz, mas eu gostei de tê-lo visto primeiro porque pude curtí-lo sem comparações.

A sinopse é a seguinte: Kate Reddy tem 35 anos, mora em Londres, é gerente de investimentos de uma grande empresa, vive entre viagens de última hora e reuniões com homens machistas e invejosos. O marido, Richard, é um arquiteto que ganha bem menos do que ela, e os filhos, Emily e Ben, ainda bem pequenos, ocupam todo o pouco tempo que lhe sobra. O livro é sobre o malabarismo que ela tenta fazer entre sua vida pessoal, profissional, seus projetos, seus anseios, sua culpa como mãe ausente, sua culpa por se sentir bem quando viaja, essas coisas. Leitura obrigatória para toda mãe que trabalha fora.

No geral, meu sentimento ao ler o livro foi “minha nossa, que loucura!”. Mesmo eu tendo uma vida corrida e me sentindo culpada durante a maior parte do tempo, eu não chego aos pés do que a Kate faz. Ela mal vê seus filhos, emenda uma viagem de trabalho na outra e sua vida é um caos total. Chega a ser desesperador. Tem uma cena em que ela trabalha até mais tarde, o marido precisa sair para um jantar de negócios e eles não têm com quem deixar as crianças. Não vou contar o que acontece para não estragar a surpresa de quem ainda não viu/leu, mas aquilo para mim seria o ponto final daquela vida maluca que ela estava levando.

O livro é bom porque fala dos dilemas que uma mãe com uma ótima carreira realmente sofre, e eu não tinha lido nada parecido antes dele (se souberem de algum, me indiquem!). Foi tranquilizante ler uma série de passagens e pensar que eu não sou a única a pensar daquele jeito. É um bom livro feminista. E o final é melhor que o do filme.

Alguns clichês são inevitáveis quando falamos de mulheres que trabalham fora e tentam conciliar a vida com a família. Mas o legal do livro é realmente mostrar uma família real, com filhos carentes, uma mãe desesperada e um marido se sentindo perdido no meio disso tudo. Para refletir longamente sobre nossos papéis nesta vida.

O velho problema e a mesma pergunta: o que é mais importante? O livro/filme oferece mais de uma resposta, o que por si só já é uma postura diferente da que estamos acostumados. Eu imagino a Marissa Mayer lendo esse livro e pensando sobre tudo o que ela falou nas entrevistas antes de ter o bebê. (Aliás, toda sorte do mundo para ela nesse momento.)

35 comentários

  1. Oi pessoal! A minha opinião não fecha muito com o que estamos vivendo, mas lá vai….
    Eu acredito que ao sermos mães temos que nos dedicar quase totalmente aos nossos filhos , principalmente quando são pequenos até mais ou menos 4 ou 5 anos. Depois eles vão para escola e aí vamos retomando nossas outras atividades profissionais aos poucos ou outras alternativas de trabalho em casa. Se financeiramente não der para fazer isso, então pelo menos um trabalho meio-turno até eles ficarem um pouco maiores. A culpa vem , muitas vezes, por lá no fundo , sabermos que estamos fazendo errado…fazendo o possível, claro….mas errado mesmo assim! Os filhos precisam muito da mãe e se o trabalho vem em primeiro lugar talvez não seja hora de ter filhos…

