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Dúvida da leitora: você ainda está fazendo armário-cápsula?

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Mais de uma leitora me pediu para falar se eu continuo fazendo armário-cápsula, então eu pensei que talvez fosse uma oportunidade legal de retomar o assunto aqui no blog.

Não sabe o que é armário-cápsula? Clique aqui para ler.

A experiência do armário-cápsula foi muito importante para desencadear novamente em mim a consciência de prestar mais atenção às peças de roupas que eu estava adquirindo e usando.

Vale lembrar que o armário-cápsula não se trata de ter poucas peças, mas de ter peças em número suficiente, coordenáveis entre si. Você pode ter poucas peças que não têm nada a ver uma com a outra, e isso não se trata de um armário-cápsula.

Imagem: Un-Fancy.com
Imagem: Un-Fancy.com

Quando eu fiz a análise de cores no ano passado, com a Ana, eu deixei o meu armário-cápsula de lado. Porém, quando eu trouxe as minhas roupas que estavam guardadas de volta, eu senti uma dificuldade imensa em lidar com todas elas. Eram muitas. Então eu meio que montei um armário-cápsula com as peças que tinham as cores da minha cartela de cores e eram adequadas ao clima na época. De certa forma, eram um armário-cápsula, mas sem as supostas regras que a moça do blog acima (Un-Fancy.com) havia criado. E eu me senti super ok com isso.

Depois, com a chegada do verão, foi a mesma coisa. Adquiri poucas peças, usei as que já tinha, e guardei as peças de inverno em uma mala grande de viagem em um local de difícil acesso em casa. Isso faz com que meu guarda-roupa fique apenas com as poucas peças que eu realmente possa usar no meu dia a dia. Estou fazendo assim até hoje.

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Essa reavaliação tem sido feita constantemente. A última foi um pouco depois da chegada do outono.

Então, respondendo a pergunta: Você continua usando o armário-cápsula? Sim, mas sem seguir as regras da criadora do conceito. Sem tirar fotos, sem me preocupar em esperar a próxima estação para comprar alguma peça. Tenho comprado muito menos porque adquiri essa consciência já no exercício do primeiro armário-cápsula, que foi radical – e acho que é a isso que ele serve.

Tenho buscado aproveitar mais as roupas que eu tenho, mesmo não sendo das cores ideais da minha cartela. Comprei roupas usadas, olho o material e a composição das peças antes de comprar, não saio gastando com o que não preciso. Tem sido muito bom e quase não tenho comprado nada.

Ana, eu e nossas leitoras em um dos nossos workshops
Ana, eu e nossas leitoras em um dos nossos workshops

O que me ajuda a entender se meu guarda-roupa tem uma proporção legal é usar a regra da Ana de 5 peças de cima para cada 1 de baixo. Nossa, isso me ajuda muito! Também procuro diminuir o número de peças parecidas ou repetidas (para que duas calças jeans? ou dois sapatos marrons?). Não que seja regra, mas sempre avalio a necessidade.

Percebi que todo esse exercício também me deixou muito mais crítica e criteriosa para fazer compras. Mal tenho vontade de comprar coisas, porque acho que nada vale o dinheiro que custa. Às vezes até preciso comprar algo, mas não consigo, porque não encontro nada que eu considere aceitável por um preço justo. Não acho que isso seja um defeito, mas certamente é um problema, porque não tenho tempo para ir para lá e para cá procurando opções. Compras online ajudariam nessas horas se eu tivesse segurança na modelagem das peças.

Enfim, vivendo e aprendendo! O armário-cápsula certamente foi e tem sido uma experiência válida que eu recomendo que seja feita pelo menos uma vez na vida de uma pessoa, para que ela sinta como pode otimizar o uso de poucas peças juntas, o que precisa ter em seu acervo, a importância do caimento, dos bons materiais e muito mais. Só quando a gente manuseia bastante as mesmas peças é que a gente percebe.

Linkagem de domingo

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Algumas vezes, eu gosto de reunir alguns posts, vídeos e notícias que li ao longo da semana e que achei que seria legal compartilhar com vocês.

Uma boa semana a todos nós.

banner-menusemanalCurso online: Organize seu menu semanal

O blog mudou: conheça os motivos e veja como se encontrar

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Ah, a impermanência! Como é difícil lidar com o fato de que nada é mais constante do que a mudança. Eu sou uma pessoa extremamente acostumada com as mudanças e muito desapegada de determinadas coisas, especialmente o layout do blog, e não tenho medo de mudar. O que eu gostaria de dizer para vocês é que se trata de um layout temporário, porém necessário. Vou tentar explicar sem tornar este texto enfadonho o que aconteceu.

No ano passado, fiz um investimento financeiro considerável para mudar o layout do blog com um profissional, investindo em design e programação, meses de trabalho, e o resultado final, depois de alguns meses no ar, não agradou nem aos leitores nem a mim. Acontece. Porém, eu não teria como fazer toda uma reestruturação naquele momento novamente, então eu coloquei um layout novo mais simples, que nos atendesse nesse meio tempo.

