O que eu preciso ter para me planejar?

Quando se fala em planejamento, duas coisas vêm à mente: 1) afffff, dá trabalho e 2) não tenho o que precisa. Balela! Você já tem tudo o que você precisa: sua mente. E, é claro, papel e caneta, ou qualquer ferramenta que você normalmente utiliza para fazer anotações.

É importante entender que o planejamento não é um evento, ou algo que a gente faz só de vez em quando. Planejar as nossas atividades, com variadas frequências, faz parte da vida. Todo mundo já se obrigou a sentar e fazer uma lista de tarefas para se organizar em um dia cheio de coisas para fazer, assim como já fez uma lista de resoluções ou metas para o ano novo. Planejar faz parte da nossa vida e é tão importante quanto qualquer outro tipo de atividade. Não é algo para fazer “se der”. É algo para fazer justamente “para dar”! Para ter tempo, para antecipar as coisas, para não sair atropelando tudo e fazendo de qualquer jeito.

Existem diversos tipos de planejamentos e eu vou citar os que eu recomendo:

  • Planejamento por frequência: anual, mensal, diário etc.
  • Planejamento por situação ou projeto: viagem, volta às aulas, mudança etc.

O planejamento por situação é aquele que normalmente a gente faz quando sente necessidade de organizar alguma coisa. Quando uma equipe se junta para definir as fases de um projeto da empresa, ou quando você planeja o roteiro de uma viagem que irá fazer. Esses planejamentos dependem muito de cada situação e da complexidade da mesma. Você pode ter projetos simples (organizar a viagem do final de semana), assim como alguns mais complexos (implementar um novo sistema de intranet na empresa).

A coisa pode se aprofundar tanto que existe algo chamado gerência de projetos, com curso, certificação, especialização e muitos estudo envolvido. Caso você se interesse, é uma área profissional muito ampla para você curtir. E é claro que, para os seus projetos pessoais (seus como indivíduo, mesmo os projetos de trabalho, que você é responsável), você não precisa saber tudo isso. Para esses projetos, você pode usar algo mais simples, porém muito legal, chamado Planejamento Natural de Projetos, que vem do GTD (um método de produtividade criado por David Allen e que eu, Thais, utilizo há muitos anos).

O planejamento por frequência é o que deixa a vida mais interessante porque é uma maneira de manter a vida sob controle e com perspectiva. As prioridades ficam claras. Nada passa desapercebido. Você prevê situações, se antecipa, e consegue ter uma vida mais organizada.

Por que é importante, por exemplo, fazer um planejamento anual? Nós vamos ver em um post futuro como fazer exatamente, mas a ideia é ter uma visão geral do ano que está vindo, férias (suas e dos seus familiares ou colegas de trabalho, que impactam diretamente na sua vida), viagens, feriados, sazonalidades, grandes eventos, aniversários. Com isso, dá para ter um panorama do ano novo e prever alguns acontecimentos, ou até mesmo verificar que época seria legal para iniciar determinados projetos (ex: reforma da cozinha). Também serve para analisarmos nossos objetivos de médio e longo prazo e verificar se estamos no caminho certo.

Cada frequência de planejamento traz seus benefícios. O planejamento semanal, por exemplo, dá mais controle de prazos, compromissos e deslocamentos. Todos os planejamentos por frequência nos ajudam a ter uma vida mais tranquila e organizada.

planejar

Sobre ferramentas, repito o que falei lá no começo: você precisa apenas da sua mente, papel e caneta. Mas claro que você pode usar ferramentas tradicionais de organização, como agendas, cadernos fofos, post-its e canetas coloridas. Fique à vontade para usar aquilo que você curte mais, porque gostar do processo é parte importante desse planejamento. Nada de usar uma planilha se você detesta aquele visual. A efetividade da organização tem tudo a ver com a gente respeitar a nossa essência, porque só assim consegue fazer com ela se torne um hábito real.

Conte-me um pouco como são os seus hábitos de planejamento hoje aqui nos comentários. Você já costuma planejar os seus projetos? E esses planejamentos por frequência (mensal, anual), você já faz? Obrigada pela participação desde já!

Fazer do dia a dia suas férias

Eu tinha me programado para tirar férias na última semana de outubro. Venho tirando uma semana de férias a cada três meses desde que comecei a trabalhar de forma autônoma e, apesar de parecer uma boa ideia no começo, com o tempo se mostrou um pouco inviável.

Primeiro, porque nem sempre meu marido e o nosso filho estão de férias também. Isso inviabiliza viagens e passeios com eles, e acabo ficando em casa.

Segundo, porque mesmo de férias do trabalho, eu acabo fazendo coisas em casa que são parte da rotina. Em resumo, não saio de férias.

Então comecei a pensar o que me atraia nas semanas de férias que eu tinha em mente originalmente. E o que me atraía era a possibilidade de viajar, claro, mas também de descansar mais, não usar tanto tecnologia e curtir o ambiente em que eu estivesse. Praia, montanha, novos lugares, o que seja.

Foi quando eu percebi que existem dois tipos de férias: aquelas que você viaja para conhecer um lugar novo e aquelas que você simplesmente dá um tempo para descansar. Então a minha estratégia de uma semana de férias estava falhando nos dois formatos. Eu não conseguia nem viajar nem “dar um tempo”. Eu precisava de uma nova estratégia.

Para viajar, é necessário espaçar mais os dias. Não tem graça ficar pouco tempo, especialmente em viagens de longa distância.

Para descansar, viagens curtinhas servem. Mas, principalmente, o impacto maior está no dia a dia. Em torná-lo uma versão mais leve, de modo que as tais férias para espairecer não sejam tão necessárias.

Vejam, eu amo o que eu faço, mas levo uma rotina pesada. São muitos eventos, viagens. Se eu não tornar essa rotina mais leve, vou querer uma semana de férias sempre, mas dificilmente vou conseguir também, porque são muitos eventos sequenciais.

Eu tomei a decisão, então, desde que mudei, de transformar a minha casa em uma espécie de pousada de férias. O que me atrai nas pousadas? Café-da-manhã gostoso, tomado com calma. O ambiente de hotel, que não tem tantos objetos – só o necessário. Sempre limpo. O ar descompromissado, leve, de que cada dia é uma nova descoberta.

Olho para o meu quarto e me pergunto se ele é aconchegante como um quarto de uma pousada em uma montanha. Olho para o meu banheiro e me pergunto se ele é refrescante como uma tarde de verão depois de voltar de um banho de mar. Pode parecer muita viagem, mas tem funcionado. Esse novo olhar me possibilitou manter menos coisas em casa e a curtir mais o meu dia a dia.

Especialmente, olhar para os ambientes pensando em suas funções e zonas de trabalho. Uma poltrona na sala para fazer um cantinho de leitura? Por que não? Uma cozinha absolutamente funcional, com o mínimo necessário? Sim. Um quarto cujo foco é ser aconchegante? Exatamente.

