Leia este texto se estiver prestes a desistir de algo importante para você

Estamos vivendo em uma sociedade do cansaço.

Dormir pouco, acordar já cansada(o), sair de casa às pressas, enfrentar o trânsito para ir ao trabalho, muitas vezes em um estado zumbítico com fones no ouvido. Passar o dia sobrecarregada(o), lidando com e-mails, mensagens, tarefas, projetos, reuniões, problemas. Na volta para casa, novamente o trânsito. E, chegando, ainda tem que ir ao mercado, enfrentar filas, preparar o jantar, colocar a roupa para lavar, guardar a roupa limpa, lavar a louça, fazer a lição da escola com os filhos, dar uma geral na casa, bem de leve, e quando perceber já passou da hora considerada “ideal” para ir dormir. Sexo? De vez em quando, quando não estivermos tão exaustos (talvez na sexta?). Ler um livro? Idem. Fazer um curso, estudar um idioma, praticar um hobby? Difícil, para não dizer impossível. E, assim, muitas pessoas vivem, no melhor dos cenários, o que incluiria conseguir pagar todas as contas e ainda sobrar algum dinheiro para investir, comprar brinquedinhos tecnológicos prazerosos ou até mesmo fazer uma viagem diferente nas férias. Esse suposto privilégio não é uma realidade para aqueles que passam pela mesma rotina mas não têm sequer dinheiro suficiente para pagar todas as contas num mesmo mês.

Se o indivíduo é o único responsável por seu destino, a sociedade não lhe deve nada; em compensação, ele deve mostrar constantemente seu valor para merecer as condições de sua existência. A vida é uma perpétua gestão de riscos que exige rigorosa abstenção de práticas perigosas, autocontrole permanente e regulação dos próprios comportamentos, misturando ascetismo e flexibilidade.” 
(Dardot e Lanval, no livro “A nova razão do mundo”, 2016)

Pode ser que a sua realidade seja diferente. E, se for, que bom. Considere-se privilegiada(o). Porque a regra geral no mundo do trabalho hoje é viver à beira da exaustão. Isso não acontece só no Brasil. É no mundo todo.

E é claro que eu poderia trazer neste post pesquisas e referências acadêmicas para aprofundar todos esses temas, mas não é o foco deste blog (ao menos, não por enquanto). Essa pequena introdução serviu apenas para eu trazer um “conselho” que tenho dados aos meus amigos nos últimos meses, e que fiz uma anotação para trazer para você também, aqui no blog.

Meus amigos e alguns colegas sempre desabafam comigo sobre como têm coisas a fazer e sobre como “não dão conta”. Minha abordagem para lidar com esse problema (e que aplico principalmente a mim mesma, quando me sinto assim) é: não dá para organizar tralha. Logo, o problema é o volume, mas o volume vem da falta de clareza. Ter clareza significa 1) reconhecer o volume e 2) diminuí-lo, deixando em andamento apenas aquilo que realmente precisa estar em andamento, doa a quem doer (e às vezes dói na gente mesmo, fato).

Eu sei que é difícil assumir que abrigou coisas demais para fazer. De modo geral, todos nós vivemos hoje em uma era em que é possível fazer o que a gente gosta, dentro ou fora do trabalho. Mas essa oportunidade trás consigo a sobrecarga embutida, sem que a gente perceba, e ela logo se instaura, fantasiada de paixões. É um mix de surpresa e de frustração quando a gente descobre que fazer o que gosta pode estar nos sobrecarregando. Pode até fazer com que a gente deixe de gostar daquilo (me refiro a trabalho e hobbies aqui, não necessariamente a trabalho apenas).

Quando isso acontece, a vontade de “largar tudo”, “tocar o f*-se”, é enorme. Por isso, eu trago para você o conselho mais valioso que uso para mim mesma e para os meus amigos quando se sentem assim. O conselho é: se estiver cansada(o), descanse – não desista.

Se estiver cansada(o), descanse. Não desista.

É muito fácil e aparentemente libertador pensar em desistir. Parece que todos os problemas vão desaparecer em um passe de mágica, mais ou menos assim como surgiram. Mas chutar o balde nem sempre é a melhor solução para você. E o que eu estou encorajando é que você busque a sua melhor solução, não a mais fácil (nesse caso, o mais fácil pode se revelar péssimo). Se a melhor solução for realmente desistir de algo, tá tudo bem. Mas essa decisão precisa ser tomada direitinho, e não quando você estiver estrassada(o) e, muitas vezes, sem conseguir pensar direito a respeito.

Já vi muitas pessoas se livrarem de coisas importantes na vida porque a tralha ao redor as deixou um pouco cegas para a realidade. A tralha nos confunde. Ela pode nos fazer achar, equivocadamente, que aquilo que realmente importa é apenas desejável. Para lidar com o obrigatório, nos desfazemos daquilo que nos faz bem e importa de verdade. O que isso nos torna? Seres sobreviventes. Tirando o prazer da vida, só nos resta lidar com o cinza, e talvez (e muito provavelmente) o cinza fosse o problema.

Tem regrinha certa? Fórmula mágica? Não, não tem. Uma coisa é certa: cansados, exaustos, não tomamos boas decisões. Por isso, se estiver se sentindo assim, resista à tentação de desistir do que pode ser importante para você. Descanse. Pare tudo o que está fazendo e vá dormir um pouco, ver um filme, dar uma volta. Se estiver cansada(o), descanse. Não desista. Descansada(o), você saberá tomar melhores decisões, nem que seja amanhã. ❤️

Meu lema para 2019

Eu venho, há alguns anos, definindo um lema para cada ano. A ideia é ter um princípio que me norteie ao longo dos meses e que parece fazer sentido de acordo com o momento de vida que eu estou vivendo, mas também diz aquilo que eu quero para mim no ano corrente.

Em 2018, meu lema foi “me aprofundar” nas diversas coisas que eu já tinha conquistado na vida. Esse lema trabalhou em conjunto com as minhas cinco prioridades para o ano, e eu tive a oportunidade de me aprofundar em todas elas.