Eu até gostava dele, mas todos os dias eu recebia cerca de 10, 12 e-mails de leitores reportando erros de design, de incompatibilidade em diferentes navegadores etc. Ele não funcionava bem em dispositivos móveis e o sistema de busca estava desastroso. Eu considero esses dois aspectos fundamentais no blog, pois estamos falando da maioria da audiência (que acessa via tablet e celular) e de conteúdo produzido há quase dez anos para ser acessado via mecanismo de busca. Logo, ambos precisam funcionar bem.

Aliem a essas duas motivações o fato de que o blog é, além de ser meu blog pessoal, um portal de conteúdo, com editorias de organização. Ele não se trata mais de apenas um blog. Estamos falando de uma revista virtual, com calendário editorial planejado até seis meses adiante, pautas programadas com meses de antecedência, empresa aberta, reuniões comerciais, cursos, contas a pagar, pesquisa, estudos, embasamento, muuuuita produção para escrever o que vocês lêem aqui. Apesar de os textos terem sempre o meu toque pessoal, convenhamos: o Vida Organizada, desde que nasceu, sempre foi voltado a um assunto bem específico, que é a organização pessoal. E ele foi crescendo e amadurecendo junto comigo. É natural que sua estrutura mude para abrigar essas mudanças.

Se tem uma coisa que eu sinto falta nesse layout atual, é o formato corrido de posts na página inicial, que prefiro – justamente porque também gosto mais da carinha de blog mesmo. E isso é uma das coisas que quero retomar quando fizer uma nova reformulação mais estruturada do layout daqui a alguns meses. Peço paciência, compreensão e, acima de tudo, compaixão a todos vocês. Querendo ou não, apesar de ter algumas pessoas que trabalham comigo em áreas diferentes, no blog mesmo sou apenas eu que cuido de tudo por enquanto, e não é simples. Toda e qualquer mudança demanda planejamento e esforço enormes da minha parte, e frequentemente abro mão de atividades com a minha família ou que me remunerariam para poder cuidar de detalhes na programação, no layout ou editando textos antigos para que vocês possam sempre acessar um conteúdo de boa qualidade. Eu digo isso porque coloquei esse layout no ar hoje, mal iniciei os ajustes, e já recebi três e-mails “lamentando” a mudança. Esse tipo de cobrança é bastante cansativo. Gostaria que vocês tentassem entender a motivação antes de dizerem coisas assim.

Por fim, o layout é temporário, mas as motivações foram reais. Em alguns meses, será feita uma nova reestruturação, sempre buscando melhorias, e sempre levando em conta o feedback de vocês – mas lembrando também que é impossível agradar todo mundo. Recebo muitas opiniões contraditórias, então, enquanto uns gostam de azul, outros gostam de vermelho, e por aí vai. Tudo o que eu faço aqui é feito com base em pesquisas, estudo de cores, de design, de mercado, e tem seus motivos. Nem sempre dá certo, e estou sempre aberta a ouvir e fazer mudanças, como aconteceu no ano passado, mas reestruturações levam tempo, e é importante termos paciência durante esse processo.

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Nesse novo layout, vocês devem ter percebido que temos apenas um menu de navegação, lá em cima, que fica fixo em todas as páginas. Você pode encontrar a seção Comece a se organizar, que é a categoria com posts de introdução, para quem está começando. Nela, costumo concentrar todos os posts que podem ser lidos sem ordem certa e que podem ajudar você a se organizar começando a qualquer momento. Na sequência, temos as editorias do Vida Organizada – e você pode perceber que cada editoria tem uma cor diferente. <3 Isso, com o tempo, pode ajudar a identificar mais rapidamente qual o assunto de cada post.

No menu você também encontra links para os livros, os cursos, contato, sobre o blog, a página para cadastrar seu e-mail (e receber as atualizações) e, no botão “+”, categorias como “Diário da Thais” e outras.

Abaixo do menu você encontrará uma barra cinza com posts aleatórios que se alternarão à medida que você navegar pelo blog. A ideia é que você possa conhecer os mais de três mil posts já publicados com dicas para se organizar sem ter que ficar procurando algo específico.

A barra lateral se alterna de acordo com o conteúdo que você está acessando. Isso ainda está sendo configurado, assim como muitos detalhes desta versão do layout, como cores, fontes e elementos diversos, então mais uma vez peço paciência para que eu possa ir organizando aos pouquinhos.

Achei importante fazer este post explicando porque o layout mudou, quais foram as motivações e como se encontrar. Espero que tenham gostado do resultado por enquanto e que o blog seja útil para vocês.

Turmas abertas de GTD em SP: maio e junho

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Olá pessoal! Nos dias 21 de maio e 11 de junho acontecerão novas turmas abertas de GTD este ano na Call Daniel e eu serei a instrutora em São Paulo. Você pode se inscrever aqui.

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Vale a pena participar.