Já temos oficialmente o melhor lugar da casa? ( ) sim ( ) com certeza

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Ter menos coisas torna a vida mais leve. Ter menos coisas não só em casa, como na vida. E eu sei que é difícil, mas tudo isso vem do foco correto. Depois que eu percebi que deveria transformar a minha rotina como se eu estivesse de férias todo o tempo, as coisas ficaram infinitamente mais leves.

E isso não quer dizer que eu trabalhe menos, por exemplo. Muito pelo contrário – tenho trabalhado muito. Mas eu estou alternando mais os tipos de atividades e, da mesma maneira que ler e-mails é importante, ler uma revista na hora do almoço também é. Tomar um chá no final da tarde lendo um texto para o trabalho, sentada na minha poltrona favorita. Acordar mais cedo, aproveitar o dia. Não é por que estou em uma cidade praiana a trabalho que vou responder meus e-mails no lobby do hotel.

Fazendo a minha revisão semanal com boa perspectiva. Doing my weekly review with good perspective. #gettingthingsdone #vidaorganizada

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Cada vez mais eu acredito que, se a gente fizer da nossa vida uma vida legal, não precisa fazer pequenas pausas para fugir dela apenas para descansar. É um desafio diário, mas extremamente compensador. E também não tem problema nenhum fazer isso. O que eu quero dizer é que a gente não precisa depender apenas desses momentos para ter uma vida mais tranquila e descansada.

E ah, não estou falando sobre viajar. Viajar é outra coisa. Ficam para outro post as resoluções tomadas aqui. 🙂

Conceito de produtividade para o GTD

Vamos entender qual o conceito de produtividade para o GTD porque esse entendimento é importante para sabermos quais os objetivos do próprio trabalho com o método. Para que implementar um método de produtividade? O que é produtividade para o GTD? São essas perguntas que este post pretende responder.

Ser produtivo, de acordo com o método GTD, é estar apropriadamente engajado no que quer que você esteja fazendo – relaxado, com foco e com as coisas sob controle.

É a habilidade de responder, reagir a partir de um estado relaxado ou de prontidão.

Vamos falar sobre esses dois estados (relaxado e prontidão). Existem dezenas de estudos na área das ciências cognitivas que provam que alternar períodos de concentração com períodos de descanso faz com que o nosso cérebro trabalhe melhor.  Ou seja: para que a gente consiga fazer as coisas bem, precisa ter estados regulares de relaxamento, que vêm de momentos de reflexão, devaneios e até de quando estamos dormindo.

Não sei se vocês já ouviram falar em uma história do Paul McCartney, ex-Beatle, da época em que estava envolvidíssimo na Beatlemania (1965), turnê, muitos shows, tendo que gravar um disco e compôr às pressas. O processo criativo não é fácil e não pode ser forçado. Ele estava cansado. Em um belo dia, ele deu uma chutada no balde e foi para a casa da noiva descansar e dormir, e acordou bem, assobiando uma melodia que lhe parecia familiar, mas não muito, e foi para o piano continuar a sua composição mais famosa de todos os tempos: ‘Yesterday’ que, junto com tantas outras, levou os Beatles a outro nível de composição, produção musical e qualidade.

Aqui de boa compondo a música do século
Aqui de boa compondo a música do século

Mas você não precisa ser um Beatle para que isso aconteça com você. Tenho certeza que você já teve uma ideia incrível para algum projeto enquanto estava tomando banho. Ou dirigindo. Ou de férias. Ou colocando a cabeça no travesseiro para dormir. Por que essas coisas acontecem? Sim, você deve ter chutado certo: porque a sua mente está em um estado de relaxamento. Porque, apesar de você estar “colocando a sua mente para relaxar”, ela continua trabalhando em segundo plano, tendo ideias. E o que o GTD propôe, então, é que a gente traga esse estado ótimo para o dia a dia, de modo que nossa mente funcione bem, nesse estado relaxado, não só quando estamos dormindo, tomando banho ou lendo um livro. Trazer essa alternância para o dia a dia faz com que usemos a nossa mente para o que ela faz de melhor: ter ideias, ser criativa, focar quando tem que focar.

Nós precisamos desse estado de relaxamento para criar coisas legais no nosso dia a dia, independente do trabalho que a gente tenha. Seja você publicitária, músico, dono de casa ou diretora de uma multinacional, a criatividade faz parte do seu dia a dia, porque soluções precisam ser tomadas o tempo todo. O foco precisa ser redirecionado. E para isso a gente tem que estar a um clique dessa prontidão.

O “clique” da prontidão representa todas as coisas: um quadro que eu queira pintar, um post que eu vá escrever para o blog, a lição que eu vá fazer com o meu filho, a proposta de trabalho que eu vá redigir, a reunião de trabalho que eu estou entrando com meu cliente, a receita que vou cozinhar para a minha família esta noite, o plano de negócios que vou formular, a conversa definitiva que terei hoje – o resultado de toda energia criativa produzida no mundo.

O que a gente diz ao deus da procrastinação? Hoje não!
O que a gente diz ao deus da procrastinação? Hoje não!

Os estados de relaxamento nos ajudam a ter novas ideias e perspectivas. Se ficarmos o tempo todo concentrados no trabalho ou nas nossas atividades que demandam alta concentração, sem tais períodos de descanso, as ideias não aparecerão. Não temos como recarregar as baterias. Não ganhamos perspectiva. Ambos os estados são importantes igualmente. Muitas vezes, a coisa mais produtiva que você pode fazer em um determinado momento é tirar uma soneca para ficar bem e depois continuar com energia alta o que estava fazendo.

Logo, esteja você relaxado ou em estado de prontidão – você consegue reagir. Você consegue se engajar no que quer que queira se engajar naquele momento, relaxado, focado e com as coisas sob controle.

Todo mundo tem seus hobbies
Todo mundo tem seus hobbies

E um outro ponto muito importante sobre ser produtivo para o GTD é que você não precisa ser produtivo 100% do tempo. Ninguém é. Nem o David Allen é. O grande segredo de tudo é você saber identificar quando você não está sendo produtivo e saber retomar seu estado de produtividade. E aqui que entra a importância de um método – a importância do GTD. Porque aí o David traz o negócio mastigadinho – tó aqui e aplica cinco passos e retoma sua produtividade.

Não se engane: a vida é desenhada pra te tirar dos eixos mesmo! Te fazer cair da prancha, levar um caldo e querer que você desanime, desista o tempo todo. É um 7×1 diário. São imprevistos, urgências, circunstâncias não planejadas e às vezes até oportunidades muito legais – mas que apareceram na hora errada, gerando confusão e aflição – que nos desequilibram.

O GTD foi feito para nos ajudar a voltar para o caminho, aconteça o que acontecer. Com um sistema confiável atrás de você – um sistema que você confie e que possa usar quando você mais precisar (justamente em situações como essas que eu citei) – você vai estar muito mais preparado para encarar qualquer onda que vier na sua vida e no seu trabalho.

Pra falar a verdade, só cai da prancha quem tem coragem de se arriscar a subir nela, então fique feliz por cair e ter a chance de subir de novo.

O GTD é um negócio para a vida, que estará sempre ali com você, dando suporte aos maiores movimentos e às grandes mudanças da sua vida, e te lembrando que você sempre pode subir de novo, não importa o tamanho da onda. Bora!

