Objetivos para 2019: uma revisão

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Gosto de pensar nos meus objetivos como de curto, médio e longo prazo.

Os objetivos de curto prazo são aqueles que quero alcançar em até dois anos. Isso vem da noção de objetivos (Horizonte 3) do método GTD, que aplico pessoalmente.

Para mim, funciona ter um mapa no Mind Meister, onde faço uma descrição de cenário (como eu quero que a minha vida seja, em todos aspectos, em até dois anos), e onde listo as metas e objetivos específicos para este ano, ano que vem e o outro (horizonte de até dois anos).

Reviso sazonalmente esse mapa, ou sempre que sinto necessidade de ter mais foco.

Esta semana, com a aproximação do solstício, eu senti necessidade de revisar o mapa, e foi muito bom porque me permitiu ter um alinhamento legal do que ainda quero alcançar este ano, do que já alcancei, e do que faz mais sentido esperar para o ano que vem.

Eu desfoquei as metas que ainda não foram alcançadas para não dispersar as energias. Acredito muito que é importante guardar os objetivos em segredo para que o foco seja pessoal e a gente celebre apenas quando conquistá-los.

Consegui alcançar três objetivos que, para mim, eram muito importantes este ano.

Trocar de carro

Trocar de carro era importante porque nosso carro estava pequeno para nós, e desconfortável. Meu marido é músico e precisa se deslocar com equipamentos, e não cabiam no nosso carro antigo. Qualquer viagem de final de semana que a gente fizesse não cabiam as pessoas e as malas, mesmo que pequenas, o que não era nada confortável.

Eu sinceramente não sou uma pessoa aficcionada por carro (nem tenho carta de motorista e me desloco de transporte público e Uber tranquilamente, pois moro em uma região boa em São Paulo), mas com o filhote e a profissão do marido, precisamos.

Trocamos então para um carro maior, sem exageros, que atende as nossas necessidades.

Ministrar um curso em Portugal

Mais ou menos desde 2016 venho pesquisando e explorando as possibilidades de trabalho em Portugal, já prevendo que nosso país não seria uma opção muito legal com os direcionamentos políticos que vinham se desenhando.

No entanto, muita coisa aconteceu de lá para cá. Coisas pessoais, na nossa família, e coisas profissionais, que me fizeram entender que seria melhor continuar focando no Brasil nos próximos anos.

De qualquer maneira, atravessar o oceano para realizar um curso em Portugal foi algo que me encheu de um orgulho bom por tê-lo feito. Conhecer pessoalmente os alunos que me acompanhavam de longe há tanto tempo, dizer para mim mesma que eu podia fazer aquilo – tudo isso foi muito importante para mim.

O curso deu um trabalhão para a gente aqui no Brasil (só tenho a agradecer a equipe do VO por isso) e na verdade nós tivemos problemas diversos que não vêm ao caso, mas valeu demais a experiência.

Fora que adorei conhecer Lisboa. Fiquei apaixonada por Portugal. 🙂

Ter a nossa própria sala de treinamentos

Esse foi um passo bastante largo que nós demos este ano. Tínhamos um gasto fixo mensal com sala para cursos, e vimos que era um dinheiro que estávamos praticamente jogando fora. Pelo mesmo valor, poderíamos ter a nossa sala e aproveitá-la melhor.

Por isso, durante alguns meses pesquisamos qual seria a melhor solução, e alugamos e configuramos uma sala para que possamos fazer nossos cursos e atendimentos presenciais.

Nossa ideia é ficar pelo menos um ano com essa sala antes de irmos para um espaço maior, onde poderemos juntar escritório e sala para cursos no mesmo ambiente.

Eu estou curtindo e celebrando muito essa conquista, pois ela significa MUITO para nós!

Outras metas

Tenho outras metas e objetivos ainda para este ano que, como comentei, “borrei” na imagem para não dispersar as energias. Mas eu prometo compartilhar assim que cada meta for alcançada. 🙂 A próxima delas serea alcançada na próxima semana.

Vale dizer que eu tenho um plano para alcançá-las. As metas não são simplesmente algo que eu escrevo e fico olhando todos os dias esperando a sorte me levar até elas. Acredito sim que seja importante ter sorte, mas não é o suficiente. Para cada meta e objetivo, eu tenho projetos factíveis que me permitem trabalhar naquilo que eu quero alcançar, semana a semana. Por isso, consigo dizer se uma meta é realmente algo factível para este ano ou prefiro colocar para o ano que vem, por exemplo.

E tá tudo bem renegociar esses prazos comigo mesma. Eu tinha metas para este ano que repensei depois de um tempo, pois vi que não eram o momento ou se tornaram irrelevantes perto de outras coisas que eu queria fazer. Isso serve para o lado pessoal e o lado profissional.

Por exemplo, eu gostaria de fazer uma viagem com a minha família de férias, uma viagem mais longa, mas eu percebi que não era o momento. Preciso focar em algumas outras coisas e adiei a viagem por alguns meses, para um momento que será mais apropriado para todos nós. Simplesmente fez sentido e estou bem com relação a essa decisão. Não adiantaria nada eu ser teimosa e manter a viagem em outubro apenas porque, em algum momento, eu defini que outubro seria a data da viagem. Não, eu pensei melhor, refleti, e outras coisas que aconteceram este ano me fizeram perceber que seria mais adequado deixá-la para o ano que vem, pois em outubro eu estarei defendendo minha dissertação do mestrado, por exemplo, além de outros projetos profissionais importantes.

Falando em trabalho, eu também tinha alguns projetos profissionais que gostaria de iniciar nesse segundo semestre e acabei mudando de ideia. Quero focar em outras questões, também fundamentais para mim e para a empresa. E é isso, é assim que funciona. Não se trata de lidar com perdas ou desistências, mas de rearranjar prioridades.

Organização é isso mesmo, não é? Um reconstante reequilíbrio perante as coisas que vão acontecendo, tanto externa quanto internamente. E é muito bom ter um processo pessoal para administrar tudo isso, além de contar com boas ferramentas.

O que eu tenho feito mais ultimamente é revisar e comemorar as conquistas tanto quanto olho com alegria aquilo que ainda está por vir a ser conquistado. Cada meta é celebrada sempre, e não apenas quando foi alcançada. Isso me permite curtir mais a vida, sabe? Ficar mais feliz pelo que já tenho, além de pensar no que ainda quero conseguir.

12 comentários

  1. Oi Thais,

    Muito inspirador seu texto. No meu caso, eu sou muito organizada no dia a dia porém me perco com objetivos de 1, 2 anos ou mais. Por exemplo: não faço idéia do que quero estar fazendo no ano que vem. Rs rs. Me sinto agustiada pois vejo o tempo passar e não consigo estabelecer objetivos mais longos para minha vida. Nos horizontes de foco, estou permanentemente no térreo e não consigo dar o próximo passo simplesmente por não saber o que realmente desejo fazer. Sou uma pessoa de múltiplos interesses e me perco diante de tantas opções/oportunidades.

    Bjs

  2. Sensacional Thaís, sabe que lendo os seus post me motiva e incentiva a fazer acontecer.
    Muito obrigado mesmo, estou abrindo agora o meu Mind Meister e rascunhar algumas metas para os próximos 2 anos.

    Forte Abraço e Sucesso!

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