Rituais com início e fim

O tempo se desfaz sem forma se não o marcamos. Dias que começam arrastados e terminam sem um ponto final, uma página virada sem pausa entre um capítulo e outro. A vida segue em fluxo contínuo, mas sem margens definidas, tudo se mistura: manhãs que já começam cansadas, noites que se arrastam sem descanso, horas que se esvaem sem deixar rastro.

Criar rituais de início e fim é desenhar pequenas fronteiras, dar contorno ao que poderia se perder. Não precisam ser grandes gestos, nem cerimônias elaboradas. Um café feito devagar, a primeira luz do dia entrando pela janela, um momento de silêncio antes de começar. O fechar de um caderno, um último olhar para a lista de tarefas, um chá quente entre as mãos antes de se recolher. Pequenos marcos que dizem: agora começa, agora termina.

Esses rituais não são apenas sobre rotina, mas sobre presença. Sobre fazer do comum algo sagrado. Sobre dar significado ao que poderia passar despercebido. Quando o dia começa sem pressa, quando a noite chega com um desfecho, há uma sensação de ordem que não vem da rigidez, mas do cuidado.

O começo pode ser um suspiro profundo antes do primeiro compromisso, uma música que toca sempre na mesma hora, um par de minutos olhando para o céu. O fim pode ser um livro lido à meia-luz, um banho que marca a transição entre o mundo e o descanso, um caderno onde se escrevem fragmentos do que foi vivido. Coisas pequenas, mas que criam uma trilha no tempo, um caminho para os dias não se dissolverem no esquecimento.

E não importa se alguns rituais mudam. Se um dia a manhã pede silêncio, que seja. Se outro dia o fim precisa de uma caminhada longa para desanuviar a mente, tudo bem. O essencial é a intenção de separar os momentos, de dar a eles um começo e um fim. De lembrar que há pausas entre os movimentos, que a vida pode ter ritmos, intervalos, respiros.

O mundo apressa, empurra, atropela. Mas dentro da pressa ainda pode haver um instante de pausa, uma transição, uma forma de dizer: este momento importa. Este dia teve um início, este dia encontrou seu fim. Não foi só mais um.

Porque a vida não é uma linha reta e contínua. Ela precisa de vírgulas, de pontos, de espaços em branco. Pequenos rituais seguram o tempo entre os dedos e fazem dele algo mais nosso.

Rotinas líquidas

As rotinas sempre foram vistas como pilares, como formas de segurar o tempo entre as mãos e dar a ele alguma ordem. Mas há momentos em que o tempo escapa, que os dias mudam sem aviso, e as velhas estruturas já não servem mais. O que fazer quando a vida não cabe nas linhas retas do planejamento? Quando cada dia pede algo novo, quando a rigidez sufoca ao invés de dar suporte?

Talvez a resposta esteja na liquidez. Em rotinas que não sejam grades, mas correntes de um rio. Que tenham forma sem se prender a ela. Uma rotina líquida não exige repetições idênticas, não se sustenta em horários fixos e tarefas imutáveis. Ela se adapta ao dia, ao cansaço, às marés internas. É uma estrutura que aceita mudanças, um ritmo que dança conforme a música da vida.

Dias de energia pedem movimento.
Dias de exaustão pedem silêncio.

Uma rotina líquida escuta antes de impor, acolhe antes de exigir. Ela permite que o essencial continue ali – os pequenos hábitos que sustentam, os cuidados que não podem ser deixados para depois –, mas sem o peso da obrigação inflexível. Não é sobre fazer sempre da mesma forma, mas sobre continuar fazendo, de um jeito que faça sentido.

A fluidez não significa desordem. Pelo contrário, é o que impede que tudo se desfaça diante da imprevisibilidade. O que é rígido se quebra; o que é líquido encontra caminhos. Em tempos de mudança, o mais importante não é seguir um plano, mas ter um norte. Não é prender-se a uma lista, mas manter um fio condutor. A rotina continua existindo, mas respira. E é assim que se torna sustentável.

Porque a vida não segue roteiros fixos. Ela muda, se desfaz e se refaz. E as rotinas podem acompanhar esse fluxo sem se perderem. O segredo não está em segurar com força, mas em aprender a navegar.

5 maneiras de tornar sua rotina mais líquida

Nem toda rotina precisa ser rígida. Algumas precisam de espaço para respirar, para se moldar ao que a vida pede. Se prender a estruturas fixas pode ser sufocante quando os dias não seguem o planejado. Mas há formas de manter um ritmo sem se aprisionar a ele. Aqui estão cinco maneiras de tornar sua rotina mais líquida, mais leve, mais humana.

1. Crie blocos de tempo, não horários fixos

Em vez de definir tarefas para horários exatos, experimente organizá-las em blocos mais flexíveis. Um período da manhã para trabalho profundo, uma janela de duas horas à tarde para tarefas administrativas, um momento da noite para descanso e lazer. Isso permite que o dia respire e se adapte sem perder a estrutura.

2. Defina prioridades, não listas intermináveis

Nem tudo precisa ser feito hoje. Escolha no máximo três prioridades diárias – o essencial, aquilo que precisa acontecer para o dia ter valido a pena. Se sobrar espaço, outras tarefas podem entrar naturalmente. Mas se o dia for mais pesado, cumprir apenas o essencial já é suficiente.

3. Tenha rituais, não regras

Regras rígidas quebram sob pressão, mas rituais se moldam ao que é possível. Se um dia a rotina matinal for completa, ótimo. Se outro dia for só um café bebido devagar antes de começar, tudo bem também. O que importa é manter a intenção, não a perfeição.

4. Use pontos de ancoragem ao invés de uma estrutura fechada

Pontos de ancoragem são momentos que ajudam a trazer um senso de continuidade, mesmo quando tudo está mudando. Pode ser um tempo para revisar o dia pela manhã, uma pausa no meio da tarde para respirar, um momento de leitura antes de dormir. Pequenos marcos que ajudam a manter o fluxo sem engessar a rotina.

5. Aceite que alguns dias serão diferentes – e tudo bem

A vida não segue um roteiro fixo, e sua rotina também não precisa seguir. Alguns dias serão intensos, outros arrastados. Alguns produtivos, outros introspectivos. Quando há espaço para adaptação, a rotina deixa de ser um peso e passa a ser um suporte. Algo que se ajusta ao ritmo da vida, sem resistir a ele.

Uma rotina líquida não é desorganizada – ela é viva. Ela permite mudança, acolhe o inesperado, segue o fluxo sem se perder nele. E talvez seja isso que torne tudo mais leve.

Por que resolvi comprar um freezer?

Resposta rápida: para fazer mais marmitas e pedir menos delivery. Fiz as contas e o aparelho se pagaria em menos de dois meses. Como somos o Paul e eu aqui, é importante ter refeições prontas para a rotina diária e eu me sinto bem cozinhando uma vez por semana, aos domingos de manhã.

Além disso, preparar as próprias refeições é uma forma de garantir alimentos mais saudáveis e adaptados às preferências daqui de casa.

Outro benefício foi a praticidade que o freezer trouxe para o nosso dia a dia. Aos domingos de manhã, costumo reservar algumas horas para cozinhar. Esse hábito semanal me ajuda a ter as refeições prontas para os próximos dias, poupando tempo durante a semana e reduzindo o estresse com “o que vamos comer hoje?”. É gratificante abrir o freezer e encontrar opções variadas, todas preparadas com cuidado e carinho. Para garantir a qualidade dos alimentos congelados, adotei algumas dicas simples, como usar embalagens herméticas e remover o máximo de ar ao armazenar os alimentos, evitando o temido “freezer burn” (ou queimadura de freezer), que pode afetar o sabor e a textura das comidas.

Outra dica que tem me ajudado bastante é congelar os alimentos em porções individuais ou pequenas, utilizando sacos próprios para freezer e etiquetando tudo com a data de preparo. Isso facilita o planejamento, evita desperdícios e assegura que os alimentos sejam consumidos enquanto ainda estão frescos. Sempre deixo um espaço entre as porções no freezer para garantir que o ar circule e os alimentos congelem de maneira uniforme. Esses cuidados simples fazem toda a diferença para manter as refeições saborosas e com boa textura. (As marmitas do Paul têm 500ml e, as minhas, 300ml).

