23 Apr 2013

Fazendo backups dos seus arquivos digitais

Existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas para backup dos seus arquivos digitais. É importante dar um pouco de atenção para esse assunto, pois geralmente só nos importamos quando perdemos documentos importantes ou quando o HD falha e ficamos na mão. Para que isso não aconteça, veja o que você pode fazer:

HD externo

Você pode comprar um HD externo para salvar todos os seus arquivos. Como eles costumam ter grande capacidade de armazenamento, costumam ser o suficiente para todos os arquivos que você tiver. Algumas pessoas gostam de ter um HD externo para arquivos e outro para vídeos, músicas, filmes etc. No geral, para uma pessoa que usa o computador de forma regular pode ter um como suficiente.

A desvantagem do HD externo é que ele é mais caro, mas é um bom investimento. Se você puder, vale a pena.

CDs e DVDs

Ainda vale a pena gravar arquivos em CDs e DVDs, mas eles têm a vida mais curta que um HD externo, por exemplo, além da possibilidade de serem extraviados, perdidos ou danificados, devido ao armazenamento mal feito. São ferramentas baratas, com capacidade de armazenamento menor, mas que costumam funcionar bem para a maioria das pessoas.

Você pode gravar imagens e arquivos sem problemas em CDs e DVDs.

Nuvem (Dropbox, Evernote, Google Drive, entre outros)

É possível armazenar arquivos na nuvem, ou seja, em um serviço online, para acessá-los a partir de qualquer dispositivo conectado à Internet. A vantagem desse tipo de armazenamento é justamente a disponibilidade, mas a desvantagem é a segurança – afinal, você está colocando seus arquivos confidenciais em um serviço de terceiros. Além do que, eles ficam sujeitos à descoberta de uma única senha.

Tais serviços são recomendados para arquivos que não sejam confidenciais e para documentos de uso frequente em diversos dispositivos. Por exemplo: você precisa abrir um relatório em casa para fazer uma revisão. Colocar o arquivo em uma pasta na nuvem é muito mais fácil e prático que enviar por e-mail.

Esses serviços são gratuitos para capacidade X, com opções de planos pagos para capacidade de armazenamento maior.

Pendrive

O pendrive pode ser considerado como uma ferramenta fraca de backup pois, além do risco de perda ser grande e da baixa capacidade de armazenamento, está sujeito a vírus e problemas de configuração. Ainda é bastante utilizado para a transferência de arquivos de uma máquina para a outra, por exemplo, mas serviços na nuvem costumam ser mais seguros e rápidos nesse caso. De qualquer forma, existem ainda os fãs dos pendrives que continuarão utilizando esse tipo de dispositivo até se tornarem obsoletos. =)

Periodicidade de backup

Depende muito da intensidade de uso, mas eu recomendo um backup dos arquivos mais importantes ao menos uma vez por semana e, no mais tardar, um mês. Muita coisa pode acontecer de um dia para o outro e perder um arquivo no qual você estava trabalhando há um tempão não é nada agradável. Se for o caso, você pode fazer um backup diário do arquivo em questão, somente para garantir. Para fotos e outros arquivos, uma vez por semana é o suficiente.

Programas

Existem diversos programas que realizam backups. Exemplos aqui e aqui.

E você, com que frequência faz backup dos seus arquivos?

22 Apr 2013

Priorize o que for realmente importante para você

Vou ser bem direta neste post: a vida é uma só e passa voando. Por que exatamente devemos perder tempo com atividades que não são prioridade para nós?

Outro dia estava lendo o livro do William Douglas (Como passar em provas e concursos) e ele disse algo que eu queria postar aqui no blog desde então: se estiver envolvido(a) em muitas atividades, priorize aquela que lhe traz seu sustento. Simples, não?

Mas, além do sustento, também gostamos de outras coisas. O que é importante para você? Quais são as suas prioridades?

Eu posso dizer, sem dúvida nenhuma, que minha família e minha saúde são as minhas prioridades. Ter minha família como prioridade significa que eu priorizo também o meu emprego, pois pago nossas contas com ele. Significa também, lógico, que devo priorizar o relacionamento com o meu filho e com o meu marido. Priorizar a minha saúde significa que quero ficar bem para atingir meus objetivos e ser a melhor mãe e companheira possíveis para os dois. Eu também quero me sentir bem de saúde sempre, para conseguir ir atrás do resto sem impedimentos nessa área.

