Categoria(s) do post: Diário da Thais, Tecnologia, Dicas de produtividade

Uma das maiores vantagens de utilizar mapas mentais na sua organização pessoal é desenvolver a visão global ou conseguir enxergar o todo, estimular os dois lados do cérebro, aumentar a produtividade, solucionar problemas, aumentar foco e concentração, acelerar o aprendizado, estimular a geração de ideias e organizá-las em categorias e hierarquias.

Eu gosto de centralizar todos os meus mapas mentais em uma ferramenta chamada Mind Meister porque já trabalho com ela há muitos anos e me atende bem. Tenho a versão paga, que permite criar mais de três mapas na minha conta e traz alguns recursos que eu uso (minha conta é a Pessoal).

Quis criar este post para compartilhar como está a organização atual da ferramenta e para que tenho usado os mapas na minha rotina, tanto pessoal quanto profissionalmente.

Basicamente, são essas pastas que preciso ter hoje. Em Arquivo ficam os mapas mentais que estavam nas outras categorias mas agora não são mais usados – guardo como referência apenas.

Em Livros, coloco os mapas mentais de resumo de livros. É legal você usar o formato de mapa mental para resumir um livro e depois da leitura do mesmo estudar através do mapa.

Em Pesquisa Acadêmica, eu coloco todos os mapas de projetos em andamento que eu esteja trabalhando em termos de pesquisa.

Em Pessoas e Reuniões, eu tenho registros de mapas para reuniões maiores ou recorrentes, e reuniões com pessoas. Em Scripts, coloco scripts de vídeos e de aulas, pois me ajuda usar mapas mentais para planejar o que vou ensinar. Em Planejamento de Vida, coloco os mapas que mais uso, que são os mapas pessoais.

Minha vida ficou muito melhor quando aceitei que prefiro manter algumas informações em formato de mapa mental em vez de tentar “encaixá-las” em ferramentas de listas ou páginas.

Vale uma nota final aqui: se eu fizer algum mapa mental no papel, eu tiro foto e digitalizo para dentro do Evernote.

Espero que o post tenha sido útil.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Vida Organizada, Semestral

Uma ou duas vezes ao ano eu faço uma revisão dos meus objetivos de médio prazo.

No Método Vida Organizada, costumo separar os objetivos em curto, médio e longo prazo, e o médio prazo diz respeito à “era da vida” em que você está. Existem diversas maneiras de avaliar essa era – por década (dos 30 aos 40 anos), por ciclo da numerologia (nove anos) ou de maneira mais subjetiva e personalizada (“estou em uma fase dedicada a tais questões”).

De todo modo, os objetivos de médio prazo têm sempre uma característica: eles são a “curva do transatlântico”. Não dá para dar uma guinada, a não ser que algo muito radical aconteça em sua vida. De maneira geral, os objetivos de médio prazo levam tempo para acontecerem, simplesmente porque existem coisas que levam mais tempo mesmo. Como um transatlântico quando precisa virar, ele faz uma curva maior.

Imagem: Click RBS

O médio prazo depende também do parâmetro analisado. Falando sobre a vida de uma pessoa, pode variar igualmente. Quando eu tinha 18 anos, médio prazo para mim provavelmente significaria todo o período até entrar na faculdade, me formar, talvez fazer uma especialização e, assim, concluir essa “era” de início da vida profissional. No momento, em que estou prestes a completar 40 anos de idade, eu começo a ver médio prazo como um período da vida relacionado à maturidade, porém ainda não chegando na terceira idade. Logo, entre os meus 40 e 55 anos, talvez, eu tenha algumas coisas que eu queira fazer para chegar à velhice melhor em todos os sentidos. Quando eu penso no ciclo de nove anos da numerologia (em que estou passando de um ano 2 para um ano 3, em setembro), isso significa pensar dos meus 39 aos meus 46 a 47 anos, o que faz bastante sentido neste momento de vida para mim. Cada pessoa pode estimar de um jeito, assim como para uma empresa isso seria diferente, assim como para a História mundial isso seria diferente. Tudo é questão de perspectiva. Um século na História não é quase nada mas, para uma pessoa, significa um tempo de uma vida muito bem-sucedida (a média de longevidade do brasileiro é de 76 anos).

Como cada pessoa reflete sobre essas circunstâncias varia igualmente. Você pode desenhar um painel, um mural, ter um mapa mental ou simplesmente fazer visualizações a respeito. Depende muito do estilo de cada um para se organizar também. Eu já testei diferentes formatos. Gosto de desenhar no papel, especialmente enquanto faço as reflexões, mas um formato que me agrada para informações desse tipo é o mapa mental no Mind Meister.