Eu me sinto satisfeita com esse lema. Eu tive realmente a oportunidade de me aprofundar em vários pontos da minha vida. Foi um ano em que me vi obrigada a fazer esse aprofundamento. Em nível profissional, eu diria que me aprofundei na questão da criação de conteúdo, na minha “arte”, no meu trabalho. Ter um lema me norteou ao longo do ano, pois eu sempre me lembrava de que era isso o que eu deveria fazer, como promessa pessoal.

Já nos últimos meses, ou talvez semanas, eu tive um insight sobre qual deveria ser o meu lema para 2019. Desde então, tenho certeza dele. Meu lema para 2019 será ser mais eu mesma, confiar na minha intuição e buscar mais as respostas dentro de mim.

Sempre vivi uma vida pautada muito na opinião de outras pessoas. Eu sempre tive outras pessoas com quem eu me consultava para buscar conselhos e ponderar sobre as minhas próprias escolhas. Isso funcionava bem até eu perceber que ninguém me conhecia tão bem quanto eu mesma. Muitas vezes, aconteceu de o que todo mundo me dizer me parecia errado de alguma maneira, e ter ignorado essa sensação me custou caro depois. Não caro apenas pelas consequências, mas porque o resultado me feriu e eu tive que me resgatar profundamente depois disso. Logo, eu aprendi que estava certa desde o início e que deveria ter me ouvido mais.

Eu passei muitos anos da minha vida dentro do corpo de uma pessoa que eu não reconhecia no espelho. Ter realizado a cirurgia bariátrica no ano passado e ter implementado um novo estilo de vida mais coerente com quem eu sou me ajudou demais com relação à auto-estima e na maneira como eu me apresento para o mundo.

Quando eu fiz o curso de coaching, em 2016, eu tive uma visão minha, no meu escritório, que se parece muito com a pessoa que eu sou hoje. Por isso eu acredito muito no poder da visualização. Em menos de dois anos eu me tornei quem eu sabia que eu era, e hoje eu tenho a possibilidade de continuar me construindo porque tudo se baseia no auto-conhecimento.

Desde que delineei esse lema para 2019, já venho o exercitando. Tive diversas situações maiores e menores no meu dia a dia em que pude prestar atenção à minha intuição. Desde que parei de ignorá-la, as coisas começaram a fluir melhor. Me sinto mais confortável com a maneira como as coisas acontecem, e é um exercício constante que me ajuda a manter a mente plena.

Quero levar esse lema para 2019 porque eu sei que não vou encontrar respostas sobre mim em outros lugares externos. Pessoas são importantes. Buscar conselhos é importante. Viajar, conhecer outros lugares, ter contato com culturas diferentes é importante. Mas nada substitui as construções internas que fazemos. E a inspiração pode ser encontrada denro de mim, se eu aprender a me ouvir cuidadosamente.

Saber me ouvir inclui descansar quando sentir que eu devo descansar. Aumentar ou diminuir o ritmo quando eu sentir que devo fazer isso. Tomar a decisão que acredito ser a mais correta mesmo que as condições favoreçam um outro lado. Minha intuição tem estado fortíssima ultimamente, e esse exercício de ouví-la só tem me trazido resultados e aprendizados positivos.

Você tem um lema para 2019? Você acha que isso seria importante para você, em algum aspecto? Por favor, compartilhe nos comentários. Obrigada.

Em 2018, eu agradeço por…

Exercitar a gratidão é uma prática que faz parte do meu dia – falo com sinceridade.

Mas, na semana passada, assisti a LIVE da Wanice Bon’Ávigo no YouTube sobre como se despedir de 2018 e agraciar 2019. E ela sugere um exercício muito rico de ser feito (assista o vídeo para conhecer o exercício e também se inscrever no canal dar uma força para o trabalho da Wan, que é incrível).

Um dos momentos do exercício envolve listar tudo aquilo que aconteceu em 2018 e pelo qual você é grata(o).

Eu tive um ano com muitas perdas. Não foi apenas a perda maior, com a morte da minha avó, mas diversas outras perdas, internas e externas, que aconteceram este ano. Fazer esse exercício, portanto, me fez ver que, mesmo em um ano com tantas perdas, eu tinha muita coisa para agradecer. E isso me fez ver 2018 com mais carinho, porque ele foi um ano fundamental para o meu crescimento pessoal e para tudo o que farei daqui em diante na minha vida.

Quis compartilhar esses agradecimentos com vocês, então este post terá um tom essencialmente pessoal.

Essas são as coisas pelas quais eu agradeço pelo ano de 2018:

Entrada no mestrado

Fazer mestrado era algo que estava na minha lista de “algum dia / talvez” há muitos anos. O plano era começar no ano que vem (2019), mas ter passado pelo processo antes, de alguma maneira, me disse que eu deveria fazê-lo agora. Eu confesso que eu teria realmente deixado para 2019 se soubesse o que aconteceria ao longo do ano. Mas ter entrado no mestrado e ter um foco diferente do dia a dia, do trabalho e de problemas diversos me salvou em vários momentos.

Lembro de um momento muito específico, no meio do ano, em que eu questionei se deveria continuar. Não estava aproveitando como gostaria, porque minha cabeça não estava legal. Conversei com amigos e colegas mais próximas que fizeram mestrado, e conversei com a minha terapeuta, sobre isso, e todos me disseram: com tudo o que está acontecendo, você vai tirar da sua vida uma coisa que você está fazendo exclusivamente por você e que te faz tão bem? Isso foi muito acertado e me fez continuar.

Não foi fácil. Meu segundo semestre foi intenso, cheio de atividades profissionais e viagens a trabalho. Tive desafios com clientes, voltei a ter anemia no final de novembro e começo de dezembro (ainda em recuperação). Eu fiz a cirurgia bariátrica no ano passado e é comum ter quadros de anemia de vez em quando. É a segunda vez que eu tenho. Então esses e outros desafios tornaram o percurso do mestrado mais difícil do que eu já achava que seria, mas de alguma maneira eu consegui passar por isso e fico feliz por ter passado. Porque a vida passa, o tempo passa e, se a gente não se desafia a fazer as coisas, mesmo com dificuldades, pode acabar desistindo e não fazendo o que é importante para nós.

O mestrado me ajudou a entender melhor a vida acadêmica e a ver o que esperar como pesquisadora e professora em universidades. Abriu todo um novo leque profissional a ser construído e explorado a longo prazo.

