Contexto ou bloco de tempo?

Um entendimento que faz toda diferença na organização da rotina é a compreensão do bom uso de contextos.

Contexto é uma combinação de: lugar, ferramentas disponíveis (recursos), tempo disponível e seu nível de energia.

Dependendo do seu contexto, você facilita ou dificulta a execução das suas atividades. Vou dar alguns exemplos.

Se eu tiver um contexto que seja “rua a pé”, eu sei que existem coisas que posso aproveitar para fazer, como comprar algo no armarinho ou passar no banco para sacar dinheiro. Se eu tiver um contexto que seja “avulsa com o celular na mão” (haha) eu posso lembrar de fazer coisas como deletar fotos repetidas ou aplicativos, em vez de apenas ficar scrollando no Instagram.

Mas onde o contexto realmente brilha é para o “deep work”, o trabalho aprofundado, que vale para atividades que demandem concentração e estudos. Para esses casos, você pode até mesmo criar blocos de tempo (compromissos com você mesmo) na agenda, de modo que aproveite um determinado contexto para fazer diversas atividades relacionadas. Um exemplo simples: revisar materiais de uma determinada disciplina. Se você já tiver criado o contexto adequado, poderá fazer isso com mais profundidade em vez de ter que recriar esse contexto várias vezes ao longo da semana.

Alguns contextos comuns para mim hoje:

– em casa, ao acordar
– em casa, ao começar a trabalhar
– trabalhando ao computador de manhã
– no intervalo do almoço
– trabalhando ao computador de tarde
– estudando, com energia
– estudando, sem energia
– querendo descansar a mente
– na rua, a pé
– na faculdade
– no escritório
– em viagem
– em casa, no final de semana

E aí vai o pulo do gato: descobrindo os seus contextos, eles podem virar as categorias da sua lista de ações, de modo que você aproveite quando estiver em um contexto específico para atacar várias coisas de uma vez.

Nossa atenção é nosso bem mais importante. Cada distração ou mudança de contexto leva tempo para recuperar o foco. Contextos e blocos de tempo (ou de foco) certamente vão te ajudar a ter uma rotina mais tranquila e coerente, garantindo que você consiga fazer o que precisa sem tanta correria.

Checklist para revisar seus projetos anuais

Você já deu aquela revisada nos seus projetos para este ano? Se a resposta for “não”, não se preocupe: você não está sozinho. Revisar os projetos é uma etapa essencial no método GTD (“Getting Things Done”) e, ao mesmo tempo, uma oportunidade incrível de ajustar rotas, retomar prioridades e sentir aquele gostinho de progresso.

No GTD, consideramos projetos como qualquer resultado que exija mais de uma etapa para ser concluído em até um ano. Pode ser algo pessoal, como organizar sua casa, ou profissional, como entregar um grande relatório. A revisão dos projetos garante que eles continuem alinhados com seus objetivos e valores, enquanto você elimina o que não faz mais sentido.

Aqui está um checklist prático e simples para revisar seus projetos e manter o foco no que importa:

1. Atualize sua lista de projetos

  • Revise os projetos ativos: Confira se todos os projetos na sua lista ainda fazem sentido. Algum deles foi concluído ou se tornou irrelevante? Atualize.
  • Identifique novos projetos: Alguma nova demanda surgiu que precisa ser convertida em um projeto? Acrescente à lista.
  • Dê nome claro aos seus projetos: Evite nomes vagos como “trabalho”. Prefira algo como “Entregar relatório mensal”. Isso ajuda a manter o foco.

2. Revise as próximas ações

Cada projeto deve ter pelo menos uma próxima ação definida. Pergunte-se:

  • O que é a próxima ação clara e concreta para avançar neste projeto?
  • Alguma ação está bloqueada por algo? Se sim, identifique o bloqueio e registre-o.
  • Existe alguma próxima ação que você esqueceu de registrar? Atualize sua lista.

3. Alinhe com seus objetivos

  • Esse projeto ainda faz sentido em relação aos seus objetivos maiores? Se não, é hora de encerrar ou ajustar.
  • Ele reflete seus valores pessoais e profissionais?
  • Qual é o impacto esperado ao concluí-lo? Relembrar o porquê de cada projeto pode renovar sua motivação.

4. Simplifique sempre que possível

  • Algum projeto pode ser dividido em projetos menores para facilitar o progresso?
  • Você percebeu algo que está demandando energia demais para pouco resultado? Avalie se é o caso de delegar ou eliminar.
  • Se o projeto está parado há muito tempo, decida: ainda vale a pena mantê-lo ativo ou é melhor arquivar?

5. Planeje revisões regulares

Fazer uma revisão semanal dos projetos ajuda a manter tudo atualizado e alinhado. Marque esse momento na sua agenda como um compromisso com você mesma/o. Lembre-se: revisar não é perder tempo, é ganhar clareza. E não é executar nem planejar, mas atualizar seu sistema. 😉

Revisão técnica do novo livro do GTD: alguns apontamentos

Talvez você saiba, talvez não, mas eu sou responsável pela revisão técnica dos livros do David Allen no Brasil. A convite da Ed. Sextante, e em parceria com a Call Daniel (franquia do Método GTD), eu pego a tradução feita pelo tradutor profissional da editora e apenas verifico se os termos técnicos têm alguma particularidade que o tradutor, por não ser especialista no método, pode ter deixado passar. É um trabalho muito legal de fazer, que exige uma enorme responsabilidade, e me sinto muito orgulhosa por fazê-lo. Neste exato momento, estou fazendo a revisão técnica do novo livro do David, escrito junto com o Ed Lamont (da Next Action, franquia inglesa do GTD), sobre GTD para equipes. É um livro muito legal e eu gostaria de contar um pouco sobre como tem sido esse processo.

A primeira revisão que se faz é a revisão do glossário, ou dos termos mais técnicos do livro. Essa revisão é importante porque direciona a aplicação dos termos ao longo de todo o texto. Para isso, é importante ver como os termos foram traduzidos nos livros anteriores também, para gerar uma unidade de linguagem. Por exemplo, higher horizons. Se no livro do GTD ficou como “horizontes mais elevados”, a ideia é não ter no novo livro a tradução como “horizontes mais altos”. Apesar de serem termos semelhantes, palavras que se repetem ajudam na compreensão do método como um todo, gerando coerência e unidade realmente.

Um desafio com esse livro em específico diz respeito ao título dele, “Team”. Porque, traduzindo literalmente, a gente entende que se trata de “equipe”. No entanto, o David comentou que eles usaram esse nome fazendo uma alusão ao verbo to team, que significa “trabalhar em equipe”, ou seja, tem um algo a mais, demanda uma ação, é diferente. Então é meu papel pontuar essa informação para a editora, mas obviamente a escolha final do título do livro, que deve ter um impacto comercial, é deles. (eu ainda não sei como ficará, eu apenas sugeri!)

Esse é o tipo de coisa que o tradutor não tem obrigação de saber e mostra a importância da revisão técnica por alguém que “come esse negócio no café da manhã”.

O restante é leitura atenta. Eu já tinha lido o livro original 4x antes de iniciar a revisão da tradução, então sabia o que tinha ali. Isso facilita e agiliza muito o processo. Ter acompanhado as diferentes entrevistas do David e do Ed sobre o livro também ajudou demais a compreender suas motivações e exemplos dados ao longo de todo o livro. E tudo isso contribui para uma revisão técnica melhor.

O revisor técnico não está ali para corrigir traduções que não sejam técnicas ou erros de digitação ou ortografia, mas eu sinceramente acho que não custa nada fazer isso se eu encontrar algo no texto, pois sei como o processo de revisão é trabalhoso, cansativo e é comum deixar passar uma coisa ou outra.

Obviamente ajuda demais quando o tradutor faz um bom trabalho, o que foi o caso do Team. Eu lembro que a primeira versão do livro do GTD novo traduzido estava horroroso – tanto que a editora realmente teve que trocar o tradutor. Infelizmente isso pode acontecer em qualquer área de atuação mas considero que meu papel naquele momento foi fundamental para apontar as questões todas erradas no texto que fizeram a editora contratar outra pessoa.