Eu não quero que você pense, a partir deste post, que eu estou dizendo que *obrigatoriamente* você deva ter objetivos e levar uma rotina de “alta performance” especialmente voltada para eles. Não é essa a ideia, realmente. O que eu desejo com este trabalho é te mostrar que, se você quer algumas coisas na sua vida, elas podem levar tempo, então pode ser que você queira direcionar os seus esforços a partir de agora. E cada um deve sempre levar em conta as suas condições para tal. Vivemos em um país extremamente desigual, em que é complicado eu falar em um estilo de vida aqui que muitos podem não conseguir viver ou que pareça muito modesto para outras pessoas. Cada um deve adaptar à sua realidade. Não estou impondo nada em termos de conteúdo, mas encorajando um modelo de raciocínio.

Não tenho como abrir o mapa inteiro para mostrar detalhes, porque é bem íntimo meu, mas eu penso que, com os direcionamentos gerais que já compartilhei aqui, dê para vocês terem uma ideia.

Na prática, funciona assim:

Em ESTUDOS, por exemplo, eu tenho o doutorado. Em médio prazo, isso significa que eu quero entrar e concluir a minha tese de doutorado. Essa é a minha meta com relação a esse assunto nesse ciclo de vida em que estou. O ciclo atual pode ter nove anos (na numerologia, lembra? veja lá no começo do post) e o doutorado leva de quatro a seis anos, mas significa apenas que, nesse recorte da minha vida, quero estar dedicada a esse tema. Isso inclusive me dá mais “elasticidade” para trabalhar na tese sem a contagem regressiva que é quando efetivamente se matricula no doutorado em si.

No ano passado, quando revisei pela última vez esse mapa (em novembro), eu ainda não tinha me matriculado no Doutorado. Agora, não só me matriculei como já concluí o primeiro semestre! Para vocês verem como o objetivo de médio prazo leva tempo para ser alcançado mas existem objetivos de curto prazo e projeto em andamento que garantam seu alcance em algum momento.

Se ingressar no doutorado é um objetivo de curto prazo, eu consigo, com base nele, chegar em projetos, ou recortes para o ano em questão (2021-2022). O que eu consigo fazer neste momento, nesse horizonte de um ano, levando em conta a situação da pandemia etc etc? Eu não trabalho *nos* objetivos. Eles existem. Eu crio projetos para ir concluindo e, com a conclusão deles, os objetivos são alcançados. E eu não trabalho nos projetos. Defino ações que trabalharei diariamente, semana após semana, que farão com que os projetos sejam concluídos. Tudo, absolutamente tudo, se resume às ações que você faz todos os dias, em como você aloca seu tempo nos afazeres que são realmente importantes e construtivos.

Eu fiz alterações na parte de CASA, pois temos ajustes em objetivos que já tínhamos. Mais clareza sobre o que queremos. Eu absolutamente amo fazer essas atualizações, porque elas são construídas com o tempo e a vivência mesmo. Por isso o espaçamento entre as revisões também é importante.

Como falei, revisei esse mapa agora em julho, como parte de uma revisão semestral que envolve outros elementos (e estou compartilhando com vocês aqui no blog aos poucos, nos posts diários). Pretendo fazer uma nova revisão deles em janeiro, se não quiser fazer antes.

Se você tiver alguma dúvida e quiser me perguntar, deixe um comentário. Obrigada por ler até agora. Espero que o post seja útil para você também.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Mensal

Eu gosto de planejar o mês seguinte por volta do meio do mês anterior, pois no planejamento do mês eu faço agendamentos importantes do trabalho e consigo antecipar algumas coisas importantes antes do mês em si começar. Isso me ajuda a ter uma rotina tranquila quando entra o novo mês.

Agosto é o segundo mês do terceiro trimestre do ano. Isso significa, também, que em determinado momento do mês eu vou revisar o meu planejamento do trimestre em si e revisar o planejamento do trimestre seguinte, que é o último do ano. Tudo isso me ajuda a revisitar os planejamentos que fiz para o ano em questão e ver como estão as minhas metas e objetivos, para fazer ajustes, se necessários.

A primeira coisa que faço ao planejar um mês em questão é ter uma visão geral dele na minha agenda.

Eu uso a agenda do Google e na imagem acima ela aparece com a visualização mensal.

Primeiro eu vejo as informações que já estão organizadas na agenda para só depois pensar em possíveis planejamentos.

O que eu preciso planejar todo mês:

  • Reuniões com a equipe: algumas já podem ser agendadas com antecedência, como reuniões recorrentes de projetos e reuniões 1:1;
  • Aulas do MVO, mentoria e outras que vou ministrar;
  • Encontros dos Grupos de Pesquisa que faço parte;
  • Eventos, aulas e retiros no Centro Budista.

Agosto em particular será bastante desafiador porque voltam as aulas do Doutorado e eu participarei de um retiro budista importante até o dia 15. Algumas atividades eu consigo deslocar desses dias, mas outras não.

Esse planejamento se dá em primeiro lugar na agenda, então, pois assim consigo antecipar alguns agendamentos importantes, especialmente para alunos, equipe, família, e mais para a frente as demais revisões (semanal, trimestral) vão me ajudando a entender o que preciso trabalhar em termos de projetos e atividades.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.