Eu tenho certeza de que não aproveitei o mestrado da forma como gostaria, mas tenho como princípio que o feito é melhor que o perfeito não feito. Fico feliz por ter entrado no mestrado e ele ter me ajudado a segurar a onda em um ano tão desafiador em tantos sentidos, para mim. Faltam poucos meses para o fim.

Paul ter ficado bem

Um pouco antes do início do mestrado, o Paul teve um problema respiratório relativamente grave e foi internado às pressas com a oxigenação baixa. Precisou ficar na UTI. Foi horrível. Só quem é pai ou mãe sabe como a gente se sente impotente ao ver o filho passando por uma dificuldade que você não pode controlar. Naquela semana, meu marido tinha compromissos profissionais em outra cidade e precisou viajar a trabalho. Eu fiquei no hospital e minha missão era estar bem pelo Paul. Isso foi decisivo na forma como eu lidei com a coisa toda. Agradeço mais uma vez ao Napoleon Hill porque meu livro de cabeceira em todos esses dias foi o “Atitude Mental Positiva”, e passar o dia cantando, contando histórias e fazendo o Paul dar risada foi o que fez toda a diferença para ele e para mim.

Quando alguém fala que livro de auto-ajuda ou que esse pessoal que faz “empreendedorismo de palco” é charlatão, eu entendo a crítica mais acho desnecessária. Tanta coisa importante pra gente se preocupar de verdade, pra que criticar pessoas que fazem bem a outras? Em diversas situações da minha vida, como essa, acima, o que me salvou foi ter me apegado a alguém que tenha me ensinado como ficar bem. Isso fez toda a diferença em minha vida em diversos momentos, e por isso sempre serei grata e encorajarei outras pessoas a investirem nisso também.

Paul ficou bem depois disso e não teve qualquer outro quadro complicado pelo resto do ano.

Meus professores

Quando eu entrei no mestrado, eu pedi por um professor que fosse meu orientador (ele aceitou). É uma pessoa que admiro muito profissionalmente, e me senti honrada e desafiada por ele me orientar.

No entanto, no decorrer do mestrado, eu honestamente me apaixonei por outros professores também. Conviver com professores é uma das coisas mais legais do estudo formal. Você acompanha um pouco do fluxo de pensamentos deles, vê os projetos tomando forma, conhece suas aspirações e interesses, e isso (pelo menos para mim) inspira muito.

Eu conheci um dos melhores professores este ano no mestrado e infelizmente ele foi desligado agora em dezembro. Fiquei extremamente chateada mas enviando energias positivas para que ele encontre algo muito melhor, pois merece demais. Pessoa super competente e interessada em ajudar, em crescer, em ir além nas pesquisas.

Quando eu voltei para o mestrado, no segundo semestre, recebi um carinho indescritível de todos os professores. Eu tinha anunciado que ia parar um semestre com o mestrado, para dar um tempo, mas então voltei atrás e resolvi continuar. A maneira como eles me receberam, com carinho, por tudo o que tinha acontecido comigo, sem julgar ou achar “frescura”, exagero, foi muito tocante para mim.

A entrada da Silvia

Em maio, em um dos períodos mais críticos da internação da minha avó, a Silvia começou a trabalhar comigo. Quando a minha avó morreu, se não fosse por ela cuidando do backstage, cuidando das inscrições, respondendo e-mails das pessoas, contatos diversos, eu não teria dado conta do trabalho. Teria cancelado cursos e outras iniciativas que, no final das contas, me distraíram de todo o resto.

Além disso, não apenas pelo bem que ela me fez individualmente, mas pela saúde do negócio como um todo. Eu precisava delegar algumas atividades para conseguir focar em outras com mais qualidade. Quando a Silvia entrou, isso me possibilitou cuidar com mais carinho dos cursos, dos alunos, das pessoas, ter ideias, desenvolver produtos, enfim, me dedicar àquilo que só eu mesma posso fazer. Claro que pegou um período de transição, difícil, em que demorei para ficar com a cabeça no lugar, mas agora eu vejo a diferença que faz para uma empresa você ter pessoas tão boas e competentes trabalhando com você. E a Silvia é uma pessoa incrível, além de todo o lado profissional.

Escritório

Ter uma sala comercial para o Vida Organizada era um sonho antigo.

Hoje, eu já não acho que “ter uma sala” seja tão essencial assim. Eu vejo que foi mais uma conquista mesmo que algo tão necessário. Atualmente tenho trabalhado muito em casa, e o escritório funciona como QG para a Silvia trabalhar, para a gente receber pessoas e para eu gravar aulas e vídeos ocasionalmente. Mas todo esse processo de alugar uma sala, decorá-la, comprar as coisas, ter uma rotina para trabalhar fora de casa, dizer que você tem um escritório… isso é muito legal e faz diferença na forma como você toca o negócio, porque te dá mais responsabilidade.

Eu já fiz um post aqui contando de maneira mais emocionada o que o escritório representa. Foi realmente uma conquista pela qual eu sou grata.

Curso do Fórmula

Quando a minha avó morreu, eu percebi que precisava dar um tempo, ok, mas também precisava mergulhar em alguma coisa para me distrair. Nada me distrai mais do que estudar. Por isso, resolvi fazer um curso. Fiz o investimento no curso do Érico Rocha, o Fórmula de Lançamento. Foi um dos melhores investimentos que eu fiz este ano. Mergulhei no estudo do método e ainda me sinto envolvida pra caramba nele.

Eu trabalho com marketing digital e sentia falta de um método para fazer as coisas. O Fórmula é exatamente esse método. Me ajudou a colocar as ideias no lugar, a focar melhor as minhas diversas iniciativas profissionais, a refinar o que eu já faço. Me deu foco em um momento que eu precisava muito de foco. Me ajudou a virar a chavinha na mente, a ver meu negócio como muito mais profissional do que eu tratava. Foram muitos benefícios para listar aqui, além desses. Cresci enormemente profissionalmente este ano, e tenho certeza que o curso do Érico foi parte fundamental desse processo.

“Não pense que a cabeça aguenta se você parar”. Verdade, Raul. #tocaraul

Meu terceiro livro

Há cerca de dois anos venho escrevendo o meu terceiro livro, “Trabalho Organizado”, e em janeiro, após uma epifania pessoal, reescrevi o livro inteiro. Ele foi lançado em julho. Foi o livro que mais gostei de escrever e o meu preferido dos três (também tenho ouvido isso de vocês, o que é muito legal). Ele representa um processo de amadurecimento profissional que eu gostaria de compartilhar com as pessoas.

