17 Jan 2015

Encontrando nosso limite de “ter menos coisas”

É muito comum, quando falamos sobre simplicidade voluntária, associar ao conceito minimalista de ter menos coisas. Muitas pessoas chegam até mesmo a dizer que não conseguem simplificar a vida porque não se imaginam vivendo em uma casa vazia, porque gostam das coisas… mas epa, peraí! Quem disse que ser minimalista significa ter poucas coisas?

Ser minimalista significa ter o mínimo necessário para viver bem. Isso varia de pessoa para pessoa.

Outro ponto é que nem todo mundo que busca simplificar a vida precisa necessariamente ser minimalista, apesar de uma coisa estar sim ligada à outra, pelo menos conceitualmente. Afinal, se queremos simplificar, para que vamos complicar tendo coisas além do que precisamos? É mais coisa para limpar, cuidar, guardar, ocupar espaço.

Penso que, por fim, trata-se mais de pensar sobre as coisas que temos. Falo muito aqui no blog que não é possível organizar tralha, justamente porque não adianta organizarmos tudo o que temos dentro de caixas se ali dentro tem objetos que não usamos, embalagens vazias, papéis que deveriam ter ido para o lixo etc. Faz parte do processo de organização essa seleção do que será guardado também. Se não, isso não é organização, é arrumação.

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Thoreau disse que se sentia orgulhoso por todas as coisas dele caberem em um único carrinho de mão. Se pararmos para pensar, precisaaar mesmo, só precisamos de poucas coisas. Porém, amplie esse círculo. Há outras coisas que também precisamos. Sim, em teoria, precisamos apenas de um copo em casa, que podemos ir lavando e usando, lavando e usando. Mas isso é confortável para nós? Não. Qual o nosso limite? Aí é que está. Cada um tem o seu. Então o que cada um tem que pensar é: quantos copos eu preciso ter na minha casa? Pode ser que você more sozinho e só precise de um mesmo, ou de quatro, caso receba visitas. Ou talvez você more em uma casa com uma família de 10 pessoas e precise de muitos copos. Ou talvez more apenas com seu companheiro ou companheira mas receba sempre muitos amigos em casa, então precisa de mais. Dei o exemplo do copo porque é o mais simples possível, mas a ideia é ampliar para toda a casa.

Por exemplo, você adora caderninhos. Mesmo amando muito esses objetos adoráveis, no geral, acaba usando um depois do outro, certo? Usa um até acabar e só depois usa o segundo. Então para que manter um estoque com cinco ou seis caderninhos em branco em casa? Não é mais fácil comprar um novo somente quando terminar de preencher um inteiro?

São apenas questionamentos. O mesmo vale para roupas, sapatos, pratos, panelas, computadores.

E aí a gente cai na questão das coleções também. Coleção não é utilidade, mas apreciação. É um hobby. Se você tem uma coleção que gosta muito, é óbvio que se desfazer dela deixará você um pouco infeliz. Ninguém está pedindo para você ter uma casa vazia, sem nada que represente as memórias da sua vida. Não. A ideia é apenas que você repense o que você vem guardando, para avaliar se tem mesmo sentido guardar tudo isso.

Portanto, quando se deparar com algum objeto na sua casa, pergunte-se sempre:

  • Eu uso esse objeto?
  • Em que situações?
  • Há quanto tempo eu usei pela última vez?
  • Pretendo usar no próximo ano, em algum momento?
  • Eu amo esse objeto?
  • Eu abro um sorriso toda vez que olho para ele?
  • Alguém da minha família usa ou gosta muito desse objeto?
  • O espaço que esse objeto ocupa na minha casa vale a pena?

Mesmo que você fique em dúvida com uma série deles e acabe guardando a maioria, você conseguirá selecionar algumas coisas que não se enquadram nas perguntas acima. Aí você pode vender, doar, dar de presente, reciclar, reutilizar ou até mesmo jogar no lixo. Fazendo essa análise de tempos em tempos, você vai fazendo uma curadoria do que precisa ficar na sua casa com o passar dos anos.

Fecho o post com uma frase da Danuza Leão que gosto muito, e que tem tudo a ver com o post: “Passei metade da minha vida usando meu dinheiro para acumular coisas, e agora passo a outra metade me desfazendo delas”. Reflita!

16 Jan 2015

Como vender as coisas que você não vai usar mais na Internet

Sempre falo aqui no blog que não é possível organizar coisas que não servem mais para nós. Ou seja, se a gente quer começar a se organizar, o primeiro passo é selecionar o que deve ficar na nossa casa (e em toda a nossa vida – vale de objetos a relacionamentos). Mas como saber o que não serve mais?

