Coaching: Minhas percepções sobre o mercado atual

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Comentei no editorial deste mês que, assim como empreendedorismo, o tema “coaching” também está sofrendo um desgaste atualmente e que eu gostaria de falar sobre isso em algum momento. Gravei um pequeno vídeo com as minhas percepções, que ainda é apenas uma primeira “inserção” minha. Pretendo falar mais!

Segue o vídeo abaixo (ou aqui):

Tem um ponto que eu não falei no vídeo, que é a questão da personalidade do coach. Existe uma pré-concepção de que o coach precisa ser “tipo o Tony Robbins” (se você não conhece, veja um vídeo aqui). Vejo vários coachs atuando com esse tipo de personalidade, e eu vou muito na contramão disso… tenho uma personalidade mais calma, mas aos poucos vou percebendo que isso não é um “defeito” e sim uma característica minha que muitas pessoas inclusive se identificam! Quero falar mais sobre esse assunto do “estilo do profissional”. Se você achar que esse tema é interessante (ou outros!), por favor, deixe um comentário.

Qual a sua percepção sobre os profissionais de coaching? Você já participou de algum processo de coaching? Trabalha com isso? Quero muito saber a sua opinião!

17 comentários

  1. Olá, Thais! Eu fiz um processo de coaching no começo de 2017 e sem dúvida foi o melhor investimento que fiz em mim. Meu objetivo era até mais profissional do que pessoal, mas não tenho dúvida de como minha vida melhorou em todos os sentidos. Acompanho algumas coaches e sempre observo a personalidade, já percebi que não me identifico em nada com esse pessoal eufórico que acha que tem que repetir “Yes” 24 horas por dia. Acho super bacana você abordar esse tema “estilo profissional”. Percebo que algumas empresas acham que uma pessoa ser calma é pq não tem determinação ou é preguiçosa, ou não sabe de nada, enfim, e eu discordo totalmente disso. Pareço ser mais calma do que sou, mas é pq sou bastante observadora. Não gosto de chegar chegando, gosto de observar e saber onde estou pisando. Enfim, adoraria ler sua percepção sobre essa tema. Bjos, e obrigada por compartilhar tanta coisa boa com seus leitores!

    • Obrigada pelo seu depoimento, Andréa. Pois é, essa coisa da personalidade sempre mexeu comigo. Já tive empregos em que eu era mais operacional e eu já levei “bronca” de gestor (totalmente despreparado, hoje eu sei) sobre estar quieta, não participar em uma reunião X etc. Sou uma pessoa muito mais análitica, que gosta de observar para depois participar. Até hoje é assim. Em aulas, por exemplo. Não sou aquela pessoa que começa a aula falando o que achou do texto. Eu preciso me ambientalizar, ouvir outras reflexões, para bater com os pensamentos que eu já tenho, para aí sim formular melhor o que quero dizer. Aí viro uma tagarela! kkk Mas é super difícil as pessoas entenderem isso, é um desafio!

      • Oi, Thais e Andréa!
        Eu acredito no coaching como instrumento de mudança, mas minha experiência (até agora) não foi proveitosa. Parte do problema se deve ao fato de que pude fazer um coaching (caro, por sinal), mas não tive a liberdade de escolher o coach. Não rolou química, das duas partes. Também fiquei com a impressão de que o coach tinha a necessidade de me encaixar em gavetas desde a primeira sessão. Isso limita muito as possibilidades. Sou uma pessoa introvertida e crítica, e entrei rapidamente na gaveta do copo meio vazio.
        A introversão, aliás, nunca me ajudou nesse mundo que aplaude a extroversão. De que adianta só tirar 10 na vida e fazer sempre o melhor trabalho se ninguém vê? Na minha experiência, quem ganha ponto é quem faz a melhor autopropaganda.
        Também já passei por uma relação temporária de mentoring. Foi ótimo, mas meu mentor estava profissionalmente muito acima de mim. Hoje em dia, teria escolhido alguém mais próximo hierarquicamente.
        Dito isso: estou prestes a começar outro processo de coaching (profissional). Tenho esperança de que dê frutos desta vez. To be continued. 😉
        Abraço,
        L.