O lançamento do livro culminou com uma série de escolhas profissionais que fiz desde então. Sinto-me grata pelo lançamento e pela oportunidade de ter o contrato com uma das maiores editoras do país. Sinto-me abençoada e privilegiada por isso, mesmo com tantos desafios que o mercado editorial tem enfrentado.

Eu precisei cancelar alguns dos eventos de lançamento do livro porque eles foram demais para mim. Fiz vários eventos, mas ainda não estava 100% para viajar, lidar com tanta gente. Eu precisava me reservar mais. Foi uma decisão difícil, porém da qual não me arrependo. Eu precisava me preservar.

GTD Nível 3

Desde a primeira certificação que eu tirei, do GTD, em 2015, eu espero pelo momento em que estaria pronto o curso de Nível 3 e a viagem que eu faria para a realização do curso.

Viajei para Amsterdam em um momento particularmente desafiador. Cabeça não muito legal, levemente apertada financeiramente (segurei as finanças depois da morte da minha avó porque não estava me dedicando tanto ao trabalho quanto poderia), preocupada com o Paul por aqui, com prazos para o mestrado. Foi a viagem internacional mais curta que já fiz (menos de uma semana entre sair de SP e voltar), completamente focada em participar do curso, apenas. Mas foi uma viagem que valeu a pena tanto, em tantos sentidos.

Em primeiro lugar, pela oportunidade que o Daniel (da Call Daniel) me proporcionou em participar desse processo mais uma vez. Não tenho palavras para agradecer tamanha generosidade. Em segundo lugar, por saber que seria a última certificação. Isso me deixou nostálgica em vários momentos, porque representa o “fim de uma era”. Em terceiro lugar, por estar entre o David Allen, sua esposa Kathryn, a Ana Maria (super senior mater trainer) e toda a galera de outras franquias do mundo, que acabaram virando colegas mais próximos, o que era inimaginável para mim em anos anteriores. Em quarto lugar, mas não menos importante, por participar do fatídico “curso nível 3”, que representa o GTD faixa preta da maneira mais simbólica possível.

Mas foram três os fatos que tornaram essa viagem e esse curso tão especiais. 1) O estreitamento da relação profissional com o Daniel. Conversas bacanas sobre o futuro da empresa e do GTD no Brasil, a minha noção de liderança como master trainer, e a possibilidade de direcionamento do meu trabalho da maneira como eu simplesmente quiser; 2) Entender que eu faço parte de uma galera bem VIP dentro do GTD, no sentido de que não é todo mundo não que tem o mesmo envolvimento e conhecimento que eu tenho, e que o próprio autor do método sabe e valoriza isso. Pra mim é impagável de diversas maneiras; 3) Entender até onde o GTD vai. Ter vários insights dentro do curso, mas sair dele com a sensação de que eu já sabia como ele seria, pois eu poderia até tê-lo ajudado a ser desenhado. Eu mergulhei tão fundo no GTD nos últimos anos, que eu me sinto masterizando em alto nível a metodologia (modéstia à parte), além de perceber o quanto ainda tenho a aprender. Essa é uma sensação maravilhosa e que apresenta oportunidades infinitas de trabalho e entendimento.

“Ev’rybody’s talking ‘bout Bagism, Shagism, Dragism, Madism, Ragism, Tagism This-ism, that-ism, is-m, is-m, is-m All we are saying is give peace a chance!”

Estreitamento de algumas amizades

Imagino que para alguns de vocês isso também tenha sido realidade, mas o período das eleições foi bastante intenso para mim, socialmente falando. Me decepcionei com tantas pessoas ao meu redor – familiares e amigos. Ao mesmo tempo, descobri outras que nem eram tão próximas e que se tornaram justamente por termos valores parecidos. Essas relações se fortaleceram muito. Desabafamos, sonhamos juntos, demos apoio mútuo.

Eu era uma pessoa que achava que já tinha vivido de tudo em termos de amizades, então fiquei feliz por ter novos amigos ou fortalecer amizades que eu já tinha. E trazer para a minha vida pessoas tão interessantes, tão queridas, que tenham os mesmos valores que eu – isso foi incrivelmente importante e rico. Descobri como ser feliz novamente com novos amigos.

Nossa casa, a reforma e a mudança

Não tenho palavras para expressar como é vivermos finalmente em uma casa que seja nossa, sem pagar aluguel, ter feito uma reforma e morar em um lugar que nos acolha, que nos abrigue e nos permita viver momentos tão felizes em família e com amigos. A reforma durou longos meses, e meu marido a tocou praticamente sozinha, enquanto eu estava em frangalhos após a morte da minha avó. O fato de ele ter tocado isso por nós, nossa família, me deixou muito sensibilizada. Mudou nossa vida em tantos aspectos. Ainda estamos finalizando um montão de pendências (o que é normal), mas o dia a dia tem sido delicioso. Agora eu consigo sentir o verão como deve realmente ser – abundância, vida, alegria, calor.

Pró-vida

Eu também tomei a decisão, depois de uma série de acontecimentos que me levaram a isso, a fazer o curso básico da Pró-Vida. Foi um marco para mim. Deveria ter feito antes, na adolescência, mas as coisas acontecem quando tem que acontecer.

Como eu falei, quando a minha avó morreu, eu senti a necessidade de fazer algumas coisas para me distrair. Cursos ajudam muito nisso, para mim. Eu acabei fazendo o curso básico da Pró-Vida mais para o final do ano, mas ele foi importante. Reforçou algumas crenças que eu tinha, me ajudou a refinar a prática de meditação e a valorizar as energias de uma maneira geral. Me colocou em um novo caminho de evolução espiritual que eu estava precisando.

Nosso casamento

Meu marido e eu passamos por desafios diversos nos últimos anos. Este ano, nos fortalecemos enormemente. Não vou entrar em detalhes aqui, por ser um assunto muito íntimo, como vocês podem imaginar, mas nunca estivemos tão bem. Eu creio que essa foi uma das melhores coisas de 2018. Amadurecemos nosso relacionamento incrivelmente, e sabemos que estamos apenas no começo, mesmo depois de quase 20 anos juntos (completaremos em 2019).

