Categoria(s) do post: Diário da Thais, Saúde, Equilíbrio emocional

Eu achei importante escrever este post para contar um pouco da minha história sobre esse assunto e descrever como aprender a ser uma pessoa organizada me ajudou a lidar com a depressão (e ainda ajuda muito).

Vale dizer que não sou médica, então este post é um relato pessoal. Se estiver sentindo sintomas de depressão, procure ajuda.

A depressão é uma doença. Não é simplesmente falta de vontade, desânimo ou sensações do tipo, apesar de essas sensações estarem presentes em um quadro depressivo. A depressão é uma doença como qualquer outra. Quando a gente tem pneumonia, por exemplo, vai receber um tratamento adequado. Não adianta dizer para a pessoa enferma “tenha força de vontade e suba essas escadas!”. Se ela estiver com o pulmão comprometido, não vai ter condições de fazê-lo. Com a depressão, é a mesma coisa. Afeta a mente, mas afeta o corpo também. É uma questão química, junto com a mental. Por isso que o tratamento para a depressão, de modo geral, para casos menos graves, é medicação + terapia. Porque você vai cuidar do corpo e da mente ao mesmo tempo.

Eu tive a minha primeira crise de ansiedade quando era criança, por volta dos 7 ou 8 anos. Eu acordava de noite gritando, sufocando, com a sensação de que estava sendo “amassada” por uma pedra gigante (era como eu conseguia descrever na época, com as referências que eu tinha). Hoje, imagino que tenham a ver com brigas que meus pais tinham na época, e eles acabaram se separando quando eu tinha entre 9 e 10 anos. Na adolescência, esse quadro continuou em ocasiões específicas, gerando desmaios – na escola, pegando metrô, coisas assim. Já adulta, trabalhando e fazendo faculdade, a sobrecarga dessas duas atividades + cansaço do dia a dia, de dormir tarde, acordar cedo, ter que trabalhar e estudar, me levaram a uma labirintite aguda por conta do estresse, e essa ansiedade só aumentou naquele momento.

Foi apenas na vida adulta que eu recebi o diagnóstico de TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) e de depressão, mas o diagnóstico também se estende a esses quadros da minha infância e da adolescência. Hoje eu sei por que me sentia daquele jeito e consigo me compreender melhor como ser humano.

Ler é um dos meus refúgios

Ter passado por esse episódio mais drástico da labirintite na vida adulta me fez ter um interesse enorme em produtividade e organização pessoal, e foi quando eu criei o blog para compartilhar os meus aprendizados. Eu aprendi que a organização me ajudava a reduzir a ansiedade, pois eu conseguia controlar aquilo que era passível de controle, como prazos no trabalho, vencimento de contas, entre outros. Eu também percebi que ter uma rotina era bom para mim. Toda vez que eu me submetia a condições de vida (principalmente de trabalho) sem essa rotina, eu ficava pior. Por isso, sempre que preciso passar por situações diferentes das habituais hoje em dia (como em uma viagem a trabalho, por exemplo), eu procuro manter a minha rotina o mais próxima possível daquela que tenho em casa – sono, alimentação, atividade física, meditação – porque sei que me faz bem. Não é uma “prisão”. É libertador, na verdade. Porque me sinto bem e sei que, com essa parte, não preciso me “preocupar”.

Não, eu não tenho depressão porque sou uma pessoa organizada. Eu já tinha o diagnóstico antes, vem da infância. Aprender a me organizar me ajudou a lidar com a depressão e com a vida de uma maneira mais leve.

(só para reforçar, porque já ouvi isso. sim, acredite.)

Desenvolver esse conceito de uma produtividade compassiva me ajudou a entender onde em me situo dentro do sistema capitalista totalizante que vai sim precarizar o trabalho e vai sim conduzir empresas e trabalhadores sempre à sobrecarga. Logo, não vou ficar me cobrando soluções que não sistêmicas, mas a produtividade compassiva me ajuda como técnica de sobrevivência. Existo neste mundo, dependo do meu trabalho, trabalho com outras pessoas que também dependem dos seus trabalhos, e convivo com família e amigos no mesmo quadro – logo, esse olhar para dentro permite que eu sobreviva dentro das melhores condições possíveis e impacte os outros ao meu redor positivamente com a minha experiência. Se eu me cuido, sou uma mãe melhor, por exemplo. É isso.

Não sei se é correto dizer que a depressão é quase como uma doença crônica, mas o fato é que ninguém se cura de uma depressão. Ela é um quadro que existe para quem tem, e ponto. Você vai aprender a conviver com ela. Vai ter momentos melhores e momentos piores, em que ela vai te pesar mais. O tratamento, o autoconhecimento, tudo isso vai te ajudar a identificar seus gatilhos, seus momentos, e as providências que precisa tomar quando não estiver tão bem.

Uma pessoa com um quadro debilitante de depressão encontra dificuldade nas pequenas coisas do dia a dia. Levantar da cama é cansativo – você se sente uma toalha molhada, pesada. Não dá vontade de fazer nada. Não tem por que tomar banho, limpar a casa ou fazer qualquer outra atividade que não seja descansar, dormir, olhar para o nada. E tudo é lento, incrivelmente lento. Quando você vê, já é de noite e você precisa enfrentar outra noite com sono difícil (muitas pessoas com depressão têm insônia ou sono “picado”), para chegar ao mesmo ponto de ser difícil de acordar no dia seguinte.

Quando uma pessoa com depressão está assim, qualquer atividade que ela conseguir fazer no dia, por mais trivial que seja, é uma pequena vitória, porque essas atividades todas demandam um esforço tremendo que ela não consegue alocar. Exemplo: separar os documentos para o imposto de renda. Nossa, ela pode ter uma pasta ali com tudo guardado ao longo do ano, mas até pegar essa pasta parece uma colina imensa que ela tem que subir. Agora: imagina se não tiver a pasta? Pior ainda. Por isso que a organização ajuda. Naqueles momentos em que você está bem, você cuida das coisas para facilitar quando não estiver tão bem. E, quando não estiver tão bem, você sabe que precisa descansar, dar-se esse tempo, vai fazer as coisas de maneira mais devagar e por aí vai. Você se compreende. Vê a coisa toda de uma maneira mais pragmática. Consegue, depois de um tempo, separar a depressão de você. Você não é a depressão. Você tem depressão. É uma diferenciação importante.