Imagem: Huffington Post
Imagem: Huffington Post

E ah! Ninguém está buscando qualquer nível de perfeição aqui também. Como eu falei, ninguém se sente produtivo 100% do tempo, nem o David. O ponto chave aqui não é estar sempre produtivo, mas saber reconhecer quando você não está e utilizar isso como meio para voltar a se sentir assim. É igual andar de bicicleta: você tem que ficar meio esperto porque qualquer vacilada para o lado você se equilibra novamente. Com o passar do tempo, você vai aprendendo a ficar mais confortável com essa “volta”, e isso te dá a liberdade de se deixar sair do controle das maneiras mais criativas e produtivas possíveis, se você quiser ou precisar.

2 lições de planejamento para você aplicar na sua vida

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Em dezembro, nós realizamos uma reunião de planejamento do Vida Organizada para 2016 e além. Quando digo nós, me refiro a mim, a Carol (que está se capacitando para ser instrutora) e o Marcos (que cuida da parte comercial). Também tivemos uma convidada especial. 🙂 Essa reunião foi para conversarmos sobre ideias para o Vida Organizada como instituição – não apenas o blog, mas cursos e outras iniciativas.

São dois os exercícios desse planejamento que eu queria compartilhar com vocês porque podem ser aplicados à organização da vida como um todo:

  1. Eu pensei no Vida Organizada daqui a 50 anos. O que quero ter alcançado? Que legado quero deixar com essa minha criação? E isso me deu perspectiva. Fez ver que meu trabalho “corporativo”, digamos assim, está muito mais voltado para o GTD, e que o Vida Organizada se volta para o conteúdo, meus livros, cursos que, de alguma maneira, tenham a ver com essa educação sobre organização pessoal (mudança de hábitos etc). Esse exercício também me fez pensar na vida. E quanto a mim? Como eu me vejo daqui a 50 anos? Será que ainda estarei aqui? Se não, que marca quero ter deixado no mundo? Qual será o meu legado? E acredito que esse seja um exercício muito útil e de grande reflexão a ser feito por todos nós.
  2. Pensar o planejamento da vida, dentro de tudo aquilo que a gente já sabe sobre horizontes de foco, mas planejar os compromissos, de fato, por trimestre. Essa ideia na verdade eu tirei do Steve Jobs e da estratégia de lançamento de produtos da Apple. Penso que faz muito sentido ter uma pipeline de coisas que quero que aconteçam e, dentro disso, distribuir as “entregas” de 3 em 3 meses. Durante o trimestre, foco total nessas entregas. Isso tem sido muito legal porque, por exemplo, consigo ter mais noção do que será da minha vida até março. Até o final de janeiro, vou fechar a “programação” do segundo trimestre (abril, maio e junho). É valioso porque pode ser difícil planejar um ano inteiro e, talvez, de mês em mês, a gente perca um pouco a visão macro das entregas (e, quando digo entregas, me refiro desde projetos no trabalho até viagens de férias). O acompanhamento dos objetivos fica mais claro também.

Enfim, são dois exercícios fundamentais e que tenho usado não só com o Vida Organizada, mas em minha própria vida. Achei que pudesse inspirá-los de alguma maneira também.

Sobre agenda, gostos pessoais e produtividade

Imagem: Lindsey Wilson
Imagem: Lindsey Wilson

Ontem eu vi um vídeo muito bacana gravado pela Rita e fiquei pensando sobre o assunto “organização pessoal”. A reflexão gerou um pequeno texto que eu gostaria de compartilhar aqui no blog.

Basicamente, o “como se organizar” varia muito de pessoa para pessoa e, mesmo para um único indivíduo, pode variar bastante, pois temos diversas fases e momentos na vida em que temos necessidades diferentes. Eu já comentei sobre isso no blog, mas acho sempre importante relembrar porque o objetivo aqui não é dar o peixe, mas ensinar a pescar.

Por exemplo: estou em um período bem corrido, com muitas pendências para resolver pré-férias, e decidi me organizar “no papel” novamente. Tenho fases em que prefiro usar aplicativos, celular, tablet, agenda eletrônica, mas tenho fases em que sinto uma necessidade enorme de desenhar e escrever. Eu sou uma pessoa absolutamente visual e preciso fazer isso para aprender e refletir, e mesmo utilizando aplicativos eu ainda utilizo bastante o papel. Estava considerando comprar um quadro branco para pendurar em casa e fazer mapas mentais sempre que precisasse tomar decisões ou estudar algum assunto, para vocês terem uma ideia, mas folhas de sulfite atendem por enquanto (é menos ecológico, mas também é uma coisa a menos para comprar).

Como a Rita comentou, também funciono melhor se planejar o meu dia. Se eu tiver uma lista de coisas a fazer “quando der”, tenho dias em que estou muito produtiva e acabo fazendo, mas no geral eu acabo fazendo somente o que está estabelecido para aquele dia. Funciono assim. Se eu tiver 35 tarefas para um dia, executo as 35 tarefas. Se eu tiver só 3… faço as 3 e levo as outras tarefas em um ânimo bem mais low-profile. Sou metódica. Mas isso também é uma coisa que consigo administrar bem pela experiência que tenho de saber o quanto consigo executar em cada dia, o que precisa ser feito no dia em questão. No geral, a gente peca pela falta de experiência e enche a agenda de tarefas que vão sendo rabiscadas e passadas de um dia para o outro, simplesmente. Se isso estiver acontecendo, você precisa de um sistema diferente. Vá testando até encontrar o que funciona melhor para você.

Tenho um post sobre o uso da agenda com cores diferentes e bullets, e estou usando algo semelhante no momento. Se eu conseguir, antes de sair de férias, escrevo um post mostrando a minha agenda atualmente. Mas fica aqui o incentivo para que você não se prenda a um único método ou ferramenta de organização, e sim busque aquilo que esteja atendendo suas necessidades no momento. E que é super ok mudar, se aquilo não te atende mais.

Como organizar: Aprendizado de um idioma

Imagem: Blue eye, brown eye
Imagem: Blue eye, brown eye

Olá pessoal! Hoje vim escrever um pouco sobre o planejamento para aprender um novo idioma. Estou passando por isso no momento, para aprender espanhol, e pretendo fazer um segundo post depois, contando o que deu certo ou não.

No meu caso, eu sou aquela pessoa que não sabe pronunciar nem “mojito” direito. Preciso começar do zero mesmo. O primeiro passo, então, é descobrir em que nível de aprendizado você está – qual sua situação atual. Porque sim, pode ser que você já tenha alguma base… Ano retrasado, quando estudei inglês, eu já parti direto para um curso de conversação, porque era minha necessidade naquele momento e eu já tinha uma base teórica relativamente ok. Identifique qual seu nível de conhecimento antes de mais nada.