Pessoas

2018 foi um ano universal 2, que pauta relacionamentos. Essa foi inclusive a linha editorial do Vida Organizada o conteúdo deste ano. E agora, no final do ano, eu posso dizer que foi um ano de relacionamentos, efetivamente. Foi o ano que eu vi a importância dos relacionamentos e como eles impactam na minha vida, além de mudar a maneira de me relacionar com as pessoas. Amigos, marido, filho, colegas de trabalho, equipe, leitores, alunos, todos. Foi definitivamente o norte do meu ano e o que mais subiu de nível. Só tenho a agradecer.

Como eu falei, 2018 foi um ano triste, desafiador e difícil para mim. Mas fazer esse exercício de listar as coisas pelas quais eu sou grata me fez ver que, mesmo com tudo o que aconteceu, foi um ano maravilhoso também. Agradeço e me sinto abençoada por 2018, e me despeço dele com alegria e um quentinho no coração, pois tudo o que acontece na vida serve para construir todas as coisas boas que faremos depois.

O que você deixou de fazer?

Desde o ano passado, tenho mantido o hábito de ler, toda segunda-feira, um capítulo de dois livros que considero essenciais na minha vida. Um deles é o “Ready for anything”, do David Allen, e o outro é “Um ano com Peter Drucker”. Ambos os livros trazem 52 capítulos, então com 52 conceitos, um com foco em produtividade (mas liderança) e outro com foco exclusivamente em gestão e liderança. Tem me ajudado muito no meu aprendizado como líder e ser humano mesmo, na verdade.

No capítulo desta semana, do Peter Drucker, ele levanta algumas questões tão importantes. Uma delas é a do título do post. Ele diz que, quando encontra amigos, ele não quer saber o que a pessoa fez. É normal um líder ter feito e conquistado coisas. Mas o aprendizado chave, do ponto de vista dele, é perguntar o que o cara deixou de fazer. Ou seja: o que fazia parte da sua vida mas, por algum motivo, por alguma reflexão que você tenha feito, o que achou melhor delegar ou deixar de fazer? E por quê? Você já pensou sobre isso? Trago essa reflexão para cá também.

Quando eu me tornei mãe, demorou até eu perceber que desempenhava um papel de liderança na minha família. Eu considerava um papel como todos os outros – o que, de certa maneira, é, mas cada papel tem suas nuances. A mãe tem um papel de liderança na família e se torna também a “mentora” dos seus filhos. E, se você for mãe também, já deve ter percebido que essa influência se estende aos colegas do seu filho que passam um tempo com vocês, com os amiguinhos dele de modo geral, e até outras crianças da família. Você se torna um modelo.

No final das contas, quando você se torna coordenadora, gestora, diretora, presidente de uma empresa, é uma relação parecida, porém talvez não tão emocional e afetiva e interdependente como com relação aos filhos, claro. Mas você executa um papel, e esse papel diz respeito não apenas às atividades de execução mas (quase que principalmente) aos relacionamentos.

Então ok. Pode ser que, antes de você deixar de fazer algo, seja necessário fazer algumas coisas. Colocar a casa em ordem, sabe? E Peter Drucker ensina que um líder de verdade não pergunta nunca o que é para fazer. Ou o que ele quer fazer. Ele se pergunta: o que deve ser feito? E faz.

Um outro ponto de ensinamento diz respeito ao propósito e à missão pessoal. Se você for uma pessoa que se guia pelos seus valores e tem um propósito sempre em vista, as escolhas vão se tornar mais naturais e fluidas, menos preocupantes.

Vale a pena citar um terceiro ponto de atenção, e aqui diz respeito a expectativas. Você sabe que são esperadas coisas de você. Você sabe que são esperadas coisas da sua empresa. Tendo uma missão e valores claros, essa expectativa também fica clara. Como você está lidando com ela? Porque ela tem que ser coerente com quem você é. O que causa chateação é querer atender expectativas não realistas dos outros.

Isso inclusive pode funcionar como um exercício. Se as pessoas esperam algo de você que você não sente que é quem você é de verdade, será que está passando os sinais certos para o mundo? Se não forem os sinais certos, quais seriam eles? O que você pode alinhar na sua vida e na sua empresa para que o mundo ao redor espere de você aquilo que realmente você é?

E aí né, é aquilo: é se conhecer, se alinhar internamente, e passar para fora quem você é de verdade. Vale para você como indivíduo ou para a empresa que você dirige. “O que eu vim fazer no mundo” é uma pergunta que se aplica a qualquer um.

Um líder então se comunica, não no sentido de fazer um broadcast, ou anunciar, suas intenções. Não. Ele se comunica através das suas ações. Todo mundo ao redor sabe o que ele está querendo fazer porque se torna explícito, claro. São pessoas orientadas por propósitos. E, quando você tem um propósito, esse é um “sim” grande. Ter um “sim” grande torna fácil falar “não”s pequenos. Por isso que líderes são pessoas que sabem dizer “não”.

Veja: você, como mãe, como gestora, como líder, fatalmente terá 5435457 coisas para fazer sempre. Sempre haverá problemas a resolver. Questões a se pensar. Estratégias a tocar. Soluções criativas para desenvolver. Não foi à toa que você desenhou esse papel onde está nesse momento. O ponto é: um líder não se sente sufocado (ou não deveria) porque faz parte de suas habilidades uma habilidade primordial – entender o que apenas ele pode fazer. O que pode ser delegado. Porque fazer tudo, decididamente, não dá.

E, se você quer fazer algo, mas ainda não tem para quem delegar, então talvez simplesmente não deva estar em andamento. Se for mais importante que todo o resto que está em andamento, incube o restante. É para ser simples.

Para ser quem você realmente é, para valorizar suas habilidades principais, para cumprir sua missão no mundo e propósito, é impossível só continuar adicionando atividades novas sem tirar outras antigas. Faz parte. Tem que deixar coisas de lado. É o ciclo da vida.

Como líder, uma habilidade essencial é saber responder frequentemente a pergunta: o que já deu? Onde já aloquei recursos demais, e não está mais me trazendo tanto resultado? Esses recursos que estou dedicando a essa coisa específica está tirando meus recursos de algo mais importante que deveria estar sendo o foco? São perguntas profundas para você se fazer, especialmente nesta época do ano.