Nos vemos lá!

Aprenda GTD – Passo 5: Engajar

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Você encontra toda a referência sobre o aprendizado do método GTD nesta página.

No post de hoje, vamos falar sobre o quinto passo do GTD, que é o engajar. Quando falamos sobre passos, estamos falando sobre hábitos. Leia este texto para uma compreensão melhor deste entendimento.

Eu adoro falar sobre o quinto passo porque é sobre o que realmente importa, não é mesmo? Executar com significado. Porque convenhamos: riscar coisas da lista qualquer um pode fazer. Agora: será que o que você está riscando da sua lista é realmente a coisa certa, a mais importante, a sua prioridade? Você está aproveitando seu tempo da melhor maneira? Você está apropriadamente engajado com a sua vida? Foi por isso que o David Allen alterou o nome do quinto passo de executar para engajar. Tem mais a ver.

Se você parar para analisar seu nível de produtividade nas últimas semanas, se sentirá satisfeita(o)? Se sim, por quê? Certamente algo certo vem fazendo. Se não, há pontos de melhoria. Então vamos analisar um pouquinho como promover tais melhorias. Você pode estar ocupado(a) o tempo todo, riscando loucamente itens da sua lista, e ainda assim não se sentir produtiva(o). E acho que você já percebeu isso. Isso acontece porque estar ocupado é diferente de ser produtivo.

E essa experiência vem de você confiar na decisão que você tomou a respeito daquilo que acredita ser a melhor coisa a ser feita naquele determinado momento. Mas de onde vem essa confiança? Intuição? Talvez? Mas o que dá base a essa intuição? Aha, essa é a grande pergunta. O David Allen desenvolveu uma série de respostas para ela.

Critério limitador

A primeira resposta é o que o David chamada de critério limitador. Você vê tudo o que você tem para fazer e começa a limitar suas escolhas com base em:

  • Que contexto você está? Que ações você consegue executar nesse momento, com as ferramentas que tem disponíveis ou no local onde se encontra?
  • Quanto tempo você tem?
  • Qual seu nível de energia? Você tem todos os recursos que precisa?

A ideia é filtrar as suas ações com base nos critérios acima.

Por exemplo: Você está em frente ao seu computador (contexto). Tem 15 minutos antes da próxima reunião (tempo). E está se sentindo calma(o) e relaxada(o) (energia). Portanto, consegue responder um e-mail complicado que demanda uma resposta com concentração ou outra tarefa que se encaixe nessas condições. O critério limitador é simples assim. Te permite fazer escolhas.

Então, se você tem um sistema legal onde todas as suas próximas ações estão claras o suficiente e organizadas de modo que façam sentido para você, basta acessá-las e fazer essas escolhas. A execução se torna fácil, porém engajada e tranquila. Você consegue tirar vantagem das pequenas janelas de tempo do seu dia a dia e, mesmo quando não estiver no seu melhor nível de criatividade, ainda assim você poderá fazer progresso em algumas coisas.

Horizontes de foco

Se você levar em conta o contexto em que está, o tempo que tem e o seu nível de energia, e ainda assim tiver dúvidas sobre o que deve fazer, como você consegue escolher?

Se você estiver buscando confiar na decisão sobre o que é a coisa certa a ser feita a seguir, você precisa considerar todos os níveis dos seus compromissos. E as suas listas de ações são o nível mais mundano – podem não deixar claras essas prioridades. Portanto, quando a gente fala sobre prioridades no GTD, a gente está falando sobre esses níveis mais elevados.

Os níveis mais elevados não são complexos. Nossa vida é complexa. Eles apenas refletem essa complexidade.

Existem seis horizontes que afetam as suas escolhas todos os dias:

  • Térreo: Calendário / Ações
  • Horizonte 1: Projetos
  • Horizonte 2: Áreas de foco e responsabilidade
  • Horizonte 3: Metas e objetivos
  • Horizonte 4: Visão
  • Horizonte 5: Propósito e princípios

Na prática, é assim: entre duas ações, se uma ação é avulsa mas a outra fará um projeto caminhar, provavelmente você preferirá executar a ação relacionada ao projeto, por considerá-la mais importante. Se tiver que escolher entre dois projetos, escolherá aquele que impactará mais uma área de foco, e por aí vai. Não é tão simples a ponto de se resumir em um único parágrafo assim (daria para escrever um livro inteiro sobre isso), mas ao mesmo tempo é.

A coisa mais importante sobre os horizontes de foco é simplesmente lembrar que eles existem. Aos poucos, você vai obtendo coerência em toda a sua vida ao revisar todos eles ao trabalhar em suas atividades. Isso é uma das coisas que o GTD proporciona.

Prioridades

Mas vamos explorar um pouco mais o assunto “prioridades”. O David Allen costuma dizer que nós não definimos prioridades – nós as temos. E a coisa acontece tão rápida na sua cabeça que você nem percebe. Por exemplo: você está trabalhando em um documento importante, seu telefone toca e é da escola do seu filho, que caiu na aula de educação física e quebrou o braço. Em questão de segundos, suas prioridades mudaram mas ainda assim estão super claras.