O segundo passo é saber qual o seu objetivo. Para que você quer aprender esse idioma? Alguns exemplos:

  • Viajar nas férias para um país onde esse idioma é falado
  • Mudar para um país diferente
  • Trabalho
  • Ministrar um curso em outro idioma
  • Simplesmente hobby

Conhecer seu objetivo é fundamental, porque isso vai direcionar o tipo de estudo que você vai ter. No meu caso, eu preciso aprender espanhol por causa do meu trabalho. Logo, o foco deve ser o aprendizado rápido e a conversação. Uma pessoa que queira estudar um idioma somente por hobby pode fazer isso de forma muito mais devagar, utiliizando outros materiais. É outra pegada.

Saber qual seu objetivo também te dará uma noção da prioridade e do prazo que você tem para aprender esse idioma. São noções importantes em qualquer projeto.

Depois de definir seu objetivo, você precisa aceitar suas condições de dinheiro e de disponibilidade de tempo. Quando você poderá estudar? Uma vez por semana, duas horas? Três vezes por semana, uma hora cada? Somente aos finais de semana? E recursos financeiros, você tem? Quanto poderá investir nisso? 100, 200, 500 reais por mês? São limitações importantes que devem ser levadas em consideração. Avalie também suas possibilidades de deslocamento.

Até agora, você já sabe:

  • Seu nível no idioma
  • Por que precisa ou quer aprendê-lo
  • Qual sua prioridade
  • Em quanto tempo precisa aprender o idioma
  • Quanto dinheiro tem para investir
  • Quanto tempo pode disponibilizar
  • Como pode se deslocar (ou não)

Vamos dar como exemplo uma pessoa que precisa aprender inglês para ir para a Disney nas férias, que acontecerão em setembro.

  • Nível no idioma: Básico, só o que aprendeu na escola. Não sabe falar nada.
  • Objetivo: Se virar bem nas férias.
  • Prioridade: Alta, porque o acontecimento tem data (menos de um ano).
  • Prazo: Sete meses.
  • Dinheiro: Até 300 reais por mês.
  • Tempo: Disponível para fazer até duas aulas por semana no máximo, de cerca de uma hora de duração, ou aos sábados de manhã.
  • Deslocamento: Não dirige, então depende de transporte público. Tem uma escola de idiomas a poucos quarteirões de casa.

Bem, a necessidade dessa pessoa é a seguinte: ela precisa se virar quando viajar para a Disney, mas não precisa de um nível avançadíssimo em gramática, por exemplo. Logo, ela não vai ingressar em um curso extensivo, que não lhe ensinará o que ela precisa para ir viajar em poucos meses. Ela pode procurar a escola perto da sua casa para expôr seu objetivo e conhecer as opções. Geralmente as escolas de idiomas têm diversos planos adaptáveis a essas situações.

Formatos

Você aprender um idioma das seguintes formas:

  1. Fazendo um curso em uma escola de idiomas
  2. Fazendo um curso online, geralmente de conversação
  3. Estudando sozinho(a)
  4. Conversando com amigos fluentes no idioma, para treinar
  5. Fazendo aulas com um(a) professor(a) particular
  6. Convivendo com pessoas que falam esse idioma o tempo inteiro, se virando e aprendendo

A escolha depende de cada um, depois de analisar todos os pontos anteriores. Eles devem ser levados em consideração, mas a decisão é pessoal. Uma combinação dos formatos sempre otimiza o aprendizado.

No meu caso, por exemplo, eu não tenho como me deslocar para fazer um curso de espanhol em uma escola. Meus horários variam bastante e eu preciso adaptar meus estudos a isso. Como também não pretendo ficar anos e anos estudando, quero algo mais rápido e efetivo, voltado à conversação. Por esses motivos, eu optei por fazer aulas com uma professora particular a cada 15 dias e estudar sozinha em casa nos intervalos. Foi a opção que se encaixou melhor na minha vida no momento. Depois de um tempo, pretendo contar aqui como foi.

Uma dica que todo mundo costuma dar quando a gente quer aprender um idioma é inserí-lo no dia a dia, seja mudando a configuração no Facebook (para ficar no idioma desejado) ou colocando post-its pela casa, com o nome das coisas. Também vale a pena ler notícias, sites, textos e livros simples, para se acostumar com o vocabulário. Treinar é fundamental! Portanto, tente escrever pequenas frases e parágrafos sem consulta, para ver quais são as dificuldades ao formar frases e estudar o que for ponto fraco. Também existem aplicativos com jogos e outras funções para aprender idiomas. E lembre-se de ouvir músicas naquele idioma, para decorar e pegar vocabulário, gírias e expressões.

Prometo voltar com esse assunto daqui a alguns meses para compartilhar a minha experiência. Espero que o post ajude quem esteja pretendendo aprender um idioma novo e não tenha ideia de por onde começar. Se você também tiver dicas, por favor, deixe nos comentários! Obrigada!

Visite seus familiares mais velhos para lhes fazer companhia

Imagem: Gaetano Bellei
Imagem: Gaetano Bellei

Certamente o principal receio da maioria das pessoas quando envelhecem é o medo de ficarem sozinhas. E com razão, não é? Os filhos crescem, se casam, têm sua própria vida, sua própria correria e seus muitos problemas. Nós conhecemos o cenário porque passamos por isso. Mas precisamos ficar atentos para não nos esquecermos dos familiares mais velhos. Eles sentem a nossa falta e, mesmo que não sejam tão próximos como um pai ou uma avó, vale a pena planejar uma visitinha de vez em quando para que eles se sintam amados e contentes por conversar com alguém que não vêem há tanto tempo.

Aproveite que agora é o período de férias escolares e leve suas crianças para fazerem uma baguncinha (no bom sentido) na casa dos tios, avós, bisavós. Se você não tiver filhos e for uma pessoa muito ocupada, planeje um final de semana, ou um dia do final de semana, para fazer essa visita e passar a tarde conversando, dando atenção. E não precisa fazer isso só nas férias não! Faça com uma periodicidade maior. Sei que ninguém tem tempo, mas as pessoas continuam existindo independente de não estarmos com elas, e elas sentem a nossa falta.

Procure não fazer da sua visita um trabalho. Lave a louça, não suje nada, não faça bagunça e não incomode. Se puder, leve alguma coisa para comer, como a torta preferida do seu parente ou algum presente que ele ou ela vá gostar. Mas não pense no gasto em dinheiro que vai ter. Uma foto ou flor pode ter mais efeito que algo que você tenha comprado.

Esteja presente também de outras formas. Que tal planejarem uma viagem juntos? Ou incentivar essa pessoa a ler um livro, ver um determinado filme ou mesmo fazer um curso para desenvolver um novo hobbie? No dia a dia, procure arranjar tempo para telefonar. Não precisa ficar três horas no telefone – apenas diga que ligou para dizer olá.

O que não vale é viver a vida e dizer que não tem tempo para se dedicar a eles, tá bem? Um dia você vai chegar lá também. Especialmente para quem tem filhos, é importante plantar o exemplo para colher no futuro.

30 atitudes mais saudáveis para você implementar no seu dia a dia agora mesmo!

Este texto foi originalmente publicado no site E-Cycle, parceiro do blog. Para conferir o texto original, clique aqui.