Eu tenho repensado muito as minhas atividades nesses últimos meses. Todo período de transição tende a ser meio caótico, pois você sai da sua zona de conforto.

Na semana passada, desenhei meus papéis profissionais hoje em dia. Simplesmente listei quais são os diferentes papéis que eu tenho profissionalmente e o por que de cada um deles. Isso é importante de ser feito de tempos em tempos, porque a vida é dinâmica e muda o tempo todo. Cada projeto que você conclui ou objetivo que alcança faz sua vida ter uma configuração diferente, e aos poucos você terá percebido que seu planeta deu a volta em torno do sol mais de uma vez, mas está diferente de como estava quando começou, de certa maneira.

É pensar, com assertividade que, de todas as coisas que precisam ser feitas, existem algumas que podem ser feitas apenas por você. Mas quais são essas coisas? E quais são as outras, que você não vai mais fazer? Pensar naquilo que você vai deixar de fazer e não vai levar com você para o ano novo, ou para a semana que vem, ou mesmo amanhã, é tão essencial quanto saber aquilo que você deve efetivamente fazer. Porque a vida é isso, um equilíbrio.

Agora, trazendo aquele princípio de sempre aqui do VO: não é possível organizar tralha. Não dá pra querer colocar no lugar uma coisa que não tem lugar certo. Vai bagunçar. Encontrar o lugar certo vai muito além de colocar coisas em casa dentro de caixinhas. Como pessoa, diz respeito a entender seu lugar no mundo, seus papéis e responsabilidades hoje, e trazer isso para a realidade.

Entenda que, como ser humano, mais do que como líder, você exerce influência sobre outras pessoas. A questão é: a influência que você está levando está alinhada com quem você é de verdade? Como você gostaria de ser lembrada? E, por fim: o que você precisa deixar de fazer para abrir espaço para o que realmente precisa fazer?

Não dá pra organizar tralha.

Construção do estilo de vida

Ao pensar sobre o calendário editorial (a programação de posts) desta semana, eu achei que seria bastante pertinente falar sobre construção do estilo de vida. Talvez você se pergunte o que esse assunto tenha a ver com saúde. Na verdade, ele está relacionado tanto ao tema do mês quanto a um processo mais amplo, que abriga todas as áreas da vida, e por isso ele está aqui hoje.

Construção do estilo de vida não tem apenas a ver com independência financeira (a meta da moda), apesar de que buscar independência financeira pode ser algo que você queira para você. Construção do estilo de vida tem, acima de tudo, a ver com auto-conhecimento. A você se conhecer verdadeiramente e, no dia a dia, tomar decisões, realizar atividades, fazer pequenas e grandes coisas que estejam alinhadas com quem você é de verdade. Isso é coerência. Isso é ter uma vida organizada.

No ano passado, eu desenhei um mapa que o David Allen (autor do método de produtividade GTD, que uso há muitos anos) chama de “treasure map”, ou “mapa do tesouro”. Você pode criar esse mapa com colagens, desenhos ou simplesmente palavras. Eu fiz em formato de mapa mental, com desenhos e palavras que me representassem. Pensei no meu futuro – não em um período de vida específico, mas no futuro de maneira geral – e desenhei o que parecia ter a ver com o futuro que eu queria construir para mim, em todos os aspectos. Pensei na minha casa, nas minhas atividades profissionais, hobbies, relacionamentos, finanças, dia a dia mesmo. E o resultado foi bem interessante (compartilho um pouco abaixo).

Tenho esse mapa digitalizado em meu Evernote e também inserido no mapa mental de visão, que diz respeito a um horizonte de mais longo prazo da minha vida (já mostrei em outro post – clique aqui para ver).

Revisar esse mapa regularmente me ajuda a ter tranquilidade e perspectiva sobre a vida que estou construindo para mim. Me ajuda a tomar decisões até mesmo para aspectos mundanos demais, como por exemplo decidir que atividade física vou investir meu tempo (eis aqui porque tem a ver com atividade física este post!). Quando eu pensei nesse estilo de vida que tinha mais a ver comigo, eu mencionais as seguintes atividades físicas:

  • caminhada e corridas
  • tênis
  • vela e vida náutica
  • natureza e aventuras

Do meu ponto de vista, faltou algum esporte de grupo (que hoje sinto falta), mas talvez, quando tivesse feito esse desenho, tivesse pensado tanto a longo prazo que não tenha me visto mais fazendo um esporte assim, e sim atividades mais calmas (esse raciocínio me parece fazer sentido).

Atividade física, como as outras áreas da nossa vida, devem ter a vida com o estilo de vida que queremos construir. Se eu não me vejo fazendo alguma coisa nessa “vida ideal” que quero ter, por que eu investiria tempo agora? (E não estou dizendo que não pode; apenas quero dizer que vale a reflexão para evitarmos perder tempo naquilo que não tem a ver com a gente).

Eu quis falar sobre esse assunto hoje, e na verdade eu poderia fazer vários textos apenas sobre isso, porque mais do que nunca eu tenho aplicado esse estilo de vida que quero construir (e estou construindo diariamente). Tive inúmeros exemplos nas últimas semanas em que precisei tomar decisões – de assuntos grandes, do inventário, até assuntos menores, do cotidiano (devo ou não comer tal coisa?), e que pensar em “o que a Thais faria?” (rs) me foi útil.

Outro dia li sobre o Salvador Dalí. Que, quando ele acordava sem inspiração, ele se perguntava: “o que o maravilhoso artista Salvador Dalí faria em um dia como hoje ou em uma situação como essa?”. E então ele se inspirava em seus próprios insights para poder viver um dia (e uma vida) feliz.

Sei lá – penso que, muitas vezes, buscamos tanta inspiração fora da gente que esquecemos que a principal fonte está aqui dentro. Com o passar dos anos, vou aprendendo mais sobre mim mesma, entendendo o que é natural para eu fazer, como eu penso, como eu me sinto, o que é coerente com quem eu sou, e consigo aplicar isso – sem culpa – no dia a dia, em áreas diversas. Eu diria que isso tem me mantido a salvo de uma depressão maior. (Para quem não sabe, já passei por alguns momentos de depressão severa na vida. A depressão é uma doença que você mantém sob controle, basicamente, e precisa ficar de olho para que ela não volte em momentos difíceis.)