  2. Olá! Eu amei o filme! Quando li a sinopse não tive vontade de assistir, pensei que seria mais um filme bobo, mas me enganei. O filme me trouxe muitas reflexões, e me mostrou que o que sinto é muito mais comum do que podia imaginar. Não é uma regra, mas muitas mães passam por essas dificuldades, pela imensa culpa e outras dores de ser “mãemulheresposadonadecasatrabalhadora”. Meu filho tem 2 aninhos e entrou na escola esse ano (ele estuda à tarde). Trabalho o dia inteiro, mas consigo ir almoçar em casa e depois levá-lo pra escola. No final da tarde o busco e vamos pra casa. Tento aproveitar o máaaaaximo cada momento do dia que tenho pra ficar com ele, mas a maldita CULPA é inevitável, ainda não consegui me desfazer dela. Vivo numa correria louca, mas sempre acho que não é suficiente o que faço. Deixar de trabalhar eu não posso, e nem gostaria, afinal, gente, antes de ser mãe eu já era um ser, uma mulher, uma pessoa, né?! O que eu queria mesmo era poder trabalhar só um turno, mas, infelizmente, não dá. Tenho muita dificuldade de dispor do meu tempo com ele pra fazer outras coisas. Por exemplo, não consigo deixá-lo na casa dos avós no sábado ou domingo pra pegar uma praia ou cinema com o marido. Com as amigas, então!!! Nem pensar! Sei que preciso mudar, por mim, pelo meu marido, pelo nosso casamento, mas pra mim é muuuuito difícil. Criei na minha cabeça que ele vai sentir muito a minha falta, embora eu já saiba que ele fica muito bem quando está na casa dos avós. Mas a tentativa de suprir o tempo que não temos, não me deixa viver coisas que eu gostaria. Racionalmente eu sei que isso até o beneficiaria, pois teria uma mães mais feliz, mais leve, menos estressada, mas emocionalmente não consigo de desvencilhar desse sentimento de que sou mãe. Tenho refletido bastante sobre isso essa semana, vamos ver o que consigo mudar e melhorar.
    Um grande bj,

  3. Eu vi o filme e não sabia q tinha o livro…. que dilema heim gente, eu vou casar daqui a alguns meses e tenho uma vida profissional estabilizada, fico pensando diversas vezes sobre quando eu for querer ser mãe…. complicado d+! =/

    bjs

  4. Eu adorei ese livro. Li há alguns anos, quando estava vivendo uma fase de super loucura no trabalho, saindo de madrugada, trabalhando vários finais de semana, isso quando não estava de plantão. Também tive essa sensação de “Não sou só eu”… em várias passagens.
    Mas sabe, fiquei pensando na Marissa outro dia, exatamente como você, Thais. Ela tá falando tudo ANTES… queria saber o que é que ela vai sentir depois.
    Agora, Rê… não fica em crise não. Procure mesmo abrir um espaço para namorar e curtir os amigos. Eles sobrevivem muito bem. Meus filhos tem agora 29, 25 e 21 anos. Tive muitas e muitas crises. Voltar de cada licença maternidade era sempre um sofrimento. Sempre um pedacinho da gente fica com eles quando a gente está fora. Mas eles sobrevivem. E de certa forma, acabem curtindo também os momentos de independência dos pais.

  5. Na minha opinião, não ter filhos também é uma boa opção para mulheres que querem manter o foco na carreira (minha opção até agora). E se algum dia me tornar mãe, prefiro me dedicar totalmente aos filhos, pelo menos enquanto eles ainda forem pequenos. De qualquer forma planejar é sempre o mais importante.

  6. Selma, obrigada pela atenção. Preciso mesmo tentar mudar um pouco e me abrir mais pras coisas da vida.
    Abraço

  7. Oi, Thaís! Então, e o pai nessa história toda? O que me deixa louca de raiva é que todo mundo acha que a vida familiar é responsabilidade só da mulher! Oras, se o marido quer ter filhos e uma casa arrumada, tem de ser responsável por eles também. E quando digo responsável, não quero dizer que ele “ajuda” às vezes nas tarefas, não.
    Se as tarefas “do lar” fossem igualmente divididas entre os dois do casal, a vida seria bem mais tranquila e justa, não?
    Beijos!

  8. Bom Lud, você sabe que eu penso como você. No livro eles também dividem as tarefas e ambos surtam. É legal ver como cada um reage.

  9. vocês acham que esse seria um bom filme pra ver com um marido que até ajuda em casa (se eu souber pedir), mas que, quando eu surto, na maior parte das vezes diz que eu estou me fazendo de vítima?
    isso trabalhando fora, cuidando sozinha da casa e com uma filha de 1 ano e 3 meses…
    é um filme pedagógico para homens (se é q vcs me entendem) ou ele vai achar q é um filme exagerado, q é tudo bobagem?
    aguardo ansiosa os comentários de vcs
    bjos

  10. Dona, que bom ver opiniões como a sua! Concordo! Se a vida está tão apertada, vamos colocar filhos no mundo? Claro que sobrevivem, mas é esse nosso objetivo? E a que custo eles sobrevivem?
    Ficar uma , duas horas por dia com filhos não é maternagem e sim hobby!
    Mas enfim, cada um sabe o que planta, né?…
    Abraços

  11. Gente, acho muito complicado julgar desse jeito. A maioria das mães que trabalha o faz para sustentar a família, e não só porque querem. Esse tipo de comentário só aumenta a culpa e o fardo que essas mães já sentem mesmo sem ninguém falar nada para elas.

