Como organizar: Aprendizado de um idioma

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Imagem: Blue eye, brown eye
Imagem: Blue eye, brown eye

Olá pessoal! Hoje vim escrever um pouco sobre o planejamento para aprender um novo idioma. Estou passando por isso no momento, para aprender espanhol, e pretendo fazer um segundo post depois, contando o que deu certo ou não.

No meu caso, eu sou aquela pessoa que não sabe pronunciar nem “mojito” direito. Preciso começar do zero mesmo. O primeiro passo, então, é descobrir em que nível de aprendizado você está – qual sua situação atual. Porque sim, pode ser que você já tenha alguma base… Ano retrasado, quando estudei inglês, eu já parti direto para um curso de conversação, porque era minha necessidade naquele momento e eu já tinha uma base teórica relativamente ok. Identifique qual seu nível de conhecimento antes de mais nada.

O segundo passo é saber qual o seu objetivo. Para que você quer aprender esse idioma? Alguns exemplos:

  • Viajar nas férias para um país onde esse idioma é falado
  • Mudar para um país diferente
  • Trabalho
  • Ministrar um curso em outro idioma
  • Simplesmente hobby

Conhecer seu objetivo é fundamental, porque isso vai direcionar o tipo de estudo que você vai ter. No meu caso, eu preciso aprender espanhol por causa do meu trabalho. Logo, o foco deve ser o aprendizado rápido e a conversação. Uma pessoa que queira estudar um idioma somente por hobby pode fazer isso de forma muito mais devagar, utiliizando outros materiais. É outra pegada.

Saber qual seu objetivo também te dará uma noção da prioridade e do prazo que você tem para aprender esse idioma. São noções importantes em qualquer projeto.

Depois de definir seu objetivo, você precisa aceitar suas condições de dinheiro e de disponibilidade de tempo. Quando você poderá estudar? Uma vez por semana, duas horas? Três vezes por semana, uma hora cada? Somente aos finais de semana? E recursos financeiros, você tem? Quanto poderá investir nisso? 100, 200, 500 reais por mês? São limitações importantes que devem ser levadas em consideração. Avalie também suas possibilidades de deslocamento.

Até agora, você já sabe:

  • Seu nível no idioma
  • Por que precisa ou quer aprendê-lo
  • Qual sua prioridade
  • Em quanto tempo precisa aprender o idioma
  • Quanto dinheiro tem para investir
  • Quanto tempo pode disponibilizar
  • Como pode se deslocar (ou não)

Vamos dar como exemplo uma pessoa que precisa aprender inglês para ir para a Disney nas férias, que acontecerão em setembro.

  • Nível no idioma: Básico, só o que aprendeu na escola. Não sabe falar nada.
  • Objetivo: Se virar bem nas férias.
  • Prioridade: Alta, porque o acontecimento tem data (menos de um ano).
  • Prazo: Sete meses.
  • Dinheiro: Até 300 reais por mês.
  • Tempo: Disponível para fazer até duas aulas por semana no máximo, de cerca de uma hora de duração, ou aos sábados de manhã.
  • Deslocamento: Não dirige, então depende de transporte público. Tem uma escola de idiomas a poucos quarteirões de casa.

Bem, a necessidade dessa pessoa é a seguinte: ela precisa se virar quando viajar para a Disney, mas não precisa de um nível avançadíssimo em gramática, por exemplo. Logo, ela não vai ingressar em um curso extensivo, que não lhe ensinará o que ela precisa para ir viajar em poucos meses. Ela pode procurar a escola perto da sua casa para expôr seu objetivo e conhecer as opções. Geralmente as escolas de idiomas têm diversos planos adaptáveis a essas situações.

