Existe um peso que se arrasta pelos dias, uma cobrança silenciosa que nunca descansa. A sensação de que sempre há algo a mais que poderia ter sido feito. O tempo nunca parece suficiente, a lista de tarefas nunca se esgota. E, quando a noite chega, mesmo depois de um dia inteiro de trabalho, ainda sobra aquela inquietação no peito: será que fiz o bastante?
A ideia de produtividade foi distorcida. Virou métrica, competição, algo a ser provado. Como se só tivéssemos valor na exata medida do que entregamos. Mas a verdade é que nenhum esforço parece suficiente quando os padrões são inatingíveis. Sempre há quem tenha feito mais, sempre há uma voz interna dizendo que poderíamos ter sido mais rápidos, mais eficientes, mais organizados. O descanso vira culpa. O ócio vira desperdício.
Mas quem foi que disse que precisamos corresponder a tudo isso? Que a única forma válida de existir é através da produção incansável? A vida não pode ser só um acúmulo de metas riscadas, de dias que se dissolvem em afazeres. Há algo maior do que isso. Há pausas que não precisam de justificativa, há manhãs em que levantar da cama já é uma vitória, há semanas inteiras que pedem apenas sobrevivência.
Produtividade sem culpa é entender que o ritmo muda, que há momentos de criação e momentos de repouso. Que algumas fases pedem intensidade, enquanto outras pedem recolhimento. E que não há nada de errado nisso. O problema nunca foi fazer pouco – o problema é nunca sentir que foi o bastante.
Libertar-se dessa expectativa tóxica é um processo lento. Exige desaprender. Exige silenciar a comparação, reavaliar prioridades, entender que eficiência não define valor. E, acima de tudo, exige aprender a se perdoar por não conseguir corresponder a um modelo que nunca foi feito para humanos, mas para máquinas.
O descanso não precisa ser merecido. O tempo livre não precisa ser produtivo. Nem todo momento precisa ser otimizado. Existe um jeito de existir que não é só através do fazer. Existe um jeito de viver que respeita as pausas, que valoriza os intervalos, que reconhece que a produtividade verdadeira não está em quantos passos foram dados, mas no caminho que faz sentido percorrer.
Que possamos deixar esse peso para trás. Que possamos, enfim, respirar sem culpa.
As rotinas sempre foram vistas como pilares, como formas de segurar o tempo entre as mãos e dar a ele alguma ordem. Mas há momentos em que o tempo escapa, que os dias mudam sem aviso, e as velhas estruturas já não servem mais. O que fazer quando a vida não cabe nas linhas retas do planejamento? Quando cada dia pede algo novo, quando a rigidez sufoca ao invés de dar suporte?
Talvez a resposta esteja na liquidez. Em rotinas que não sejam grades, mas correntes de um rio. Que tenham forma sem se prender a ela. Uma rotina líquida não exige repetições idênticas, não se sustenta em horários fixos e tarefas imutáveis. Ela se adapta ao dia, ao cansaço, às marés internas. É uma estrutura que aceita mudanças, um ritmo que dança conforme a música da vida.
Dias de energia pedem movimento. Dias de exaustão pedem silêncio.
Uma rotina líquida escuta antes de impor, acolhe antes de exigir. Ela permite que o essencial continue ali – os pequenos hábitos que sustentam, os cuidados que não podem ser deixados para depois –, mas sem o peso da obrigação inflexível. Não é sobre fazer sempre da mesma forma, mas sobre continuar fazendo, de um jeito que faça sentido.
A fluidez não significa desordem. Pelo contrário, é o que impede que tudo se desfaça diante da imprevisibilidade. O que é rígido se quebra; o que é líquido encontra caminhos. Em tempos de mudança, o mais importante não é seguir um plano, mas ter um norte. Não é prender-se a uma lista, mas manter um fio condutor. A rotina continua existindo, mas respira. E é assim que se torna sustentável.
Porque a vida não segue roteiros fixos. Ela muda, se desfaz e se refaz. E as rotinas podem acompanhar esse fluxo sem se perderem. O segredo não está em segurar com força, mas em aprender a navegar.
Nem toda rotina precisa ser rígida. Algumas precisam de espaço para respirar, para se moldar ao que a vida pede. Se prender a estruturas fixas pode ser sufocante quando os dias não seguem o planejado. Mas há formas de manter um ritmo sem se aprisionar a ele. Aqui estão cinco maneiras de tornar sua rotina mais líquida, mais leve, mais humana.
1. Crie blocos de tempo, não horários fixos
Em vez de definir tarefas para horários exatos, experimente organizá-las em blocos mais flexíveis. Um período da manhã para trabalho profundo, uma janela de duas horas à tarde para tarefas administrativas, um momento da noite para descanso e lazer. Isso permite que o dia respire e se adapte sem perder a estrutura.
2. Defina prioridades, não listas intermináveis
Nem tudo precisa ser feito hoje. Escolha no máximo três prioridades diárias – o essencial, aquilo que precisa acontecer para o dia ter valido a pena. Se sobrar espaço, outras tarefas podem entrar naturalmente. Mas se o dia for mais pesado, cumprir apenas o essencial já é suficiente.
3. Tenha rituais, não regras
Regras rígidas quebram sob pressão, mas rituais se moldam ao que é possível. Se um dia a rotina matinal for completa, ótimo. Se outro dia for só um café bebido devagar antes de começar, tudo bem também. O que importa é manter a intenção, não a perfeição.
4. Use pontos de ancoragem ao invés de uma estrutura fechada
Pontos de ancoragem são momentos que ajudam a trazer um senso de continuidade, mesmo quando tudo está mudando. Pode ser um tempo para revisar o dia pela manhã, uma pausa no meio da tarde para respirar, um momento de leitura antes de dormir. Pequenos marcos que ajudam a manter o fluxo sem engessar a rotina.
5. Aceite que alguns dias serão diferentes – e tudo bem
A vida não segue um roteiro fixo, e sua rotina também não precisa seguir. Alguns dias serão intensos, outros arrastados. Alguns produtivos, outros introspectivos. Quando há espaço para adaptação, a rotina deixa de ser um peso e passa a ser um suporte. Algo que se ajusta ao ritmo da vida, sem resistir a ele.
Uma rotina líquida não é desorganizada – ela é viva. Ela permite mudança, acolhe o inesperado, segue o fluxo sem se perder nele. E talvez seja isso que torne tudo mais leve.
Vivemos em um mundo acelerado, onde ser produtivo muitas vezes é sinônimo de rapidez e multitarefa. Mas e se sua mente precisar de mais tempo para processar as informações? Se ambientes muito estimulantes te sobrecarregarem? Se um dia cheio de interações sociais te deixar exausto?
Se você se identifica com essas questões, pode ser que tenha um traço conhecido como Alta Sensibilidade. Pessoas altamente sensíveis (PAS) processam informações de forma mais profunda, percebem sutilezas que passam despercebidas para outros e sentem emoções de maneira intensa. Isso pode tornar a produtividade tradicional – com listas intermináveis e pressão por velocidade – algo frustrante e desgastante.
Mas produtividade não precisa ser sinônimo de exaustão. Pelo contrário: ela pode ser adaptada para respeitar seu ritmo natural e te ajudar a viver com mais equilíbrio e realização.
O que significa produtividade para pessoas altamente sensíveis?
Ser produtivo, para quem tem alta sensibilidade, não é sobre fazer mais rápido, e sim sobre fazer com significado e bem-estar. É encontrar formas de gerenciar tarefas sem sobrecarga sensorial e emocional.
A chave está em criar um sistema que acomode suas necessidades, em vez de tentar encaixar sua mente em métodos que não respeitam seu jeito de funcionar.
Aqui estão algumas estratégias para tornar a produtividade mais sustentável para uma mente altamente sensível:
1. Trabalhe com blocos de tempo mais longos
Pessoas altamente sensíveis geralmente precisam de mais tempo para entrar no fluxo de trabalho. Se for o seu caso, tente organizar tarefas em blocos maiores (por exemplo, 90 minutos em vez de 25). Isso evita a sensação de urgência e permite um processamento mais profundo.
2. Crie um ambiente de trabalho acolhedor
O ambiente afeta diretamente sua energia. Luz suave, ruídos controlados (ou fones com white noise), aromas agradáveis e um espaço organizado podem reduzir a sobrecarga sensorial e ajudar no foco.
3. Programe pausas estratégicas
Pessoas altamente sensíveis podem se esgotar mais rápido, especialmente após reuniões ou interações intensas. Reserve momentos de respiro ao longo do dia – mesmo que curtos –, como uma caminhada, um chá ou alguns minutos de silêncio.
4. Reduza multitarefa e notificações
Alternar entre muitas tarefas pode ser exaustivo para quem sente e processa tudo com mais intensidade. Sempre que possível, foque em uma coisa por vez. Também vale desativar notificações desnecessárias para minimizar interrupções.
PAS costumam ser empáticas e podem ter dificuldade em estabelecer limites. Mas produtividade saudável envolve proteger seu tempo e energia. Sempre que sentir que algo vai te sobrecarregar, pratique um ‘não’ gentil, como: “Agora não consigo, mas posso ajudar depois?”
6. Priorize descanso e recuperação
Altamente sensíveis precisam de mais tempo de recuperação, especialmente após dias agitados. Não encare isso como fraqueza – é um funcionamento natural do seu sistema nervoso. Dormir bem, reduzir estímulos à noite e ter momentos de lazer são essenciais para manter sua produtividade a longo prazo.
Respeitar seu ritmo é a chave para uma produtividade sustentável
Se você sempre sentiu que os métodos tradicionais de produtividade não funcionam para você, saiba que não há nada de errado com o seu jeito de ser. Ajustar sua rotina e seu ambiente às suas necessidades pode transformar sua relação com o trabalho e a organização.
A produtividade pode ser gentil. Pode ser intuitiva. Pode ser algo que respeita sua sensibilidade e te ajuda a viver com mais leveza.
Agora me conta: qual dessas estratégias faz mais sentido para você? ?