É muito comum também uma pessoa com depressão se apegar a pequenas coisinhas do dia a dia que trazem pequenos prazeres na rotina, e que são um primeiro degrau para começarem a se sentir melhor. Para mim, por exemplo, são meus livros, desenhar, pintar, compôr músicas, tocar piano, violão etc. Para outras pessoas, é cozinhar. Para outras, é fazer as unhas. Sabe? Cada um com seus pequenos prazeres. Infelizmente, alguns descambam para vícios, então tem que ter cuidado. Mas o fato é que fazer essas pequenas coisas é uma pequena vitória para quem está passando por uma fase difícil da depressão. Então não seja aquela pessoa que fala “aff, você só lê” ou “como uma pessoa depressiva tá com a mão sempre feita” ou ainda “quem tem depressão não vai viajar”, coisas desse tipo. São comentários que denotam ignorância, falta de empatia e um tom de julgamento completamente desnecessários, que não ajudam quem ouve nem quem comenta.

Ter aprendido a me organizar e desenvolver esse conceito que hoje consigo denominar como produtividade compassiva foram essenciais para mim. Eles não substituem (obviamente) o tratamento adequado para a depressão, assim como acontece com qualquer outra doença que depende de tratamento apropriado, mas ajudam, complementam, e muito, no dia a dia. Porque a vida continua acontecendo mesmo quando você não tá muito legal. E a organização das coisas e esse olhar compassivo para dentro, entendendo como está o seu nível de energia e se respeitando, fazendo o possível, foram essenciais para mim – e ainda são – em momentos mais difíceis.

Espero que este relato pessoal tenha sido útil de alguma maneira para ajudar quem tem depressão e também para quem convive com pessoas próximas que tenham.

Ficam ainda algumas recomendações de leituras que me ajudaram e que indico para saber mais:

Obrigada por ler até aqui. <3 Fique bem.

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114 comentários

  1. Tatiane comentou:

    Obrigada por abrir esse relato para nós, Thais ♥
    Me identifico muito pois também tenho ambos os diagnósticos, e encontrei na organização e nos rituais diários uma maneira de lidar e diminuir os sintomas (junto com terapia + medicação), e quem me apresentou esta solução foi você através do Vida Organizada!
    Conheci o VO em uma fase muito ruim nessa jornada de controle da doença, e desde então acesso quase todo dia (é um dos meus rituais!). Foi você que me “pegou pela mão” virtualmente e mostrou o que dava para controlar e como, e por isso sou muito grata pelo seu trabalho.
    Um abraço gigante ♥♥♥

    1. Claudia comentou:

      Jejum e oração o melhor remédio

      1. Lilian Oliveira comentou:

        Eu fico muito incomodada com esse comentário, me desculpa te responder assim, porque mesmo orando as pessoas ficam depressivas e o jejum é praticamente um veneno pra quem acha que ofertando um prazer como a alimentação para ser recompensada com uma melhora de seu quadro depressivo. Jejum é um exercício de fé, mas a depressão ela também é sobre situações orgânicas e não orgânicas, quem já tem um déficit na sua Fisiologia, várias carências, ainda fazer jejum como exercício de fé… Me perdoe!! Levei mesmo o seu conselho ao pé da letra. Depressão não é sobre falta de um( ser maior) ou excesso.

      2. Marília comentou:

        Jejum e oração com certeza ajuda, mas depressão é uma doença, creio q vc nunca teve, como ela disse no relato, vc faz jejum qd o está com uma gripe forte?

      3. Tatiane comentou:

        Imagino (espero) que a intenção tenha sido boa, para mim não é o melhor remédio, mas fico feliz que te ajude ♥.

  2. Tatianna Crestani comentou:

    Thaís, fez muito sentido para mim o seu relato pessoal. Obrigado por compartilhar. A ansiedade e a depressão me acompanham há 3 anos. Me atrapalham na rotina e não me permitem ter consistência nas minhas atividades. Sou aluna da turma 6 do MVO e até hoje não consegui concluir o curso por causa dessa desmotivação que me assombra. Muitas vezes fico me comparando com você e me sentindo incapaz, mas sei que tudo tem ligação com essas questões psicológicas.

    1. Ana Paula comentou:

      Eu sou da mesma turma e me sinto assim também. Um abraço!

  3. Priscila comentou:

    Thais agradeço peor compartilhar esse texto, tão sensível e pessoal. Me identifiquei com seu relato, pois já passei por momentos de ansiedade descontrolada e síndrome de burnout, e convivo com uma pessoa muito querida que lida com a depressão. Te ler me ajudou a perceber estratégias que posso usar para apoiá-la, e confirmou a percepção que tenho da minha vivência pessoal: ser uma pessoa organizada ajuda MUITO. Nos momentos de maior pressão – do trabalho e da vida – percebo claramente como ter uma lista com meus projetos e tarefas e clareza das minhas prioridades me auxilia a tomar decisões mais saudáveis pra mim e para as pessoas à minha volta. Gratidão pelo relato!

  4. Carla comentou:

    Obrigada por compartilhar sua história e trazer este conceito tão necessário da compassividade! ❤

  5. Ana Paula comentou:

    Texto maravilhoso!!!

    Tenho atravessado um momento muito delicado da vida e até assistir às aulas do MVO está difícil (sou turma 6 e só concluí 20% das aulas em mais se um ano) e seu trabalho e seus relatos pessoais ajudam a seguir em frente.
    Muito obrigada e espero que você fique bem, muito bem mesmo.

    Um grande abraço

  6. Marta comentou:

    Thaís, a franqueza do seu relato, acalentou minhas dores emocionais. Me identifiquei com cada descrição. A pessoa com quadro depressivo, geralmente, é incompreendido pela família, colegas…Obrigada por trazer o tema depressão . Admiração. Um grande abraço

  7. Wanessa Karine comentou:

    Que texto maravilhoso! Seria bom que todas as pessoas pudessem ler e compreender um pouco sobre quem vive com depressão.