Uma maneira simples de pensar em prioridades é responder a seguinte pergunta: Por quê? Por que eu estou fazendo esta atividade agora? Por que eu preciso participar dessa reunião? Por que eu estou trabalhando nesse projeto? Por que eu estou planejando essa viagem? Perguntar por que você está fazendo as coisas, sempre e sempre, vai fazer com que você chegue, sem perceber, no Horizonte 5 das coisas. E essa é a sua prioridade. É o propósito.

As três naturezas do trabalho

O terceiro fator a se considerar são as três naturezas do trabalho. Tudo o que você faz em termos de trabalho se encaixa em três categorias de atividades: planejadas, não planejadas e o trabalho de definir efetivamente o que precisa ser feito.

As atividades planejadas são aquelas que você já sabe que precisa fazer. São as atividades que já estão no seu calendário e/ou nas suas listas de próximas ações.

As atividades não planejadas são as coisas que não estão nas suas listas e aparecem no dia a dia – as urgências, os imprevistos, as reuniões de última hora (acho que você conhece bem!).

E definir o que precisa ser feito é lidar com tudo o que chega de novo em termos de ideias que você capturou e e-mails na sua caixa de entrada (reveja o passo 1 – capturar, se tiver dúvidas). É o tempo que você passa esclarecendo suas caixas de entrada (definindo ações e projetos), planejando suas atividades etc.

Esses três tipos de atividades acontecem diariamente no seu trabalho, quer você queira ou não. A ideia é que você conheça a natureza do seu trabalho e respeite a proporção adequada para não entrar no caos. Por exemplo: não dá para planejar um dia inteiro de atividades sem deixar tempo livre para as atividades não planejadas, porque elas aparecerão de toda forma e “atrapalharão” todo o seu planejamento. Assim como você terá que ter um tempinho para processar suas ideias e e-mails diariamente para que não se acumulem e te mantenham atualizada(o) sobre o que está acontecendo no seu mundo.

E é claro que a natureza do trabalho de um gestor é diferente da natureza do trabalho de um estagiário, que é diferente da de uma coordenadora de projetos, que é diferente da de um professor e por aí vai. Conheça a sua. Analise o seu dia a dia, não tem segredo. Na prática, significa: passei a manhã toda em reunião, então agora vou aproveitar meu tempo livre para processar uns e-mails, senão de tarde podem aparecer algumas atividades não planejadas e posso não conseguir ver minhas mensagens. É um equilíbrio.

Concluindo

Quando se trata de escolher “o que fazer”, queremos ficar tranquilos sabendo que escolhemos fazer a coisa certa, a mais importante, o que é prioridade. E isso depende de:

  • Estar no contexto apropriado, com tempo disponível e a energia correta para fazer aquilo;
  • Como aquela atividade se relaciona com os meus diferentes horizontes de foco;
  • O quão completo está o meu inventário de projetos e próximas ações, porque é isso que vai garantir a eficácia das escolhas acima.

É importante ter consciência dos três tipos de natureza do seu trabalho para saber se você tem equilibrado seu dia a dia adequadamente. A maioria das pessoas é muito boa em atender o que chega no dia, atender demandas e se manter ocupada – mas será que esse é o melhor uso do seu tempo? Será que embaralhar pastinhas e batucar o teclado é o trabalho mais importante que você deveria estar fazendo hoje?

Estar apropriadamente engajado(a) com o que você está fazendo está diretamente relacionado a confiar nas suas escolhas, e o que o GTD promove é um método para fazer escolhas com com mais segurança, a fim de se sentir mais produtivo(a) e, com isso, liberar sua criatividade.

O feng shui e a cozinha

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Senta que lá vem história!

Vou passar um café fresquinho pra gente, que o bolo já está pronto! Hummm…dá pra sentir o cheirinho? Vem, gente!
Ela é a protagonista das casas, não há quem não goste, até quem não aprecia cozinhar não resiste. De quem estou falando? De Dona Cozinha, claro, a rainha do lar!

E qual é a história? Bem, tudo começou quando há aproximadamente 250 mil anos atrás, o homem aprendeu a usar o fogo e descobriu seu poder alquímico, transformador e aquecedor. A primeira cozinha era basicamente uma fogueira cercada por pedras. E quando o homem aprendeu a lidar com esse fogo externo, acendeu simultaneamente o seu fogo interno, psicológico, dos saberes, da criatividade.

Está no nosso DNA, na nossa memória ancestral – cozinha nos remete ao compartilhar, à reunião, à conversa em volta do fogo, um lugar que nos acolhe e conforta.

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Para o Feng Shui, a cozinha é um ambiente sagrado, abençoado, onde abrigamos e preparamos os nossos alimentos, que nos trarão saúde, disposição e, portanto, prosperidade. A cozinha é uma grande geradora de energia!