Você abre o celular para checar um e-mail e, de repente, já está há 40 minutos rolando o feed do Instagram. Se esse cenário parece familiar, você não está sozinho. O uso das redes sociais está diretamente ligado a padrões de procrastinação, e essa relação não é fruto do acaso.
Estudos da Harvard Business Review mostram que aplicativos de redes sociais são projetados para capturar e manter nossa atenção pelo maior tempo possível. O problema não é apenas o tempo gasto, mas o impacto disso na nossa capacidade de concentração e no cumprimento de tarefas importantes. A procrastinação, nesses casos, não acontece por falta de disciplina, mas porque as plataformas são desenhadas para explorar vulnerabilidades cognitivas.
Se quisermos entender como as redes sociais afetam nosso comportamento, precisamos ir além da ideia simplista de “força de vontade” e olhar para os mecanismos que fazem com que o tempo desapareça sem que a gente perceba.
Plataformas como TikTok, Instagram e Twitter não foram criadas apenas para compartilhar conteúdos, mas para manter os usuários engajados pelo maior tempo possível. Um estudo da University of California, Berkeley revelou que mecanismos como rolagem infinita e notificações intermitentes ativam o sistema de recompensa do cérebro de forma similar a jogos de azar.
Isso significa que, ao acessar as redes sociais, não estamos apenas consumindo conteúdo, mas sendo condicionados a repetir o comportamento de forma compulsiva. Quando notamos, a janela de tempo que seria dedicada ao trabalho ou a um projeto pessoal já foi consumida sem planejamento.
Procrastinar não é apenas evitar uma tarefa chata, mas uma forma de aliviar desconfortos emocionais. De acordo com um estudo da American Psychological Association, a procrastinação está diretamente ligada à regulação emocional: quando uma atividade parece difícil, frustrante ou entediante, buscamos distrações que ofereçam prazer imediato.
As redes sociais preenchem esse papel de forma eficiente. Elas oferecem uma recompensa instantânea – likes, vídeos curtos, interações rápidas – que desviam o foco daquilo que exige mais esforço cognitivo. No entanto, esse alívio momentâneo não resolve o problema, apenas o posterga.
A cada troca entre o celular e uma atividade principal, há uma perda de atenção que pode levar até 25 minutos para ser recuperada. O problema não é apenas a interrupção, mas o custo cognitivo de retomar o raciocínio inicial.
Após gastar tempo excessivo nas redes sociais, muitas pessoas sentem culpa e tentam compensar o tempo perdido com esforço extra. Mas isso pode criar um ciclo prejudicial: a culpa gera estresse, que leva novamente à busca por alívio imediato nas redes sociais. Pequenos ajustes na rotina e no ambiente digital podem ajudar a reduzir esse padrão repetitivo.
Não é sobre vilanizar a tecnologia, mas compreender a responsabilidade dos usuários, na forma como elas foram desenhadas para capturar e manter nossa atenção, impactando diretamente nossos hábitos de trabalho e produtividade.
As redes sociais não são, por si só, um problema. A solução não passa por eliminar o uso das redes, mas por criar estratégias para evitar que elas consumam nosso tempo de forma inconsciente. Pequenos ajustes no ambiente digital e na rotina podem fazer uma grande diferença na maneira como lidamos com a procrastinação.
O objetivo não precisa ser eliminar completamente o uso das redes, mas criar uma relação mais consciente com elas. Estudos da London School of Economics indicam que o uso moderado e intencional das redes sociais pode até melhorar o desempenho profissional e acadêmico, desde que haja controle sobre os períodos de uso.
Isso significa estabelecer limites claros, usar as plataformas de forma mais estratégica e evitar que elas se tornem a principal fonte de fuga emocional durante tarefas difíceis.
7 formas de reduzir a procrastinação causada pelas redes sociais
Definir horários específicos para redes sociais – Criar períodos fixos no dia para checar redes evita o uso impulsivo e melhora o foco.
Silenciar notificações não essenciais – Reduzir alertas sonoros e visuais ajuda a minimizar as interrupções constantes.
Usar bloqueadores de aplicativos durante o trabalho – Ferramentas como Freedom ou Forest podem restringir o acesso em horários produtivos.
Criar uma regra de “pausa real” – Em vez de pegar o celular automaticamente em momentos de descanso, testar atividades alternativas como alongamentos ou uma breve caminhada.
Remover atalhos das redes sociais do celular – Isso aumenta a fricção de acesso e reduz o hábito automático de abrir aplicativos sem perceber.
Usar versões desktop das redes sociais – Evitar o uso no celular pode reduzir o consumo passivo e o tempo excessivo de navegação.
Monitorar o tempo de uso conscientemente – Ferramentas de bem-estar digital podem ajudar a visualizar o tempo gasto e ajustar hábitos.
Pesquisadores brasileiros têm investigado a relação entre o uso de smartphones, procrastinação e saúde mental. Um estudo conduzido por Soares et al. (2021) identificou que a dependência do smartphone está positivamente relacionada à procrastinação, resultando em prejuízos à saúde geral, como níveis mais altos de ansiedade e depressão. Os autores concluíram que valores pessoais, procrastinação e níveis de ansiedade atuam como preditores importantes para o comportamento dependente do smartphone.
Além disso, uma revisão sistemática da literatura sobre procrastinação acadêmica em universitários brasileiros, realizada por Lima-Silva et al. (2022), apontou que a procrastinação está associada ao sofrimento mental, especialmente à ansiedade. A revisão destacou a necessidade de mais estudos longitudinais e intervenções para compreender melhor essa relação e auxiliar estudantes no manejo da procrastinação.
Essas pesquisas indicam que o uso excessivo de dispositivos digitais e a procrastinação estão interligados e podem impactar negativamente a saúde mental. Reconhecer esses fatores é essencial para desenvolver estratégias eficazes de enfrentamento e promover um uso mais consciente da tecnologia.
Há dias em que tudo flui. Em que o corpo responde, a mente acompanha, as tarefas se alinham umas às outras como se soubessem o caminho. Mas há também os outros dias. Os dias pesados. Aqueles em que cada pequeno movimento parece exigir um esforço descomunal, como se o tempo estivesse denso, grudando nos ossos.
Durante crises ou transições de vida, a produtividade muda de forma. O que antes era simples passa a ser complexo, o que antes era automático se torna um fardo. O mundo continua girando no mesmo ritmo, mas por dentro algo se quebra, e seguir em frente parece um desafio que ninguém explicou como enfrentar. Há um luto por aquilo que já não funciona, um desapego forçado das estruturas que antes davam segurança.
Não é possível insistir nos mesmos sistemas quando o corpo pede outra coisa. Há momentos em que o planejamento precisa ceder lugar ao improviso, em que a disciplina precisa ser substituída por compaixão. Às vezes, a produtividade não é sobre otimizar, e sim sobre sobreviver. Fazer o mínimo possível. Reduzir expectativas. Aceitar que a régua do que é suficiente mudou, e tudo bem.
Adaptar-se não é um ato de fraqueza, mas de respeito pelo que está acontecendo. Talvez seja preciso reescrever listas, diminuir prazos, abrir espaço para pausas que antes pareciam impensáveis. Talvez a produtividade precise ser apenas silenciosa: uma xícara de café no meio da tarde, um email respondido, um compromisso desmarcado sem culpa. Pequenos gestos que seguram as pontas enquanto a tempestade passa.
E ela passa. Pode levar mais tempo do que gostaríamos, mas passa. E então, pouco a pouco, os sistemas voltam ao lugar, mesmo que nunca da mesma forma. Porque crises deixam marcas, transições nos transformam. Depois de períodos difíceis, a produtividade não volta a ser o que era – ela se torna algo novo. Mais real, mais humana. Algo que respeita os ciclos e entende que a vida, no fim das contas, nunca foi sobre fazer mais, e sim sobre continuar seguindo, do jeito que for possível.
Nos últimos meses, percebi que minha relação com as redes sociais mudou. Em vez de compartilhar pequenos desabafos e reflexões online e ficar vulnerável a comentários desagradáveis de quem nem me conhece, passei a registrá-los no meu diário, que fica aberto na minha mesa de trabalho ao longo do dia. Isso não só me ajudou a organizar melhor os pensamentos, mas também trouxe um espaço privado para processar emoções sem a pressão da interação instantânea.
Pesquisas da American Psychological Association indicam que a escrita expressiva tem impacto positivo na regulação emocional e na redução do estresse. Esse hábito, que inicialmente parecia apenas um experimento pessoal, se mostrou uma ferramenta eficaz para estruturar sentimentos e melhorar a concentração.
Neste post, compartilho como esse método tem funcionado para mim e como pode ser útil para quem busca uma alternativa mais saudável para lidar com o fluxo de pensamentos diários.
Papel não tem comentário.
Nas redes sociais, existe sempre uma autocensura implícita: pensamos em como seremos interpretados, na repercussão das palavras e até mesmo no impacto do que escrevemos. No diário, essa preocupação desaparece.
Diferente da escrita tradicional de diários, onde há um momento específico para relatar os acontecimentos, e que eu ainda faço, tenho usado meu diário também como um espaço contínuo. Escrevo frases curtas, como se fossem tweets privados, capturando pensamentos de forma espontânea.
Essa abordagem evita o acúmulo de reflexões no final do dia e torna o processo menos intimidador. Estudos da Harvard Medical School indicam que a escrita frequente em pequenos trechos pode ser mais eficaz para aliviar tensões do que um longo relato diário.
Ao registrar pensamentos no papel em vez de postá-los online, percebi uma mudança no meu comportamento. Sem a expectativa de curtidas ou respostas, o foco passou a ser exclusivamente a minha própria percepção.
Pesquisadores da University of California sugerem que a busca por validação nas redes sociais pode amplificar a ansiedade. O diário se torna uma alternativa mais introspectiva, permitindo um espaço de expressão sem a necessidade de retorno imediato.
Organização mental e clareza nos pensamentos
A escrita manual tem um impacto direto na clareza mental. Segundo um estudo da Princeton University, anotar pensamentos à mão ativa áreas do cérebro responsáveis pelo processamento profundo da informação.