A experiência de investir em um freezer me fez perceber como pequenos ajustes podem transformar a rotina. Cozinhar em lote e congelar as porções não apenas economizou dinheiro, mas também trouxe mais controle sobre a alimentação, evitando escolhas de última hora que nem sempre são as mais saudáveis. Eu comprei o freezer mais simples, da Consul. Valeu a pena. Se você também está considerando maneiras de otimizar o dia a dia e economizar, vale a pena adotar essas práticas. Com planejamento e alguns cuidados no armazenamento, o freezer se torna um grande aliado!

Como está sua rotina depois da volta às aulas?

A volta às aulas marca o retorno à rotina estruturada de estudos, trabalho e outras responsabilidades diárias. Para muitos, esse período pode ser um desafio, exigindo reajustes na organização do tempo e no equilíbrio entre as tarefas escolares, profissionais e pessoais. É comum sentir-se sobrecarregado nas primeiras semanas, mas pequenas mudanças podem tornar esse processo mais tranquilo.

Estudos da American Psychological Association mostram que períodos de transição exigem adaptação gradual para evitar o acúmulo de estresse. A readaptação ao ritmo de estudos e atividades pode ser otimizada com um planejamento bem estruturado, garantindo que as demandas sejam cumpridas sem comprometer o bem-estar.

A boa notícia é que algumas estratégias podem tornar essa retomada mais prática. Ajustes na rotina diária, revisão das prioridades e o uso de ferramentas de organização ajudam a lidar com esse momento sem sobrecarga. A seguir, discutimos formas eficazes de organizar o tempo após a volta às aulas.

O retorno às aulas frequentemente altera o horário de sono, impactando diretamente o desempenho acadêmico e a produtividade. Segundo a National Sleep Foundation, adolescentes e adultos que mantêm uma rotina de sono consistente apresentam melhor concentração e memória.

Para facilitar essa transição, é recomendável estabelecer horários fixos para dormir e acordar, evitando mudanças bruscas no relógio biológico. Criar um ritual noturno, como evitar telas antes de dormir e manter uma iluminação adequada no quarto, pode contribuir para um descanso mais reparador.

Equilibrar os compromissos acadêmicos e momentos de lazer é essencial para evitar o esgotamento mental. De acordo com um estudo da Harvard Business Review, pausas estratégicas entre períodos de estudo aumentam a retenção de informações e melhoram a produtividade.

Uma abordagem eficaz é dividir o tempo de estudo em blocos intercalados com pequenas pausas, método conhecido como Pomodoro. Além disso, reservar períodos fixos para atividades recreativas ajuda a manter a motivação e evitar o desgaste excessivo.

Um ambiente organizado impacta diretamente a eficiência nos estudos. Pesquisa da Princeton University Neuroscience Institute indica que um espaço desorganizado reduz a capacidade de foco e aumenta a sensação de cansaço mental.

Manter materiais escolares e digitais bem organizados economiza tempo e facilita a rotina. Investir em pastas, organizadores digitais e um local de estudo livre de distrações pode tornar o processo mais eficiente e menos estressante.

Ter um planejamento bem estruturado permite priorizar tarefas e evitar sobrecarga. Um estudo da MIT Sloan Management Review aponta que estudantes que utilizam agendas e planejadores digitais têm melhor controle do tempo e menos procrastinação.

Definir metas diárias e semanais, além de revisar compromissos periodicamente, ajuda a manter a rotina equilibrada. A adaptação do plano conforme as necessidades evita a rigidez excessiva e permite maior flexibilidade nos estudos.

Após as primeiras semanas, é comum sentir uma queda na motivação. Segundo a University of California, acompanhar pequenos progressos aumenta a sensação de realização e incentiva a continuidade dos estudos.

Uma forma eficiente de manter o ritmo é celebrar pequenas conquistas, como completar tarefas dentro do prazo ou melhorar o desempenho em uma disciplina. Criar um sistema de recompensas simples, como momentos de lazer após concluir uma atividade, pode tornar a rotina mais agradável.

7 maneiras de tornar a rotina pós-volta às aulas mais tranquila

  1. Estabelecer horários fixos de sono – Criar uma rotina regular de sono melhora a disposição e o desempenho acadêmico.
  2. Utilizar técnicas de gestão de tempo – Métodos como o Pomodoro ajudam a otimizar o estudo e evitar a fadiga mental.
  3. Manter um ambiente de estudo organizado – Reduzir distrações e organizar materiais melhora o foco e a produtividade.
  4. Definir metas alcançáveis – Criar pequenos objetivos diários mantém a motivação e facilita o cumprimento das tarefas.
  5. Equilibrar estudo e lazer – Reservar momentos para descanso evita o esgotamento e melhora o rendimento nos estudos.
  6. Revisar e ajustar a rotina semanalmente – Adaptar o planejamento conforme as necessidades reduz o estresse e melhora a eficiência.
  7. Criar um sistema de recompensas – Estabelecer pequenas recompensas após concluir tarefas pode tornar a rotina mais motivadora.

O período pós-volta às aulas pode ser desafiador, mas algumas estratégias tornam a rotina mais equilibrada. Ajustar horários, organizar materiais e planejar o tempo de maneira eficiente são passos fundamentais para evitar sobrecarga e manter a produtividade.

Cada pessoa tem um ritmo próprio, e pequenas mudanças podem fazer grande diferença. Implementar hábitos consistentes e revisar periodicamente o planejamento garantem uma adaptação mais tranquila ao longo do semestre.

Referências:

5 dicas simples para começar um dia com mais intenção

Respire: um novo dia começou. Muitas vezes, começa antes mesmo de você abrir os olhos? Quando o despertador toca, e você já sente o peso de tudo o que precisa fazer? É como se estivesse vivendo no modo automático, sem espaço para respirar. Mas, olha, eu acredito muito que a manhã pode ser um momento de reencontro. Uma oportunidade de criar um pouco de ordem no meio do caos.

Eu não vou mentir para você: eu também já tive minhas manhãs bagunçadas. Mas, aos poucos, fui descobrindo pequenos ajustes que ajudam a transformar esse comecinho do dia em algo mais leve, mais humano, sabe? Vou compartilhar aqui cinco passos simples que podem te ajudar a começar o dia com mais clareza e propósito. Não é fórmula mágica, mas funciona. Bora?

1. Dê uma espiadinha na sua agenda

Antes de qualquer coisa, olhe a sua agenda. Não como quem vai enfrentar um monstro, mas como quem quer entender o terreno. Quais compromissos já estão lá? Quais são as tarefas que realmente precisam da sua atenção hoje? Essa olhadinha rápida é como preparar o café: essencial para começar o dia.

Um truque que salva: reserve uns 5 minutos para revisar a agenda. Use uma caneta colorida ou um marcador para destacar os compromissos mais importantes. Só esse pequeno ato já dá uma sensação de controle.

2. Eleja suas três prioridades do dia

Eu sei, a lista de tarefas é infinita, e isso pode ser desesperador. Mas a verdade é que você não vai conseguir fazer tudo. E tudo bem. Escolha três coisas que são realmente importantes para hoje. Só três. Quando você foca no essencial, o resto flui.

Minha dica amiga: escreva essas três prioridades num post-it e cole no lugar mais visível da sua mesa. Isso vai te lembrar do que importa, mesmo quando o caos tentar te distrair.

3. Limpe (pelo menos um pouco) o seu espaço

Vamos combinar: trabalhar em uma mesa bagunçada é como tentar correr numa estrada cheia de obstáculos. Antes de começar o dia, tire uns minutinhos para dar uma organizada básica. Pelo menos guarde os papéis espalhados e deixe sua mesa com o básico do básico.

Dois minutos que mudam tudo: ponha um timer no celular e faça uma limpeza rápida. Só isso já dá uma clareza mental que não tem preço.

4. Divida seu dia em blocos de tempo

Você já tentou fazer tudo ao mesmo tempo e acabou não fazendo nada direito? Pois é, eu também. Descobri que dividir o dia em blocos é um alívio. Reserve horários específicos para responder e-mails, trabalhar em algo importante ou até mesmo descansar. É quase terapêutico.

Dica de ouro: use um timer para cada bloco e, quando o alarme tocar, levante, alongue ou vá buscar um café. Essas pausas são como pequenas férias para a cabeça.

5. Cuide de você antes de cuidar do mundo

E, por fim, faça algo para você antes de mergulhar na loucura do dia. Pode ser um alongamento, tomar um café com calma, ouvir uma música que você ama ou simplesmente ficar uns minutinhos em silêncio. Quando você se prioriza, o dia começa com outro tom.