    • Com certeza Thais, ora se não podemos ficar 100% do tempo com os filhos então nunca poderemos ser mães???
      Q absurdo julgar dessa forma.

  12. Thais, faço minhas as suas palavras.
    Bom (e certo) seria se a gente pudesse escolher.
    Eu descobri que estava grávida bem quando meu namorado estava desempregado. Foi toda aquele auê, mas logo em seguida ele arrumou um emprego e fomos morar juntos só qdo minha filha já estava com 8 meses (de idade, não de gestação).
    Gravidez não planejada, mas jamais indesejada.
    Hoje a Bruna fica com minha mãe enquanto trabalho mas já está na escolinha fazendo adaptação.
    Não me sinto culpada por trabalhar e “deixar” ela, me sinto culpada por não dar conta de tudo (faço faculdade tb, mas só 2 cadeiras), por estar sempre cansada, por não ser compreendida (ajudada tb, porque não?) por me sentir muito sozinha ou, pior, com todos contra mim (exceto meus pais).
    Me sinto no olho do furacão enquanto as “pessoas na sala de jantar” ficam sentadas me julgando sem mexer um dedo pra me ajudar, só mexendo a língua pra me criticar.
    Enfim, desabafei.

  13. Querida Carla,

    Seja paciente. Vc parece estar caminhando muito bem! Só está vivendo um período cansativo, com a filhota pequena e os estudos em andamento, mas tudo vai passar.
    Que bom que seus pais podem ajudá-la! Palpites de terceiro não importam. Com o tempo tudo se ajeita com o maridão também!
    Fique tranquila que tudo vai dar certo.
    Lendo este post eu fiquei pensando em livros que me ajudaram a pensar a maternidade ao longo dos anos. Não pude deixar de lembrar de um clássico americano que eu adoro: To Kill a Mockinbird, de Harper Lee. No Brasil, empobreceram o título (O Sol é para Todos, Ed. José Olympio). O foco do livro é o racismo, mas também também é uma obra sobre a paternidade, inspiradora, em minha opinião.
    Bjs,

  14. Meninas!
    É só minha opinião, apenas isso. Também sou mãe e sei perfeitamente como a banda toca! Não me refiro as mães que ralam para colocar o pão na mesa, essas merecem sempre aplausos.

    Carla, tem momentos muito difíceis, mas eles passam…
    Tenha orgulho de você,você é uma guerreira! A gente nem sempre dá conta de tudo, busque energia no vínculo com sua filha , recarrega a nossa bateria muito bem ( o amor deles ).
    Abraços

  15. Thais, como psicóloga já atendi a mães, pais, famílias e crianças de todos os tipos. O que eu concluo e que a cada dia parece mais acertado é que não existe um jeito só de fazer as coisas. Não é egoísmo trabalhar e ter filhos, mesmo quando a pessoa não precisa trabalhar, é só outra forma de lidar com a vida. Também não é errado parar de trabalhar pra poder estar mais tempo com os filhos nos primeiros anos, é só outra forma de viver a maternidade. No fim das contas, a mulher não é definida por seu papel de mãe, embora algumas mulheres adorem esse papel e acreditem ser ele o mais importante de suas vidas.

    Pessoalmente, estou com a Lud quando ela fala sobre divisão de tarefas e fico muito irritada quando conheço homens que dizem que ajudam em casa porque fica parecendo que eles são suuuuper bacanas, quando na verdade, são machistas e acreditam que cuidar da casa e dos filhos compete realmente à mulher. Aí eles se dizem bons companheiros porque ajudam. Eu não quero ajuda, eu quero alguém que sinta que tudo isso é sua responsabilidade pessoal também, filhos inclusos.

