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A importância de manter listas separadas

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O GTD tem uma coisa muito louca, que é o fato de você já ter lido a mesma coisa umas mil vezes mas, ainda assim, ler novamente pela milésima primeira vez e aprender algo novo. Isso tem acontecido atualmente com o conceito de listas separadas fisicamente.

O David pontua diversas vezes no livro e em outros materiais como é importante manter as listas fisicamente separadas umas das outras. Eu nunca tinha entendido muito bem. Sempre achei que se tratava apenas de não misturar uma coisa com a outra. Mas não. Trata-se de separar mesmo.

“Ser organizado significa que cada coisa deve estar no lugar equivalente ao que ela significa para você” (“A arte de fazer acontecer”, página 175). “A melhor estrutura para gerenciá-las (suas coisas) daqui a um ano pode ser diferente do que adotou para lidar com seu mundo hoje” (página 176).

Mais para baixo, na mesma página, ele diz que “é fundamental que essas categorias se mantenham bem distintas umas das outras”. “Cada uma representa um tipo de acordo que fazemos com nós mesmos, dos quais devemos ser lembrados em determinado dia e de certa maneira.”

E ainda, para não restar dúvida: “As categorias devem ficar separadas visual, física e psicologicamente para que haja clareza” (página 178). Mas ainda assim queremos vincular ações a projetos, projetos a áreas de foco e toda sorte de categorias que deveríamos manter separadas.

É muito difícil escrever sobre isso porque é uma mudança enorme de paradigma que o GTD traz e que eu mesma ainda não tinha tornado tão claro para mim até recentemente, quando fiz um novo intensivão para a capacitação dos instrutores.

Para tornar o entendimento mais prático, vou falar o que eu já fiz e que normalmente se faz, por exemplo, com ações de projetos. Eu uso o Todoist. E, por isso, lá eu criava um projeto e, dentro dele, inseria suas ações. Quando eu visualizava as ações por contextos (usando etiquetas), o Todoist me mostrava também de que projeto ela fazia parte. O mesmo pode ser feito no Evernote, no Asana e em tantos outros aplicativos preferidos de todos.

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Só que existe um desvio de foco ao fazer isso, que é sair do terreno das ações (térreo) e ir para o de projetos (horizonte 1). E, com isso, você se distrai. Pensa no projeto, não na ação. Se você acessa seu calendário e vê um item que não pertence a ele, deixa de confiar no calendário. Se você tem um projeto que não pode tocar agora, ele deveria estar em Algum dia / talvez, não em Projetos. Isso tudo traz uma dissonância ao seu sistema e, consequentemente, à sua mente.

Em outras palavras: ter suas ações em uma lista separada de próximas ações, sejam ações avulsas ou relacionadas a projetos, tem um valor imensurável de foco e agilidade. Você está em determinado contexto (por ex: no escritório) e, se acessar a lista de coisas que pode fazer no escritório, vai passar voando pela sua lista @escritório, executando o que estiver lá. Não precisa saber se é de algum projeto ou não. O importante é que ele (o projeto) seja movido adiante. Não estamos falando de microgerenciamento como boa prática de produtividade – focamos em ações e resultados.

E caraaaca, como é difícil mudar essa chavinha mental e ensinar outras pessoas a importância disso. As pessoas gostam de ver as ações nos projetos. E ok, você pode ter um cronograma. Pode ter a visão geral. Mas não confunda com próximas ações.

“Então como eu vou saber que uma ação pertence a um projeto?”. Aí que está: você vê o projeto no horizonte dele, que é o horizonte 1, e não o passo a passo no dia a dia. Você vê o todo do resultado que leva múltiplos passos para ser concluído em até um ano. Você não precisa microgerenciar o seu projeto. Você o revisa uma vez por semana na revisão semanal e fica tranquilo no dia a dia apenas executando as ações.

Além do que, separar completamente a ação do projeto faz com que a ação seja esclarecida de maneira melhor. Explico. Se eu tenho um projeto chamado “Organizar festa de aniversário”, vai ser muito mais fácil criar uma ação chamada “Ligar para os meus amigos e convidá-los”, porque eu estou vendo que o resultado final é organizar a festa. Mas isso já me coloca no terreno do resultado, não da ação. E vai fazer com que eu me distraia das outras ações que preciso executar naquele contexto em que estou e me colocar no âmbito daquele projeto em particular. No entanto, se a ação estiver separada, é mais provável que eu a esclareça melhor, deixando-a como, por exemplo: “Ligar para os meus amigos para convidá-los para a minha festa sábado”. E essa ação estará em uma lista de próximas ações, não dentro do meu projeto, ou vinculada a ele de alguma maneira.

Essa mudança simples faz toda diferença na agilidade com a qual você consegue se engajar nas suas ações no dia a dia, além de te dar o foco no horizonte necessário. Se você entrar no horizonte do projeto, vai tirar seu foco da execução e te colocar no terreno do planejamento, o que te fará divagar.

Por isso, não se preocupe com a ferramenta que você vai usar. Você pode ter a sua lista de próximas ações em um caderninho, se o caderninho for o que estiver com você quando você precisar revisar o seu trabalho. Você pode ter a sua lista de projetos apenas onde vai precisar acessá-la ao revisá-los.

Eu tenho transformado todo o meu sistema novamente, aos poucos, justamente por esse entendimento e pelo “clique” que ele fez na minha cabeça. Meu Todoist, por exemplo, está com as minhas ações. Por quê? Porque eu preciso acessar minhas ações a qualquer momento, a fim de aproveitar janelas de tempo no meu dia a dia, e faz sentido acessar pelo celular, que está sempre comigo. Mas poderia ser diferente. Eu poderia ter uma lista @computador no computador mesmo. Ou uma lista @errands em um caderninho que levo quando vou para a rua. Porque depende. Depende do que significa para mim, e isso muda tanto de pessoa para pessoa quanto de necessidade para necessidade de uma mesma pessoa a cada momento.

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Por enquanto ainda mantenho os meus projetos no Todoist, mas eu venho exercendo a vontade de mudar faz um tempo já. Tentei voltar para o Evernote, mas não funcionou novamente para mim como era antes. Estou testando outras formas.

Áreas de foco (horizonte 2), voltei para o meu formato preferido, que são os mapas mentais. É o que faz sentido para mim, assim como já fez sentido ter listas. Os outros horizontes, a mesma coisa – estou definindo e testando.