Pense nisso: o que te faz sentir bem? Inclua um desses momentos logo pela manhã. É um presente que você dá para si mesmo.


Pequenas mudanças, grandes resultados

Organizar a manhã não é sobre seguir regras rígidas ou criar uma rotina perfeita. É sobre encontrar pequenos respiros no meio do caos. Esses cinco passos não são milagrosos, mas eles funcionam porque ajudam a criar uma base sólida para o resto do dia. E, no final, são os pequenos hábitos que fazem a diferença.

E você? Como começa o seu dia? Tem algum ritual ou hábito que te ajuda a encontrar um pouco de ordem no meio do turbilhão? Vamos trocar ideias nos comentários!

Espero que esse texto tenha trazido um pouco de inspiração para suas manhãs.

Como criar uma rotina matinal que realmente funciona

A rotina matinal tem um lugar especial na organização da nossa vida. É aquele momento do dia em que tudo é possível: estamos diante de uma nova oportunidade de começar bem, com leveza e intenção. Mas, se você já tentou seguir rotinas perfeitas que viu por aí e acabou desistindo, não se preocupe. Hoje, quero compartilhar como você pode criar uma rotina matinal que realmente funciona – e, mais importante, que esteja alinhada aos seus valores pessoais.

O que torna uma rotina matinal especial?

Uma rotina matinal eficaz não é sobre acordar às 5 da manhã ou seguir um cronograma cheio de tarefas. É sobre criar um espaço que te ajude a se sentir bem e preparado para o dia. Quando você alinha sua manhã ao que realmente importa para você, cada dia ganha mais significado.

Alinhe sua rotina aos seus valores pessoais

  1. Identifique seus valores: Antes de definir o que incluir na sua rotina, reflita sobre o que é importante para você. Você valoriza a saúde? Então talvez incluir movimento ou uma refeição nutritiva seja essencial. Prioriza conexão? Reserve tempo para estar com sua família ou conversar com alguém querido.
  2. Crie momentos que te conectem com esses valores:
    • Se você valoriza a paz interior, comece o dia com meditação ou journaling.
    • Se você preza pela criatividade, inclua um momento para escrever ou desenhar.
    • Para quem valoriza produtividade, uma breve revisão das prioridades do dia pode ser transformadora.
  3. Ajuste ao seu ritmo: Cada pessoa tem uma energia diferente pela manhã. Não force algo que não combina com você. Se você é mais ativo, comece com exercícios. Se precisa de calma, inicie devagar, com um café ou leitura.

Passo a passo para criar sua rotina matinal

  1. Comece com o essencial: Escolha de 2 a 3 atividades que fazem sentido para você. Por exemplo: alongar, preparar um café tranquilo e revisar a agenda do dia.
  2. Teste e ajuste: Experimente por uma ou duas semanas e veja o que funciona. Se algo não fizer sentido, adapte.
  3. Seja gentil consigo mesmo: Nem todos os dias serão perfeitos, e tudo bem. A ideia é criar um ritual que se encaixe na sua vida, não algo que se torne uma fonte de pressão.

Exemplo de rotina matinal alinhada aos valores

Se seus valores incluem saúde, tranquilidade e organização, sua rotina pode ser assim:

  • 7h: Acordar e beber um copo de água.
  • 7h10: Alongamento leve ou caminhada de 10 minutos.
  • 7h30: Preparar um café da manhã nutritivo.
  • 7h50: Revisar as prioridades do dia em um planner.
  • 8h: Começar as atividades diárias com clareza e energia.

Rotina é sobre intencionalidade

Lembre-se: o objetivo não é encaixar mil coisas na sua manhã, mas garantir que esse momento te prepare para um dia alinhado com quem você é e com o que você acredita. Pequenos ajustes podem fazer uma grande diferença.

Que tal reservar um momento hoje para refletir sobre sua manhã e experimentar criar uma rotina matinal que seja verdadeiramente sua?

Ritmo do dia como se fosse um jazz

Executar tarefas no ritmo do jazz é transformar a rotina diária em uma jornada fluida e intuitiva, onde cada atividade é uma nota que compõe a melodia do seu dia. Assim como o jazz, que abraça a improvisação e a liberdade de criação, essa abordagem convida você a se afastar de estruturas rígidas e listas inflexíveis, permitindo que as tarefas se encaixem naturalmente no seu ritmo pessoal.

Em vez de seguir uma agenda apertada e imposta, você se move de acordo com sua energia, inspiração e disposição, ajustando o dia com leveza e espontaneidade.

No ritmo do jazz, as pausas são tão importantes quanto as ações. Assim como os músicos utilizam o silêncio para dar destaque às notas seguintes, ao executar tarefas, as pausas intencionais se tornam essenciais para recuperar o fôlego, refletir e recalibrar a energia. Essas pausas não são interrupções, mas sim partes essenciais do fluxo, permitindo que você mantenha o equilíbrio entre momentos de alta intensidade e relaxamento, sem forçar um ritmo que não se encaixa no momento presente.

Abraçar essa forma de produtividade é ter a coragem de improvisar, adaptando-se às circunstâncias do dia e se permitindo mudar o rumo quando necessário.

Quando você executa tarefas como se fosse um músico de jazz, cada dia é uma nova composição, onde a flexibilidade e a intuição guiam suas escolhas. Algumas vezes, as notas são intensas e cheias de ação; em outras, são suaves e contemplativas, mas todas têm valor.

É sobre encontrar seu próprio ritmo e harmonizar as demandas do dia com o que faz sentido para você naquele instante, criando uma rotina que é tão única e autêntica quanto uma melodia improvisada.

O que você acha dessa ideia?

Reorganizando a minha rotina de volta ao Brasil

Estou de volta ao Brasil por algumas semanas para passar as férias de julho com o meu filhote. Isso envolve continuar a minha rotina de trabalho, estudo e pesquisa, mesmo à distância, ficar com ele e resolver algumas coisas em casa antes de viajar novamente. Por isso, foi importante reorganizar a minha rotina.

Como estou acostumada ao fuso horário de +5 horas, eu decidi tentar mantê-lo. Como meu filho está acordando tarde, porque está de férias, eu aproveito o período da manhã para trabalhar tudo o que preciso trabalhar no dia e que me demanda mais concentração, como escrever, responder e-mails e outras coisas do tipo. Almoço com ele, passo a tarde e o início da noite com ele, e de noite ele fica com o pai, que tem hábitos mais noturnos. E eu consigo dormir cedo. Basicamente é isso.

Tem sido uma boa rotina e estou conseguindo fazer o que preciso fazer e passando todo o tempo possível com ele. Vale lembrar que, por ele ser adolescente, ele tem suas próprias atividades, como ficar com os amigos, namorar (pois é) e jogar vídeo-game. Mas, sempre que está em casa, o fato de estar junto com ele conversar, fazer comida, comermos juntos, fazermos passeios etc, já faz toda a diferença.

É um período difícil esse das viagens mas logo acaba. Tô bem centrada em acabar logo para voltar e organizar as coisas por aqui depois desse intercâmbio e, apesar de ser difícil para todos, temos esse objetivo claro em mente, de que é algo bom para o nosso futuro como um todo. Focamos nisso.

Mantendo a consistência na organização

A organização é uma habilidade fundamental que transcende os limites dos estudos e do trabalho, permeando todos os aspectos de nossas vidas. No entanto, manter essa organização no dia a dia exige mais do que boas intenções; requer consistência. Consistência é a força motriz por trás da transformação de boas práticas em hábitos duradouros, permitindo-nos viver de maneira mais intencional e menos reativa.

Por que a consistência é a chave?

Consistência significa aplicar os mesmos princípios e esforços regularmente, não apenas quando estamos motivados ou quando as circunstâncias são favoráveis. É a consistência que nos ajuda a construir e manter a ordem em nossas vidas, independentemente das turbulências ou desafios que possamos enfrentar.

O segredo da consistência, que na verdade representa executar sempre o que quer que seja, está em facilitar a execução. Você tem tudo o que precisa para executar o que precisa fazer? Essa é a pergunta essencial que você deve se fazer.