Como já foi dito, o elemento FOGO é o dominante na cozinha. Ele é representado pelo fogão, forno, microondas, torradeira, enfim, tudo que aquece e transforma os alimentos. Temos também um elemento coadjuvante, que é a água e que se contrapõe ao fogo. Ela é representada pela pia, geladeira, filtro de água, lava-louças – a turma da limpeza e higienização. E aí entra a nossa dica: procure agrupar o pessoal do fogo numa banda e da água noutra, se for possível. Fogão de frente para a geladeira, por exemplo, é uma briga energética constante que vai afetar o seu bolso! No ciclo destrutivo, a água apaga o fogo e isso afasta a prosperidade. E quando não há o que fazer? Vou dar dicas mágicas de harmonização.

Aliás, o FOGÃO no Feng Shui é o cofre da casa! Precisa estar sempre limpo, funcionando perfeitamente e é preciso usar todas as bocas e o forno (se houver) para ativar a energia yang do fogo e fazer crescer o nosso financeiro. Há quem coloque um espelho atrás do fogão duplicando a imagem da chama das bocas, porque duplicar o fogo é dobrar a nossa sorte.

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E o que mais precisa ter uma cozinha para ter uma boa energia?

– Precisa estar sempre limpa e organizada.

– Cozinha que gera energia é cozinha ativa. Panelas, frigideiras e utensílios pendurados, potes à vista, transmitem a ideia de uma cozinha operante, que chama as pessoas para usá-la.

– Uma boa iluminação é imprescindível. Se for natural, melhor, mas o importante é deixar o espaço bem claro.

– A geladeira não deve ficar muito vazia, pois estará ”chamando” a escassez. O mesmo acontece com os armários – precisamos abastecê-los, mas com o cuidado de não estocar alimentos demais, pois tudo que fica parado, sem uso, acaba gerando energia estagnada. E desperdício é outra coisa contrária à prosperidade. Manter ambos limpos e em ordem.

– Coisas que trazem um fluxo energético positivo: frutas frescas, flores naturais, plantas, com destaque para as ervas aromáticas. Quadros com imagens ou fotos de coisas gostosas, que lembrem o lado bom da vida.

– Vidros transparentes com grãos, sementes, nozes e castanhas, assim como os temperos – visíveis, saltando aos nossos olhos, o que cria um efeito “abundância em 3D”. Isso nos passa uma mensagem de que temos bastante, de que somos prósperos e agradecidos.

– Livros de culinária num cantinho especial, preservados e ao mesmo tempo acessíveis para consultas.

– E os carrinhos auxiliares para a cozinha? Dão uma super ajuda na organização e são móveis (com rodinhas), agregando versatilidade ao ambiente.

– Ímãs que ganhamos de presente ou que foram adquiridos em viagens e eventos memoráveis. Aqui só alegria! Colocar na porta da geladeira “contas a pagar” também é algo que tem um efeito subliminar nada positivo…

– Quem cozinha precisa também estar em harmonia. Os alimentos absorvem energia e a comida pode não ficar boa ou até fazer mal a quem a consome. Antes de manipular a comida, se uma emoção tóxica estiver dominando você, vá dar uma caminhada, ouça uma música, dance, brinque com seu bicho de estimação, enfim, dê um tempo…

– E também não é bom cozinhar de costas para a porta da cozinha, sem ver quem está se aproximando. Essa posição não tem poder e sim vulnerabilidade. Faça a cura usando um espelho decorativo atrás do fogão. Aí o cozinheiro fica todo poderoso!

– Cuide para não ter aparelhos quebrados, relógio parado, louça lascada, trincada, faltando pedaço e use sempre o melhor – ninguém é mais importante do que você e companhia para merecer sempre um bonito prato, uma louça chique, um copo de cristal. Lembre-se: a vida te trata como você se trata! 😉

– Cuidado com cozinha visível logo na entrada da casa (a gente falou sobre isso no post anterior) e com banheiros próximos – ele é o grande vilão que adora roubar energia de dona cozinha! E transformar um lavabo/WC em despensa, adega, por favor…nem pensar!

Agora conta uma história pra mim…o que tem de diferente na sua cozinha?

Ah… mas antes veja esse vídeo que eu preparei especialmente para você, falando do que é bom ter na cozinha e o que não é, de jeito nenhum!

Meus recursos preferidos do Todoist

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A caixa de entrada

Antes eu confesso que não usava tanto, porque gosto de capturar notas no papel (o que ainda faço). Porém, hoje abortei completamente a coisa de ficar preocupada em levar um bloquinho de papel toda vez que saio de casa porque certamente levarei meu celular e, se precisar capturar algo, uso a caixa de entrada do Todoist. Tenho usado muito mais atualmente.

A visualização para os próximos sete dias

Me ajuda demais ver a quantidade de ações para os próximos dias ali na lateral esquerda e a visualização de todas as ações depois que faço a minha revisão semanal do GTD. Dá para ter uma boa ideia do cenário, bater com o meu calendário e ver se será uma semana factível. Afinal, se na terça eu passarei o dia todo em um evento, será que conseguirei executar as 12 ações que estão ali? Isso me ajuda a redistribuir.