  8. Dani comentou:

    Amei, Thais. Precisa e ponderada.

    1. Danielle comentou:

      Primeiro post de muitos que quero ler aqui. Me identifiquei com muitos trechos do seu relato. Você deu palavras para sensações que as vezes não conseguimos explicar. A sensibilidade de quem já passou por isso torna o texto mais acolhedor e traz esperança de que é possível sobreviver à essas fases ruins.

  9. Lourdes comentou:

    Obrigada por esse post <3

  10. Rafaela comentou:

    Texto maravilhoso! Esclarecedor! Me senti muito representada pelas suas palavras. Obrigada!

  11. Susiane comentou:

    Amei! Vc escreve perfeitamente, com clareza!
    Adorei a parte que vc diz que pode controlar as coisas controláveis, eu sou exatamente assim e tambem me faz muito bem…gratidão!

  12. Larissa Scussiato comentou:

    Me identifico muito com a tua história, e tua abordagem de produtividade compassiva me ajudou em diversos momentos a me respeitar e entender meu momento. Parabéns por essa abertura e vulnerabilidade, saiba que teu trabalho já me ajudou em diversos momentos de baixa com depressão e ansiedade. Gratidão!

  13. Ana comentou:

    Gostei bastante do texto. Também tive depressão e até sofri um surto psicótico. Já estou bem mas continuo a tomar medicação porque tenho medo de uma recaída. É triste a depressão não ter cura. Algumas pessoas dizem que ficam curadas e eu não sei como conseguem e até tenho alguma inveja. Sim é feio dizer isso mas é a verdade. Aprendi a aceitar a doença e a minha condição. Compreendo perfeitamente a beleza dos pequenos prazeres. Também aprendi isso com a depressão. O meu surto psicótico virou a minha vida ao contrário. Então andei uns tempos perdida e cabisbaixa. Então comecei a interessar-me pelos temas que o vida organizada fala e foi/é uma grande ajuda. A minha vida ganhou ordem porque estava caótica. Agradeço a humanidade de partilhar tópicos tão úteis e iluminados. Estou com saudades de ter um workshop e também penso em inscrever-me no curso este ano. Para mim é um passo gigante mas estou optimista em relação ao curso. Beijinhos

  14. Juliana Bastos comentou:

    Obrigada pelo post <33

  15. Luane comentou:

    Obrigada por esse texto.
    Fique bem também. 💙

  16. Marcia comentou:

    Me identifico totalmente, desde a infância. Só preciso melhorar minhas defesas. E Thaís tem me ajudado, há, pelo menos, 14 anos. Sempre grata, minha querida! 🌷♥️🗂

  17. Teresinha comentou:

    Oi, Thaís… que texto maravilhoso!!! Ele descreve bem a TAG + depressão… achei interessante o relato como um todo , mais me chamou a atenção foi vc ter falado também da Labirintite … pois tb passo por isso… acho que posso fazer de suas palavras a minha ! Obrigado por compartilhar dessa intimidade e nos mostrar que somos humanos ….

  18. Fabiana comentou:

    Obrigada por compartilhar sua história Thais. É muito difícil explicar os sintomas da depressão, e seu relato me ajudou a validar o que estou sentindo.

  19. Paula comentou:

    Obrigada por compartilhar um pouquinho da sua história, agora me parece que tudo fez mais sentido. Me sinto uma pessoa organizada, mas vejo também que tem momentos que entro em uma espiral de caos e não consigo fazer coisas que seriam super simples para se resolver em apenas alguns minutos.
    Faço como você disse, tem momentos que consigo organizar mais coisas, como a casa, alimentação, projetos e etc e em outros momentos eu tento no mínimo não bagunçar as coisas organizadas, isso sempre foi uma frustração na terapia e a minha terapeuta não me entendia. Quando estou bem e consequentemente mais produtiva eu fico muito feliz em ver as coisas deslanchando, mas enfim é sobre entender e me acolher em meio a esses processos.
    Sou ansiosa e tomo remédio para depressão e faço análise.

  20. Lisandra Rodrigues comentou:

    Bom dia Thais,
    acompanho o blog há tempos, já fiz comentários anteriormente e hoje gostaria de sugerir um link interessante que recebi no blog “viversempressa.com” da Yuka (os blogs de vc duas são os únicos que acompanho, e ambas são muito relevantes para mim).
    Segue o link:
    https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-passar-menos-tempo-diante-da-tela-do-celular/?amp
    Veja por favor e teça seus comentários , com certeza ajudará muitas pessoas!

  21. Juliana Paiotti Schychof comentou:

    obrigada pelo relato Thais <3
    é de utilidade e acalanto pra todes estudar e compreender sobre isso, visto que estamos nesse momento histórico tão propenso a estimular quadros depressivos… quando não é a gente mesmo é alguém do lado que está sofrendo da doença.

    quero que saiba que encontrar seu trabalho foi o resgate que eu tive de um fundo de poço em 2020. foi quando teve um dos eventos das semanas de organização de fim de ano, lá pra outubro/novembro… estou conectada diariamente com o VO desde então, e minha energia cresceu igual bolo no forno ☺️💗 abraços querida! quero muito um dia poder te ver ao vivo e partilhar essa alegria! um beijo!

  22. Daniele comentou:

    Thais, que relato emocionante! Parabéns por compartilhar este texto tão importante e esclarecedor! Obrigada! Gosto muito de vc!

  23. Silvana comentou:

    AMEI O DEPOIMENTO do INICIO AO FIM

  24. Nildete comentou:

    Muito obrigada por esse post. Tenho depressão e ansiedade há vários anos, faço uso de medicamentos. Aprendi muitas coisas com o que você escreveu.

  25. Fátima comentou:

    Muito obrigada pois com o seu relato ajudou. Estou começando o tratamento com psicóloga e vou iniciar com psiquiatra tb pois tenho esses dois depressão e ansiedade. Transtorno. Procrastinação. Mente tumultuada. A psicóloga já disse que tenho esses transtornos. Ela está me ajudando muito. Vou tentar seguir essas dicas suas tb. É realmente como é difícil vencer mas Deus é mais.