Como aplicar a consistência à organização

  1. Defina metas claras e realistas: Antes de qualquer coisa, é importante ter um claro entendimento do que você deseja alcançar com sua organização. Seja específico sobre suas metas e certifique-se de que elas são realistas e alcançáveis.
  2. Crie rotinas factíveis: As rotinas servem como o esqueleto de uma Vida Organizada. Elas reduzem a necessidade de tomar decisões constantes sobre quando e como fazer as coisas, liberando energia mental para outras tarefas. Dedique um tempo para estabelecer rotinas diárias, semanais e mensais que apoiem seus objetivos de organização.
  3. Use ferramentas que facilitam a consistência: Ferramentas e aplicativos de organização podem ser aliados valiosos na manutenção da consistência. Escolha ferramentas que se alinhem com seus métodos preferidos de organização e incorpore-as às suas rotinas. É importante gostar das ferramentas. Leve isso em conta.
  4. Acompanhe seu progresso: Manter um registro do seu progresso não só oferece uma visão clara do quanto você já alcançou, mas também serve como um incentivo para continuar. Celebre as pequenas vitórias e ajuste sua abordagem conforme necessário.
  5. Seja flexível e adaptável: A consistência não significa rigidez. Ser capaz de adaptar suas estratégias de organização às mudanças nas circunstâncias é crucial. A flexibilidade permite que você mantenha a consistência, mesmo quando a vida não segue exatamente o plano. É melhor fazer um pouco todos os dias a fazer muito em um só dia da semana.
  6. Priorize o autocuidado: A manutenção da consistência requer energia, tanto mental quanto física. Portanto, é essencial cuidar bem de si mesmo. O autocuidado não é um luxo, mas uma parte fundamental de um estilo de vida organizado.

Consistência além dos estudos

Aplicar a consistência em todos os aspectos da vida significa integrar princípios organizacionais em tudo, desde a gestão do tempo e finanças até o cuidado pessoal e as relações interpessoais. Quando vivemos de forma consistente organizada, estamos melhor equipados para enfrentar desafios, alcançar nossos objetivos e viver de acordo com nossos valores mais profundos.

Lembre-se, a jornada para uma vida organizada é pessoal e única para cada um de nós. A consistência não é sobre perfeição, mas sobre progresso. É sobre fazer pequenos ajustes todos os dias, com o objetivo de viver uma vida mais intencional e satisfatória.

Mantenha sua casa limpa e organizada durante o outono

Eu adoro fazer essas limpezas de mudança de estação porque elas me ajudam a organizar faxinas mais completonas em vez de ficar me cobrando fazer mil coisas entre uma e outra.

Só que eu não quero que essa limpeza grandona seja algo aleatório. Tem estratégia, hehe. Então por isso eu quis compartilhar algumas dicas práticas para ajudar você a manter sua casa limpa e organizada durante o outono.

  1. Defina uma rotina de limpeza com o mínimo para todos os dias, semana etc.
    É óbvio que você não vai limpar a sua casa apenas quando muda a estação. No entanto, você pode simplificar esse processo fazendo uma lista mínima e outra desejável para limpar a casa todo dia, toda semana e todo mês. Dessa maneira, você consegue se planejar para dedicar tempo a isso ou contratar serviços.
  2. Deixe o ar circular
    Durante o outono, é importante deixar o ar circular na casa para evitar a proliferação de ácaros e outros agentes que podem causar alergias. Abra as janelas e portas para deixar o ar fresco entrar.
  3. Limpe as janelas e cortinas para deixá-las prontas para uso
    Com o outono, vem a queda das folhas das árvores e o acúmulo de poeira. Limpe as janelas e cortinas regularmente para evitar o acúmulo de sujeira.
  4. Troque as roupas de cama que serão usadas diariamente
    Troque as roupas de cama com frequência para garantir que elas estejam sempre limpas e frescas.
  5. Limpe os tapetes e carpetes
    Tapetes e carpetes acumulam muita sujeira e poeira durante o outono. Limpe-os regularmente para manter sua casa limpa e saudável.
  6. Organize o armário
    Com a mudança de estação, é hora de organizar o armário e guardar as roupas de verão. Limpe as gavetas e organize as roupas para facilitar a escolha das peças no dia a dia.

Criar uma rotina de limpeza eficiente é essencial para manter sua casa limpa e organizada durante o outono. Além das dicas mencionadas acima, é importante envolver toda a família na rotina de limpeza e manter um ambiente saudável e acolhedor. Espero que essas dicas possam ajudar você a manter sua casa limpa e organizada durante o outono. Se gostou do post, compartilhe com seus amigos e deixe seu comentário abaixo!

Vivendo e fazendo

Bom dia. Este foi um grande aprendizado que eu tive no ano passado e eu gostaria de compartilhar com você.

Afinal de contas, quantas vezes você já não deixou de fazer algo importante para você porque não tinha tempo? Várias né? Pois é, eu também, mas não por falta de organização, mas por ter compromissos demais.

Porque veja meus papéis: empresária, pesquisadora, mãe, professora, criadora de conteúdo, escritora… Todos esses papéis me demandam pra caramba mas, mais do que isso, são papéis que me alocam em compromissos diversos ao longo do ano. Às vezes passo uma semana inteira em outra cidade, participando de mentorias ou eventos. Gravo muitas aulas e ministro eventos ao vivo. Participo ativamente da vida do meu filho. Participo de eventos acadêmicos. Assisto aulas do Doutorado. Participo de grupos de pesquisa. Faço lives. Escrevo. Enfim… deu pra ter uma ideia.

Nos últimos anos, eu deixei de fazer muita coisa quando eu tinha algum compromisso agendado. Exemplo: se eu tivesse que ministrar uma aula durante algum evento, eu adiava para a semana seguinte – que já tinha seus agendamentos. Aí eu ficava lá no evento e, na semana seguinte, tinha que trabalhar quase que em dobro pra dar conta das demandas que não fiz na semana anterior. Foi aí que veio o grande insight.

E se eu diminuísse minhas expectativas e simplesmente conciliasse meus compromissos diários com os meus compromissos profissionais de modo geral? Por exemplo: o que me impediria de sair de um evento no horário da aula, dar a aula e depois voltar? Absolutamente nada. Eu só não conseguiria fazer isso caso estivesse intencionalmente de férias / offline ou se a conexão com a internet fosse ruim.

Depois que tomei essa decisão, minha rotina ficou muito mais leve, porque eu não precisava agrupar muitos agendamentos no mesmo dia ou na mesma semana. Eu poderia espalhá-los melhor e ter um dia a dia mais equilibrado. Fora que acho divertido a coisa de trabalhar de qualquer lugar, pois acho que tudo é aula, sabe? E, quando compartilho o que vivencio, estou ensinando algo também.

Talvez sua vida não tenha tamanha complexidade – ou talvez tenha até mais. Mas você pode aproveitar a sua rotina para fazer coisas que, de modo geral, não consegue muito tempo. Tipo planejar a semana enquanto o filho está na aula de música? Você está ali presente, ouvindo, mas também está planejando a sua semana. Ou rabiscar um planejamento de um projeto na sala de espera do dentista. Fazer a lista do mercado enquanto o professor fala sobre um assunto não interessante na aula da faculdade.

“Ai Thais, mas e a mente plena? E o momento presente?” Quando estiver realizando algo com atenção, foque sua atenção. Simples assim. Quando eu saio de uma sala de evento e vou para o quarto do hotel fazer uma aula ao vivo com os meus alunos, estou focada na aula com meus alunos. Quando volto, estou focada no evento.

A vida é feita de escolhas, e realização é uma escolha diária.

Feito é melhor que o perfeito não feito.

Para mim, viver e fazer enquanto vive foi um grande insight de 2022 e me permitiu repensar a rotina de vida e de trabalho de uma maneira libertadora. Espero que este post contribua com a sua vida também, nem que seja um pouquinho.

Acordo e não consigo levantar: o que fazer

Recebo algumas vezes essa pergunta e eu fui buscar na minha rotina o que eu costumo fazer quando não acordo muito bem. Esse “não acordar muito bem” pode variar de pessoa para pessoa, mas eu imagino que inclua coisas como: cólica, sinusite, dor de cabeça, preguiça, cansaço, desânimo, depressão, entre outros.