Formatos

Você aprender um idioma das seguintes formas:

  1. Fazendo um curso em uma escola de idiomas
  2. Fazendo um curso online, geralmente de conversação
  3. Estudando sozinho(a)
  4. Conversando com amigos fluentes no idioma, para treinar
  5. Fazendo aulas com um(a) professor(a) particular
  6. Convivendo com pessoas que falam esse idioma o tempo inteiro, se virando e aprendendo

A escolha depende de cada um, depois de analisar todos os pontos anteriores. Eles devem ser levados em consideração, mas a decisão é pessoal. Uma combinação dos formatos sempre otimiza o aprendizado.

No meu caso, por exemplo, eu não tenho como me deslocar para fazer um curso de espanhol em uma escola. Meus horários variam bastante e eu preciso adaptar meus estudos a isso. Como também não pretendo ficar anos e anos estudando, quero algo mais rápido e efetivo, voltado à conversação. Por esses motivos, eu optei por fazer aulas com uma professora particular a cada 15 dias e estudar sozinha em casa nos intervalos. Foi a opção que se encaixou melhor na minha vida no momento. Depois de um tempo, pretendo contar aqui como foi.

Uma dica que todo mundo costuma dar quando a gente quer aprender um idioma é inserí-lo no dia a dia, seja mudando a configuração no Facebook (para ficar no idioma desejado) ou colocando post-its pela casa, com o nome das coisas. Também vale a pena ler notícias, sites, textos e livros simples, para se acostumar com o vocabulário. Treinar é fundamental! Portanto, tente escrever pequenas frases e parágrafos sem consulta, para ver quais são as dificuldades ao formar frases e estudar o que for ponto fraco. Também existem aplicativos com jogos e outras funções para aprender idiomas. E lembre-se de ouvir músicas naquele idioma, para decorar e pegar vocabulário, gírias e expressões.

Prometo voltar com esse assunto daqui a alguns meses para compartilhar a minha experiência. Espero que o post ajude quem esteja pretendendo aprender um idioma novo e não tenha ideia de por onde começar. Se você também tiver dicas, por favor, deixe nos comentários! Obrigada!

50 comentários

  1. O meu caso é um pouco parecido com o seu. Tenho planos de mudar para o Japão e atualmente estudo com uma professora particular (1x por semana) pra praticar a conversação e estudo pelo método kumon, em paralelo, que foca mais na leitura, gramática e escrita. Faço os exercícios do kumon em casa, diariamente, e vou uma vez por semana na unidade pra correção e leitura do material. É possível ir duas vezes, mas devido ao tempo escasso vou somente uma.

    Como método de imersão troquei as séries e filmes americanas/inglesas por novelas japonesas que baixo na internet. Também vejo vídeos no youtube de canais japonese. Normalmente faço tudo isso no final de semana, quando tenho tempo.

  2. É bem isso, a dica que funcionou pra mim é inserir o idioma no seu cotidiano. Mude o idioma do facebook, do gmail e outros programas que você use diariamente, veja seriados ou filmes sem legendas ou com legendas no próprio idioma. E fale em voz alta, sozinho, pra praticar a pronúncia, cante, relacione o vocabulário com outros idiomas que você já domina.

  3. Olá Thais! Como sempre adoro os posts e eles me ajudam muito, obrigada! Também estou querendo aprender espanhol, mas só por hobby. Tem um curso bem legal na BBC, chama Mi vida loca, é para iniciante mesmo (como eu), fiz e gostei bastante. Espero que te ajude! Abraço!

  4. Thais, gostaria de ler um post sobre o que avaliar na contratação de professores particulares. Adorei o texto.

  5. Olá Thais
    Estou com uma dúvida, sempre que você fala de organização de estudos eu me interesso, mas ainda não entendi uma coisa você consegue estudar para concurso ( ou faculdade) e estudar outra coisa (inglês, por exemplo, como você organiza isso dentro da rotina de dois empregos, ser esposa e mãe?
    Eu estudo fotografia, faço graduação em rádio e TV e quero aprender uma nova língua e não consigo me organizar para tal ( e nem estou trabalhando =[ )…

    • Há concursos que exigem espanhol ou inglês, ou outras línguas… uma coisa só se integra à outra. Dá para conciliar estudando em ciclos, por exemplo. O negócio é se organizar sim, aproveitar o tempo, estudar direito (e economizar tempo), entre tantas outras coisas. ;D