  26. Sandra Martins comentou:

    Bom dia!!
    Eu me vi no texto!! Obrigada!!

  27. Carmen Lúcia da Silva Godoy comentou:

    Muito legal teu relato!Que bom que hoje em dia as pessoas são mais abertas e falam desse tema sem constrangimento.Lembro de pessoas com mais idade dizerem que na sua época esse assunto de depressão, ansiedade e outros transtornos mentais era um tabu,que a família e a própria sociedade estgmatizava e ignorava essas pessoas colocando a depressão como algo de quem não tinha o que fazer ou que era um problema relacionado a educação e status social.Ainda bem que hoje é um pouco melhor,mas ainda temos que quebrar muitas barreiras contra o preconceito.Tenho transtorno de ansiedade e sei muito bem como é.Tomo medicação e levo uma vida normal.Vou aproveitar tuas dicas de leitura.

  28. Fer Dorta comentou:

    Seu post me encoraja muito a procurar ajuda. Obrigada por isso! Ando exausta de tudo, tudo mesmo. Eu que sempre fui uma pessoa alegre e disposta. Adorei seu texto e de fato, me reinventar é o primeiro passo!

  29. Márcia valeria paes ribeiro comentou:

    Parabéns, Thaís…vc foi sensacional nesta explicação. Parece que vc sou eu..kkkkk exatamente assim que eu me sinto…muito bom…

  30. Dado Dellono comentou:

    De fato a organização está me auxiliando a conviver com minha depressão e ansiedade e ver que isso dá certo com outras pessoas encoraja mais ainda a gente! Obrigado pelo compartilhamento!

  31. Michelle Schuenck da Silva comentou:

    Muito obrigada por esse post, Thaís.
    Me vi em cada linha, em cada relato. Como é difícil conviver com essa doença diariamente e me sentir sempre inútil.
    Seu post me deu uma pontinha de esperança em mim.

  32. Mariane comentou:

    Eu amei o seu posto, me ajudou bastante!!
    Tbm penso que a organização pode ajudar a organizar a vida, os pensamentos e melhorar tudo, mas ainda não cheguei nesse nível!
    Obrigada por me inspirar!!!

  33. Lucivane comentou:

    Obrigada por compartilhar sua experiência que é também um ensinamento. Concordo com você que a organização ajuda pessoas depressivas a se sentirem melhor.

  34. Gabriela comentou:

    Tenho morado com a ansiedade e ela pesa. O trabalho é um fardo, dormir é difícil e normalmente estou desanimada. Não sei como, perdi todos os meus interesses e sonhos. Agora tenho me obrigado a fazer algumas atividades para ter um objetivo na vida, mas desisto com facilidade. Sempre penso, amanhã vou melhorar, mas nem sempre consigo lidar com o meu dia.

  35. Iriane. comentou:

    Ola. Muito bom seu relato ,isso com certeza ajudará muitas pessoas. Saber se conhecer é muito importante é o começo de tudo. Pelo menos eu acho.
    Convivo com a depressão desde pequena na minha família. Minha mãe sofre dessa doença desde que eu sou pequena. Na verdade acho que desde que ela é pequena. Coitada.! Até hoje ela não sabe lidar com isso. E eu tento ajudar do jeito que posso. Sempre falo que ela precisa se organizar em algumas coisas de casa pra poder se sentir melhor. Digo que ela tem depressão e precisa aprender a viver com ela. E saber que tem dias que não vai estar bem. Por algum motivo que também é bom saber qual é p poder lidar. E que no dia seguinte talvez já esteja melhor.
    Na verdade aprendi isso com minhas próprias angústia e ansiedades e sei aplicar isso na minha vida pra me sentir melhor. Tem dias que não me sinto muito bem e tento analisar o porque estou me sentindo assim naquele dia e vejo o que posso fazer pra mudar isso. Pelo menos naquele dia!
    Seu relato me fez abrir um pouco mais minha mente o quanto mais posso fazer pra ajudar minha mãe. Obrigada. Um bj

  36. Jucelia b a comentou:

    Olá, obrigada por passar isso ,tenho uma irmã que enfrenta muitas dificuldades com depressão ,vou passar seu relato pra ela espero que ela siga suas dicas que são valiosas .

  37. Fernanda comentou:

    Thais,amei seu relatório pessoal, fui diagnóstica com TAG e ter uma rotina é essencial, amo ler, aprendi também a importância de ser resiliente.

  38. Lei Dos Santos comentou:

    Muito interessante a matéria, sem ser cansativa, ou chata como a maioria. Gostei muito.

  39. Iêda Ribeiro Santos comentou:

    Bom dia Thaís.
    Li seu relato me identifiquei muito, já tive depressão várias vezes em muitos momentos da vida.
    Hoje estou fazendo um curso para aprender ajudar outras pessoas a se libertarem, pois depressão é uma prisão. A sigla é TRG
    Terapia Reprocessamento Generativo . Se você se interessar estamos com aulas ao vivo no YouTube, o professor é maravilhoso ensina métodos excelentes. Te espero lá

  40. Silvia Aparecida dos Anjos comentou:

    Gostei da forma como vc aborda a questão depressão X organizaÇÃO.

  41. Rosana comentou:

    Faz todo sentido. Consigo perceber a minha relação depressão-organização. Sinto como se fosse realmente crônico como você citou. E a organização traz clareza. A mente depressiva é confusa, procrastinadora. Como textos assim nos ajudam a enxergar melhor. É muito bom o sentimento de pertencimento quando você lê ou escuta algo que fala por você. Sensação de não estar sozinha.

  42. Paula comentou:

    NÃO afirme que ninguém se cura da depressão. Mesmo por que, não existe a depressão, mas as “depressoes”. Somos seres singulares e ela não se manifesta de forma idêntica para todos. Ela NÃO é um quadro que existe pra quem tem, e pronto. Há casos e casos. Há sim caminhos para cura. O acesso ao mundo incosciente traumático e elaboração de traumas é “possível”, sim.

