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Livro Casa Organizada em pré-venda na Amazon!

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Quem estiver ansioso e quiser se antecipar já pode encomendar seu livro em pré-venda na Amazon! No site a previsão de lançamento é 30 de junho (já!).

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Organizando seus arquivos: por onde começar?

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Antes mesmo de nascer você provavelmente já estava acumulando um exame de imagem, impresso ou em vídeo. Logo que nasceu, a certidão de nascimento deu a partida para uma série de registros, que segue crescendo à medida que a idade avança e você vai se incorporando à vida em sociedade.

Na fase escolar passa a lidar com matrículas, boletins, históricos, provas, etc. A vida profissional te apresenta aos currículuns, contracheques, rescisões, e por aí vai.

Finanças, saúde, lazer, cada aspecto da vida com o qual nos envolvermos será fonte geradora de documentos, de todo tipo e formato, e o desafio de lidar com eles vai nos acompanhar durante toda a vida.

Quanto mais relações estabelecemos com as pessoas, com grupos e instituições, quanto mais complexa fica nossa vida, mais e mais complexos registros serão gerados.

Lidar com este volume de documentos de forma racional e produtiva é preocupação de pessoas e de instituições há décadas.

O avanço da ciência e da tecnologia trouxe respostas muito interessantes, possibilitando a substituição de suportes físicos por digitais, dando muito mais agilidade na produção, na disseminação e no acesso às informações.

O desafio, no entanto, continua sendo o mesmo, independentemente do tipo de suporte onde a informação foi registrada e transformada em documento: O que necessitamos manter? Por quanto tempo? Qual a melhor forma de guardar?

Não há respostas definitivas, nem fórmulas prontas que possam se aplicar de forma indiscriminada a qualquer pessoa ou instituição, em qualquer época. Mas há caminhos já trilhados que produziram resultados muito interessantes, e estão consagrados entre os profissionais da Arquivologia.

O primeiro passo para relacionar-se bem com seus arquivos é conhecê-los. Nas instituições, este levantamento é feito a partir do estudo dos documentos de sua constituição (Estatuto, Contrato Social, Organograma, etc.) que vai permitir identificar cada uma das funções e atividades que lhe dão vida, e os conjuntos documentais produzidos e acumulados em decorrência destas.

O resultado deste trabalho é chamado de Plano de Classificação, uma espécie de mapa da produção documental, que além de visar a distribuição dos documentos de um arquivo, fornece grande parte dos subsídios necessários para que possamos fazer a sua avaliação, definindo o tempo de guarda e a destinação final.

Este mesmo trabalho precisa ser feito por cada um de nós. Cada documento que nos chega deve ser reconhecido imediatamente como relacionado a determinada função ou atividade que realizamos na vida, e que só nós mesmos somos capazes de identificar.

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De posse deste mapa, podemos criar um recipiente previamente dedicado a cada conjunto. Isso vai fazer com que, no momento em que for necessário localizá-lo, o caminho a percorrer esteja bem mais claro, agilizando o acesso.

Também será possível refletir com mais clareza sobre a necessidade de sua manutenção e a tecnologia mais adequada a adotar.

E você? Já mapeou sua produção documental?

Ame a vida, não suas coisas

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É muito comum a gente ler em blogs e livros sobre organização o conselho: mantenha em casa apenas aquilo que você ama. Aqui no blog você já deve ter lido isso. A Marie Kondo diz para você amar as suas meias, então isso deve ser correto. E sim, amar as coisas no sentido de que elas trazem alegria quando olhamos, interagimos, é ok. Mas isso não quer dizer que estamos substituindo todo o resto – tudo o que importa – pelas coisas. Eu trocaria qualquer “coisa” por uma viagem que eu gostaria de fazer, por momentos a mais com o meu pai que já morreu e por muito mais vida em todos os sentidos. Este post é sim, uma declaração de amor à vida como um todo, e isso inclui o que faz parte dela – incluindo suas meias. Mas vamos pegar leve.

Não quero fazer o papel da vilã aqui. Algumas pessoas sofrem com o problema de acúmulo de objetos em casa – e esse problema deve ser tratado com apoio psicológico, com profissionais qualificados. Se você sofrer com isso ou tiver alguém na família sofrendo, é importante procurar auxílio profissional. Isso não se resolve com “dicas de organização”.