Não tem o menor sentido passarmos a vida inteira vivendo de um jeito que não gostamos, ao lado de pessoas que não nos deixam bem, ou trabalhando em um lugar que odiamos, em uma carreira frustrada.

Pense, hoje, em como está a sua vida atualmente e como você gostaria que ela fosse. Pense nos problemas reais. Tenha perspectiva – veja se você está no caminho certo ou se precisa alterar sua rota. Mas faça isso. Realize esse exercício sempre que possível, pois ele é importante para não transformar você em uma pessoa apática que desperdiça a vida.

O que você quer de verdade? Qual é aquele sonho que passa todos os dias pela sua cabeça? Qual é o objetivo pelo qual vale a pena lutar?

Saber quem você é é uma construção que leva tempo. Mas a única maneira de fazer isso é respondendo as perguntas acima e transformando cada uma delas em ações. A vida passa depressa, mas também dá tempo de fazer o que queremos, se nos organizarmos direitinho e não perdermos o foco.

Imagem: retirada do Tumblr (sem fonte)

Imagem: retirada do Tumblr (sem fonte)

“Não desista do que você mais quer, por uma coisa que você quer agora.”

21 Apr 2013

Linkagem de domingo {47}

Toda semana eu separo alguns links que gostei e achei interessantes de serem compartilhados aqui no blog. Os desta semana são:

Boa semana para você!

20 Apr 2013

Organizando-se para comprar o presente de Dia das Mães

Eu já escrevi um post sobre tipos de presentes aqui no blog, que recomendo sempre que vou falar sobre alguma data comemorativa que demande a compra de coisas novas. Para o Dia das Mães, não é diferente.

Eu sei que é uma data comercial, assim como todas as outras datas comemorativas (sei que muitas são ligadas ao catolicismo, mas mesmo essas possuem grande apelo comercial), mas eu acho importante celebrar esses dias. Para falar a verdade, eu adoro ter um motivo para celebrar! E, como vivemos sem muito tempo para encontros e festinhas, essas datas nos ajudam a organizar o calendário.

No Dia das Mães, nós costumamos comprar um presente para a minha mãe, para a minha sogra e para a minha avó. Meu marido, é claro, compra um para mim também, para entregar junto com o filhote. =)

Acredito que a melhor recomendação para quem deseja comprar algo para o Dia das Mães seja não comprar nada que seja para cuidar da casa ou que signifique mais trabalho para ela, como jogo de panelas, eletrodomésticos etc. Sei que muitas mães adorariam ganhar uma geladeira nova, ou mesmo uma batedeira (sério, eu mesma amo essas coisinhas para casa), mas o Dia das Mães não é o momento para fazer isso! Aliás, se a casa precisa de algo, não há a necessidade de esperar qualquer data especial para usar o presente como desculpa para o gasto. Por favor!

No mais, sou um pouco contra comprar presentes caros. A não ser que você realmente não tenha o menor problema com dinheiro e possa gastar sem maiores prejuízos, claro. Mas, no geral, acho que essas datas são para darmos lembrancinhas, coisas afetuosas. Especialmente no Dia das Mães, acho legal dar pequenos “mimos” para essas mulheres lindas.

Não posso contar aqui no blog quais os presentes que nós compramos, especialmente porque a nossa família lê o meu blog e não quero estragar a surpresa. Mas o que nós fazemos é justamente isso: escolher um “mimo” para cada uma, respeitando o momento que estão vivendo.

Se você gostaria de ter algumas ideias, segue uma lista com recomendações minhas:

  • Alguma peça de roupa que reflita a personalidade da sua mãe, como um lenço, uma blusa, uma bolsa. Evite dar sapatos (mesmo o número certo pode machucar) e artigos de gosto duvidoso. Se não tiver certeza, compre algo mais básico, que você já viu sua mãe usando, mas em outra cor, por exemplo.
  • Algum artigo de decoração. Vasos, quadros e esculturas sempre são boas opções, mas atente para o gosto da sua mãe, não o seu. Afinal, é na casa dela que você quer que fique o objeto.
  • Um par de ingressos para assistir uma peça muito bacana que ela já tenha comentado que queria, ou alguma que você tenha visto e que gostaria que ela assistisse. E sim, dê um par. Não, não fique triste se ela escolher ir com outra pessoa que não você! Foi presente!
  • Um par de ingressos para assistir um show muito bacana de algum artista que ela goste.
  • Um dia no spa com direito a massagem, manicure, pedicure e corte de cabelo.
  • Se você tiver um pouco mais de dinheiro, pode dar uma viagem de final de semana para algum lugar bem gostoso e que não dê muito trabalho para ela.
  • Leve-a para jantar no seu restaurante preferido. Dê flores. Peça para o músico cantar sua música preferida à mesa.
  • Um livro muito especial com a biografia de alguém que ela goste muito. Ou um livro com relato de viagem de um lugar que ela goste e sempre fica muito nostálgica quando fala a respeito.