O meu conhecimento acadêmico também conta, especialmente quando se tratam de termos que já foram padronizados em traduções anteriores. Um exemplo que aconteceu neste livro foi a tradução de “trabalho de conhecimento” que eu sugeri deixar “trabalho do conhecimento”, já que as traduções dos livros do Peter Drucker (autor do conceito) padronizaram dessa maneira.

Compartilho com vocês alguns materiais públicos já divulgados sobre o livro “Team” que eu espero que você goste. Estão em inglês por hora, mas eu pretendo gravar alguns vídeos a respeito, em breve, após a finalização do projeto de tradução do livro.

Áreas da Vida – Julho 2024

Todo mês eu gosto de fazer uma revisão do meu mapa mental com as áreas da minha vida, quando eu posso refletir sobre o quanto de atenção eu tenho dado a cada área e a identificar melhorias que posso fazer na minha vida.

Continuo usando o Mind Meister para organizar essas informações.

Na primeira camada do mapa, eu coloco as 12 áreas principais, correspondentes à roda da vida. Dei uma personalizada no nome de cada área, de modo que elas representem melhor o que cada uma delas é para mim.

Na segunda camada de informações no mapa eu coloco os tópicos dentro daquela área que fazem parte da minha vida. E, na terceira, eu especifico mais, quando necessário.

Revisar esse mapa me ajuda essencialmente a:

  1. Refletir sobre o equilíbrio das áreas na minha vida / o que demanda atenção
  2. Atividades recorrentes que posso querer fazer para cada uma das áreas
  3. Projetos que posso identificar apenas pela revisão dos tópicos

Este mês estamos focando na área de vida LAZER, então eu dou uma atenção maior a essa ramificação no mapa.

Ter esse mapa é um pressuposto para esse tipo de reflexão mensal e ajuda muito.

Listas de afazeres fluidas

Vamos pensar em listas de afazeres mais fluidas?

Sempre que eu falo sobre esse termo “listas de afazeres” as pessoas têm dúvidas. Por isso, quis escrever um post para deixar como referência.

Eu me refiro a “lista de afazeres” como toda e qualquer lista em que você coloque lembretes do que precisa fazer. Isso se aplica a pequenas tarefas, próximas ações, projetos, objetivos, acompanhamentos de tarefas delegadas, listas de compras e tudo o mais.

O que acontece – e eu imagino que seja assim porque muita gente compreende o método GTD dessa forma, apesar de não ser – é que as pessoas atribuem a “listas” apenas a famosa “to do list”, ou tarefas menores, ou considere também que as tais listas, quando organizadas para ações, se referem a contextos “fixos” como telefonemas, casa, escritório etc.

Nenhuma das duas coisas é verdade, tanto no Método Vida Organizada (MVO) quanto no GTD.

Se você ler o livro “A Arte de Fazer Acontecer” (Sextante, 2015), verá que o David chama até mesmo o Calendário de lista. Não precisamos complicar as coisas. Quando se fala em lista, você pensa no quê? É exatamente isso. Não é para complicar.

Os contextos também devem ser fluidos. O que o David traz no livro (telefonemas, casa, rua, escritório etc.) são apenas pontos de partida, exemplos para você começar e personalizar os seus. E um contexto pode existir durante algum tempo e depois você tirar essa lista, criar outras etc. É para ser fluido. Esse é o grande lance.

Toda vez que faço alguma live alguém me pergunta “você organiza as suas listas POR CONTEXTO?” e essa pergunta é tricky porque, obviamente, 1) ações sim e 2) a definição de contexto engloba coisa pra caramba que provavelmente quem fez essa pergunta ainda não tem esse conhecimento. Exemplo:

Neste exato momento, eu estou no Brasil. Ontem, eu criei uma lista no meu Google Tasks chamada “Brasil”, simplesmente. Significa que Brasil é um contexto? Sim. Significa que estar no Brasil é um projeto? Também sim. A grande questão é que NÃO IMPORTA. Nossa produtividade não é sobre a semântica, sobre os termos que usamos, mas sobre o método que utilizamos para gerenciar as coisas que precisamos fazer – e fazemos! Não é sobre organizar as listas – é sobre organizar o mínimo as informações de modo que você consiga acessá-las no momento oportuno e faça o que precisa fazer. Não importa se a lista “Brasil” é um contexto ou de suporte ao projeto. Isso não faz a menor diferença. O que importa é que eu tenho listado o que preciso fazer enquanto estiver no Brasil, vejo aquela lista sempre, e vou executando as ações.

Você pode querer ir ao mercado esta semana e, então, cria uma lista “mercado” provisória para ir colocando ao longo da semana os itens que precisam ser comprados. Quando essa lista estiver vazia, você pode deletá-la se quiser. Futuramente, cria de novo. E assim por diante. Não é para ser complicado. É para simplificar ao máximo. É para facilitar a vida, não te dar mais trabalho.

O complemento que o MVO faz ao GTD é que, uma vez por semana, quando eu planejo os meus próximos sete dias, eu olho as minhas listas e vejo se tem algo ali que vai demorar mais tempo, ou eu quero me dedicar com mais concentração, e além de ter nas listas eu designo um bloco de tempo no meu calendário também, de modo que eu planeje um tempo para fazer aquilo no melhor dia para mim, ao longo da semana. Isso me ajuda a ter uma noção de “quantas coisas cabem” e também sinto que priorizo o que é mais importante.

Listas são apenas lembretes do que você precisa fazer. Não complique mais do que a nossa vida, em si, já é complicada pacas. Se está te ajudando, tá certo. Não conserte o que não está quebrado. 😉

Revisão de 5 anos

O período de cinco anos pode ser considerado um período de médio prazo, em que é possível trabalharmos na construção das coisas – do estilo de vida que queremos viver.

Cinco anos atrás era 2019. Mal dá para acreditar. Pensando sobre isso recentemente, eu percebi como os anos da pandemia parecem com um “borrão” no tempo. Eles existiram, muita coisa aconteceu, ao mesmo tempo que parece que 2019 foi ano passado.

De 2019 para cá, o meu filho se tornou adolescente. Eu mudei de casa. Consolidei o meu negócio. Terminei um mestrado e comecei um doutorado. Parei de trabalhar ministrando cursos de GTD. Amadureci o Método Vida Organizada. Fiz um intercâmbio (ainda estou nele). Muita coisa mudou, em definitivo.

Aqui vai então uma revisão dos objetivos de médio prazo que eu tinha cinco anos atrás e como eles foram desenvolvidos ao longo dos últimos anos:

Construir, em todas as áreas da minha vida (trabalho, saúde, finanças, lazer, casa, tudo), modelos sustentáveis (no sentido de durarem a longo prazo) de viver, pensando em uma velhice tranquila e significativa.

Isso sinceramente ainda está em construção. Passei por muitos altos e baixos nesses anos. Mudei muito. Eu ainda tenho esse objetivo, mas eu diria que ele se tornou mais um objetivo de vida que algo a médio prazo mesmo. Tanta coisa aconteceu. Minha avó morreu, eu me separei, o Bolsonaro foi eleito (isso mudou minha relação com a política para uma visão mais radical e um senso de comunidade ainda maior). Muita coisa aconteceu nesses últimos cinco anos.

Garantir a melhor formação possível para o Paul que estiver ao meu alcance. Isso inclui não apenas a formação escolar, mas também de valores, educação e vida como um todo. Agora ele tem 10 anos e está entrando em uma fase crucial da vida, na qual é extremamente importante estar perto e apoiar, para que esse vínculo nunca se desfaça (a adolescência é um desafio).

Esse objetivo eu posso considerar concluído até então. O Paul é uma pessoa incrível. Mas ainda tem chão pela frente, nesse sentido do companheirismo e maternagem, obviamente. E ele ainda tem todo o Ensino Médio pela frente.

Minha mãe mora em outra cidade, e já está claro para nós que em algum momento ela terá que vir morar mais próxima de nós, especialmente porque São Paulo capital tem uma estrutura de saúde melhor, caso ela precise – o que sempre é uma questão a se considerar quando falamos de cuidados com idosos.

