Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo mês eu gosto de fazer um post resumindo como ele foi para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente, além de fazer um apanhado dos meus conteúdos preferidos.

Chegamos ao último mês de um ano quase interminável. De qualquer maneira, cumpriu seu ciclo. Aqui estamos. O resumo do mês vai ser o resumo do ano também. 🙂 Pegue sua xícara de chá, que o post vai ser longo. Ele precisa ser. Você verá.

Janeiro

Eu diria com bastante tranquilidade que a “era” do meu ano de 2019 iniciou no final de dezembro de 2018, quando passei mal na véspera de Natal e fiquei a semana seguinte inteira internada, saindo a pouco de passar o revéillon no hospital e a ponto de perder minha viagem de férias em janeiro. Felizmente isso não aconteceu, e pude passar a virada de ano com a minha família e fazer a tal viagem. Foi a última vez que comi carne vermelha, pois ela era indigesta. O problema foi no estômago / intestino, e comer carne vermelha estava fora de cogitação. Eu já não curtia mais o gosto desde que fiz a cirurgia – comia só pela “obrigação nutricional”. Então parar foi ótimo.

Meu médico autorizou a minha viagem contanto que eu me alimentasse apenas de comidas leves e quase pastosas, o que cumpri prontamente. Fomos para Trindade e Paraty (RJ), onde ficamos quase duas semanas. Não ficamos os 15 dias porque todos se cansaram de ficar longe de casa e quiseram voltar antes. Eu ficaria mais de um mês facilmente. Eu adoro praia.

Para viajar, eu deixei prontas as aulas do curso Organize-se em 2019 (online) e todas as dicas do Mês da Organização (em janeiro) agendadas. É inacreditável ver a minha dedicação para fazer tudo isso mesmo tendo saído do hospital nas condições que saí. Só uma pessoa que verdadeiramente vê propósito no que faz consegue encontrar motivação para realizar algo desse tipo. Não estou falando isso para “me achar” não – é que realmente fico surpresa ao avaliar com esse distanciamento que tenho agora.

Todo o meu problema de saúde, a alimentação deficitária na viagem, o calor, o estresse de talvez precisar passar por uma cirurgia complexa (talvez precisasse – eu realizaria exames ao final do mês para ver a situação pós internação) – isso me levou a uma anemia. Voltei de férias cansada emocional, física e mentalmente, mesmo tendo ficado em um lugar tão bonito e que gosto tanto. Era um sinal do ano difícil que estava por vir.

Fevereiro

Sem quase ter forças para sobreviver aos dias absurdamente quentes de verão em São Paulo, e tratando uma anemia severa, no primeiro dia de fevereiro foi a entrada da Malu na empresa, que começou a trabalhar integralmente conosco no escritório. Eu consegui me dedicar ao treinamento dela? Obviamente que não, pois houve dias em que eu mal conseguia trabalhar, pois ou estava realizando uma bateria de exames, ou estava com fraqueza, sem conseguir sair de casa. Ainda bem que a Silvia já estava comigo há quase um ano, conhecia os procedimentos, e acolheu a Malu super bem. Deu tudo certo, mas não do jeito que eu queria. Vocês sabem como é o sentimento.

Em paralelo, a gente estava organizando um curso em outro país, em outro continente. Sim, eu faria em março um curso de GTD™ em Portugal. Esse foi um projeto que iniciou lá em 2016 e apenas em 2019 foi colocado em prática. Eu estava estudando a viabilidade de abrir a franquia do método GTD™ lá, mas até a realização do curso eu entendi (depois dos tais estudos) que eu preferia apoiar quem quisesse abrir a franquia, ou talvez no máximo tentar uma sociedade. Basicamente passei os últimos meses e outros depois da turma tentando com uma série de pessoas – nenhuma deu certo até agora. Eu demorei para entender que estava colocando uma energia que eu nem tinha no momento em algo que não estava me trazendo retorno. Mas vivendo e aprendendo. Toda experiência é válida.

Nossos esforços estavam então na organização desse curso, e só tenho agradecimentos à Silvia por todo o empenho na época. Foi f*da. No final das contas, só para vocês terem uma ideia, todo o investimento saiu do meu bolso. Até hoje não recebemos o dinheiro das inscrições, que está bloqueado devido a milhões de burocracias bancárias que até agora não resolvemos.

Uma realização importante do mês de fevereiro foi a concretização do workshop de Planejamento de Vida, que era um curso que eu vinha desenhando há anos e finalmente coloquei em prática. Eu amei fazer. Era algo inteiramente meu, e isso deu confiança no meu trabalho – confiança que foi importantíssima para me encorajar a decisões que eu tomaria mais tarde. Jamais vou me esquecer das palavras da querida aluna e amiga Ana Luisa: “esse curso resume o Vida Organizada”. Obrigada. Você não tem ideia do poder das suas palavras. <3 Apesar de o ano ter sido difícil, eu tive diversos momentos abençoados como esse. O workshop teve três turmas em 2019 – três turmas incríveis.

Para ajudar no cenário geral, uma semana antes de eu ir viajar (no final de fevereiro), comecei a passar ainda mais mal. Estava no meio de uma reunião quando tive que interromper porque não tinha condições. A hipótese inicial era uma intoxicação alimentar violenta, que foi descartada após uma semana passando mal – nível de não conseguir sair de casa. De não conseguir dormir. Desse jeitinho, eu peguei o avião na semana seguinte para fazer conexão na Holanda depois de 11 horas de vôo e chegar em Lisboa pela primeira vez, sozinha, para ministrar o curso. Eu passei mal demais no vôo. Tive cólicas crônicas, de chorar de dor. Foi muito, muito difícil. Mas lá estava em Portugal, precisando (e querendo) cumprir com as minhas obrigações. Foi um mix de emoções estar lá.

Março

O curso aconteceu no dia 2 de março, sábado de Carnaval no Brasil. O curso foi ótimo. As pessoas foram incríveis. Lisboa é uma cidade maravilhosa. O problema foi eu não estar bem ainda, sem saber o que estava acontecendo com o meu corpo. Meus planos eram de ficar uma semana em Lisboa e depois passar uma semana no Porto, mas logo depois do curso eu vi que não tinha condições de ficar por lá e comprei uma passagem de volta. Parcelei, nem quis saber do quanto eu gastaria. Cancelei hospedagens, perdi uma taxa de multa, mas só queria voltar para casa e fazer exames, ficar perto da minha família. O universo me presenteou com um upgrade, e eu vim de classe executiva no vôo direto. Foi maravilhoso, porque dormi o vôo inteiro. Acho que foi a primeira vez que consegui dormir e descansar um pouco, de tão exausta que deveria estar, física e mentalmente, depois de concluir esse projeto.

Chegando em São Paulo, quis passar o final de semana com a minha família em um hotel no interior, só para me despedir do verão e tentar aproveitar um pouco e ser feliz, porque estava difícil. O fim de semana enfim foi gostoso. Na volta, ainda fizemos um encontro GTD happy-hour, que eu sinceramente nem sei como tive forças.

Teve ainda o show do Paul McCartney, em que quase não conseguimos entrar, por causa da idade do Paul. Eu morrendo de passar mal, estava quase indo embora com ele pra casa e deixando meu marido lá, quando conseguimos entrar. Eu tive que ir umas duzentas vezes ao banheiro, mas pelo menos vimos o show.

Meu mês de março se resumiu a Portugal, exames e tentar sobreviver mesmo. Eu amei Portugal. Espero voltar lá com a minha mãe, em tempos melhores. Ela é filha de portugueses e vai gostar muito.

Abril

O mês de abril sempre é uma época feliz para mim porque é aniversário do Paul. Ele completou nove anos mas, por eu estar mal de saúde, não fizemos nenhuma festa – apenas aquele tradicional bolinho em família.

Eu estava tão, mas tão mal. Não contei para ninguém nas redes sociais – apenas algumas pessoas mais próximas – mas houve uma suspeita de câncer (já descartada). Mas, como meu pai morreu de câncer no estômago, e eu fiz a cirurgia bariátrica, é um fantasma que me persegue. Fico preocupada com isso o tempo todo, tentando ficar numa boa. Mas, nessa época, eu sinceramente mergulhei em uma depressão que não me lembrava há bastante tempo de como era. Além de estar fraca, me sentia triste e desmotivada. Estava com medo de morrer. Levantava da cama com fraqueza, descia as escadas e passava o dia no sofá, tomando remédios, dormindo, acordando, indo ao banheiro, chorando, voltando. Foi muito, muito difícil. Conciliava com exames e mais exames, visitas a diversos médicos, e a vida profissional rolando.

Nós tínhamos alugado uma sala para ser a nossa Oficina de Organização, um projeto que tinha me deixado motivadíssima no final do ano, e eu mal estava conseguindo tocar isso. A Malu tinha entrado em fevereiro e eu podia contar nos dedos as vezes que pude sentar com ela e ensinar as coisas. Mas conseguia trabalhar no escritório. Ficava em casa. Foi uma época bem difícil. Só tenho fotos minha trabalhando no quarto, sozinha e triste, com a garrafa de água ao lado, o dia inteiro.