Toda hora é hora para refletir sobre os atos cotidianos, no que diz respeito ao meio ambiente e a sua saúde, e modificá-los. Como mudar nunca é fácil, comece aos poucos, informando-se, primeiro, sobre sustentabilidade e meio ambiente e participando de grupos e fóruns para conhecer pessoas que estejam na mesma pegada e se inspirar. Abaixo, listamos algumas dicas para você mudar de atitude:

1. Leia os rótulos dos alimentos – os ingredientes listados lá podem fazer você perder o apetite! Por isso, ao criar esse hábito, você ficará mais propenso a comprar alimentos naturais, como frutas e vegetais;

2. Leia livros relacionados ao tema – uma sugestão é a obra O mundo é o que você come, de Barbara Kingsolver, em que a autora relata sua experiência de consumir, durante um ano, somente alimentos locais e orgânicos. Para isso, Barbara e sua família tiveram que se mudar para uma fazenda, a fim de produzirem seus próprios mantimentos. Detalhe: ninguém tinha experiência com produção agrícola. Misturando aventura, memória e jornalismo, a autora dá dicas de pratos saudáveis e comenta sobre os mecanismos de produção agrícola nos EUA – nem todos admiráveis.

Outra indicação é o livro O Dilema do Onívoro, de Michael Pollan, que trata das etapas da produção de uma refeição (desde a caça até a produção industrial) e as consequências desses processos no meio ambiente, na nossa saúde e na economia;

3. Liste os produtos químicos usados por você no dia-a-dia – escreva em um papel todas as substâncias químicas que você utiliza, como shampoos, cremes, detergente. Depois, tente substituí-las por outros produtos naturais (visite a nossa seção Dia-a-dia para algumas dicas);

4. Conheça seus vizinhos – uma relação forte com as pessoas ao seu redor também promove uma vida sustentável. Aproveite e compartilhe com eles suas descobertas, suas práticas sustentáveis e os incentive;

5. Descarte de forma correta seu lixo – confira aqui locais para descartar conscientemente o seu;

6. Dê preferência aos materiais recicláveis e econômicos – use sacolas recicláveis. Evite comprar papel toalha e água engarrafada. Invista nas lâmpadas LED oufluorescentes, que têm como vantagem um melhor aproveitamento de energia (as lâmpadas incandescentes desperdiçam 80% da energia em forma de calor) e maior durabilidade (dez vezes mais);

7. Compre produtos de segunda mão – frequente brechós; promova uma troca de utensílios entre você e seus amigos ou participe de grupos virtuais que incentivem essa prática (confira mais algumas dicas na seção Vestuário).

8. Compre ovos de galinhas criadas ao ar livre – vantagem: ovos ricos em vitamina A, menos colesterol, já que essas galinhas não comem alimentos geneticamente modificados, e não sofrem pressão para procriarem;

9. Experimente a compostagem – em vez de jogar no lixo os restos da refeição, transforme-os em adubo (veja mais aqui);

10. Ande de bicicleta – já que o tempo é cada vez mais escasso, aproveite e pratique um exercício no caminho ao trabalho, escola, faculdade. Assim, além de você contribuir para o meio ambiente, você dedica algumas horas do dia a sua saúde;

11. Prefira carros pequenos – além de serem mais práticos na hora de achar uma vaga no estacionamento, consomem menos combustíveis e são mais práticos para limpar. E, se possível, reabasteça sempre utilizando álcool;

12. Deixe as roupas secarem no varal – em vez de utilizar o ferro e a secadora, economize e contribua para o meio ambiente, deixando-as secarem ao sol;

13. Coma menos carne – substitua por frutas, legumes e vegetais, que, conforme vários estudos, fazem bem à saúde, pele e corpo. Você pode começar sendo vegetariano uma vez por semana;

14. Visite uma fazenda em que os animais e os produtos são criados de forma sustentável – um exemplo é a Fazenda Santa Isabel, em Monte Alegre do Sul-SP, onde é possível andar a cavalo, colher frutas e experimentar alguns quitutes produzidos no local, “de forma artesanal”.

15. Passe as férias em casa – uma ótima opção não só para economizar dinheiro, mas também para refletir sobre a vida, organizar a casa, curtir a família e preservar o meio ambiente.

16. Tome banhos rápidos – além de economizar água e energia, você poupa de 95 litros a 180 litros de água (quantidades, estas, consumidas em um banho demorado). Se estiver calor, dê preferência a banhos frios para economizar ainda mais energia. E não se esqueça de desligar o chuveiro antes de tirar a roupa para entrar no box ou enquanto se ensaboa;

17. Dê caronas – uma ótima oportunidade para você conhecer pessoas novas e poupar emissões de gás carbônico. Existem alguns sites gratuitos que aproximam as pessoas interessadas em dar caronas e as que estão em busca de uma. Para isso, é preciso se cadastrar e indicar seu trajeto. Alguns deles são o Carona Brasil e o Caronas;

18. Imprima utilizando ambos os lados da folha – o papel é um dos produtos que mais causa impacto ambiental. Para se ter uma ideia, na produção de uma tonelada de papel, são utilizadas de duas a três toneladas de madeira, além de uma grande quantidade de água, energia e produtos tóxicos. Para contornar essa situação, escreva e imprima nos dois lados da folha e só use o papel quando for estritamente necessário;

19. Reaproveite as sobras de comida – congele-as ou invente um outro prato com elas (veja aqui mais dicas sobre como reaproveitar alimentos);

20. Guarde sementes – com isso, você pode criar certos vegetais em seu quintal ou horta caseira, além de contribuir para a diversidade genética do nosso abastecimento alimentar;

21. Torne-se minimalista – compre menos coisas. Questione se você realmente precisa do produto antes de comprá-lo. Desse modo você contribuirá para a redução do consumo/desperdício;

22. Compre frutos do mar sustentáveis – antes de comprar um peixe, se possível informe-se sobre o modo de captura deste (armadilha e linha de anzol são os mais recomendados, pois são seletivos e sustentáveis);

23. Evite usar o elevador e faça mais uso das escadas – assim, sem ir à academia, você faz exercícios aeróbicos. Entre os benefícios apontados por educadores físicos estão: pernas fortalecidas e melhora do condicionamento vascular;

24. Peça alimentos locais – vai contratar um fornecedor de alimentos para um evento? Peça a eles comidas locais. Se eles disserem que é impossível ou muito caro, peça novamente e lhes mostre opções viáveis e capazes de reduzir o preço, como o uso maior de vegetais. Do mesmo modo, peça àquela marcenaria local ou aquele restaurante pequeno, que você costuma frequentar, para se abastecerem de carnes, vegetais e ovos produzidos localmente. Se você não obtiver sucesso na primeira tentativa, não desanime e peça outra vez;

25. Espero o cesto de roupa suja encher para lavar as roupas – assim você não desperdiça uma grande quantidade de água e energia para lavar poucas roupas;

26. Coma mais em casa – prepare pratos saudáveis, com muitos vegetais, frutas e legumes. Aproveite e crie um momento agradável com sua família e amigos – convide-os também para ajudar na preparação da refeição. Assim, você pode consumir produtos localmente e não gasta dinheiro, emissões e energia para se locomover a um restaurante;

27. Faça um casamento verde – celebre, por exemplo, a união do casal durante o dia, aproveitando, desse modo, a luz natural e conferindo mais charme e romantismo à cerimônia. Separe conscientemente os resíduos produzidos durante a festa e dê preferência às flores locais;

28. Evite comprar produtos embalados em plásticos ou isopor – você também pode reclamar com a fabricante, para que o exagero de embalagens diminua;

29. Para se inspirar, assista filmes que tratem sobre o meio ambiente – algumas sugestões:

“Uma verdade inconveniente” (2008): nesse documentário, o ex- vice- presidente norte-americano Al Gore faz uma análise sobre o aquecimento global, esclarece alguns mitos em torno do tema e propõe algumas resoluções para o problema.

