16 Jun 2015

(Vídeo) Escritório móvel GTD

Esta semana estou viajando para fazer um curso com o David Allen e tirar minha certificação como GTD Master Trainer pela Call Daniel. Aproveitando o ritmo, gravei um vídeo mostrando como manuseio o que eu chamo de “escritório móvel” do GTD, com tudo o que levo comigo quando vou trabalhar em outro lugar que não seja meu home-office. Espero que gostem!

Se você não estiver vendo o vídeo, clique aqui.

Você pode trocar ideias sobre GTD no grupo criado no Facebook (aqui!) para ser uma comunidade de usuários brasileiros vinculada à David Allen Company. É importante falar que o grupo não existe para concorrer com ninguém – acreditamos que uma comunidade deva ser composta por pessoas que tenham um bem comum e queiram apenas trocar ideias, tirar dúvidas e fazer amizades. Clique aqui para fazer parte!

15 Jun 2015

Minha mala para 10 dias na Europa (Amsterdam no verão)

Outro dia compartilhei com vocês como eu faço o planejamento da mala quando vou viajar, e hoje gostaria de mostrar as roupas que eu levei na mala para essa viagem.

120615-mala-europa

É verão na Europa mas, mesmo assim, a cidade onde vou fica no meio do continente e não está um calor como imaginamos o nosso verão aqui – a temperatura está oscilando entre 9 e 21 graus, o que é bem parecido com São Paulo nos dias mais frios de inverno. Por isso, depois de fazer todo aquele esquema que comentei no outro post, cheguei às seguintes peças:

  • trench-coat cáqui
  • jaqueta de couro preta
  • suéter marinho
  • suéter verde militar
  • vestido estampado
  • calça preta
  • calça jeans
  • saia lápis preta
  • camiseta do KISS (para ir ao show!)
  • 3 camisetas pretas
  • 3 camisetas brancas
  • camisa estampada
  • camisa azul claro, lisa
  • camiseta listrada marinho e branco
  • suéter de zíper preto que não aparece na foto porque está na mala de mão (uso no avião)

De acessórios:

  • 2 lenços estampados
  • pashmina lisa rosa (a verde eu acabei tirando)
  • cinto preto de couro
  • três colares (não aparecem na foto)

De calçados:

Aqui foi onde a minha mala pesou mais, mas preferi correr esse risco a ficar com o pé molhado (chove e para bastante em Amsterdam e estou indo para andar a pé o tempo todo).

  • sapato oxford preto
  • sapato oxford marrom
  • bota marrom (vai comigo no avião)
  • bota preta
  • par de chinelos para ficar no hotel

Além da lista acima, foram as roupas íntimas – camisete para pôr por baixo de camisa, calcinhas, sutiãs, meias, pijama. Tudo coube em uma mala pequena mas, como tem mais coisas, levei a mala média para todo o resto.

Todas essas peças combinam entre si e fiz várias combinações em casa para garantir que não fique sem opções (nem parecendo que estou todos os dias com a mesma roupa).

Vocês podem estranhar a falta de bermudas e sandálias, por exemplo, mas já não uso essas peças no meu dia a dia, mesmo no verão tropical do Brasil. As calças são leves, os sapatos podem ser usados sem meias e levei uma saia também, então mesmo que a previsão erre e faça muito calor (o que acho difícil), não serei pega desprevenida.

Um leitor sugeriu que eu falasse sobre necéssaires e bolsas de mão, e tirarei fotos quando chegar no hotel para mostrar como eu fiz.

12 Jun 2015

Dá para organizar um relacionamento? Especial Dia dos Namorados

Atendendo a pedidos, hoje resolvi escrever um post sobre como é o nosso relacionamento, respondendo algumas dúvidas enviadas por leitores nos comentários de outros posts. Vamos aproveitar que é Dia dos Namorados para falar a respeito, então! Dá para organizar um relacionamento? Não é muita neura? O que seria um relacionamento organizado?

