Categoria(s) do post: Diário da Thais

Gostaria de compartilhar com vocês algumas considerações a respeito deste assunto porque ele vem à tona praticamente todos os dias quando compartilho minha rotina lá nos stories, então aqui vai em formato de post para ficar como referência para você.

Apesar de sabermos que a maioria das pessoas não apenas não faz mais isolamento como também está se aglomerando e saindo sem máscara na rua, nós por aqui ainda fazemos questão de tomar alguns cuidados. E quis escrever este post não apenas para compartilhar como estamos fazendo, mas porque acredito que, se eu tiver alguma influência, que ela seja usada para “o bem”. E para que você, querida leitora ou querido leitor, não se sinta tão sozinho/a caso esteja se cuidando e se achando um “ET” também.

Esses cuidados são:

  • Paul continua fazendo aula online. Ele tem histórico de asma e não está vacinado, então não vemos motivo mais forte que a vida dele para enviá-lo à escola – vamos aguardar a vacina). Aqui em SP, a idade mínima que está recebendo a vacina é de 12 anos – Paul tem 11. Logo, nossa estimativa é que até abril de 2022 ele seja vacinado, com a segunda dose até junho, podendo voltar às aulas presenciais em agosto. Se a vacina vier antes, para abaixo de 12 anos, isso pode ser antecipado. Ele está de boa com a decisão.
  • Meu Doutorado também continua com aulas e encontros online.
  • Meu trabalho é todo online.
  • Evitamos ir a lugares fechados sem necessidade. Isso inclui mercado e farmácia, que acabam sendo os lugares que vamos mais ao longo dos dias. Mas não estamos mais fazendo quarentena, no sentido de não sair. Evitamos ir toda hora, mas vamos quando é necessário (geralmente uma vez por semana). Continuo recebendo a caixa com orgânicos (Raizs) a cada 15 dias, o que já ajuda.
  • Procuro sair todos os dias para tomar sol, mas sempre em locais abertos, a pé e sem contato com pessoas. Sempre com máscara e álcool gel no bolso. Aproveito para caminhar, fazer exercícios, meditar, ler ou simplesmente observar o mundo, dependendo do lugar onde eu for.
  • Tenho ido pelo menos uma vez por semana trabalhar no escritório e quero chegar à meta de ir três vezes por semana. Sair de casa para trabalhar faz bem para mim e para os meninos aqui, já que “damos um tempo” na convivência, o que consideramos saudável a todos os envolvidos. Eu vou e volto a pé, não tenho contato com quase ninguém e não há qualquer tipo de aglomeração. Quando alguém vai trabalhar no escritório comigo, ficamos de máscara o tempo todo e triplicando os cuidados com higienização, álcool nas superfícies e janelas abertas.
  • Fomos duas vezes visitar a minha mãe no litoral. Não ficamos em hotel – alugamos um apartamento via Airbnb. Não saímos “para passear” em nenhum lugar. Ficamos em casa, preparamos comida, e minha mãe foi jantar conosco. Ela também se cuida igualmente, como nós, mas mesmo assim tomamos cuidado, sempre por causa do Paul. Sobre viagens, estou tranquila. Essas duas experiências foram cansativas e eu não via a hora de voltar para a nossa casa. Eu gosto da minha rotina e das nossas coisas por aqui.
  • Meu marido saiu da banda oficialmente. Ele pretende voltar a ensaiar e a fazer shows no ano que vem, conforme o avanço dos fatos sobre o COVID-19. Ele começou a trabalhar comigo na parte de edição de vídeos.
  • Nos sentimos confortáveis para sair apenas se for para lugares abertos e sem aglomeração. Parques, praças, passeios na rua, praia, quando o caso.

Nós sabemos que o COVID-19 veio para ficar, infelizmente, como aconteceu com a gripe normal, a H1N1 etc. As vacinas estão sendo desenvolvidas e testadas, melhoradas a partir das diferentes variantes, e sabemos que precisaremos manter os cuidados usando máscara e nos protegendo até a situação ter de fato normalizado, o que eu ainda acredito que levará mais alguns anos.