Por outro lado, existem também aqueles objetos que nos trazem alegria, sem dúvida alguma. Um quadro que te deixa feliz sempre que você olha para ele, ou uma roupa que te empodera de tal maneira que transforma um dia péssimo em um dia maravilhoso. Objetos não são ruins – eles fazem parte da nossa vida. Precisamos ter uma relação saudável com eles. Justamente por isso precisamos cuidar daquilo que temos, dando espaço para que eles “durmam”, sejam armazenados e manuseados com cuidado. Quando temos coisas demais, acabamos desperdiçando, quebrando, deixando mofar, enferrujar, estragar. E isso, na maioria das vezes – e aqui entra a experiência da organizadora profissional – na verdade é apenas um reflexo de muita coisa que está acontecendo na vida da pessoa.

Tanto que, quando um profissional de coaching começa a trabalhar com alguém – seja esse profissional uma personal organizer, uma coaching de vida ou uma consultora de estilo, ou mesmo uma nutricionista, ou personal trainer, enfim, alguém que vá fazer um trabalho de transformação na vida daquela pessoa – é muito comum que a transformação em uma área comece a expandir seus efeitos para todas as outras. Você já deve ter vivenciado isso alguma vez – de ter emagrecido e isso te deu vontade de guardar dinheiro, cortar o cabelo, mudar de emprego, arrumar a casa, promover outras mudanças. O ser humano tem um cérebro tão incrível que, quando a gente começa a mudar uma coisa, isso serve como gatilho para querer mudar um monte de outras coisas que pareciam apenas estar esperando esse empurrãozinho.

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E aí quando vem uma pessoa aqui e fala: “destralhe a sua casa”. E você começa a destralhar a sua casa, o que acontece? Você mexe não apenas com aquele monte de papéis e objetos que estavam guardados, mas também com emoções que estavam guardadas. É muito louco. É como se você estivesse fazendo uma faxina mais profunda mesmo.

Portanto, a partir do momento que você começa a ter esse cuidado com as suas coisinhas em casa, organizando seus pertences, organizando a sua agenda, os seus afazeres, se planejando, alcançando objetivos, isso vai te empoderando de uma maneira que você percebe que ninguém mais pode te segurar. Você pode chegar onde você quiser. E isso vai fazer com que você aprenda a se amar mais do que nunca, porque você não vai mais se permitir não se amar dessa maneira.

Veja aqui algumas ideias para trazer um pouco desse amor por você mesma(o) hoje através da organização:

  • Pare um pouquinho de trabalhar ao longo do dia. Não é para sair no meio do expediente, dar tchau para o chefe e ir embora. Mas pare dois minutos, feche os olhos e respire. Você tem esse direito. Ou levante, olhe pela janela. Dê uma devaneada. Pense em algo gostoso, em algum sonho que tenha. Planeje um projeto pessoal que esteja em andamento. Curta um pouco mentalmente algo de fora do trabalho. Respire.
  • Em vez de comprar coisas novas, especialmente roupas e artigos para casa, redescubra o que já tem. Experimente a ideia do armário cápsula. Trabalhe um menu semanal.
  • Nos próximos eventos comemorativos, em vez de presentes, pense em experiências que gostaria de proporcionar na sua vida. O que você gostaria de ter feito antes dos 30? Antes dos 40? Antes dos 70? Pode ser desde fazer um piquenique no parque até passar uma tarde tomando um sorvete de casquinha sentada vendo o movimento de uma grande avenida. Pense em experiências simples, mas significativas.
  • Reconecte-se com as pessoas. Telefone para um amigo ou amiga. Visite parentes.
  • Todo mês, selecione uma categoria de coisas na sua casa para selecionar itens para doação. Funciona assim: escolha uma categoria. Por exemplo: camisetas. Pegue todas as suas camisetas, coloque em cima da cama e selecione aquelas que não usou no último ano, não gosta ou acha que outra pessoa poderia fazer uso melhor. Mantenha apenas aquelas que forem essenciais para você. Doe o restante. Repita nos meses seguintes com panelas, livros, artigos de escritório e o que mais desejar. Você vai se sentir bem por guardar apenas aquilo que tem a ver com você e também por fazer o bem a quem não tem coisas e precisa do que você está doando.
  • Redescubra a beleza em você em pequenas atitudes. Isso não é fácil, pode ser o trabalho de uma vida inteira e certamente é uma batalha diária. Mas olhe-se no espelho e encontre sempre algo positivo para dizer a seu respeito. Evite comentários negativos – mesmo que tenha aquela barriguinha, aquela olheira, o cabelo não esteja tão hidratado. Todos temos problemas, então eles já bastam por si só. As coisas são nossas aliadas – use seu espelho como exemplo disso para se amar todos os dias.