Não é para estarem no mesmo lugar. Isso te tira de um horizonte e te joga em outro. Por isso se chamam horizontes de foco. Você foca em um horizonte de cada vez, senão atrapalha. Se você pensa nos seus projetos de acordo com as suas áreas de foco, isso te dá uma dissonância mental desnecessária. Nada contra analisar áreas de foco em busca de projetos – esse é o “certo”, digamos assim. Mas, quando você revisa um projeto do ponto de vista de uma área, isso confunde. Faça o teste. Revise o projeto pelo projeto, pelo resultado desejado. Se subir um horizonte, ele parece infinito.

Tem coisas do GTD que podem parecer filosóficas demais, e acho que são mesmo. Mas esse entendimento, esse raciocínio, faz toda a diferença na prática da coisa toda. É o que vai dar agilidade para executar, mover a vida adiante. As pessoas tendem a falar tanto que procrastinam demais e me pedem dicas para lidar com isso, mas não existem “dicas” – existe entendimento. Existe um valor enorme no foco que você dá para aquilo que faz sentido focar no dia a dia, naquilo que você precisa focar uma vez por semana, ou só de vez em quando. E ter suas listas separadas é a maneira mais fácil e prática de fazer isso. Ajuste seu foco!

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O GTD permite que você tenha a habilidade de focar naquilo que precisa ou quer focar a qualquer momento. Se você mantém tudo junto, você perde isso.

Teste! Só digo isso, porque a teoria aqui não diz tanto quanto a prática. Teste, teste, teste!

Bem-vindo ao universo do Feng Shui!

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Muitos leitores do Vida Organizada identificam-se com o Feng Shui e sempre manifestam a vontade de saber mais.

Eu acho superinteressante, até mesmo porque antes de me tornar consultora, sempre me interessei pelo assunto e volta e meia saía da livraria com um volume que falava da antiga arte-ciência chinesa.

Evidentemente, se sua casa/empresa apresenta um histórico complicado, aconselho que você contrate uma consultoria. Um bom projeto de Feng Shui pode ser feito até mesmo à distância. Mas, se você quer conhecer um pouco dessa técnica que já revolucionou até o mundo corporativo…vamos lá!

Resolvi então apresentar os meus livros de Feng Shui, mostrando um pouquinho do meu espaço e indicando alguns autores que nos dão uma ótima ideia de como harmonizar nosso espaço, tornando-o sagrado.

Convido vocês então para desfrutarem desse vídeo, podendo visualizar tudo que tenho hoje – confesso que já doei vários exemplares, que foram interessantes durante um período, mas cumpriram suas funções e seguiram adiante; particularmente não aprecio muito essas séries feitas pelo mesmo autor, desdobrando-se em muitas finalidades. Hoje fico com a máxima do “menos é mais”.

Vamos conhecer a biblioteca do Armazém da Energia?

Workshop em Brasília: Construa seu estilo e organize seu armário

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Alô Brasília! Em novembro estaremos por aí com nosso workshop Construa seu estilo e organize seu armário! <3 Estamos muito felizes porque muitas leitoras pediram esse workshop e finalmente conseguimos viabilizar. Como trabalhamos com lista de interesse por cidade, já tínhamos pessoas interessadas que foram contatadas e já estão inscritas – portanto, corra para garantir a sua vaga! (Aliás, se você quiser levar esse workshop para a sua cidade, envie uma solicitação de interesse através desse mesmo formulário.)

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Veja o que você vai aprender nesse workshop:

  • Construindo seu estilo
  • Revitalização do guarda-roupa
  • O que funciona para a vida que se leva, o que serve
  • Como se desprender de referências externas e olhar mais para si, entendendo o que gosta de usar
  • Como fazer boas compras: ler a etiqueta, lojas que tenham a ver com seu estilo, lista dos itens que precisa para versatilizar o que já tem
  • Como diminuir as compras por impulso e ser mais objetiva
  • Destralhando o guarda-roupa
  • Como fazer um inventário do guarda-roupa
  • Dicas sobre cabides e outros organizadores que facilitam
  • Como lidar com roupas sazonais
  • Dicas para organizar o armário (roupas, acessórios)
  • Disposição física do guarda-roupa para facilitar
  • Aprenda a fazer um exercício em frente ao espelho para se conhecer
  • Como se organizar para se vestir diariamente do jeito que você é
  • Cuidados com as roupas no dia a dia / rotinas / lavanderia

Clique aqui para garantir sua vaga!

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Nós temos dois apoiadores muito legais para esse workshop: o Espaço CoPiloto, um espaço de coworking incrível que será o local do workshop, e o Mercure, que trabalhará com a hospedagem. Obrigada, parceiros!

Obrigada também a todos que manifestaram seu interesse para viabilizarmos esse projeto. Nós adoramos esse workshop e ele faz muito sentido. Organizar é encontrar soluções para a vida que se tem. Mas como encontrar soluções para o nosso guarda-roupa sem sabermos verdadeiramente qual é o nosso estilo? Por isso, este workshop vai ajudar você a encontrar seu estilo pessoal, se desfazer daquelas roupas que não têm absolutamente nada a ver com você, aprender a cuidar daquelas que te fazem bem, fazer boas novas aquisições e organizar o guarda-roupa como um todo: armazenamento, cuidados, rotina de lavagem e muito mais! Um curso completo para que você não apenas economize em uma época tão necessária, como aprenda a aproveitar melhor o que já tem, redescobrindo quem você é!

Garanta sua inscrição

Fazer do dia a dia suas férias

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Eu tinha me programado para tirar férias na última semana de outubro. Venho tirando uma semana de férias a cada três meses desde que comecei a trabalhar de forma autônoma e, apesar de parecer uma boa ideia no começo, com o tempo se mostrou um pouco inviável.

Primeiro, porque nem sempre meu marido e o nosso filho estão de férias também. Isso inviabiliza viagens e passeios com eles, e acabo ficando em casa.

Segundo, porque mesmo de férias do trabalho, eu acabo fazendo coisas em casa que são parte da rotina. Em resumo, não saio de férias.

Então comecei a pensar o que me atraia nas semanas de férias que eu tinha em mente originalmente. E o que me atraía era a possibilidade de viajar, claro, mas também de descansar mais, não usar tanto tecnologia e curtir o ambiente em que eu estivesse. Praia, montanha, novos lugares, o que seja.