Às vezes, quando acordo chateada ou desanimada, eu pergunto: “o que a Thais do Vida Organizada faria em um dia como hoje?”. E pode parecer besteira, mas isso me inspira a “lembrar” mesmo quem eu sou de verdade e a fazer as coisas com alegria e senso de aproveitamento. É, em resumo, pegar quem eu sou de verdade e trazer para todas as atividades do cotidiano, de modo que, cada vez mais, eu viva a vida que acredito ser a melhor vida que eu possa viver. Posso não estar vivendo hoje, a vida ideal que imagino para mim. Mas sei que, buscando dentro de mim, cada dia que passo eu chego mais perto. E, igualmente, aproveito cada um dos meus dias, o que para mim é muito mais importante nessa jornada inteira.

O mapa de metas e objetivos (Horizonte 3)

Observação: Os conceitos e práticas citados neste post foram inspirados no GTD (um método de produtividade que uso há mais de 12 anos, criado por um norte-americano chamado David Allen). A base do método GTD é um livro publicado no Brasil com o título “A arte de fazer acontecer” (David Allen). Você também pode conferir a agenda de cursos, se quiser. O conceito de “horizontes de foco” funciona como se dividíssimos a nossa vida em “camadas”, de modo que possamos gerenciar cada uma delas de maneira diferente (especialmente no que diz respeito ao foco).


Objetivos são apenas macro-projetos. De acordo com a definição do David, objetivos de curto prazo são aquilo que eu quero que seja verdade na minha vida em até dois anos. Trata-se de um cenário e que, quando eu penso sobre ele, identifico elementos que coloco nesse mapa.

Fazendo o mapa hoje, então, significa que eu estou pensando no que quero que seja verdade lá em maio ou junho de 2020. E esse tipo de raciocínio é interessante porque, do meu ponto de vista, me faz querer aproveitar melhor o meu tempo de modo que eu realmente colha tudo isso na época desejada (ou até tal época, posso “colher” antes).

A divisão entre assuntos foi natural e intuitiva para o meu momento, sem grandes orientações racionais a respeito, como nos outros mapas.

Quando eu montei esse mapa, a primeira categoria que me veio em mente foi realmente casa e família, especialmente em decorrência da morte da minha avó. Quando penso nesse tema, me vem à mente tudo o que eu quero que seja verdade com relação a isso. É bem pessoal, por isso não posto aqui, mas tem elementos que envolvem: uma viagem, minha mãe, meu tio, meu marido e nossa casa.

Em desenvolvimento pessoal entram elementos que, do meu ponto de vista, me farão crescer individualmente. Tem coisas sobre a minha saúde, a minha disposição, minha espiritualidade, profissão (terminar o mestrado), inglês, mindset.

Em finanças, são metas mais específicas, pois também são mais fáceis de mensurar. Envolvem inventário, investimentos, financiamentos, faturamento etc.

A parte do trabalho é bem significativa para mim porque estou em um momento de consolidação de algumas áreas, ajustes em outras e até alguns cortes. Refletir sobre esse horizonte em termos de trabalho é muito importante quando se tem uma empresa, pois você como “dono” dela é o responsável por esse direcionamento. Se você não o fizer, quem o fará?

Por último, os objetivos para 2018 na Call Daniel dizem respeito aos objetivos individuais que foram estabelecidos na reunião de planejamento da franquia no começo do ano, e que preciso acompanhar para saber como está esse andamento.

É um mapa para realmente fazer o acompanhamento mais de perto. Apesar de o David recomendar uma revisão a cada três ou quatro meses (e eu adoro revisar na mudança das estações), neste momento eu tenho revisado com mais frequência (pelo menos semanal) porque esse mapa tem me ajudado no alinhamento dos projetos.

Se você quiser saber mais sobre GTD, consulte nossa agenda de cursos. Obrigada.

O mapa de propósito e princípios (Horizonte 5)

Observação: Os conceitos e práticas citados neste post foram inspirados no GTD (um método de produtividade que uso há mais de 12 anos, criado por um norte-americano chamado David Allen). A base do método GTD é um livro publicado no Brasil com o título “A arte de fazer acontecer” (David Allen). Você também pode conferir a agenda de cursos, se quiser. O conceito de “horizontes de foco” funciona como se dividíssimos a nossa vida em “camadas”, de modo que possamos gerenciar cada uma delas de maneira diferente (especialmente no que diz respeito ao foco).


Este mapa deve ser revisado sempre que eu preciso tomar grandes decisões. Ou, no mínimo, uma vez por ano. Sinceramente, eu reviso sempre que sinto necessidade de me reconectar comigo mesma e, é claro, em processo de tomadas de decisão.

Revisar este horizonte significa ter muita clareza do seu papel no mundo. Não é algo que se constrói de uma só ve. Na verdade, à medida que você vai vivendo e se conhecendo vai descobrindo novas informações sobre você, e a ideia é ter onde armazenar e revisar essas informações.

Por exemplo, o exercício da missão pessoal foi algo que fiz no meu curso de coaching, em 2016. Descobrindo-a, inseri nesse horizonte. O mesmo vale para valores, princípios, o “quem é a Thais”, quem me inspira e todos os outros tópicos.

Esse mapa é útil inclusive para decidir o que realmente deve estar em pauta na minha vida, no sentido de projetos e áreas em andamento. Ele pode parecer mais abstrato, mas não é. Sua utilização é essencialmente prática e inspiradora.

Se você quiser saber mais sobre GTD, consulte nossa agenda de cursos. Obrigada.

Colocando a vida em ordem

Espero que este post fique como referência para todo mundo que esteja passando por fases de reajustes ou queira colocar a vida em ordem, porque aqui eu mostro como eu faço de acordo com o GTD (um método de produtividade que uso há mais de 12 anos, criado por um norte-americano chamado David Allen).

No sábado eu mostrei que estava voltando aos eixos depois da morte da minha avó, pensando na vida e tendo clareza sobre as minhas “coisas”. Esse é o melhor tipo de trabalho que posso fazer nesses momentos, pois colocar as coisas em ordem em horizontes mais elevados me ajuda a puxar essa clareza para o presente e saber falar “não” para aquilo que não tem nada a ver ou incubar aquilo que pode esperar.

