Categoria(s) do post: Diário da Thais, Saúde, Ayurveda

Eu sou uma pessoa de biotipo vata-pitta (bem mais vata) para o Ayurveda e por isso consigo perceber meu corpo e adaptar bem toda a minha rotina a partir da mudança de clima e das estações.

Não apenas nas estações, mas a mudança que o ciclo menstrual traz para mim, especialmente desde que parei de tomar pílula anticoncepcional (há um ano) e agora fica mais natural entender meu ciclo e o impacto dele no meu corpo.

Eu moro em São Paulo então tudo o que vou escrever aqui diz respeito à minha realidade, ok? O Ayurveda é justamente isso: se conhecer e adaptar à SUA realidade. 😉

Sono

Além da rotina regular de acordar e dormir no mesmo horário em média, e procurar dormir mais cedo (antes das 23h), estou dormindo MAIS. Mais horas mesmo. Eu fico bem com sete horas e meio de sono mas, no frio, às vezes preciso de nove horas para acordar bem. Sinto também maior necessidade de descanso, não sono, necessariamente, então veio alternando várias atividades ao longo do dia com esses períodos de descanso. Preciso apenas me monitorar para não dormir fora de hora, porque isso prejudica bastante mais sono à noite e me faz ganhar peso também.

Alimentação

Eu pedi muito delivery no mês de março porque eu estava em uma situação de DESÂNIMO enorme. Isso fez diferença na minha saúde. Como eu tenho algumas alergias e intolerâncias, qualquer contaminação cruzada me faz muito mal, e a melhor maneira de editar isso é eu preparando a minha própria comida. O que dificulta muito é a coisa de eu não ir à feira, ao mercado, ao empório de produtos a granel. Mas eu pretendo melhorar essa parte – já comecei em abril, na realidade. Estou cozinhando mais.

Eu também priorizo alimentos cremosos, suculentos, molhados, como sopas, caldos, pratos com molhos, purês, massas, risoto, alimentos molinhos (tipo abobrinha refogada) etc. Alimentos sempre quentes, nunca frios (mesmo verduras eu preparo na panela). Refeições sempre em horários regulares, claro, sendo o almoço a principal refeição do dia.

Não posso deixar de falar sobre a água – sempre quente ou em temperatura ambiente. Nada de líquidos gelados. Tenho até uma programação de chás.

Atividade física

Como estou em meio a um projeto de seis meses com um personal trainer, esse é meu foco e não vou mudar, mas geralmente no outono eu costumo pegar mais leve e fazer caminhadas e yoga apenas. Desta vez, estou alternando três dias da semana com hit aeróbico e, nos outros dias, faço yoga. Agora pretendo retomar caminhadas ao ar livre também porque sinto muita falta, e gosto de fazer atividade física sempre pela manhã, para “acordar”. A manhã é um momento meu, introspectivo, em que gosto de alternar atividades de autocuidado com estudos e trabalho concentrado.

Roupas

Eu evito ficar em correntes de ar e vivo me aquecendo porque faz muita diferença em como me sinto. Sou friorenta! Enquanto escrevo este post, está 16 graus em SP e eu estou com meia-calça, calça de lã, camiseta de manga comprida, suéter de lã turtle neck e colete kkk só falta realmente um touca, que não estou usando porque acabei de tomar banho e meus cabelos estão molhados. Mas o fato é que eu preciso sempre estar com meinha, pashmina no pescoço, touca, robe por cima do pijama, uma mantinha sempre me acompanhando nas leituras, dormindo com o cobertor quentinho e a cama forrada com uma colcha de veludo. Isso me mantém bem e aquecida.

No próximo final de semana vou reorganizar o meu guarda-roupa para deixar apenas as roupas de frio e confortáveis disponíveis, guardando o resto em lugares menos acessíveis. Vai ser o armário-cápsula do frio.

Autocuidado

Minha pele tem a tendência a ficar muito ressecada a todo momento, ainda mais no tempo seco e frio de São Paulo, então é manteiga de cacau nos lábios ao longo do dia, muita água ingerida para hidratar por dentro, cremes mais pesados (tipo manteigas corporais), oleação com óleo de gergelim antes de entrar no banho, massagem nos pés antes de dormir etc. Eu também limpo as narinas usando o lota (foto abaixo) quando me sinto congestionada, porque tenho sinusite, além de massagens no rosto para aliviar a formação de muco.