No final do mês, a gente tinha um curso de GTD no Rio de Janeiro. Gente, eu não tinha forças para EXISTIR. Por isso, convidei uma instrutora para fazer o curso comigo (a Marta), e ainda bem que ela pôde ir. Na hora de comprar as passagens, teve aquele problema com a Avianca (decretar falência e cancelar vôos) e todas as companhias aéreas aumentaram os preços absurdamente. Nós pagamos cerca de 4 mil reais nossas passagens, o que nessa ponte aérea fica no máximo 500 ida e volta por pessoa. Mas, sinceramente, do jeito que eu estava, só não queria que a turma fosse cancelada. Correu tudo bem, afinal de contas, mas eu estava tão mal que lia as avaliações do curso e, se tinha alguma crítica, eu chorava de soluçar. Não tinha qualquer condição de fazer nada daquilo que eu estava fazendo, mas estava. De alguma forma, era importante cumprir os compromissos que eu tinha com as outras pessoas.

(E o compromisso com você mesma? – vocês podem estar pensando. Sim, eu pensei isso também. E aí comecei a mudar a direção em alguns sentidos, a partir dali.)

Maio

Esqueci de citar que, em meio a tudo isso, estava acontecendo o meu mestrado. Último semestre com disciplinas. Me inscrevi em três – cancelei duas. Não consegui participar de nenhum grupo de pesquisa. Passei mal em sala de aula diversas vezes e tive que ir embora. Faltei no limite das faltas. Foi complicado…

Estou contando tudo isso porque tinha me inscrito em um Seminário em São Leopoldo (RS) para apresentar o meu trabalho. A inscrição foi em dezembro, se não me engano. Ou seja, quando me inscrevi, estava tudo bem.

Seria importante que eu o fizesse, pois é o maior evento da minha área (Midiatização), então encarei a viagem mesmo daquele jeito que eu estava. Meu marido morreu de preocupação por eu passar uma semana fora, ruim de saúde e mal de cabeça. Mas deu tudo certo. Ficar sozinha no hotel me permitiu dormir cedo, controlar a alimentação, aquela coisa toda. Não consegui ficar no evento todo, pois estava fraca demais e ainda tendo que cuidar de coisas do trabalho que estavam acontecendo aqui em SP (instalação de serviços na sala, essas coisas), mas fiz a apresentação e concluí o projeto, sabem? Tem vezes que isso basta, e esse ano foi MUITO nesses termos.

No final do mês, eu quis fazer uma espécie de “retiro” e fui para o sul novamente (Porto Alegre) participar de uma imersão de marketing digital do Conrado Adolpho. Foi bom, foi necessário. Alguns dias antes, tivemos um certo “ápice de estresse” com relação à sala, pois tivemos muitos problemas. Teve um dia que eu agachei no chão no meio do shopping (estava jantando com o meu marido e o filhote) e chorei, quando recebi a notícia que um prestador de serviço tinha arranhado a mesa novinha que tinha acabado de chegar, e nem tínhamos estreado a sala. Era esse nível de problemas o tempo todo – cada dia um problema assim, vindo de diversos lados. Eu estava no limite das minhas forças em todos os sentidos.

Eu não estava 100% para estar lá, e nem consegui fazer a maratona nos dias que o Conrado faz (o curso vai das 9h até umas 2h da manhã facilmente nos três dias), mas participei o melhor que pude. Foi importante porque eu estava só fazendo exames e me sentindo doente. Sair um pouco dessa vibe me fez muito bem. Eu preciso estar com a cabeça ativa para não pirar, sabem?

Foto tirada pela equipe do evento

Depois de sentar no chão e chorar quando meu médico me disse “você não tem câncer”, eu senti um alento no final do mês de maio. Foi bom, porque pude me concentrar no que estava por vir: a viagem para Amsterdam e a minha participação como palestrante no GTD Summit.

Junho

De alguma maneira, eu ainda consegui ir para BH no início de junho fazer a última turma de GTD fora de São Paulo este ano. Tanto essa turma quanto a turma do Rio já estavam marcadas e com pessoas inscritas desde 2018, por isso ainda mantive. Eu já estava um pouco mais animada quando fui para BH, devido às notícias médicas, mas ainda muito fraca fisicamente. As duas melhores coisas que me lembro dessa breve visita à BH foi da turma, que foi muito animada, e de encontrar a minha querida amiga Lud. <3

A essa altura, a suspeita do meu médico é que eu tivesse uma intolerância fortíssima à lactose, então comecei a tirar esses alimentos derivados do leite da minha dieta. Ou tentar uma dose de lactase antes. Fui fazendo testes e melhorando, o que me deixou um pouco mais confiante para viajar para a Holanda.

Mas o ano estava me pregando peças. Nós estreamos a sala da Oficina no dia 15 de junho. A viagem para a Holanda seria no domingo, dia 16. Durante o curso, recebi um SMS da companhia aérea: “seu vôo foi cancelado”. Graças ao GTD, mantive a calma e passei a hora inteira do almoço do curso esperando ao telefone para tentar resolver. Enfim deu certo, e eu fui encaixada em um vôo que sairia do Galeão (no Rio), e teria que ir pra lá bem cedo no domingo para pegar o vôo noturno. Ai caramba! Tem que ser com emoção tudo nesse ano!

Fui para a Amsterdam com uma única certeza: “não quero pensar em problemas. Vou me dar essa semaninha pra descansar a cabeça. Quero apenas estar lá, viver o momento, aproveitar o evento, estar com o David e as pessoas que eu gosto.” Vários brasileiros foram. Amigos queridos, como o Lucas e a Milena, além de instrutores da Call Daniel, o próprio Daniel, alguns outros alunos, clientes e amigos. Lembro de um dia em que almocei com a Marta e eu estava tão chateada que falei para ela que nem sabia mais quais eram os meus objetivos de vida. Eu estava só vivendo em um universo de problemas. Depressão é uma coisa séria demais. Ainda bem que ela é psicóloga e me levou na conversa, haha (brigada, Marta, pela compreensão). <3

Deu tempo de tirar a tradicional fotinho com o David ao final do jantar com os palestrantes
Photo by Dan Taylor
Photo by Dan Taylor
Photo by Dan Taylor
Milena,
Photo by Arif (India)
Photo by Marta Bockhorny

De alguma maneira, o evento teve um impacto muito forte em mim, além da experiência de ser palestrante. Sair do Brasil, estar naquele evento, em contato com pessoas que estavam em outro nível de pensamento sobre a vida… isso fez muito bem para a minha cabeça. Na viagem de volta, fiz umas 15 páginas de anotações no meu Bullet Journal, com muitas reflexões e um foco tremendo no que deveria fazer a seguir. Eu estava decidida. Seria difícil, mas tinha que ser feito. Era definitivo.

Julho

Cheguei em São Paulo direto para a primeira turma de GTD de dois dias no final de semana seguinte. A Martinha, sempre parceira, dividiu a turma comigo. Nós mantivemos essa parceria pelas próximas turmas, pois eu ainda não estava 100% bem fisicamente e ela também precisava exercitar em turmas abertas (o nível dos alunos é bem mais elevado porque muitas pessoas já chegam ali com dúvidas mais avançadas, então é ótimo para o instrutor treinar sua didática).

Já sabendo que meu problema era com a lactose, minha nutricionista queria descobrir qual “a fórmula mágica da quantidade de lactase”. Depois da última consulta com ela (“você precisa se forçar a experimentar as doses de lactase e as quantidades de alimentos com lactose para descobrir o que pode consumir ou não”), eu decidi que não queria ficar tomando remédio e que iria simplesmente cortar tudo relacionado a lactose. Já não queria mais consumir leite e derivados pela consciência vegana (ainda não era, mas queria), então pronto. Nessa época, eu comia peixe uma vez por semana no máximo e mais ovos no dia a dia. Já era quase, quase vegetariana. Só demorei porque tive quadros de anemia ao longo do ano e não queria ficar mais doente com tanta coisa já acontecendo. Mas aí, tirando os derivados do leite, eu comecei a melhorar. Isso me fez ver com certeza que a alimentação é TUDO na vida do ser humano, minha gente. E comecei a pensar: o quanto eu ainda consigo melhorar, mexendo na alimentação?