A base do método GTD é um livro publicado no Brasil com o título “A arte de fazer acontecer” (David Allen). Você também pode conferir a agenda de cursos, se quiser.

Tudo começou com a criação de um mapa chamado “Thais’ World” (mundo da Thais). Todos os mapas mostrados aqui foram feitos em um programa chamado Mind Meister. A ideia desse mapa é ter um panorama atual do meu mundo e prioridades de maneira geral. Tem um vídeo na casa do David, filmado pelo Daniel, que vai entrar em breve no YouTube, em que o David mostra que tem esse mapa. Ele não ensina isso em nenhum material do GTD (por enquanto – tem um curso novo vindo aí em setembro), mas eu entendi que é um panorama, simples assim. Então recheei com itens que ele usa e outros meus, a saber:

  • 5 prioridades para 2018 (leia mais sobre isso aqui)
  • Objetivo bem definido (inspirado nas ideias do Napoleon Hill)
  • Manutenção / Rotinas (onde vou inserir o que preciso checar regularmente)
  • Upcoming (coisas a seguir – tipo férias escolares, copa, viagens)
  • Projetos-chave (que estou trabalhando no momento)
  • Mapas dos horizontes (links para os mapas dos outros horizontes do GTD)

Cabe aqui uma breve explicação dos horizontes de foco do GTD. O David “divide o gerenciamento da nossa vida em camadas”:

De maneira geral, térreo e horizonte 1 podem ser organizados em formato de lista – é o mais comum. Não que os outros não possam também. Podem. Na verdade, você pode usar o formato que quiser… até colagens. Mas então eu voltei a organizar os horizontes de 2 a 5 em mapas mentais, que sempre foi o formato que me agradou mais, e há algum tempo eu vinha tentando organizar de outras formas (listas, textos, notas no Evernote). O formato de mapa mental me deixa mais satisfeita, então voltei.

Horizonte 2:

Durante aaaaanos usei dois mapas separados para as minhas áreas de foco pessoal e as responsabilidades no trabalho. Desta vez, quis fazer um único mapa, onde tudo relacionado ao trabalho está em “work”.

Horizonte 3:

O horizonte 3 contém metas e objetivos de curto prazo – o que eu quero que seja verdade em até dois anos? Essa separação por “áreas” foi intuitiva – criei à medida que fui trabalhando no mapa. Me sinto bastante satisfeita com ela, porque mostra as principais áreas em que tenho esses objetivos bem definidos. Já falei em outros posts, mas vejo os objetivos, mais do que “metas” ou “smartificação” das coisas, como cenários. O que eu quero e estou configurando para a minha vida – o que eu quero “estar colhendo” daqui a dois anos. Tudo isso me ajuda a identificar projetos que precisam estar em andamento agora.

Horizonte 4:

Horizonte 4 é a construção do estilo de vida que quero para mim. No centro, coloquei um desenho que fiz no ano passado e que ainda traz alguns elementos que gosto muito (outros mudaram!). Este mapa foi um dos mais importantes de trabalhar porque muita coisa que eu tinha na minha visão anterior estava relacionada à morte da minha avó, o que eu previa mas, sinceramente, não pelos próximos cinco anos. Então muita coisa que estava nesse mapa veio para mais recente, e essa reformulação toda foi fundamental para eu ficar tranquila sobre para onde estou caminhando.

Horizonte 5:

Esse eu já tinha mostrado no post de sábado. Reflete quem eu sou, meus valores, princípios, afirmações pessoais e outros aspectos que me inspirem.

Vale a pena dizer que os mapas estão em inglês porque estou em uma imersão no idioma para aperfeiçoá-lo.

Nos próximos dias, vou compartilhar com vocês um pouco mais sobre esses mapas (pretendo detalhar). Por hora, o que eles me permitiram fazer nesse final de semana foi analisar, com calma e afetividade, os projetos que devem estar em andamento para que eu alcance os objetivos que eu tenho. E isso é algo impagável que só a organização faz por você.

Thais is back on track

Eu aprendi com o David Allen: revise seu propósito e seus princípios quando precisar tomar grandes decisões.

Neste sábado de manhã (e, na verdade, vindo de um movimento que começou no meio da semana), eu resolvi revisar o meu horizonte 5 montando novamente um mapa mental com ele. Estou novamente na fase dos mapas mentais. Acho que mostram melhor todas as coisas. Então montei meu mapa do horizonte 5 de novo:

A ferramenta usada é a de sempre (Mind Meister).

Passei todas as informações do meu Evernote para ela (todas as informações deste horizonte). Me fez muito bem colocar uma música no fone de ouvido, beber um chá quentinho e trabalhar nesse mapa. Me permitiu pensar, refletir sobre quem eu sou, e para onde as coisas vão.

Minha semana não foi fácil, mas de certa maneira, meus últimos meses não têm sido. Toda essa questão com a minha avó impactou demais a minha vida, e de toda a família, especialmente a do meu tio. Jamais serei egoísta de pensar que impactou só a minha. Toda a família próxima sentiu demais, e todos se envolveram, ajudaram. Estamos naquela fase de fazer inventário e cuidar dos pertences dela. A organização ajuda em ambos, o que é excelente. Sempre me dei bem com a parte prática (GTD). A meditação me ensinou a lidar com a parte emocional. E, nessa última semana, tenho me reconectado demais com todas essas coisas.

Mantive os compromissos que me deixariam bem e feliz. Dei aula, encontrei pessoas queridas. Isso me ajudou a ver as coisas de outra perspectiva. Quer dizer: por que não fazemos disso o nosso dia a dia? Fazer o que nos faz feliz e encontrar as pessoas que nos fazem bem?

Reconectar com o meu propósito me fez ver tudo, tudo de uma perspectiva mais ampla. Me fez olhar para mim, olhar para dentro de verdade, e entender que eu tenho que ser mais gentil comigo mesma em todos os aspectos. Voltar para dentro ao tomar decisões importantes.

Por isso, este é o primeiro post com a tag “Ano pessoal 9”. Acho que vai ser interessante tagear os posts nesse sentido. Acompanhem.

“Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo…”