Visualizar ações por dia

Eu posso ir no campo de busca e digitar “maio 25”, que o Todoist vai me mostrar todas as ações destinadas para esse dia. É fantástico. Acho bastante útil pelos mesmos motivos do item anterior.

A possibilidade de criar tópicos

Se você inserir um asterisco * antes da ação ao criar uma nova tarefa, você tira o bullet (a bolinha) de tarefa, e ele vira um tópico. Isso é excelente para criar seções e listas não-tickáveis, recurso que utilizo muito.

Cores nos projetos

Pode parecer perfumaria para muitas pessoas, mas eu sou extremamente visual e, para mim, faz muita diferença ter cores diferentes nas pastas de projetos, especialmente quando vou verificar o gráfico de execução (canto superior direito), que me mostra a cor das coisas concluídas.

A cor da ferramenta

Também é possível alternar a cor do Todoist como um todo (alguns detalhes, como a barra superior) para azul, roxo, dourado etc. No geral, eu costumo deixar as cores mais neutras, porque sou mais minimalista, mas às vezes tenho vontade de mudar para azul, roxo, amarelo. Depende muito e sinto que influencia no meu astral. Gosto de mudar de vez em quando e é legal ter essa opção.

Um milhão de projetos arquivados

O Todoist tem um certo limite para projetos em andamento, mas você pode arquivar quantos projetos quiser. Poder arquivar os projetos já concluídos ou que não estão em andamento dá uma tranquilidade tremenda. Sei que não vou perder nada e, se precisar novamente, basta resgatar.

Log de tarefas concluídas

A possibilidade de ver todas as tarefas que concluí, por projeto, por tag, por data, é um recurso maravilhoso. Dá para ter uma ideia de como eu estava engajada naquele dia, se eu estava produtiva, se eu estava meio para baixo, se eu estava me sentindo criativa, pelo tipo de coisas que eu executei. Também é um recurso que uso de vez em quando para fazer esse tipo de análise da minha vida.

Como organizar uma noite da pizza em casa

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Uma das coisas que eu adoro fazer em casa com o meu filho é a noite da pizza. Dá para fazer durante a semana em casa sem ser um grande evento em termos de logística, assim como dá para fazer uma festinha no final de semana recebendo amigos, minhas sobrinhas, enfim, variando o nível de complexidade! Todo mundo adora uma pizza! E aqui neste post eu dou algumas dicas para que você organize uma noite assim também.

De modo geral, minha dinâmica preferida é comprar massa de mini-pizzas e recheios variados, de modo que cada pessoa possa montar os recheios que quiser. O grande segredo está em calcular as quantidades, e isso depende muito da quantidade que cada pessoa come. Sempre tem aquele amigo mais esfomeado e aquele que come pouco, então tente chegar a uma média. Procure escolher ingredientes frescos, bastante vegetais (que dão sensação de saciedade) e deixe-os já preparados (picados, cortados) em tigelas em cima da mesa ou do balcão para que cada um prepare a sua. Vale a pena ter pelo menos duas assadeiras para usar – enquanto uma assa, a outra fica em preparação.

Recheios mais comuns:

  • Mussarela (mussarela, tomate, orégano, azeitona)
  • Marguerita (mussarela, tomate, manjericão)
  • Aliche (mussarela, aliche, tomate, parmesão ralado)
  • Tropical (mussarela, presunto, abacaxi)
  • Brócolis (mussarela, bacon opcional, brócolis)
  • Alho (queijo, alho picado, tomate)
  • Calabresa (calabresa fatiada, cebola, queijo opcional)
  • Portuguesa (queijo, presunto, ervilha, ovo cozinho picado, azeitona, cebola)
  • Quatro queijos (mussarela, parmesão ralado, requeijão catupiry, cheddar ou gorgonzola)
  • Atum (atum ralado, cebola, queijo opcional)
  • Rúcula com tomate seco (rúcula, tomate seco, mussarela de búfula)
  • Bacon (mussarela, tomate, bacon)
  • Peito de peru (peito de peru, requeijão, tomate opcional)
  • Banana (banana, canela, leite condensado opcional)
  • Chocolate (nutella)
  • Queijo com goiabada (queijo branco, goiabada)

Você pode querer preparar o molho e a massa se quiser, mas isso não é assunto para este post, pois depende da habilidade culinária e vontade de cada um. Existem muitas receitas em diversos sites na Internet que ensinam como fazer massas de diversos tipos, assim como os molhos.

A noite da pizza é uma coisa super simples de fazer mas que dá um toque bastante divertido em noites comuns do dia a dia! Espero que você goste.