Outro toque que vale a pena comentar aqui é sobre a meditação. Eu costumo meditar regularmente, mas no frio algo acontece que me deixa ainda mais introspectiva para fazê-lo. Eu quero retomar minha programação com o centro budista, que acabou ficando um pouco de lado nos últimos meses, especialmente depois do começo do doutorado, e acredito que isso vá me ajudar a ficar bem.

Não pretendo fazer nenhum exame ou consulta médica presencialmente nesse momento por conta da pandemia, mas eu precisava muuuuuito ir ao dentista. Paciência. Os atendimentos médicos que podem ser feitos online eu continuo fazendo, incluindo a terapia.

Quero compartilhar com vocês como reorganizo a minha rotina em todas as áreas da vida de acordo com as circunstâncias, e este post foi o primeiro. Se vocês gostarem, posso fazer sobre as outras áreas também.

Categoria(s) do post: Finanças

Vou compartilhando aos poucos, à medida que for concluindo, alguns projetos relacionados às finanças que tenho feito este ano. Hoje gostaria de comentar sobre a mudança que fiz referente à reserva de emergência.

A reserva de emergência não é um dinheiro para você rentabilizar apenas, e sim ter facilidade de resgate, liquidez imediata, justamente para casos de emergência.

Ao colocar o dinheiro da reserva de emergência em um fundo de investimentos, mesmo que seja o Tesouro SELIC, eu era a única responsável por ele. Meu marido não tem facilidade com finanças e, se algo acontecer comigo, todo fundo de investimento é bloqueado e só pode ser acessado por via judicial ou após a conclusão do inventário. Não é o que queremos para um fundo de emergência.

O ideal, para nós, seria colocar esse fundo de emergência em um investimento em uma conta corrente conjunta. Como não tenho interesse nem disponibilidade de ir ao banco fechar uma conta para abrir outra e pagar mais taxas, eu tenho uma conta em um banco do Governo (prefiro não dizer qual é por motivos de segurança) onde deixo o fundo emergência, e meu marido tem acesso a essa conta. Se algo acontecer, ele consegue resgatar o dinheiro. Esse investimento está dividido em: fundos, poupança e LCI.

Vale dizer que não estou dizendo que é a melhor opção do mercado, mas a escolha que fizemos aqui com base em diversos fatores.

São duas as fases do fundo de emergência, para mim.

A primeira é ter um valor investido para alguma emergência do dia a dia, tipo: quebrou a geladeira e precisa de outra pra ontem, alguma consulta médica ou exame que o convênio não cobre e é urgente, algum falecimento na família, situações do tipo. Eu tinha em mente o valor de 15 mil reais para esse tipo de coisa. Alcançado esse valor, eu comecei a ter uma segunda meta.

A segunda meta é ir colocando dinheiro até termos 6 meses de despesas pessoas pagas. Mais uma vez: o propósito dessa conta é ter liquidez e resgate imediato em caso de emergência. Não rentabilidade. Isso eu busco em outras aplicações. Então agora meu objetivo é, mensalmente, endereçar uma parte do que ganho para esse fundo, de modo que possamos ter essa tranquilidade com relação a qualquer tipo de emergência que acontecer.

Claro que pretendo falar em posts futuros como tenho feito com outros investimentos. 🙂 Vou avisando vocês.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Carreira, Saúde, Plenitude & Felicidade

A nossa gravidez foi planejada, mas eu sei que não é com todo mundo que é planejada.

De qualquer maneira, estava planejada até o final da gravidez. Eu não contava com os problemas que tive, e que me tomaram a atenção mesmo depois do nascimento do filhote.

Tive pré-eclâmpsia, e isso me deixou de repouso do sétimo mês em diante na gravidez e, depois, muito mal, precisando me cuidar para não ter eclâmpsia (que mata muitas mães no parto e no pós).

Atrele a isso o fato de que, por eu ter parado de trabalhar, meu marido tinha que ter dois trabalhos e quase não ficava em casa.

Precisei me mudar provisoriamente para a casa da minha sogra, que definitivamente não tinha estrutura para isso (nós ficamos no quarto dela e ela dormiu na sala! pensem nisso). Ela cuidou de mim durante o primeiro mês, até eu não ter mais perigo de eclâmpsia e conseguir me movimentar com o filhote sozinha em casa.

