Em 2018, meu lema foi “me aprofundar” nas diversas coisas que eu já tinha conquistado na vida. Esse lema trabalhou em conjunto com as minhas cinco prioridades para o ano, e eu tive a oportunidade de me aprofundar em todas elas.
Eu me sinto satisfeita com esse lema. Eu tive realmente a oportunidade de me aprofundar em vários pontos da minha vida. Foi um ano em que me vi obrigada a fazer esse aprofundamento. Em nÃvel profissional, eu diria que me aprofundei na questão da criação de conteúdo, na minha “arte”, no meu trabalho. Ter um lema me norteou ao longo do ano, pois eu sempre me lembrava de que era isso o que eu deveria fazer, como promessa pessoal.
Já nos últimos meses, ou talvez semanas, eu tive um insight sobre qual deveria ser o meu lema para 2019. Desde então, tenho certeza dele. Meu lema para 2019 será ser mais eu mesma, confiar na minha intuição e buscar mais as respostas dentro de mim.
Eu passei muitos anos da minha vida dentro do corpo de uma pessoa que eu não reconhecia no espelho. Ter realizado a cirurgia bariátrica no ano passado e ter implementado um novo estilo de vida mais coerente com quem eu sou me ajudou demais com relação à auto-estima e na maneira como eu me apresento para o mundo.
Quando eu fiz o curso de coaching, em 2016, eu tive uma visão minha, no meu escritório, que se parece muito com a pessoa que eu sou hoje. Por isso eu acredito muito no poder da visualização. Em menos de dois anos eu me tornei quem eu sabia que eu era, e hoje eu tenho a possibilidade de continuar me construindo porque tudo se baseia no auto-conhecimento.
Saber me ouvir inclui descansar quando sentir que eu devo descansar. Aumentar ou diminuir o ritmo quando eu sentir que devo fazer isso. Tomar a decisão que acredito ser a mais correta mesmo que as condições favoreçam um outro lado. Minha intuição tem estado fortÃssima ultimamente, e esse exercÃcio de ouvÃ-la só tem me trazido resultados e aprendizados positivos.
Você tem um lema para 2019? Você acha que isso seria importante para você, em algum aspecto? Por favor, compartilhe nos comentários. Obrigada.
Eu tive um ano com muitas perdas. Não foi apenas a perda maior, com a morte da minha avó, mas diversas outras perdas, internas e externas, que aconteceram este ano. Fazer esse exercÃcio, portanto, me fez ver que, mesmo em um ano com tantas perdas, eu tinha muita coisa para agradecer. E isso me fez ver 2018 com mais carinho, porque ele foi um ano fundamental para o meu crescimento pessoal e para tudo o que farei daqui em diante na minha vida.
Quis compartilhar esses agradecimentos com vocês, então este post terá um tom essencialmente pessoal.
Essas são as coisas pelas quais eu agradeço pelo ano de 2018:
Entrada no mestrado
Fazer mestrado era algo que estava na minha lista de “algum dia / talvez” há muitos anos. O plano era começar no ano que vem (2019), mas ter passado pelo processo antes, de alguma maneira, me disse que eu deveria fazê-lo agora. Eu confesso que eu teria realmente deixado para 2019 se soubesse o que aconteceria ao longo do ano. Mas ter entrado no mestrado e ter um foco diferente do dia a dia, do trabalho e de problemas diversos me salvou em vários momentos.
Lembro de um momento muito especÃfico, no meio do ano, em que eu questionei se deveria continuar. Não estava aproveitando como gostaria, porque minha cabeça não estava legal. Conversei com amigos e colegas mais próximas que fizeram mestrado, e conversei com a minha terapeuta, sobre isso, e todos me disseram: com tudo o que está acontecendo, você vai tirar da sua vida uma coisa que você está fazendo exclusivamente por você e que te faz tão bem? Isso foi muito acertado e me fez continuar.
O mestrado me ajudou a entender melhor a vida acadêmica e a ver o que esperar como pesquisadora e professora em universidades. Abriu todo um novo leque profissional a ser construÃdo e explorado a longo prazo.
Paul ficou bem depois disso e não teve qualquer outro quadro complicado pelo resto do ano.
Meus professores
Quando eu entrei no mestrado, eu pedi por um professor que fosse meu orientador (ele aceitou). É uma pessoa que admiro muito profissionalmente, e me senti honrada e desafiada por ele me orientar.
