Categoria(s) do post: Liderança

Hoje eu vim aqui escrever um pouco sobre as minhas percepções atuais em torno do assunto “liderança”.

Alguns anos atrás, eu achava que só exercia a liderança aquela pessoa que fosse formalmente nomeada em um cargo de coordenação, direção ou gestão. E eu me sentia frustrada, pois em diversos momentos eu tive tais cargos mas sentia que a liderança não era hierarquizada, mas sim lateral. (hoje eu sou a favor da lateralidade, depois que passei a estudar holacracia)

Depois, algumas experiências corporativas me levaram a entender que eu não queria ter nenhum cargo de liderança. Que gostava de ser a pessoa que fazia. A expert. A que se aprofundava e era mais técnica, no sentido de saber mais sobre o assunto que era trabalhado. Eu ainda me vejo assim e sei que sou essa pessoa. Até gravei um vídeo sobre isso (aqui).

No entanto, o que aprendi nos últimos meses e anos é que a liderança não é um cargo. Você pode exercer sua liderança em qualquer posição que você estiver. Liderança é influência positiva. E a sua responsabilidade aumenta ainda mais quando tantas pessoas se relacionam com você e dependem das suas decisões.

E eu tenho aprendido muito sobre liderança nos últimos anos. Abaixo, separei alguns livros que me ajudaram (e ainda ajudam) nesse caminho. Deixo como recomendações.

Agora, a mensagem que quero passar é: estamos falando sobre pessoas se sobre o seu relacionamento com elas. Liderança começa, ao meu ver, com um autoconhecimento claro. Saber quais são os seus valores pessoais, saber o que está fazendo com relação aos seus negócios (mas vale para todas as áreas da vida) até porque, quem conviver com você, saberá o que esperar. Para que direção as coisas estão caminhando.

Isso tem a ver com organização porque muitas pessoas que exercem cargos de liderança me acompanham e, quando falo sobre coerência, estou me referindo à organização da vida e à produtividade pessoal.

Aqui na empresa existem alguns princípios que estão sendo construídos em conjunto por todos nós, independente de a Thais ser a carinha da empresa ou algo do tipo. E são eles:

  • Confiança uns nos outros.
  • Transparência.
  • Respeito ao que cada um faz de melhor ou se sente melhor fazendo.
  • Revisão constante de escopo para garantir coerência e evitar sobrecarga.
  • Comunicação não violenta.
  • Senso de legado.
  • Compaixão nas relações.
  • Pensar em papéis e em responsabilidades, não em “encaixar” pessoas.
  • Missão clara. Valores claros.

Certamente elencaríamos alguns outros se fizéssemos esse exercício novamente, mas esses são os que eu vejo com clareza.

É uma construção, e gostaria de compartilhar mais com vocês por aqui. Mas me fala: você gostaria de ler mais sobre esse assunto aqui no blog? Pois pretendo trazer apenas se for interessante para vocês. Me fala aqui nos comentários, por favor. Obrigada!