  • Ainda na cama, tomo refúgio (Budismo) e faço uma meditação. Isso me ajuda a pensar na intenção para o dia. Também reflito sobre alguma prática budista que quero focar no dia. Por exemplo: paciência. Se você tiver outra religião, pode rezar, fazer uma oração ou outra prática similar. Se não tiver uma religião, apenas uma meditação respiratória pode ser útil para acordar intencionalmente.
  • Faço um alongamento ainda deitada e vou sentando aos poucos, também me alongando. Isso é especialmente útil quando me sinto mais cansada ou com algum tipo de dor, especialmente nas costas.
  • Exercícios respiratórios são sempre úteis. Já teve post aqui no blog explicando como eu faço. Como tenho sinusite, nos dias frios é comum acordar com dor de cabeça por conta da congestão, então esses exercícios são super importantes e consigo fazer ainda coberta, sentada na cama.
  • Se levantar ainda está difícil, eu leio um pouco na cama ou escrevo no meu caderno. O que eu evito fazer: pegar o celular. Porque senão a vontade de sair da cama vira praticamente nula e o tempo passa sem nem eu perceber.
  • Escovo o meu cabelo ainda na cama e prendo o cabelo.
  • Finalmente levanto e vou ao banheiro fazer a minha higiene pessoal. Lavar o rosto com água fria ajuda a dar aquela acordada.
  • Depois disso, bebo bastante água! Veja que eu vou fazendo coisas para o meu corpo perceber que está acordando.
  • Se eu me sentir bem para isso, faço atividade física em casa mesmo. Yoga ou outra mais intensa. Depende do dia.
  • Arrumo a cama (isso é fundamental).
  • Tomo banho e troco de roupa.
  • Abro a janela do quarto se todos estão acordados. Aqui já me sinto melhor e sigo com o dia.

Para salvar ou pinar:

Ir devagar é sobre isso: respeitar o seu ritmo. E também entender que nem todos os dias serão os seus “melhores dias”. Tem dia mais difícil mesmo que a gente só quer “sobreviver”, sabe? Foque em ficar bem. Começar o dia assim pode ajudar. 😉

Organização da rotina da casa hoje – Julho 2021

Eu escrevi um post parecido há um ano, contando como estava a nossa rotina depois de alguns meses de isolamento. Hoje, já faz um ano e três meses que a pandemia foi declarada e que começamos a fazer isolamento social e a ficar em casa. Não estamos tão trancados – vamos pelo menos uma semana ao mercado e eu busco ir ao escritório de vez em quando – mas não estamos fazendo viagens, indo a restaurantes nem nada do tipo, então considero que ainda estamos em isolamento.

A rotina em casa chegou em um ponto onde estamos nos cobrando muito menos sobre as atividades. Existem aquelas que fazemos todos os dias – o mínimo viável diário – assim como existem atividades que vamos fazendo sob demanda ou quando temos vontade. Não nos guiamos mais por listas da FLY Lady, por exemplo. Está em uma configuração meio livre no momento, pois sentimos que já tínhamos regrinhas demais para outras coisas com as quais precisaríamos nos preocupar, especialmente as questões de higienização quando algo chega da rua etc.

Nosso MVD aqui em casa são atividades simples:

  • arrumar as camas (geralmente meu marido arruma, pois ele levanta depois de mim)
  • guardar a louça limpa do escorredor (geralmente eu faço isso enquanto preparo o meu café)
  • abastecer os banheiros com papel higiênico (geralmente eu faço)
  • trocar as lixeiras e colocar o lixo para fora (geralmente meu marido faz)
  • lavar a louça (meu marido e eu alternamos ao longo do dia)
  • garantir a comida (idem)
  • cuidar da roupa – lavar, dobrar, guardar (idem)
  • limpar o cantinho dos cachorros (idem)

De modo geral, a gente sempre “limpa” alguma coisa no dia. Geralmente são atividades típicas da lista de limpeza detalhada mas, em vez de consultá-la, fazemos conforme a necessidade. Por exemplo, se vejo que o box do banheiro precisa ser limpo, eu priorizo isso no dia. Se a minha mesa do escritório precisa de uma geral, limpo essa parte. Meu marido também segue esse raciocínio. Ele ama tirar o pó das coisas, passar aspirador e limpar o piso, por exemplo. Acho que é o que dá uma sensação de limpeza da casa na cabeça dele. rs Então essa parte fica com ele. Comigo fica a parte mais “administrativa” da coisa mesmo, tipo destralhar, organizar, reparar em algum detalhe que precisa ser limpo ou consertado e coisas do tipo.

Sobre a rotina da família, agora que estamos de férias das aulas tem sido um pouco diferente de quando o Paul tem aula todos os dias. Ele está acordando mais tarde, então pela manhã eu consigo trabalhar concentrada, escrevendo. Quase na hora do almoço, eu faço um scan nas mensagens mais urgentes para não deixar ninguém esperando a minha resposta e vou cuidar do almoço. Eu gosto de cozinhar. Então essa pausa, para mim, é estratégica. Preparo a minha comida com calma, ouço música, converso com os meninos, ajustamos as coisas para a parte da tarde, lavo a louça, depois almoço e descanso um pouquinho.

Nesse descanso, envolve assistir um ou dois vídeos no YouTube, jogar uma partida de xadrez com o Paul ou ficar sem fazer nada um tempo, se eu tiver feito bastante coisa de esforço de manhã.

De tarde, costumo trabalhar com outras pessoas, gravando vídeos, collabs, entrevistas, fazendo reuniões etc. O Paul vem e vai aqui no home-office então sei que preciso dar atenção para ele também. Mantenho os intervalos maiores entre os compromissos para fazer isso, preparar um lanchinho para ele e coisas do tipo.

Quando o sol começa a se pôr, esse é o aviso para o meu corpo começar a pegar mais leve, então entro em uma espécie de “ritual de finalização” do dia de trabalho. Mesmo que eu tenha uma aula para ministrar depois, ou faça ainda algumas coisas de trabalho, eu desligo o computador, paro, vou descansar um pouco. Isso me ajuda a manter esse hábito de “quebrar o looping” do trabalho.

De noite, costumamos fazer algo em família. Ou jogar algum jogo, ou assistir uma série ou filme, cozinhar, enfim, varia bastante. Assim como tem dias em que fazemos coisas sozinhos, ou em dupla. Ontem mesmo meu marido e nosso filho estavam vendo um desenho que eles gostam e eu fiquei vendo um documentário na tv. Não tem regra, é variado.

As atividades domésticas vão sendo feitas ao longo do dia.

Longe do ideal, mas acredito que estamos numa dinâmica que permite que a casa “funcione” e as atividades fiquem bem distribuídas. Conseguimos fazer o que é necessário, descansar, ter momentos de lazer, trabalhar, enfim, tudo numa boa.

Filhote no sexto ano e as decisões sobre a escola

Paul irá para o sexto ano em 2021. Este ano, no início da quarentena, a escola dele demorou para se organizar e tomar uma decisão sobre como seriam as coisas. Deram férias, demoraram para iniciarem as aulas, enfim, sei que foi um processo de adaptação para todo mundo. Naquele primeiro momento, eu confesso que fiquei insatisfeita não com o formato definido, mas com a postura da escola, de ficar esperando as aulas voltarem ao presencial e não ter um plano para as aulas online. As aulas do Paul efetivamente começaram a ser online a partir de junho, apenas.

Ele fez o quinto ano em 2020 e o quinto ano é uma transição importante. Uma pena que ele tenha perdido isso, mas a culpa não é da escola, e sim da pandemia. De qualquer maneira, agora ele vai para o sexto ano e a escola ainda não informou quais seus planos, mas acredito que, pelo menos no primeiro semestre, as aulas continuem online ou pelo menos de forma híbrida.

Nós conversamos bastante sobre esse assunto aqui em casa nos últimos meses e decidimos manter o Paul na escola que ele está estudando atualmente. Vou contar os motivos que nos levaram a tomar essa decisão:

  1. Ficar em casa, em isolamento social, vendo essas notícias, o número de mortos, enfim, já é coisa demais para a cabeça dele. Por mais que a gente converse, ele naturalmente não tem o equilíbrio emocional de um adulto. Tem seus medos, inseguranças, e está formando o seu caráter. Logo, concluímos que afastá-lo do único vínculo social que ele tem hoje, que são seus professores conhecidos e amigos de sala, seria a pior coisa que poderíamos fazer. Estamos tentando manter a estrutura mais igual possível para ele.
  2. Antes da pandemia, já tínhamos tido essa conversa porque a escola dele não fica muito perto de casa, mas concluímos que valia a pena mantê-lo lá pois estávamos satisfeitos com a qualidade do ensino e o Paul também se adaptou muito bem. Nós tentamos trocá-lo de escola em 2018 e ele odiou muito. Ao final do ano, ele disse: “mãe, você tem ideia de como é ruim você ficar o ano inteiro longe dos seus amigos, sem saber se eles estão bem?”. Isso me cortou o coração. Além de tudo, o ensino da escola nova nem se comparava à anterior, então decidimos em conjunto colocá-lo de volta nessa escola que ele está hoje. (Tem um post aqui no blog onde falo mais sobre esse processo, se quiser ler.) Então, estando satisfeitos com o ensino e o Paul adaptado à escola em si, não tínhamos por que mudar, especialmente em um momento como esse.