Quando eu voltei para o mestrado, no segundo semestre, recebi um carinho indescritÃvel de todos os professores. Eu tinha anunciado que ia parar um semestre com o mestrado, para dar um tempo, mas então voltei atrás e resolvi continuar. A maneira como eles me receberam, com carinho, por tudo o que tinha acontecido comigo, sem julgar ou achar “frescura”, exagero, foi muito tocante para mim.
A entrada da Silvia
Em maio, em um dos perÃodos mais crÃticos da internação da minha avó, a Silvia começou a trabalhar comigo. Quando a minha avó morreu, se não fosse por ela cuidando do backstage, cuidando das inscrições, respondendo e-mails das pessoas, contatos diversos, eu não teria dado conta do trabalho. Teria cancelado cursos e outras iniciativas que, no final das contas, me distraÃram de todo o resto.
Desde a primeira certificação que eu tirei, do GTD, em 2015, eu espero pelo momento em que estaria pronto o curso de NÃvel 3 e a viagem que eu faria para a realização do curso.
Viajei para Amsterdam em um momento particularmente desafiador. Cabeça não muito legal, levemente apertada financeiramente (segurei as finanças depois da morte da minha avó porque não estava me dedicando tanto ao trabalho quanto poderia), preocupada com o Paul por aqui, com prazos para o mestrado. Foi a viagem internacional mais curta que já fiz (menos de uma semana entre sair de SP e voltar), completamente focada em participar do curso, apenas. Mas foi uma viagem que valeu a pena tanto, em tantos sentidos.
Em primeiro lugar, pela oportunidade que o Daniel (da Call Daniel) me proporcionou em participar desse processo mais uma vez. Não tenho palavras para agradecer tamanha generosidade. Em segundo lugar, por saber que seria a última certificação. Isso me deixou nostálgica em vários momentos, porque representa o “fim de uma era”. Em terceiro lugar, por estar entre o David Allen, sua esposa Kathryn, a Ana Maria (super senior mater trainer) e toda a galera de outras franquias do mundo, que acabaram virando colegas mais próximos, o que era inimaginável para mim em anos anteriores. Em quarto lugar, mas não menos importante, por participar do fatÃdico “curso nÃvel 3”, que representa o GTD faixa preta da maneira mais simbólica possÃvel.
“Ev’rybody’s talking ‘bout Bagism, Shagism, Dragism, Madism, Ragism, Tagism This-ism, that-ism, is-m, is-m, is-m All we are saying is give peace a chance!”
Eu era uma pessoa que achava que já tinha vivido de tudo em termos de amizades, então fiquei feliz por ter novos amigos ou fortalecer amizades que eu já tinha. E trazer para a minha vida pessoas tão interessantes, tão queridas, que tenham os mesmos valores que eu – isso foi incrivelmente importante e rico. Descobri como ser feliz novamente com novos amigos.
Como eu falei, quando a minha avó morreu, eu senti a necessidade de fazer algumas coisas para me distrair. Cursos ajudam muito nisso, para mim. Eu acabei fazendo o curso básico da Pró-Vida mais para o final do ano, mas ele foi importante. Reforçou algumas crenças que eu tinha, me ajudou a refinar a prática de meditação e a valorizar as energias de uma maneira geral. Me colocou em um novo caminho de evolução espiritual que eu estava precisando.
Nosso casamento
Meu marido e eu passamos por desafios diversos nos últimos anos. Este ano, nos fortalecemos enormemente. Não vou entrar em detalhes aqui, por ser um assunto muito Ãntimo, como vocês podem imaginar, mas nunca estivemos tão bem. Eu creio que essa foi uma das melhores coisas de 2018. Amadurecemos nosso relacionamento incrivelmente, e sabemos que estamos apenas no começo, mesmo depois de quase 20 anos juntos (completaremos em 2019).
Um outro ponto de ensinamento diz respeito ao propósito e à missão pessoal. Se você for uma pessoa que se guia pelos seus valores e tem um propósito sempre em vista, as escolhas vão se tornar mais naturais e fluidas, menos preocupantes.
E, se você quer fazer algo, mas ainda não tem para quem delegar, então talvez simplesmente não deva estar em andamento. Se for mais importante que todo o resto que está em andamento, incube o restante. É para ser simples.
Eu tenho repensado muito as minhas atividades nesses últimos meses. Todo perÃodo de transição tende a ser meio caótico, pois você sai da sua zona de conforto.
