Em dias sobrecarregados, uma coisa de cada vez

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Existem dias mais chatinhos. Ou a gente acorda com cólica, ou está chovendo, ou parece que tudo dá errado – é cliente reclamando, chefe brigando, você meio com a pá virada. Simplesmente acontece. Agora, sinceramente: como lidar com isso? Como você pode fazer naqueles dias bizarros, em que não dá vontade de fazer simplesmente nada?

Eu cheguei a gravar um vídeo este ano sobre isso. Dá uma olhada.

Basicamente, são duas coisas que me ajudam:

  1. Ter o meu sistema organizado, com o inventário das coisas que eu preciso fazer. Às vezes, para ter mais clareza, a coisa mais importante que preciso fazer é dedicar um tempo para esvaziar minhas caixas de entrada, especialmente as de e-mail. Pois, dessa forma, eu sei tudo o que chegou de demanda até mim e consigo ter uma noção melhor de tudo o que preciso fazer, o que me permite priorizar. Então é ter essa noção de inventário completo.
  2. O segundo ponto é escolher UMA coisa das inúmeras coisas a se fazer na agenda e na lista de ações do dia e simplesmente fazer, sem pensar no montante. Olhar que tem 17 coisas para resolver no mesmo dia pode ser desanimador (pelo menos para mim pode ser). Escolha uma coisa e foque nela. Faça. Fez, escolha a segunda. E assim vai, até o final do dia. Faça o melhor que puder. E pronto.

Não é uma tática sustentável, de dia a dia. É uma tática de sobrevivência, para dias pesados e chatos, que podem acontecer. Veja como mesmo assim a organização pode nos salvar.

Se todos os dias estiverem assim, talvez implementar um método pode te ajudar. Recomendo o GTD.

5 comentários

  1. Na semana passada, meu dia começou de formar desagradável, ainda de madrugada, com água entrando no corredor devido às chuvas constantes. Não pude ir trabalhar para resolver o problema e acreditei que seria um “dia perdido”. Para ocupar o tempo que me sobrou após a resolução do problema da água, e distrair a mente, escolhi fazer uma das minhas tarefas da Lista de Pendentes, sem me preocupar com o restante. Algo relativamente simples, mas importante. Finda aquela tarefa de forma tão rápida e leve, me animei a fazer outra e outra. E posso dizer que recuperei o equilíbrio emocional por focar em uma única tarefa ou problema por vez. O que, no final, resultou num dos mais agradáveis e produtivos dias dos últimos tempos.
    Gratidão por seus ensinamentos, que me auxiliam na construção de uma vida realmente significativa todos os dias.

  2. Eu uso a premissa “First things first” (acho que vc já citou aqui) que nada mais é que: primeiro as primeiras coisas, ou mais importantes. Exatamente isso o que vc disse sobre escolher uma coisa fundamental daquele dia de caos e focar nela até finalizar. Honestamente, tem dias que só consigo dar conta realmente de UMA coisa só. Mas como era a primeira, a mais importante, já vale por muitas e tá tudo bem.

  3. Oi Thaís, acompanho seu blog há 4 anos e sempre tem muito material interessante. Parabéns!

    Desde que eu acompanho seu blog, comprei o livro do David Allen e implementei o GTD, auxiliada por suas inúmeras dicas sobre o método. Apesar de ser fã do método, vou fazer aqui uma reflexão sobre dois pontos “cegos”, no meu entendimento.

    Um refere-se a tarefas que têm prazos, que, por sua vez, podem ser curtos ou longos, o que, por si só, já muda a forma de lidar com as tarefas. Na prática, ao fazer a revisão semanal, eu sinalizo as tarefas que têm prazo, mas o método em si não propõe nenhum mecanismo para isso. Com frequência, o que acaba acontecendo é que as tarefas com prazo acabam sendo feitas na última semana antes de o prazo expirar, o que não sempre é a melhor estratégia para tarefas mais complexas e/ou longas.

    Outro ponto são os contextos. No método, parece que vc naturalmente passa por todos os contextos e, uma vez em determinado contexto, vc executa a tarefa de acordo com energia e tempo disponível. No entanto, com frequência, eu preciso me programar para estar em determinado contexto para executar a tarefa, em especial para tarefas com tempo de execução mais longas (2 horas, por ex). O GTD é contra colocar isso na agenda, mas se eu não me programar, a tarefa não sai. Por exemplo, ir ao shopping ou parar para dar determinados telefonemas não são contextos “naturais” para mim. Eu preciso me programar previamente para me colocar nesses contextos, mas o método é contra colocar na agenda.

    Enfim, nenhum método é perfeito. Eu apenas quis partilhar algumas dificuldades minhas no uso do método. Nesse momento, estou lendo sobre o método da Tríade do Tempo para ver como lida com essas questões.

    • Oi Margarete!

      O que você comentou o método tem soluções sim, mas as soluções dependem de você aplicar… ele não faz nada sozinho.

      Ambas as dúvidas se resolvem, por exemplo, com o hábito da revisão semanal, que só resolve se fizer toda semana, como hábito.

      Os desafios que você apresentou todas as pessoas têm e o GTD absorve naturalmente.

      Nenhum método é perfeito, mas nos pontos específicos que você citou, ele atende sim. Mas depende do praticante, é uma habilidade pra desenvolver a longo prazo, depende de práticas e hábitos que levam tempo para serem incorporados.

      Beijo.

  4. Show! É bem isso! Quando estou nesses dias difíceis tendo a enrolar o dia todo, perdida entre inúmeras tarefas, sem concluir nenhuma. O GTD tem me ajudado muito. Na última sexta, por exemplo, tava meio enrolada e então resolvi pegar a minha lista “telefone” que tinha uns quase 40 itens e fiz praticamente a metade dela. Não fiz nem a metade do que gostaria de ter feito durante o dia, mas encaminhei muitas coisas que eram importantes e precisavam ser feitas. Santa lista! Santo GTD!

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