  43. Amanda Marchiori comentou:

    Eu fui diagnosticada bipolar a pouco mais de um ano. Estou nessa fase, descobrindo o quanto me ajuda a organização e rotina. Vc descreve exatamente o que estou descobrindo e vivenciando. Sempre quis ter uma rotina, sempre queria ser organizada e minha doença me impedia, hoje entendo que o defeito não estava em mim. É gratificante poder viver isso e ler que existem mais pessoas passando pelo que eu passo. Muito obrigada por compartilhar.

  44. Janine Fiuza comentou:

    Meu Deus ler isso foi surpreendente, Jamais conseguiria expressar me com tanta clareza! Vc colocou toda minha vida num papel! Digamos razoavelmente em poucas palavras se tratando de uma vida inteira! Como gostaria q todos em minha volta lessem. Dai não precisaria mais de tantas justificativas no trabalho, em casa, em relação às minhas atitudes, geralmente o q faço e deixo de fazer. Acho q vou imprimir e plastificar . Qdo precisar é só dizer leia antes de julgar me. Obrigada isso foi libertador. Embora saiba que tenho essas limitações, o consolo é saber q realmente existe a verdade e infelizmente sentimos e vivemos desse forma, matando um leão e grande, um dia de cada vez. Obrigada!

  45. Simone villar comentou:

    Muito boa leitura realmente a depressão é uma doença grave e de difícil compreensão dos não profissionais da medicina.

  46. Adriana Paula da Silva comentou:

    Excelente ! A descrição mais coerente e contribuição positiva que já li sobre o assunto! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻🙏🏻💖

  47. Vera Claudia Alcoforado comentou:

    Nossa!!!!
    Que maravilha de relato. Não costumo emitir nenhum comentário das matérias que leio, porém esse ,além de muito bem redigido, é esclarecedor, sensível, inteligente.
    Parabéns. Espero sinceramente que tenha ajudado a muitos com este mesmo problema.
    Vera

  48. Sônia Maria comentou:

    MB!Parabéns!
    Elucidativo e muito humano.

  49. Cleia soethe KUELKAMP comentou:

    Obrigada por seu depoimento, me identifiquei muito, vivo tudo que você colocou em seu depoimento, mas tenho vergonha de ir atrás de um diagnóstico. Me entende

  50. Paula comentou:

    Nossa tudo que passei e estou vivendo consegui senti como se fosse eu escrevendo obg pelo blog amei ..

  51. Vera comentou:

    Me identifiquei, pois também tenho o mesmo diagnóstico e motivo, foi na infância, também com separação, e alcoolismo do meu pai, gerou baixa autoestima. Tbem tentou ser organizada no trabalho, porque noto ou sinto que assim controlo um pouco a ansiedade, mas não tenho a mesma oportunidade em casa, onde é mais dificil essa organização, por depender de fatores fora do meu alcance, o que fez meu quadro de depressão e ansiedade virarem uma gangorra emocional, difícil de lidar. Mas gostei do texto, parecia descrever parte da minha vida e dificuldades ..

  52. Luciana comentou:

    “Sensação de estar sendo amassada por uma pedra gigante” aqui saiu como “parece que o Faustão tá sentado em cima de mim”. 25 anos atrás.

    Adorei seu texto!

  53. João Durval Farias comentou:

    Oi, Taís, depois de muito tempo fui diagnosticado com depressão, mas a angústia acompanhou-me desde a infância a maturidade. Estudo, trabalho, mas ainda carregando sofrimentos emocionais, amenizados pela terapia, práticas Integrativas, caminhadas diárias e uma baixa dosagem de antidepressivo. Concordo que o estado depressivo leva ao adiamento e a desarrumação em muitos casos, é o que desde muito tempo ocorre comigo, pior a procrastinação me prejudica nos estudo, no trabalho e nas relações. Gostei do estilo do seu texto, esboçando saídas criativas para conviver melhor com essa realidade, depressão, que é muito particular, tanto o efeito como a forma de superação.

    Você tem como me enviar um esquema de organização, nada tão complexo, para que eu possa colocar em prática, convivendo melhor com esta situação?

    De antemão, gratidão, Taís!
    Atenciosamente,
    João Durval

  54. Adriana comentou:

    Depressão tem cura sim!
    É só fazer o tratamento certo até o fim.

  55. Stelamaris comentou:

    Boa tarde,
    Eu sou depressiva crônica e bipolar. Seu breve relato acerca da depressão é a realidade da doença. Ela te arrasta todos os dias ,suga nossa energia, alegria, a falta de ânimo para realizar as tarefas diárias, enfim é muito difícil.

  56. Maria Lins comentou:

    Muito importante esse relato. Também sou uma depressiva. Para amenizar o desânimo e a falta de coragem, procuro reformar minhas roupas, lê um bom livro.

  57. Vanessa comentou:

    Gratidão por expor seus sentimentos e assim ajudar tantas outras pessoas como eu.

  58. Silvia comentou:

    Thais, super me identifiquei com esse seu relato. Pra mim acontece igual… Hoje mesmo estava refletindo sobre isso, percebendo a diferença das minhas necessidades e das outras pessoas. Essa lentidão, a vontade de dormir e ler na maior parte do tempo… Eu sinto isso como “alma cansada”… Estou procurando meios de melhorar isso nas terapias alternativas…
    Obrigada por compartilhar seu relato.

  59. Elis comentou:

    Que texto carinhoso. Me senti abraçada e com um caminho a seguir. Sinta-se abraçada também.

  60. Junia comentou:

    Muito bom..me vi exatamente como no seu texto…
    Tenho tido dificuldade de fazer coisas que fazia com presteza antes…
    Sem pre usei agenda com muitas anotações..hoje estou largando a agenda..
    Vou escrevendo bilhetes e quando vejo são vários quase iguais..e não fiz boa parte das coisas.Antes a minha depressão não me paralisava..agora está assimm
    Temho várias coisas pra colocar em ordem e não estou conseguindo.
    Estou me tratando..