O melhor momento para comprar definitivamente não é o sábado anterior! Você já sabe que o Dia das Mães acontece todo segundo domingo de maio, então antecipe-se. Se vir algum presente legal muito antes da data, você inclusive já pode comprar e guardar. Eu costumo comprar cerca de um mês antes mesmo.

A regra geral sem dúvida é pensar no melhor mimo possível para a sua mãe e presenteá-la dessa forma. Não tem erro. O melhor presente da sua mãe é você se lembrar dela, nesse dia. Para ser a cereja no bolo, mostre que a conhece e que se importa com ela. Isso independe de coisas materiais, mas todo mundo adora um agradinho.

19 Apr 2013

Como se organizar para manter amizades

Este post pode parecer estranho, mas eu estava pensando nesse assunto recentemente e vi que não é tão absurdo assim. Levante a mão quem nunca encontrou um amigo e se despediu com um “precisamos fazer isso mais vezes!” que durou meses ou até anos? Quem nunca se lamentou por ter deixado uma amizade esfriar pela distância? Ou ficou triste porque não conversa há tempos com alguém que gosta muito? Talvez a organização possa ser útil para os relacionamentos também, então aqui vão algumas dicas para manter as amizades:

Use a sua agenda

Anote os aniversários das pessoas queridas na sua agenda e seus telefones para ligar sempre que tiver vontade. Não existe nada pior que querer conversar com alguém e não encontrar o telefone porque já jogou fora a sua agenda do ano anterior, quando foi a última vez que se falaram! Eu sei que hoje, com as agendas dos celulares, isso quase não acontece, mas ainda assim eu recomendo um sistema mais seguro para guardar esses números, como a boa e velha agenda de papel ou a agenda do seu e-mail. Pelo menos assim eles estarão mais seguros que em um chip ou na agenda de um ano específico.

Pense nos aniversários como a data mínima para conversar com esse amigo ou amiga. Ao menos uma vez por ano você entrará em contato, o que é melhor do que nada! Hoje em dia o tempo passa tão rápido que acontecimentos de dois anos atrás parecem ter sido há poucos meses. Quem sabe se telefonando para dar os parabéns você não acabe sendo convidado para uma confraternização? E aí, se você puder comparecer, será uma excelente oportunidade para renovar a amizade e marcar encontros futuros. Faça isso!

Marque encontros regulares

Todos nós temos nossos melhores amigos – aqueles três ou quatro que estão sempre conosco para o que der e vier mas, na correria do dia a dia, acabamos não nos falando tanto quanto gostaríamos. Sempre que eu combino de sair com as minhas amigas, fico me lamentando por vê-las tão pouco. Dessa forma, decidimos criar uma periodicidade de dois meses para fazermos algo juntas! Ou seja, a cada dois meses, marcamos algo para nos encontrarmos! Não precisamos estar todas juntas, mas eu com alguma delas ou todas juntas, se estivermos disponíveis. Como algumas de nós moramos em cidades diferentes, foi uma solução viável e que tem dado certo!

Assim, marque algo com um de seus amigos ou toda a turma para daqui a um mês, por exemplo, quando provavelmente ninguém terá compromisso marcado ainda e todos terão disponibilidade. E, depois de um tempo, marque novamente. Tenha isso como uma tarefa regular aí no seu sistema de gerenciamento de tarefas, e coloque um lembrete para não se esquecer de marcar.

É claro que a periodicidade varia de pessoas para pessoa e de situação para situação. Existem amigos que se vêem uma vez por semana, assim como tem amigos que se vêem somente uma vez por ano. De qualquer forma, crie essa periodicidade para não se esquecer.

Eu decidi fazer isso porque percebi que estava vendo minhas melhores amigas somente nos aniversários delas, o que é muito injusto. Dessa forma, a gente conseguiu se ver mais e nunca existe aquele sentimento de saudade ou de culpa por não estarmos nos vendo tanto.