Isso significa que, ao transformar pensamentos dispersos em palavras escritas, há uma maior organização interna. Esse processo ajuda a reduzir a sobrecarga mental e a melhorar a tomada de decisões ao longo do dia.
Para manter o hábito sem que ele se torne uma obrigação, estabeleci algumas regras flexíveis. O diário fica aberto na mesa, mas sem pressão para escrever a todo momento. Não há um número mínimo de registros nem a necessidade de escrever sobre um tema específico.
Essa abordagem segue princípios da Cognitive Behavioral Therapy (CBT), que recomenda pequenas mudanças progressivas para criar hábitos sustentáveis. O objetivo não é criar um arquivo de memórias detalhado, mas sim um espaço pessoal para processar emoções de forma natural.
7 maneiras de usar um diário para desabafar ao longo do dia
Escrever pequenos trechos ao invés de textos longos – Anotar frases curtas torna o hábito menos intimidador e mais fácil de manter.
Manter o diário visível e acessível – Ter o caderno sempre por perto incentiva registros espontâneos ao longo do dia.
Não seguir um formato rígido – A liberdade na escrita permite uma expressão mais autêntica e menos preocupada com estrutura.
Evitar a necessidade de revisão ou releitura – O objetivo não é criar um documento formal, mas sim um espaço para esvaziar a mente.
Registrar emoções antes de recorrer às redes sociais – Se surgir a vontade de postar algo impulsivamente, escrever no diário primeiro pode ajudar a processar melhor o sentimento.
Criar códigos ou símbolos para identificar padrões – Algumas anotações podem seguir um sistema de marcações para facilitar reflexões futuras.
Lembrar que o diário é um espaço pessoal – Diferente das redes sociais, onde há exposição, o diário permite total privacidade e honestidade.
Usar um diário como espaço de desabafo diário tem sido uma alternativa eficaz para reduzir a dependência das redes sociais e criar um espaço mais íntimo de expressão. Esse processo não elimina completamente a interação digital, mas traz um equilíbrio necessário entre o que compartilhamos com o mundo e o que processamos internamente.
Para quem sente que está sempre sobrecarregado por pensamentos dispersos, essa pode ser uma estratégia valiosa. Mais do que um registro de acontecimentos, o diário se torna um aliado na organização emocional e no fortalecimento da autonomia sobre nossas próprias reflexões.
Vivemos em uma era de abundância de informação. A cada segundo, recebemos novas recomendações, análises e possibilidades de escolha, seja no consumo, na carreira ou na vida pessoal. O paradoxo disso tudo? Quanto mais opções temos, mais difícil se torna decidir. No final do dia, em vez de nos sentirmos mais informados, nos sentimos sobrecarregados.
O excesso de informação não é um problema individual, mas uma consequência de uma estrutura maior. Segundo estudos da Harvard Business Review, a sobrecarga informacional leva a um fenômeno conhecido como “paralisia da escolha”, no qual a necessidade de analisar múltiplas variáveis torna a tomada de decisão mais lenta e desgastante. A culpa não é sua: vivemos em um sistema que incentiva o consumo desenfreado de dados e a necessidade de estar sempre atualizado.
Diante disso, como encontrar um meio-termo entre estar bem informado e conseguir tomar decisões sem se sentir exausto? Para além das respostas prontas, precisamos entender as raízes desse problema e encontrar formas de lidar com ele de maneira realista.
O mito da decisão perfeita
Um dos maiores entraves para tomar decisões é a crença de que há uma resposta ideal, que basta pesquisar um pouco mais para encontrá-la. No entanto, um estudo da MIT Sloan Management Review indica que decisões excessivamente analisadas não são necessariamente melhores do que aquelas feitas com base em critérios simples e bem definidos.
No mundo hiperconectado, sempre haverá um novo artigo, um vídeo explicando outra abordagem ou um especialista com uma opinião diferente. Mas esperar pela “melhor escolha possível” pode nos deixar presos em um ciclo infinito de pesquisa e adiamento. Aceitar que todas as escolhas têm riscos e que é impossível prever todos os desdobramentos pode aliviar a pressão por decisões impecáveis.
A dificuldade em filtrar informações não é um problema individual, mas um reflexo da forma como o mercado se estrutura. Empresas e plataformas lucram com a nossa indecisão: quanto mais tempo gastamos comparando produtos ou buscando o conselho “definitivo”, mais engajamento geramos e mais consumimos.
Segundo a London School of Economics, a abundância de opções é um mecanismo do capitalismo tardio para manter consumidores presos a ciclos intermináveis de busca e comparação. Entender isso é essencial para não cair na armadilha de achar que a dificuldade em decidir é uma falha pessoal.
O excesso de decisões desgasta a mente. Pesquisadores da University of Minnesota descobriram que a fadiga decisória reduz a qualidade das escolhas feitas ao longo do dia, tornando-nos mais propensos a procrastinar ou optar pelo caminho mais fácil, ainda que não seja o melhor.
Isso explica por que, depois de um dia cheio de decisões pequenas (o que vestir, qual trajeto tomar, qual notícia ler), é tão difícil escolher algo maior, como uma mudança de carreira ou um novo projeto. Encontrar formas de reduzir a quantidade de decisões diárias pode ajudar a preservar energia mental para o que realmente importa.
O bandaid: uma curadoria pessoal
Se não podemos consumir todas as informações disponíveis, precisamos escolher com mais critério. Um estudo da Stanford University sugere que criar uma “curadoria pessoal” de fontes confiáveis reduz o impacto do excesso de informação e melhora a tomada de decisões.
Isso significa escolher alguns veículos de informação confiáveis, reduzir o número de opiniões que ouvimos sobre determinado tema e evitar mudanças constantes de referência. Ao invés de tentar absorver tudo, focar em poucos conteúdos bem selecionados pode trazer mais clareza.
Tomar uma decisão “boa o suficiente” pode ser mais eficiente do que buscar a melhor escolha possível. Segundo a Columbia Business School, pessoas que se permitem decidir com base em critérios claros e realistas apresentam menos ansiedade e maior satisfação com suas escolhas.
Isso não significa tomar decisões impulsivas, mas estabelecer limites para a busca por informações. Definir um prazo para pesquisar sobre um assunto ou um número máximo de referências antes de decidir pode ajudar a evitar a procrastinação.
7 maneiras de reduzir o impacto do excesso de informação na indecisão
Definir critérios claros antes de buscar informações – Saber exatamente o que você precisa filtrar evita cair na armadilha da busca infinita.
Limitar o tempo de pesquisa – Estabelecer um prazo para se informar sobre um tema ajuda a evitar o ciclo interminável de comparação.
Reduzir a quantidade de fontes de informação – Criar uma curadoria de sites, newsletters ou especialistas confiáveis simplifica a tomada de decisão.
Aceitar que não existe escolha perfeita – Todas as opções têm prós e contras, e nenhuma pesquisa eliminará completamente a incerteza.
Criar rotinas para decisões recorrentes – Reduzir o número de escolhas diárias ajuda a preservar energia mental para decisões mais importantes.
Evitar a armadilha do “e se” – Focar no que pode ser feito no presente evita que a busca por respostas se torne uma forma de procrastinação.
Desconectar-se periodicamente – Reduzir o consumo de conteúdo digital por alguns momentos do dia pode ajudar a recuperar a clareza mental.
O excesso de informação e a dificuldade de decidir não são problemas individuais, mas sintomas de uma estrutura que incentiva a sobrecarga. A melhor forma de lidar com isso não é buscar mais eficiência, mas sim adotar uma abordagem mais consciente sobre o que realmente precisamos saber para tomar boas decisões.
Reduzir a pressão por decisões impecáveis, limitar o consumo de informações e estruturar escolhas de forma mais objetiva são estratégias que podem trazer mais clareza e leveza ao processo decisório. No final das contas, decidir é sempre um ato de confiança – e confiar no próprio julgamento pode ser o passo mais importante.
Ser uma pessoa introspectiva não significa viver isolado ou evitar conexões. Muitas vezes, a dificuldade não está na interação em si, mas na forma como essas interações acontecem. Para quem se recarrega no silêncio e na solitude, lidar com um mundo acelerado e extrovertido pode parecer desafiador.
Pesquisas da American Psychological Association indicam que introvertidos têm um processamento cerebral mais sensível a estímulos externos, o que pode explicar a fadiga após eventos sociais prolongados. Isso não significa que a socialização deva ser evitada, mas sim que precisa ser administrada de forma estratégica para não esgotar a energia mental.
Ao invés de tentar se encaixar em padrões de interação que não fazem sentido, é possível encontrar abordagens mais alinhadas ao próprio estilo. A seguir, exploramos formas de se conectar com o mundo sem abrir mão do conforto da introspecção.
Networking para quem prefere profundidade
Eventos de networking podem parecer um pesadelo para introvertidos, mas o problema não está no conceito de criar conexões, e sim no formato tradicional desses encontros. Segundo a Harvard Business Review, interações um a um geram mais impacto e autenticidade do que conversas superficiais em grandes grupos.
Uma abordagem eficaz é priorizar contatos significativos, agendando conversas individuais ao invés de tentar interagir com dezenas de pessoas em um curto período. Construir uma rede de maneira intencional, baseada em qualidade e não quantidade, pode tornar o networking mais natural e menos desgastante.
Eu gosto bastante da abordagem um a um e, o que costumo fazer quando tenho algum evento, é listar as pessoas com as quais quero interagir e com qual intenção. Essa objetividade me ajuda a ser mais assertiva na abordagem e me deixa menos sem graça.
Para pessoas introspectivas, períodos de descanso social são essenciais. Estudos da University of Helsinki mostram que o cérebro introvertido responde de forma diferente aos estímulos sociais, necessitando de pausas para processar as interações.
Isso significa que programar momentos de descanso entre reuniões, eventos ou encontros sociais não é um luxo, mas uma necessidade para manter o equilíbrio. Pequenos intervalos de solitude ao longo do dia podem restaurar a energia e evitar a fadiga social.
Depois de um dia com muita interação social, eu realmente preciso descansar.