  6. Post inspirador, me caiu muito bem! Pretendo me mudar para um outro país em breve (Alemanha) e não tinha noções, mas agora estou aprendendo o básico e me surpreendendo com o meu desempenho. Logo eu, que não sabia dizer sequer “olá” em alemão já consigo até conjugar verbos. Adorei a temática que você escolheu! 🙂
    No próximo post teria como dar mais dicas para pessoas que fazem isso de forma autodidata e com pouco dinheiro? Digo, estou planejando tudo, visto, etc e é preciso juntar muuito dinheiro (passagens, etc), além do mais acho que eu aprendo muito mais sozinha do que numa sala de curso. Sempre fui de estudar só.
    Gostaria de agradecer a você tudo que o blog tem me proporcionado. Você é uma pessoa incrível, Thais e, mesmo sem me conhecer, trouxe um monte de coisas legais na minha vida.

    Beijos e sucesso SEMPRE, pois você merece!

  7. Adorei seu post. Estou vivendo isso. Comecei há três semanas um curso de espanhol e o meu objetivo é saber pelo menos escrever um texto até o final do ano – cumprindo todas as regras gramaticais básicas – como já consigo ler eu te indico comprar as revistas em espanhol como a YOLLA, Comospolitan e etc… Pelo menos essas são as que encontro por aqui. Além de compreender todo o conteúdo – por vezes bem bobinhos – pelo menos é uma oportunidade de fazer a cabeça pensar no segundo idioma. Boa sorte! Ah, podemos trocar figurinhas tb… Bjs e parabéns pelo blog, grupo no face e mais e mais.

  8. “Também vale a pena ler notícias, sites, textos e livros simples, para se acostumar com o vocabulário.”

    Acho legal quem lê livros para crianças em outro idioma a fim de se introduzir na língua.

    Abç

  9. Oi Thais!

    Essas orientações também servem para quem quer aprender a mexer em algum programa de computador?
    Em caso afirmativo, de forma geral como montar um cronograma e/ou índice de estudo e medir o progresso dos estudos?

    Obrigada pela atenção e sucesso!

    Até

  10. !Hola, Thais! !Qué bueno que te vás a estudiar español! Yo estudié español en Casa de Cultura Hispanica en mi ciudad, pero hace muchos años que yo no lo hago más… Mismo así, creo que puedo ayudarte un poquito… Por ejemplo, intentando hablar español con usted. Me gustaba mucho estudiar español…

  11. Esse ano comecei a estudar japonês com a minha família, por hobby e o sonho de um dia viajar pra lá. Somos três, nenhum de nós sabe falar, ler ou escrever, mas como cada um tem uma pequena noção de algum assunto, a gente se ajuda e aprende junto. Eu sei mais sobre como traçar os ideogramas, o outro sabe um pouquinho de vocabulário, e assim vamos levando. Pagar um curso para os três teria saído muito caro. Além do mais, esse também tem sido um tempo divertido que passamos juntos. Pra quem tem alguém próximo e interessado, eu recomendo esse “método”!

    Obrigada pelo post (=

  12. HUMMMM!! esse post caiu como uma luva pra mim. Eu venho há anos tentando aprender Inglês fluente, já fiz enes cursos no decorrer da vida, paro, volto, estudo sozinha,compro séries, livros, copio músicas, já tentei copiar e traduzir/revisando todo o diálogo do filme A Razão do Meu Afeto com Jennifer Aniston, e há muitos anos eu trabalhei como copista na língua. O que me deixa triste e desanimada é que em contato com nativo da lingua, ou filme ou música eu não consigo fazer a tradução tipo simultânea, parece que trava…e pra falar idem. Daí cheguei a conclusão que pra falar fluente, só morando e tal num lugar que tenha esse idioma, porém já soube de pessoas que falam muito bem e aprenderam sozinhas e se assim é,eu também vou ter que aprender fazer isso. Com esse post você acendeu essa vontade, hoje vou voltar a traduzir/revisar o filme e vou usar essa técnica de dormir mais cedo e acordar pela madruga e mergulhar, pois são meus melhores horários manhã (q não cabe mais nada) e madruga. Até também passei a estudar francês,mas esse mais pra viagem e tal,meu sonho mesmo é ouvir Jazon Mraz e entender tu-do!!!rsrs
    Sou mais uma que estou sempre aqui pra me inspirar e aprender muito, melhorando cada dia. Obrigadaaaa Sempre!!