Eu costumo recomendar aos leitores que guardem as coisas somente se elas obedecerem algum desses critérios:

  1. É algo que você usa muito (ex: seu sapato preferido)
  2. É algo que você não usa tanto, mas pode sempre precisar (ex: abridor de garrafas, vestido de festa)
  3. É algo que você ama e te deixa feliz sempre que você olha (ex: um quadro, um objeto de decoração, um colar deixado pela sua avó)

Do contrário, com raríssimas exceções, esse objeto acaba virando inútil para nós. E por quê? Porque a nossa casa deve ser vista como um refúgio, um espaço sagrado mesmo. Existem milhões de coisas no mundo – imagine se quiséssemos trazer para dentro do nosso lar tudo o que a gente achasse que valeria a pena trazer? Nem teria como. Então a gente tem que selecionar e fazer uma verdadeira curadoria pessoal daquilo que realmente precisamos e/ou queremos ter.

Vale lembrar dos motivos para fazer isso. Primeiro, que guardar algo que você não use ocupa um espaço que poderia ser liberado para outros mais importantes. Segundo, que alguém pode estar precisando desse objeto em algum lugar. Terceiro, que se você não gosta de um objeto e o mantém ali, toda vez que você olha para ele, isso te causa um mal-estar inconsciente, que ninguém merece ter na própria casa.

Sempre que eu falo sobre desapegar aqui no blog alguns leitores me perguntam como fazer para se desfazer de tais objetos.

Agora, é claro que você pode pensar em vender, caso não tenha para quem doar ou dar de presente. E aí então surgiu a OLX.

Basicamente, OLX é um site onde você pode vender as suas coisas sem qualquer burocracia. Basta se cadastrar (o que é bem rápido), anunciar e pronto, já está vendendo.

Para ilustrar o post, eu escolhi uma coleção minha de livros que, infelizmente, já não tem lugar na minha estante. Com quase 800 livros, estou começando a desapegar e a querer manter comigo somente aqueles que pretendo consultar alguma vez nos próximos anos, que gosto muito ou que ainda pretendo ler.

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“História universal da arte”, G. Pischel, 3 volumes

Os livros vêm dentro de uma caixa (também com papel cartonado grosso) e a frente da caixa é igual à capa do volume 1.

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São livros antigos, que já vieram assim para mim, mas são perfeitamente manuseáveis e ficarão lindos em qualquer sala, mesa de centro ou estante com livros de arte.

Para cadastrar um produto na OLX, basta seguir os seguintes passos:

1 – Acesse o site da OLX e clique em “Publicar anúncio”. Esse procedimento é gratuito.

2 – Abrirá uma página onde você deverá inserir os dados sobre o objeto que deseja vender. Primeiro, selecione a categoria. Eu coloquei “Música, arte e lazer” e, depois, “Livros, revistas, músicas e filmes”. Depois, é hora de inserir o título do anúncio, as fotos, a descrição e o preço. O que eu mais gosto na hora de inserir as fotos é que dá para selecionar todas de uma vez e inserir – não precisa ficar clicando para abrir uma por uma.

3 – Coloque o preço desejado. Um recurso bastante interessante é marcar a caixinha “Topo negociar”. Ou seja: você abre o preço para negociação. Quem for comprar pode te fazer uma proposta em vez de fechar o anúncio só porque o preço não está tão bom.

5 – Verifique se todas as informações estão corretas e clique em “Publicar anúncio grátis”.

Pronto! Agora, seu anúncio está prontinho para milhares de pessoas.

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15 Jan 2015

Acordar mais cedo para quê? Coisas para fazer de manhã

Acho que uma das dicas de produtividade mais recomendadas de todos os tempos é “acordar cedo” para “aproveitar mais o dia” e conseguir fazer mais coisas. Acordar cedo também proporciona momentos de silêncio e uma bem-vinda solidão, quando conseguimos focar em determinadas atividades que possamos estar precisando focar. Mas qual o segredo para acordar cedo? Como mudar sua natureza se você pensa que é aquela pessoa noctívaga que prefere dormir tarde (mas acorda cedo, super cansada)?

Acredito que tudo na vida deva ter um propósito. Acordar cedo apenas para acordar dá desânimo só de pensar. Quem está em cidades que aderem ao horário de verão, é até gostoso… porque bem cedo já está amanhecendo e o clima, calorento. Quem mora em locais frios pode ter uma dificuldade a mais, mas creio que todas elas são superadas quando a gente tem um POR QUE por trás de tudo. Afinal, para que acordar cedo? O que a gente vai fazer?

Isso é muito pessoal, claro, mas tenho algumas sugestões:

  • Escrever.
  • Ler.
  • Meditar.
  • Tomar um banho.
  • Fazer uma atividade física.
  • Ir viajar.
  • Evitar o trânsito e chegar mais cedo no trabalho.
  • Olhar o nascer do sol.
  • Preparar o café-da-manhã da família com calma.
  • Costurar.
  • Praticar algum hobby.
  • Estudar.
  • Planejar a semana.

Ou seja, penso que o segredo para conseguir acordar cedo seja ter uma boa razão para fazer isso. Encontre a sua! Para mim, funciona saber que vou ter algumas horas silenciosas para conseguir planejar as minhas atividades e escrever, aproveitando a minha criatividade.