Conceito de produtividade para o GTD

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Vamos entender qual o conceito de produtividade para o GTD porque esse entendimento é importante para sabermos quais os objetivos do próprio trabalho com o método. Para que implementar um método de produtividade? O que é produtividade para o GTD? São essas perguntas que este post pretende responder.

Ser produtivo, de acordo com o método GTD, é estar apropriadamente engajado no que quer que você esteja fazendo – relaxado, com foco e com as coisas sob controle.

É a habilidade de responder, reagir a partir de um estado relaxado ou de prontidão.

Vamos falar sobre esses dois estados (relaxado e prontidão). Existem dezenas de estudos na área das ciências cognitivas que provam que alternar períodos de concentração com períodos de descanso faz com que o nosso cérebro trabalhe melhor.  Ou seja: para que a gente consiga fazer as coisas bem, precisa ter estados regulares de relaxamento, que vêm de momentos de reflexão, devaneios e até de quando estamos dormindo.

Não sei se vocês já ouviram falar em uma história do Paul McCartney, ex-Beatle, da época em que estava envolvidíssimo na Beatlemania (1965), turnê, muitos shows, tendo que gravar um disco e compôr às pressas. O processo criativo não é fácil e não pode ser forçado. Ele estava cansado. Em um belo dia, ele deu uma chutada no balde e foi para a casa da noiva descansar e dormir, e acordou bem, assobiando uma melodia que lhe parecia familiar, mas não muito, e foi para o piano continuar a sua composição mais famosa de todos os tempos: ‘Yesterday’ que, junto com tantas outras, levou os Beatles a outro nível de composição, produção musical e qualidade.

Aqui de boa compondo a música do século
Aqui de boa compondo a música do século

Mas você não precisa ser um Beatle para que isso aconteça com você. Tenho certeza que você já teve uma ideia incrível para algum projeto enquanto estava tomando banho. Ou dirigindo. Ou de férias. Ou colocando a cabeça no travesseiro para dormir. Por que essas coisas acontecem? Sim, você deve ter chutado certo: porque a sua mente está em um estado de relaxamento. Porque, apesar de você estar “colocando a sua mente para relaxar”, ela continua trabalhando em segundo plano, tendo ideias. E o que o GTD propôe, então, é que a gente traga esse estado ótimo para o dia a dia, de modo que nossa mente funcione bem, nesse estado relaxado, não só quando estamos dormindo, tomando banho ou lendo um livro. Trazer essa alternância para o dia a dia faz com que usemos a nossa mente para o que ela faz de melhor: ter ideias, ser criativa, focar quando tem que focar.

Nós precisamos desse estado de relaxamento para criar coisas legais no nosso dia a dia, independente do trabalho que a gente tenha. Seja você publicitária, músico, dono de casa ou diretora de uma multinacional, a criatividade faz parte do seu dia a dia, porque soluções precisam ser tomadas o tempo todo. O foco precisa ser redirecionado. E para isso a gente tem que estar a um clique dessa prontidão.

O “clique” da prontidão representa todas as coisas: um quadro que eu queira pintar, um post que eu vá escrever para o blog, a lição que eu vá fazer com o meu filho, a proposta de trabalho que eu vá redigir, a reunião de trabalho que eu estou entrando com meu cliente, a receita que vou cozinhar para a minha família esta noite, o plano de negócios que vou formular, a conversa definitiva que terei hoje – o resultado de toda energia criativa produzida no mundo.

O que a gente diz ao deus da procrastinação? Hoje não!
O que a gente diz ao deus da procrastinação? Hoje não!

Os estados de relaxamento nos ajudam a ter novas ideias e perspectivas. Se ficarmos o tempo todo concentrados no trabalho ou nas nossas atividades que demandam alta concentração, sem tais períodos de descanso, as ideias não aparecerão. Não temos como recarregar as baterias. Não ganhamos perspectiva. Ambos os estados são importantes igualmente. Muitas vezes, a coisa mais produtiva que você pode fazer em um determinado momento é tirar uma soneca para ficar bem e depois continuar com energia alta o que estava fazendo.

Logo, esteja você relaxado ou em estado de prontidão – você consegue reagir. Você consegue se engajar no que quer que queira se engajar naquele momento, relaxado, focado e com as coisas sob controle.