Com o nosso filho vacinado, teremos um pouco mais de segurança para a circulação, especialmente a volta dele às aulas presenciais, mas não nos vemos tão cedo fazendo coisas que antes fazíamos despreocupados, como ir a shows de rock, barzinhos ver bandas, restaurantes fechados, jogos de futebol, cinema, manifestações, palestras etc.

Não me sinto confortável para pegar avião. Não precisei ir ao hospital nenhuma vez, mas já tive que ir ao médico e fazer exames. Já visitamos a nossa família, mas não “passamos tempo” lá, sabe? É uma relação diferente das coisas no cotidiano, mais intencional e cuidadosa que antes. Não vejo como sacrifício. A saúde da nossa família é a coisa mais importante. Melhor reclamar agora que chorar depois, e é isso.

Para o Paul não sentir tanta falta da convivência, estamos investindo em atividades que ele possa fazer de casa. Liberamos mais a questão de jogar online porque ele fica com o primo, os amigos da escola… e achamos que isso é mais importante do que o “controle” sobre o tempo que ele passa nas telinha (que obviamente é uma preocupação, mas para tempos normais! hoje é outra). Ele está estudando xadrez, então nós encorajamos tudo relacionado a isso. Da prática a aulas e torneios online. Ele também está gostando de futebol, então vemos os jogos juntos na tv. Séries da Marvel. Enfim, todo tipo de entretenimento que antes restringíamos mais agora deixamos mais liberado. Ele continua fazendo coisas offline como desenhar, escrever, brincar com os cachorros e jogar jogos de tabuleiro (estamos na fase do War). E diariamente tentamos convencê-lo a sair um pouco (rs), nem que seja para dar uma voltinha ou levar os cachorros para passear, porque sair e tomar e sol são coisas importantes.

Acho que tudo se resume a: não estamos saindo sem necessidade. “Ah, tem o restaurante ali aberto”. Precisa? Não. Então a gente vai lá e paga a comida para comer em casa ou pede o delivery local, se for o caso. Mas evitamos estar em lugares assim. Não faço feira há quase dois anos. Evito comércios grandes (o bairro agradece). Shopping está fora de cogitação. E assim vamos vivendo e nos cuidando, além de ter a consciência tranquila de não estarmos contribuindo com a disseminação do vírus por aí.

Essencial lembrar que fazemos isso porque temos a possibilidade. É óbvio que isso não é um tipo de cobrança para quem precisa sair de casa diariamente, pega transporte público etc. É justamente para ajudar essas pessoas que quem pode deveria ficar em casa, para não ser mais um foco de contágio circulando por aí.

E, se você faz o mesmo, sei que deve estar se sentindo sozinha/o vendo tanta gente sair. Tamo junto. Vamos trocando figurinhas sobre esse momento que ainda estamos vivendo, para nos ajudarmos mesmo. É bem e até necessário, eu diria. Obrigada por estar aqui. <3

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23 comentários

  1. GAbriela comentou:

    Continuamos aqui também dessa forma. Filho e marido online e sem programações sociais. Tenho algumas aulas presenciais , inclusive fiz uma viagem só saindo para compromissos de trabalho. Fiquei muito tensa, acompanhei a volta com testes e graças a Deus tudo ok. Aqui no Rio de Janeiro parece que não tem mais pandemia. Nos sentimos uns ETs como você falou. Mas ETs vivos e saudáveis que é o importante. Muita saúde para você e sua família!

  2. Cacilda comentou:

    Thais, aqui estamos exatamente assim. Como vc disse, melhor reclamar agr do q chorar depois.
    E seguimos, resilientes.
    Abraços😍

  3. Patrícia Aparecida Xavier comentou:

    Aqui também seguimos exatamente assim, eu, meu esposo e nossos dois filhos. Muitos nos criticam, mas seguimos firmes pois também acreditamos que ao nos cuidar estamos também indiretamente ajudando as outras pessoas. Ler seu artigo nos dá a certeza de que não estamos sozinhos. Obrigada pelo lindo trabalho. Estamos juntos.