Muitos introvertidos evitam interações não porque não gostem de se comunicar, mas porque têm receio de conversas longas e exaustivas. Segundo a MIT Sloan Management Review, estabelecer limites claros e comunicar expectativas reduz o estresse associado à socialização excessiva. Deve ser por isso que eu ainda gosto do Xuíter.
Isso pode ser feito de forma prática, estabelecendo horários específicos para reuniões e interações, definindo tempos de resposta para mensagens e utilizando formas de comunicação assíncrona sempre que possível. Ajustar o modo como se comunica pode reduzir a sobrecarga e tornar as interações mais eficazes.
O ambiente ao redor influencia diretamente o bem-estar de uma pessoa introspectiva. Pesquisas da Cornell University indicam que ambientes com menos ruído e estímulos visuais excessivos aumentam a concentração e reduzem o estresse.
Criar espaços físicos de conforto, como um canto silencioso para pausas ou uma rotina matinal sem pressa, pode ajudar a equilibrar a necessidade de interação com momentos de descanso. Pequenos ajustes no ambiente diário podem ter um grande impacto na energia e disposição.
Reavaliando a ideia de socialização obrigatória
Existe uma crença de que ser bem-sucedido profissionalmente exige uma presença social constante. No entanto, um estudo da University of Chicago aponta que pessoas que escolhem suas interações de forma estratégica, ao invés de participar de todas as oportunidades disponíveis, são mais eficazes na construção de relacionamentos profissionais.
Isso significa que a socialização não precisa ser encarada como uma obrigação diária. Criar uma estratégia pessoal para se conectar de forma seletiva e significativa pode trazer melhores resultados do que interações frequentes e superficiais.
7 maneiras de equilibrar introspecção e conexão social
Priorizar conversas individuais – Em vez de grandes eventos, investir em encontros mais profundos e personalizados para fortalecer conexões.
Estabelecer pausas entre interações sociais – Programar momentos de descanso para evitar a fadiga mental causada pelo excesso de estímulos.
Definir limites de comunicação – Ajustar expectativas e tempos de resposta pode evitar sobrecarga e tornar a comunicação mais eficiente.
Criar ambientes de conforto – Manter espaços organizados e silenciosos ajuda a recarregar a energia durante o dia.
Escolher interações estratégicas – Participar apenas de eventos e reuniões que fazem sentido, sem sentir a obrigação de estar presente o tempo todo.
Explorar formas alternativas de socialização – Comunicação escrita e digital podem ser ferramentas úteis para interações mais confortáveis.
Respeitar a própria necessidade de solitude – Aceitar que momentos de isolamento são necessários e não um sinal de inadequação.
Ser introspectivo não significa evitar o mundo, mas encontrar formas de interagir sem comprometer o bem-estar. Ajustar o networking, respeitar os momentos de descanso e criar um ambiente favorável são estratégias que ajudam a equilibrar socialização e introspecção.
Cada pessoa tem seu próprio ritmo e estilo de interação. O mais importante é reconhecer suas necessidades e encontrar abordagens que tornem o contato com o mundo mais leve e alinhado com sua essência.
Procrastinar é um comportamento que todos experimentamos em algum momento da vida. Adiamos tarefas importantes, mesmo sabendo que isso pode nos causar problemas no futuro. Mas por que fazemos isso? A procrastinação não é apenas uma questão de “preguiça”, como muitas vezes acreditamos. Ela é mais complexa e está profundamente conectada às nossas emoções, crenças e até à maneira como gerenciamos nosso tempo. Hoje, quero compartilhar algumas reflexões sobre as causas da procrastinação e como podemos começar a lidar com ela de forma mais consciente.
A procrastinação muitas vezes é uma resposta emocional. Quando nos sentimos sobrecarregados, inseguros ou ansiosos em relação a uma tarefa, o impulso natural pode ser evitá-la. É como se quiséssemos “fugir” do desconforto que essa atividade nos traz. Essa fuga pode até oferecer alívio temporário, mas, com o tempo, alimenta ainda mais a ansiedade e a sensação de incapacidade.
Um exemplo clássico é aquela tarefa que parece grande e difícil, como organizar um projeto no trabalho ou resolver uma pendência financeira complicada. A ansiedade gerada pelo medo de errar ou de não dar conta nos leva a buscar distrações que proporcionam prazer imediato, como redes sociais ou tarefas menos desafiadoras.
Muitas vezes, a procrastinação está ligada ao perfeccionismo. Temos medo de começar algo porque acreditamos que não seremos capazes de fazer “bem o suficiente”. Isso gera uma paralisia, como se preferíssemos não fazer nada a arriscar um resultado imperfeito. Esse padrão de pensamento pode ser incrivelmente autossabotador, pois nos impede de avançar e de aprender ao longo do processo.
Lembre-se: o progresso é mais importante do que a perfeição. Tentar, mesmo que o resultado inicial não seja perfeito, é uma forma de aprendizado e crescimento.
A procrastinação também pode surgir da falta de clareza sobre o que precisa ser feito. Quando uma tarefa não está bem definida ou parece vaga, é muito mais fácil adiá-la. Por exemplo, “organizar o escritório” é uma meta ampla e imprecisa. Já “limpar a gaveta de papéis” é uma tarefa específica que pode ser iniciada e concluída em menos tempo.
Aqui entra a importância do planejamento. Dividir uma tarefa grande em pequenos passos torna o processo mais gerenciável e reduz a sensação de sobrecarga.
Nosso corpo e mente têm ritmos naturais, e ignorá-los pode levar à procrastinação. Tentar forçar produtividade em momentos de baixa energia ou cansaço é como nadar contra a corrente. Por isso, observar os próprios padrões — quando você se sente mais focado ou criativo, por exemplo — pode ajudar a alinhar tarefas às horas mais produtivas do seu dia.
Eu sempre recomendo incluir momentos de descanso na rotina. Não descansar o suficiente pode criar um ciclo de cansaço e procrastinação difícil de quebrar.
Por fim, muitas vezes carregamos crenças que nos levam a procrastinar, como “não sou bom o suficiente”, “isso nunca vai dar certo” ou “não tenho tempo para fazer isso direito”. Essas crenças são alimentadas ao longo da vida, e enfrentá-las exige consciência e prática. Trabalhar no autoconhecimento pode ajudar a identificar essas vozes internas e substituí-las por pensamentos mais construtivos.
Lidar com a procrastinação não é sobre eliminar o comportamento de uma vez por todas, mas aprender a reconhecê-lo e gerenciá-lo. Aqui estão algumas estratégias práticas:
Comece pequeno: Escolha uma tarefa simples para iniciar e use isso como impulso para continuar.
Aja antes de pensar demais: O “pensar excessivo” pode alimentar a procrastinação. Experimente agir imediatamente em algo pequeno e veja como isso muda a dinâmica.
Seja gentil consigo mesmo: Julgar-se por procrastinar só aumenta o ciclo. Reconheça o comportamento e foque em como você pode fazer diferente.
Procrastinar é humano, e entendê-la com compaixão é o primeiro passo para transformá-la. Com o tempo, pequenas mudanças podem trazer mais leveza e fluidez para o seu dia a dia.
Você também lida com procrastinação? O que funciona para você? Compartilhe nos comentários — adoro ouvir as experiências de vocês.
Aparentemente todo mundo se sente meio culpado quando está descansando sendo que tem outras coisas para fazer. Essa “culpa” tem duas camadas. Uma coisa é quando você realmente deveria estar trabalhando ou fazendo algo e intencionalmente para e fica sem fazer nada. Outra coisa é quando você se organizou para tirar aquele tempo de folga e mesmo assim se sente culpada/o.
O que eu quero dizer é que descansar não é um desperdício de tempo; na verdade, é uma parte essencial da produtividade. Quando permitimos que o corpo e a mente recuperem energia, estamos nos preparando para realizar nossas tarefas com mais foco e eficiência. O descanso nos dá clareza, renovação e, acima de tudo, nos ajuda a evitar o esgotamento. Encarar o descanso como uma ferramenta estratégica, e não como uma pausa improdutiva, é o que nos permite alcançar resultados de forma sustentável e equilibrada.
Essa mentalidade de ter que estar ocupada/o o tempo todo é perigosa e nos leva diretamente ao esgotamento físico e emocional. Viver com a sensação de que cada minuto deve ser preenchido com trabalho cria uma pressão insustentável, fazendo com que a produtividade, ao invés de ser uma ferramenta para melhorar nossa vida, se transforme em uma fonte de estresse constante. Estar sempre ocupado(a) não significa necessariamente estar fazendo progresso — na verdade, essa sobrecarga pode diminuir a qualidade do que fazemos e nos distanciar do que realmente importa. O resultado é o cansaço extremo, a perda de motivação e, eventualmente, o burnout. Precisamos reavaliar essa ideia de que produtividade é sinônimo de estar sempre em movimento e aprender a valorizar os momentos de pausa como parte essencial do nosso equilíbrio e bem-estar.
Produtividade de verdade não é sobre estar sempre fazendo algo, ocupando cada minuto do seu dia com tarefas e compromissos. Ela vai além dessa mentalidade de “fazer por fazer” e se concentra em realizar o que realmente importa, com equilíbrio e clareza. A verdadeira produtividade está em saber priorizar, em identificar as atividades que têm impacto significativo e dedicar energia a elas, sem se perder em tarefas desnecessárias. Trabalhar com equilíbrio significa também respeitar seus limites, incluir pausas e momentos de descanso no planejamento, para que o trabalho flua de forma mais eficiente e sustentável. Quando você age com esse equilíbrio, não só melhora seus resultados, como também preserva sua saúde mental e física, evitando o esgotamento e o estresse.
A organização e os planejamentos são fundamentais para manter o equilíbrio em meio às demandas do dia a dia. Quando você se organiza, define prioridades e planeja suas atividades, cria uma estrutura que facilita o gerenciamento do tempo e da energia de forma eficiente. Isso evita a sensação de estar constantemente apagando incêndios e correndo contra o relógio. Com um bom planejamento, você consegue visualizar o que é mais importante e alocar os recursos necessários para cada tarefa, sem sobrecarregar sua agenda ou negligenciar o autocuidado. A organização permite que você distribua melhor as responsabilidades e, ao mesmo tempo, reserve momentos para descansar, recarregar as energias e manter a saúde mental em dia. Esse equilíbrio entre ação e pausa, entre produtividade e descanso, só é possível quando há um planejamento consciente e bem estruturado, que respeita seus limites e objetivos pessoais.