O curso de Planejamento de Vida ministrado em julho foi o último curso a ser realizado na Oficina. Eu tomei diversas decisões depois da minha viagem em Amsterdam, e o foco era simplesmente: diminuir a complexidade. Eu estava sem condições. Apesar de começar a melhorar em termos de saúde, ainda não estava 100% bem. Os problemas na empresa (envolvendo sala, equipe, finanças, mil outras coisas) estavam drenando toda a energia que me restava. Eu simplesmente não tinha condições de tocar absolutamente nada além daquilo que já estava em andamento. Eu doei 300% dos meus 5% de saúde física e mental que eu tinha para os cursos, a mentoria e os conteúdos do blog, do canal e outros. Hoje, olhando para trás, até me emociono. Foi muito difícil tomar algumas decisões, mas fui corajosa de tê-las tomado. Não sei como eu teria ficado se não tivesse feito isso. Tive que me colocar em primeiro lugar. Meu marido chegou a propor que eu simplesmente parasse de trabalhar durante algum tempo e que ele iria se virar – todo aquele papo. Eu não queria isso. Eu adoro o meu trabalho. O que eu precisava era avaliar e passar um “pente fino”, visando ficar bem, simplesmente.

As meninas cumpriram aviso-prévio ao longo do mês e nós organizamos a entrega de uma das salas do escritório para ficar apenas com uma. Eu manteria aquela sala (que era a sala de cursos) como escritório apenas porque tinha que lidar com os móveis e equipamentos até vender, doar, enfim, resolver o que fazer com eles, e além disso eu ainda continuava precisando de um lugar para trabalhar, gravar aulas e fazer reuniões. Sinceramente, imaginei que acabaria me desfazendo dessa sala também, depois de um mês ou dois. Felizmente não foi necessário, e com o tempo fomos conversando (meu marido e eu) sobre soluções, que estamos colocando em prática neste exato momento da vida. Mas ainda vamos manter um escritório fora, pois é importante para a minha mente.

Uma coisa que simplesmente quis fazer foi me dar um final de semana em Campos do Jordão para tentar descansar um pouco mais a cabeça. Não foi tão legal, porque eu não estava bem (física e emocionalmente). Mas pelo menos respirei algum ar puro.

Precisei fazer isso porque tanto estresse nesse mês me levou ao hospital novamente – desta vez com labirintite aguda. Isso foi uma coisa que eu tive 15 anos atrás, em um momento de intenso estresse na minha vida – até conto essa história nos meus vídeos e cursos. Era inacreditável estar passando por isso novamente, mas ao mesmo tempo um reflexo de como eu estava na época. Tive que tomar uns remédios super fortes, que me deixaram meio grogue e “zoada”. Eu passei por uma bateria tão grande de desafios emocionais que não teve outra, o corpo reflete isso mesmo. Só fui me recuperar da labirintite no final de setembro.

Consegui ainda juntar forças para terminar o artigo da última disciplina do mestrado, mas sem qualquer condição para escrever a minha dissertação. Lembro de julho como o mês em que “matei um leão por dia”. Era acordar, tomar alguma decisão difícil, tomar providências, e desmaiar de exaustão. De alguma maneira, ainda consegui fazer mais dois cursos ao final do mês, sendo um deles in company, que também dividi com a Martinha, por estar completamente sem energia. Naquela semana, eu comecei a questionar o fato de estar deixando a minha saúde de lado para agradar terceiros. Foi uma sementinha importante plantada ali na minha mente.

Agosto

Entrei em agosto com uma única certeza: “vou cuidar da minha saúde, preciso ficar bem, e vou gerenciar da melhor maneira possível todo o resto”. Eu tinha compromissos agendados (cursos, palestras, projetos), mas não pegaria nada novo. E cara, como foi difícil falar NÃO para algumas pessoas. Gente do meu convívio, sabe, que estava vendo como eu estava, e ficava me cobrando. Além de frustrada eu fiquei bem aborrecida na época.

Em agosto eu participei de um curso de finanças para empresários que foi muito bom, me ajudou bastante. Eu já estava menos preocupada com as finanças da empresa depois de ter dado o respiro que dei em julho, mas aprendi muitas coisas boas que pude aplicar inclusive na minha vida pessoal – e compartilhei todas elas aqui no blog com vocês, no mês seguinte.

Aconteceu ainda uma coisa esquisita, que foi ter passado muito mal no último dia desse curso. Isso me fez ver que, apesar de eu estar no caminho certo para a minha recuperação, ainda não estava 100% legal. Eu tive que ir pra casa quase desmaiando de fraqueza e dormi muito, muitas horas, até o dia seguinte.

Eu ministrei vááários cursos em agosto. Olhando hoje, vejo como foi difícil. Mas eu sou uma pessoa que mantém os compromissos com os outros. Eu só precisei priorizar isso e deixar todo o resto de lado, porque simplesmente não tinha condições. Espero que todos os envolvidos tenham entendido. Tudo o que precisei cancelar, adiar ou dizer NÃO, cara, foi porque eu REALMENTE não tive condições.

Em agosto eu tomei uma das decisões mais importantes da minha vida e que mudaram completamente o meu cenário de saúde, que foi decidir me tornar vegana. A partir daquele momento, minha saúde foi melhorando a passos largos. Além de ajudar os animais, ainda estava me fazendo bem fisicamente falando. Não tinha nem o que questionar.

Além da causa animal e da questão da saúde, virar vegana me “obrigou” (no bom sentido) a ser criativa na cozinha, o que resgatou meu prazer em cozinhar. Sempre gostei, mas este ano eu estava completamente desanimada pra TUDO. Isso foi um pequeno *sparkle* do meu ano, porque virou uma coisa meio terapêutica, sabe. Resgatou um pouco de prazer ali no meu dia a dia que há bastante tempo estava tão focado em outros aspectos.

E eu também resolvi me divertir um pouco e me inscrever em um curso livre de teatro, com uma aula por semana. Por muito tempo, foi o ponto alto da minha semana participar das aulas. Me fez muito bem, mas tive que sair no final, devido a zilhões de motivos que vou compartilhando ao longo do post. Minha sogra ficou doente no final do ano, ela que ficava com o Paul, marido estava com uma agenda cheia de shows – enfim, coisas da vida. Falo mais adiante.

Eu deveria ter entregue a minha dissertação para revisão do orientador e agendamento da qualificação até o final do mês, o que obviamente não consegui. Eu pretendo falar mais sobre isso depois do término do mestrado, mas o fato é que eu me desconectei total da dissertação. deveria ter escrito tudo no primeiro ano do mestrado, quando ainda estava motivada com ela. Fiquei com uma ressaca acadêmica enorme, e nem conseguia olhar para o texto. Mas depois falo mais sobre isso, prometo. Ainda estou com a dita na barriga…

Em agosto, também resolvi retomar algo que eu nem deveria ter parado e já tinha demorado para voltar, que era fazer terapia. Sim, não dá pra acreditar que sobrevivi a esses últimos meses sem estar indo na minha terapeuta (eu encarava como “mais uma conta” e “mais uma tarefa”, o que até compreendo, vendo hoje em dia). Mas teria me ajudado ter priorizado isso, sem dúvida. Mas enfim, antes tarde do que nunca. Foi ESSENCIAL voltar para a terapia. Eu estava em frangalhos. Me ajudou demais.

Setembro

A primeira coisa que fiz em setembro foi a primeira coisa que deveria ter feito lá atrás, muito antes até da minha avó morrer, que foi voltar ao centro budista. Eu tinha parado de frequentar porque morava longe (e, com filho pequeno, a logística é complicada) e, quando voltei a morar no bairro onde moro, acabei deixando o tempo passar e não voltei. Teria me ajudado enormemente durante o período em que a minha avó ficou doente e depois que ela morreu. No momento em que pisei no centro para participar de um retiro, em um sábado, minha mente se iluminou (sem trocadilhos). Foi o outro momento *sparkle* do ano. Eu me reconheci imediatamente na melhor versão que existe de mim mesma. Reencontrei amigos, me senti bem demais. Naquele dia, decidi que jamais me afastaria novamente do Budismo e da sangha, que é como chamamos a comunidade de praticantes e monges.

Na semana seguinte, conversei com meu marido e resolvi voltar para o curso de aprofundamento no Budismo, desta vez com foco na formação de professores de meditação. Foi a melhor decisão que eu tomei.

Acho que setembro foi o meu primeiro mês bom de 2019. Me sentia centrada, equilibrada, focada em ficar bem. Mas ainda tinha muitos compromissos até o final do ano e estava me recuperando na saúde de modo geral. Entre novembro e dezembro é “alta temporada” para mim (todo mundo quer se organizar), e eu já estava com a agenda fechada com cursos e palestras em empresas e eventos diversos. Sabia que era importante fazer isso, para “dar um gás” antes de sair de férias, em dezembro. Era ficar bem, respirar fundo e mergulhar.

Estou revendo diversas anotações dessa época, e vejo como eu ainda estava bastante triste e abalada emocionalmente. Já estava melhorando bastante, principalmente em termos de saúde, mas o emocional ainda estava meio abalado. Ter entrado no curso do centro budista foi fundamental, me conectou ao meu centro novamente. Junto com a terapia e uma causa para abraçar (o veganismo), me deu um senso ainda maior de propósito. Eu me envolvi em um projeto musical póstumo do meu pai e isso me deixou muito nostálgica e emotiva, mas foi importante viver esse sentimento para depois eu me sentir melhor e preparada para deixar algumas coisas para trás.