Entre em contato mais vezes

Da mesma forma que você pode fazer para os encontros, também pode estabelecer uma periodicidade para se comunicar com os seus amigos. Eu não tenho isso anotado (até deveria), mas procuro ao menos uma vez por semana enviar um recado no Facebook ou um SMS para as minhas melhores amigas.

Para amigos não tão chegados, mas ainda assim queridos, também entro em contato de tempos em tempos. Recados pela Internet são mais fáceis e mais rápidos, e menos íntimos que um SMS, por isso os prefiro.

O legal de redes sociais como o Facebook é a possibilidade de ver quando é o aniversário de um amigo que você não conversa há tempos e, assim, puxar uma conversa para saber como a pessoa está.

Faz bem se relacionar. Faz bem ter amigos. Não podemos deixar uma amizade morrer por descuido. Organize-se com essas dicas simples e veja como ficará com a sensação de dever cumprido depois de implementá-las.

18 Apr 2013

A escolha da felicidade

Imagem: fonte desconhecida

Imagem: fonte desconhecida

Hoje eu vou falar sobre um assunto que, aparentemente, não tem nada a ver com organização mas, até o final do texto, eu espero fazer com que você veja que está sim relacionado.

Não tenho formação em psicologia, mas gosto bastante do assunto. O que eu vou escrever aqui, então, é uma opinião leiga, mas baseada em minhas experiências pessoais.

Tive um amigo que não acreditava em felicidade. Para ele, a felicidade não existe. Trata-se de um sentimento que ignora os problemas do mundo, os nossos próprios problemas, e encara tudo com um otimismo ingênuo.

Na minha opinião, o ser humano é, por natureza, infeliz. Temos tantos problemas! A vida é tão difícil – corremos para lá e para cá conciliando trabalho, família, vida social, hobbies, enfim, tudo o que temos para fazer. Vivemos escravos do dinheiro, trabalhando para juntar o suficiente para vivermos com tranquilidade no dia em que nos aposentarmos, com 60, 65 anos…

Thoreau, um dos meus autores preferidos, diz que todo homem vive em um silencioso desespero. Muitas vezes, eu, que gosto de reparar nas pessoas, observo que muitas delas mantêm a roda girando, ou seja, levam o seu dia a dia no piloto automático, simplesmente porque, se pararem, a engrenagem dá problema. É melhor se manter ocupado que parar para pensar na vida.

Eu entendo muito bem o ponto de vista do meu amigo. Quem já teve um histórico de depressão sabe como é um estado sem cura, quando simplesmente entendemos o mundo, as pessoas, e é muito difícil passar a ver tudo de forma diferente e com alguma perspectiva.

Por que eu acho que a organização é importante nesse processo? Porque aprendemos a ter metas. A pensar a longo prazo. Quando começamos a nos organizar, a primeira coisa a ser feita é definir quem gostaríamos de ser no último dia da nossa vida e determinar objetivos menores para chegar até lá com a sensação de dever cumprido. Só de adquirir essa perspectiva, todo o quadro já muda. Quando temos objetivos, temos uma razão para viver.

A felicidade pode sim ser um sentimento que camufle os reais problemas da vida, mas eu acho que ela é necessária. A felicidade não é um fim – ela é um meio. Não é um objetivo – nós escolhemos ser felizes. É bem assim mesmo: dizer que, a partir de hoje, vou ser feliz e pronto! E, desde então, passar a viver a vida de forma plena, coerente com a sua personalidade, sabendo onde você quer chegar e quem você quer ser. A felicidade é, então, decidir buscar o próprio eu. Não desistir.

Ser feliz é permitir que coisas boas entrem na sua vida. Ninguém é feliz o tempo todo mas, nos momentos complicados, adotar uma postura de felicidade pode ajudar demais na recuperação – na coisa de não levar adiante sentimentos ruins. Se você escolhe ser feliz, nada pode te derrubar, pois sentimentos são internos.

Eu falo isso porque, sem essa atitude, quem consegue viver? Quem consegue ter força de vontade para correr atrás dos seus objetivos, trabalhar bem, curtir a vida? Ninguém. Então escolher ser feliz tem sim, tudo a ver com organização. Na verdade, o contrário também é verdadeiro. Eu mesma me sinto muito feliz e satisfeita quando sei que a minha vida está em ordem. E isso não tem nada a ver com a casa arrumada, mas com as contas pagas e os sonhos em andamento.