Foi quando eu percebi que existem dois tipos de férias: aquelas que você viaja para conhecer um lugar novo e aquelas que você simplesmente dá um tempo para descansar. Então a minha estratégia de uma semana de férias estava falhando nos dois formatos. Eu não conseguia nem viajar nem “dar um tempo”. Eu precisava de uma nova estratégia.

Para viajar, é necessário espaçar mais os dias. Não tem graça ficar pouco tempo, especialmente em viagens de longa distância.

Para descansar, viagens curtinhas servem. Mas, principalmente, o impacto maior está no dia a dia. Em torná-lo uma versão mais leve, de modo que as tais férias para espairecer não sejam tão necessárias.

Vejam, eu amo o que eu faço, mas levo uma rotina pesada. São muitos eventos, viagens. Se eu não tornar essa rotina mais leve, vou querer uma semana de férias sempre, mas dificilmente vou conseguir também, porque são muitos eventos sequenciais.

Eu tomei a decisão, então, desde que mudei, de transformar a minha casa em uma espécie de pousada de férias. O que me atrai nas pousadas? Café-da-manhã gostoso, tomado com calma. O ambiente de hotel, que não tem tantos objetos – só o necessário. Sempre limpo. O ar descompromissado, leve, de que cada dia é uma nova descoberta.

Olho para o meu quarto e me pergunto se ele é aconchegante como um quarto de uma pousada em uma montanha. Olho para o meu banheiro e me pergunto se ele é refrescante como uma tarde de verão depois de voltar de um banho de mar. Pode parecer muita viagem, mas tem funcionado. Esse novo olhar me possibilitou manter menos coisas em casa e a curtir mais o meu dia a dia.

Especialmente, olhar para os ambientes pensando em suas funções e zonas de trabalho. Uma poltrona na sala para fazer um cantinho de leitura? Por que não? Uma cozinha absolutamente funcional, com o mínimo necessário? Sim. Um quarto cujo foco é ser aconchegante? Exatamente.

Já temos oficialmente o melhor lugar da casa? ( ) sim ( ) com certeza

Uma foto publicada por Vida Organizada 🕐 (@blogvidaorganizada) em

Ter menos coisas torna a vida mais leve. Ter menos coisas não só em casa, como na vida. E eu sei que é difícil, mas tudo isso vem do foco correto. Depois que eu percebi que deveria transformar a minha rotina como se eu estivesse de férias todo o tempo, as coisas ficaram infinitamente mais leves.

E isso não quer dizer que eu trabalhe menos, por exemplo. Muito pelo contrário – tenho trabalhado muito. Mas eu estou alternando mais os tipos de atividades e, da mesma maneira que ler e-mails é importante, ler uma revista na hora do almoço também é. Tomar um chá no final da tarde lendo um texto para o trabalho, sentada na minha poltrona favorita. Acordar mais cedo, aproveitar o dia. Não é por que estou em uma cidade praiana a trabalho que vou responder meus e-mails no lobby do hotel.

Fazendo a minha revisão semanal com boa perspectiva. Doing my weekly review with good perspective. #gettingthingsdone #vidaorganizada

Uma foto publicada por Vida Organizada 🕐 (@blogvidaorganizada) em

Cada vez mais eu acredito que, se a gente fizer da nossa vida uma vida legal, não precisa fazer pequenas pausas para fugir dela apenas para descansar. É um desafio diário, mas extremamente compensador. E também não tem problema nenhum fazer isso. O que eu quero dizer é que a gente não precisa depender apenas desses momentos para ter uma vida mais tranquila e descansada.

E ah, não estou falando sobre viajar. Viajar é outra coisa. Ficam para outro post as resoluções tomadas aqui. 🙂

Como tenho me organizado atualmente com o método FLY Lady

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Método FLY Lady é um método para manter a casa limpa e arrumada. Você pode encontrar diversos posts aqui no blog sobre isso ou acessar o site oficial do método.

No post sobre como organizar setembro, comentei que estava personalizando o método para a casa nova e alguns leitores ficaram curiosos perguntando como eu estava fazendo. Pois bem, este post é sobre isso.

O que eu mais gosto do método FLY Lady é a sua simplicidade. Você consegue manter sua casa minimamente limpa sem muito esforço. É o que eu defendo aqui no blog e no meu livro, “Casa Organizada”.

Como já existem muitos posts aqui no blog explicando o que é e como aplicar, neste post vou me ater exclusivamente a como tenho aplicado na casa nova (nos mudamos no final de agosto).

Em primeiro lugar, vale dizer que, aqui em casa, dividimos as tarefas domésticas. Eu tenho uma rotina pesada de trabalho, viajando muito, fazendo eventos, chegando a sair de casa antes das 6h e chegando depois das 22h, então meu marido muitas vezes acabo fazendo até mais coisas do que eu, o que é super normal.

Em segundo lugar, eu respeito essa divisão. Uma coisa que aprendi com os anos foi a observar o que ele gosta de fazer ao limpar a casa, abrir mão daquela tarefa (mesmo que não seja feita “do meu jeito” – xô, perfeccionismo!) e investir meu tempo nas tarefas que ele não executa. Aqui entra a FLY Lady porque muito do que ela passa com as missões da semana são na verdade tarefas esquecidas por todos, e ela complementa a nossa rotina.

Vou passar por todos os tópicos que ela aborda e dizer como temos feito:

  • Listas detalhadas de limpeza. Criei uma para cada cômodo da casa nova, sendo o mais simples possível, e reviso essas checklists toda semana para verificar o que posso fazer na semana em questão (aqui já entra um paralelo com a revisão semanal do GTD), para definir próximas ações. Eu procuro definir as ações de acordo com a zona da semana. Guardo todas as checklists e todas as ações no Todoist.
  • Zonas da semana. Procuro seguir a linha de raciocínio da FLY Lady, mas ela aponta o modelo de zonas para uma casa com determinado formato. Aqui, tenho cômodos a mais, então adapto. Para mim, faz mais sentido organizar por andares, então tenho feito assim:
    • Zona 1
      Entrada, cantinho de leitura, parte de fora da porta, lavabo
      Zona 2
      Cozinha, lavanderia
      Zona 3
      Home-office, lavabo, terraço, corredor de cima
      Zona 4
      Quarto principal, nosso banheiro, quarto do Paul, banheiro do Paul, corredor dos quartos
      Zona 5
      Sala de estar, sala de jantar
  • Missões da semana. Tenho um lembrete recorrente no meu calendário para, todo domingo, acessar o site da FLY Lady e passar as missões da semana para o meu Todoist. Passo para lá como próximas ações – afinal, posso adiantar se eu quiser. Mas coloco o prazo para o dia que ela estabeleceu. Copio em inglês mesmo.