    O que eu percebo é que a maternidade tem muitos desafios e que as mulheres ainda têm medo de falar sobre as dificuldades de ser mãe. Eu tenho uma grande amiga que tem um bebê de 10 meses. Após a licença maternidade ela voltou a trabalhar e deixa a criança numa creche da prefeitura. Todo mundo pergunta pra ela se ela não sofre de ficar longe dele, se ela não se sente super culpada, se ela não fica com dó dele… e ela responde sempre que não, que acha super saudável pro filho dela ter uma mãe que consegue ter prazer em ter um tempo pra ela, em ir trabalhar e não ficar se culpando por tudo, em ter uma vida dela e não ser só mãe. Claro que ela AMA aquele bebê da forma mais terna, mais doce e mais inteira que eu já vi, mas ela acha é bom demais poder viver o resto da vida dela também. E ela sabe que está perdendo algumas coisas, claro, mas tem pela consciência de que se só estivesse em casa estaria abrindo mão de outras. O mais legal: ela nunca abriu a boca pra criticar nenhuma mulher que resolveu parar de trabalhar ou que diz se sentir super mal longe do filho… ela entende que cada um é de um jeito e a admiro por isso.

    Beijo grande!

  16. Então, não quero criar polemica, mas uma coisa é uma gravidez indesejada e dar um jeito de assumir a responsabilidade (o que admiro muito), mas outra é ter um filho só porque “obrigatório” ter um. Infelizmente já vi muitos casais fazerem isso, acham que quando a criança nascer a vida vai continuar a mesma, mas depois de descobrir que crianças dão trabalho, jogam a responsabilidade um para o outro, e para as pessoas que estão em volta. No final muito stress, as partes do casal sempre acham que ninguém ajuda em nada (o peso maior fica geralmente com a mulher), e quem sofre são as crianças.
    Ainda no caso gravidez indesejada existe em várias mulheres a postura de assumir a responsabilidade, e por mais que o tempo fique dividido entre família e profissão, há espaço para compreensão de que o esforço é necessário. Agora no caso de quem planejou achando que vida ia ser a mesma coisa depois de ter um filho, só que mais felizes, (como se um filho fosse parte de um pacote de felicidade que se compra,e se não gostar, pode jogar fora) fica o tom de egoismo e imaturidade no ar.

  17. Ola Tais vou procurar o filme, parece bom, apesar que ler um livro da mais suspense.Um maravilhoso final de semana para todos.

  18. Confesso que fico ressentida por comentários de pessoas completamente alheias à minha realidade e que acabam julgando o que sequer conhecem – mesmo “sem querer”. O que sei é que cada um só sabe realmente da sua própria vida, embora muitas vezes nos enchamos de razão e “sabedoria” pra dizer que entendemos o que nunca vivemos e que só espreitamos a uma certa distância. Mas… fazer o que, né, são coisas da vida… Comentário maravilhoso o da Marina. Tenho refletido muuuuuito ultimamente acerca dessa culpa e de tantos outros problemas que criei pra mim em virtude dela. Não tem sido fácil estabelecer uma mudança no meu padrão de pensamento/sentimento/comportamento, mas continuo tentando. Eu realmente tenho buscado ser uma mulher, uma pessoa, antes de ser mãe (se é que é possível tal “dissociação”). O que quero dizer é que estou disposta a encarar a minha vida, a minha realidade tal qual ela é. Estou com sede de viver a MINHA vida, e parar de achar que deveria ser diferente, que não está certo, ou coisas do tipo, aquilo que NÃO POSSO mudar. Tenho certeza de que, embora não esteja presente 100% do dia com o meu filhote, ele VIVE. Ele não sobrevive por conta disso. Ele não é carente de amor, de afeto e de nenhuma das coisas essenciais para que possa VIVER bem. E busco, agora, também, vê-lo vivendo a vida que é dele: com uma mãe que trabalha fora, mas que nem por isso é AUSENTE de sua vida; mas sendo amado incondicionalmente por essa mulher que, embora com a vida apertadíssima, decidiu CONSCIENTEMENTE ser mãe POR AMOR.
    Thais, obrigada pelo espaço maravilhoso deste blog. Desculpa se me estendi demais, é que adoro escrever.
    Bjs