  61. Renata martins comentou:

    tudo eu relatando.é isso mesmooooo.
    Me trato faz muito tempo

  62. Rayanne comentou:

    Nossa! Como eu precisava ler isso hoje! Muito obrigada pelo relato Thais
    Às vezes a gente só precisa se lembrar que não está sozinha.
    Obrigada

  63. Daniela comentou:

    Parabéns pelo post, comovente e inspirador ao mesmo tempo!

  64. Emanuela Alves comentou:

    Olá, Thais! Quero expressar minha gratidão pelo seu post, que tanto me ajudou. Enquanto lia, me identifiquei com muitas coisas que vc descreveu. Eu faço terapia e tratamento com antidepressivos há mais de um ano, mas ninguém me deu nenhum diagnóstico até agora. Dizem que não faz diferença se sei ou não o que tenho. Mas pra mim faz, porque eu gostaria de entender por que me sinto desse jeito e não tenho ânimo para fazer nada. Seu relato foi tão enriquecedor quanto ouvir uma música ou ler um livro 🙂

  65. Géssica Timóteo comentou:

    Também lido com essa questão e neste momento estou numa fase mais leve, a qual eu nunca experimentei desde que desenvolvi a doença ( ainda na adolescência), foi importante para mim, ler o seu relato, me fez sentir um pouco abraçada. Agradeço a Deus por esse momento e desejo de todo meu coração continuar conseguindo equilibrar minha saúde mental, tudo o que você citou faz sim, muita diferença no nosso dia a dia. Um abraço.

  66. Sandra comentou:

    Não tenho depressão, mas não me vejo bem sem a organização e uma rotina bem estruturada. Sair dela, rotina, de vez em quando , é muito bom, mas voltar pra ela , é melhor ainda. E sem organização a vida fica um caos. Pelo menos pra mim. Seu relato pode ajudar e muito pessoas com algum problema ou não. Obrigada!

  67. Vania Rodríguez comentou:

    Obrigada, Thais. Foi inspirador ler seu texto. Você me ajudou muito. Vou seguir seus passos.

  68. Eduardo comentou:

    Muito bom seu texto. Obrigado por ele. Trouxe muitas dicas que, tenho certeza, vão me ajudar bastante a lidar com uma pessoa muito querida minha, que está com depressão

  69. Carol comentou:

    Mds, como eu precisava ler isso. Agradeço demais vc compartilhar sua vivência. E vivamos cada etapa dos ciclos… <3

  70. Célia Diniz comentou:

    Me identifiquei com o texto porque sempre tinha crises de ansiedade
    Como aprendi a controlar o pânico , agora quando tenho ansiedade me dá labirintite
    Nunca tinha visto ninguém relacionar uma coisa com a outra
    Tem explicação para isso? Grata

  71. Tatiana comentou:

    Oi,eu tenho certeza que tenho depressão por tenho todos os sintomas descrito por vc e eu TB tenho certeza que eu tenho isso desde a minha infância (passei por violência doméstica), mas nunca consegui me tratar porque as pessoas colocaram na minha cabeça que o meu problema é de caráter. Agora que me encontro falida e 100% falida estou indo em busca de tratamento. Espero que as pessoas façam como vc, se organizem, não se deixem levar pelo o que os outros dizem e corram atrás de tratamento para melhorar.

  72. Sandra Silveira comentou:

    Obrigada pelo seu relato. Me sinto exatamente assim !!!

  73. Selma Lucena comentou:

    Nossa. Cada palavra me identificou. Tudo o que foi dito todas as situações. Quando fico bem parece que incorporo outra pessoa. Costuro, leio, faço recortes, estudo… Faço as coisas andarem com uma folguinha de produção pra ficar por conta dos meus dias sombrios.

  74. Celia comentou:

    Olha Thaís…sou muito amiga de uma pessoa com esses sintomas e esse seu relato foi de muita compreensão . Nunca entendi pq a unha sempre tinha que estar bem feita…muito obg.

  75. Celia Coutinho comentou:

    Fantástico como me identifiquei. Gratidão

  76. Rosania comentou:

    Amei se parece comigo

  77. Luiz Claudio comentou:

    Olá, boa noite!
    Parabéns pelo seu post!
    Acredito que ajudará muitas pessoas!
    A depressão é um tema muito sério e exige além de cuidado, respeito!
    Eu não tenho depressão mas desenvolvo projetos voltados para políticas públicas para juventude e conheço um pouco dessa realidade.
    Um abraço e sucesso!⚘

  78. Elaini comentou:

    Fui diagnosticada co distimoa mas faço tratamento Tb para pânico e ansiedade que piorou muito depois que perdi a audição. Ser organizada mega difícil para mim mas me faz bem também.

  79. Agatha Persoli comentou:

    Que post gentil, Thais! Me senti pertinho de você, te escutando e acalmando minhas inquietações. Só faltou um chazinho e um abraço apertado no final.♥ O VO me ajudou muito e em várias situações, como um ponto de apoio em períodos de crise (mesmo quando não sabia o que realmente era). Estou feliz em fazer parte desta comunidade! Obrigada por compartilhar seu relato. Um grande beijo!

  80. Rosana Lantyer comentou:

    Excelente

  81. Elaine comentou:

    Thais, que lindo! Seu texto é doce, é pratico e real. Obrigada

  82. Hélio Olímpio comentou:

    Obrigado!!!

  83. Veronica Silva Bittencourt comentou:

    Me vi em suas palavras.

  84. Elene Santos Moura comentou:

    Gratidão por compartilhar a sua história.

  85. Janete Lima comentou:

    Deus te abençoe por compartilhar suas dores, e com isso ajudar a muitos que sofrem desta enfermidade da alma.

  86. Marcia Mesquita comentou:

    Thaís, eu NUNCA comento nada onde é preciso deixar alguns dados meus. Mas a sua história me tocou demais e me ajudou também. Eu tenho esclerose múltipla e depressão, e minha filha é bipolar (tem transtorno de humor). Isso que você disse sobre se sentir uma “toalha molhada” descreve bem o que acontece. No meu caso, só de pensar em organizar meus papéis, já me sinto cansada. Mas pude perceber o quanto isso seria de ajuda, ao mesmo tempo. Preciso “processar as informações”, mas vou me empenhar a me organizar melhor a minha vida. Muito obrigada por ter escrito essas palavras. Vou acompanhar o seu blog. Que Deus te abençoe.