“Wall-e”: filme de animação em que o robô-título tem como missão recolher os lixos do planeta. Wall-E passa por inúmeras situações que mostram o porquê do mundo ter se perdido em lixos e catástrofes. O filme levou o Oscar de Melhor Animação, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Roteiro Original, Melhor Som, Melhor Edição de Som, Melhor Canção Original (“Down to Earth”) e Melhor Mixagem de Som.

“Avatar”: Avatar conta a história de Jake Sully (Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval e tetraplégico que é contratado pela RDA para participar do projeto AVATAR no planeta chamado Pandora. Lá habita uma espécie chamada Na’vi, humanóides azulados com três metros de altura, que vivem em harmonia com a natureza. À medida em que ele se infiltra no cotidiano, costumes e crenças do povoado, sua consciência vai mudando;

30. Coma comida orgânica – comece dando preferência aos alimentos que não têm pesticidas, depois incremente suas opções de alimentos (veja mais aqui).

Agora que você já conhece todas as dicas, mãos à obra. Veja mais sugestões na página Consuma Consciência!

Dicas de volta às aulas para universitários que moram fora

Este post foi enviado pela leitora Daniela de Freitas Guedes, do blog Sem Formol Não Alisa.

É cada vez mais comum jovens saírem da casa dos pais para estudarem fora. Nesse caso, a volta às aulas é um pouco mais complicada porque envolve todo um planejamento para voltar à cidade-escola. Nesse meu primeiro post, quero compartilhar algumas dicas para organizar a volta às aulas para universitários que moram fora, assim como eu.

Agora, cá estão as minhas dicas para universitários que moram fora organizarem sua volta às aulas.

Malas

Se é recomendado fazer as malas com antecedência para viajar, imagine então para voltar para a cidade onde você mora durante a maior parte do ano! Comece fazendo uma lista com tudo o que se lembrar, incluindo não somente roupas, mas também roupa de cama, mesa e banho e objetos pessoais. Comece o quanto antes e deixe a lista sempre por perto para ir escrevendo-a conforme se lembra de tudo. Lave e passe o que for necessário e vá separando o que deve ir para a mala. Se você visita a sua cidade de origem com frequência, considere levar somente o que precisará para passar os primeiros dias até a próxima visita, para diminuir o tamanho da mala.

Data da viagem

Não é interessante viajar em cima da hora, às vésperas do primeiro dia de aula. Precisamos de tempo para desfazer as malas; limpar e organizar o apartamento ou república e resolver pendências. A data da viagem ideal depende muito da quantidade de coisas que você tem para fazer antes das aulas, mas, em geral, uma semana é o suficiente.

Faça uma to do list

Geralmente, temos muitas coisas a serem resolvidas antes das aulas começarem. As tarefas vão desde comprar material para a faculdade até limpar o apartamento ou república e abastecer a geladeira, passando por renovar passes de estudante e descobrir onde suas aulas serão. Aqui, fazer uma to do list é indispensável.

Comece com tarefas mais gerais como “renovar passe escolar” e vá destrinchando-as em tarefas menores como “preencher formulário”, “xerocar documentos”, etc. Uma boa ideia é separar essas tarefas por contexto, como no método GTD (se você já não o usar).

O ideal é fazer essa lista de tarefas bem antes de as aulas começarem. Ela te dá uma boa noção de qual a melhor data para viajar, além de que, você pode adiantar o que pode ser feito na sua cidade de origem, como comprar material, imprimir a sua grade horária e passar datas importantes do calendário letivo para sua agenda.

Preparação para a viagem

É importante determinar a data da viagem com certa antecedência também, para que você possa se preparar. Se você viaja de ônibus e/ou avião, compre as passagens antes para não correr o risco de elas se esgotarem. Se você tem carro, é importantíssimo prepara-lo para viajar, conferir se está tudo certinho, resolver qualquer problema e, claro, encher o tanque antes de pegar a estrada. Se você pretende dar carona, procure as pessoas o quanto antes, já deixando claro a data e a hora da viagem, o espaço disponível no carro (para a bagagem) e o preço que você cobra.

Apartamento ou república

Quando saímos de férias, nosso apartamento ou república tende a ficar fechado por muito tempo. Não se esqueça disso quando for fazer sua to do list. Além de planejar uma faxina (se vai fazê-la sozinho, se vai dividir as tarefas com os colegas, se vai contratar uma faxineira, etc), não se esqueça de abrir todas as janelas para entrar sol e circular o ar. Também abra os armários e ponha as roupas e roupas de cama, mesa e banho que deixou guardadas para tomar sol, troque as roupas de cama e toalhas e vire o colchão. Aproveite também para fazer declutter, principalmente na papelada da faculdade e na sua escrivaninha. Além disso, a geladeira provavelmente estará vazia. Se não, jogue fora o que estiver estragado ou vencido. Faça uma lista de compras e vá ao supermercado.

Contas

Se você ainda não tem um sistema para organizar as contas que chegam, aproveite o começo do ano para criar um. Uma boa ideia é seguir o exemplo da Thais: ter uma pasta normal para colocar as contas que devem ser pagas e uma pasta sanfonada com 12 divisórias, uma para cada mês do ano, onde ficarão as contas já pagas. Outra coisa que faço para não perder os prazos é usar post its. Tenho um post it para cada conta com o nome e a data de vencimento (por exemplo: aluguel, dia 14) e os coloco na agenda, cerca de 5 dias antes do vencimento no mês atual. Quando a conta chega, eu reposiciono o post it no mês seguinte.

Planejamento anual

Provavelmente, sua faculdade disponibiliza o calendário do ano letivo online. Aproveite para verificar quais serão os feriados e recessos para planejar suas visitas a sua cidade de origem. Se você viaja de avião, é interessante saber essas datas com antecedência para aproveitar promoções para comprar as passagens.

O que vocês fazem para se organizar para a volta às aulas?

Como fazer quando seus filhos estão de férias e você não?