Todo mundo tem seus hobbies
Todo mundo tem seus hobbies

E um outro ponto muito importante sobre ser produtivo para o GTD é que você não precisa ser produtivo 100% do tempo. Ninguém é. Nem o David Allen é. O grande segredo de tudo é você saber identificar quando você não está sendo produtivo e saber retomar seu estado de produtividade. E aqui que entra a importância de um método – a importância do GTD. Porque aí o David traz o negócio mastigadinho – tó aqui e aplica cinco passos e retoma sua produtividade.

Não se engane: a vida é desenhada pra te tirar dos eixos mesmo! Te fazer cair da prancha, levar um caldo e querer que você desanime, desista o tempo todo. É um 7×1 diário. São imprevistos, urgências, circunstâncias não planejadas e às vezes até oportunidades muito legais – mas que apareceram na hora errada, gerando confusão e aflição – que nos desequilibram.

O GTD foi feito para nos ajudar a voltar para o caminho, aconteça o que acontecer. Com um sistema confiável atrás de você – um sistema que você confie e que possa usar quando você mais precisar (justamente em situações como essas que eu citei) – você vai estar muito mais preparado para encarar qualquer onda que vier na sua vida e no seu trabalho.

Pra falar a verdade, só cai da prancha quem tem coragem de se arriscar a subir nela, então fique feliz por cair e ter a chance de subir de novo.

O GTD é um negócio para a vida, que estará sempre ali com você, dando suporte aos maiores movimentos e às grandes mudanças da sua vida, e te lembrando que você sempre pode subir de novo, não importa o tamanho da onda. Bora!

Imagem: Huffington Post
Imagem: Huffington Post

E ah! Ninguém está buscando qualquer nível de perfeição aqui também. Como eu falei, ninguém se sente produtivo 100% do tempo, nem o David. O ponto chave aqui não é estar sempre produtivo, mas saber reconhecer quando você não está e utilizar isso como meio para voltar a se sentir assim. É igual andar de bicicleta: você tem que ficar meio esperto porque qualquer vacilada para o lado você se equilibra novamente. Com o passar do tempo, você vai aprendendo a ficar mais confortável com essa “volta”, e isso te dá a liberdade de se deixar sair do controle das maneiras mais criativas e produtivas possíveis, se você quiser ou precisar.

Curso online: Organização para blogueiros

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Ano passado, quando eu realizei esse workshop, muitos leitores solicitaram que ele fosse realizado no formato online. Venho trabalhando nesse projeto desde então, então o curso foi totalmente reformulado e, este mês, que estamos falando sobre fazer as coisas com amor, não poderia ser mais perfeito fazer um curso sobre esse assunto: organização para blogueiros! Clique aqui para se inscrever.

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O curso terá duração de 4 horas e abordará:

  • Por que seu blog existe?
  • Trabalhando com inspirações
  • Organizando ideias
  • Calendário editorial
  • Trabalhando com temas
  • Elementos de um post
  • Organizando a produção de posts
  • Como promover seus posts
  • Como montar um media kit
  • Definindo uma linha editorial
  • Outros conteúdos (vídeos, fotos)
  • Tipos variados de posts
  • Páginas fixas
  • Monetizando seu blog
  • Analisando estatísticas
  • Checklists para manutenção
  • E muito mais

Já temos alguns inscritos e o número de vagas é limitado, então eu recomendo que você não demore a se inscrever porque geralmente as inscrições são encerradas com certa antecedência antes do curso, justamente por esse limite.

A aula ao vivo acontecerá no dia 26 de junho, mas você não precisa estar online para participar, pois o curso será disponibilizado para download depois, para que você possa assistir e reassistir quando quiser.

Clique aqui para se inscrever!

Linkagem de domingo

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Algumas vezes, eu gosto de reunir alguns posts, vídeos e notícias que li ao longo da semana e que achei que seria legal compartilhar com vocês.

Boa semana para vocês!

Ajudar a família: como fazer, como decidir se dá para fazer e outras questões relevantes

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Eu costumo dizer que a gente descobre que ficou adulto quando começa a resolver os problemas de outras pessoas além dos nossos. Penso que, com a família, isso é muito verdade. Se você tem pais e avós que sempre te ajudaram, ou ainda ajudam, você pode não entender tão bem o conceito. A partir do momento que a situação se inverte – porque você vira o provedor da família, porque seus pais estão mais velhos e precisam de ajuda, é diferente. E isso porque não estou entrando no mérito de coisas como: um irmão com dívidas, uma tia que não tem onde morar e outras questões que assolam todas as famílias. O que fazer quando o responsável por tomar essas decisões de “ajudar ou não” é você? Vamos bater um papo sobre esse assunto tão delicado, mas tão importante?