  87. Joice comentou:

    Foi excelente ter lido esse texto. Obrigada

  88. Tatiane Paiva comentou:

    Simplesmente amei o seu relato e realmente é assim, quando minhas coisas,rotina e outros estão em ordem fica tudo mais leve.
    Muito obrigada!!!

  89. Cibele comentou:

    Excelente post. Muito obrigada pelas indicações, eu pensava que só eu conseguia me sentir melhor das crises de ansiedade através da organização. Muito obrigada mesmo!

  90. Eliane Candiotto comentou:

    Parece que vc descreveu tudo que estava dentro de mim. Infelizmente me sinto incompreendida na maioria das vezes. Eu acabo me afastando e não esperando nada de ninguém. Aprendi a viver sozinha, sei que este não é o melhor caminho, mas em alguma questão que ainda não sei como lhe dar eu acabo me afastando. Uma hora fico bem, outra hora não e assim vamos tentando superar cada desafio. Tarefas que pras pessoas são tranquilas, pra mim são difíceis e acabo me cobrando. Mas aprendi a fazer as coisas no meu tempo também.

    Um grande abraço!

  91. Sara comentou:

    Nossa, fiquei pasma com tantos comentários, pois a maioria deles são de pessoas que estão passando pela mesma situação. É de fato mais comum do que eu achava. Me identifiquei muito com o texto, estar com depressão é exatamente isso. A organização de fato nós auxilia nessa difícil caminhada de nossas vidas, me acalma, me deixa mais tranquila. Nos dias de crise da doença, a bagunça da vida, da casa e etc, tornam tudo mais difícil. Deus ajude e fortaleça a todos nós 🙏❣️

  92. FLAVIO comentou:

    É importante realizar a organização das coisas exterior para que possamos ter um melhor desempenho e facilitarmos nosso dia a dia. Isso ajuda, mas não resolve ou diminui o problema da depressão e ansiedade, porque eles estão dentro de nós e não fora. Quando a mente, as emoções e comportamentos estão desorganizados, fora do eixo, não há ação exterior que conserte a bagunça. Para resolver, de fato, essa situação é necessário se organizar por dentro, corrigir os pensamentos e sentimentos; só assim conseguiremos solucionar os quadros ansio-depressivos e sintomas correlatos. Também não sou médico, mas passando por processos de depressão desde de minha infância e chegando a fase adulta com graves crises existências e sindrome do pânico, consegui perceber algumas verdades sobre as pessoas que sofrem desta doença da alma, incluindo eu mesmo. Sim, porque a depressão, ansiedade, bipolaridade, etc., apesar de se manifestarem no corpo, tem sua origem no desequilíbrio psíquico e este nada mais é do que a expressão do Espírito humano que somos que se encontra atado a um corpo carnal. Desta forma, a utilização de medicamentos anti-depressivos e ansiolíticos ajudam a regular e estabilizar os quadro bioquímicos do organismo, em sua maioria, mas não conseguem endireitar e curar a doença, porque ela não está no cérebro ou outra parte do corpo, mas sim na alma, no Espírito que somos que está doente e estravaza sua enfermidade no instrumento material de que se utiliza enquanto estamos encarnados neste mundo, ou seja enquanto estamos vivendo em um corpitcho de matéria (músculos, ossos, nervos, tecidos e sangue).
    A primeira coisa a se notar e constatar é que os depressivos e ansiosos são pessoas exatamente orgulhosas, que tem seu égo elevado, são Espíritos que querem que a vida seja da forma que desejam e não aceitam a vida e as outras pessoas como elas são. Conforme o tempo passa, as contrariedades da vida aparecem confrontado o égo de qualquer pessoa, sejam elas crianças ou adultos, a realidade que nos cerca, na maioria das vezes, é oposto a nossa vontade e queremos a todo custo controlar a situação a nosso favor, então o que acontece é que as pessoas resignadas e humildes são capazes de aceitar suas limitações não se deixam abalar pelas tribulações do cotidiano, mas os egoístas e orgulhosos não agem desta forma, ao contrário, eles não conseguindo mudar as situações para satisfazerem seu desejo e prazer começam por ficar irritados, revoltados e o descontrole emocional vai crescendo até o ponto que se vêem incapazes de satisfazer seu ego, porque há situações que realmente não temos o controle, e aí acabam entrando no processo de frustração e o baque é tão grande para sua impafia que não conseguem mais se levantar sozinhos. Sentem-se destruídos, vencidos, sem forças para lutar, nada mais tem sentido, nada mais tem graça, nada mais tem valor, porque eles não podem ter a vida que desejam, as coisas que querem na hora que querem, não podem ter a existência que idealizaram em seu mundo íntimo, ilusório e autoritário. Sim, meus queridos e queridas, todo depressivo e ansiosos é um grande egoísta e orgulhoso… Não há como negar isso! E me incluo nesse lista. Se assim não o fosse, saberíamos lidar com as realidades da vida, as dificuldades e diferentes pessoas e personalidades que nos cercam sem que isso nos desequilibrasse a ponto de cairmos em um buraco sem fundo e dali não conseguiremos mais encontrar uma saida, porque a saída existe e ela está dentro de cada um de nós. Então é preciso organizarmos nosso eu, limparmos de dentro de nós a sujeira, jogarmos fora os sentimentos de auto-piedade, de vitimismo, de orgulho ferido e egocentrismo se realmente quisermos organizar nosso vida, nosso existência e sairmos dessa nuvem cinzenta que nos empalideceu as forças. Comecemos por fora, mas terminemos por dentro.. só assim encontraremos o bem estar e a alegria de viver.

  93. Ticiana comentou:

    Muito bom! Obrigada.