  19. Acho que usei mal a palavra SOBREVIVE… quis dizer que eles, pelo menos no caso dos meus filhos, são felizes, independentes e tão ligados à família como outros. E olha, carreguei muita culpa ao longo da vida. Eu era a única mulher da família que trabalhava fora, e um dia ouvi de minha cunhada que eles cresceriam, mas amor mesmo de verdade como os dela tinham por ela, eles não teriam por mim. Fiquei ainda mais culpada por um bom tempo. Felizmente não foi o que aconteceu. É claro que dedicava a maior parte do meu tempo livre à eles. Costumo dizer que nem sei o que é música da década de 80, pois foi a década em que apenas trabalhei e criei meus filhos. Também nunca procuramos, eu e o pai deles, compensar a ausência com presentes ou ausência de regras. E posso dizer que passada a fase de “revolta” natural contra a disciplina, depois da adolescência, eles dizem que o conjunto amor + regras fizeram deles pessoas felizes.
    Então, Rê. Acho que você está certíssima, e tenho certeza de que seu filhote vai sentir o seu amor por ele e ter segurança para viver a vida dele mesmo sem você estar 100% do tempo ao lado dele.
    Não posso concordar com o fato ser necessário escolher entre carreira e filhos. Embora respeite imensamente aquelas que encontrem a felicidade renunciando a um desses aspectos.

  20. eu acho que os filhos respeitam, admiram e se espelham nas mães que trabalham fora. Tudo bem q é uma correria, etc, etc, mas, mesmo que não houvesse a questão financeira, acho q eu trabalharia do mesmo jeito.
    A creche q a Bruna está agora, q está adorando, eu descobri em uma conversa com uma pessoa do meu trabalho.
    Se ficasse só em casa não teria essa troca q eu acho tão bacana com outras mães.
    E eu fico cansada da minha correria, mas no fim do dia fico orgulhosa de todos os progressos meus e da minha filha (e da nossa família como um todo).
    Tudo vale a pena quando se tem uma criança em casa. Olhando pra ela tudo se justifica!
    esse post se alongou né?
    por causa dessas mães tagarelas (como eu…)
    bjo a todas

  21. Parabéns Thais pelo seu blog, que gosto muito, e por trazer sempre informações ricas assim como o bate papo que vejo aqui nos comentários. Parece uma reunião de amigas e isso é muito legal!!
    Acredito que cada mulher é única e que merece encontrar a fórmula do seu próprio sucesso pessoal.
    Nosso problema é que muitas vezes a culpa interna acaba por ser alimentada pelo que achamos que os outros vão achar de nós e se torna imensa. Dar força pra esse sentimento só piora as coisas.
    Concordo que são muitos papéis pra desempenhar ( eu, mãe de 3 que o diga!!!) mas no fundo acho que é assim mesmo, no meio do caos e correria que somos felizes. Esta é a forma das mulheres de nossa geração buscarem o “equilíbrio’.
    O mais importante é curtirmos cada momento e cada etapa do dia a dia buscando formas de estarmos bem.
    Por conta destes questionamentos acabei até criando um blog (que era um desejo antigo que queria realizar) o http://gestaodetempoparamulheres.blogspot.com.br/2012_10_01_archive.html

    Me visite lá quando der. Acho que uma forma bacana de ganhar folego é esta de poder compartilhar e discutir nossas dificuldades e anseios como amigas num “chá da tarde”.

    Abraços e sucesso sempre!

  22. Olá Thais.

    Novamente escrevo nos coments pois graças a discussão daqui me empolguei e escrevi um post com umas dicas pra nós mulheresmaesesposasdonadecasaetc.
    Bjs e participe!

    gestaodetempoparamulheres.blogspot.com.br/2012/10/a-piramide-das-necessidades-das.html