Outubro

Outubro já começou intenso com a preparação para a agenda do final do ano. Ministrei vários cursos e tive eventos diversos, palestras. A agenda estava bastante cheia, mas eu estava com a cabeça centrada e, no dia a dia, fazendo tudo o que me fosse possível para ficar bem. Não sentia mais tanta fraqueza e a intolerância à lactose se tornou inexistente, depois de dois meses de alimentação vegana.

No feriado do Dia das Crianças, resolvemos passar o final de semana na praia e foi absolutamente a melhor coisa que nós fizemos. Todos nós precisávamos daquele respiro. Eu consegui curtir a viagem, descansei, passamos momentos felizes juntos. Foi realmente excelente. Lá, eu tomei uma decisão importante sobre a vida, o trabalho e tudo de modo geral. Essa decisão se refletiu nos meses seguintes.

Em outubro também tive outros acontecimentos felizes, como participar do curso de mapas mentais da querida Liz Kimura e fazer minhas novas tatuagens. Ter cancelado um curso que eu faria no último final de semana foi libertador para mim. Nos últimos cinco anos, eu praticamente não tinha mais finais de semana, pois eles eram dedicados aos cursos. Eu tomei a decisão de resgatar meus finais de semana de volta e marquei vários “reservado”s no meu calendário. rsrs Foi libertador fazer isso na época.

Novembro

Começou a época intensa do ano para mim, então tudo o que fiz foi me cuidar para ficar bem de saúde e cumprir os meus compromissos. Reservei espaços em branco na minha agenda com a formalidade de “encontros com o Paul McCartney” – SAGRADOS, sem agendar nada, apenas passando tempo com a família e descansando. Distribuía NÃOs diariamente. Virou estilo de vida. Eu simplesmente não podia me dar ao luxo de ficar mal naquela época – e, sinceramente, não queria me sobrecarregar, intencionalmente.

Ministrei um curso incrível na World Animal Protection, que é uma ONG internacional de proteção aos animais. Ali eu senti duas coisas: 1) como é bom você aliar vários propósitos em uma única atividade e 2) fazer um curso presencial é legal, mas quantas pessoas ficam de fora! Naquele dia eu resolvi que focaria na abrangência online em vez da presencial dali em diante.

Fiz reuniões e encontros muito bacanas ao longo do mês com pessoas que eu gosto, e terminei o mês de novembro me sentindo plena e feliz como não me sentia há MUITO tempo. É difícil de explicar. Foi necessário viver tudo o que eu vivi nos últimos anos para conseguir dizer que me sinto assim.

No final de novembro a gente teve também a campanha da Black Friday, que deu um respiro muito importante para a empresa. O lançamento do curso Organize-se em 2020 na sequência me deu o encorajamento necessário para dizer: “é isso, confio no meu trabalho, e o foco deve estar no online”. Isso só foi possível graças a vocês, então mais uma vez, MUITO OBRIGADA.

Dezembro

Eu escrevi um texto dizendo quais são todas as coisas pelas quais eu sou grata este ano. E ele é profundamente sincero. 2019 foi um ano difícil, acho que o pior de todos que já vivi, mas ele foi necessário para que eu chegasse nesse final de ano me sentindo da maneira como estou me sentindo hoje.

Desde que voltei de férias, há alguns dias, eu trabalhei feliz DIARIAMENTE. Até compartilhei isso com o meu marido ontem, quando acordamos. A mudança de foco fez toda a diferença para mim.

Meu mês de dezembro começou com um dia em que passei com a minha mãe aqui em São Paulo. Ela precisava de ajuda com algumas coisas, então passei o dia com ela, almoçamos juntas e depois a levamos de carro para casa (ela mora em outra cidade). Ter um trabalho que me permita fazer isso é impagável.

No início do mês, também teve o evento de três dias do Érico Rocha, um ANJO esse moço. Graças a ele, consegui viver de uma coisa que eu sempre quis viver, que é do conteúdo que produzo com foco em ajudar outras pessoas. Durante quase uma década, eu mantive o Vida Organizada apenas como hobby, sem monetizá-lo de qualquer maneira, porque não queria onerar os leitores e privá-los de conteúdo gratuito. Desde que comecei a trabalhar “por conta”, é um corre fenomenal para fechar curso, inscrição, palestra, coaching, tudo. Não estou reclamando – eu amo o meu trabalho. Mas quem trabalha por conta sabe como é. E ter feito o curso dele no ano passado me deu outra visão e estratégia para o meu negócio, e foi isso que me permitiu chegar ao final deste ano e falar: “vou viver disso”. Tive até um *momento epifania* que me deixou emocionada lá no evento. Então não tenho palavras para agradecer o que esse cara faz.

Minha última semana do ano antes das férias parecia um jogo de tetris – só bloquinho encaixando no outro na minha agenda. As pessoas me contatavam para evento, reunião e palestra, e eu nem tinha como sequer pensar em dizer SIM – era humanamente impossível. É claro que eu cheguei ao final daquela semana exausta pacas. Dei aula no sábado, antes de viajar no domingo. Minhas amigas vieram em casa para um jantarzinho “pré Natal”, em clima de confraternização de final de ano, e às 20h elas se despediram porque eu estava quase dormindo no sofá rsrs. Elas entenderam, obviamente. E, no dia seguinte, fomos (família) para a praia, onde ficamos quase 10 dias.

Lá na praia, eu coloquei em prática uma coisa que era minha resolução de ano novo – parar de beber. Sim, eu amo vinhos. Considerei fazer a formação de sommelier. Mas a verdade é que, com o Budismo, o veganismo e todas as outras coisas, isso era algo que não se encaixava mais na minha vida. Eu queria parar em 2020 mas, lá na praia, me sentindo tão bem, eu pensei: “quer saber? Não vou esperar festas de final de ano não. Vou parar agora”. E foi mais fácil do que pensei. Nem sei por que não fiz isso antes. Acho que é como a gente se sente sempre que faz algo que é o certo dentro de nós, não é?

Ontem eu chamei uma amiga minha de infância para ir dar uma volta no shopping porque eu precisava comprar um tênis para mim (aquele meu tênis do “uniforme” se espatifou de tanto que eu usei). E ela me perguntou: “ué, o que aconteceu, você está tranquila no trabalho esta semana?”. E eu disse: “sim”. E foi maravilhoso dizer que sim.

No mês anterior, eu ouvi em sala de aula uma pessoa dizer: “tempo livre! aiai, quem tem tempo livre hoje em dia, não é mesmo?”. E internamente eu respondi: “eu. eu tenho tempo livre. que incrível. mas só se eu quiser!”.

Eu me desfiz de TANTA coisa este ano, gente. Crenças, problemas, relacionamentos, projetos, convicções, preocupações. Foi intenso pacas. Mas, no final das contas, TUDO, absolutamente tudo – e falo isso sem demagogia – foi importante para eu estar onde eu estou hoje. Nossa, em maio eu estava numa bad tremenda. Cancelei reunião 5 minutos antes de começar porque estava chorando de tristeza. Se eu tivesse uma aula que ministraria à noite, passava o dia todo me resguardando física e emocionalmente para estar bem naquelas horas em que precisaria dar meu melhor para os alunos e mentorandos. E consegui. Consegui. Foi uma vitória, uma atrás da outra, e aos poucos, bem aos poucos, fui voltando e melhorando. Servir é o que me move, pois assim eu me sinto viva.

Eu queria agradecer PRA SEMPRE todos os meus alunos e mentorandos que estiveram ao meu lado este ano. Tive momentos difíceis pra caramba, e ter esse trabalho confiado por vocês foi o que manteve funcionando. Minha família, sem comentários. Todo o suporte dela, dos meus amigos mais próximos. Minha sogra teve um problema de saúde bem no final do ano, a gente com essa agenda intensa de trabalho (meu marido também estava fazendo dezenas de shows, muitos fora da cidade), e eu fui catedrática em cancelar tudo o que pude para não sobrecarregá-la nos cuidados com o Paul. O senso de prioridade estava mais afiado do que nunca, sabem? Eu me centrei de uma maneira ali a partir de setembro que não tinha mais como aceitar qualquer outra condição contrária!

Definir que meu lema para 2020 será confiar mais em mim e no meu trabalho, e ter a certeza de que prefiro ganhar menos mas ter qualidade de vida a ganhar mais e me sobrecarregar, foi a decisão mais assertiva de todas. E quer saber? Tendo esse foco, o faturamento foi até melhor. Então nada como uma motivação correta, intenção boa e dedicação ao que você faz de melhor para mostrar como a gente pode ter crenças limitantes sobre a vida e pode se reinventar diariamente!