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  • Lembretes diários. Tenha na minha checklist diária, também no Todoist.
  • As listas de limpeza detalhada estão na minha checklist mensal. Por quê? Em um mês passamos por todas as zonas da casa, então, se o foco é trabalhar em cada zona semanalmente, significa que, pelo menos uma vez por mês, o que estiver na lista detalhada de limpeza será feito. Algumas coisas precisam ser feitas diariamente, enquanto outras precisam ser feitas semanalmente e por aí vai. Gosto de organizar listas de limpeza da casa por frequência, como rotinas, porque isso me ajuda a manter a casa em uma manutenção mais adequada. Já falei um pouco mais sobre esse cronograma de limpeza doméstica em outros posts.

Então, de modo geral, por aqui funciona assim: todos os dias, abro minha agenda do Google e trabalho nos prazos que tem ali. Dentre esses prazos, podem existir tarefas domésticas. Tem coisas que eu só posso fazer em determinado dia, como colocar o lixo para fora ou trocar a roupa de cama e banho (que faço apenas aos domingos, para lavar na segunda). Só entram na minha agenda essas ações a serem feitas em dias específicos, pois sei que daquele dia elas não podem passar.

No meu Todoist, listo as próximas ações por contexto. A maioria das ações ligadas ao método FLY Lady é para se fazer em casa (uma ou outra coisa preciso fazer na rua). O conceito de próxima ação é que, mesmo que tenha um prazo, eu posso adiantar. Ou seja: eu posso executar aquela ação desde que esteja no contexto apropriado. Então é muito comum, no meu dia a dia, em um intervalo da agenda, abrir a minha lista de coisas para fazer em casa e ir adiantando uma coisinha ou outra. Se eu fiz uma revisão semanal adequada, revisei as checklists e defini ações que posso executar, essa análise e escolha do que fazer será muito tranquila.

Outra coisa que vale a pena citar é o fato de curtir cuidar da casa. Muitas vezes, chego cansada de noite a ponto de não conseguir ler um livro, se quiser. Mas com atividades que demandem esforço físico leve eu consigo até me desestressar, como arrumar os livros na estante, tirar o pó dos móveis, limpar os vidros etc. Deixo as atividades que demandam esforço físico maior para quando tiver energia para isso – ex: arrastar o sofá para limpar o chão, bater os tapetes, passar aspirador. E essas são tarefas que o meu marido gosta de fazer, então muitas vezes ele que acaba fazendo – o que é ótimo, porque são as tarefas que demandam mais tempo. Eu sou aquela dos detalhes: que gosta de limpar as marcas de mãos nas paredes, tirar o pó de lugares que normalmente não se tira (ex: lustres), arrumar as coisas em si, colocando no lugar o que está fora etc.

O que é fato é que eu há anos não faço o “dia da faxina” em casa. Percebi que eu perdia um dia inteiro da minha vida para fazer isso, sendo que eu poderia espaçar essas atividades e ir fazendo ao longo da semana. Muitas tarefas ficam para o dia mais livre, como sábado (não no meu caso, já que costumo trabalhar aos sábados) ou outro dia da semana, porque demandam mais tempo mesmo (ex: limpar a geladeira). Mas aí tudo bem – são poucas tarefas. As mais rápidas, mas que juntas levam muito tempo, eu espaço ao longo da semana e faço sem nem sentir.

O legal do método FLY Lady é justamente que ele traz pequenas pílulas de coisas a fazer no dia a dia, e serve para quem não tem tempo e vive uma rotina corrida. Sou a favor de delegar tarefas sempre que possível, mas aqui em casa sempre conseguimos nos virar bem com a limpeza e a arrumação, sem a necessidade de ter uma pessoa nos ajudando, o que também é uma economia imensa. Não tenho nada contra – aliás, acho ótimo movimentar a economia dessa forma. Mas não precisamos, e talvez você não precise também, se aplicar algo semelhante. Então o intuito desse post foi mostrar nossa realidade, que pode inspirar mudanças na sua, se você achar necessário.

Gadgets que eu já tive X gadgets que eu uso

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Você se lembra de todos os gadgets que já usou? Se você gostar de tecnologia como eu, provavelmente vai reconhecer alguns dos itens abaixo. Na sequência, mostro o que uso hoje.

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Acho que o primeiro gadget que eu tive na vida a ponto de ficar levemente viciada foi o meu Gameboy. Eu adorava vídeo-games quando era mais nova, mas esse foi o primeiro vídeo-game portátil que eu tive, e o levava para todo canto. Eu gostava tanto dele que, sinceramente, se hoje ainda existisse, acho que teria. Eu prefiro jogos mais simples.

palm

Quando eu comecei a usar GTD, há dez anos (…), o palm era o que tinha de mais avançado em termos de tecnologia. Não existiam tablets. Lembro de ter namorado o meu na Fnac durante muitos meses até conseguir guardar dinheiro e comprá-lo. Eu usava muuuito para as minhas listas do GTD e me achava super moderna quando o levava para reuniões.

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Sim, eu tive um “bip”! Não me lembro exatamente o ano, mas quando eu comecei a namorar com o meu marido (em 1999), eu já usava, porque ele me mandava mensagens. Foi a minha avó que me deu, para me encontrar e avisar coisas facilmente, pois eu morava com ela e ela trabalhava o dia todo. Eu amava ter esse negócio também e lembro que, na época, era muito útil.

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Todo mundo teve um discman? Eu ganhei o meu de aniversário em 1995 e não me desgrudava dele. Mais para a frente, talvez em 2002, eu ganhei um que também tocava mp3 (foi a revolução).

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Meu primeiro iPod foi um iPod nano que comprei em 2007 ou 2008. Lembro que foi uma compra cara na época, para mim, mas foi quando me apaixonei pela Apple. Eu levava meu iPod para todo lugar. Ele funciona até hoje! Subi todos os meus CDs de meditação para ele e usava para selecionar os CDs e as músicas e meditações guiadas. Depois, eu cheguei a ganhar um iPod shuffle de presente de uma marca, mas nunca o usei muito, porque eu já usava mais o meu celular para ouvir músicas.