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Claro que vai muito de pessoa para pessoa, mas eu sempre parto do pressuposto que, dentro do que eu puder ajudar, eu ajudarei. E isso inclui uma série de fatores: minha própria família, nossos objetivos financeiros, nossas próprias dívidas e compromissos. Não devemos falar apenas do dinheiro, mas do envolvimento emocional que isso significa, além do tempo investido.

Outro fator importante a ser analisado é a questão da gravidade do problema. Alguns problemas são mais graves que outros e é claro que terão tratamento diferente. Por exemplo, uma pessoa da família doente sem condições de trabalhar é diferente de uma pessoa saudável que está desempregada e cheia de dívidas. E há formas e formas de ajudar. Nem sempre é só a financeira. Às vezes a pessoa só precisa de um empurrãozinho, conversar, ter alguém por perto.

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A grande questão é que as pessoas vivem em graus financeiros e de tempo diferentes dentro de uma mesma família. Já vi famílias numerosas, com mais de três irmãos, em que um era milionário, dono de muitas empresas, enquanto outro não queria trabalhar e o outro era autônomo, vivendo uma vida sofrida, aquela coisa de pagar as contas no aperto todo mês. E acho que todo mundo no Brasil está um pouco fadado a essa desigualdade, porque somos um país de desigualdades. Se isso acontece dentro de uma mesma família, imagine com famílias diferentes. E lembre-se que famílias diferentes se juntam quando as pessoas se casam, por exemplo, então temos bastante coisas acontecendo sempre.

Também há diferenças em torno do tempo. Um trabalha 60 horas por semana, enquanto outro fica em casa, outro faz home-office, outro está desempregado. Quem disse que quem está desempregado está à disposição da família para fazer os pequenos serviços também?

Essas diferenças podem causar constrangimento e desconforto. Se você viajar para a praia para passar uma semana enquanto alguém da sua família estiver com problemas financeiros, podem dizer que você foi egoísta. Ou ir ao cinema em uma terça à tarde. Trocar de carro enquanto o irmão está fechando uma empresa que foi à falência e precisou vender até imóvel para pagar a dívida não é dos assuntos mais fáceis no almoço de domingo. Até os presentes no Natal entram nesse constrangimento muitas vezes, porque você sabe que, se alguém costuma presentear com um item mais caro, você pode se sentir na obrigação de dar algo mais caro também. E por aí vai.

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Eu penso que a família é uma estrutura e, como toda estrutura, depende de como estão construindo seus alicerces. Há famílias que se ajudam mutuamente e isso é um padrão. Há famílias cujas pessoas se distanciaram tanto que mal sabem sobre os problemas uns dos outros. Não há regras. O que eu sinceramente acredito é que ninguém precisa sentir vergonha por ter uma condição financeira melhor do que a outra pessoa, ou ter estruturado sua vida para trabalhar de maneira diferente (home-office, por exemplo), ou por uma esposa ter escolhido ficar em casa enquanto os filhos crescem (ou o pai, como foi aqui em casa). E, sempre que alguém puder ajudar, ajudará, mas não como uma obrigatoriedade (é como eu penso, mas claro que varia de acordo com a condição, como disse no começo).

O que não ajuda nada, nunca, no meu ver, é o tom da agressividade. Do “você precisa fazer isso”. Porque cada um conhece as suas condições. Eu, particularmente, me sinto muito satisfeita quando consigo ajudar alguém da minha família, mas eu estou em uma fase de construir coisas – construir a base da minha própria família. E isso é tão importante quanto ajudar os outros parentes – não pode ser colocado de lado. Talvez você esteja em uma fase com mais estabilidade e possa ajudar mais. É importante avaliar cada cenário, cada pessoa, cada família, cada problema a ser resolvido.

Como você, leitor, lida com essas questões? Você já passou por algo assim na sua família? Deixe seu depoimento abaixo.

Sistema GTD

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Ontem um participante do grupo GTD Brasil postou uma dúvida e, como eu recém tinha participado de um webinar do David para instrutores sobre o sistema GTD, achei que a resposta ficou esclarecedora e gostaria de postar aqui para vocês, como referência. Segue.