Agora, isso não quer dizer que a gente não vá cobrar da escola uma postura mais profissional diante dos fatos. Continuarei fazendo a minha parte aqui como mãe me envolvendo na educação do Paul, conversando com os professores, cobrando iniciativas. Já sabemos que é exaustivo para as crianças passarem quatro horas seguidas em frente a uma tela do computador. Como eles pretendem mudar esse cenário? Vão mudar algo? Enfim, seguimos por aqui. Não é perfeito, mas estamos envolvidos.

Agora também que já passamos por vários meses de isolamento, a gente já sabe que algumas coisas funcionam e outras coisas não funcionam aqui em casa, em dia de aula. Quero reorganizar o espaço dele, melhorar os equipamentos (especialmente câmera e fone), dar mais espaço mesmo para ele conseguir estudar direitinho. Também pretendo organizar melhor a rotina de estudos além das aulas, junto com ele.

Já encomendei os materiais e creio que a lista de “coisas”, tipo suprimentos de papelaria, seja menor, pelo menos no início do ano. Deve ser mais focada em cadernos, canetas etc, e menos em artigos de arte, que geralmente são deixados na escola no início do ano letivo. Esses são os próximos passos por aqui, além de esperar o novo calendário letivo, para nos organizarmos.

Não compare a sua rotina com a rotina de outra pessoa

Há alguns anos eu percebi que comparar a minha vida, os meus resultados, com os resultados de outra pessoa, só me trazia frustração. Foi quando eu entendi que eu deveria comparar – se é que fosse para fazer alguma comparação – apenas comigo mesma em alguma versão anterior.

Mesmo comparar-me comigo mesma pode ser difícil, porque a pessoa que sou hoje não é mais a pessoa que fui ontem. Eu vivenciei coisas, vivi muitas situações, aprendi, e hoje sei e sinto de maneira diferente. Logo, esta Thais não teria sido a mesma de algum tempo atrás, pois não tenho como me teletransportar no tempo, com as condições que tenho hoje.

Esta semana, estava assistindo uma das aulas do meu curso de formação em Ayurveda, e a professora estava tirando dúvidas sobre a rotina diária (dinacharya). E ela disse que o grande propósito da rotina deve ser sempre a de construir um dia feliz para aquela pessoa nova que está acordando. Existem algumas boas práticas para o seu dia ser feliz – e essa é a proposta do Ayurveda, que você pode, obviamente, complementar com outras práticas que você já tenha. Eu, por exemplo, trago elementos do Budismo, do GTD, crenças pessoais, entre outras diversas influências que compõem quem eu sou.

Esse ponto me tocou bastante porque eu considero que venho vivendo dias muito bons. É óbvio que não tem como você viver um dia 100% feliz mediante tudo o que está acontecendo, mais de 80 mil mortes no Brasil e tantas pessoas sofrendo. Mas, aqui, no meu micro mundinho, tenho trabalhado diariamente, interna e externamente, para as coisas ficarem tranquilas, e elas estão. Se há um ano eu soubesse como estaria vivendo hoje, eu teria ficado menos preocupada com várias questões que me afligiam (e também teria ido para a Índia fazer um panchakarma antes da pandemia, hehe).

O que eu quero dizer é que o que eu compartilho aqui é a rotina que funciona para mim, com as condições que tenho hoje, para a pessoa que eu sou hoje. O que te ensino não é a fazer o que eu faço, mas como eu faço. Como eu estruturo a rotina, e não a viver a mesma rotina que eu tenho. Se você for um leitor ou uma leitora mais antigo/a, você provavelmente deve estar pensando que eu constantemente tenho que vir aqui e reforçar isso, mas é exatamente esse necessário que faz parte do meu trabalho. Porque, diariamente, quando compartilho que, por exemplo, acordo às 5h da manhã, não quero dizer que o certo é acordar às 5h da manhã. Quando meu filho era bebê, meu marido tinha dois empregos e eu não dormia quase nada toda noite, eu buscava soluções para aquela situação que eu vivia. Não se trata de copiar a rotina de ninguém, mas de entender como formatar a sua.

Por isto aqui ser um blog, e não um portal ou site de um neurologista especialista em ciência do sono, por exemplo, é óbvio que os textos vão se pautar na minha visão pessoal de cada tema. É assim que funcionam os blogs. Eu compartilho sobre como faço, não porque ache a minha vida maravilhosa (apesar de gostar muito dela, não é o ponto), mas porque acredito que, assim, eu possa inspirar e ajudar de alguma maneira cada pessoa a ter seus próprios insights e formatar sua própria vida, com base em uma rotina tranquila.

“Mas Thais, por onde eu começo?”. Comece onde você está. Não existe um ponto inicial, um marco zero igual para todos, do tipo “comece aqui”. Você deve pensar no que quer mudar ou melhorar na sua rotina hoje, buscar esse termo aqui no blog e ver minha percepção sobre o tema, se quiser saber como trato isso. Ou pode procurar a referência de outras pessoas. O que não dá é para delegar essa autonomia de busca, de AUTOconhecimento. Uma rotina só será construída de maneira personalizada se você a construir, respeitando sempre as condições que você vive no momento e as suas necessidades, acima de tudo.

Organização da rotina da casa hoje (Julho 2020)

Achei que seria interessante descrever como está a nossa rotina doméstica hoje, com quase cinco meses de isolamento.

Eu acho bastante interessante comparar todas as fases da minha vida. Hoje, eu estou indo dormir por volta das 21h e acordando por volta das 5h. Quando o nosso filho nasceu, eu não tinha como fazer isso, pois amamentava e dormia nos intervalos junto com ele (na medida do possível). Quando ele passou a dormir a noite toda (geralmente das 20h às 6h, com uma mamada noturna à meia-noite), eu conseguia dormir nesse intervalo de seis horas. Mas, com 1 ano, 1 ano e pouco de idade, ele já dormia direto. Eu poderia ter tido essa mesma rotina de dormir e acordar cedo, mas na época eu comecei a trabalhar no meu projeto (tinha emprego convencional durante o dia e à noite me dedicava ao blog). De qualquer maneira, se não fosse por isso, eu poderia ter implementado essa rotina de dormir e acordar cedo antes, mas não o fiz por vários motivos.

Hoje, eu faço principalmente pela minha saúde. Ajustar o meu corpo ao ritmo circadiano. Depois, pela qualidade de vida. Me sinto bem fazendo tudo ao raiar do dia. Tenho tempo para mim, faço as coisas sem pressa, e minha tarde se resume a responder os outros e preparar meu corpo para descansar à noite.

Como vocês podem imaginar, o principal desafio é ajustar a rotina de toda a casa, pois eu não vivo em uma bolha. Na primeira semana completamente ajustada a esse novo horário, houve protestos (rs). Tentei abrir exceções, ficando até mais tarde acordada para ver um filme com os meninos ou coisas do tipo. Mas aí eu percebi que eles mesmos precisavam de um tempo para eles. Então chegamos ao seguinte ajuste: uma vez por semana fico acordada até mais tarde para vermos um filme juntos (geralmente sexta ou sábado), mas de modo geral tentamos fazer isso mais cedo. No final das contas, deu certo. E eles mesmos têm feito mais coisas juntos depois que eu durmo cedo.

Uma coisa muito importante na relação familiar são os momentos não apenas mãe / pai / filho mas também os momentos mãe / filho e pai / filho. Nessa situação de isolamento social, a gente fica junto o tempo todo. Logo, tem sido saudável pra gente alternar. Tem sido saudável para mim, ter algumas horas pela manhã só para mim. Saudável para a minha relação com o filhote, ter minhas horas só com ele. Dele só com o pai, o pai sozinho e todos nós juntos. No final das contas, ficou um bom equilíbrio.

Então vamos para a nossa rotina.