Eu sei que muitas mães não podem ter essa pausa e precisam voltar a trabalhar antes do que seria o ideal. Estou contando como foi a nossa experiência.

Com um mês de vida, voltamos para a nossa casa, morando com a minha avó. Ela ainda trabalhava fora na época, mas já me ajudava de noite para ficar com o Paul para eu tomar banho, preparar as coisinhas dele, limpar etc. Ela também me ajudou com a comida.

Eu li os livros da Tracy Hogg e sempre respeitei muito as necessidades do bebê e era quase que “obcecada” com o bem-estar dele. Se estava dormindo o suficiente, se estava mamando o suficiente, se não estava se agitando demais. Essa era a minha rotina na época. Era a prioridade.

Por volta dos três meses de idade dele, eu já me sentia melhor de saúde física, mas estava bastante chateada, caracterizando uma depressão pós parto diagnosticada posteriormente. Foi bastante difícil, mas depois de alguns meses eu fui melhorando. Não fiz tratamento na época. Não tínhamos dinheiro nem disponibilidade (eu não tinha como sair de casa para ser atendida a não ser que o levasse e isso estava fora de cogitação por “n” motivos).

Com seis meses, a alimentação sólida passou a ser introduzida e eu lembro que, nessa época, nossa rotina começou a mudar porque ele passou a dormir mais à noite, por não acordar com fome. Aí que comecei a começar a descansar de verdade e a naturalmente começar a fazer outras atividades, como escrever no blog, pensar na vida, fazer mais coisas em casa. Antes disso, minha dedicação era total a ele e ao meu sono. Eu sabia que, dormindo bem, eu ficaria bem, ele ficaria bem, enfim.

Com quase um ano de idade, voltei a trabalhar fora e, para isso, meu marido saiu de um dos trabalhos e ficou com o que tinha o horário flexível, de modo que ele pudesse ficar com o filhote enquanto eu trabalhava fora em horário comercial. Nós também conversamos e eu resolvi fazer minha pós-graduação aos sábados, pois era o dia que meu marido poderia ficar mais com ele, poderia ir na casa da mãe dele, da minha mãe, enfim, dava pra passear com ele enquanto eu estudava. Nunca foi fácil. Foi bem difícil, na real. Mas eu fiz aquilo porque me sentia defasada profissionalmente e queria começar a dar aulas (eu deveria ter feito um mestrado, mas a pós lato sensu já me animou bastante por que passei a fazer palestras, o que me ajudou com a didática e a oratória).

Com pouco mais de um ano, recebi uma proposta de trabalho para trabalhar no interior e, antes de saber se eu ficaria no emprego ou não, em vez de mudarmos para a outra cidade, eu ia e voltava todos os dias de ônibus fretado. Acordava antes de o Paul acordar e chegava quando ele já estava dormindo, na maioria das vezes. Por quase seis meses, antes de mudarmos.

Eu só consegui retomar qualquer tipo de projeto quando meu marido ficou em casa, mantendo apenas o outro trabalho, e quando o filhote cresceu um pouco mais. À medida que ele foi crescendo, tendo mais autonomia e interesses, indo para a escola, eu pude encaixar outras atividades. Além disso, tudo é questão de perspectiva. “Não consigo fazer o mestrado agora, mas quando ele crescer eu faço”. E entre o fim da minha pós e o início do mestrado foram quase seis anos. Eu esperei. Faz parte!

Não sei se vivemos em um mundo muito imediatista, se a gente não consegue enxergar em perspectiva quando pariu um filho, mas o fato é que não adianta querer ter uma rotina que simplesmente não rola se você tem um bebê recém nascido em casa, não tem ninguém junto com você como rede de apoio etc. Pare de se comparar. Pare de se cobrar. Foque em ficar bem, em seu filho ficar bem. Isso já é TANTO. Todo o resto, se não for de extrema necessidade, pode esperar, e tá tudo certo, viu? A vida é curta mas nem tanto assim. Justamente por isso, APROVEITE o momento que está vivendo agora.

Espero ter ajudado. <3 Sei que é difícil. Sinta-se abraçada/o.