Assim como o meu ano de 2019 começou no final de 2018, o meu ano de 2020 já começou agora em dezembro, e eu estou apenas vivendo da maneira como deveria ter vivido sempre. Mas as cicatrizes fazem parte da história. Não há história sem marcas e registros. Assim é a vida. Bora! No coração de um jedi reside a sua força. I’m all the jedi.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

O blog Vida Organizada foi criado em 2006, mas eu achei que seria divertido compartilhar como foi a última década por aqui no blog (já compartilhei sobre a minha vida em si em outro post):

2009
Foi o ano em que eu engravidei. O blog já existia mas eu o deixei um pouco de lado para uma nova iniciativa pessoal – um blog chamado “Songs For Paul”, que depois tornei particular. Foi muito importante manter esse diário da gravidez e do Paul recém-nascido porque tive a disciplina de observar e escrever diariamente, além de ter feito boas amizades. Toda a minha experiência com a maternidade engrandeceu muito a minha experiência com organização pessoal, o que se refletiu em todos os posts do blog dali em diante.

2010
Foi um ano complicado, devido ao agravamento do câncer e morte do meu pai, em abril. Paul nasceu logo depois, e o resto é história. Para o blog, foi o momento descrito acima.

2011
Já de volta ao trabalho, 2011 marcou o ano em que resolvi profissionalizar o blog. Postar todos os dias, pesquisar para melhorar o conteúdo, estudar marketing digital profundamente, abrir o blog para ações comerciais. Entrei na pós-graduação (Gestão da Comunicação em Mídias Digitais), o que influenciou no blog tremendamente.

2012
O trabalho de conclusão de curso da minha pós-graduação era um projeto de profissionalização real do Vida Organizada. Defini missão, visão, valores, identidade visual. Foi todo um estudo aprofundado que me fez entender que eu gostaria sim de me dedicar 100% a ele em algum momento. Eu só não sabia como. Já estava morando em Campinas (devido ao meu trabalho) e mantinha o blog atualizado diariamente ficando até de madrugada trabalhando em casa, depois que o Paul dormisse. Tirei minha certificação em Home Personal Organizer. Iniciei um planejamento para transição de carreira nos próximos três anos.

2013
Uma das coisas mais legais dessa época é que comecei a fazer palestras e participar de eventos com frequência – claro, sempre conciliando com o meu trabalho principal. Em 2013 eu já tinha certeza do que queria fazer, mas ainda não sabia como. O blog continuava com conteúdo sendo postado diariamente. Eu acreditava (e ainda acredito) que hábitos como a organização sejam alimentados por estímulos diários, então publicar um texto novo todos os dias era como eu fazia a minha parte. Um acontecimento bastante significativo foi ter começado a fazer um trabalho de marketing digital para a Call Daniel (franquia do GTD). Isso só aconteceu devido aos meus conteúdos sobre GTD no blog – fui convidada pelo Daniel para fazer esse trabalho e isso me ajudou a ficar mais próxima desse mundo. Com o meu trabalho, em um ano a Call Daniel teve um aumento de 720% nas visitas ao site. Nesse ano eu também fui convidada a publicar meu primeiro livro pela Editora Gente. Assinei o contrato. Tirei minha certificação como Office Organizer.

2014
Esse foi o ano em que resolvi pedir as contas e viver deste trabalho. Isso só foi possível porque, na época, o Daniel me fez uma proposta que era bastante similar (em termos de “salário”) ao meu emprego na época. Isso nos deu segurança para que eu saísse e voltássemos para São Paulo, o que já queríamos há mais tempo. Pedi demissão em maio. Em julho, foi publicado o meu primeiro livro. Ministrei meu primeiro curso de GTD em agosto. Em dezembro, ministrei pela primeira vez o curso Organize-se em… versão 2015. As inscrições se encerraram em menos de uma hora, esgotando as vagas.

2015
Este foi um ano em que me dediquei aos cursos presenciais de GTD, especialmente em empresas, pois esse era o acordo que eu tinha feito com o Daniel. Para aumentar um pouco o faturamento, comecei a fazer mais cursos com o Vida Organizada. Foram vários cursos diferentes, todos presenciais. Foi um ano bastante intenso, com muitos cursos e workshops. Também foi o ano em que eu conheci o David Allen (autor do método GTD) e iniciei a minha “era das certificações” como Master Trainer (pessoa responsável por capacitar os outros instrutores).

2016
Este foi um ano difícil, em que foi revogada a proposta da franquia e eu precisei depender de outras iniciativas profissionais para continuar realizando o meu trabalho. Lancei meu segundo livro, “Casa Organizada”. Fiz minha certificação em Personal & Professional Coaching e passei a atuar oficialmente com coaching, o que foi maravilhoso na época. Iniciei os cursos online do Vida Organizada. Com o GTD, passei a ministrar as turmas abertas.

2017
Foi o ano em que investi mais nos cursos online, com a implementação de uma plataforma EAD. A empresa responsável pelas vendas da franquia do GTD encerrou suas atividades e os trabalhos de vendas foram distribuídos. Eu fiquei com as turmas abertas, o que acrescentou um volume inacreditável de trabalho, onde precisei abrir mão de algumas outras coisas por algum momento.

2018
Para conseguir dar conta do volume ocasionado pela gestão e vendas das turmas abertas do GTD, eu contratei uma pessoa para trabalhar comigo na parte administrativa. Também montamos um escritório para termos um lugar para trabalhar e gravar aulas. O curso Organize-se em 2018 foi redesenhado e teve recorde de inscrições até então. Lançamento do meu terceiro livro, “Trabalho Organizado”. Lançamento da primeira turma de Mentoria. O curso “Organize-se em 2019” foi novamente melhorado e pela primeira vez teve uma estrutura maior, em módulos, o que me deixou muito satisfeita com o formato.

2019
Após anos intensos de viagens pelo Brasil para ministrar cursos presenciais, finalizei as últimas duas turmas fora de São Paulo e depois me concentrei nas turmas por aqui. Inauguramos uma sala para cursos. Contratei uma segunda pessoa. Fui convidada pelo próprio David Allen (autor do método GTD) para palestrar no grande evento global GTD Summit, em Amsterdam. Realizei um curso em Lisboa, Portugal. Blog, Instagram, YouTube e Pinterest continuaram com seus conteúdos. No final do ano, abertura de um canal no Telegram. Pela primeira vez, o Vida Organizada será o foco principal desde que iniciei este trabalho.

Muitas vezes os resultados que temos parecem ter sido sempre da mesma maneira.

Minha trajetória levou bastante tempo, e ainda está longe do fim. Tenho muita coisa legal para fazer. Este é só o começo.

Achei que seria uma boa postar essa trajetória para mostrar como é um trabalho de décadas. Onde quer que você esteja agora, em termos de configuração de vida e de trabalho, sempre é possível mudar. Você só precisa começar. O tempo vai passar de qualquer maneira.

Muito obrigada por estar aqui e me permitir executar este trabalho.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Ferramentas de organização

Eu sei que algum tempo atrás eu fiz um post dizendo adeus ao Bullet Journal. Porém, cerca de um mês sem usá-lo, eu senti falta. Percebi que o BuJo já fazia parte do meu dia a dia e talvez eu devesse ressignificar a maneira como eu o usava, então voltei.

Pretendo sim escrever um post sobre como estou fazendo, qual será o meu BuJo para janeiro 2020 etc. Mas, para fechar o ano, eu criei um painel no Pinterest com algumas páginas dos meus cadernos de 2019, para que vocês vejam como eu estava fazendo, e também gravei um vídeo com comentários.

Eu usei três cadernos este ano. Não ao mesmo tempo – em sequência. O primeiro caderno foi de janeiro a março; o segundo, de abril a julho; e o terceiro, de agosto a dezembro.

De modo geral, minha maneira ideal (por hora) de conciliar o método GTD™ com o método do Bullet Journal é usá-lo essencialmente para captura. Assim, eu mantenho a essência dos dois métodos, na minha opinião.

De modo geral, me mantenho minimalista no uso do BuJo, mas algumas vezes sinto vontade de colar figurinhas e adesivos, fazer uma letra diferente ou usar elementos de papelaria, como post-its coloridos e canetas marca-texto.

Como comentei, publiquei um vídeo no YouTube e também criei um painel no Pinterest com as fotos das páginas.

Bom último domingo do ano para você!

Categoria(s) do post: Novidades

Se você perdeu algum post este ano, a lista de hoje é uma oportunidade de ver e rever aqueles que foram os meus favoritos:

Aqui no blog a gente tem post todo dia. <3 Espero que tenha gostado dos posts de 2019.

Você teve um preferido? Me conta nos comentários! Obrigada.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

No início do ano, eu defini que teria 5 prioridades para 2019. Definir essas 5 prioridades significaria dar mais atenção a elas diariamente. Como estamos no final do ano, pensei que seria bacana fazer uma revisão de como lidei com essas prioridades ao longo do ano.

Em 2017, eu li o livro “Ponto de equilíbrio”, e uma das coisas que a autora recomenda e que eu adorei fazer foi definir 5 prioridades para o ano e ignorar todo o resto.