Se ter essa sensação não significa ser feliz, então eu não sei o que é.

Todas as experiências da nossa vida nos levam a caminhos que são determinados pelas nossas atitudes. Se escolhermos a felicidade, seremos felizes. Não é bobo – só é simples. Ser feliz é valorizar a vida e a possibilidade de nos recriarmos diariamente.

E você, já decidiu ser feliz?

17 Apr 2013

Como se organizar para fazer uma atividade física

Algumas pessoas não gostam e não fazem questão de fazer exercícios físicos. Outras não gostam, mas acham importante fazer por motivos diversos. Ainda há as pessoas que amam fazer alguma atividade física e sempre conseguem encontrar um tempinho para fazê-la no dia a dia. Neste post, vou compartilhar algumas dicas para quem deseja implementar esse hábito na sua vida.

Eu sempre gostei de esportes. Quando era adolescente, fazia parte dos times de futebol, vôlei, basquete e handball da escola. Quase joguei futebol profissionalmente. No ano em que fiz cursinho, parei com todas as atividades e, apesar de ter tentado voltar na faculdade, começar a trabalhar tirou todo o meu pique. Quando a faculdade terminou, tentei diversas vezes voltar a fazer academia, mas sempre foi muito difícil conciliar meu tempo. Eu trabalhava em agência de publicidade e, muitas vezes, saía às 21h do trabalho. Se no dia seguinte eu saísse mais cedo, queria aproveitar para descansar. Logo, fazer academia deixou de ser prioridade. Depois eu engravidei, comecei a trabalhar em outra cidade, e só agora voltei a fazer uma atividade física. O que eu quero dizer é que sempre temos muitos motivos para não investir tempo nisso mas, se for prioridade, precisamos fazer ao menos uma tentativa.

Atualmente, estou fazendo natação duas vezes por semana, antes de ir trabalhar. Foi recomendação do ortopedista, pois sinto muitas dores nas costas (trabalho o dia inteiro sentada e, de noite, cuido do blog ou estudo, continuando sentada). De noite, três vezes por semana (às vezes, duas), faço exercícios aeróbicos alternados com musculação. Tomei essa atitude porque resolvi acrescentar outros alimentos na minha dieta e tenho pavor de engordar novamente. Daqui a um tempo farei um post sobre essa mudança na alimentação – quero esperar ainda para ver os resultados. Além disso, quero melhorar o meu condicionamento físico e manter o corpo ativo, pela saúde mesmo. E, é claro: quero ver meu filho crescer. Isso é o essencial.

Como eu me organizei para isso? Oras, não tem muita opção: ou você toma essa atitude e “arranja” tempo, ou vive dando desculpas para sempre. É claro que eu preferia usar essas três horas noturnas para fazer outras coisas mas, ao mesmo tempo, penso que é o mínimo que posso fazer para o meu corpo ficar bem. Eu também tinha problemas de sono, acordava de madrugada, e agora estou dormindo muito melhor. Além do que, depois da academia, por causa da endorfina, tenho ainda pique durante umas duas horas para estudar ou escrever, e minhas atividades acabam rendendo muito mais.

Atualmente, um dia meu em que vou à academia à noite está mais ou menos assim:

06h00 – Acordar, trocar de roupa e tomar café-da-manhã
07h00 – Levar filhote para a escola e ir para o trabalho
08h00 – Trabalhar
18h00 – Ir para casa, dar janta para o filhote, ficar com ele
19h00 – Jantar, fazer algumas atividades domésticas
20h00 – Academia
21h00 – Tomar banho
21h30 – Estudar
23h30 – Escovar os dentes, preparar a roupa para amanhã etc.
00h00 – Ir dormir

Está um pouco corrido porque tenho feito algumas horas extras no trabalho. Quando parar de fazer isso, chegarei uma hora antes em casa, então irei para a cama às 23 horas. Eu costumo ficar bem dormindo apenas seis horas, pois compenso no final de semana dormindo cerca de nove horas por noite (meu período ideal de sono, no geral).