Bom, depois de cinco anos, minha mãe ainda não quis se mudar. Em determinado momento, ao longo dos últimos cinco anos, eu aceitei que eu não tinha qualquer poder de decisão nisso – cabia a ela. Então decidi que meu papel era simplesmente apoiá-la no que ela precisasse e quisesse fazer, e por hora ela está bem lá onde ela mora e não precisou mudar para São Paulo ainda.

Eu amo o meu trabalho e quero fazer o que faço até o meu último dia de vida, em termos de propósito. Porém, em termos de formatos, nunca se sabe o que pode acontecer – se posso ficar inabilitada para alguma coisa, por exemplo. Logo, precisamos sempre ter “planos B” para a velhice, visando segurança, simplesmente. Então, meus investimentos serão sempre no sentido de pensar: se eu não puder mais trabalhar como faço hoje, como vamos ficar? Todo o meu trabalho, minhas finanças, nossa casa, estilo de vida, é voltado para construir uma velhice tranquila. A velhice já é desafiadora por si só com seus diversos elementos naturais – ficar preocupada com outros fatores que podem ser coordenados antes é tudo o que uma idosa não precisa.

Com base nisso eu comecei a fazer uns investimentos, mas confesso que gostaria de ter guardado mais dinheiro do que efetivamente guardei. Eu ajudei muita gente durante a pandemia. Tive amigos que correram o risco de ir morar na rua porque não tinham rede de apoio e não conseguiam pagar o aluguel. Apoiei projetos. Investi em pessoas. Colaborei financeiramente com muitas causas. Não me arrependo de nada disso, mas é importante citar porque foi por esse motivo que eu não guardei mais dinheiro “para mim” nesses anos todos. Me sinto privilegiada por poder ajudar em vez de apenas “acumular”.

Finalmente, cheguei a um ponto da minha vida em que me sinto mais madura para desenvolver uma tese. Poderia ter feito mestrado e doutorado na casa dos 20 anos? Poderia, e certamente teria sido muito bacana. Mas, hoje, estou na vibe de fazer isso. É diferente. Amadureci meu ponto de vista sobre o meu trabalho, sobre a sociedade, sobre o mundo, e acredito que consiga contribuir de verdade com o que tenho a desenvolver. Essa tese é a que quero desenvolver nos próximos anos com o doutorado e com todos os pós-doutorados que eu vier a fazer. Será meu legado para o mundo, já agregado ao trabalho que faço com o Vida Organizada.

Bom, entrei no doutorado e ano que vem defendo a tese sobre produtividade compassiva. Não tem sido um caminho fácil, mas foi algo grandioso que coloquei na minha vida e a mudou significativamente.

Fazer uma revisão dos meus objetivos de médio prazo de cinco anos atrás foi interessante para ver como alcancei alguns, evoluí em outros, fui mais devagar em alguns deles. A vida continuou acontecendo, mesmo com a pandemia e outros desafios. O negócio é continuar refletindo sobre a vida que estou construindo para mim e para os meus, e fazendo ajustes que impactem na minha relação com o hoje, para viver uma vida mais significativa e plena. Espero que vocês tenham gostado desse post.

GTD Summer Camp 2024

No último final de semana eu tive a honra de participar do GTD Summer Camp – uma imersão organizada pela franquia do GTD na Dinamarca todo mês de junho. Aconteceu em um hotel de conferencias no distrito de Slagelse, a mais ou menos 1h de trem para Copenhagen. ????????

Eu participei realizando uma palestra sobre Produtividade Compassiva junto com o Método GTD. Apesar de inglês nao ser minha lingua natal, eu aceitei o desafio de ministrar essa tarefa e participar dos dois dias de evento conduzindo conversas em grupo sobre ideias para implementação das ideias que levei.

Além de mim, tivemos um bate-papo com o Ed Lamont e o David Allen sobre o seu novo livro, o GTD Team – que eu já estou ajudando na tradução brasileira! – e workshops diversos – sobre horizontes de foco, revisão semanal e ferramentas da Microsoft para o GTD.

Também tive a oportunidade de conhecer um pessoal que está fazendo um jogo baseado em Magic e GTD e fiquei maravilhada porque amo ambas as coisas! Em breve novidades sobre isso também!

Aqui está um resumo dos tópicos apresentados:

  • Importância da produtividade compassiva
  • Empatia e equilíbrio na produtividade
  • Transição do modelo tradicional para o novo modelo de produtividade
  • Benefícios da nova abordagem
  • Elementos-chave: comunicação, compreensão mútua, suporte emocional
  • Integração do GTD e produtividade compassiva
  • Níveis de energia e ritmos circadianos
  • Equilíbrio entre vida pessoal e profissional
  • Liderança compassiva

Pretendo produzir mais conteúdos sobre este tema, tanto em português quanto em inglês. O evento destacou o quanto esse tema é necessário no mundo todo e a importância de expandi-lo para um público global.

Enfim, muito obrigada pelo convite, por me receberem tão bem, por todo o carinho, network e conhecimento compartilhado! Se eu tiver chance, participarei anualmente. É uma comunidade incrível sendo construída ali.

Obrigado a todos que participaram e contribuíram para este evento enriquecedor.

Depois da reflexão no mapa mental, onde organizar os projetos?

Na semana passada eu publiquei um post mostrando que é possível organizar a LISTA de projetos em formato de mapa mental. Eu penso que, para algumas pessoas, o formato de lista não é muito assertivo, enquanto que outros formatos, como mapas mentais ou quadros, sejam melhores. Fica aqui a dica: entenda o que funciona melhor para você e busque ferramentas que te auxiliem, em vez de tentar se encaixar em uma ferramenta que não combina com seu fluxo de raciocínio (não é todo mundo que gosta de lista).

Em resumo, você pode organizar sua lista de projetos em formato de mapa mental. É uma das maneiras. Você escolhe. Eu publiquei o post para dar uma ideia de como fazer.

Minha organização atual de projetos, desde agosto, mais ou menos, tem sido no Notion, justamente para fazer alguns testes na ferramenta e ir mostrando para vocês. Inclusive já teve post aqui no blog trazendo algumas ideias.

Vale dizer que acostumar-se com uma ferramenta, fazer testes, é um projeto por si só, que pode levar meses, até um ano. Eu não quero apressar as coisas e, sinceramente, pelo pouco que conheço da mente humana, nem dá pra apressar. Instalar listas em uma ferramenta você pode fazer em um só dia, mas o processo de povoar com informações é diário, leva tempo, e se acostumar à ferramenta leva mais tempo ainda. É necessário dar-se esse tempo. É fato que algumas ferramentas são mais intuitivas, como o Todoist, por exemplo, mas mesmo assim a gente, como ser humano, como “ser de hábitos”, precisa de tempo. Eu gosto do Notion, estou dando uma chance a ele, mas leva tempo para me acostumar e rodar em “estado de cruzeiro”. Eu digo isso porque sempre surgem perguntas sobre o assunto.

Por enquanto estou usando os seguintes status em um projeto: em andamento, concluído e “iniciar em 2021”, que é basicamente um categoria de projetos em espera ou incubados. Eu ainda tenho uma página para todos que estão incubados, e tentando avaliar se vale a pena manter separado ou dentro de um mesmo banco de dados, apenas alterando o status. (já testei das duas maneiras e ainda tenho dúvidas sobre o que funciona melhor para mim, por isso sigo testando)

Já testei outras propriedades e informações e por hora isso me atende bem.

A lista de projetos estar organizada no Notion significa que eu vou revisá-la semanalmente para garantir que existam próximas ações definidas para cada projeto em andamento. As ações definidas serão organizadas em:

  • na agenda do Google, caso precisem ser feitas em um dia ou em um horário específico;
  • na minha lista de ações no Todoist, caso tenham que ser feitas o quanto antes, com ou sem prazo;
  • na minha lista de follow-up no Todoist, caso eu delegue para outra pessoa e precise fazer o acompanhamento.

Se eu identificar algo que precisa ser feito no projeto mas ainda não dá para fazer, eu coloco essa informação dentro do próprio projeto. Assim:

Se o processo de revisão semanal estiver certinho, toda semana vou revisar essa informação e, se já for o momento de fazer, ela vai para o Todoist.

Deixe um comentário caso tenha alguma dúvida sobre esse processo. 😉 Obrigada por acompanhar.