  23. Olá pessoal! Sou casada há seis anos, eu e meu esposo sempre trabalhamos muito e sempre estudamos muito também. Há dois anos comecei a sentir muita vontade de ter um filho. Na minha cabeça eu jamais iria parar de trabalhar e estudar (pois algumas vezes que fiquei em casa senti meio deprimida). Porem comecei a pesquisar muito sobre maternidade, li muitas revistas e livros sobre educação de filhos, fizemos cursos de casais e sempre tinha o tema (educação de filhos). Decidimos então que eu iria me dedicar totalmente aos cuidados dos nossos filhos e administrar a casa(por isso de eu estar aqui neste maravilhoso blog) e meu marido iria se dedicar em prover o alimento…rsrs… Mas foi uma decisão que tomamos e sabemos (sei) que tive que abrir mão de outras coisas. Mas infelizmente tenho ovarios policisticos, tenho me preparado tanto e ainda não conseguimos. Abraços a todas!

  24. Eu sabia que ia rolar essa discussão de mãe que trabalha e não trabalha, acho que só perde para parto normal X cesárea em termos de polêmica e a quantidade de vezes que ocorre. Em terceiro vem as babás de tempo integral (ficam com os filhos quando os pais estão em casa). O pessoal devia mais era relaxar nelas e entender que “cadum é cadum” (cada um é cada um).

  25. Minha humilde opinião… Independente da presença da mãe, se tem pai ou não, se é criado pela avó, com ou sem irmãos… filhos vão crescer, vão se desenvolver, vão ter alegrias e tristezas, vão ficar doentes, vão ter problemas e nenhuma garantia de que serão adultos felizes. Por isso a mãe deve optar pelo que é melhor para ela e não para os filhos, sem se preocupar com julgamentos porque disso não há escapatória. Eu deixei a carreira pelos filhos e sinto muito mais dos outros um sentimento de pena por mim que de admiração. Parecem que tentam me consolar dizendo que fiz uma boa opção pois as crianças precisam de mim. Eu sempre corrijo: Não, sou eu quem preciso deles! E sempre digo que mãe que passa muito tempo com os filhos, não educa melhor, pelo contrário erra muito mais. Por isso da culpa não há como fugir…

  26. Se eu aconselhar todas as mães que TÊM que trabalhar, a não ter filhos se não puderem se abster, como disseram lá em cima quatro anos, do trabalho, creio que aAlp população do planeta estará seriamente ameaçada. Não tem cabimento essa exigência. E creio sinceramente que tanto uma como outra opção, trabalhar ou não trabalhar, trará prós e contras para os filhos.

  27. Thais, eu assisti ontem esse filme por indicação sua e AMEI <3 <3
    Não sou mãe (mas sou louca pra ser… hehehe) e fico pensando como realmente deve ser louco tudo isso. Eu super apoio mães que trabalham fora porque eu acho que ter filho não é a "missão da vida de uma mulher", pode ser talvez a mais importante, mas existem outras coisas.

    Porque filhos crescem e vão viver suas vidas… e então como fica a mãe? Aquela que não tem projetos próprios acaba se frustrando e vivendo lamentando que o filho cresceu e não dá mais tanta atenção pra ela.

    Eu fui uma filha dura que disse várias vezes pra minha mãe q ela não cuidava direito da gente. Eu era machista e achava que a mulher tinha a obrigação de cuidar da casa e etc… Até o dia que conheci a vida e notei o quanto é difícil o mundo para nós mulheres. Tudo que eu não precisava era reafirmar e magoar minha mãe por ela não ser a mãe perfeita que eu via nos filmes…

    Por isso, mulheres parem de julgar as outras por causa de suas opções. Ninguém é obrigada a cuidar só dos filhos e quem opta por isso não é melhor que ninguém. Por causa das expectativas absurdas da sociedade que o mundo é tão pesado para nós mesmas.