  13. Thais, não sei porque minha foto não aparece aí, em alguns outros comentários ela aparece,não entendo,deve ser o programa diferente e eu não entendo muito disso.

  14. OLÁ…..BOAS AS DICAS, COMO SEMPRE…ESTAVA FAZENDO INGLÊS NUMA ESCOLA PERTO DA MINHA CASA MAS TIVE QUE PARAR,,,POR UM TEMPO E ESTOU AVALIANDO A POSSIBILIDADE DE VOLTAR..MAS SEMPRE QUE PENSO IMAGINO AS AULAS, A TURMA ACHO TUDO MUITO CORRIDO E SINCERAMENTE NÃO SEI SE ESTAVA VALENDO A PENA,,,NO MEU CASO ESTUDAR SOZINHA SERIA A SOLUÇÃO …TEM ALGUMA DICA….JÁ SEI A PRIMEIRA É DISPOSIÇÃO…BJS E OBRIGADA…

  15. Olá Thais, amo o seu blog, mas é a primeira vez que venho comentar por aqui.
    Eu tô estudando espanhol por conta no site do Livemocha, e é ótimo, indico pra quem quer como um hobbie. Eu já faço curso particular de inglês, então arcar com os dois ficaria pesado pro meu orçamento e o site tá me ajudando muito! Fica a dica! 🙂

  16. Oi Thais! vc já ouviu falar do Rosetta Stone? procura na internet… é muito bom!! vc aprende como quem está jogando videogame. eu mesma já fiz curso em uma escola que não existe mais, e o método era bastante parecido com esse, que é online – vc no computador, precisando apenas de um headfone. vc escuta e repete e vai “passando de fase”…
    aqui em casa instalei todas os idiomas que temos curiosidade para treinar um por um, gradativamente! 😀

  17. Eu estou aprendendo alemão em um aplicativo para smartphone chamado DUOLINGO e estou simplesmente amando. Vc configura a quantidade de tempo que pretende aplicar por dia e o “coach” do programa monitora o seu desempenho diário. Eu, que estou nesta só por hobby, já consegui em menos de 1 mês adquirir um mini-vocabulário bem legal. Além disso, é uma delícia praticar, parece um joguinho.
    Recomendo muitíssimo, mesmo para quem utilize outros métodos e queira apenas se manter aquecido todo o dia.

  18. Eu gosto de estudar por minha conta, sem obrigação com horários. Estou aprendendo o inglês pelo site “Duolingo”… dá para baixar o aplicativo no celular e treinar nas horas vagas em qualquer lugar. A ideia é sair do básico e fazer um curso voltado a conversação mais pra frente. Também estou colocando as minhas anotações do dia a dia em inglês p/ treinar. Parabéns pelo blog! Bj

  19. Amei o texto, esperando o próximo. No meu caso eu estou aprendendo minha segunda língua por hobby e também pra trabalho, sei que fará um bom diferencial no meu currículo e também pra um futuro doutorado, eu gosto de aprender outras línguas e pretendo ir aprendendo outras por hobby ao longo da minha vida. Uma dica Thais pra quem não tem grana pra para pagar escolas ou professores particulares é procurar o departamento de línguas de universidades públicas próximas de sua localidade ou cidade e procurar se inscrever no curso de línguas oferecido pelo departamento, esses cursos são ministrados pelos próprios alunos da graduação e geralmente se paga por semestre um taxa única que não costuma ser tão cara, dá pra pagar. Por exemplo aqui onde moro RJ, a UERJ oferece cursos de idiomas pelo Licom, a UFF é o Prolem e a UFRJ pelo Clac, acredito que esse tipo de programa exista em outras universidades públicas também, os interessados devem ficar atentos aos editais e se infirmar melhor no local.