  4. Leyla comentou:

    Oi Thais, eu continuo tomando os cuidados na medida do possível; já tomei as duas doses da vacina, saio sempre com máscara e álcool gel e no trabalho (trabalho fora) eu triplico os cuidados: limpo a mesa, uso alcool sempre e troco as máscaras.
    Há dois anos eu não saio da minha cidade porque também não confio em viajar de avião e todo o restante procuro fazer online sempre que possível: compras, pagar contas, etc.
    Finalizando meu comentário quero deixar meu agradecimento a você, que mesmo longe me ajudou MUITO durante a pandemia: no início de tudo, em 2020, eu me vi perdida e desmotivada e seguir você, seu instagram, seu canal no Youtube e seu blog me ajudou demais!

  5. Camila comentou:

    Thais, adoro seus conteúdos e te acompanho sempre… aqui em casa estamos saindo só para o básico mas sem aglomerações e festas. Em todo caso, vale sempre a reflexão de que ficar em casa, mesmo que de forma consciente, envolve muitos privilégios. Para que uns fiquem em casa, existem profissionais que precisam sair e se arriscar (ex: o entregador de sua caixa de orgânicos). Não concordo com posturas radicais que tenho visto por aí (tanto no sentido de ficar em casa para sempre quanto no sentido de agir como se não houvesse pandemia). Enfim, espero que em breve a maior parte da população esteja vacinada. Sigo buscando o equilíbrio, exatamente igual aprendemos com você.

  6. Tamara comentou:

    O que tem pesado para mim é a questão do convívio social. Trabalho e estudo de casa, o que antes da pandemia já era uma realidade para mim. Mas ainda sim costumava as vezes ir à faculdade e minha interação social era maior porque tinha contato com outras pessoas, com a pandemia hoje diariamente meu contato é basicamente com as pessoas que moram comigo. E tô sentido que isso está pesando esse ano, me deixado mais estressada.

  7. Patricia comentou:

    Thais, por aqui também estamos no mesmo planejamento, filhos e marido no online, eu precisei voltar ao presencial para trabalhar 2x por semana, pouca gente no setor. Janelas abertas, máscara boa e muito álcool. E sim, sabemos que somos ETs para muitos, mas ok, o importante é estarmos de acordo com nossos valores e consciência. Tudo de bom para você e família! Seguimos firmes e aguardando dias melhores!

  8. Marcia Pagnano Solano comentou:

    Aqui, eu, dentista e meu marido médico, saimos todos os dias pra trabalhar.Nós dois somos funcionários públicos.Optamos esse ano, pela aulas presenciais, pois principalmente pelo pequeno q estava com ansiedade a mil.Tomamos muito cuidado pra não trazer o vírus pra dentro de casa e qdo saímos SEMPRE tbem com máscara e álcool gel

  9. Fabiana comentou:

    Por aqui estou do mesmo jeito. Tenho frequentado supermercados porque o serviço de entregas aqui da cidade é muito ruim e atrasa demais. Então, prefiro colocar uma PFF2 na cara, fazer uma listinha e comprar as coisas pra uma semana. Fora isso, não tenho feito mais nada. Restaurantes, peço para entregar, quando vejo alguma coisa na rua que gostaria de provar, compro e levo pra casa.
    Já tomei vacina e estou morrendo de vontade de ir na cidade vizinha dar uma volta e respirar novos ares, mas não tenho coragem de pegar um ônibus e ali permanecer por uma hora. Tem horas que surto? Tem. Mas me sinto privilegiada de poder trabalhar em casa e ter segurança. Alguns me chamam de maluca, de exagerada. Mas melhor fazer estes sacrifícios agora do que prejudicar alguém da família ou eu mesma parar em hospital, coisa que tenho trauma.
    Bom saber que não estamos sozinhos!