  28. Esses são os motivos pelos quais hoje não dispomos de grandes filósofos e gênios na atualidade. Esta não é a prioridade do nosso século. O desenvolvimento de um ser humano é menos importante que uma carreira profissional que poderia e pode ser desenvolvida depois? Isso se não adiarmos para termos filhos apenas quase na metade de nossos dias, entre os trinta e quarenta anos por causa de estudo e trabalho. Estudando a vida de mães de grandes homens e mulheres conhecemos apenas por livros, como Amadeus Mozzart, Charles Wesley, vemos o que é educar uma criança. Criar e educar um filho não é apenas cuidar da sua comida, do seu banho, roupas e suas necessidades físicas! Ama e educar não é apenas ter um tempo de qualidade. É entender o que é preciso para contribuir com a educação intelectual e de suas emoções. Essa não é a responsabilidade da creche, do professor, do governo… e nem poderia ser. A criança absorve tudo que está ao seu redor e seus princípios serão fundamentados por quem eles nutrem o afeto mais profundo. Na ausência destes será de quem estiver mais próximo, mas estes nem sempre estão preocupados em formá-los como pessoas, mas apenas em garantir que voltarão vivos para suas casas. A escola apenas dá INFORMAÇÃO e isso não é educação. Hoje as escolas estão como estão e os professores se quer aguentam seus alunos pelo fato de os mesmos não terem a educação que vem de casa do CONVÍVIO com as pessoas que o trouxeram ao mundo e nesta convivência em sua mais tenra infância traz uma marca profunda ao seu caráter, através dos exemplos vivenciados e não apenas ao que lhe é dito. A personalidade se forma até aos 5 anos de idade. Os cuidados externos qualquer uma poderá fazê-lo como limpar as orelhas, mas quem cuida na prevenção de manchas na alma se não aquela que está integralmente para ensiná-los os princípios de vida na primeira infância. A mãe poderá fazê-lo quando entender que educar um filho é a responsabilidade que envolve o desenvolvimento de um ser humano que tem alma e não apenas um corpo que cresce e se desenvolve. É buscar conhecimentos para dar ao filho o amor não só de palavras e compensação, mas de atitudes e companheirismo, acompanhamento integral por entender a importância e resultados disso. Sei que muitas mães que ao se ausentarem estão buscando pão para os filhos que de outra forma não teriam, mas isso é para corrigir outra situação anterior, ela não tem opção no momento, mas ainda sim não é o ideal. Para as demais que tem por prioridade suas profissões ou o dinheiro que possam ter seria importante refletir o porque dos sentimento que a elas vem ao se ausentarem. Que a criança vai crescer, vai se desenvolver e depois não estará mais com os pais, pois será um adulto, isso é verdade, mas não exime a mãe de fazer sua parte! É preciso saber quais são as prioridades em cada fase da vida e assumí-la com coragem e desempenho por conhecer de fato o pôr que de suas decisões. É preciso ter objetivo e se os filhos não são um objetivo a ser alcançado por um trabalho desenvolvido e não delegado no que se refere a sua formação, educação como ser, como pessoa, como gente que será um adulto não apenas com um certificado de uma profissão, mas uma pessoa de caráter, com fortes princípios que os defenda por terem visto um exemplo vivo que os marcou na primeira infância, também serão adultos que terão por objetivos diplomas e certificados que os reconheçam por seus conhecimentos e informações e não pelo que realmente são: pessoas decidas por seus princípios, que buscam a felicidade na sabedoria e que querem mudar o mundo não por revolta, mas saberem que a revolução está no amor que emana de uma família que os ensina a formar outras famílias com bases sólidas marcadas em suas almas na mais tenra idade. Minha realização pessoal não está em ter apenas uma carreira profissional onde sou apenas mais um número, mas sim em me dedicar a algo que me diz respeito e sempre dirá, a quem de fato me importa. Isso é nobre, mas é desprezado pela nossa sociedade que vive desta maneira desenfreada em sua correria, mas isso apenas por uns 60 anos, depois da Revolução Industrial pra cá. E temos visto os resultados na sociedade do que temos gerado para este mundo. Querer mudança é ter compromisso com uma causa. Eu quero utilizar a oportunidade que tenho para gerar pessoas melhores para um mundo que pensa que o trabalho e serviço para a industria traz realização e satisfação e que o propósito desta vida é ter realização profissional. Trabalhar é bom e faz parte da vida, para trazer o pão, para ter um teto, para ter um lazer e não um fim em si mesmo, é para suprimento e até para riqueza, mas desfrutar do seu retorno com aqueles que amamos e que queremos de fato influenciar.

  29. Bem…são muitos comentários, mas não se esqueçam meninas que, como diz aquela velha canção “cada um sabe a dor e a delícia de ser quem você é”.

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