  20. Ola THAIS…ASSISTI O SEU VIDEO RESPONDENDO PERGUNTAS E GOSTARIA DE SABER QUAL FERRAMENTA VC USA PARA EDITAR SEU TEXTOS…OBRIGADA…

  21. Estou pensando em começar um curso de inglês no segundo semestre desse ano, mas iria apenas entrar no curso sem dar uma pesquisada em todos esses pontos que tu citou. Na verdade são coisas que nunca me passaram pela cabeça!

    Obrigada pelas dicas! Será muito útil quando eu começar a estudar.

  22. Olá, Thais!
    Descobri seu site há poucos dias e estou amando.
    Quero ler tudo!
    Eu e meu marido quando estávamos aprendendo espanhol,
    gostávamos de ler e ouvir a pronúncia. Isso nos ajudou muito.
    Tem um site muito interessante, que possui publicações em vários
    idiomas – cerca de 400 – onde você pode ler e acompanhar a leitura com a gravação.
    Vou deixar o link de um artigo que tem a ver com o blog, que fala sobre organização do tempo:

    http://www.jw.org/es/publicaciones/revistas/g201402/invertir-sabiamente-el-tiempo/

    Espero que lhe ajude de alguma maneira.

    Sucesso em seu novo idioma!
    Un beso!

  23. Não sou de comentar em blogs mas não posso deixar de falar sobre o curso de idiomas. Por experiência própria e de amigos, a minha dica é: não entrem em curso de idiomas. Seja qual for, você é capaz de aprender sozinho. Mesmo que pouco, lento, existem vários sites hoje onde você pode falar com pessoas de outros países por audio para treinar a fala, seriados para treinar os ouvidos, milhaaares de textos para treinar a leitura, tantas possibilidades, curso não é exatamente uma delas. É perda de dinheiro (você consegue um bom material na internet ou livros com audios), tempo (nem tanto pelo estudo porque você vai precisar de tempo igual ou maior para estudar só, mas sim de se deslocar até o curso, e implica mais uma vez em dinheiro), e principalmente paciência. A maioria dos cursos te prende lá e se você passar por uma dificuldade financeira, precisa pagar multas absurdas pra sair. O material é sempre básico e de pouca qualidade e não é colégio que você pode adquirir livro com descontos em diversas livrarias, você precisa comprar no curso mesmo, e o preço novamente é um absurdo. O curso que já fiz cobrava R$200 por um livro de 180 páginas. Isso mesmo, 180 páginas. Curso nenhum garante 100% de fluência porque eles sabem que isso não é possível, isso depende de cada aluno. Achei até engraçado um anúncio de tv de uma escola de inglês que o rapaz fala que vai na rua, a mulher pergunta como ele está e ele fala “i’m fine, thanks”, só que ele estava tenso, mal e não estava “fine”. O que ele quis dizer é que cursos de inglês geralmente são apenas aulas de frases já elaboradas, e eu concordo.
    Recomendo aplicativos, textos, podcasts, seriados sem legenda e convidar um amigo também interessado para conversar, mesmo que algumas coisas erradas no início, com o tempo vai pegando o jeito, descobrindo as palavras, as formas de se falar, e assim vai.
    Principalmente podcasts, a maioria vem com legenda na língua e você pode ouvir e depois repetir. Um audio simples de 10 minutos pode se transformar em horas de estudo, você pode repetir, repetir, ouvir, ouvir, tentar falar a frase usando outras palavras, elaborar outras respostas para as perguntas, enfim…
    Mil vezes melhor que apenas gastar em curso de idiomas.