Conheci meu marido em 1999 (!), quando estava procurando músicos para a minha banda cover dos Beatles na época. Eu queria montar uma banda feminina e coloquei um anúncio no fã-clube dos Beatles que tinha no centro da cidade (em SP). Ele viu, se interessou e me ligou! Disse que não era menina, mas tanto ele quanto o primo tocavam juntos e sempre quiseram ter uma banda que tocasse só Beatles, então por isso ele tinha me ligado mesmo assim. Meu pai tinha um estúdio em casa onde ensaiávamos e, um dia, ele e o primo dele vieram fazer “um teste”. Eles acabaram entrando na banda que eu já tocava e ficamos muito amigos! Na época, eu tinha um namoradinho, mas já tinha percebido que ele estava gostando de mim. Um dia eu terminei meu namoro, ele se declarou e, um tempo depois, começamos a ficar juntos.

Eu não era blogueira na época, nem tinha Internet em casa. Porém, eu tinha um fanzine dos Beatles e criei meu primeiro blog dois anos depois, em 2001… então ele já atura meu papo de produção de conteúdo e Internet há muitos anos! XD

No começo, nós éramos adolescentes e bastante imaturos. Acho que é bem difícil você conseguir manter um relacionamento dessa maneira, quando nenhum dos dois sabe direito o que quer da vida, por exemplo. Nós chegamos a nos separar duas vezes por essa imaturidade. Hoje eu entendo por que a maioria das pessoas que consegue construir um relacionamento legal começam depois dos 25, 30 anos, porque antes disso ninguém está muito estável em uma carreira, sabendo o que quer, se quer morar em outro país, se quer ou não ter filhos, se quer ou não fazer diversas coisas que impactam na vida de um casal. Quando você se conhece, fica muito mais fácil conhecer e aceitar o outro, gerando um companheirismo e cumplicidade.

Nosso relacionamento foi obrigado a crescer e amadurecer de verdade quando nosso filho nasceu. Antes disso, a gente fazia muitas coisas decididas por impulso. Com um filho, tínhamos que decidir juntos, então esse foi um passo importante no nosso relacionamento e que demandou um aprendizado enorme, que levou um tempo.

Há quase quatro anos, eu recebi uma proposta de trabalho em outra cidade (no interior de SP) e tomamos juntos a decisão de mudar para lá, ele sair do trabalho para ficar somente com o nosso filho no início. Foi um grande ato de abnegação da parte dele e, se não fosse por isso, eu não conseguiria ter feito nenhuma das coisas que começaram a acontecer na minha vida depois disso, como o crescimento do blog, meu livro, eventos diversos que comecei a participar, viagens a trabalho. Nós sempre conversamos muito e ele sempre disse que esse é o meu momento e que eu tenho que aproveitar, e que ele daria esse suporte.

Muitos leitores comentam que acham “extraordinário” meu marido ficar com o nosso filho, cuidar da casa etc, enquanto eu estou viajando ou trabalhando. Eu não acho que seja extraordinário, apesar de valorizar demais o que ele faz (se ele não fizesse, eu teria muito menos tempo para as minhas coisas). Foi uma construção natural que fomos tendo aos poucos, de acordo com a necessidade mesmo. Hoje, com o filhote um pouco maior, ele está conseguindo retomar as suas atividades, se dedicar à sua carreira e voltar a ter essa autonomia intelectual que, para qualquer pessoa, é muito importante. Vai chegar o momento em que eu vou pegar mais leve com o trabalho também para que possa oferecer a ele o mesmo suporte que ele me ofereceu, então estamos estruturando a nossa vida para isso. Eu já trabalho a maior parte do tempo em casa, por exemplo, e ele já não é o principal responsável pela manutenção da rotina mesmo com comida, limpeza etc, tendo tempo individual para investir nas suas próprias atividades e para a gente ficar mais juntos.

Eu penso que nosso relacionamento melhora a cada ano. Ainda temos briguinhas chatas de vez em quando, mas nada se compara à imaturidade do início do nosso relacionamento. Hoje, qualquer decisão que eu queira tomar com relação à minha vida (uma viagem que quero fazer, um curso), eu converso com ele para ver a viabilidade. Não se trata de permissão – ele faz isso também. Se trata de saber que, se eu for viajar, por exemplo, ele vai ter que cuidar do filhote, investir mais tempo em atividades que, comigo aqui, ele não precisaria fazer. Então é um gesto de carinho e companheirismo conversar e tomar as decisões juntos.