Quando vejo as prioridades que defini para 2018 e depois para 2019 (os dois anos em que fiz essa atividade), consigo enxergar com clareza como estava a minha vida naquele momento e por que escolhi cada uma delas. Acredito que as escolhas para este ano tragam o mesmo tipo de percepção também.

Veja aqui o post sobre as prioridades para 2018.

PRIORIDADE 1: CUIDAR DA MINHA SAÚDE

Tive um susto bem chato no final do ano passado. Quando achei que o ano (difícil) já tinha acabado, passei mal na noite de Natal e fiquei quatro dias internada no hospital. Este ano a coisa mais importante de todas foi garantir que eu não tivesse mais nenhum tipo de susto e que eu ficasse bem, então não medi esforços para valorizar essa parte.

Isso foi tão verdade que recusei trabalhos, cancelei projetos, tudo para ficar bem de saúde. Em janeiro ainda estava me recuperando do quanto fiquei mal em dez/18. Aí, em fevereiro, fiquei muito ruim – depois descobri que era uma intolerância crônica à lactose. Mas eu fiquei uns três a quatro meses RUIM, gente, sem forças pra levantar direito. Impactou muito o meu trabalho, mas por outro lado me fez olhar para mim e ter essa prioridade brilhando na minha frente. Tirei a lactose, depois virei vegetariana, descobri a ayurveda, comecei a preparar mais a minha própria comida, e tudo isso fez com que, de fato, minha saúde fosse minha prioridade em 2019. Chego ao final do ano me sentindo 300% melhor, muito bem de saúde.

PRIORIDADE 2: CUIDAR DO NOSSO NÚCLEO FAMILIAR

2018 foi um ano muito difícil, especialmente relacionado com a perda da minha avó. Para todos nós foi difícil. Foi uma perda grande para o Paul também. Ele passou por um ano complexo na escola, em que não se adaptou. Meu marido sentiu uma certa morosidade na carreira, e finalmente retomou a alegria nas coisas. Passamos por muita coisas juntos e existem pontos diversos de melhorias, como o excesso de telas para o Paul, por exemplo, que queria prestar mais atenção este ano. Então cuidar desse nosso núcleo é primordial, e um foco importantíssimo.

De fato foi uma grande prioridade para mim. Parei de viajar tanto a trabalho para ficar mais próxima do Paul. Isso foi incrivelmente importante. Eu voltei a fazer terapia depois de mais de um ano sem fazer, e foi essencial para eu me entender melhor e aprender a lidar com todas as pessoas, inclusive a minha família. Meu marido e eu nunca estivemos tão bem. Amadurecemos demais este ano juntos. Acho que tudo o que passamos nos últimos dois anos foi essencial para a gente ter o excelente relacionamento que nós temos hoje.

PRIORIDADE 3: VALORIZAR MAIS O VIDA ORGANIZADA

Não me entendam mal: eu amo outros métodos, outras técnicas, outros autores, mas eu também produzi muito conteúdo intelectual desde que esse blog foi criado. Toda vez que lanço algo novo do Vida Organizada, sinto uma alegria imensa em realizar esse trabalho e tenho um retorno incrível de vocês. Eu quero poder trazer sempre o Vida Organizada em primeiro lugar, frente a qualquer outra iniciativa.

Eu escrevi um post ontem sobre o status do meu negócio em si, onde exploro bastante este tema. O foco será gigantesco em torno disso em 2020, mas ter isso em mente ao longo de 2019 me fez chegar ao final do ano com a certeza de que isso é o mais acertado.

PRIORIDADE 4: CONCLUIR O MESTRADO E TER MAIS CLAREZA QUANTO AO MEU TRABALHO

À medida que a vida vai acontecendo e a sua empresa vai crescendo, você começa a ter que tomar decisões importantes. Você prefere crescer e, com isso, aumentar seu faturamento e a sua complexidade, ou prefere reduzir ainda mais o escopo, diminuindo o faturamento mas ganhando em qualidade de vida? Com o término do mestrado, começará uma nova fase da minha vida em que precisarei tomar decisões relacionadas ao meu trabalho como um todo. Por ex: quanto tempo por semana posso dedicar a dar aulas hoje? Ou não é o momento? Já vou pensar no doutorado? Entre outras.

Com relação à primeira pergunta, depois de tudo o que aconteceu em 2019, eu preferi diminuir a complexidade e focar mais na minha qualidade de vida. Com relação ao mestrado, ainda não conclui 100% (escrevi outro dia sobre o status da dissertação), mas já concluí 95%. Falta bem pouco. Uma coisa é certa: tenho 100% de clareza quanto ao meu trabalho. Decidi não fazer doutorado em 2020 (quero aproveitar para estudar assuntos diversos e pensar com calma no recorte do projeto – falarei mais sobre isso posteriormente). Também decidi investir em apenas um projeto de aulas acadêmicas, que divulgarei em breve (por enquanto é um pouco secreto e envolve outras pessoas). Estou completamente focada no meu trabalho com o Vida Organizada e eu chego ao final deste ano com as certezas que eu buscava ter ao final do ano passado, quando defini essa prioridade.

PRIORIDADE 5: CUIDAR DA MINHA MÃE

Minha mãe mora em outra cidade e eu sou filha única, o que já é motivo suficiente para eu começar a me preocupar e começarmos a pensar em possíveis mudanças para os próximos anos. Ela está bem, mas quero dar mais atenção e suporte do que faço hoje.

Acho que nunca em todos os outros anos da minha vida, desde que a minha mãe foi morar em outra cidade, nós estivemos tão próximas quanto este ano. Visitei ela várias vezes, ela também veio para São Paulo em outras, e nos falamos muito mais. Foi essencial ter tido essa prioridade este ano porque isso significou muitas coisas para nós, que levaremos adiante.

Essas prioridades me trazem sempre uma clareza enorme sobre o que deve ser o meu foco ao longo do ano, todos os dias, momento a momento, e essa é realmente a ideia – usar como princípio para a tomada de decisões. Por ex, se fazer algo vai prejudicar a minha saúde, não faço. Simples assim.

Ainda estou refletindo sobre as minhas prioridades para 2020, apesar de já ter várias delas bem claras na minha mente, e pretendo escrever um post em janeiro sobre elas. Mas e você, consegue pensar em 5 prioridades para a sua vida no ano que vem? Deixe suas impressões. Obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Empreendedorismo

No ano passado, eu inaugurei no blog a ideia deste post anual, onde eu conto um pouco sobre o status atual do meu negócio. Eu achei que isso seria bacana 1) como uma forma de eu mesma resumir e revisar depois de um tempo, vendo as nossas conquistas e 2) prestar uma espécie de contas para vocês, não porque isso seja uma obrigação, mas porque vocês podem ter curiosidade de saber como andam as coisas por aqui (sempre me perguntam nas redes).

Eu reli o post do ano passado e fiquei positivamente surpresa com tudo o que eu mudei de lá para cá. A Thais do final de 2018 tinha OUTROS planos, OUTRA visão para o seu negócio, e essa visão foi completamente transformada em 2019. Por isso eu digo que a palavra que resume o meu ano é TRANFORMAÇÃO. Não há outra palavra para descrever.

Vou tentar descrever da maneira mais clara possível então o que foi essa transformação. O post é um pouco longo, então sinta-se à vontade para pular caso o assunto não te interesse.

São dois os pontos principais que foram o eixo dessa transformação.

Ponto 1: Foco no Vida Organizada

O primeiro é a questão de priorizar mais o meu trabalho com o Vida Organizada. Deixa eu ver como posso colocar isso da maneira correta. Por exemplo, a produção de conteúdo autoral do Vida Organizada é feita exclusivamente por mim. Desde o momento em que me tornei autora, formalizou-se a construção de um método que vem sendo desenvolvido por mim. Isso é um trabalho de DÉCADAS. O GTD™, por exemplo, que todos nós amamos, nasceu na década de 1970, praticamente. O livro do método foi publicado apenas em 2001, e apenas em 2014 veio a padronização do programa educacional. O David está agora colhendo os frutos merecidíssimos desse trabalho, mas vejam todo o tempo que levou. Ele passou muitos anos ministrando cursos até entender que, se ele continuasse fazendo isso, não tinha mais ninguém para continuar o desenvolvimento do método, pois ele era o responsável por essa produção! Em um determinado momento, ele inclusive contratou um CEO para a empresa, quando ela estava em processo de expansão, pois ele não teria como fazer isso e ainda produzir conteúdo intelectual sobre o método. Isso foi um entendimento de incrível humildade, tanto com relação às competências como gestor quanto com relação ao método, que ele considerava sempre passível de melhorias.