    • Andrea e L. eu também sempre recebi comentários nas empresas em que trabalhei de que sou muito quieta e introvertida. Sempre falaram pra mim de forma pejorativa sobre essa característica da minha personalidade. Já quis mudar isso em mim, mas essa sou eu, cheia de qualidades e defeitos como todos. Me aceitar e ver que na verdade as pessoas é não sabem lidar com o incomodo que elas sentem com a minha personalidade foi libertador. Tenho 39 anos agora e com certeza quero melhorar muita coisa em mim, mas tenho consciência que não vou virar uma pessoa extrovertida, nem quero, não faz parte de mim. Entendi que nas empresas ser extrovertido faz parte do circo e avaliam isso ao invés da parte profissional. Vejam esse vídeo sobre ser emotivo demais, acho que pode ser usado como exemplo para introvertidos também (não achei legendado): https://www.youtube.com/watch?v=IBv6uFB-lOI
      Também me indicaram o livro “O poder dos quietos” que estou muito curiosa pra ler, é exatamente sobre a desvalorização de pessoas introvertidas!

      • Oi, Pri S.!
        Pois é: eu descobri, a duras penas, que nem tenho como mudar a minha personalidade. Tento melhorar algo aqui e ali, mas sempre serei introvertida. É o que tem pra hoje, é o que tem pra esta vida. 😉 Não é divertido, porque já perdi oportunidades de emprego ao passar pelo assessment centre (com entrevistas em grupo ou “gincanas”, por exemplo).
        Li “Quiet” anos atrás. Achei muito bom, mas não tirei dali nenhuma aplicação prática. É um manifesto, eu diria. Serviu bastante para refletir.
        Abraço,
        L.

  2. Olá Thaís, o meu nome é Susana e sou de Portugal. Aqui o coaching está a começar a entrar em mais abundância no mercado. É um projecto futuro que está um pouco em stand by pois estou com um grande problema e de momento não posso investir em mim dessa forma. Eu identifico-me muito consigo, sou uma pessoal calma, sou sede de aprendizagem e gosto de muitas áreas da vida no qual tentava fazer um pouco de tudo mas estou a estudar (e aplicar) o método do GTD (acabei de ler o livro do David) para organizar os pontos e focar no que quero este ano (muito com a sua ajuda das 5 prioridades deste ano). Acho que cada um tem a sua personalidade e uma coach não tem de ser rotulado com uma certa personalidade! Cada um tem o seu jeito e acho que é isso que marca a aprendizagem e ensino de cada um senão seriamos todos iguai…. Desculpe o testamento. Para quando uma visita cá 😊… muito sucesso!!

    • Obrigada, Susana! Quero muito ir a Potugal. Ano passado estava planejando algumas atividades no país para este ano, mas entraram novas oportunidades aqui no Brasil que precisei abraçar. Porém, Portugal não saiu do meu radar e nem sairá. Em breve. 😉

  3. Tony Robbins me assusta um pouco. Ele é bom nas coisas que diz, mas esse estilão igreja dele me incomoda hehe

    Seja do seu jeito, vai ter público sim!

    • Eu assisti o documentário do Tonny Robins ontem no netflix e na verdade ele faz o estilo igreja porque ele usa técnicas de persuasão (que muitas igrejas também usam pro bem e pro mal), através das técnicas que incluem tom de voz, luzes, música, mudança de estados emocionais e até o confinamento dos seminários (cansaço, comida e água restritos, dormir pouco, etc) ele muda padrões do cérebro. As pessoas pagam 5 mil dólares e querem mudar crenças, padrões e tal por isso as pessoas saem de lá tão inebriadas, eufóricas e se sentem diferentes.
      Mas eu também fico assustada, parece coisa de charlatão mesmo…

  4. Olá Thais, acho que uns 3 anos atrás fiz um curso de “Introdução ao coaching” do Senac, gostei muito da proposta do curso e da profissional que ministrou as aulas.
    A professora era psicanalista também e acredito que essa formação contribuiu muito para o desenvolvimento das aulas.
    Mas já assisti palestra daquele coaching estilo motivacional sabe? E desse perfil eu sinceramente não gosto, cada um é um e não dá para achar que todos os problemas de resolvem dessa forma. haha
    Tenho vontade de fazer novamente esse curso do Senac, hoje sei que estou em outro momento da minha vida e que aproveitaria muito mais as aulas.