Imagem: Getty Images

Realidade constante de pais que trabalham fora: as crianças de férias enquanto os pais precisam trabalhar. E aí? Os bebês ainda conseguem permanecer na escolinha, nos cursos de férias. As crianças maiores precisam de outras alternativas. Veja algumas dicas:

Legenda

$ = opção barata
$$ = opção com certo gasto
$$$ = opção mais cara

  • Combine com outras mães uma reuniãozinha das crianças na casa de um dos amiguinhos. Vocês podem fazer um rodízio, onde cada dia a reunião é na casa de alguém. Provavelmente não dará para fazer sempre, mas já é uma opção. $
  • Aproveite os cursos de férias e cadastre seus filhos. Existe uma série de cursos bacanas de artesanato, música, artes marciais, línguas, teatro, entre outros. Já ocupará uma ou duas tardes durante a semana. $$$
  • Outra opção são os acampamentos de férias. Pesquise os lugares mais indicados e faça uma pesquisa com quem já tenha deixado os filhos com determinado grupo. Também é importante conhecer os profissionais e ver se as atividades do acampamento combinam com a personalidade dos seus filhos. $$$
  • Que tal deixar os filhotes na casa dos avós durante alguns dias? Essa pequena estadia costuma deixar todos os envolvidos felizes. $$
  • Se você paga uma faxineira que costuma ir mais de uma vez por semana e confia nela para deixar os seus filhos, combine alguns dias a mais para que ela fique com eles. Também vale a pena contratar uma babá. $$$
  • Se algum parente estiver de férias, verifique a possibilidade de passar alguns dias na sua casa cuidando das crianças. $

Opções para se precaver da próxima vez:

  • Procure tirar férias na mesma época que seus filhos.
  • Alterne as férias com o pai das crianças, morando juntos ou separados. Pelo menos ficará mais fácil de administrar.
  • Tente entrar em acordo no trabalho para trabalhar mais horas antes ou depois e trabalhar somente meio período durante as férias dos pequenos.

Organize-se!

Aproveite seus dias e períodos de folga para passar bastante tempo com eles. Afinal, eles estão de férias mas mãe e pai nunca tiram férias de seus papéis. Toda atenção é bem-vinda.

Organize a sua agenda para sair com eles, passear, ir ao cinema, visitar museus, viajar (nem que seja somente nos finais de semana!), ou mesmo fazer brincadeiras diferentes em casa, como sessões de cinema e concursos de desenho. Você está construindo a memória afetiva dos seus filhos.

E lembre-se: nunca, em hipótese alguma, deixe seu filho sozinho em casa! Mesmo sendo mais velho e mais independente (como adolescentes), há sempre o risco de assaltos. Não vale a pena arriscar.

30 dicas de organização essenciais para a sua vida

Se eu precisasse deixar um legado de dicas de organização para a humanidade, eis o que eu deixaria:

  1. Ninguém é 100% organizado, então pare de buscar a perfeição, pois ela é a maior inimiga de quem quer se organizar. Quando tentamos ser perfeitas(os), tendemos ao desânimo e mal conseguimos fazer o básico. Faça o melhor que puder, mas não pire porque você não é 100% organizada(o).
  2. Fazer um pouquinho por dia é a melhor maneira de se organizar. Pouquinho mesmo, coisa de 15 minutos passando com uma sacola pela casa inteira e jogando fora o que não presta (embalagens, papéis, lixo mesmo).
  3. Organização é um hábito, coisa que a gente faz todos os dias, e não “organizar o armário no final de semana”. Sempre que precisar tomar decisões no dia-a-dia com relação a “onde guardar isto ou aquilo”, procure encontrar a solução ideal.
  4. Veja sua casa como um santuário, onde ficam somente as coisas que você ama ou usa. Nada de tralhas sem sentido que só ocupam espaço e atrapalham a sua vida.
  5. Aproveite o tempo que você tem, em vez de reclamar da falta de tempo. Limpe a pia do banheiro em 30 segundos depois de escovar os dentes, por exemplo. Otimize.
  6. Esqueça a ideia de que rotina é uma coisa chata. Tenha suas listas diárias de coisas a fazer e vá riscando à medida que for fazendo. É sempre bom ter listadas aquelas atividades que você precisa fazer diariamente, porque, depois que elas virarem hábito, sua rotina estará instaurada e você não se estressará mais pois tem tudo no piloto-automático.
  7. Foque no essencial e esqueça o resto. Tem horas que precisamos assumir que não damos conta de tudo e a melhor maneira de tranquilizar a vida é deixando alguns pratinhos caírem. Ninguém consegue equilibrar tudo.
  8. Saiba o que realmente importa na sua vida. Será que você sabe o que é? Será que está trabalhando para atingir seus objetivos? Quando temos objetivos a serem alcançados e vivemos em busca deles, tudo passa a ter sentido. Você não vai ficar questionando sua vida todos os dias ao acordar.
  9. Pare de dar desculpas. A gente dá desculpas quando não sabe priorizar nada. Comprometa-se hoje a não dar mais desculpas e passar a fazer mais.
  10. Aprenda a conviver com as pessoas. Não diga que você não se organiza porque seus filhos bagunçam tudo, seu marido ou sua esposa largam tudo espalhado ou seu chefe não sabe definir prazos coerentes. Você não vive em uma ilha e precisa se organizar com o que é possível controlar. Sim, as pessoas podem ser desorganizadas, mas você precisa aprender a lidar com elas e com os imprevistos que podem vir a ocorrer. O que não pode é você entrar na onda e desistir de tudo.
  11. Você não precisa ficar viciada(o) em organização para conseguir se organizar, basta encontrar pequenas soluções práticas para o seu dia-a-dia.
  12. Pare de comprar coisas desenfreadamente. Quanto mais você compra, mais tralha terá em casa. Sempre questione se a compra do objeto compensa o espaço que ele ocupará na sua casa.
  13. Não guarde o que você não usa. Eu tenho certeza que, se você entrar em qualquer cômodo da sua casa nesse exato momento, encontrará pelo menos meia dúzia de itens que não precisavam estar ali. Então por que estão?
  14. Guarde seus documentos com cuidado. Tenha uma caixa ou pasta separada somente para eles.
  15. Cuide do que você tem, pois assim precisará comprar menos.
  16. Faça compras em casa, ou seja: verifique primeiro se você não tem alguma solução em casa antes de sair às compras. Reutilize embalagens, caixas, cestos, sacolas e o que mais puder.
  17. Doe mais. Ninguém nunca ficou pobre por doar o que não usa. Há muitas pessoas precisando e cada doação vale muito. Não precisa ser dinheiro. Roupas, móveis, objetos, calçados, tudo serve.
  18. Aprenda a dizer não. Só você pode fazer isso e evitar muito estresse. Uma infinidade de atividades e situações desagradáveis pode ser evitada se você tomar controle de sua própria vida.
  19. Não dá para organizar tralha, então nem perca tempo comprando pastas, caixas e arquivos para guardar o que não precisa ser guardado.
  20. Planeje o dia seguinte, em vez de ficar estressada(o) toda manhã. Antecipe tudo o que puder: a roupa que irá usar, a bolsa que levará para o trabalho, o lanche que iá comer etc.
  21. Aprenda com as outras pessoas. Observe como os outros se organizam e se desorganizam. O que você faria no lugar deles? O que poderia tirar de aprendizado para aplicar em sua própria vida?
  22. Faça backup e nunca mais perca a cabeça quando acontecer alguma coisa com o seu computador. Preserve seus arquivos.
  23. Preencha o tempo da sua vida sabiamente. Não deixe que o tempo passe sem que você esteja trabalhando em busca dos seus objetivos. Sempre que estiver cansada(o), pergunte-se se aquilo tem realmente importância. Veja como você pode organizar seus horários a fim de conseguir ir atrás do que deseja. Um curso nas férias, por exemplo.
  24. Durma bem porque, sem isso, você não conseguirá fazer nada direito. Mas não abuse. Encontre a sua quantidade de horas de sono ideal e utilize o restante do tempo a seu favor.
  25. Resolva coisas rápidas, em vez de postergá-las. Se apareceu algo para fazer e dura menos de dois minutos, resolva no ato. Às vezes, deixamos para depois uma coisa que já poderia ter sido resolvida rapidamente e pode estar atrapalhando outras.
  26. Cuide da sua alimentação. Assim como dormir, é essencial se alimentar direitinho para ter energia e ficar doente com menor frequência. Com mais energia, você conseguirá realizar mais atividades ou trabalhar melhor.
  27. Se você estiver cansada(o), descanse. Nada é produtivo quando estamos exaustas(os). Forçar o corpo é a pior alternativa.
  28. “Simplifique, simplifique, simplifique!” – Henry Thoreau.
  29. Leia mais. Existem dezenas de livros e revistas com ideias de organização. Sempre tiramos uma coisinha daqui e outra dali.
  30. Não deixe a organização ser mais importante que as coisas que realmente importam. Entre organizar um cômodo e passear com o seu filho, sempre escolha a segunda opção.
Se você pudesse deixar uma dica essencial de organização para a humanidade, qual seria?