Mapa Mental com as Áreas da Vida (Novembro 2020)

Todo mês eu gosto de fazer uma revisão das áreas da minha vida para garantir que elas estejam em equilíbrio e também identificar pontos de atenção. Eu já tinha feito a revisão deste mês mas, para o planejamento 2021, eu revisei novamente com o foco de construir e atualizar esse mapa para entrar no ano novo com um mapa completinho que represente a minha vida.

Recentemente voltei a usar o Mind Meister (ferramenta online para criação de mapas mentais) para isso porque prefiro a visualização em formato de mapa, além de gostar de manusear a ferramenta.

É sempre muito bom fazer esse acompanhamento. Não há uma só vez que eu revise esse mapa e não tire algum aprendizado dessa revisão, mesmo que esteja tudo em ordem. Me faz lembrar do que é importante.

Sabe, pode parecer repetitivo estar fazendo tantas revisões parecidas ultimamente, mas é justamente esse pouco a pouco que a gente faz diariamente que deixa a gente mais próximo do que é prioridade e permite que a gente consiga olhar para o ano que vem e planejá-lo com mais assertividade.

Minha área de foco para o ano que vem será finanças, então vai ter bastante coisa pra desenvolver dentro dessa área no mapa. 🙂

Esse mapa representa as áreas da minha vida, as “sub-áreas” e as minhas responsabilidades dentro delas. Eu tenho outros mapas correspondentes ao que é chamado de Horizonte 2 dentro do GTDâ„¢, como responsabilidades profissionais, e a ideia é ir compartilhando por aqui com vocês sempre que eu fizer novas alterações, como as que mostrei neste post.

Acho que vale a pena finalizar este post respondendo a pergunta que pode surgir: por que você tirou do Notion essa parte do seu sistema e colocou no Mind Meister de novo? Eu gosto muito do Mind Meister como ferramenta, para manusear mesmo, e mesmo que pudesse colocar “dentro” do Notion ou de outra ferramenta, não gosto de ter esse tipo de retrabalho. Acho que, assim como a agenda do Google, é uma ferramenta que sou tão acostumada a usar que acabo sempre voltando a ela quando sinto falta. É bastante pessoal – mais pessoal que técnica mesmo, a escolha.

Nota de esclarecimento: painel GTD no Trello atribuído a Thais Godinho

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Hoje eu estava ministrando um workshop de Trello para os meus alunos e, ao navegar pelos modelos / templates, me deparei com esse modelo da foto (Método GTD no Trello), atribuído a mim, com meu nome e minha foto.

Entrei no quadro para ver se ele tinha sido criado baseado em alguma postagem minha do Vida Organizada e o quadro tem várias coisas nada a ver, coisa de pomodoro misturada com GTD, enfim.

NÃO fui eu que criei esse quadro, não tem boas práticas de GTD nele, e não autorizei o meu nome e a minha imagem nesse modelo.

Nada contra, e inclusive me coloco à disposição do Trello para montar esse quadro, se eles quiserem. Mas é complicado criarem um quadro que não tenha boas práticas de GTD e ainda atribuírem a mim, como se eu o tivesse criado.

Fica aqui a nota de esclarecimento para que vocês saibam, caso acessem esse quadro. Obrigada.

Projetos no Notion

Neste post quero compartilhar como tem sido a minha experiência organizando a minha lista de projetos no Notion. Estamos falando dentro do contexto do método GTD (Getting Things Done), cuja definição de projeto é: todo resultado desejado que tem múltiplos passos e pode ser concluído em até um ano e deve ser revisado pelo menos uma vez por semana.

Já falei sobre calendário, lista de próximas ações e outras listas do “térreo” do GTD, que representam o dia a dia.

Na minha homepage do sistema GTD no Notion, eu tenho as listas separadas por horizontes. Em Horizonte 1, coloco os Projetos e Algum dia, talvez, que explicarei em outro post.

Tenho uma página então chamada Projetos com a visualização padrão de tabela, onde listo todos os meus projetos em andamento (os projetos que não estão em andamento estão na lista Algum dia, talvez, em outra página. eu tentei organizar na mesma tabela dos projetos, apenas usando tags diferentes, mas não rolou, ficou melhor fazer em uma página separada e “mover” algum pra lá sempre que necessário).

Já tentei diversas formatações e configurações e, para mim, o que funciona melhor é ter essa lista de visualização simples, apenas com o nome do projeto e a data de início dele.

Mas você também pode ter outros estilos de visualização, como painel (por áreas de foco ou categorias, como criei) ou galeria. Essas visualizações podem ser baseadas nas propriedades que você criou dentro de cada projeto, então configure conforme as suas necessidades de visualização e revisão.

Dentro do projeto, também já fiz vários testes (e vou compartilhar aqui), mas atualmente está assim, basicamente:

Data de início, a categoria e a relação com algum objetivo do Horizonte 3.

Antes eu tinha colocado relação com Horizonte 2 (a área de foco) e com as próximas ações, para linká-las, mas eu não gosto de fazer isso, porque me complica a vida, levando a um microgerenciamento que eu não acho necessário para as minhas circunstâncias de vida hoje. Mas pode funcionar para você, então é importante saber que, se você precisar, basta criar essa propriedade.

Na parte de baixo, na página mesmo do projeto, criei uma seção para o MPN (Modelo de Planejamento Natural, onde coloco propósito, princípios, visão, brainstorm e organização do projeto) e o material de suporte ao projeto. Nem todo projeto tem essas mesmas informações, só quando há necessidade. Alguns projetos são mais simples.

Aí o material de suporte pode ir entrando por páginas infinitas. Vou criando as páginas conforme o número de informações for muito grande para ficar apenas na página do projeto em si.

Quando um projeto é concluído, eu o movo para uma página que criei chamada “Concluídos 2020”, que uso até mesmo como referência para escrever os posts de resumo do trimestre aqui no blog e também para reavaliar meu ano quando ele estiver acabando. Aí eu avalio o que, dentro desse material de suporte, eu ainda quero guardar em outro lugar, no arquivo de referência geral.

Uma vez por semana, geralmente aos domingos, eu reviso todos os projetos em andamento para:

  • atualizá-los;
  • garantir que todos tenham pelo menos uma próxima ação definida;
  • mover os que não quero focar no momento para “algum dia, talvez”;
  • mover os concluídos para a página de “concluídos 2020”.

É isso. É bem simples, na verdade. Com o passar dos anos, usando GTD, fui simplificando as ferramentas de modo geral. Inclusive já mudei várias coisas desde a última vez que postei sobre as próximas ações etc. Mais para a frente vou fazer um apanhado dessa série de posts e faço uma atualização.

Espero que o post tenha sido útil e, caso você tenha alguma dúvida, por favor, deixe nos comentários. Obrigada.

Outras listas do “ground” no Notion

Há alguns dias eu compartilhei com vocês como estou organizando a minha lista de próximas ações no Notion e o teste que fiz com calendários na ferramenta.

Como eu comentei no post sobre calendário, eu ainda prefiro manter a agenda do Google como calendário, apesar de achar que o database de calendário no Notion possa ser usado como um bom recurso de planejamento e suporte a projetos.

A lista de próximas ações é a minha “master list” com tudo o que eu tenho que fazer e que está na perspectiva de ações (não projetos ou objetivos). No post, mostrei quais as propriedades que você pode usar para categorizar e filtrar, sempre tomando o cuidado de não cair no microgerenciamento.

Existem algumas naturezas de coisas que também são afazeres de modo geral, no terreno das ações, mas que não faziam sentido eu manter na lista master de próximas ações. São elas: assuntos a tratar, aguardando resposta e textos para ler informalmente.

Em “Assuntos a tratar”, tenho uma página então com a lista de pessoas com as quais eu tenho assuntos a tratar quando estou com ela diretamente ao telefone ou pessoalmente.

Eu basicamente listo as pessoas e, dentro da página de cada uma delas, vou listando os assuntos que tenho a tratar. Ainda vou testar durante alguns meses se é um formato que funciona para mim, mas por enquanto tem funcionado.

Listo os assuntos que tenho a tratar com cada pessoa e marco com “check” quando conversei.