  5. Fiz o Personal e Professional Coach e posteriormente o Executive and Business Coching, ambos na Sociedade Brasileira de Coaching – SBC, já que o meu objetivo era, aliando a formação obtida á experiência prática de quase 30 anos em cargos de direção e assessoramento em instituições financeiras publicas, iniciar uma nova atividade após a aposentadoria, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, onde alguns CEOs passam a atuar nessa atividade dentro das organizações.
    Meu entusiasmo, porem, logo se desvaneceu diante da banalização do Coaching,sobretudo do chamado Life Coaching, que passou a atrair a atenção até de pessoas desempregadas, seduzidos pelas promessas dos falsos gurus que já proliferam no mercado,que acenam com ganhos na casa dos 5 digitos em sessões individuais e presenciais de Coaching.
    O ponto culminante ocorreu recentemente com a exibição de um merchandising na novela da Globo, onde uma pessoa com sérios problemas emocionais – caso tipico de terapeutas e psicólogos – foi aconselhada a procurar um Coach, cuja profissão ainda não foi sequer regulamentada.
    E o pior é que o episódio – que provocou imediata e indignada reação da associação de psicólogos – longe de constranger a empresa que pagou o merchandising, uma das mais tradicionais no mercado de formação de Coaches, está sendo divulgado com um grande feito, num procedimento que contraria frontalmente os princípios éticos pregados nos cursos dessas instituições.

  6. Thais,

    Fale mais sobre estilo profissional, aprendizados na formação de coaching e legados que podemos construir.

  7. Oi, Thais! Eu passei por um processo de coaching no fim de 2017. Inicialmente eu tinha um objetivo muito específico, que era terminar o TCC da minha pós-graduação, mas logo no início eu percebi que tinha problemas muito maiores. Acabou virando um processo focado no autoconhecimento e em aprender a lidar com as limitações emocionais da Fibromialgia, doença que eu fui diagnosticada aos 17 anos. A minha coach tinha um projeto específico para pessoas com essa condição. Foi muito bom pra mim, pois entendi que a Fibro não me define e que eu sou capaz de fazer o que eu quiser, apesar dela. Foi uma injeção de autoestima. O processo também me ajudou a entender o que eu realmente quero fazer da vida, como profissional de organização. Confirmei coisas que eu já sabia, como por exemplo, que eu não quero dobrar roupas a vida inteira. Sem desmerecer quem faz isso, mas não tenho dúvidas de que será apenas uma fase pela qual eu tenho que passar para chegar no lugar onde eu quero. O coaching me ajudou a entender quais são as minhas principais habilidades e onde eu sou mais criativa. Foi um divisor de águas! A profissional também tem um estilo bem calmo, tranquilo e não se assemelha em nada com essa galera que fica gritando bordões por aí! Adorei você ter falado sobre isso! Fale mais!!! Beijos!

  8. Ainda não assisti o vídeo, Thais, mas descobri uma coisa que o Coaching causou em mim: ansiedade. Na verdade ouvir de todos os lados que você precisa ter alta performance em tudo e viver do seu propósito/missão de vida me fez durante os 3 últimos anos estar sempre me colocando em comparação com essas pessoas.
    O conceito do Coaching é maravilhoso, mas na minha opinião tem sido um pouco banalizado.
    Aguardando animada pra ver os próximos textos a respeito!

  9. Tive péssima experiência com coaching. Meu primeiro contato foi em um curso que reune muita gente em um fim de semana e me senti enojada em ver tanta manipulação em massa e encaixe das pessoas em uma forma de bolo.
    Depois quis tirar a má impressão e fiz sessões com outro profissional e percebia o incômodo dele quando eu era sincera na avaliação da tal roda da vida. Senti a inducão para aumentar as notas em cada sessão. Pra mim perdeu (se é que teve) toda a credibilidade e virou modinha.

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