Aqui estão 3 dicas para aplicar uma produtividade mais compassiva no seu dia a dia:
Priorize o essencial: Defina 1 a 3 tarefas principais por dia. Não tente fazer tudo de uma vez.
Faça pausas conscientes: Inclua momentos de descanso no seu planejamento. O descanso é parte da sua produtividade!
Desconecte-se sem culpa: Ao fim do dia, desconecte-se completamente do trabalho. Recarregar sua energia mental é essencial para o seu bem-estar.
Quando você entende que sua saúde mental é tão importante quanto suas metas, a produtividade deixa de ser uma cobrança e se torna uma aliada do seu bem-estar e realização.
Sabe que eu percebi que, apesar de falar sempre essa frase, nunca tinha escrito um post exatamente sobre ela aqui? Então lá vai.
Você sabia que uma das maiores causas de procrastinação é o perfeccionismo?
Nem todo mundo que procrastina é exatamente perfeccionista mas a gente já viu, já observou que a maioria das pessoas que são perfeccionistas acabam procrastinando por uma questão muito séria, que é a seguinte: “ah, se não for pra fazer exatamente do jeito que eu quero, eu prefiro não fazer”.
Isso vai desde atividades mais simples do cotidiano até maiores projetos de vida, que às vezes a pessoa acaba deixando de lado porque já que ela não tem as condições perfeitas pra executar aquele trabalho, ela acaba preferindo não fazer porque ela não quer que ele tenha os parâmetros abaixo daqueles que ela tem expectativa sobre si mesma.
Então, por exemplo, você pode falar assim: “eu gostaria de ir na academia fazer uma hora de atividade física mas já que eu não tenho uma hora hoje pra fazer, então eu não vou na academia”. Às vezes valeria mais a pena você ter ido fazer quinze, vinte minutos porque assim você manteria a consistência do que simplesmente deixar de ir porque você não teria uma hora pra fazer.
Ou deixa de fazer um mestrado porque não são exatamenteeee as condições ideais no momento. Sendo que o tempo passa e a ela poderia ter o diploma de mestre. Foi meio que o que aconteceu comigo. No começo do meu mestrado, minha avó morreu e aquilo abriu o chão aos meus pés. Eu teria todo motivo do mundo para ter parado. Mas não parei, continuei, e isso não só me deu força como me permitiu, mesmo que fazendo o mínimo viável de acordo com as condições que eu estava (emocionalmente, de luto), defender minha dissertação e ser aprovada com nota 10.
Eu dei alguns exemplos de projetos pessoais porque aí servem pra todo mundo mas você pode aplicar pro seu trabalho e eu tenho certeza que você vai se encontrar em algum exemplo específico seu, de algo que você não fez da maneira como você gostaria, ou que você nem começou a fazer justamente porque você tá pensando: “poxa, enquanto não tiver as condições perfeitas, eu prefiro não fazer”.
Alguns anos atrás eu li o livro da Sheryl Sandberg, do Facebook, um livro chamado “Faça acontecer”, em que ela reporta que, lá no Facebook, eles tem a mania ou costume de sempre usar essa frase que “feito é melhor que perfeito”. E já vi várias pessoas usando essa frase também mas, apesar de eu entender o que ela quer dizer, ela me incomodava um pouco.
E aí, com o passar do tempo, eu fui refletindo sobre ela e cheguei na minha versão pessoal que é a seguinte: “feito é melhor que o perfeito não feito”. Porque assim, em muitas situações vale mais a pena a gente fazer e simplesmente concluir aquele projeto do que deixar de fazê-lo apenas porque eu não ia conseguir fazê-lo nas condições ideais.
Virou meu lema para absolutamente tudo. Primeiro eu faço. Depois melhoro. Feito é melhor que o perfeito não feito. E é isso.
Uma seguidora me fez essa pergunta esses dias e eu refleti escrevendo no meu diário a respeito, e compartilho aqui com vocês.
Eu não diria que exista um preparo específico. É o estudar o assunto a vida toda, a minha formação humanista e budista, a prática diária de meditação que me ajudam.
Eu também diria que a motivação correta (é um memorial e não um “ponto turístico”) e ter um foco em mente (minha pesquisa) ajudam não pirar (tanto) com tanta informação visual, sensorial, auditiva.
Ano passado, quando visitei Dachau, ficar em silêncio antes, durante e depois da visita me ajudou bastante. Em respeito a tudo mas para a minha própria absorção da situação. Eu sinto que me ajudou.
Chegar depois no hotel, sendo grata pela minha vida e pelo banho quente que eu posso tomar, a cama que posso dormir, a comida que posso jantar. Entoar o dia todo mantras de compaixão em respeito aos mais de 1,1 milhão de pessoas que morreram nos campos. E aí é procurar descansar. Pintar aquarela, jogar Magic, “esvaziar a mente”.
E, no dia seguinte, reunir minhas notas de campo, os materiais que pegarei lá e escrever. Escrever. Fazer conexões com as notas que já tenho (zettelkasten), escrever no meu diário sobre a experiência do ponto de vista pessoal etc.
O que mais me impressiona em um evento como esse foi ele ter acontecido há quase 100 anos e repetirmos, continuamente, que jamais devemos permitir que aconteça novamente, mas neste exato momento estamos vendo uma situação similar na Palestina. Eu acho que, como humanidade, a pergunta que devemos fazer é: como fazer ESTA guerra parar? Como evitar mais tantas mortes AGORA por um projeto de poder?
Aconteceu há 100 anos, acontece hoje e, se não aprendermos efetivamente, acontecerá sempre.
Me considero uma pessoa completamente esclarecida com uma série de questões, embora nem todas estejam resolvidas porque fazem parte de um processo de cura que ainda estou passando.
Mas tem dias que parece que o negócio bate.
Que parece que vem tudo de uma vez. A única reação que o corpo tem é a força da lágrima subindo para o seu olho para você poder chorar. Como se fosse o transbordamento. O “chega”. O sentimento de que não dou conta, mesmo que eu seja tão forte no dia a dia.
Não tem uma pessoa com a qual eu não converse que não se diga admirada por todas as coisas que eu faço.
Um filho, empresa, doutorado, criação de conteúdo, TAG, fibromialgia, viagens a trabalho, família complicada.
Eu cresci sendo uma pessoa introvertida e buscando a organização porque fui treinada a ficar na minha e tentar encontrar ordem no meu pequeno caos.
Tenho as minhas bolhas. Os meus refúgios. O cantinho da livraria que eu vou e consigo ser feliz folheando as páginas de um livro novo. A mesa da cafeteria em que sento e tomo um chá ou café olhando as pessoas passando pela rua. Ver tv com meu cachorrinho no colo, fazendo carinho na orelha dele. Colocar um disco e ouvir até o fim, pensando em como ele é maravilhoso.
E aí acontecem coisas na vida que me fazem lembrar que isso é tudo uma bolha na verdade. Que nem sempre a vida é esse normal.
É uma dengue fora de hora. Um remédio que me foi receitado errado e quase me leva ao hospital com ataque cardíaco. Gerenciar a ansiedade. Descobrir uma fibromialgia. Ter que tomar antibiótico para uma infecção que veio do completo nada. Trocar um remédio pelo outro. Mudança de fuso horário e sono perturbado. Conciliar praticamente três trabalhos (doutorado, estágio, o Vida Organizada). Saudades do meu filho, família, todos. Insegurança financeira, medo do futuro.
São tantas coisas. E assim, eu não estou morrendo. Estou envelhecendo. Eu estou tratando todas essas coisas da melhor maneira possível, mas elas fazem parte da minha rotina no momento e impactam como eu vivo.
Eu não vou dizer que lido com elas sozinha. Tenho meu namorado, meu apoio, meu suporte, que está comigo a todo momento e eu não sei o que faria se não fosse por ele estar comigo. Tenho o meu filho, que me dá força para continuar viva. Tenho meu ex-marido, que será meu amigo pra sempre, que cuida de tudo no Brasil pra eu ficar o mais tranquila possível por aqui. Minha psicóloga e meu novo psiquiatra incrível. Poucos e bons amigos. A Malu e a Elaine que trabalham comigo e estão comigo para o que der e vier. Que privilégio. Porque, se não fosse por eles, eu não sei onde eu estaria ainda. Talvez eu não estivesse em lugar nenhum. Eu não sou tão forte assim.
Às vezes eu sinto que, no limite das minhas forças, recebo uma mensagem que acaba com o meu dia. Uma falta de empatia, uma ofensa, uma cobrança desnecessária, qualquer coisa do tipo. Eu de modo geral lido bem (“bem”) com isso mas tem dias que mistura dor com todo o resto e me pega de jeito, como uma bala de prata certeira, projetada especificamente para você, naquele momento. E aí o corpo não sangra. Mas os olhos sim. Nessas horas, eu acho que a única coisa que resta é realmente chorar. Deixar fluir. Lembrar, de novo e de novo, que eu não sou a mulher maravilha. Eu sou uma mulher de 42 anos separada, que tenta gerir uma empresa, educar um filho da melhor maneira possível, lidar com questões de saúde, e ser minimamente boa para os outros.
A sensibilidade é uma característica boa e ruim. Boa porque permite ter empatia, compaixão, perceber quando alguém que você ama não está bem e segurar sua mão, estar ali. Mas também é ruim porque absolutamente tudo te afeta. E eu não sei lidar com isso muitas vezes.
Artes criativas são atividades que permitem a gente se expressar e criar coisas novas de maneira pessoal e única. Incluem desenho, pintura, música, escrita, fotografia, artesanato e outras. Essas atividades são sobre colocar nossas ideias e emoções para fora, de forma divertida e relaxante, ajudando a desenvolver habilidades e a nos sentir bem.