  94. Rosane Boff Bisognin comentou:

    Incrível, mas me identifiquei com o que vc escreveu. Assim me sinto.
    Obrigada pela coragem de você expor suas experiências. Vive com minha mãe anos com depressão. Nunca quis admitir que eu também sou depressiva.
    Deus te ilumine cada vez mais, pois você ajudou a mim e a muitas mulheres a se identificar que isso depressão é uma doença e que eu tenho e posso viver com isso e ajudar outras mulheres como vc tem feito.
    Parabéns pela coragem, determinação e insentivo. Deus abençoe.

  95. Romero comentou:

    Thais, excelente relato! Me despertou para uma questão importante que passo: ansiedade! Depressão! E sou extremamente desorganizado. Quando preciso de algo, um documento, por exemplo, é uma loucura! Fico sempre procrastinando a organizar minhas coisas! Isto, tem gerado a ansiedade! Eureka! Rsrsrs
    Gratidão!

  96. Jess comentou:

    quando eu fui diagnosticada com depressão, há 8 anos, por tudo no papel e criar um rotina produtiva com coisas pequenas é o que ainda me ajuda a não ficar completamente perdida dentro da minha cabeça.

  97. Rose Figueiredo comentou:

    Depressão – quem conhece essa dama de perto, sabe do q se trata. Eu tenho, meu filho querido, tem. Parabéns pelo relato. Sou acupunturista (dentre outras profissões) e estou fazendo um estudo sob isso, sob o olhar da MTC.
    Não é fácil.
    Fato! Organização ajuda muito. Já percebi tb, mas ainda não evolui muito…difícil…
    Seu texto ajudou muito. Obrigada

  98. Susana comentou:

    Oi Thaís, vi várias colegas da turma 6 que estão numa situação semelhante à minha. Eu tenho o mesmo diagnóstico e algumas vezes me sinto muito mal por não conseguir fazer coisas muito básicas… Como por exemplo continuar seu curso. Saber que tem outras pessoas na mesma situação é um motivo a mais pra juntar forças e seguir adiante. Vamos colegas da turma 6, vamos terminar esse curso e melhorar nossas vidas?

  99. Larissa Oliveira comentou:

    Olá, Thais.
    Que relato autêntico e sensível.
    Obrigada por compartilhar a sua experiência, me trouxe um conforto ler suas palavras.
    Eu sou psicóloga e vejo muito essa falta de compreensão das pessoas em entender que a depressão apesar de ser uma doença com critérios bem definidos, ela será experenciada de uma forma particular para cada pessoa.
    No geral, transtornos mentais não tem cura, mas remissão dos sintomas, e é exatamente o que você disse, o desafio é aprender a conviver da melhor forma possível buscando qualidade de vida, o que é plenamente realizável.
    Fico feliz em ver que a organização tenha sido a sua forma de redescobrir um novo olhar sobre suas dificuldades. Eu vejo a organização como pilar essencial para termos saúde mental, pois, o caos e a confusão ambiental apenas reflete um mundo interno desorganizado.
    Enfim, adorei seu texto e gosto muuuuuito dos seus conteúdos, sempre me ajudam e me confortam. <3

  100. Juliana Toledo comentou:

    Thais, queria dizer que seu post bateu fundo no meu coração e que eu me vi em tudo o que você disse. Nesse momento que escrevo pra você, eu choro, porque eu vivo exatamente isso e agradeço muito a você por tocar nesse assunto. A organização me ajuda a lidar com essa sobrecarga e com os dias difíceis. Que consigamos ser mais compassivos com a gente mesmo.

  101. Natália comentou:

    Obrigada por esse texto, Thais. Fiquei emocionada pois me identifiquei muito. Também tenho diagnóstico de depressão e tag desde a infância, mas pouquíssimas pessoas sabem, faço de tudo para esconder. Faço terapia há 13 anos e tratamento médico há 10 anos. Reluto muito, mas aos poucos sinto que estou aceitando que é uma condição e que preciso aprender a aceitar e a conviver com ela. A organização é fundamental mesmo na minha experiência, quando estou bem é prazeroso me organizar e quando me sinto mal ela acaba ajudando para que tudo não desabe de vez. Acompanho você desde 2012 e muito da minha organização vem das suas dicas e conteúdo. Só tenho a agradecer <3

  102. Beatriz comentou:

    Thais, muito obrigada por esse texto. Também convivo com TAG há anos e as dicas e metodologias que descobri através de você me permitiram ter uma vida mais funcional e ordenada. Só quem sente a própria cabeça como caos completo às vezes sabe a importância de ter uma rotina, sistemas, etc., de criar a estrutura de sustentação que seu próprio corpo e situação de vida não te deram. Enfim, como há anos venho dizendo, obrigada!

  103. Gabriela comentou:

    Não tenho como agradecer porque era isso que eu precisava ler. Seu trabalho é incrível Thais! Muito obrigada mesmo!

  104. Katia Dieckmann comentou:

    Você é maravilhosa e tem total razão. As suas aulas e a forma que você ensina que a organização precisa ser leve, me ajuda muito na ansiedade e depressão. Você é demais!!! Bjs

  105. Ana Paula comentou:

    nossa! como me identifico com tudo isso! ao contrário de vc, vivo em meio desorganizado, tudo que começo fica tão desarrumado( ou sou eu que vejo assim), não consigo organizar nada, acho tudo bagunçado, ou sujo, enfim, vejo tanta coisa para fazer que travo, ou se estou mais animada, faço o que dá e fico esgotada de cansada, dói tudo.

  106. Rubia comentou:

    Thais, a constelação familiar me ajudou DEMAIS em relação à estas questões…possivelmente você já conhece, mas se quiser se aprofundar… existem profissionais maravilhosos como a Daniela do Terapia Inteligente…ou o Luis, do Vida Mais Leve…nos levam para à raiz destas questões e nos ajudam muitooo…é de um valor inestimável…Abço!!

  107. Daniela comentou:

    Amo seus textos em geral…,mas me identifiquei demais com este Thais.
    São colinas para subir todos os dias… se eu conseguir terminar seu curso será uma grande vitória…achei que 3 anos seria tempo de sobra e agora se eu não tomar cuidado…ele acaba…tempo é recurso limitado ao contrario do que sentimos…

  108. Luciene comentou:

    Obrigada, querida Thaís, por seu depoimento. Me senti muito acolhida.