Photo by Arif (India)

Em suas devidas proporções, é o que tem acontecido comigo. Nos últimos cinco anos, eu rodei o Brasil inteiro ministrando cursos abertos e em empresas, e o que eu senti é que, fazendo isso, o meu conteúdo ficava um pouco de lado (isso inclui não apenas o blog e as redes sociais como os meus livros e cursos). Especialmente no caso do GTD™, no ano passado e em 2019 eu fui responsável pela capacitação de seis novos instrutores, totalizando hoje 11 no Brasil. Todos eles são pessoas incríveis e com grande conhecimento do GTD™, e eles precisam se projetar nesse trabalho também. Ou seja, ministrar cursos de GTD™ é algo que eles podem fazer, além de mim. Criar conteúdo de GTD™ dentro do Vida Organizada é algo que só eu posso fazer. Entendem a diferença? Para mim, entendê-la foi fundamental, pois não se pode fazer TUDO. Na verdade, muito mais importante é saber o que NÃO fazer. Então ao longo de 2019 isso pegou muito forte para mim.

Existe também um elemento forte aqui que é o da “síndrome do impostor”. Estatísticas falam que as mulheres sentem MUITO isso. Ao longo desse ano, pessoas incríveis vieram falar comigo no intuito de encorajar e valorizar o meu trabalho. Eu sempre senti que talvez estivesse vivendo à sombra do GTD™, o que era uma visão errônea, reflexo dessa insegurança. Fiz diversas pesquisas este ano e conversei com diversas pessoas, me mostrando que elas se conectam com a Thais, do Vida Organizada, independente de ser com o GTD™ ou não.

Photo by Dan Taylor

Isso me encorajou a olhar com mais carinho o meu próprio trabalho e a minha jornada. Tenho três livros publicados. Um método consolidado em desenvolvimento. Uma pesquisa importante de mestrado em finalização. Muita experiência e conhecimento no mercado como um todo. Não quero ficar me exaltando, mesmo porque nunca fui disso, mas eu aprendi a valorizar todo esse trabalho. E, por mais que eu tenha pessoas que me auxiliem mais nas partes técnicas, o conteúdo autoral só eu posso fazer. E toda vez que eu deixo ele de lado para fazer algo que outras pessoas poderiam fazer, isso não é um aproveitamento esperto do meu tempo. Eu preciso me concentrar mais naquelas coisas que só eu posso fazer pois, se eu não as fizer, não haverá ninguém que as faça e elas ficarão abandonadas!

E não vou mentir: eu já tinha essa noção no final do ano passado, mas uma transição assim leva tempo, pois existem operações já em andamento e compromissos firmados. Por exemplo, até agosto deste ano eu estava dedicada à capacitação dos novos instrutores, o que me tomava muito tempo de agenda mesmo. Até junho, a viagem para Amsterdam e a minha palestra no GTD Summit. Os cursos já agendados e com inscrições feitas. Tudo isso eram projetos que eu tive que me dedicar, além dos meus próprios projetos com o Vida Organizada e o mestrado, cujas aulas acabaram apenas no meio do ano. Tente imaginar a conciliação de tudo isso com o meu estado de saúde, que ficou esquisito durante uns oito meses desse ano.

O fato de eu não estar conseguindo fazer as coisas no dia a dia me levaram a cancelar alguns projetos e iniciativas que não fossem aqueles compromissos já firmados, tais como cursos e eventos. E é óbvio que isso afeta o faturamento da empresa, pois foram muitas coisas canceladas. Por mais que o faturamento estivesse ok caso eu fosse uma pessoa só, eu não era uma pessoa só. Tínhamos um time, pessoas contratadas em modelo CLT, impostos sendo sempre pagos direitinho, duas salas alugadas para o nosso escritório, serviços diversos contratados… A pressão por ter que bancar um alto custo fixo mensal começou a me fazer muito mal, porque houve dias em que eu realmente sequer conseguia trabalhar, devido à minha saúde. Eu entendi que precisava reformular a nossa estrutura de modo que eu conseguisse resgatar a minha qualidade de vida e pudesse me recuperar sem essa grande preocupação adicional. Portanto, no terceiro trimestre eu precisei reformular toda a nossa estrutura, o que foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz. Porém, tê-lo feito foi fundamental para dar esse respiro e chegar no final do ano completamente recuperada e focada.

Ponto 2: Foco no Online

O segundo ponto principal que influenciou essas mudanças este ano foi toda a questão do foco do meu trabalho mesmo. Por exemplo, com todas as mudanças que eu contei até aqui, caiu a ficha mais importante de todas, que foi o embate entre estar presencialmente nos lugares ou abraçar o online definitivamente. Organizar um curso presencial para 15 pessoas demanda um esforço enorme que quem não trabalha com isso não tem ideia. E, no final das contas, por mais legal que seja estar em sala de aula, apenas 15 pessoas foram impactadas nesse evento, entendem? Enquanto que aqui, no blog, temos uma média de 1 milhão de visualizações mensais, 68 mil pessoas me acompanham no YouTube, 350 mil seguem a página do VO no Facebook, 92 mil me seguem no Instagram. Eu estava até mesmo achando egoísta de minha parte restringir o que compartilho a tão poucas pessoas. Eu tinha montado uma sala de cursos que ficou uma graça, mas comportava apenas 12 pessoas (um número que me agrada para os cursos presenciais). Mas estar ali significaria não estar no online, pois não dá pra gente fazer tudo. Quando essa percepção começou a ficar mais clara para mim, eu comecei a tomar decisões um pouco mais acertadas (a partir daquele momento) em termos de investimento de tempo, dinheiro e energia.

A primeira coisa foi entender que eu tinha um programa principal de organização, que atende três públicos: 1) quem quer começar a se organizar, 2) quem já tem sua organização pessoal, mas quer ajustes e 3) quem trabalha com isso e quer se capacitar mais. Esse programa se manifesta de diversas maneiras – do blog aos cursos. Mas ele deve ser o meu foco principal, e está sendo.

Sou uma pessoa apaixonada por métodos, então falar sobre eles, criando conteúdos, em vez de ministrar cursos dos mesmos, terá um alcance melhor e ainda projetará outras pessoas. GTD™, FLY Lady™, Bullet Journal™, KonMari™ – todos esses são métodos maravilhosos e que adoro estudar e praticar, mas existem pessoas super competentes que vendem isso como serviços, e meu papel com a criação de conteúdo é ajudá-las e ajudar as pessoas que querem aprender ou aperfeiçoá-los, mas talvez não queiram ou não possam pagar por cursos ou serviços relacionados.

Quando eu penso no público do Vida Organizada, que inclui você, querida leitora ou leitor, meu foco sempre está em: como eu posso SERVIR essas pessoas? Como posso ajudar? Que tipo de conteúdo posso criar para que a pessoa se motive a ser uma pessoa organizada? Como mostrar que a organização serve para a gente ter uma vida mais legal? Tendo esse foco, todo o resto é consequência.

Para finalizar o post, alguns comentários gerais sobre pontos mais específicos:

Espaço

Hoje estamos com apenas uma sala, que foi a sala que decoramos para os cursos e que depois se tornou escritório. Pretendemos mudar para outra sala entre janeiro e fevereiro, mais perto da escola do Paul, para que eu possa estar mais perto dele na rotina mesmo.

Time

Meu marido está trabalhando comigo e cuidando de toda a parte de edição de vídeos e abrigando outros trabalhos aos poucos. A Malu me ajuda em sala e com trabalhos pontuais. Tenho uma assistente pessoal, a Andreia, que cuida basicamente do meu atendimento (e-mails, telefonemas) e tarefas administrativas pontuais. E outros prestadores de serviço, tais como contadores, advogados etc.

Planos futuros e sonhos

Continuar os posts diários aqui no blog. Isso continuará, em um formato que estou aprendendo a firmar, de alternar posts maiores com posts mais curtinhos e dicas pontuais. Tudo isso será melhorado em 2020.

Uma nova estrutura de postagens de vídeos no YouTube, com mais LIVEs e também vídeos mais curtinhos ao longo da semana.

Continuar postando imagens legais e dicas no Instagram, além de compartilhar a minha rotina nos stories.

Sim, teremos podcast em 2020. 😉 Em breve trarei mais detalhes.

Também teremos um novo livro em 2020, com foco em organização dos estudos.

Também haverá uma parceria bacana que trará novidades para quem quer trabalhar com organização. Em breve poderei falar mais.

Meu foco a partir de então estará principalmente no curso do Método Vida Organizada (Organize-se em 2020) e em seus programas derivados, como a Mentoria.

Será a primeira vez em todos esses anos que meu foco será no Vida Organizada, e será a primeira vez que eu sinto confiança para dizer que esse trabalho já sustenta a empresa e a família, o que traz uma grande responsabilidade porém um foco correto. Meu lema para 2020 será acreditar mais em mim e no meu trabalho, e essa foi uma escolha acertada.

Espero que vocês tenham gostado deste post. Quero agradecer a todo mundo que está aqui, acompanhando este trabalho. Me sinto privilegiada por fazê-lo, e muito feliz também. Obrigada. ❤️

Categoria(s) do post: Novidades

Os leitores mais novos podem não saber, mas quem já me acompanha das antigas sabe que uma das pessoas que eu mais admiro profissionalmente é a Martha Stewart, que construiu um verdadeiro império nos Estados Unidos escrevendo e falando sobre organização da casa, preparo de refeições, decoração, jardinagem e outros temas correlatos.