  24. Olá Thaís, há muito tempo sigo seu blog e realmente considero suas dicas ótimas. Eu sou professora particular de inglês, espanhol, francês e português e acredito que em qualquer tipo de curso ou estudo sempre depende principalmente de nosso próprio esforço. Já recebi várias pessoas que chegam com a ideia de que falar um idioma fluentemente é coisa de poucos dias ou meses. Estudar idiomas é como querer perder peso, não tem milagre. Caso não faça exercícios físicos com frequência e controle o que come não vai conseguir emagrecer com saúde. No caso de aprender uma língua estrangeira a constância é também importante e principal. Sempre comento com meus alunos que ter aula uma ou duas vezes por semana é pouco contato com o idioma, por isso é importante o estudo individual e auto-suficiente fora da sala de aula. O professor de hoje, especialmente o de línguas estrangeiras, deve não só passar o conhecimento como também transformar o aluno em “autoestudante”, pois as novas tecnologias facilitam muito o aprendizado e estão ao nosso alcance. Cabe ao professor incentivar e ensinar como e quais usar para alcançar os objetivos de comunicação em qualquer contexto.
    Por outro lado, acredito que devido às constantes mudanças no mundo dos negócios e empresarial, hoje devemos personalizar os cursos segundo o objetivo de cada um. Por exemplo, se eu quero aprender o inglês para utilizá-lo na área de marketing, por que preciso aprender o inglês geral primeiro para só depois começar a conhecer situações reais da minha área? A maioria dos meus estudantes estudam com um fim específico, aprendem o idioma por meio de atividades voltadas especificamente para esse fim.
    Mas realmente, não tem milagre. Tudo depende do nosso esforço (aluno e professor) e expectativas reais. Nenhum aluno é igual ao outro e cada um aprende em um ritmo bem individual.
    Não tem segredo, a maioria dos objetivos que alcançamos com sucesso é produto do nosso esforço e perseverança. Com os idiomas não é diferente.

  25. Oi 🙂
    Por causa de um outro post seu em que você comenta sobre idiomas eu descobri que você sabia inglês, então como sempre você postando vídeos de TAGS em seu canal no Youtube eu resolvi marcar seu canal no meu último vídeo: “5 Coisas que mudaram depois que aprendi inglês”.
    Segue o link: http://youtu.be/_BxhjLj8q9U

    Abcs!

  26. Oi Thais, sempre estudei Inglês mas na época da faculdade parei, esse ano retornei as aulas e me vejo mais madura para rever e entender o idioma bem melhor do que antes. Suas dicas foram super valiosas. Porém preciso aprender outro idioma.
    Tenho uma viagem marcada para final de novembro e preciso aprender espanhol para conversar e saber me virar em um pais da America latina.
    Mas infelizmente não vou ter recursos para investir em aulas ou cursos no momento. Sei que é possível estudar sozinha mas assim como no inglês quando procuro alguns cursos grátis, vejo que alguns são bem falhos. Com relação a espanhol, que é um idioma que nunca estudei, tenho mais dificuldade em achar um bom site que possa me nortear com os conteúdos. Pensei em comprar um livro p aprender do básico, e terei a certeza de que a bibliografia será confiável. Você tem alguma dica, site que possa compartilhar? Como li seu post e vi que estava estudando, pensei que poderia ter alguma boa referencia.

    • No geral quando eu quero aprender um idioma eu busco assim: “how to learn X” (X é o idioma) no Google, porque cada idioma tem uma dinâmica diferente, e vejo muitas dicas. Tem muitas aulas gratuitas no YouTube e em outros sites. Pode ser um caminho.

      Que legal que você vai viajar. Parabéns pela iniciativa.

  27. Olá thais,Boa noite,na verdade vim agradecer a você por escrever o blog,sempre procurei um canal onde pudesse colocar a bagunça da minha vida em ordem,e encontrei,obrigado.
    No meu caso quero aprender Alemão como Hobby porque acho a língua muito irada
    e inglês para uma futura viagem,ou conversação,afinal inglês é essencial.
    Valeu pelas as dicas 🙂

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