Voltando de um dia de folga com calma e sem estresse

Tirar um dia de folga no meio da semana é bom, mas sempre temos a sensação de que há muitos e-mails nos esperando e uma infinidade de coisas que deixamos para trás. Seja um dia ou um mês inteiro de férias, saiba como lidar com essa pequena opressão cotidiana e voltar ao ritmo sem estresse:

Chegue cedo

Chegue uma hora mais cedo que o habitual no trabalho para se ambientar e começar uma organização antes de todo o resto da turma chegar com mil cobranças.

Reveja antigos projetos

Nada como continuar de onde você parou. Sim, eu sei que existe uma infinidade de novos projetos que começaram depois que você saiu, mas você chegará neles mais tarde. Primeiro, é importante ver quais foram as suas últimas tarefas antes de sair para ter um norte.

Comece a ler seus e-mails

Todos nós sabemos que dá medo de abrir a caixa de entrada depois de um tempo fora, mas é preciso encarar. Comece criando algumas pastas:

– Ações a serem tomadas (mesmo que já tenham sido resolvidas mais tarde, por enquanto você ainda não sabe)
– Problemas resolvidos
– Referências que precisam ser guardadas
– Mensagens que precisam ser lidas com calma, mas não se tratam de ações

Vá distribuindo cada e-mail da sua caixa de entrada nessas pastas. Você verá, aos poucos, que algumas providências já foram resolvidas. A ideia é ficar com a primeira pasta somente com o que está pendente atualmente. As mensagens que precisam ser lidas com calma são exatamente isso – algo para não lidar no momento, mas para não esquecer. Primeiro organize seus projetos e, quando tiver um tempo, dê uma lida em cada uma delas.

Delegue o que puder

Se alguém puder, enquanto você se organiza, tomar a frente de algumas tarefas que seriam suas, é a melhor alternativa. Nada pior que tomar atitudes sem conhecer direito os motivos e o andamento dos projetos. Explique porque está delegando e não se sinta culpada(o), mas apresse-se o tanto quanto puder.

Atualize sua agenda

Certamente, compromissos e prazos aparecerão. Não deixe de anotá-los. Não confie em sua cabeça! Muita informação que precisa estar em um sistema confiável.

Alterne tarefas

Você precisa resolver tarefas antigas (mesmo que seja somente ler ou responder e-mails), mas precisa ir pegando algumas tarefas novas. Procure se atualizar o mais rápido possível com relação ao andamento dos projetos e alterne as duas categorias de tarefas para agilizá-las rapidamente.

Faça pausas

Eu recomendo uma pausa a cada 1h30 de trabalho focado, pois senão você corre o sério risco de surtar. Pare um pouco, vá ao banheiro, beba água, encha o saco de algum colega de trabalho, e então volte mais descansado.

Pare de falar

Agora é hora de prometer menos e entregar mais resultados. Enquanto tiver pendências a resolver, mantenha a boca fechada e trabalhe!

Para a próxima vez que ficar um tempo distante do trabalho, programe-se melhor antes de sair:

  •  Notifique as pessoas que mais te contatam no trabalho de que você ficará off durante algum tempo. Oriente-as para conversar com outras pessoas se precisarem resolver algo específico que seria com você.
  • Verifique a sua agenda e garanta que não exista nenhuma reunião importante. Se tiver e puder adiantá-la, faça isso.
  • Esvazie a caixa de entrada que fica em sua mesa para ter controle do que entrar enquanto você estiver de folga ou de férias.
  • Esvazie a caixa de entrada de e-mails com a mesma finalidade. Certifique-se de ter resolvido todas as pendências ou ter delegado o que for possível.
  • Deixe tudo o mais organizado possível para a sua volta – apontamentos sobre projetos, notas sobre reuniões etc.
E você, acumulou muita coisa com esse feriado no meio da semana? Como está lidando com isso nessa quinta-feira?

Organize suas leituras com o Skoob

Skoob (“books” ao contrário) é uma rede social onde você cadastra os livros que leu, está lendo, relendo, troca, quer ler, quer comprar etc. É excelente e meu novo vício virtual. Sempre que tenho uns 15 minutinhos livres, entro lá e atualizo minhas leituras. Já quase cadastrei todos os livros que eu tenho e li, e recomendo demais.

Como usar

– Acesse www.skoob.com.br e clique em “Cadastre-se”. Preencha seus dados e acesse sua conta.
– Ao entrar, você pode utilizar o sistema de busca para encontrar o livro que quiser pelo título, autor ou editora.
– Ao clicar em um livro, você pode marcá-lo com diversas opções (lido, vou ler, abandonei, relendo), além de criar ações para ele (favorito, troco, quero, emprestei, meta de leitura) e classificá-lo de 1 a 5 estrelas. Você também escrever uma resenha, personalizar a sua cópia (com tags, número de páginas etc) e cadastrar seu histórico de leitura (quando você leu, o quanto de páginas está lendo por dia, a nota que dá por enquanto para um livro que está lendo).
– Como em toda rede social, você pode adicionar amigos e participar de grupos.
– Ao clicar em “Minha estante”, você visualiza todos os seus livros selecionados. Você pode escolher visualizá-los pelas categorias disponíveis, como lendo, relendo etc.

Uma ótima ferramenta de organização, para não dizer divertida!

Para quem quiser me adicionar lá, o link é este:
http://www.skoob.com.br/perfil/thaisgodinho