“Aguardando resposta” é a lista que preciso fazer follow-up toda quinta-feira para acompanhar o que estou aguardando de outras pessoas. Essa página está bem legal porque consigo colocar o que estou aguardando, de quem, desde quando e qual o projeto relacionado, se necessário. Sinceramente, não precisa ter o projeto vinculado. Coloquei só para mostrar que existe essa possibilidade porque muitos de vocês sempre me perguntam “como linkar ações aos projetos”.

Já a página de ler / revisar é basicamente uma lista de artigos que salvei da Internet para ler sem pressa, quando quiser.

A ideia dessa lista é inserir textos para compôr uma grande “revista personalizada”, onde coloco textos que me interessaram, para ler nas “horas vagas”. Não são coisas que eu TENHO que ler devido a um projeto ou outra prioridade – essas estariam na lista de próximas ações. Eu mantinha esse banco no Evernote e agora trouxe para o Notion basicamente importando as notas desse caderno que eu tinha no elefante.

Eu não coloquei mais nenhuma propriedade porque não achei necessário, mas você pode colocar a caixa de check, ter categorias de assuntos para escolher o que quer ler etc, se quiser. Quando termino de ler, geralmente deleto a página, mas se você achar interessante você pode querer guardar no seu arquivo de referência, dentro da própria ferramenta, apenas migrando a página de lugar.

Com este post, eu encerro a parte do “térreo” para configurar o GTD dentro do Notion. Ainda farei vários outros posts falando sobre como organizar projetos e outros elementos do método GTD para você verificar o que se encaixa no seu processo pessoal de organização. Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário. Obrigada. 😉

Próximas Ações no Notion

Neste post quero compartilhar como tem sido a minha experiência organizando a minha lista de próximas ações no Notion. Eu uso o termo “próxima ação” dentro do contexto do método GTD (Getting Things Done), o que normalmente as pessoas chamam de “lista de tarefas” ou “todo list”.

Já falei sobre calendário. Clique aqui para ver. >

Basicamente, criei uma página chamada “Próximas Ações”e, dentro dela, uma tabela inline.

A maneira mais simples de fazer é apenas listar as suas próximas ações. Mas eu quis criar uma tabela com várias propriedades, para testar essa parte da ferramenta, pois sei que muitas pessoas gostam de categorizar suas ações. Minha recomendação é: tome cuidado para não perder mais tempo categorizando e organizando que executando as ações em si (microgerenciamento).

Quando clico em “new”, abre a caixinha para inserir uma nova ação, e essas são as propriedades que criei para testar e compartilhar com vocês:

No Notion, o conceito chave está na construção de bancos de dados. Aqui, estamos criando um banco de dados para todas as suas ações, ou tarefas, que você pode até chamar de “master list”. Ou seja, nela você tem um resumo de tudo o que precisa fazer no nível de ações (não de projetos ou objetivos, que têm por si sós ações vinculadas).

O fato de termos um banco de dados para ações nos permite linkar esse banco em qualquer outro lugar do programa, caso a gente queira. Por exemplo, se você quiser criar uma página inicial toda personalizada, e quiser inserir nela esse banco, com algum filtro (ex: ações com prazo para este mês), você consegue. Mas isso é questão de personalização, e cada um deve elaborar de acordo com as próprias necessidades. 😉

Segue então uma explicação sobre as propriedades que criei para que você veja o que pode fazer sentido para você:

Título: aqui deve entrar o nome da ação. Ex: comprar ração para o cachorro.

Contexto: que lugar, situação ou ferramenta você deve ter para realizar aquela ação. Você pode usar as sugestões de contextos do GTD ou criar os seus. Personalização é sempre a chave quando se trata de um contexto. Exemplo de contexto: em casa. Mas “estudando” também pode ser um contexto. Você deve observar o seu dia para ver quais são os contextos que se repetem, a fim de aproveitar melhor a sua produtividade.

Prazo: propriedade de data, onde coloco prazo quando realmente tem prazo.

Desejável fazer até: se o prazo não for real, mas apenas desejável, eu coloco aqui essa propriedade de data. Por exemplo, uma ação pode ter como prazo segunda, mas é desejável fazê-la até sexta. Quando for assim, posso usar esta propriedade.

Anexos: caso a ação tenha algum anexo, coloco aqui. Ex: um boleto.

Criada em: propriedade automática do programa, mostra quando a ação foi criada. É interessante manter para saber há quanto tempo a ação entrou até o momento que você a executou. Acho interessante para avaliar o que ainda é relevante ou o que talvez possa ser delegado porque você não está dando conta de fazer.

Duração: se você tiver uma estimativa de quanto tempo vai levar para executar essa ação, pode colocar ali alguns critérios. Muitas vezes, a estimativa não é real, e levamos menos ou mais tempo para executá-la. de qualquer maneira, pode ser uma boa maneira de filtrar o que você pode fazer de acordo com o tempo que tem. Por exemplo, se você tiver meia hora antes de sair para almoçar, pode ser útil olhar todas as ações que você pode fazer nesse tempo disponível. Se esse critério for útil para você, use com sabedoria. Eu gosto de usar esses critérios: menos de 15 minutos, um pomodoro (cerca de meia hora), menos de uma hora e mais de uma hora (que muitas vezes denota a necessidade de planejar um tempo na agenda, se for o caso, para conseguir executar).

Feita? Uma checkbox para você marcar como concluída. Essa propriedade é interessante porque, como vou mostrar abaixo, eu uso um filtro na tabela para me mostrar apenas o que ainda não foi concluído.

Nível de energia: parecido com os contextos, o nível de energia é como você tem que estar para conseguir executar aquela ação. Mais concentrado? Pode fazer enquanto estiver meio distraído? Demanda força física? Enfim, tal personalizável quanto os contextos, pode ser um critério interessante. No fim das contas, como disse o David, “tudo é contexto”.

Prioridade: você pode criar critérios diversos para definir prioridades. Pode usar aqueles critérios “A-B-C”, se quiser, matriz Eisenhouer, tríade do tempo, enfim. Eu uso o critério do GTD, que tem a ver com os horizontes. Então, se a ação for relacionada a um projeto, ela tem uma estrelinha – se for relacionada a uma área de foco, tem duas – se for relacionada aos horizontes mais elevados, tem três estrelas. Eu criei as estrelinhas usando emojis. Inclusive, vale dizer que é legal usar emojis se você quiser. Dá um ar mais lúdico pra lista.

Projeto relacionado: caso a ação seja relacionada a algum projeto, você pode clicar nessa propriedade e selecionar, dentro de outro banco de dados (o de projetos, criado em outra página), quais os projetos que a ação está relacionada. Se quiser, você pode criar propriedades para os outros horizontes também. Eu mantive apenas de projetos porque é o horizonte imediatamente acima e, para mim, faz mais sentido. Mas a ideia é demonstrar o que você pode fazer com a ferramenta, então personalize conforme suas necessidades.

Status: você pode criar status diversos para suas ações. Eu uso apenas dois: próximas ações e incubadas. Ou seja, o que já posso executar e o que está em espera por algum motivo.

Sugestão de dia: caso a ação não precise necessariamente ser feita em determinado, mas você quer se planejar para fazê-la, por exemplo, no sábado, você edita aqui. Melhor do que inventar prazo lá em cima e se confundir com o que tem prazo real.

Sugestão de período: mesmo sentido do dito acima, caso você prefira fazer aquela atividade de manhã, de tarde ou de noite. São apenas critérios de escolha.

URL: você pode linkar aqui alguma URL que seja de apoio à exeução da ação. Ex: fazer cadastro em tal site – aí você linka o site para não ter que ficar procurando na hora de executar.

Sobre possibilidades de visualizações. Acredito que faça sentido a visualização em tabela, pois se parece mais com uma lista, mas você também pode visualizar por painéis, galeria e calendário. Por exemplo, por contexto, energia, duração, pode ser legal visualizar como painel (com colunas). Já por prazo, você pode querer colocar a visualização de calendário. Minha recomendação é criar diferentes visualizações conforme a sua demanda, e já deixá-las “salvas” para consultas posteriores.