As artes criativas e a organização têm tudo a ver, porque ambas envolvem colocar nossas ideias em ordem de uma maneira que faça sentido para nós. Quando desenhamos, pintamos ou fazemos artesanato, estamos dando forma aos nossos pensamentos e emoções, o que também acontece quando organizamos nosso espaço ou nossa agenda. Essas atividades ajudam a liberar a mente, reduzir o estresse e aumentar a produtividade, já que um ambiente e uma mente organizados deixam a criatividade fluir melhor e fazem tudo funcionar mais suavemente no dia a dia.
Nos últimos anos, muita gente tem voltado a usar ferramentas de papel, como planners, bullet journals e cadernos, para se organizar e planejar a vida. Isso acontece porque essas ferramentas permitem uma conexão mais direta e pessoal com nossas tarefas e metas. Escrever à mão e decorar as páginas com desenhos e adesivos não só ajuda a visualizar melhor o que precisamos fazer, mas também torna o processo de organização mais criativo e divertido. Além disso, tirar um tempo para planejar no papel pode ser um momento de relaxamento e reflexão, algo que a tecnologia nem sempre consegue oferecer.
Para mim, usar ferramentas de papel para me organizar sempre foi algo importante e natural, desde que eu era criança. Cresci adorando cadernos, agendas e todo tipo de material de papelaria, e sempre achei que colocar minhas ideias e tarefas no papel me ajudava a clarear a mente e a me sentir mais no controle. Além disso, adoro a parte criativa de decorar e personalizar minhas anotações, o que torna o processo muito mais prazeroso. Essa prática não só me ajuda a me organizar melhor, mas também é uma forma de expressão pessoal que sempre fez parte da minha vida.
Algumas artes que fazem parte da minha vida ainda hoje:
Journaling, ou a prática de escrever em um diário, sem dúvida. Não apenas como registro, mas também para planejar a minha vida como um todo. Em vez de ter um planner separado (o que também pode ser legal, dependendo do que você está precisando na fase da vida em que você está), tenho um único caderno para escrever sobre a minha vida. Aprendizados de terceiros entram em outro, que é o chamado commonplace book. Mas essa escrita, a coisa de ter um caderno para fazer colagens, desenhos, caligrafia, organizando informações, tudo isso me atrai muito.
Moda. Querendo ou não, a maneira como a gente se veste expressa para o mundo a nossa personalidade. Eu sempre acreditei nisso mas, nos últimos anos, com esse resgate da minha autoestima, se tornou ainda mais importante. Escolher minhas roupas com cuidado e atenção me ajuda a mostrar quem eu realmente sou e a me sentir mais confiante. É incrível como uma peça de roupa pode mudar nosso humor e a forma como nos vemos. Para mim, moda é mais do que seguir tendências; é sobre encontrar o que me faz sentir bem e usar isso como uma forma de expressão.
Música sempre foi uma parte fundamental da minha vida. Adoro compor, ouvir e apreciar as artes dos discos, e tocar algum instrumento me transporta para outro mundo. Tem algo mágico em criar uma melodia ou letra, e também em descobrir novas músicas que tocam a alma. Os álbuns de vinil, com suas capas detalhadas e cheias de arte, são como tesouros para mim, e passar um tempo ouvindo e admirando cada um deles é uma das minhas formas favoritas de relaxar. A música é uma maneira incrível de expressar emoções e conectar-se com outras pessoas, e eu não consigo imaginar minha vida sem ela.
As artes plásticas sempre tiveram um lugar especial no meu coração. Adoro desenhar, colorir e pintar, porque é uma forma de dar vida às minhas ideias e emoções. Nada me relaxa mais do que sentar com um caderno e alguns lápis de cor, deixando a criatividade fluir. Além de criar, também gosto muito de apreciar outras artes, visitando museus e galerias sempre que posso. Ver o trabalho de outros artistas é inspirador e me dá uma nova perspectiva sobre o mundo. A arte, seja feita por mim ou por outros, é uma maneira incrível de se conectar com nossas emoções e com o que está ao nosso redor.
Fotografia é uma das minhas paixões, mesmo de forma informal e amadora. Adoro capturar momentos do meu cotidiano e compartilhar nos stories do Instagram, porque é uma maneira divertida de registrar e dividir pedacinhos do meu dia a dia. Além disso, tiro muitos autorretratos para documentar minha vida e as mudanças ao longo do tempo. E uma das coisas que mais gosto é tirar fotos de shows; a energia e a emoção dos artistas no palco são sempre incríveis de capturar. Para mim, fotografia é uma forma de expressão e uma maneira de guardar lembranças especiais.
Mas como, afinal, organizar essas artes, que são tão associadas ao espontâneo? É uma questão de encontrar um equilíbrio entre a liberdade criativa e um pouco de estrutura. Eu gosto de ter um espaço dedicado para cada tipo de arte, como um canto para desenhar e pintar, e uma área onde guardo meus materiais de fotografia. Também uso um bullet journal diariamente para anotar ideias e planejar projetos criativos. Mesmo sendo atividades espontâneas, um pouco de organização ajuda a manter tudo acessível e a garantir que eu realmente encontre tempo para me dedicar a elas. Assim, posso aproveitar o melhor dos dois mundos: a liberdade de criar e a tranquilidade de saber onde tudo está.
Claro que a inspiração é diária e acontece a todo momento. Gosto de buscar referências no Pinterest, onde sempre encontro ideias incríveis para novos projetos. Filmes, livros e até mesmo a vida cotidiana são fontes constantes de inspiração. Às vezes, uma simples caminhada no parque ou uma conversa com amigos pode acender uma nova ideia. Manter os olhos e a mente abertos para o mundo ao nosso redor é essencial para alimentar a criatividade e manter as artes vivas e vibrantes no meu dia a dia.
Aqui estão 5 ações práticas que você pode fazer já para organizar as artes criativas na sua vida:
Reserve um cantinho da sua casa exclusivamente para suas atividades criativas. Pode ser uma mesa, um estúdio improvisado ou até uma prateleira onde você guarde seus materiais. Ter um espaço dedicado ajuda a manter tudo organizado e sempre à mão.
Anote suas ideias, projetos e prazos em um planner ou bullet journal. Isso não só ajuda a manter suas atividades organizadas, mas também é uma ótima maneira de planejar seu tempo e garantir que você está dedicando momentos regulares à criatividade.
Separe um tempo para organizar seus materiais de arte. Use caixas, gavetas ou prateleiras para guardar tintas, pincéis, lápis, cadernos e outros itens. Etiquetar tudo pode ajudar a encontrar o que você precisa rapidamente.
Incorpore um tempo fixo na sua rotina diária ou semanal para se dedicar às suas artes. Pode ser uma hora pela manhã, um fim de semana por mês ou sempre que sentir inspiração. O importante é criar o hábito de reservar tempo para a criatividade.
Documente suas criações em um portfólio ou diário visual. Isso pode ser um caderno físico onde você cola fotos e anotações, ou um arquivo digital com imagens dos seus trabalhos. Ter um registro das suas obras ajuda a acompanhar seu progresso e a manter a inspiração viva.
Desenvolver arte e projetos criativos é, na verdade, mais uma maneira de vivermos o presente e prestarmos atenção às coisas com uma mente plena. Quando estamos imersos em criar algo, estamos realmente ali, no momento, esquecendo as preocupações e apreciando o processo. Isso nos ajuda a desacelerar e a valorizar os pequenos detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Além de tudo, essa prática torna a nossa existência mais feliz e gratificante, pois nos dá a chance de expressar nossas emoções e explorar nossa criatividade.
Eu já compartilhei diversas vezes aqui no blog como, nos últimos anos, eu questionei demais todo o futuro deste trabalho e como eu descobri que, para mim, era difícil o conceito de “ser empresária”. Não tem a ver com “crença limitante”. Tem a ver com consciência de classe e com o que eu quero fazer da minha vida.
Ok, nós nunca trabalhamos sozinhos. Sempre estamos em contato com as pessoas, seja como for. Clientes, fornecedores, colegas, prestadores de serviços. Mas eu percebi que, nos últimos anos, eu estava infeliz com o meu trabalho justamente porque, com o “crescimento” da empresa, com a estruturação do Vida Organizada como uma universidade corporativa, isso me tirou do meu ofício principal (escrever e ensinar) para me colocar no papel de administradora de empresa e líder de pessoas.
E veja: eu entendo a liderança como um conceito mais amplo que simplesmente gerenciar as demandas de um time. Eu me vejo sim como líder do movimento por uma produtividade compassiva através do Vida Organizada, por exemplo, e considero esse papel de liderança importante. Ele me dá propósito para continuar com este trabalho.
O que não tem absolutamente nada a ver comigo são questões operacionais que me desconectam, até me alienam, do meu trabalho, como delegar algo para alguém e perceber, depois de meses, que a tarefa deixou de ser feita porque a pessoa não teve a autonomia de manter o processo – e eu achei que estava tudo bem. Aí eu tenho que consertar erros, reparar danos, treinar a pessoa novamente, fazer um acompanhamento etc. Ou de ter que parar tudo o que estou fazendo para resolver um problema qualquer sobre algo que nada tem a ver com o meu trabalho porque algo aconteceu com alguém. E o fato é que essas pequenas coisas do dia a dia acabaram virando regra nos últimos anos. Eu percebi que meu trabalho tinha se tornado cuidar disso a maior parte do tempo e não me dedicar ao que eu gosto de fazer.
Ao mesmo tempo que a empresa crescia, os custos também cresciam, então qual era o ponto? Eu não preciso de muito para sobreviver. Valorizo muito mais a minha rotina tranquila que lucrar mais e mais a cada mês ou ano. Claro que, dentro da lógica capitalista, a empresa crescer faz parte, senão ela deixa de existir, porque os custos de existência dela aumentam e, por isso, você precisa faturar mais para pagar tais custos e ter uma reserva para os meses seguintes, caso algo mude no mercado (como foi no caso da pandemia). Mas, nos últimos anos, isso custou a minha sanidade, a minha tranquilidade e a minha felicidade. Foi quando eu percebi isso que cheguei à conclusão de que eu não queria uma empresa. Eu queria voltar a ser autônoma. Ter um ritmo de faturamento menor, talvez, mas o meu ritmo. Administrar os projetos que eu dou conta. Fazer uma coisa de cada vez. Voltar a fazer o que eu gosto. E é isso.