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5 coisas para fazer enquanto está desempregado (além de procurar trabalho)

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Geralmente quem está procurando trabalhando pode acabar caindo em um ciclo de desânimo com o tempo se ficar muito tempo sem conseguir. Veja cinco coisas que você pode fazer para aproveitar o tempo enquanto não consegue um trabalho novo:

Aprender GTD

GTD é um método de produtividade que vai trazer muitos benefícios para a sua vida toda, especialmente quando você conseguir um novo trabalho. Vai te ajudar a entregar mais e a ser mais produtivo com menos estresse. Você pode aproveitar esse meio tempo para se dedicar ao aprendizado ao método, lendo o livro, fazendo um curso (se tiver condições de fazer o investimento), ou mesmo acompanhando o vasto conteúdo sobre o tema aqui no blog, no blog na Call Daniel e em toda a Internet. Veja na página GTD tudo o que você precisa saber para aprender como implementar o método.

Ajudar alguém

Fazer trabalho voluntário é algo que sempre é necessário em algum lugar. ONGs, hospitais, escolas. Se você tem tempo que pode doar a alguém, é muito bom se sentir útil de alguma maneira. Você ajudará pessoas que estão precisando, fazendo diferença na vida de alguém. Vale muito a pena.

Destralhar a sua casa

O primeiro passo para organizar a sua casa é começar a destralhá-la. Esse é, porém, um processo contínuo, que não acaba nunca. Aproveite esse meio-tempo e reduza seus itens ao essencial. Destralhar a casa faz com que você mantenha em sua vida apenas aquilo que realmente tem significado para você, o que, de alguma maneira, manda uma mensagem ao universo e mexe com as suas energias, abrindo espaço para o novo. Não se surpreenda com os resultados rápidos que esse ato poderá lhe trazer.

Analise suas coisas por categorias ou por cômodo e vá separando aquilo que percebe que não faz mais sentido manter. Guarde o que quer manter. O que não quiser mais pode ser vendido, doado, dado de presente, reaproveitado de outra maneira, reciclado e, por último, jogado no lixo.

Aperfeiçoar um idioma

Sempre há espaço para melhorias do nosso próprio idioma, então pegue sua gramática de português, veja vídeos no YouTube, faça exercícios de redação e interpretação de textos. Isso vai te ajudar muito em qualquer trabalho que venha a ter futuramente. O mesmo vale para outros idiomas, como inglês, espanhol, francês etc. Há algo a melhorar? Como você pode aproveitar esse meio-tempo livre para aperfeiçoar ou começar a aprender um idioma novo? Hoje, com a Internet, os recursos são infindáveis. Basta ter força de vontade.

Empreender

Muitas vezes ficamos presos a um formato de trabalho porque a insegurança do desemprego e das contas vencendo são mais fortes que qualquer outra coisa. Eu entendo! Mas veja se não existe algo latente dentro de você, uma vocação, um talento escondido, algo que você goste ou saiba fazer, que pode valer algum dinheiro. Se você descobrir algo assim, pode começar devagar e fazer com que isso se torne o negócio da sua vida. Muitos donos de grandes empresas começaram dessa forma e, em vez de procurarem empregos, geraram milhares de outros. Por que não?

Linkagem de domingo

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Algumas vezes, eu gosto de reunir alguns posts, vídeos e notícias que li ao longo da semana e que achei que seria legal compartilhar com vocês.

Feliz Dia das Mães para quem é mãe e boa semana para todos vocês!

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Como a minha mãe influenciou a pessoa que eu sou hoje

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Apesar de eu não ter tido uma convivência muito frequente com a minha mãe durante a minha vida adulta, ela foi minha grande influência durante a infância e início da adolescência. E, hoje, quando paro para pensar, vejo que todo o meu estilo de trabalho, honestidade e criatividade foram semeados por ela.

Minha mãe se casou muito cedo com meu pai e eu nasci quando ela tinha 22 anos (em uma época que era comum ter filhos nessa idade, vale dizer). Meu pai também era jovem. Ela era professora de Educação Física e tinha uma carreira muito legal como atleta e juíza de esportes no litoral de São Paulo (Santos, Cubatão, Praia Grande), que deixou de lado quando se casou e veio morar na capital, para cuidar de mim. Foi aí que ela, como tantas mães, já naquela época, resolveu dar uma guinada na carreira e fazer outra coisa, e passou a trabalhar com artesanato. Claro que tudo começou com um hobby mas, por não gostar de ficar sem trabalhar, acabou empreendendo naturalmente, até que isso se desenvolveu para o ramo de festas infantis, onde se especializou, ficou bastante conhecida, e passou a ministrar cursos, fazer matérias de revistas e TV.

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Durante toda a minha infância, pude acompanhar a construção da carreira da minha mãe a partir do nada, de algo que ela gostava de fazer, baseado em beleza e criatividade, e transformar aquilo em negócio. O fato de ela trabalhar em casa sempre foi um referencial para mim.