Eu estou usando como base a visualização de tabela e deixo habilitadas (visíveis) as seguintes propriedades: feita?, nome da ação, contexto, prazo, duração, energia e se tem anexo. No “filter”, coloco duas propriedades: status > próxima ação e caixinha de feita? desmarcada. Desse modo, ele me mostra apenas as ações que já posso executar e que ainda não foram concluídas. Caso eu queira visualizar outras, clico na ação em si para ver na janelinha ou crio uma nova forma de visualização com os critérios que preciso.

Eu migrei oficialmente toda a minha lista do Todoist manualmente e estou testando o Notion para as ações, e para mim têm funcionado. Fazer em uma ferramenta nativa para gestão de listas como o Todoist é mais fácil e prático? Sem dúvida, mas estou testando outra ferramenta, faz parte do meu trabalho.

O que mais sinto falta é o recurso de transformar um e-mail em uma ação rapidamente. Com o Todoist, basta clicar no botão dentro do meu Gmail e ele cria uma ação linkada ao e-mail. É muito prático. No Notion, por enquanto só consigo fazer manualmente. Mais uma vez, dá pra fazer, só leva mais passos. Você tem que avaliar o que vale a pena para você em termos de processos.

Sobre ter migrado manualmente. De modo geral, sempre prefiro, pois isso me permite uma análise de cada ação para verificar o que ainda é prioridade e faz sentido manter, além da oportunidade de reescrevê-la, tendo mais clareza sobre o que deve ser feito.

Vale dizer que a lista de próximas ações é o que deve te guiar no dia a dia sobre “coisas que devo fazer”, junto com o calendário, obviamente. Não é para ter que ficar entrando na lista de projetos, por exemplo. Na revisão semanal, você deve revisar seus projetos definindo próximas ações justamente para não ter que ficar acessando cada um deles ali ao longo da semana, e dar cabo o quanto antes em todas as ações listadas ali.

Se você usa Bullet Journal também, basta ver a lista de próximas ações como uma grande collection que está em outra ferramenta e você usa como consulta diária para escolher o que fazer no dia.

É óbvio que você vai acrescentar novas ações todos os dias, então essa lista nunca vai ter fim. Mas a ideia é trabalhar nela com foco em fazer tudo.

Por enquanto estou curtindo ter a lista ali! Vamos ver com o passar do tempo.

Espero que o post tenha sido útil e, caso você tenha alguma dúvida, por favor, deixe nos comentários. Obrigada.

Clube do Livro: A Arte de Fazer Acontecer (livro do GTD)

Oi pessoal, tudo bem?

Este post é para divulgar um novo projeto que estou começando, que é a leitura em conjunto do livro do GTD (“A Arte de Fazer Acontecer”, David Allen).

O propósito desse projeto é ajudar quem quer se aprofundar no GTD, então é para quem é nerd, ponto. 🙂

Como vai funcionar

  • O ideal é que você tenha o livro na versão mais recente (2015, da Ed. Sextante) e possa ler os capítulos da sessão antes. Afinal, é um clube do livro. 😉 E sim, tem que ser a versão mais recente, é outro livro, totalmente reescrito. Você até pode ter o livro da Campus, mas vai perder vários pontos e capítulos novos da versão de 2015. Clique aqui para comprar seu livro na Amazon.
  • Teremos 1 encontro por mês. Pretendo variar os dias e horários para que todos possam ter a chance de participar ao vivo alguma vez. O primeiro encontro será em um sábado de manhã (sempre horário de Brasília).
  • O encontro será uma LIVE para que possamos passar pela leitura juntos e tirar dúvidas a respeito dos capítulos do encontro em si. Então você pode participar caso tenha dúvidas e fazer seus comentários.
  • Todas as LIVEs ficarão gravadas, caso você não possa participar ao vivo.
  • Essas LIVEs não substituem a sua leitura do livro nem os cursos do GTD. Não são um curso! São apenas uma iniciativa de estudo e aprofundamento para quem tiver interesse nesses pontos.
  • Não há uma previsão de número de encontros.
  • Se o formato funcionar, podemos fazer com outros livros. Vamos ver!

Como participar

  • A organização dos encontros é feita pelo grupo GTD em Português no Facebook. Inscreva-se no grupo.
  • Se você não usa mais Facebook, mensalmente eu agendo o próximo encontro no meu canal no YouTube. Basta você se inscrever no meu canal e ativar o lembrete de cada evento assim que ele for agendado. O encontro 1 acontecerá amanhã, dia 29 de agosto, às 10h.

Meu propósito de vida é ser uma das pessoas no mundo que cuidam com amor do legado do David e ajudar a disseminar o método GTD em língua portuguesa. Este projeto está alinhado com esse propósito. 😇

Calendário no Notion: rola?

Estou com dificuldades para começar essa série sobre o Notion aqui no blog porque, cada vez que começo a escrever, imagino que seria melhor escrever outra coisa antes e… assim passam-se os meses, e nenhum post entra. Minha proposta atual então é simplesmente começar escrevendo sobre algum tema e, aos poucos, ir abordando tudo o que eu queria abordar. Espero que dê certo essa estratégia!

Eu criei uma página inicial no Notion com todas as categorias do GTD (minha proposta) e, a partir dela, estou fazendo testes do sistema para trazer esse conteúdo para vocês.

Vamos lá. Existe um vídeo oficial da Notion demonstrando como usar o formato de calendário. Está em inglês, mas dá para entender pois ele é bastante demonstrativo.

Eu já aprendi nos últimos anos que, para calendário, usar uma ferramenta nativa de calendário e usar uma ferramenta digital é o que me atende melhor. Por quê? Puxa, vários motivos. O digital é prático para calendário – envio convites, subo arquivos anexos, crio recorrências – só essas três coisas já são suficientes para me convencer de que a agenda digital é mais prática para mim.

Ter uma ferramenta digital que não seja nativa de calendário implica apenas uma única coisa na minha cabeça: mais trabalho. Porque, se ela não tiver os recursos do calendário digital, qual seria exatamente o ponto de tê-la? Aí sim, pensando sobre o propósito, pode ser que seja um viés interessante para a gente começar.

Eu posso usar o calendário como uma nota informativa, como planejamento, como uma visão específica para um determinado projeto, mas não necessariamente como uma ferramenta guia. Ou seja, funciona ver a visualização de calendário como um recurso no Notion, mas não como agenda mesmo, para mim.

Por exemplo, posso ter um projeto intrincado que tem muitos prazos e, na revisão semanal, faz sentido abrir em formato de calendário para me planejar melhor. Mas isso não significa que esse calendário entre como meu calendário principal, mas sim como referência.

Ou posso querer usar o calendário como guia ali dentro, mas entendendo que isso vai me demandar uma frequência de atualização maior, já que ele não cria recorrências etc etc.

O Notion tem a visão mensal de calendário como padrão, mas já vi outras pessoas fazendo uma visão semanal através da visualização de boards, criando manualmente uma coluna para cada dia da semana, por exemplo. Fica realmente a critério de cada um. Acho que ter a visualização apenas mensal é um ponto negativo para a ferramenta hoje, mas acredito que seja um ponto que eles resolvam em algum momento, porque não faz sentido.

Uma coisa bacana de criar o calendário no Notion é a possibilidade de criar as categorias para visualizar o que você precisa momento a momento. Por exemplo, você pode ter uma categoria (ou propriedade, como ele chama) para aulas, outra para consultas médicas, outra para reuniões e por aí vai. Quando quiser ver todas as suas reuniões no mês, basta selecionar para visualizar o calendário com essa propriedade. Mas isso dá pra fazer na agenda do Google criando várias agendas também.

Depois de testar durante algum tempo, digo sem medo de ser feliz que ainda prefiro continuar com a minha agenda do Google para organizar informações e usar como guia. Porém, o recurso de calendário dentro do Notion é bastante útil para planejamentos diversos e, para isso, posso usar sim, mas não como guia, com informações organizadas. Acredito que eu já tenha uma ferramenta excelente para isso, e não pretendo mudá-lo.