Quem não quiser/puder investir agora em um plano de academia pode optar por caminhadas de meia hora em algum lugar perto de casa. Já vi muitos especialistas recomendarem 30 minutos de caminhada diariamente ou pelo menos três vezes por semana como sendo suficientes para manter o corpo em movimento. De qualquer forma, é fundamental conversar com o seu médico antes de iniciar qualquer atividade. Eu fiz alguns exames com o meu cardiologista e o exame de aptidão física da academia.

Outra coisa que é importante: vestimentas adequadas. Eu tive que comprar praticamente tudo porque não tinha nenhuma roupa de academia. Comprei uma calça de elanca, uma bermuda, três camisetas, três pares de meias, o maiô de natação, o kit com touca e óculos (também para natação), uma mochila para ir à academia e um top para segurar os seios (recomendado para toda mulher). Eu já tinha um par de tênis, duas camisetas, toalha, par de chinelos e uma calça legging. Não vejo a necessidade de comprar mais nada, mas preciso lavar a roupa toda semanalmente, para não ficar sem. Programe-se para isso, então.

Alimentar-se corretamente antes de fazer exercícios também é importante. Esse é um dos únicos momentos do dia em que eu como carboidratos (faço um sanduíche de pão integral com blanquet de peru, alface e queijo branco). A outra vez é no café-da-manhã, quando como somente uma fatia de pão integral com blanquet de peru. Pense então que você precisará fazer compras no supermercado com essa finalidade.

Sobre os melhores períodos para se exercitar, já tentei fazer atividade física de noite e de manhã, e prefiro fazer à noite. Creio que deva ser pessoal. Só estou fazendo natação de manhã porque não tinha mais vaga na turma noturna. Eu durmo muito bem quando faço atividade física à noite. Se vou para a academia de manhã, noto que fico cansada mais rápido ao longo do dia. Mas já vi que para algumas pessoas é muito melhor fazer atividade física de manhã – elas se sentem mais bem dispostas e com pique para enfrentar o dia. Se for o seu caso, considere.

Acho que uma dica fundamental é fazer da atividade física um compromisso inadiável. Se você nunca faltar a esse compromisso, a tendência é que nunca falhe. Se falhar hoje, abrirá exceção e, uma vez aberta, ficará mais frequente. Ter essa disciplina é fundamental. Sinceramente, todos os dias, quando chego do trabalho e fico com a minha família, a vontade que eu tenho de ficar em casa é imensa. Por isso, assim que chego em casa, já troco de roupa e me visto para ir para a academia. Isso já me deixa pronta para ir, assim que meu filho dorme. Não me passa nunca pela cabeça a possibilidade de desistir, porque sei que estou fazendo isso por um motivo, que é cuidar da minha saúde. Sem motivação, fica difícil fazer qualquer coisa.

Talvez seja uma boa começar aos poucos. Eu comecei indo duas vezes por semana à academia, depois comecei a natação, e depois aumentei a frequência à academia. Começar devagar te ajuda a pegar o ritmo. Se já começar forçando muito, a tendência a se estafar e querer desistir pode ser maior.

Procure também frequentar uma academia perto da sua casa ou do seu trabalho. Isso dificultará a preguiça do deslocamento.

Se não tiver condições de pagar por uma academia, há uma série de exercícios que você pode fazer em casa – uma busca rápida no Google revelará um montão deles. Você também pode caminhar, como eu disse anteriormente, ou providenciar pesinhos para fortalecer os braços (até sacos de mantimentos podem ser usados se você não quiser comprar pesos de verdade).

Descansar também é importante. Eu estabeleci que vou à academia entre 4 e 5 vezes por semana, incluindo a natação. Isso me dá uma certa flexibilidade – se eu já fui 4 vezes na academia nesta semana e tenho que viajar na sexta-feira, não me sinto culpada, pois sei que fiz a minha parte. Da mesma forma, eu posso folgar na sexta-feira e fazer academia no sábado de manhã, por exemplo.

Para ajudar no dia a dia, já deixo a minha mochila da academia pronta. Especialmente quando vou pela manhã, basta acordar, trocar de roupa e partir. Lá eu também tenho uma necéssaire com tudo o que preciso, inclusive shampoo, sabonete etc para tomar banho lá e ir direto para o trabalho. Eu organizo a mochila um dia antes.

Outra coisa que me ajuda muito é fazer exercícios de alongamento durante o dia. Gosto de fazer quando eu acordo, ainda na cama, antes de dormir, e durante o dia no trabalho. Onde eu trabalho, também tem ginástica laboral três vezes por semana, mas nem sempre faço porque os horários nem sempre são os melhores. Prefiro fazer quando reservo um tempinho para isso mesmo e no decorrer do dia. Sempre que sinto uma dorzinha no braço, já paro um pouco para me alongar.