Obviamente que essa não é uma decisão fácil e envolve muitas questões importantes para mim, como o desligamento de pessoas. Isso é horrível. O que eu procurei fazer foi avisar com antecedência de meses sobre como estava sendo o meu raciocínio e dando todo tempo e suporte para a pessoa se recolocar. Não tem maneira fácil de fazer isso, mas fiz o que acreditei ser melhor.
A ideia é que, a partir de janeiro 2025, eu esteja trabalhando como autônoma novamente. Não vai ser fácil, vai demandar um tempo de ajustes, mas eu sinto que tirei um peso das minhas costas e resgatei a perspectiva de felicidade que eu sentia falta neste trabalho. Estou feliz por novamente fazer tudo.
Eu não sei como será no futuro mas, no presente, me parece a melhor decisão para mim. Não existem decisões certas ou erradas – existem decisões e suas consequências. Vamos ver como será daqui em diante. Quis compartilhar esse processo com vocês. Obrigada por ler até aqui.
Se nossa existência tem um crepúsculo, envelhecer é um convite a esse rito de passagem.
Envelhecer em um mundo com tanta violência e doenças é um privilégio. Meu pai morreu cedo, com câncer. Então eu acho muito bonito ver alguém envelhecendo. Significa que aquela pessoa sobreviveu.
É uma jornada adornada não de perdas, mas de preciosas conquistas; cada ruga, uma trilha de risos partilhados, cada olhar, um mar profundo de histórias vividas.
Somos convidadas a dançar com os ciclos da natureza, abraçando a graça do tempo com a dignidade das árvores que, firmes, testemunham as estações passar. O envelhecer torna-se, então, não um caminhar para o ocaso, mas um florescer contínuo, um desabrochar eterno que celebra a plenitude da vida em cada respirar.
Redescobrimos o poder ancestral da conexão com o divino feminino, honrando a Anciã dentro de nós, guardiã da sabedoria e da força que nos guia. Envelhecer é, assim, um ato de poder, uma afirmação de vida que ecoa os segredos do universo, ensinando-nos a acolher cada amanhecer com gratidão e cada anoitecer com a promessa de renovação.
Este post então é um pouco sobre isso, e um pouco sobre como eu vejo o envelhecer “na prática” conciliando duas áreas importantes para mim, que são o Ayurveda e o neo Paganismo.
A Ayurveda e o Ciclo da Vida
A Ayurveda, sistema de saúde holístico que originou na Índia há mais de 5.000 anos, nos ensina que a vida é um ciclo de nascimento, crescimento, declínio e renovação. Envelhecer, neste contexto, é uma fase natural e respeitada do ciclo da vida, que traz consigo sabedoria, maturidade e a oportunidade de refletir sobre nossa jornada.
Segundo a Ayurveda, cada fase da vida é dominada por um dos doshas (Vata, Pitta e Kapha), sendo o Vata o dosha que predomina na velhice. Isso significa que práticas que equilibram Vata, como nutrição adequada, rotinas regulares e meditação, são essenciais para envelhecer com saúde e vitalidade.
Wicca e o Respeito pelas Fases da Lua
Na Wicca, a conexão com os ciclos naturais da Terra e a veneração pela Deusa em suas três faces – Donzela, Mãe e Anciã – nos ensinam a abraçar cada fase da vida como uma manifestação do divino. A Anciã, em particular, é reverenciada por sua sabedoria, conhecimento e magia, nos lembrando que o envelhecimento é um processo sagrado e poderoso.
A prática de alinhar nossas vidas com os ciclos da lua, celebrando a beleza e a sabedoria em todas as fases, pode nos ajudar a aceitar o envelhecimento como parte natural e honrada de nossa existência.
Como podemos, então, integrar essas práticas ancestrais em nossa jornada de envelhecimento? Aqui vão algumas sugestões:
Nutrição e Autocuidado: Adote uma dieta que equilibre Vata, rica em alimentos quentes, hidratantes e nutritivos. Pratique yoga e meditação para manter o corpo e a mente ágeis.
Rituais e Celebrações: Crie rituais que celebrem as fases da sua vida, honrando as lições aprendidas e a sabedoria adquirida. Celebre os Sabbats e Esbats, reconhecendo a beleza em cada ciclo da natureza e da vida.
Comunidade e Compartilhamento: Cultive uma comunidade de apoio onde o envelhecimento seja visto como uma fase de crescimento e aprendizado. Compartilhe suas histórias e sabedoria com as gerações mais jovens.
Aceitação e Gratidão: Pratique a aceitação e a gratidão por cada momento vivido. Reconheça a beleza em todas as fases da vida, incluindo os desafios e as bênçãos do envelhecimento. Registre em um diário.
Envelhecer com graça não é sobre negar o tempo ou lutar contra as marcas que ele deixa, mas sim sobre abraçar a jornada com sabedoria, amor e gratidão. Ayurveda e Wicca, com seus ricos ensinamentos sobre a natureza e o ciclo da vida, oferecem caminhos profundos para uma velhice vivida plenamente e em harmonia.
Que possamos todas encontrar força, sabedoria e beleza em nossa jornada de envelhecimento, celebrando cada fase como um presente precioso da vida.
Queridas leitoras do Vida Organizada, hoje quero abrir meu coração e compartilhar com vocês um aspecto profundamente pessoal da minha vida: minha jornada de empoderamento feminino através do autocuidado. Refletir sobre essa jornada é revisitar momentos de desafio, crescimento e, acima de tudo, descoberta. Espero que minha história inspire outras mulheres a reconhecerem o poder transformador do autocuidado em suas próprias vidas.
Eu sempre fui uma pessoa que só pensa nos outros. Coloca os outros em primeiro lugar. Sei que tem a ver com a minha formação no budismo, até compreender que o budismo não fala em hierarquizar os outros antes de mim, mas sim em equidade. E eu preciso estar bem se quiser ajudar outras pessoas. Essa virada de chave foi muito importante para mim e, algum tempo atrás, eu decidi voltar a pensar em mim e a fortalecer minha auto-estima, tão abalada na última década ou até mais tempo, se pans.
O despertar para o autocuidado
Minha jornada de autocuidado começou em um momento de crise. Como muitas mulheres, eu estava tão focada em cuidar dos outros e cumprir minhas obrigações profissionais que negligenciei a pessoa mais importante: eu mesma. Engordei, tive depressão, me anulei absurdamente. Foi então que percebi: autocuidado não é egoísmo; é essencial, como falei ali em cima, sobre o budismo. Isso aconteceu mais ou menos por volta de 2022. Eu não estava bem. E, por isso, para “me resgatar”, eu decidi que meu lema para 2023 seria “seja uma rockstar!”, porque ele abrigava uma série de questões que faziam sentido para mim. Deu certo. Esse lema mudou completamente a minha vida no ano passado.
Primeiros passos
O primeiro passo foi o mais difícil: reconhecer que eu merecia dedicar tempo e esforço a mim mesma. Comecei com pequenas práticas de autocuidado, como meditação diária de cinco minutos e caminhadas ao ar livre. Esses momentos de tranquilidade e conexão com a natureza foram reveladores, mostrando-me como gestos simples podem ter um impacto profundo na saúde mental e física. Como eu gosto de moda, mexer com roupas também me animou bastante. Eu resolvi resgatar meu estilo de sempre, que me faz bem, e a tentar conciliá-lo com a vida que eu tenho hoje. Se teve algo que ouvi durante todo o ano de 2023 era como eu me vestia como eu mesma! Isso foi legal demais e um momento importante para mim.
Nutrindo o corpo e a mente
Com o tempo, expandi minha prática de autocuidado para incluir uma alimentação mais consciente e exercícios físicos regulares. Eu também aprendi muito com a relação que eu tinha com o álcool, por exemplo. Aprender a ouvir meu corpo e nutri-lo com o que realmente precisava foi um ato de amor próprio. Cada escolha saudável era uma afirmação de meu valor e um passo em direção ao bem-estar.
À medida que me dedicava ao autocuidado, algo incrível aconteceu: minha autoestima começou a florescer. Cuidar de mim mesma me ensinou a respeitar meu corpo e minha mente, reconhecendo minha força e minha vulnerabilidade. Com cada ato de autocuidado, eu estava não apenas cuidando de mim, mas também construindo a base do meu empoderamento feminino. Eu guardei dinheiro para fazer uma cirurgia no início do ano passado que também me ajudou com a autoestima (reparadoras pós bariátrica e colocação de prótese nos seios). Foi um grande investimento especialmente de tempo e energia porque a recuperação levou um tanto, mas não me arrependo.
Compartilhando e aprendendo
Parte do meu processo de autocuidado envolveu compartilhar experiências e aprender com outras mulheres. Cada história compartilhada era uma fonte de inspiração e um lembrete de que não estamos sozinhas em nossa jornada. A solidariedade feminina é uma força poderosa, capaz de nos elevar e nos apoiar em momentos de dúvida.
O autocuidado como ferramenta de empoderamento
Hoje, vejo o autocuidado não apenas como uma prática de saúde e bem-estar, mas como uma ferramenta essencial de empoderamento feminino. Cuidar de si mesma é reivindicar seu poder e espaço, é afirmar sua importância em um mundo que muitas vezes nos ensina o contrário. Quando você tem um sim muito forte dentro de você, fica mais fácil falar não para tudo aquilo que você decidiu não aceitar mais na sua vida. E isso vai incluir um montão de coisas. Só que não dá pra voltar atrás. É uma mudança real.
Um convite à reflexão
Convido cada uma de vocês a refletir sobre suas próprias práticas de autocuidado. Lembre-se de que autocuidado é pessoal e intransferível; o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. O importante é encontrar aquilo que ressoa com você e lhe traz paz, alegria e força. Você está feliz hoje? Se não, o que falta? E o que você pode fazer por você neste momento, que seja uma pequena coisa, para tornar sua vida mais legal? Pense nisso.