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O primeiro notebook que tive na vida comprei em suadas prestações quando fui promovida pela primeira vez, em 2006, a coordenadora de projetos na agência em que eu trabalhava. Era um computador MUITO bom para a época e que durou anos. Em 2011, quando voltei a trabalhar fora depois de o Paul ter nascido, percebi que precisava de algo mais leve para levar para o trabalho. Então eu troquei com a minha mãe o notebook pelo iPad. Foi meu primeiro iPad, mas senti falta do computador. Os teclados bluetooth eram muito incipientes e não cheguei a ter nenhum que realmente funcionasse bem na época a ponto de querer fazer o investimento. Por isso, comecei a guardar dinheiro para, na primeira oportunidade, comprar um notebook novamente.

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No final de 2011, quando comecei a trabalhar em Campinas, finalmente me dei de presente o Macbook Pro, que virou meu fiel companheiro durante anos.

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Apesar de ser fã da Apple, nunca gostei de pagar muito caro por telefones celulares. Meu primeiro iPhone foi o 3S, quando já tinha o iPhone 4 e paguei mais barato por ele. Mas o bom de todos os iPhones é que eles duram muito anos super bem. Eu comprei meu iPhone em 2012, se não me engano, e fiquei com ele até 2015.

Gadgets que eu uso hoje

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Tenho uma rotina que envolve muitas viagens e levar coisas pesadas (materiais, cabos, apostilas) para ministrar treinamentos e palestras em outros lugares, então ter um Macbook Air foi uma escolha natural e da qual não me arrependo. Ele é levíssimo e com grande performance. No entanto, eu sinto falta de ter outro computador em casa para trabalhar, para não sobrecarregá-lo, que é uma coisa que está nos meus planos para um futuro a médio prazo.

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Para não ficar andando muito com o computador por aí, sempre que possível levo apenas meu iPad mini 3. Ele me atende bem em reuniões, que faço muito, e também uso para leituras de livros e revistas no dia a dia, além de estudar textos diversos.

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Para me ajudar com o iPad e o celular nas reuniões, tenho um teclado bluetooth da Logitech (k480), que é ótimo. Ele conecta até três aparelhos ao mesmo tempo e tem um suporte para colocar os gadgets – cabem o meu celular e o ipad mini certinhos ali. A única desvantagem dele é ser meio pesado (ele pesa mais que o Macbook Air), mas acho melhor levá-lo que o computador.

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Como eu leio muito e também viajo bastante, tenho um Kindle Paperwhite para armazenar meus e-books. A leitura no Kindle é totalmente diferente da leitura no tablet. Em viagens, não costumo levar o meu iPad, e sim o Kindle. Tenho também um Kobo H20, mas ganhei de presente em uma ação do blog. Ambos são ótimos e eu alterno minhas compras de e-books entre eles, de acordo com os preços mais vantajosos.

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Meu iPhone atual é o SE com 64Gb, que me atende bem. Preciso de um celular com bastante capacidade de armazenamento porque uso para fazer fotos, vídeos etc no meu trabalho, além de testar aplicativos, digitalizar coisas para o Evernote e por aí vai. Nunca senti necessidade de ter um celular com tela maior e também prefiro celulares menores.

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Outro gadget que eu tenho é um gravador de voz bem simples que utilizo para gravar os meus treinamentos e palestras. Ele não tem nem marca, mas funciona de maneira satisfatória.

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Bom, por fim, vou encerrar com um gadget que tenho há muitos anos – ou seja, é antigo e novo também. Quando comecei a usar o GTD, em 2006, eu comprei uma rotuladora da marca Brother. Ela durou exatos dez anos. Este ano, ela finalmente se aposentou e eu comprei uma nova. De que marca? Brother. É excelente, fácil de manusear e muito prática.

E você, se lembra de todos os gadgets que você já teve? Deixe nos comentários!

Como planejar outubro

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Olá pessoal, chegou outubro! Neste post, darei algumas dicas para você se organizar nesta entrada de novo mês e também vou contar um pouco como eu faço isso!

Agenda

No post sobre como organizar setembro, eu comentei que estava fazendo um teste usando novamente agenda de papel. Bem, apesar de adorar agenda de papel, o teste não durou muito. Voltei a usar a minha agenda do Google, que continua firme e forte. Não tem jeito: para agenda, eu prefiro tecnologia. Uso muito o recurso de recorrências e confio nas informações que já alimentei ali, então prefiro manter o que for mais prático para mim.

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Ah, eu inclusive escrevi um post sobre como uso um modelo de agenda para planejar a minha “semana ideal”. Depois de algumas semanas testando, concluí um pró e um contra. Pró: me ajuda a organizar melhor quanto tempo posso dedicar esta semana para cada atividade, jogando para a semana seguinte quando eu não puder abrigar mais nada. Contra: me senti um pouco sobrecarregada fazendo isso, com um bloco de atividades colado no outro. Talvez eu tenha que espaçá-los mais.

Ainda com relação à agenda, eu gosto de ver meu mês como um todo, os compromissos já agendados, para ver se preciso tomar algum tipo de providência. Depois que eu comecei a trabalhar com coaching, meus dias ficam cheios de compromissos com facilidade, pois estão dedicados a sessões. Portanto, em outubro eu já tenho muitos dias praticamente fechados, então isso me mostra que tenho que ser criteriosa com tudo o que entrar. Vou viajar três vezes (Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro), tenho o curso online do Todoist que entra no ar na primeira semana (e toma bastante dedicação de tempo de edição e gravação), uma palestra agendada (em evento fechado), Dia das Crianças e outros compromissos gerais já agendados. Eu tinha me planejado para tirar alguns dias de férias no final do mês mas, com as sessões de coaching, resolvi deixar para dezembro. Eu também não conseguiria fazer nada muito diferente com o meu marido e o nosso filho em período de aulas.

Outras coisas que eu costumo verificar toda entrada de novo mês: reuniões, treinamentos, eventos na escola do nosso filho, feriados, aniversários, shows, webinars e cursos. Pelo deslocamento que já sei que vou fazer em determinados dias, também verifico a possibilidade de fazer coisas que eu gosto (tenho uma checklist chamada “Coisas que eu gostaria de fazer mensalmente”), tais como: passear em alguma livraria, ir ao cinema, fazer um passeio bate e volta, sair com as minhas amigas, entre outras.

Este mês também tem eleições municipais, então eu deixei, em um compromisso no meu calendário, o número do meu candidato a vereador, para não esquecer.