  10. Lucà comentou:

    Muito legal esse post, obrigado por compartilhar!

    Você pode fazer um post (sem pressa! =) ,por favor, explicando pq você colocou num post passado que arrumar a cama é essencial?

    Bjinho

    1. Oi Luca! Não sei se valeria um post… talvez você esteja vendo algo que eu não estou nessa questão. rs Qualquer coisa me fala.
      Acho importante arrumar a cama porque já tive depressão. E, em dias difíceis, esse simples ato faz toda a diferença porque é uma coisa boba, meio rápida até, mas que sinaliza que você não desistiu, sabe? Sei lá, para mim faz sentido. É uma pequena coisa da minha vida que eu consigo ter controle, e que dá a sensação de que a minha cabeça está em ordem.
      Espero ter ajudado. 🙂

  11. Adriana Jardim comentou:

    Thais, eu gosto como vc traz com lucidez, como toma as decisões referente a este tema. A pandemia ainda não acabou e infelizmente o que vemos por aí é muita gente circulando. Eu moro em um lugar turístico e posso te dizer que neste feriado o vilarejo está bombando. Nós aqui em casa, seguimos assim mais ou menos como vc, com a exceção que a partir de agosto meu filho de 7 anos voltou a frequentar a escola. Mas, seguimos escolhendo com bastante critério o que vale a pena ou não. Esse ano, consegui ver meus pais, depois de um ano e meio sem vê-los. É muito delicado tudo, pois envolve subjetividades nessas tomadas de decisão, embora o problema seja coletivo. Mesmo assim, sinto que muitos ainda não o tomam como coletivo. Esse é o verdadeiro exercício que essa pandemia veio nos mostrar. Como exercer melhor a Coletividade. E assim vamos…grata por compartilhar e quem sabe influenciar sim, mais pessoas.

  12. Alice comentou:

    Aqui tb seguimos dessa forma… Temos a possibilidade de trabalhar em casa e assim continuamos. Dias bons e dias nem tão bons, mas todos com saúde. E sim, por aqui também nos sentindo uns ETs.

  13. Marisa comentou:

    Obrigada pelo post, por aqui (vivo em Portugal) os cuidados são os mesmos que os vossos, o filhote já levou uma dose da vacina e entretanto leva a segunda (15 anos), na próxima semana começam as aulas e o stress é enorme. A minha mãe ainda não foi vacinada (aguarda resultados de exames cardiológicos para saber se pode ou não) e então temos mesmo de continuar com todas as precauções pois não posso deixar de a visitar diariamente (o meu pai faleceu em Março), vivemos na mesma terra o que facilita mas como o meu marido trabalha fora de casa estamos sempre de máscara.

  14. Cacau comentou:

    Muito obrigada por compartilhar Thaís! Aqui o pessoal noa chama de “paranoicos” e eu fico muito aborrecida. Meu namorado foi parar no hospital por causa dessa doença. Foi terrível! As pessoas acham que agora que estamos vacinados está tudo liberado. Parabéns pela forma como lida com o Paul, aqui é tudo liberado em nome da “saúde mental” das crianças, acho importante mas o mais importante pra mim é formar crianças integras e conscientes que se preocupam com o coletivo. É uma das fases mais difíceis da pandemia pra mim. Até a médica nos disse que “a gente precisa viver, não pode parar”. Obrigada por compartilhar, me sinto menos sozinha ❤

  15. Kelly comentou:

    Eu trabalho em fábrica e não fiquei um dia sequer em casa. A pele do meu rosto adquiriu um alergia pesada por conta do uso da máscara. Só saio de casa para o que for estritamente necessário, não saio nem para o lazer, pois tenho o privilégio de trabalhar de carro e meu local de trabalho estar rodeado de uma floresta maravilhosa. No começo da pandemia pedi muito delivery, mas me senti péssima. É como se eu tivesse me protegendo e ao mesmo tempo colocando o outro mais precisado em risco. Depois disso, eu busco a minha comida e vou ao supermercado e farmácia quando estão bem vazios….se chego lá e está cheio, eu volto. Vamos passar por isso muito meses ainda, mas fico triste quando vejo o comportamento das pessoas que não de preocupam com o outro. 🙁