No meio da minha adolescência, ela se casou pela segunda vez e eu fui morar com a minha avó, para manter a rotina de escola, amigos e toda a vida que eu já tinha. Não foi fácil para ela ou para mim, mas de alguma maneira acabamos sobrevivendo. Ter passado essa segunda metade da minha vida com a minha avó e o meu pai também foi muito importante. Quem me conhece sabe que considero a minha avó praticamente como a minha mãe também.

O fato é que, hoje, com o meu trabalho, eu vejo muito da minha mãe nele todos os dias. Quando eu acordo e coloco música para trabalhar, brinco com os meus cachorros, trabalho em casa, faço um chá – são pequenos rituais que me lembram o dia a dia dela. Ter em casa sempre muitas referências criativas para o trabalho, gostar do que faz, focar na qualidade, enfim, as influências são inúmeras.

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Acredito que ter sido criada por pais artistas tenha sido a principal influência na pessoa que eu sou hoje, e a minha avó, advogada, deu o tempero disciplinado da balança para que eu não virasse apenas artista, e a maneira que eu encontrei para não ser nem concursada nem só escritora foi me tornar publicitária. Pensando bem, foi um bom meio-termo. E é claro que, hoje, meu trabalho se estende a outra frente, mas a arte, a busca pelas ideias e o exercício da criatividade que a minha mãe me ensinou estão sempre presentes comigo, das mínimas coisas às mais grandiosas.

E eu acho incrível o poder de influência que os nossos relacionamentos têm sobre nós mesmo desde a mais tenra idade. É importante pensar nisso porque eu mesma tenho já há seis anos um pequeno aqui sendo totalmente influenciado por tudo o que eu falo e faço, então a responsabilidade é enorme. Não dá para fingir ser uma pessoa e ser outra, então por isso precisamos buscar sermos sempre a melhor versão de nós mesmos se queremos que nossos filhos também sejam.

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Minha mãe sempre me influenciou muito e continua me influenciando. Ela me ensinou o valor do trabalho e a como usar a criatividade para fazer o que eu amo. Algo que ela também me ensinou foi o valor de aproveitar o tempo. Minha mãe nunca curtiu ver alguém ficar sem fazer nada… haha. Ela sempre colocava os outros para fazer alguma coisa. Eu não sou tão radical nesse sentido (sou a favor do ócio criativo muitas vezes), mas certamente essa “agitação” dela também me influenciou bastante.

Enfim, deve ser praticamente impossível citar em um único post a quantidade de influências que uma mãe possa ter em uma filha, então eu apenas deixo aqui esse post como homenagem e uma declaração de amor por essa pessoa que me recebeu no mundo e me deu a oportunidade de uma dia poder escrever um texto como este.

A responsabilidade sobre as nossas mães quando vamos ficando adultos

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Tem uma frase que eu tenho falado bastante nos últimos anos, que é: a gente sabe quando virou adulto quando começa a cuidar de outras pessoas. E não me refiro só aos filhos não (mesmo porque, muitas pessoas não têm filhos). Mas pessoas no geral. Porque a gente passa grande parte da nossa vida aprendendo como cuidar da gente mesmo. Quer dizer, esse é um aprendizado eterno. Mas chega um momento – e é difícil determinar exatamente quando ele chega – que você começa a cuidar de outras pessoas também. Esse momento pode chegar mais cedo para alguns, mais tarde para os outros, mas sempre chega. Com as mães, então, essa realidade é ainda mais forte.

Eu quero aproveitar então a proximidade que estamos com o Dia das Mães para trazer este tema para o blog porque ele tem tudo a ver com organização. Se você for o filho caçula entre quatro irmãos e tiver 20 anos, sua mãe, 50, 55, pode não ter sequer pensado nisso ainda. Mas se você tiver 35 anos, for filho único e a sua mãe tiver 60 ou 70, pode ser que algumas ideias já tenham passado pela sua cabeça.

O termo “accountability”, em inglês, é traduzido para o português como “responsabilidade”, mas não é apenas sobre responsabilidade. Afinal, temos também o termo “responsability” em inglês para essa palavra. Accountability tem a ver com responsabilidade engajada, no sentido de tomar a coisa para si. E eu acho que, quando se trata de cuidar dos pais e dos filhos, isso é muito verdadeiro.

O objetivo deste texto não é ditar regras ou dizer o que é certo ou errado, mas despertar o início dessa reflexão. O que você vai fazer a respeito da sua mãe? Você já pensou nisso? Como ela está nesse momento? O que você pode fazer para ajudá-la? Como ela estará daqui a cinco anos? 10? 15? Que cenário você tem à sua frente e como a sua família poderá apoiá-la de alguma maneira? São questões que você tem que pensar. Mas tudo são escolhas, é claro. Você pode optar por simplesmente não pensar nelas. Não se trata de uma questão obrigatória.

Muitas pessoas dizem que o Dia das Mães perde sua validade por ser uma data comercial, mas eu discordo. Enquanto qualquer data fomentar esse tipo de debate e tópico para pensarmos, eu acho válido. E acho que tudo o que nos leva a pensar sobre “laços abertos” tem a ver com organização pessoal.

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