Sempre acompanho tudo o que ela faz e, há algum tempo, eu notei que ela tem no YouTube uma série dela chamada “Clássicos da Martha” ou algo assim, onde ele trazia alguns vídeos que resumiam a essência daquilo que ela ensinava. Como eu já tenho três livros publicados, um método desenhado e bastante experiência (quase 15 anos) no assunto, achei que seria uma iniciativa instigante criar uma série com os “Clássicos da Thais”, e foi o que comecei a fazer há cerca de um ano, no YouTube.

Fiz um estudo e uma análise dos meus materiais para identificar quais são aqueles conceitos muito meus, que eu trago desde sempre no Vida Organizada. Hoje a série está completando um ano e eu gostaria de compartilhar com vocês os clássicos já publicados:

Continuarei gravando com os outros “clássicos” que eu for identificando e eu espero que você tenha gostado dessa série tanto quanto eu. 🙂

Aproveito para pedir para você se inscrever no canal no YouTube, por favor. O número de inscritos é muito importante para nós, ajuda muito a manter o canal funcionando, pois o YouTube divulga os vídeos para mais pessoas. Obrigada!

Categoria(s) do post: Empreendedorismo, Espiritualidade, Planejamentos

Pois bem. Cada vez mais eu tenho estudado as culturas orientais por pura identificação. Acho que são muitos fatores. A prática do Budismo e da meditação. Meu pai praticava judô e kung fu, e eu mesma tinha interesse nessa arte marcial quando adolescente (nunca desenvolvi). Pratico yoga. Me interesso por diversos assuntos relacionados e poderia passar o post escrevendo sobre eles, mas não é o caso. Hoje eu quero aproveitar a véspera de Natal para falar sobre esse talismã da cultura japonesa e o que ele representa.

Um talismã é um objeto que traz sorte para quem assim acredita. Esse “boneco” ganhou o nome porque foi inspirado na história de um monge indiano que perdeu braços e pernas de tanto tempo que ficou meditando em uma caverna, e removeu as pálpebras para não adormecer meditando, até que alcançou a iluminação. Ele começou a ser usado no Japão no século XVII d.e.C.

E como funciona? Bem, ele vem sem os olhos pintados. A ideia é que você faça um pedido e pinte um dos olhos. Quando o pedido se realizar, você pinta o outro e guarda o talismã como recordação da sua conquista. Eu tenho um objetivo muito importante para 2020, então achei que seria uma boa oportunidade de ter o meu talismã ali me olhando e me lembrando do objetivo diariamente.

Eu comprei o meu em uma loja no bairro da Liberdade, em São Paulo. Você não terá dificuldades em encontrar por lá, visto que é vendido em diversos lugares. Caso você não seja de São Paulo, creio que não encontre dificuldades comprando pela Internet.

Voltei de viagem para São Paulo. Passei alguns dias com a minha família na praia e voltamos bem na semana que todo mundo costuma tirar férias! Eu não gosto de ir para a praia em temporada, então aproveito que tenho flexibilidade de agenda para curtir o local com mais tranquilidade. Foi ótimo, descansei muito e voltei com muita coisa legal para colocar em prática. Fique ligada/o que nas próximas semanas vou compartilhar por aqui.

Feliz Natal para quem for de Natal! Para quem não for, boas festas, de qualquer maneira!

Categoria(s) do post: Comida, Receitas

Este será o meu primeiro Natal e Ano Novo vegano. Tradicionalmente, é a época de maior comilança de carne na nossa família. É peru, é tender, é chester no Natal. No Ano Novo, churrasco. Por isso, eu fiz uma pesquisa de receitas legais para fazer nessa época e achei que poderia ser uma boa compartilhar com vocês, especialmente porque, com a alta do preço da carne, muitas pessoas têm buscado receitas alternativas. Espero que seja útil. 🙂

Para o ano novo, farei de acordo com as sugestões deste ótimo vídeo do Fábio Chaves. Inclusive já experimentei fazer esse molhinho de gergelim que ele ensina no vídeo e fica inacreditável de bom!

Boas festas!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Os norte-americanos têm o momento da super faxina deles em setembro, que eles chamam de spring cleaning (faxina de primavera). Aqui no Brasil vejo que temos algo similar, que é a faxina de final de ano (minha interpretação, tá gente?).

Dá para fazer uma analogia com o que existe no método FLY Lady, chamado de lista detalhada de limpeza. É uma lista completona de faxina da casa, caso você pare para limpar tudo-tudo. No dia a dia, minha recomendação é revisar essa checklist mensalmente e ir fazendo ao longo do mês, ou até ao longo do ano (nem tudo precisa ser feito mensalmente). Mas você pode usar aqui para essa super faxina de final de ano.

De qualquer maneira, segue uma sugestão de lista para a sua super faxina (é como eu faço), complementando aquele básico que a gente já costuma fazer:

  • Lavar pisos e paredes
  • Limpar as janelas completamente, por dentro e por fora, os batentes etc.
  • Tirar o pó dos lustres e das lâmpadas
  • Limpar em cima de lugares altos, como armários e geladeira, e em cima de lugares que geralmente esquecemos, como cabeceiras de cama
  • Limpar dentro dos armários (guarda-roupas, cozinha, despensa)
  • Lavar cortinas, capas de almofadas, toalhas de mesa, tapetes, colchas, protetores de travesseiro, saias da cama etc.
  • Limpar calhas e telhados (essa é nível hard!)
  • Encerar pisos de taco e de madeira, até de pedra, em alguns casos
  • Limpar profundamente a geladeira e o freezer
  • Revisar prazos de validade de produtos de limpeza e acessórios como vassouras, rodos etc. (precisam ser substituídos?)
  • Revisar meus arquivos para ver o que ainda preciso manter, especialmente em papel
  • Higienizar carpetes e estofados
  • Trocar pilhas e baterias de relógios e outros objetos similares

Se você tiver algo a acrescentar nessa lista, deixe nos comentários. 😉

Categoria(s) do post: Diário da Thais

A cada três meses, ou sempre que vira a estação, eu gosto de publicar no blog um resumo dos projetos que eu concluí e dos objetivos que alcancei no trimestre.

O quarto trimestre do ano diz respeito aos meses de outubro, novembro e dezembro, praticamente.

O último trimestre do ano é favorável à resolução de pendências de modo geral.

Estou em uma época de reformulação de objetivos. 2019 foi um ano internamente intenso para mim, com muitas reformulações. Agora neste final de ano tenho alguns textos que vão expôr isso mais claramente.

Em termos de projetos, concluí bastante coisas e, abaixo, compartilho algumas delas com vocês:

  • Realizei alguns cursos presenciais de GTD e do Vida Organizada
  • Participei de cursos e eventos bacanas também, de mapas mentais, de ano novo, de marketing, de queijos veganos
  • Fiz uma viagem muito gostosa para a praia com a minha família no Dia das Crianças
  • Migrei meu sistema GTD completamente para o Trello (as listas né)
  • Resolvemos a questão da matrícula do Paul (ele continuará na mesma escola) e, com isso, decidimos mudar o escritório para perto da escola dele (ótima decisão! ficamos muito satisfeitos com ela)
  • Desenhei um plano de marketing para a Call Daniel, que possibilitará a contratação de uma empresa que o colocará em prática
  • Instalei uma persiana black-out no nosso quarto (mudou a vida!)
  • Fiz vários treinamentos corporativos bacanas, inclusive em uma ONG de proteção aos animais <3
  • Concluímos duas campanhas gigantes e que foram super bem sucedidas no blog, que foram a Black Week e o lançamento do curso Organize-se em 2020 (demandam um volume enorme de foco e atenção)

Prometo que falarei sobre as mudanças e reformulações nos próximos posts, e conforme apropriado. <3 Obrigada por estarem aqui. Feliz primeiro trimestre de 2020. <3 <3

Categoria(s) do post: Novidades

No início de dezembro eu criei um canal do Vida Organizada no Telegram, onde tenho compartilhado todos os dias reflexões e dicas de organização via áudio e imagem.

Telegram é como um What’sApp, mas melhor. 😉 Você precisa instalar o aplicativo no seu celular e clicar no link abaixo para participar:

[button-blue url=”https://t.me/joinchat/AAAAAETZVzSVh3CRV3R6Jg” target=”_blank” position=”center”]Canal no Telegram[/button-blue]

[button-blue url=”https://t.me/joinchat/AAAAAETZVzSVh3CRV3R6Jg” target=”_blank” position=”center”]Canal no Telegram[/button-blue]

Muitos leitores me pediam esse canal. Não dá pra gente implementar tudo ao mesmo tempo, mas aos pouquinhos vamos abrigando algumas coisas e abrindo mão de outras. Fico feliz por ter implementado isso porque foi algo que vocês pediram. Espero que gostem.