  16. Carolina comentou:

    Obrigada por compartilhar seu relato e incentivar as pessoas a continuarem tomando cuidado.
    Aqui, evitamos nos expor sempre que possível, mas não conseguimos nos resguardar tanto quanto vocês.
    Sou bancária e não pude deixar de trabalhar presencialmente nenhum dia. Ainda por cima, trabalho na Caixa, ou seja, estou desde o início da pandemia no limite da minha sanidade com o aumento da demanda por pagamentos sociais e todas as histórias tristes que presenciamos no cotidiano. Pessoas que perderam entes queridos, pessoas desempregadas que não sabem como vão pagar o aluguel, pessoas que ficam dias sem conseguir comer, pessoas que descobrem 50 reais numa conta e saem do banco radiantes porque vão finalmente poder fazer uma refeição digna. Tomamos todos os cuidados possíveis no trabalho, o que tem funcionado bem para resguardar quem trabalha na parte interna da agência, que é o meu caso, infelizmente o pessoal que fica na triagem já se contaminou mais de uma vez mesmo com o uso rígido de máscara e álcool gel.
    Meu marido, que está trabalhando em casa, ficou com as crianças inicialmente, mas ele surtou, gritava com elas por tudo, batia, chegamos a uma situação insustentável e eu não tive opção, precisei optar pelo ensino presencial. Tenho uma menina de 7 anos e um menino de 3. A de 7 ficou com o processo de alfabetização muito comprometido, agora que começou a recuperar.
    O que conseguimos evitar de exposição, nós evitamos. Não batemos perna por aí, vou pro trabalho de carro, e nosso lazer se resume às pracinhas do bairro. As crianças aprenderam a usar máscara e até que fazem isso direitinho, mas fico sempre monitorando. Minha mãe tomou a segunda dose da vacina e nos veremos agora pela primeira vez durante a pandemia.

  17. Julia comentou:

    Obg por compartilhar Thais. Às vezes eu fico achando que eu é que sou a paranóica, porque parece que as pessoas realmente acham que a pandemia acabou. Eu vou tomar a 2ª dose amanhã, mas eu acho que não vou deixar de usar máscara e álcool em gel nunca mais.

  18. Nancy Keiko comentou:

    Antes eu achava que poderia ser excluída da lista de encontro de amigos, agora eu tenho certeza! Rs.
    Sempre tomei muito cuidado, especialmente pelos outros, pois nunca parei de sair para trabalhar presencialmente (de transporte público). Sou a chata das janelas abertas na sala onde trabalho (os colegas homens preferem ar condicionado no talo, com tudo fechadinho). Quando ainda morava com minha mãe idosa, evitava até ficar muito perto dela, cheguei até a usar máscara em casa por um período. Metade dos encontros com o namorado eram virtuais, apesar de morarmos perto, e eu me recusava a encontrá-lo pessoalmente se ele tinha algum compromisso familiar dentro de 14 dias. Comer e até tomar uma água fora de casa é algo que não faço desde março do ano passado. A única coisa que dei uma “relaxada” foi com a limpeza das compras, dependendo do que for, deixo de “quarentena” num canto da casa e depois só passo um pano úmido pra dar uma limpadinha antes de guardar.
    Não é de agora que vejo fotos dos amigos saindo, fazendo aquele encontrinho de amigos na casa de alguém ou em algum barzinho/restaurante ao ar livre… e nunca recebi nenhum convite. Até porque deixo bem claro que não estou saindo para nada que não seja trabalho, supermercado e passeio (de carro) com o namorado.
    Não me incomodo tanto (por enquanto), porque nunca me incomodei em não ter programas fora de casa para fazer… o que me deixa estressada mesmo é olhar em volta e ver quanta gente (infelizmente) não usa máscara, não respeita distanciamento, não se incomoda com aglomeração…
    Sim, sou a ET da minha bolha 🙂 Tamo junto!