Claro que, se você revisar, atualizar, manter tudo rodando bonitinho, dá para usar. Mas eu ainda acredito que existem recursos mais ágeis em uma ferramenta nativa de calendário, que não precisa que necessariamente uma pessoa use a mesma ferramenta que eu para receber e aceitar um convite para uma reunião, por exemplo. Depende muito da sua necessidade de uso de agenda, como para qualquer outra ferramenta. O negócio não está na ferramenta em si mas no que você precisa e, então, usar uma ferramenta que te atenda. 😉

Coloco abaixo alguns vídeos que considero bem interessantes e usei como base nessa ampla pesquisa que tenho feito sobre o Notion, desta vez associado ao uso de um calendário dentro da ferramenta:

  • Fazendo um diário no Notion – que, dentro do GTD, entraria em referência, mesmo que seja visualizado em formato de calendário.
  • Fazendo um registro diário – parecido com o diário, mas mais no sentido de log – que basicamente é a palavra nerd para diário haha <3
  • Neste vídeo a moça faz vários calendários dentro de uma única página. Um pouco confuso mas talvez funcione para quem precisa ter vários calendários juntos também e não goste de usar as propriedades.
  • Como fazer uma agenda semanal no Notion – essa moça aliás é a maior fonte de bons vídeos sobre Notion, pena que apenas em inglês. O vídeo sobre o planejamento do menu semanal dela que me ensinou sobre os databases do Notion, o que considero um conceito fundamental para usar a ferramenta.

Como comentei, acho que ele funciona bem para planejamentos, mas não como calendário-guia para mim, neste exato momento. Este é meu veredito para uso de calendário na ferramenta. Se você já usou, ou se você usa de outra maneira, e quiser compartilhar aqui nos comentários, acredito que traga discussões enriquecedoras para este post. Obrigada!

Projetos atuais sobre o GTD, método criado por David Allen

Quem me acompanha há mais tempo sabe que neste blog se fala muito sobre o método GTD – Getting Things Done – criado por David Allen.

Eu tenho buscado falar mais sobre organização pessoal, produtividade compassiva e planejamento de vida de maneira geral, o que sempre inclui o GTD, mas muitas pessoas não gostam de posts “específicos” sobre a metodologia, então por isso diminuí um pouco pelo menos na alternância de temáticas nos posts.

Isso não quer dizer que eu não continue amando o método do mesmo jeito ou até mais, então vim aqui compartilhar como estou me envolvendo com ele nesse momento e como você pode participar das iniciativas, se quiser.

Yo, David! What’s your next action?

YouTube

No meu canal no YouTube sempre tem vídeos novos todos os dias e muitos vídeos abordam GTD. Vale a pena dar uma navegada nos vídeos de interesse mas, sinceramente, acompanhar os vídeos diários, dentro das suas possibilidades de tempo, seria a melhor pedida, pois muitas vezes trago conteúdos que são relacionados ao método sem necessariamente “aquele ser um vídeo de GTD”.

Grupo no Facebook

O grupo GTD em Português existe há muitos anos e tem mais de 11 mil usuários. O grupo é super ativo e, recentemente, o Facebook implementou um recurso de “comunidades educacionais”, de modo que os grupos possam ser organizados em uma estrutura lógica de conteúdos. Eu estou formatando aos poucos o conteúdo do grupo nessa estrutura e isso tem sido bem bacana. Recomendo fortemente fazer parte do grupo, pois os usuários são muito engajadas e já temos muitas discussões interessantes, exemplos de usos de ferramentas e dúvidas esclarecidas.

Cursos

No momento não estou ministrando cursos de GTD porque a Call Daniel conta com um time super competente de instrutores que dá conta da demanda atual, enquanto eu posso focar em outros projetos por aqui e projetos mais de backstage, como a formatação dos materiais e capacitação dos instrutores. Com a pandemia, todas as franquias do mundo têm focado seus esforços em levar o GTD para o online, e se você quiser fazer um curso com eles, já estão disponíveis para os níveis 1 e 2. Recomendo fortemente que você aproveite esse momento para participar de tais cursos, visto que geralmente eles são realizados em São Paulo. Tê-los online é uma oportunidade e tanto.

Livros

Recentemente, finalizei a revisão técnica do livro GTD Workbook, que é uma espécie de apostila prática para começar a usar GTD antes da leitura do livro principal (“A Arte de Fazer Acontecer”). Com a pandemia, a Ed. Sextante adiou o lançamento, mas eu creio que eles devam retomar em breve. Quando eu souber, comentarei por aqui sobre o lançamento.

Estudo dirigido do livro

Um novo projeto que estou coordenando com o grupo do Facebook é a leitura dirigida do livro do GTD, para estudo e aperfeiçoamento pessoal. A ideia é fazer um encontro mensal, em formato de LIVE, para discutirmos a leitura dirigida do livro. O primeiro encontro acontecerá no dia 29/8 e, claro, ficará disponível depois no YouTube para quem quiser reassistir.

Enfim, por aqui bastante coisa continua acontecendo com relação ao GTD e, quando eu puder divulgar outras, o farei aqui no blog também. 😉

Um ponto importante a reforçar é dizer que o método do David começou a ser desenhado por ele há décadas e já alcançou um nível de maturidade muito bom, de legado, e tem muitas pessoas tão apaixonadas quanto eu cuidando desse bem imaterial. O método VO, que venho desenhando nos últimos anos, está em outra fase de maturidade e desenvolvimento, e apenas eu posso cuidar desse assunto no momento, então preciso fazer isso. 😉 Logo, é natural que isso se reflita de diversas maneiras no meu trabalho diário. Espero que entendam.

Hábito: processar as caixas de entrada

Hoje quero falar sobre um hábito que considero dos mais importantes na minha vida e, muita vezes, na vida de outras pessoas. É o hábito de processar as caixas de entrada.

Mais do que ler, processar significa ler e já endereçar corretamente aquela mensagem, sem deixá-la na caixa de entrada, o que criaria a necessidade de lê-la novamente.

Como eu trabalho com Internet e tenho muitos canais para recebimento de mensagens, confesso que esse é o link mais fraco no meu sistema. Recentemente eu elaborei um projeto mesmo para definir como vou tratar as minhas diversas caixas.

Essas são as caixas que eu tenho hoje:

  • No celular: What’sApp, Instagram, Telegram, SMS
  • No computador: Gmail, Outlook, YouTube, Facebook, Twitter, comentários do blog, todos os fóruns de suporte dos meus cursos, Todoist, Evernote
  • Físicas: a de casa, onde coloco contas, anotações e outros itens físicos

Para que vocês tenham uma ideia, eu recebo tantas mensagens em algumas dessas caixas que fica humanamente impossível ler e responder mesmo que eu dedicasse todo o meu dia para essa finalidade (já tentei). Teve um dia nessa quarentena que eu recebi mais de 100 mensagens no What’sApp (de pessoas diferentes) em menos de uma hora!

Como meu lema é que não é possível organizar tralha, preciso sempre pensar bem para definir o que seria tralha nesse sentido e delegar ou cortar algumas dessas caixas. Destralhar. Estou nesse processo, no momento.

Mas o propósito deste post é falar sobre o hábito diário de processar, em vez de apenas ler, as caixas.

Eu procuro processar e zerar todas as caixas diariamente. É óbvio que tem dias que não consigo, porque tenho vários compromissos ao longo do dia, mas procuro não passar de 48 horas sem fazer isso.

David Allen, (autor do método GTD) diz: “Dá muito menos trabalho manter uma caixa de entrada com zero e-mails que com mil e-mails”, e é verdade. Uma vez que você se acostume a esvaziar a caixa, não deixa acumular de novo se fizer disso um hábito.

Se por acaso eu passar vários dias sem esvaziar, jogo os e-mails em uma pasta chamada “backlog” para conseguir focar nos de hoje e ontem, e quando termino vou para a pasta “backlog”. Senão bate um desânimo de ver tanta coisa “atrasada”.

Vale lembrar que esvaziar a caixa de entrada não significa resolver tudo o que está lá – apenas o que leva menos de 2 minutos. Mas, esclarecendo, você delega o que precisa delegar, deleta o que for lixo, arquiva o que for referência, incuba o que não demanda ação agora e adia para o momento apropriado o que ainda precisa fazer.

Se quiser saber o passo a passo com mais detalhes, veja este post com um tutorial para aprender a processar / esclarecer suas caixas de entrada.

Como você faz com compromissos durante a semana que podem ou não acontecer?