Eu acordo por volta das 5h. Tenho a minha rotina matinal de higiene pessoal, meditação, yoga ainda no andar de cima (moramos em um sobrado). No banheiro, já dou uma geral, que no sistema FLY a Marla chama de “swish & swipe”, que é tipo você fazer uma limpeza básica na pia do banheiro, nas superfícies. Isso todo dia.

Aí eu desço e ligo minha cafeteira. Dou bom dia para o Stanley (dog) e preparo o meu café enquanto brinco com ele. Quando ele se acostuma com a minha presença, levo ele para fazer xixi, lavo as vasilhas, coloco água e comida e limpo o espacinho dele. Volto para a cozinha e guardo a louça limpa que estava no escorredor. Aproveito para dar uma geral bem básica na cozinha, abro as janelas e acendo um incenso. Pego meu café e venho para o home-office.

O horário ideal para chegar aqui é quando o sol está nascendo (por volta das 6h35 neste momento). Mas não diz tanto respeito ao horário, mas à sequência de acontecimentos. Por exemplo, se eu acordar mais tarde, faço a mesma sequência de coisas. Aqui, trabalho no escritório até umas 7h30, quando preparo o café-da-manhã do filhote e vou acordá-lo para a aula, que começa 8h10. Ficamos juntos, conversamos, é bem gostoso. Quando começa a aula dele, eu trabalho mais concentrada até umas 10h, quando é o primeiro intervalo dele. Nesse momento, eu que tomo meu café-da-manhã, se tiver fome. Brincamos com o dog, conversamos, ele me ajuda com as roupas e coisas do tipo.

Muitas vezes, nesse momento, eu já começo a preparar algo para o almoço – seja arroz ou algo assado no forno, por exemplo. Filhote volta 10h para a aula e eu volto ao trabalho, onde fico até meio-dia também. Nesse meio tempo, meu marido acorda e começa a fazer outras coisas pela casa. Geralmente ele troca as lixeiras, arruma as camas, e uma ou duas vezes na semana passa o aspirador e um pano no chão, em toda a casa. Ele que fica mais responsável pela faxina e eu cuido de detalhes. Por exemplo, ele limpa a cozinha – fogão, superfícies, piso – mas eu que gosto de limpar os potes, tirar o pó, esvaziar e limpar a geladeira, esse tipo de coisa. O mesmo vale para os outros cômodos. Eu também gosto de varrer a casa, o que faço praticamente todos os dias como um ritual de meditação mesmo. rs

Eu geralmente preparo o almoço e, se tiver algo diferente que eles queiram comer, envolvendo carne, meu marido que faz. A gente alterna quem lava a louça – geralmente quem estiver ali pela cozinha nesse horário. Depois do almoço, gosto de sentar na sala e descansar durante uma meia hora. Eu almoço cedo (entre 12h e 12h30 mesmo) e, enquanto meu marido prepara o restante da refeição deles na cozinha, fico na sala descansando. A ideia é não dormir, mas descansar os sentidos. Essa prática tem feito grande diferença no meu dia a dia.

Quando volto para o escritório, já é num clima de encerramento do expediente, mesmo tendo a tarde toda pela frente. O que quero dizer é que gosto de fazer o que demanda mais esforço e concentração pela manhã, para de tarde responder mensagens e fazer outros tipos de atividades, muitas vezes até offline. Como meu marido fica trabalhando, e ele trabalha comigo, muitas vezes ele tem dúvidas então preciso estar disponível para tirá-las.

Quando o sol começa a cair, eu paro tudo e preparo um leitinho quente (o chamado golden milk, na versão vegana, obviamente – vou fazer um post sobre ele em breve) e venho para o escritório observar o pôr do sol na montanha. Observar a mudança de claridade é um aspecto importante do meu biotipo no Ayurveda (a mudança drástica de luminosidade pode causar ansiedade). Mas na real o que é gostoso é o próprio ritual mesmo de parar e observar.

Nesse momento eu arrumo a minha mesa, dou uma geral no escritório e faço algumas coisas em casa também. Tarefas domésticas diversas – trocar a roupa de cama e de banho, guardar roupas limpas, limpar algum cômodo, lavar a louça, enfim. E, por volta das 18h ou 18h30, eu janto, sempre uma sopinha (geralmente lamen). Vejo um pouco de tv, se tiver vontade. Depois disso, procuro evitar eletrônicos para já me preparar para uma boa noite de sono. Fico lendo, conversando com o meu marido ou com o filhote, brincando com o cachorro, coisas assim.

De modo geral, a rotina deles quando vou dormir acaba sendo mais ou menos assim: o filhote fica vendo um pouco de tv, ou eles vêem um filme juntos, e o filhote dorme. Depois, meu marido fica vendo os filminhos dele. Ele é cinéfilo e, acima de tudo, tem hábitos mais noturnos (até por ser músico), então nosso acordo é: de manhã eu cuido do filhote e da casa, e de noite é a vez dele. Essa dinâmica tem funcionado para nós e permite que a gente fique junto mas também tenhamos nossos momentos sozinhos, para fazermos outras atividades.

De noite, geralmente ele lava a louça da janta, dá uma geral na cozinha, tira a roupa da máquina, já coloca a carga para lavar no dia seguinte, rega as plantas e coisas assim. Quando eu acordo, reinicio na minha rotina. É isso.

Acho que a gente chegou numa dinâmica bem legal que permite que a casa “funcione” e as atividades fiquem bem distribuídas. Conseguimos fazer o que é necessário, descansar, ter momentos de lazer, trabalhar, enfim, tudo numa boa.

“Thais, sua família segue a sua dieta?”

Existem algumas perguntas que eu recebo com muita frequência, então, sempre que eu identificar alguma assim, vou criar um post com a resposta, pois pode ser a dúvida de outras pessoas também e me ajuda a dar a referência em caso de a pergunta aparecer novamente.

Resposta rápida: não, não segue. A explicação vem abaixo.

Ayurveda é a ciência da vida indiana. Uma abordagem indiana da medicina. Nós estamos inseridos na medicina ocidental, o que inclui também o papel de nutrólogos e nutricionistas. Não tenho a pretensão sequer de dizer que quero saber mais do que eles. Mas eu preciso dizer que sigo uma abordagem diferente para a alimentação, que é um conceito de saúde integrada. Ou seja, não é exatamente uma dieta que eu sigo, ou uma comida com mais ou menos calorias que deixo de comer. É uma abordagem com perspectiva na longevidade. E um entendimento de que saúde envolve um mix de coisas.

Dentro do Ayurveda, o tratamento da saúde não tem como não ser individual. Logo, mesmo que meu marido e nosso filho seguissem a mesma linha, nossa alimentação teria variações, pois cada pessoa tem necessidades diferentes que são resolvidas com a alimentação. Cada pessoa tem um biotipo e a alimentação deve ser guiada em benefício individual. Claro que existem recomendações gerais, e é o que seguimos.

Além do fator Ayurveda, tem a questão de eu ser vegana. Meu marido é simpático à causa, é ovolactovegetariano a maior parte do tempo (come carne tipo uma vez por mês), mas nosso filho come carne (compramos só orgânicos). Já expliquei em outro post como costumo organizar a nossa alimentação atualmente mas, de modo geral, eles aproveitam a maior parte do que eu cozinho para mim, e apenas complementam com outras coisas, ou meu marido prepara uma refeição diferente. Por exemplo, se eu preparar arroz, ou uma massa, ou legumes no forno – eles comem isso normalmente, e apenas complementamos com outros alimentos, a gosto. Vale dizer que sempre foi meu marido que cozinhou em casa e eu passei a preparar minhas refeições quando me tornei vegana.

Eu estou em um momento de transição na minha saúde com várias questões. Faz três anos que fiz a cirurgia de redução do estômago, e só agora meu corpo estabilizou. Foi o que me deu a liberdade de me tornar vegetariana há um ano, e a integrar as práticas de Ayurveda para o resto da vida. No momento, tenho uma terapeuta de Ayurveda que está me orientando e estamos no meio de vários processos por aqui, especialmente hormonais, e a alimentação complementa muito. Sim, ainda pretendo falar mais sobre isso em outros posts. 😉

Então não, a minha família não segue a minha dieta, pois o que cada um deve comer deve atender suas necessidades individuais, gostos, necessidades de saúde, projetos pessoais, princípios, enfim, uma série de questões.