  19. Thais comentou:

    Sempre um alívio saber que ainda tem pessoas como você e sua família, Thaís. Na minha casa, começa pela minha mãe me chamando de “radical”, e continua com um longo rosário de situações que me deixam muito irritada.

    Tenho visto cada vez menos pessoas de máscara nas ruas, e tento fazer o meu olhar mais inamistoso de fuzilar possível, para ver se isso intimida as pessoas, hahaha, mas sei que não sou páreo para tantas lideranças e pessoas públicas dizendo o contrário.

    Já trabalho presencial desde os primeiros 15 dias de lockdown em 2020, espaçando compras e dosando aqui e ali outras atividades a cada 2 semanas (foi assim que cortei o cabelo, fui ao médico, comprei algumas coisas e até visitei uma cafeteria ao ar livre). Próxima parada: dentista para profilaxia, e ginecologista 15 dias depois.

    Contraí o virus em junho desse ano, sem sintomas e após a primeira dose da vacina – meu namorado é ator e ele provavelmente foi infectado numa gravação. Tivemos sorte e logo ficamos bem, mas sinto que “gastei meu crédito” e preciso cuidar triplicado agora.

    Nem consigo mais me lembrar como era a vida antes…O que me lembro é que vivia correndo e agora posso ficar mais tranquila, estar em casa, recusar convites que antes eu acharia que não posso.

  20. Veronica Paiva comentou:

    Por isso que amo te seguir… somos muito parecidas em vários aspectos. Por aqui, só saimos se for necessário tbm. Bjo

  21. Karina comentou:

    Thais, querida, muito bom ler esse post. Me identifiquei demais com vocês e com a maioria dos comentários. Sou a radical da família, não vou a restaurantes de jeito nenhum, mesmo tendo tomado as duas doses. Só uso máscara pff2 e mesmo assim para ir às atividades essenciais. Penso como você: tenho privilégio de poder trabalhar de casa e isso diminui o risco para quem não tem. Mas fico chocada com a vida nos bares e restaurantes do meu bairro, muitos lotados de gente sem máscara como se a vida estivesse normal. Tenho saudades de ir a livrarias, mas principalmente de dar aulas para minhas turmas da faculdade presencialmente. Essa troca de energia em sala não tem substituição no online… Obrigada por compartilhar seu cotidiano e sua visão de mundo tão generosa e sã! Beijinhos, querida 💕
    PS: para minha filha tb foi fundamental liberar as telinhas para encontros com amigas. Elas usam Discord e passam as tardes fazendo os trabalhos escolares e até quietinhas estudando juntas. E às vezes vêem filmes e comem pipoca — cada uma na sua casa mas se fazendo companhia. Foi uma virada em relação à solidão do ano passado. E esse mês tivemos um grande passo: ela e meu filho mais velho tomaram a primeira dose da vacina! 💕 Nada mudou na nossa rotina mas meu coração fica um pouquinho menos apertado. Abraços pra você querida.

  22. Wandercilia comentou:

    Eu faço parte dessa parcela privilegiada que pode trabalhar 100% de casa e faço jus a esse privilégio não saindo de casa à toa. Saio apenas para caminhar e resolver questões urgentes, como consultas médicas e exames. Devo tomar a segunda dose da vacina essa semana, então voltarei a fazer atividades físicas no início de outubro, mas apenas porque sei que o local onde pratico (SESC) é super rigoroso. Brinco que quando a pandemia acabar vou me sentir em um daqueles filmes sobre a segunda guerra, quando a guerra já acabou há uns 5 anos e ainda tem um japonês escondido em um porão, sabe? Tão cedo não pretendo frequentar locais fechados como bares, cinemas e restaurantes. Temos que nos cuidar. Só temos essa vida.