Essa dúvida foi deixada por uma leitora aqui no blog e eu achei que valia a pena responder como post, pois pode ser a dúvida de outras pessoas também.

“Thais como vc faz com compromissos durante a semana que podem ou não acontecer? ex. uma aula que precisam de agendamento de outra pessoa.”

Obrigada, querida leitora. Vou dar a resposta rápida e depois explicar. 🙂

Eu crio um compromisso na minha agenda no horário combinado (ou em todas as sugestões que possam acontecer) e escrevo compromisso que está “a confirmar”. Se for na semana que vem, durante o meu planejamento semanal eu vou ver e entro em contato com ela para confirmar. Se for esta semana, insiro um lembrete para contatá-la até um dia antes, por exemplo, ou uma antecedência maior, se precisar.

Se a pessoa disser que a reunião pode acontecer:

dia 6 às 16h
dia 8 às 14h
ou dia 15 às 20h

Eu marco os três compromissos com “a confirmar” na minha agenda, pois assim não corro o risco de agendar nada se sobrepondo.

É muito importante entendermos a natureza de cada coisa que entra na nossa vida.

A natureza “aguardando” é uma categoria. Como você pode organizar essa categoria em seu sistema?

A maneira mais simples e fácil é criando uma lista. Pode chamá-la de “waiting for” (como no GTD), ou “aguardando resposta”, em português, ou chamá-la de “follow-up”, “acompanhar”, entre outros termos que remetam mais à ação que você efetivamente tem que tomar mediante o que está aguardando de terceiros. Você que sabe o nome que você vai dar. Nomes são apenas representações. O que importa é o que aquela coisa significa. A natureza da informação.

Essa lista deve ser revisada regularmente para você garantir que tudo o que está aguardando dos outros tenha um acompanhamento. No GTD, a gente revisa na Revisão Semanal. Você pode colocar um lembrete na sua agenda, como por exemplo na quinta-feira (minha preferência), para olhar essa lista especificamente, pois eu gosto de contatar as pessoas na quinta para que elas ainda tenham a sexta para me responder. Mas você que sabe. Analise seu trabalho, sua vida, e veja que tipo de acompanhamento, com que frequência, isso seria necessário, e insira esse lembrete em um local mais apropriado para você.

No caso de uma reunião, ou aula, ou consulta médica, enfim, é um agendamento que pode me bloquear um tempo em tal dia. Logo, faz sentido para mim colocar na agenda, para eu saber que existe essa possibilidade de o compromisso acontecer naquele dia e eu não marcar mais nada ali que possa se sobrepôr. Mas eu só confio nesse ato porque faço meu planejamento toda semana da semana seguinte. Se não fosse assim, o compromisso ficaria perdido. Então veja que tudo faz parte de um processo pessoal, e você deve desenvolver o seu próprio.

As próximas ações definidas devem ser feitas na semana?

Uma dúvida que recebo de maneira recorrente sobre o método GTD é se as ações que definimos semanalmente, na Revisão Semanal, para os projetos, devem necessariamente ser feitas naquela semana.

Apesar de poder ser uma decisão pessoal – é perfeitamente ok você dizer a si mesmo/a que só quer definir a ações que quer realizar na semana e ter uma lista de ações categorizada como “ações da semana” – de acordo com o método, não necessariamente.

As próximas ações significam apenas que você já pode fazê-las, não que necessariamente vá fazê-las, a não ser que elas precisem acontecer em determinado dia e horário (indo, nesse caso, para o calendário).

São ações que você já pode executar.

São ações que você quer ter nas suas listas de possibilidades de ações naquela semana.

Você pode se perguntar: “quando eu estiver em determinado contexto, vou querer ver esta ação?”

Uma vez, durante uma das minhas certificações do GTD, minha professora compartilhou que o David tinha uma ligação que estava na lista de próximas ações dele já há quase um ano. Depois de rirmos bastante (a situação não deixa de ser inusitada!), ela complementou assertivamente: não é porque você já pode fazer algo que você quer ou ela é prioritária. Ela existe como opção, não como obrigação. Quando você tiver tempo, recursos, prioridade, contexto, pode escolher entre as ações listadas.

Eu sei que seria muito mais fácil chegar aqui e dizer: defina apenas as ações para fazer ao longo da semana. Mas a vida não é simplista assim. De um dia para o outro, prioridades mudam. Vontades pessoais mudam. O que o David propõe é que você defina o que já pode ser feito e, momento a momento, você deve usar seu poder de análise e decisão para escolher o que fazer. Não dá pra delegar o seu cérebro e poder de raciocínio e escolha. Aliás, ouso dizer que é uma das coisas que ainda nos defina como seres humanos.

Agora, é certo: quanto mais envolvido/a você estiver com o seu sistema – o que nasce diretamente das revisões regulares, mais confiante você ficará para decidir.

Projeto atual para estudo do Inglês (Julho 2020)

Outro dia compartilhei meu ciclo de estudos atual e muitos de vocês me fizeram perguntas relacionadas aos temas que são estudados – principalmente o inglês. Então neste post quero escrever como faço, para compartilhar com vocês.

Tenho um projeto atual que é “revisar os meus materiais de inglês”. Por que esse projeto com esse nome? Porque eu já estudei inglês de diversas maneiras ao longo da minha vida. Já fiz curso presencial, online, de conversação, voltado para o trabalho e, no momento, meu único interesse é em revisar os materiais para continuar aumentando meu vocabulário e continuar exercitando a fluência.

O propósito do seu estudo atual com relação a cada tema é o que vai fazer diferença na hora de definir o recorte que você vai dar para o seu projeto.

Eis o card do projeto no Trello:

Este é basicamente o foco do meu estudo de inglês para os próximos 12 meses. Se alguma necessidade nova surgir, eu posso criar novos projetos ou redesenhar esse, sem problemas. Mas por hora ele me atende bem. Como todo projeto, uma vez por semana reviso na minha Revisão Semanal e, diariamente, posso executar as ações relacionadas a ele que surgirem ou eu criar (falo mais adiante).

Eu tenho vários materiais em casa que trago de todos os anos anteriores em que estudei inglês. Muitos eu doei para escolas, mas mantive alguns que eu ainda tinha interesse de estudar.

Fora os materiais que não entram nessa lista, como a possibilidade de todos os dias ler notícias em inglês, assistir vídeos no YouTube, séries e filmes sem legenda, prestar atenção nas letras das músicas e coisas assim. Por exemplo, eu sempre quis ler “O Senhor dos Anéis” em inglês. Como agora tenho esse foco desse projeto para o inglês, essa leitura pode fazer parte dele.

Como eu compartilhei em outro post, tenho 1h de inglês a cada ciclo de estudos, o que considero suficiente, se eu girar o ciclo rápido (ainda estou testando).

Hoje, por exemplo, eu estudei meia hora de inglês. Estava com vontade de revisar um livro que tenho da Disal (aliás, essa editora tem materiais didáticos excelentes). Peguei da estante e comecei a reler, treinando a pronúncia em voz alta das frases e termos. Fui fazendo isso até sentir “que deu” (é bem pessoal rsrs) e, no final das contas, foram 30 minutos para essa atividade. Deixei o livro aqui na minha mesa porque, na próxima oportunidade que eu tiver ao longo do dia, eu “pago” mais 15 ou os 30 minutos que faltam para fechar o ciclo, e aí eu posso estudar os samhitas (próximo assunto do ciclo, veja acima).

Então, só pra vocês entenderem como eu organizo isso:

  • Registrei no meu log diário do Bullet Journal que fiz 30min de estudos de inglês (porque uso o BJ para registro);
  • Na minha lista de Próximas Ações no Todoist, coloquei que falta “pagar” esses 30min de inglês quando eu for estudar novamente;
  • No projeto, criei uma checklist de controle apenas para dizer que, no momento, estou revisando este material especificamente (veja na primeira imagem deste post a checklist dentro do card do projeto)..

Descrevendo assim, pode parecer muita coisa, mas o fluxo é bastante claro e tranquilo para mim. Leva mais tempo para explicar do que para fazer. rs

Se você tiver alguma dúvida, por gentileza, deixe um comentário. Obrigada.