Que minha jornada inspire você a embarcar na sua própria aventura de autocuidado, descobrindo o poder transformador de cuidar de si mesma. Lembre-se: você é digna de todo o amor e cuidado que oferece aos outros.
A organização é uma habilidade fundamental que transcende os limites dos estudos e do trabalho, permeando todos os aspectos de nossas vidas. No entanto, manter essa organização no dia a dia exige mais do que boas intenções; requer consistência. Consistência é a força motriz por trás da transformação de boas práticas em hábitos duradouros, permitindo-nos viver de maneira mais intencional e menos reativa.
Por que a consistência é a chave?
Consistência significa aplicar os mesmos princípios e esforços regularmente, não apenas quando estamos motivados ou quando as circunstâncias são favoráveis. É a consistência que nos ajuda a construir e manter a ordem em nossas vidas, independentemente das turbulências ou desafios que possamos enfrentar.
O segredo da consistência, que na verdade representa executar sempre o que quer que seja, está em facilitar a execução. Você tem tudo o que precisa para executar o que precisa fazer? Essa é a pergunta essencial que você deve se fazer.
Como aplicar a consistência à organização
Defina metas claras e realistas: Antes de qualquer coisa, é importante ter um claro entendimento do que você deseja alcançar com sua organização. Seja específico sobre suas metas e certifique-se de que elas são realistas e alcançáveis.
Crie rotinas factíveis: As rotinas servem como o esqueleto de uma Vida Organizada. Elas reduzem a necessidade de tomar decisões constantes sobre quando e como fazer as coisas, liberando energia mental para outras tarefas. Dedique um tempo para estabelecer rotinas diárias, semanais e mensais que apoiem seus objetivos de organização.
Use ferramentas que facilitam a consistência: Ferramentas e aplicativos de organização podem ser aliados valiosos na manutenção da consistência. Escolha ferramentas que se alinhem com seus métodos preferidos de organização e incorpore-as às suas rotinas. É importante gostar das ferramentas. Leve isso em conta.
Acompanhe seu progresso: Manter um registro do seu progresso não só oferece uma visão clara do quanto você já alcançou, mas também serve como um incentivo para continuar. Celebre as pequenas vitórias e ajuste sua abordagem conforme necessário.
Seja flexível e adaptável: A consistência não significa rigidez. Ser capaz de adaptar suas estratégias de organização às mudanças nas circunstâncias é crucial. A flexibilidade permite que você mantenha a consistência, mesmo quando a vida não segue exatamente o plano. É melhor fazer um pouco todos os dias a fazer muito em um só dia da semana.
Priorize o autocuidado: A manutenção da consistência requer energia, tanto mental quanto física. Portanto, é essencial cuidar bem de si mesmo. O autocuidado não é um luxo, mas uma parte fundamental de um estilo de vida organizado.
Consistência além dos estudos
Aplicar a consistência em todos os aspectos da vida significa integrar princípios organizacionais em tudo, desde a gestão do tempo e finanças até o cuidado pessoal e as relações interpessoais. Quando vivemos de forma consistente organizada, estamos melhor equipados para enfrentar desafios, alcançar nossos objetivos e viver de acordo com nossos valores mais profundos.
Lembre-se, a jornada para uma vida organizada é pessoal e única para cada um de nós. A consistência não é sobre perfeição, mas sobre progresso. É sobre fazer pequenos ajustes todos os dias, com o objetivo de viver uma vida mais intencional e satisfatória.
Assim como organizamos nossa casa e nossa rotina, também precisamos aprender a lidar com nossas emoções de forma saudável e organizada.
A primeira etapa fundamental nesse processo é a conscientização emocional. Imagine suas emoções como mensagens importantes enviadas pelo seu corpo e mente. Tirar um tempo para se conectar consigo mesmo, por meio da prática de autoconsciência, é fundamental. Reserve um momento tranquilo, talvez pela manhã ou à noite, para examinar suas emoções atuais. Pergunte a si mesmo questões como: “Como estou me sentindo hoje? Quais emoções estão presentes? O que pode estar me afetando positiva ou negativamente?”
Esse exercício de introspecção não apenas ajuda a nomear suas emoções, mas também a compreender as razões por trás delas. Você pode perceber que algumas emoções surgem de interações recentes, preocupações específicas ou até mesmo memórias passadas. Ao identificar essas fontes, você está dando um passo importante em direção a uma melhor compreensão de si mesmo e de como suas emoções afetam suas ações e pensamentos.
Lembre-se de que essa prática requer paciência e autocompaixão. Nem sempre é fácil identificar emoções complexas e suas origens, e está tudo bem. O objetivo é desenvolver uma relação mais consciente e compassiva com suas emoções. À medida que você se torna mais hábil em reconhecer suas emoções, estará mais preparado para lidar com elas de maneira saudável e tomar decisões informadas.
No entanto, a conscientização por si só não é suficiente. A próxima etapa é aprender a expressar suas emoções de maneira construtiva. Isso envolve comunicar suas necessidades e sentimentos de forma clara e respeitosa, tanto para si mesmo quanto para os outros. Com o tempo, essa prática contribui para relacionamentos mais saudáveis e uma compreensão mais profunda de suas próprias motivações.
Ao seguir esses passos iniciais em direção à organização emocional, você estará estabelecendo bases sólidas para lidar com desafios emocionais de forma mais equilibrada e eficaz. À medida que aprimora suas habilidades, você perceberá como essa prática beneficia todos os aspectos de sua vida, desde sua autoestima até a forma como você se relaciona com o mundo ao seu redor.
Uma vez que você tenha identificado suas emoções, é importante processá-las de maneira saudável. Isso pode incluir escrever em um diário, conversar com um amigo de confiança ou praticar técnicas de relaxamento, como a meditação. Evitar reprimir ou negar suas emoções é fundamental para uma organização emocional eficaz.
Além disso, assim como organizamos nossos objetos físicos, podemos criar um sistema para organizar nossas emoções. Isso pode envolver a criação de um espaço mental tranquilo, onde você possa refletir e processar suas emoções regularmente. Defina momentos específicos do dia para fazer isso, assim como faria com qualquer outra tarefa importante.
Lembre-se de que a organização emocional não significa eliminar emoções negativas, mas sim aprender a lidar com elas de maneira construtiva. Ao fazer isso, você desenvolve uma maior resiliência emocional e melhora sua capacidade de lidar com os desafios da vida.
Então, queridos leitores, da próxima vez que se sentirem sobrecarregados emocionalmente, lembrem-se da importância da organização emocional. Dediquem tempo para reconhecer, processar e expressar suas emoções de maneira saudável. Assim, vocês estarão cuidando não apenas do seu espaço físico, mas também do seu bem-estar emocional.
Ter uma mente organizada significa ter clareza mental, foco e capacidade de gerenciar eficientemente os pensamentos, as informações e as tarefas do dia a dia. É ter a habilidade de priorizar, planejar e tomar decisões de forma estruturada, evitando a desordem mental e o sentimento de sobrecarga.
Uma mente organizada permite lidar com os desafios de forma mais tranquila, otimizar o tempo, ser mais produtivo e alcançar metas com maior facilidade. Ela se reflete em hábitos e comportamentos, como manter uma rotina, estabelecer metas claras, ser disciplinado, saber gerenciar o tempo, ter um sistema eficiente de organização e estar aberto ao aprendizado contínuo.
Uma mente organizada também está relacionada ao equilíbrio emocional, pois quando estamos mentalmente organizados, somos capazes de lidar melhor com o estresse, a ansiedade e as distrações, promovendo uma maior sensação de bem-estar e paz interior.
Ter uma mente organizada não significa ser perfeito o tempo todo, mas sim desenvolver habilidades e estratégias que nos ajudem a lidar com os desafios da vida de maneira mais eficiente e eficaz. É um processo contínuo de aprendizado e aprimoramento, em que buscamos encontrar o equilíbrio entre a mente, o corpo e o ambiente ao nosso redor.
Algumas estratégias podem te ajudar a desenvolver uma mente organizada:
Comece visualizando o tipo de pessoa organizada que você deseja se tornar. Tenha clareza sobre como essa mentalidade se reflete em sua vida diária e quais benefícios ela trará. Isso ajudará a criar uma visão inspiradora e motivadora.
Tente prestar atenção aos seus pensamentos e comportamentos em relação à organização. Identifique padrões negativos ou autossabotadores que possam estar limitando seu progresso. A consciência é o primeiro passo para a mudança.
Agradeça pelas pequenas vitórias e conquistas ao longo do seu caminho organizado. A gratidão ajuda a manter uma mentalidade positiva e a valorizar seu progresso, incentivando-a a continuar avançando.
Defina metas específicas relacionadas à organização que você deseja alcançar. Por exemplo: organizar o guarda-roupa. Quebre-as em etapas menores e crie um plano de ação para alcançá-las. Metas claras e alcançáveis fornecem direção e foco.
Cultive a disciplina. Isso inclui estabelecer rotinas, cumprir prazos e seguir um planejamento. A disciplina é essencial para manter a consistência e alcançar resultados duradouros, mas ela só é possível com motivação, que vem dos itens anteriores.
Além da organização física, trabalhe na organização mental. Aprenda técnicas de gerenciamento do tempo, como o uso de listas de tarefas, calendários e aplicativos de produtividade. Isso ajudará a liberar espaço mental e a aumentar o foco nas tarefas importantes. Conte com nosso blog para isso. <3
Aceite que cometer erros faz parte do processo de aprendizado. Em vez de se culpar por falhas passadas, aprenda com elas e use-as como oportunidades de crescimento. A mentalidade de aprendizagem contínua é fundamental para aprimorar sua organização.
Desenvolver uma mente organizada requer prática e dedicação, mas os resultados valem a pena. Ao implementar essas estratégias, você estará construindo uma base sólida para uma vida mais organizada e produtiva. Lembre-se de que a organização é um processo contínuo, para a vida inteira, e que cada pequeno passo em direção a uma mentalidade organizada faz a diferença. Ter uma mente organizada é um estado de clareza, foco e equilíbrio mental que nos permite ser mais produtivos, lidar com os desafios de forma mais tranquila e desfrutar de uma vida mais equilibrada e satisfatória.