A pergunta dele foi, em resumo:

“Sinto que meu sistema arruinou, por falta de motivação ou sei lá o quê. Usava o Evernote, mas para lista ele não fica legal e é meio complicado, o Todoist parece ser mais fácil e pratico tickar uma tarefa. Sugestões dos amigos, melhor fazer a captura geral novamente e começar do zero ou continuar no mesmo sistema atual e remanejar ele? Não sei o que fazer.”

Minha resposta:

“Olha, vamos rever o conceito de sistema.

O sistema do GTD não é uma ferramenta. O sistema é uma integração de ferramentas, que você linka aí dentro de você, de modo que elas te sirvam aos melhores usos de acordo com a metodologia. É um conjunto de coisas conectadas que formam um todo complexo.

O propósito de ter um sistema é permitir que você se torne presente e faça boas escolhas quando precisa escolher o que fazer. Você olha seu calendário, suas listas. É como se fossem mapas. Onde estou agora? Para onde quero ir? O que quero olhar?

Um sistema não é apenas uma ferramenta ou um planner, mas uma combinação de coisas. Você que faz o link entre elas. Por isso se chama sistema. Por isso não existe uma ferramenta de GTD.

Com base nisso, pergunte-se:
– Meu sistema precisa de melhorias?
– Meu uso do sistema precisa de melhorias?
– As duas coisas

No geral, sinceramente, nenhum de nós está sequer perto de ter um sistema tão integrado quanto poderia. Nem o David. Todos nós temos contextos a serem explorados na vida que um sistema poderia nos ajudar a fazer melhores escolhas e nos deixar mais presentes no momento desejado.

Eu começaria sim fazendo uma nova captura, e aí esclarecendo item a item, organizando sob demanda (próximas ações, calendário, projetos, aguardando resposta – as 4 listas primárias). No papel mesmo, ou no Todoist, se achar mais fácil. Faria uma revisão semanal no dia seguinte, e mandaria ver, promovendo melhorias sempre que necessário.

Não se cobre tanto. Estamos todos construindo, sempre.”

Dúvidas? Poste nos comentários.

Mês organizado

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Junho 2016

🍐 Lembretes gentis, dicas úteis e recomendações para o seu mês ser um pouco mais organizado.
DomingoSegundaTerçaQuartaQuintaSextaSábado
1

✅ Planejar o novo mês

✅ Organizar o arquivo de referência rápida (tickler)

✅ Revisar metas para o último mês do trimestre

✅ Planejar o menu semanal
2

🕑 GTD Master Trainer Webinar

✅ Fazer compras com base no menu semanal
3

✅ Revisão semanal
4

✅ Controlar as contas pagas e a pagar
5

❤ Aniversário de namoro

✅ Tirar o pó dos móveis
6

✅ Limpar os batentes

7

✅ Criar uma lista de coisas para fazer neste inverno
8

✅ Planejar o menu semanal

9

✅ Revisão semanal

✅ Fazer compras com base no menu semanal
10

🕑 Treinamento GTD na Secretaria da Fazenda em SP
11

✅ Pesquisar uma receita diferente para preparar esta semana
12

📅 Dia dos Namorados

🕑 Feijoada na casa da minha avó

✅ Tirar o pó dos móveis
13

🕑 Reuniões Call Daniel

✅ Fazer um balanço dos seus gastos mensais este ano até agora
14

🕑 Treinamento piloto de e-mails produtivos
15

✅ Planejar o menu semanal

16

🕑 Treinamento de planejamento e execução na CitrusBR

✅ Fazer compras com base no menu semanal
17

✅ Revisão semanal
18

🕑 Festa junina do Paul
19

✅ Ir a uma quermesse

✅ Tirar o pó dos móveis

20

🕑 Reuniões Call Daniel

✅ Planejar as férias de julho das crianças

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📅 Solstício de inverno

✅ Revisão sazonal
22

✅ Planejar o menu semanal

23

✅ Revisão semanal

✅ Fazer compras com base no menu semanal
24

🕑 Personal Organizer Brasil
25

🕑 Personal Organizer Brasil
26

🕑 Curso online Organização para blogueiros

✅ Tirar o pó dos móveis
27

🕑 Viagem para o Rio de Janeiro

✅ Verificar se todas as contas do mês foram pagas
28

🕑 Treinamento GTD no Sebrae-RJ

✅ Revisar o mês que está acabando e quais foram os marcos, projetos concluídos e aprendizados
29