Projetos

Eu tenho uma lista com todos os meus projetos em andamento e, como comentei outro dia, voltei a organizá-los por prazo de conclusão – geralmente o mês de entrega em questão.

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Bom, então, sinceramente, eu tenho que estar hoje com todos os meus projetos de setembro concluídos. E sim, isso foi feito! Na última semana, dei uma prioridade para eles, definindo ações bem certeiras para fazer ao longo da semana, me dando prazos internos, e eles foram concluídos.

Então agora eu altero a frase inicial, dizendo que se trata do meu guia para Outubro 2016 a Outubro 2017, e reviso os projetos alocados para outubro para garantir que sejam os projetos de outubro mesmo, se tem projetos demais, se algo pode ser concluído em novembro ou mesmo se falta alguma coisa.

No momento, eu tenho 28 projetos para concluir em outubro. São projetos mais simples como “Montar uma planilha com os lançamentos futuros dos meus cartões de crédito” e “Comprar presente para o Paul – Dia das Crianças”, até mais robustos ou complexos como “Colocar no ar o curso online Organize-se com Todoist em 08/10″, “Renovar o meu passaporte” e “Gravar curso online de refresh para o Nível 2″. Mas o que importa não é o volume de projetos, e sim que estejam todos muito bem definidos e com próximas ações claras. Eu consegui jogar uns 3 ou 4 para novembro, sem dramas. Quando isso envolve outras pessoas, eu costumo avisar logo no início do mês.

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Eu organizo os meus projetos e ações no Todoist.

Áreas de foco

Também costumo revisar as minhas áreas de foco pelo menos mensalmente. O propósito é garantir que estejam caminhando bem para que fiquem estáveis e tranquilas. Ontem eu postei um texto sobre como reequilibrar as áreas de foco, que foi resultado da revisão mensal que fiz delas.

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Estou usando novamente o formato de mapas mentais para trabalhar com elas, porque gosto muito do modelo e do programa (Mind Meister).

Todo mês eu gosto de definir áreas de alavanca, que darei um pouco mais de atenção ao longo de todos os dias. Para outubro, profissionalmente certamente será a área de “coaching” e, pessoalmente, “finanças”.

Outras coisas que gosto de fazer quando entra um novo mês:

  • Organizar a pasta do tickler
  • Ler alguns pensamentos que me inspiram
  • Repassar a lista de possíveis pendências do livro de GTD para fazer uma captura completa
  • Administrar minhas finanças pessoais e da empresa, fazendo um balanço geral do mês anterior e projeções para o próximo
  • Conferir se todas as contas do mês passado foram pagas
  • Personalizar as zonas da FLY Lady para as semanas
  • Revisar as listas de limpeza detalhada para definir próximas ações
  • Revisar e fechar calendário editorial do blog
  • E outras coisas pessoais

Que você tenha um feliz mês de outubro!

Reequilibrando áreas de foco

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Neste post, vou comentar um pouco sobre como tenho feito um trabalho de reequilíbrio das minhas áreas de foco. David Allen recomenda revisá-las sempre que sentir necessidade de buscar equilíbrio. Eu tenho sentido desde a mudança de casa e também com algumas mudanças de rumo profissionais. Achei que seria legal compartilhar com vocês (leia o post linkado na primeira frase para entender sobre o que estou falando caso você nunca tenha lido nada sobre áreas de foco).

areas-de-foco-profissional

Essas são as minhas áreas de foco profissional nesse momento. Eu utilizo um programa chamado Mind Meister para fazer (adoro esse programa, embora existam outros que trabalhem mapas mentais também).

Quando eu penso no meu trabalho, existem seis grandes áreas pelas quais eu sou responsável hoje, e são essas áreas acima. Cada uma delas é um mundo de coisas a se tomar conta, então até que foi fácil distinguir exatamente quais são. Uma influencia na outra, claro, mas tê-las descritas me ajuda muito na definição do meu trabalho.

Definir o seu trabalho é uma das coisas que mais fazem diferença em termos de produtividade. Se você não tiver seu trabalho definido, ficará muito mais fácil dizer sim para tudo e para todos e se sobrecarregar. Aliás, é fato: toda pessoa sobrecarregada não sabe de verdade qual é o seu trabalho. Provavelmente não tem todo o inventário de coisas que precisa completar e entregar a curto prazo, não tem ideia dos seus compromissos nem das suas responsabilidades. Uma vez que você defina seu trabalho, você consegue analisar cada uma dessas definições e se perguntar: tá tudo certo por aqui? Isso me lembra algo? Quando eu analiso essa área e penso em sua estabilidade, o que eu preciso fazer para alcançá-la?

E essa é uma análise fundamental, porque mudamos o tempo todo. Aprendemos coisas novas, evoluímos (#pokemongo), queremos fazer coisas diferentes. Quando você é promovido ou muda de emprego, por exemplo, fatalmente precisará fazer uma nova análise das suas áreas de foco, pois tem muita coisa para colocar em ordem nos próximos meses.

Depois de listar as áreas principais, eu acrescento em um segundo nível as minhas grandes responsabilidades dentro de cada uma delas. Essa “categorização” não é coisa do GTD, mas minha mesmo. Para mim, fica mais claro fazer dessa forma (primeiro nível: grandes áreas, segundo nível: responsabilidades). Já tentei de outras maneiras e posso mudar daqui a algum tempo também, porque tudo isso é muito dinâmico – lida com a maneira como eu me relaciono com o meu mundo.

Quando eu penso, por exemplo, no meu trabalho como master trainer, as responsabilidades são muitas. Mas, se eu não fizesse essa descrição, não saberia dizer quantas.

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O que isso aí em cima significa é que eu tenho essas responsabilidades como master trainer. No geral, esse segundo nível basta. No terceiro, coloco apenas detalhes que me ajudam a garantir que eu não deixe nada escapar quando revisar todas as áreas.

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“Mas Thais, o que você faz?” – fica até um pouco mais fácil responder essa pergunta quando as áreas estão definidas. 😀

Então, mensalmente, ou sempre que me sinto um pouco sobrecarregada, eu reviso essas áreas porque assim: o que é minha responsabilidade, eu tenho que dar conta. O problema é que se eu identificar que tenho mais responsabilidades do que posso abrigar, aí preciso tomar providências. As providências geralmente são delegar ou abandonar. Sempre me pergunto se sou a única pessoa que pode fazer aquilo. Em 80% dos casos, eu posso delegar. Então essa é uma análise muito bacana, que me permite ter mais foco naquilo que eu realmente preciso fazer.