Ao pensar sobre o calendário editorial (a programação de posts) desta semana, eu achei que seria bastante pertinente falar sobre construção do estilo de vida. Talvez você se pergunte o que esse assunto tenha a ver com saúde. Na verdade, ele está relacionado tanto ao tema do mês quanto a um processo mais amplo, que abriga todas as áreas da vida, e por isso ele está aqui hoje.
Do meu ponto de vista, faltou algum esporte de grupo (que hoje sinto falta), mas talvez, quando tivesse feito esse desenho, tivesse pensado tanto a longo prazo que não tenha me visto mais fazendo um esporte assim, e sim atividades mais calmas (esse raciocÃnio me parece fazer sentido).
Atividade fÃsica, como as outras áreas da nossa vida, devem ter a vida com o estilo de vida que queremos construir. Se eu não me vejo fazendo alguma coisa nessa “vida ideal” que quero ter, por que eu investiria tempo agora? (E não estou dizendo que não pode; apenas quero dizer que vale a reflexão para evitarmos perder tempo naquilo que não tem a ver com a gente).
Outro dia li sobre o Salvador DalÃ. Que, quando ele acordava sem inspiração, ele se perguntava: “o que o maravilhoso artista Salvador Dalà faria em um dia como hoje ou em uma situação como essa?”. E então ele se inspirava em seus próprios insights para poder viver um dia (e uma vida) feliz.
Quando eu montei esse mapa, a primeira categoria que me veio em mente foi realmente casa e famÃlia, especialmente em decorrência da morte da minha avó. Quando penso nesse tema, me vem à mente tudo o que eu quero que seja verdade com relação a isso. É bem pessoal, por isso não posto aqui, mas tem elementos que envolvem: uma viagem, minha mãe, meu tio, meu marido e nossa casa.
Em desenvolvimento pessoal entram elementos que, do meu ponto de vista, me farão crescer individualmente. Tem coisas sobre a minha saúde, a minha disposição, minha espiritualidade, profissão (terminar o mestrado), inglês, mindset.
Por último, os objetivos para 2018 na Call Daniel dizem respeito aos objetivos individuais que foram estabelecidos na reunião de planejamento da franquia no começo do ano, e que preciso acompanhar para saber como está esse andamento.
É um mapa para realmente fazer o acompanhamento mais de perto. Apesar de o David recomendar uma revisão a cada três ou quatro meses (e eu adoro revisar na mudança das estações), neste momento eu tenho revisado com mais frequência (pelo menos semanal) porque esse mapa tem me ajudado no alinhamento dos projetos.
Se você quiser saber mais sobre GTD, consulte nossa agenda de cursos. Obrigada.
Durante aaaaanos usei dois mapas separados para as minhas áreas de foco pessoal e as responsabilidades no trabalho. Desta vez, quis fazer um único mapa, onde tudo relacionado ao trabalho está em “work”.
Esse eu já tinha mostrado no post de sábado. Reflete quem eu sou, meus valores, princÃpios, afirmações pessoais e outros aspectos que me inspirem.
Vale a pena dizer que os mapas estão em inglês porque estou em uma imersão no idioma para aperfeiçoá-lo.
Eu aprendi com o David Allen: revise seu propósito e seus princÃpios quando precisar tomar grandes decisões.
Neste sábado de manhã (e, na verdade, vindo de um movimento que começou no meio da semana), eu resolvi revisar o meu horizonte 5 montando novamente um mapa mental com ele. Estou novamente na fase dos mapas mentais. Acho que mostram melhor todas as coisas. Então montei meu mapa do horizonte 5 de novo:
Passei todas as informações do meu Evernote para ela (todas as informações deste horizonte). Me fez muito bem colocar uma música no fone de ouvido, beber um chá quentinho e trabalhar nesse mapa. Me permitiu pensar, refletir sobre quem eu sou, e para onde as coisas vão.
Mantive os compromissos que me deixariam bem e feliz. Dei aula, encontrei pessoas queridas. Isso me ajudou a ver as coisas de outra perspectiva. Quer dizer: por que não fazemos disso o nosso dia a dia? Fazer o que nos faz feliz e encontrar as pessoas que nos fazem bem?
Reconectar com o meu propósito me fez ver tudo, tudo de uma perspectiva mais ampla. Me fez olhar para mim, olhar para dentro de verdade, e entender que eu tenho que ser mais gentil comigo mesma em todos os aspectos. Voltar para dentro ao tomar decisões importantes.