Outra questão que ajuda muito é ter objetivos em comum, mas confesso que nem sempre eles batem! O que resolve é ter muita conversa para um não construir uma ideia mental e se frustrar lá na frente, assim como para definir o que podemos fazer para ser o melhor para todo mundo.

Tem algo também que acho importante citar, que é a preocupação com a felicidade. Eu me preocupo muito se tais concessões vão fazer com que eu, ele e o nosso filho sejam felizes. Se for para tomar uma decisão “pelo time” e um ficar infeliz, a gente tem que conversar e ajustar as coisas. Apesar de sermos uma família, o indivíduo também é importante. Tem coisas que eu gosto de fazer e ele não, assim como ele tem coisas que gosta de fazer que eu não me envolvo. A gente não precisa fazer tudo junto. Então esse respeito à individualidade é importante para a qualidade de vida, o bem-estar e a felicidade de cada um e, assim, do conjunto.

Se tem algo em que o casamento pode ser organizado, eu listaria alguns pontos:

  • Um por todos e todos por um. É muito chato quando só um no relacionamento consegue atingir suas metas pessoais, enquanto o outro fica de camarote oferecendo suporte. Se for temporário, é ok, e consensual também. Agora, se um dos dois estiver infeliz, é importante mudar, reajustar. E essa mudança deve partir dos dois, porque será percebida por ambos, se houver cuidado e carinho.
  • Também significa que um estará lá sempre pelo outro, ajudando no que for necessário. Não tem o famoso “se vira”.
  • Organizar um tempo ao longo da semana, do mês, de cada dia para fazer algo de bom com a pessoa. Toda vez que a gente faz algo juntos, que programamos, nos sentimos muito satisfeitos por termos conseguido. A gente sabe como o dia a dia pode ser corrido e, se a gente não planejar algumas atividades, elas não acontecem espontaneamente. Viajar, ir ao cinema, assistir um filme em casa, preparar uma refeição juntos são exemplos dessas atividades.
  • Eu gosto de sempre conversar com o meu marido sobre quais os nossos planos para a semana seguinte. É muito fácil eu decidir que vou passear em um dia, por exemplo, e ele ter que se virar para ir comigo ou algo do tipo. Essa conversa é essencial para termos mais tranquilidade no dia a dia e não ter que tomar decisões na hora.
  • Nós compartilhamos a nossa agenda (no Google), então podemos saber qual a disponibilidade do tempo do outro. Por exemplo: quando ele tinha banda, se eu visse que ele tinha uma viagem programada para um feriado, eu não me programaria para fazer determinadas atividades que faria junto com ele ou precisando da sua presença.
  • Fazer acordos sobre a rotina é essencial. Quando um vai chegar cansado de viagem e quer dormir até mais tarde, por exemplo, combinamos quem acordará mais cedo para ficar com o filhote. Quem leva para a escola? Quem busca? Quem vai cozinhar hoje? E assim vai. Esses acordos são muito importantes para evitar o estresse no dia a dia.

Um relacionamento é uma construção, realmente. Nós estamos há 16 anos juntos (recém-completados) e hoje estamos muito melhores que há alguns anos, mesmo no início do namoro. Já tive aquela fase de ter saudade de quando começamos a namorar, que era tudo tão apaixonado e intenso, mas hoje, apesar de lembrar com carinho, não é algo que eu desejaria passar de novo, por exemplo! Acho que toda fase em um relacionamento é importante, mas essa que estamos agora, com tanto companheirismo, amizade, carinho, vontade de ficar juntos, respeito, é a minha preferida até então. Quando a gente fica muito tempo com uma pessoa, aprende como ela é, quais são as suas manias, aprende o que é irritação com algo e não com você, aprende a separar as coisas e a conviver melhor.

Acho que, para um relacionamento ser organizado, o mais importante é que ambos queiram que ele (o relacionamento) aconteça. Todo o resto demanda disso.

E ah, como eu sei que vocês vão pedir, já aviso que o post não tem fotos porque meu marido não gosta de aparecer na Internet, então respeito a privacidade dele. :)

Feliz Dia dos Namorados a todos que estão em um relacionamento. Aos solteiros, curtam-se muito hoje e sempre. O relacionamento é composto por duas pessoas, e eu acho que ambas devem ser completas por si só antes de buscar o completo em outra pessoa.