Aí vem a grande jogada da coisa toda: quando uma área não está em “estado de cruzeiro” (navegando em águas tranquilas), o que eu preciso fazer para que esteja? Posso identificar projetos, que são coisas que quero concluir em até um ano e que demandam múltiplos passos. Ao identificar projetos, anoto todas essas ideias para depois esclarecer adequadamente e organizar no meu Todoist. Lá, cada projeto terá pelo menos uma ação definida que poderei trabalhar no dia a dia, e assim vou alcançando o que pretendo em cada um dos projetos e, com os projetos, a tranquilidade e estabilidade nas áreas de foco diversas.

O mesmo vale para as minhas áreas de foco pessoal, que faço em mapa separado. Por quê? Porque uma coisa é o detalhamento das minhas áreas de trabalho e outra são as minhas áreas da vida como indivíduo. Por exemplo, no meu mapa pessoal eu tenho uma área chamada “Carreira”, pois é a evolução da minha trajetória profissional, e não as minhas responsabilidades atuais no trabalho.

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Aqui aplico o mesmo raciocínio, mas de forma diferente, com uma camada a mais: em um primeiro nível, listo as áreas macro; em um segundo, as sub-áreas; e, em um terceiro nível, listo as minhas responsabilidades.

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Por exemplo, uma área de foco que é muito forte para mim é “Criatividade”. Está ligada até ao meu propósito. Por isso, ela por si só merece ser uma área macro com sub-áreas e responsabilidades.

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Você pode ver tudo isso e pensar: quanta coisa! Mas não construí isso de um dia para o outro. Fui construindo aos poucos, refletindo a minha vida como um todo. E, a cada análise (geralmente mensal), tiro e adiciono coisas novas, reescrevo para deixar mais a ver com o que sou no momento (e mais dedutivo). É realmente um mapa da minha vida atual e, com esse mapa, eu consigo pensar em todos as diversas facetas dela com o carinho que elas merecem.

Por exemplo, eu posso olhar ali, em “Saúde”, que eu tenho uma sub-área chamada “Acompanhamento médico”, que faz tempo que eu não vou ao dentista. Eu capturo essa informação para processar e organizar na minha lista de coisas a fazer da maneira mais adequada.

“Ah, mas isso é muito controle. Sou uma pessoa livre, criativa, não gosto de limites assim. Parece que você engessa tudo, não vive.” Eu ouço muito isso (o David Allen também). E vou usar a resposta dele para isso: justamente por eu ser uma pessoa livre e criativa também eu faço isso. Porque, se eu não fizer, esses pequenos detalhes chatos, burocráticos e às vezes até enfadonhos da minha vida vão ficar tomando meu tempo e energia que eu deveria estar dedicando às coisas realmente importantes para mim. Por outro lado, ao fazer essa análise, eu garanto que não vou me esquecer de nenhuma dessas coisas importantes. Vou ter sempre a oportunidade de refletir sobre as responsabilidades que eu tenho com relação ao meu filho, à educação dele, à minha saúde, à nossa casa e todas as outras áreas. Não se trata de limitação, mas de expansão.

Claro que, sem dúvida, é apenas uma escolha sobre o modo como viver a vida, que não é obrigatória de maneira alguma.

Como se organizar para arranjar um emprego

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Este webinar foi realizado para ajudar quem está procurando um emprego. São quase 40 minutos de orientações, dicas práticas e certeiras para que você se organize e encontre não apenas um emprego, mas um emprego LEGAL e coerente com quem você é ou quer ser.

Você vai aprender:

  • Como analisar seu histórico profissional e usá-lo a seu favor
  • Como analisar suas habilidades e reforçar pontos que já são fortes
  • Como delinear um caminho natural do ponto de vista de quem pode te contratar
  • Como montar e divulgar o seu currículo
  • Estratégias para conseguir o cargo que você quer
  • Como investir na sua capacitação enquanto não arranja um emprego
  • Outras possibilidades

Este curso serve tanto para quem estiver procurando o primeiro emprego quanto para profissionais experientes. Clique na imagem abaixo para acessar:

webinar-emprego

Os webinars são realizados gratuitamente ao vivo no blog e depois disponibilizados nesta plataforma a preço de custo para ajudar a custear a plataforma em si. Confira a agenda de cursos, atualizada diariamente com novos webinars e outros formatos.

Esta semana: capacitação dos instrutores

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Esta semana estou dedicada à capacitação dos instrutores no novo formato do curso de GTD (Nível 1: Fundamentos). Estou me formando Master Trainer do método e essa capacitação faz parte do processo tanto da minha certificação quanto da implementação do curso na Call Daniel. Tem sido uma semana de tantos aprendizados e tantas discussões ricas! Estou muito satisfeita com tudo e é maravilhoso trabalhar de perto com os instrutores.

capacitacao-instrutores

O que faz um Master Trainer?
É um gerente de produto. É um instrutor master que, além de ministrar treinamentos, capacita os outros instrutores e gerencia a qualidade da entrega como um todo, desenvolvendo campanhas, trabalhando em parceria com vendas, cuidando da produção dos materiais etc.

O que é o método GTD?
É um método de produtividade criado por David Allen, que uso há 10 anos e sou completamente apaixonada. O livro base do método foi publicado no Brasil com o título “A arte de fazer acontecer” (Ed. Sextante).

Quem é a Call Daniel?
A Call Daniel é a franquia brasileira da David Allen Company, detentora do método. A DAC (como chamamos carinhosamente) escolheu como estratégia ter uma única franquia em cada país para gerenciar a qualidade da entrega mais de perto. Para isso, todos nós passamos por extensos e contínuos processos de certificação. A Call Daniel tem esse nome porque seu fundador, Daniel Burd, começou trazendo o GTD para o Brasil em formato de coaching e aí acabou pegando. XD

Você certifica pessoas de fora?
Por enquanto, como parte desse processo de implementação do novo produtos, apenas os instrutores atuais da Call Daniel estão sendo certificados. Pretendemos certificar instrutores terceiros em um futuro breve, mas ainda sem previsão. Nosso foco é a implementação do novo formato dos cursos.