✅ Revisão semanal

✅ Revisão semestral

✅ Planejar o menu semanal
30

🕑 Início do curso para certificação em Coaching

✅ Fazer compras com base no menu semanal

Feito com amor

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Faz pouco mais de dois anos que eu vivo como empresária (alô, estatística do Sebrae!), vivendo bem de algo que eu amo e, melhor ainda, prosperando. E isso me permitiu ver muito de perto a realidade que antes eu via apenas em posts que pareciam distantes sobre aquelas pessoas que largavam tudo para viver do que amavam, blogavam de praias na Tailândia, viviam viajando e pareciam ter vidas felizes e maravilhosas. Tanta coisa aconteceu, e tanta coisa ainda está para acontecer, e tanto eu aprendi nesses dois anos, que parece que eu vivi (e envelheci, sinceramente), pelo menos uns 15.

Abrir uma empresa, e tudo o que isso implica, é um mundo novo que se abre. Envolve um conhecimento gigantesco e um processo que eu ainda estou envolvida, aprendendo. E convenhamos: falar sobre empreendedorismo está na moda. De repente, todo mundo está falando sobre isso. Eu acho maravilhoso! Se não fosse pela mudança de mindset que eu mesma passei, talvez eu não tivesse pedido demissão um dia e arriscado fazer o que eu faço hoje (e estou super ok com isso – acho que cada pessoa tem seus desafios diários). Mas eu aprendi duas coisas importantes, que quase ninguém fala, sobre esse processo, que são:

1: Empreender é fácil – pavimentar uma empresa é uma história completamente diferente. Essa transição de pessoa física para pessoa jurídica é algo que não se ensina na escola e, se você não tiver experiência ou alguém por perto que tenha para te orientar, você vai aprender com erros que podem te custar caro, como aconteceu comigo. Isso, é claro, se você for honesto. 🙂 São muitas contas, muitos impostos, muitas declarações, muita coisa para gerenciar e, quando você é pequeno, é muito provável que você faça tudo sozinho. Eu até bem pouco tempo atrás trabalhava sozinha. Até hoje não tenho ninguém que faça essa parte administrativa para mim, porque o faturamento da minha empresa ainda não permite isso, mas quero chegar lá. E é um volume de trabalho que não consigo nem descrever. E isso bagunça a sua rotina de contas, as finanças da sua família, tudo aquilo que, antes, podia ser organizado para você. Pro-labore? INSS? Lucros? Fazer as contas em porcentagens? Gente, sou de Humanas! E para quem um dia estudou para passar em um concurso da Secretaria da Fazenda, aprender Contabilidade Básica virou necessidade agora.

2: O assunto de cima ainda vai render posts, juro. O que eu queria falar nesse segundo ponto que ninguém fala nunca é sobre a questão de você trabalhar com o que você ama. Há um ano, eu escrevi um editorial completamente apaixonado, contando como eu estava feliz porque eu ia para Amsterdam tirar a certificação do GTD. Eu continuo tão (ou mais, se isso for possível) apaixonada por esse negócio. Eu respiro GTD. Eu como bloquinho de notas no café-da-manhã. Mas existe uma coisa que quase ninguém fala, quando você trabalha com o que você ama, que é o preço emocional que você paga por trabalhar com isso. Desde que eu comecei a empreender, eu nunca fiquei tantas vezes doente. E foram doenças muito loucas, tipo hipertensão, pneumonia, até dengue peguei (sei que não foi emocional, mas mesmo assim). Engordei de novo tudo o que tinha emagrecido anos atrás. Trabalho muito. Não me levem a mal: eu amo o que eu faço. Demais. Meu hobby é meu trabalho. Levo apostila de curso para ler na cama antes de dormir. Não trabalho de noite porque preciso, mas porque amo esse negócio.

E é aí que mora o perigo, eu penso. Porque justamente por você fazer do seu hobby o seu negócio, o limite deixa de existir. E assim, eu sei equilibrar as coisas (afinal, é o que eu ensino). Estou vivendo uma época em que nunca equilibrei tão bem as minhas atividades (aliás, várias pessoas têm notado e me dito isso). Mas foi justamente porque eu percebi esse segundo ponto há alguns meses e resolvi dar um passo atrás e tomar algumas atitudes que eu me permiti colocar certos limites a esse amor. Talvez quando eu tenha ficado doente mesmo. Ter ficado no hospital mexeu bastante comigo, e olha que nem foi tanto tempo.