Sinceramente, não existem milagres quando falamos em descobrir tempo para conseguir fazer alguma atividade física. Precisamos analisar o nosso dia a dia e encaixar um tempinho, nem que seja somente meia hora por dia, três vezes por semana. Pense que você está fazendo isso por você, para ter saúde, para viver mais tempo e ver seus filhos crescerem, ou para manter-se dirigindo a sua companhia, ou dormir melhor, enfim, há tantos motivos! Encontre os seus e não deixe que a desculpite seja mais forte que a sua vontade de melhorar.

Você faz exercícios físicos? Como você organiza o seu tempo para conseguir conciliar com as outras atividades na sua vida?

16 Apr 2013

Livro: Sua vida em primeiro lugar

suavida-livro

Peço desculpas pela qualidade da foto acima, mas tirei pela webcam pois não estava em casa – nem com a câmera.

Comprei esse livro em 2004, enquanto fazia estágio (faz tempo), mas ele é de 2002. A autora é a Cheryl Richardson, uma famosa coach americana, e ele foi publicado no Brasil pela editora Sextante, com 206 páginas. O sub-título é: “Como encontrar o equilíbrio entre sucesso profissional e qualidade de vida”. Eu sequer tinha o blog e já adorava ler sobre o assunto. Esses dias estava na casa da minha avó e o encontrei perdido por lá. Reli e achei interessante resenhar para o blog, pois achei que vocês pudessem gostar.

Nós vivemos em uma época muito doida, onde todos estamos muito ocupados e estressados. Esses livros de auto-ajuda que nos ajudam a pelo menos refletir sobre nossas prioridades são sempre bacanas de serem lidos. Não gosto muito de livros que ficam dando vários exemplos para explicar um conceito, e geralmente esses livros de auto-ajuda traduzidos pecam muito nisso. Com esse não é diferente, mas vale a pena a leitura pelos conceitos que ele traz em si, enxugando os capítulos.

Por exemplo, ela lista os obstáculos mais comuns que uma pessoa desequilibrada vive hoje: repulsa ao egoísmo (priorizar as atividades para outras pessoas), horário que não reflete o que é prioridade, sensação de que tudo ao nosso redor nos desgasta, dinheiro dominando a vida, adrenalina como principal combustível, falta da presença dos amigos e a paz de espírito como a última coisa que passa pela sua cabeça. O importante é que a vida é sua, então a escolha também. O livro se baseia inteiramente nesse conceito, que é uma das bases do que eu aplico aqui no blog também. Todos somos responsáveis pela nossa vida, pela mudança de atitude e por correr atrás dos nossos objetivos. A autora afirma que todos podem viver como desejam, e ela se propôe a ensinar nesse livro como fazer.

A primeira lição é colocar-se em primeiro lugar na sua lista. Eu sei que, para quem é mãe ou pai, isso pode soar até uma heresia. Porém, precisamos estar bem para fazer o bem aos outros. Muitas pessoas vivem a vida somente satisfazendo as necessidades dos outros, frustrando-se na maior parte das vezes. Outras resumem sua vida ao seu trabalho, o que resulta em uma grande crise pessoal com o passar do tempo. Ela recomenda que cada um se conheça melhor, escreva em um diário, assuma um compromisso sagrado consigo mesmo(a) e tome o controle da sua vida. Também fala sobre relacionamentos e saúde emocional, dois aspectos que eu considero fundamentais para qualquer ser humano que habite este planeta.

Depois, ela recomenda que as prioridades sejam definidas. Afinal, como tomar uma atitude se não sabemos o que é mais importante? A autora estimula uma reflexão sobre o uso do tempo no nosso dia a dia e sobre o nosso poder de dizer “não”.

Na sequência, ela instiga: o que está desgastando você? Há um pequeno questionário para responder com sim ou não sobre o que consome sua energia. Aliás, o livro inteiro é cheio dessas interações, o que considero um exercício muito útil e ativo da leitura. Ela fala da possibilidade de terceirizar atividades, jogar fora o que não for útil, adiar certos projetos.