Quantos cursos são?
O David Allen (autor do método) desenvolveu um novo programa educacional em três níveis para aprendizado do GTD: Nível 1 (Fundamentos), Nível 2 (Projetos e Prioridades) e Nível 3 (Foco e Direção – ainda não lançado). Eu estou me certificando como Master Trainer nos dois níveis já lançados e, este ano, estamos implementando esse novo formato.

Qualquer pessoa pode participar desses cursos?
Sim! Os cursos são realizados dentro de empresas ou em turmas abertas, que visitam as capitais do país. A partir de outubro, essas turmas já estarão no formato novo e serão ministradas por mim.

O que o GTD faz?
É um método para gerenciamento da vida como um todo. Te ajuda a focar, ter mais coerência nas atividades que você emprega tempo, perder menos tempo com bobagens, lidar com o fluxo do seu trabalho e viver com mais tranquilidade (além de muitos outros aspectos).

Estou postando para avisar que estou dedicada a isso esta semana mas que minha cabeça mesmo assim está fervilhando de ideias para os próximos posts. Como comentei, estou reformulando o calendário editorial envolvendo todos os formatos de conteúdo (posts, vídeos, imagens) e logo vocês poderão acompanhar o resultado desse novo planejamento. 🙂

Espero que estejam tendo uma semana tão legal quanto a minha! Obrigada por estarem aqui.

Organizando os projetos por prazo de conclusão

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Quando eu tenho muitos projetos em andamento, eu os organizo por prazo de conclusão. Essa foi uma dica que recebi no curso de GTD Nível 2: Projetos e Prioridades, quando eu o fiz há um ano como parte do meu processo de certificação no GTD.

Vamos lembrar o que são projetos para o GTD? Tudo aquilo que leva mais de um passo para ser concluído e que eu posso concluir em até um ano.

A minha organização no GTD é muito dinâmica – mudo sempre para adequar minhas necessidades. Porém, eu percebi que ajuda muito, quando tenho muitos projetos em andamento, listá-los por ordem de conclusão. Por isso, no Todoist, eu fiz assim:

projetos-conclusao-todoist

Eu gosto de escrever em inglês para aprimorar meus estudos no idioma. Mas, basicamente, lá em cima estou dizendo que são minhas diretrizes para um ano: de setembro 2016 a setembro 2017. Se meus projetos são tudo aquilo que eu quero concluir em até um ano, ter essa frase (que vou atualizando na virada dos meses) me ajuda a ter esse cenário em vista.

Então eu organizo os projetos de acordo com o que tem que ser finalizado ainda este mês, mês que vem, até o final do ano, até o primeiro trimestre do ano que vem, até o segundo trimestre e até setembro, daqui a um ano. De modo geral, a organização fica assim: este mês, mês que vem e, depois, por trimestres, até a conclusão de um ano.

Coloco uma fogueirinha nos projetos do mês atual porque sei que eles são mais urgentes, digamos assim. Não gosto muito do uso da palavra “urgente” mas acho que, neste caso, explicita bem o que quero dizer.

significado-urgente

No ano passado, eu fiz um post falando um pouco sobre organizar projetos por prazo de conclusão e uma priorização que estava fazendo para eles caminharem bem. Essa tal priorização que eu cito não é padrão do GTD, ok? É uma coisa minha mesmo. Hoje já não faço daquele jeito. Estou fazendo assim:

Quando for uma ação relacionada a um dos projetos que eu preciso terminar no mês atual, eu marco com prioridade 1, pra tarefa ficar vermelhinha. Quando for uma ação para projetos do mês que vem, marco como prioridade 2 (laranja). Demais ações de projetos marco como prioridade 3 (amarelo) e, ações avulsas, prioridade 4 (branco). Funciona bem para mim porque sou uma pessoa visual e esse tipo de “bobagem” (não acho que seja bobagem – é um termo carinhoso) me ajuda no dia a dia.

acao-prioritaria

Outra coisa que tenho feito é revisar os projetos deste mês com mais frequência, para garantir o foco. Não que eu foque apenas neles (isso fugiria do conceito de próxima ação do GTD, que é você aproveitar suas janelas de tempo para ir executando o que puder, dentro do contexto apropriado), mas eu gosto de garantir, sempre que possível, que eles estejam “correndo”. Eles são mais prioritários que os outros porque precisam ser concluídos logo, e isso é algo que tem a ver com o GTD (prioridades / horizontes mais elevados).

Muito do que eu estou falando pode parecer grego ou muito avançado para quem está começando. Por favor, não queira comparar o uso e modelo de personalização de uma pessoa que usa GTD há dez anos e trabalho com isso com o início da sua implementação. No começo, tudo o que você precisa ter é uma lista de projetos.

O que precisa acontecer para você estar realmente presente?

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Essa pergunta vai mudar toda a sua organização pessoal, se você permitir.

O que traz estresse? O excesso de preocupações. Estar em uma reunião pensando no que deveria estar fazendo, nas contas a pagar, nos prazos e naquele monte de outras coisas que te tiram a atenção do momento presente.

Ao mesmo tempo, o que é desorganização? É você chegar na reunião sem ter se preparado. Não ter pago as contas. Não conseguir cumprir seus prazos.

Quando você tem todas as informações necessárias em uma agenda (compromissos, ações com prazo e informações importantes para determinados dias), você consegue abrí-la semanalmente e pensar, para cada item: o que precisa acontecer para eu ficar tranquilo com relação a isso? O que precisa acontecer para eu estar realmente presente nessa reunião?

A resposta vai denunciar o básico que você precisa fazer. Preparar uma pauta para a reunião com o seu gestor. Separar as contas que vencem esta semana para pagar na segunda. Reservar um tempo na terça para trabalhar em um prazo que vence na quinta.

Somos tão atropelados pela demanda que esquecemos a coisa mais básica, que é viver um dia de cada vez. Esse planejamento semanal permite isso. Porque, a cada dia, você abre sua agenda e sabe o que efetivamente precisa ser feito. Por isso não dá para inserir coisas aleatórias na agenda. Ela precisa ser um retrato fiel do seu dia, daquilo que você realmente precisa fazer, sem falhas.

E, no dia, repita a pergunta: o que eu preciso fazer para estar completamente presente? Isso na sua casa, no seu trabalho, no jantar com os amigos. Se você toma providências antes, consegue aproveitar o durante e capturar ideias para o depois, de modo que não se preocupa. Você lida com as coisas, em vez de se preocupar com elas.

Uma única pergunta que muda tudo. Não acredita? Experimente.

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