Em poucos meses, consegui ter uma visão geral de tudo isso e uma perspectiva maior de médio e longo prazo que se refletiram de uma forma muito forte no meu presente, direcionando a maioria das minhas decisões. E, de repente, parece que eu me tornei uma gigante em poucos meses, estável como uma rocha, calma como um Buda no alto da montanha – apesar de ter enfrentado problemas cabeludíssimos este ano envolvendo família, finanças, trabalho, várias frentes. a administração da empresa e a responsabilidade por ela me tornou adulta de verdade, me deixou responsável no modo turbo da palavra – é difícil descrever.

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O editorial deste mês, que vai ser amplamente pautado no tema Feito com amor, vai ser sobre esse amor maduro, mas um amor que, acima de tudo, aceita quem a gente é, com os nossos defeitos, com as nossas fraquezas, mas reconhecendo os pontos fortes, indo à luta, não deixando a peteca cair. Fazer com amor significa não só fazer o que se ama, mas amar o que se faz, seja o que for, e isso é uma qualidade diária, que precisa ser intrínseca, quase um princípio, para fazer as coisas darem certo – ou só te fazer levantar da cama. Paixão é o que te faz empreender – amor é o que mantém a empresa viva, pagando as contas, crescendo, deixando um legado. Os netos da empresa são o legado que ela deixa, e eu estou louca para ter netinhos.

All my loving, I’ll send to you.

Este post demorou para entrar porque eu quase, quase desisti de publicá-lo. Ele é bastante pessoal. Mas eu penso, de verdade, que o amor deva ser essa coisa um pouco visceral mesmo, e acima de tudo, honesta. Eu ainda não descobri o melhor caminho para lidar com ela, mas todas as descobertas que eu fizer, eu quero compartilhar com vocês. Essa, sobre equilibrar as coisas, especialmente quando você faz o que você ama, foi não apenas fundamental como transformou a minha vida. Eu precisava compartilhar. Espero que ajude quem esteja passando por isso de alguma forma, porque não é fácil! No meu caminho, encontrei pessoas incríveis, mas pouca orientação. Bastante coisa vou aprendendo aos poucos, e assim é a vida.

Sumário do livro Casa Organizada

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Ontem, quando compartilhei a novidade sobre o lançamento do meu novo livro, Casa Organizada, vocês me pediram para mostrar também um pouco mais sobre o conteúdo, então hoje trago o sumário para que vocês sintam o gostinho do que virá por aí. Algumas dúvidas específicas (por ex: publicação em formato digital) serão esclarecidas com o tempo. Toda e qualquer novidade, quando eu souber, será postada aqui. 🙂 Gostaria de agradecer toda a receptividade e os comentários positivos no post de ontem. Isso é muito importante para mim e esse livro, assim como o Vida Organizada, é uma construção, e vocês fazem parte dela, com toda certeza! Então muito obrigada.

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Espero que vocês gostem de ler o livro tanto quanto eu gostei de escrevê-lo. <3

Meu novo livro: Casa Organizada

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Gostaria de compartilhar com vocês o meu segundo livro que será publicado pela Editora Gente em agosto, que se chamará Casa Organizada. É com muito carinho, amor e gratidão que compartilho essa capa porque é um projeto muito bacana e especial para mim.

Lançamento em agosto 2016
Lançamento em agosto 2016

Existem muitos livros sobre organização da casa, mas eu acredito que a organização deva ser vista de maneira integrada, como um todo em nossa vida. Assim, o foco deste livro será efetivamente no método de organização que eu venho desenvolvendo há alguns anos, o que é muito emocionante, porque é como ver o nascimento de um filho <3. Além disso, o livro é bastante focado nas rotinas da casa e em vida real mesmo – nada de organização da casa com cara de capa de revista de decoração. Então eu acho que isso é um diferencial e espero que todos os leitores gostem dessa edição.

Ainda não foram fechadas as datas dos eventos de lançamento, mas assim que eu as tiver, divulgarei aqui no blog. Sei que ele será lançado em agosto e que estarei na Bienal do Livro em SP e poderei ir para outras cidades, mas realmente ainda não tenho nada fechado! Vou postar aqui no blog assim que tiver novidades!

E aí, gostaram da capa? E do tema? Fico muito feliz por poder compartilhar essa novidade aqui com vocês! Obrigada por todo o carinho, pessoal.

Esta semana

Quando não estiver em um dia muito produtivo, faça uma coisa...

Uma dica que costuma sempre funcionar é pegar leve, não se cobrar tanto, não pensar no montão de coisas que se tem para fazer...