Investir na saúde financeira é o próximo passo. Mais uma vez, ela oferece um questionário como uma espécie de check-up da vida financeira, onde podemos analisar nossas atitudes com relação ao dinheiro. Segundo ela, cuidar da saúde financeira não significa se tornar rico(a), mas ter a possibilidade de tomar as melhores decisões. No mesmo capítulo, ela dá algumas dicas sobre como pedir um aumento ou cobrar dívidas de pessoas que devem a você.

Meu capítulo preferido é o que fala sobre o combustível de cada um. O que nos alimenta diariamente? O que faz a vida valer a pena? O que faz cada um de nós levantar da cama pela manhã? A autora cita algumas atitudes nocivas no dia a dia que nos tornam mais estressados e desanimados, com conselhos sobre como mudar determinadas atitudes. Cuidar bem do corpo, fazer exercícios, se alimentar bem e dormir suficientemente estão entre as recomendações de Cheryl.

Criar uma comunidade espiritual e honrar seu bem-estar espiritual estão entre as recomendações da autora para viver uma vida melhor. Se você tem uma religião ou gosta do assunto, pode tirar boas dicas para fortalecer sua espiritualidade. Mas não só para religiosos é que serve esse capítulo – ela fala muito sobre relacionamentos e emoções.

No geral, é um bom livro para ler em uma viagem ou aos pouquinhos, no dia a dia. É uma leitura rápida e recomendada a qualquer pessoa hoje em dia, já que todos nós estamos vivendo nessa correria. Também pode ser um bom presente. Não é dos meus preferidos, mas trata de muitos conceitos que eu acredito e que implemento na minha filosofia de organização, transmitindo aqui no blog, então recomendo sim a leitura para todos que se interessarem.

15 Apr 2013

3 anos

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Hoje o meu bijouzinho completa três anos de idade. <3 E eu completo três anos como mãe. Quanta coisa mudou de lá para cá!

Uma das coisas que eu mais quero no momento é passar mais tempo com ele. Não falo de tempo no final de semana, que é escasso. Falo do dia a dia. Quem trabalha fora sabe.

Penso assim: os sonhos existem para transformarmos em objetivos. Se não, não vale a pena sonhar, certo?

Para mim, sonho mesmo é poder trabalhar em casa, com mais tranquilidade, fazendo os meus horários, cuidando do meu filhote de perto.

Não se trata de descontentamento com meu emprego em si (gosto muito), mas acho que toda mãe tem essa vontade para poder ter uma qualidade de vida familiar melhor.

O que a gente não pode fazer é deixar de aproveitar enquanto a situação ideal não acontece.

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer no dia a dia é dar um beijinho de boa noite no meu filho, quando ele já está dormindo, na hora que eu vou me deitar. Abaixo perto da cama, dou um beijo e cheiro o cabelo dele. Esses momentos duram poucos segundos, mas para mim é como se o tempo parasse.

Não consigo imaginar absolutamente nada na minha vida sem o meu filho. É um amor tão grande que dói. Aquela coisa que falam, de que ter um filho é viver com o coração fora do corpo, é a melhor descrição que existe. O sentimento é exatamente esse.

A melhor coisa dos três anos do meu filhote é vê-lo se transformar em uma pessoinha com personalidade e traços que vão se desenvolvendo. Ele AMA números. Assim, de maneira incomum. Se estamos em um restaurante, ele quer saber qual o número de todas as mesas. Fica perguntando quanto é 180 + 180, ou que número vem depois do 247. Quer distraí-lo? Diga para contar junto com ele até 100! Ele adora! E prepare-se: quando chegar aos 100, ele vai querer ir até os 200.

Ele também adora livros, Dora, Bob Esponja, Chaves, gelatina e pudim de leite condensado (quem não gosta?). Adora ficar na casa das avós. Me surpreende a cada dia com palavras e expressões novas. Ama fazer perguntas.

Me desculpem por este post tão “fora dos moldes” do blog. Mas hoje eu não poderia falar de outra coisa. Meu filho me inspira mais do que tudo – é a minha razão de viver. Muito do que eu postei no blog nos últimos anos tem relação direta com ele. Ser mãe me fez ver a organização da vida de uma forma totalmente diferente – mais prática, focando no que realmente importa.

Filho, mamãe te ama muito, muito, muito. Feliz aniversário. <3

14 Apr 2013

Linkagem de domingo {46}

Toda semana eu separo alguns links que gostei e que achei interessantes para compartilhar com vocês.

Os desta semana são:

Bom domingo para você!