Não posso deixar de expressar minha preocupação em receber esse tipo de pergunta porque geralmente não vejo a mesma sendo colocada em perfis de homens que trabalham com produtividade, então fica meu convite a perguntar para eles também como é a alimentação da família. Isso não é responsabilidade apenas da mulher. Dentro do meu papel aqui, vejo-me obrigada a comentar a questão do gênero, pois ela é um pilar fundamental quando a gente fala de sobrecarga principalmente nas atividades domésticas. Por que perguntar esse tipo de coisa apenas às mulheres? Fica o questionamento.

Fazendo compras hoje em dia

Aqui em casa estamos em quarentena e, por isso, nossos hábitos de compras mudaram. Queria compartilhar com vocês como temos feito.

Desde o primeiro caso no Brasil, nós já fizemos uma compra um pouco maior de insumos para termos comida para duas semanas em casa, caso não pudéssemos sair. Quando o isolamento virou a recomendação norma, tomamos as seguintes atitudes.

Em primeiro lugar, ir ao mercado apenas quando necessário. Geralmente, uma vez por semana, mas já ficamos mais de duas semanas sem ir. Quem vai é sempre meu marido. Nós acreditamos que ir uma só pessoa reduza os riscos de contaminação. Eu não faço questão de sair de casa, mas ele tem “sentido” mais, então prefere ele ser “o escolhido”. Também aproveita para ir à farmácia, se precisarmos de algo. Não vamos em mais nenhum lugar além desses, e apenas quando realmente precisamos.

Em segundo lugar, o consumo de alimentos frescos. Para diminuir a possibilidade de contágio com itens expostos no mercado, e também para apoiar pequenos produtores, assinamos uma cesta de alimentos orgânicos, que envia um mix de alimentos toda semana (verduras, frutas e legumes). Assinamos durante quase um mês, mas então achamos que valeria mais a pena pedir os itens separados, mesmo que semanalmente, pois assim pediríamos o que estivéssemos precisando mesmo e em uma quantidade mais adequada. O legal de receber toda semana é “forçar” (no bom sentido) a termos sempre alimentos frescos em todas as refeições. Você pode procurar na Internet produtores em sua região que também ofereçam esse serviço.

Em terceiro lugar, temos um mercadinho vegano aqui no bairro que continua trabalhando fazendo entregas, então a cada 7 ou 10 dias eu acabo pedindo algo lá também. Chocolates, queijos veganos, sorvetes e outros produtos do tipo, que são mais difíceis de produzir em casa. E também para ajudá-los.

Falando um pouco sobre o trato das compras quando elas entram na casa.

Temos duas “zonas sujas” aqui. Uma na entrada, onde deixamos entregas que cheguem pelo correio (Amazon, por exemplo) e também nossos calçados e produtos de limpeza. Na área de serviço, temos um espaço onde sempre colocamos as compras para higienizar. Esse processo todo é muito importante. Quando meu marido chega da rua, ele coloca máscara e roupas para lavar (o sabão mata o vírus), higieniza as coisas (eu guardo) e vai tomar banho.

Produtos com embalagem são higienizados com água e sabão, álcool ou água sanitária diluída em água. Produtos sem embalagem (orgânicos) são higienizados da mesma maneira, conforme apropriado. Deixamos de molho, tudo certinho.

Para ir às compras, meu marido sempre vai com máscara e a menor quantidade possível de pele exposta – até boné ele usa. Distancia-se socialmente de todos no mercado e leva sempre a nossa própria sacola retornável – que também é higienizada no processo, na volta. Fora a própria higiene pessoal dele, sempre redobrada.

Apesar de não ter nenhum “registro oficial” de pessoas que tenham se contaminado através do manuseio de embalagens, já lemos alguns especialistas dizendo que o vírus fica “vivo” em embalagens por até cinco dias, então preferimos nos precaver da melhor maneira que conseguirmos. Se estamos fazendo o esforço de ficar em casa, higienizar as compras é realmente o de menos.

Sei que nenhum de nós planejava tratar as compras dessa maneira e provavelmente ninguém achava que, em pleno 2020, estaria lavando saco de arroz em casa. Mas, quando paro para pensar, fico refletindo se não deveríamos fazer isso sempre mesmo! No final das contas, é sim uma boa prática de higiene que deveríamos incorporar mesmo sem estarmos vivendo uma pandemia.

Agora, um breve desabafo.

Imagino que, quanto mais rápido todo mundo que puder fazer, fizer a quarentena, mais rápido voltaremos a circular, com cuidados. Por isso, tenho exercitado a minha paciência quando vejo pessoas desrespeitando as recomendações, porque isso só vai prejudicar ainda mais a economia, os comércios e escolas etc. a médio prazo. Vamos demorar mais a voltar, porque estamos apenas adiando o isolamento. Sendo realista, eventualmente todos podem pegar o vírus, mas o que estamos evitando é sobrecarregar o sistema de saúde, que já terá que atender pessoas que trabalham nas chamadas “profissões essenciais” e que não podem ficar em casa. Se você pode, agradeça o privilégio e o honre, assim como os profissionais que precisam sair. Fique em casa. Muitos médicos, enfermeiros, faxineiros, recepcionistas, entregadores, policiais adorariam ter a possibilidade de escolha que você tem. Se não for para pensar no coletivo sempre, pelo menos por enquanto acho que vale um esforço, sabe.

Enfim, por aqui seguimos fazendo a nossa parte. Espero que o post ajude você nesse processo também, de alguma maneira.

Foque no mínimo diário!

Este é um momento de desenvolvermos empatia. De não cobrar situações e comportamentos ideais de ninguém, pois é uma situação temporária e em que todos estão fora do seu centro.

Tenho recebido mensagens, desabafos e pedidos de ajuda diariamente de pais e mães que estão preocupados com seus filhos nessa rotina atual. Não apenas com relação à organização da rotina, mas com o bem-estar emocional deles, o que é absolutamente normal.

Eu estaria sendo desonesta se dissesse que tenho uma fórmula mágica! Não existe! Cada família é de um jeito e tem a sua dinâmica! Algumas coisas que eu sei:

  • Toda criança, seja bebê ou pré-adolescente, se beneficia de uma rotina minimamente definida. O que fazer quando acorda, as refeições, quando tomar banho, o básico. Isso dá segurança para as crianças e ajuda na organização da rotina dos adultos também.
  • Se já tinha demanda emocional antes, agora a tendência é ter muito mais! As crianças sentem medo, ficam ansiosas, sabem que as coisas não estão normais! Então faz parte a gente estar mais disponível pra eles, que seja com carinhos e abraços, mas também conversando ou fazendo companhia. Mesmo bebês merecem mais colo! Eles sentem!
  • Períodos de transição passam! Não fique se cobrando solução de coisa que não tem solução! Ninguém quer que o filho fique no tablet muito tempo, mas estamos vivendo uma realidade complicada! Os pais estão sendo obrigados a trabalhar e a lidar com um, dois, três filhos em casa! Não se cobre tanto! Ninguém está vivendo em uma situação ideal! Seu filho não vai ter essa rotina pra sempre!

Vou trazer aqui tambémuma recomendação que serve para todas as pessoas – tenham ou não filhos, com filhos bebês ou adultos. O ponto mais importante a se compreender sobre o processo pessoal de organização é que ele deve sempre ser personalizado para a sua vida.

Independente de estarmos vivendo em tempos de pandemia, algumas situações trazem sobrecarga. Por exemplo, quando um bebê recém-nascido chega na casa, isso muda completamente a dinâmica de tudo. Quando você faz faculdade e trabalha o dia todo, também muda. Quando você começa a trabalhar em um lugar que alterna os turnos, vai mexer com o seu sono, e vai levar um tempo até que se acostume (e tem gente que nunca se adapta – vale para o exemplo da faculdade e o exemplo do recém-nascido). Uma coisa é certa: não é possível organizar tralha. Logo, se você estiver se sentindo sobrecarregada/o, precisa ajustar expectativas e entender que não vai ter como fazer tudo, manter a mesma dinâmica de “antes”, diante dessa nova configuração atual.

Eu sempre comento que eu era uma pessoa que amava ter a casa 100% limpa e arrumada até o meu filho nascer. Quando eu percebi que estava exausta porque estava tendo expectativas fora da realidade sobre manter a casa limpa como antes em período de amamentação, isso mudou minha perspectiva com relação ao processo de organização. A organização deve refletir suas prioridades sempre. Naquele momento, a prioridade era cuidar do meu bebê e da amamentação. Dormir bem, descansar, ficar bem para cuidar dele. Durante alguns meses, todo o restante podia esperar. Essa foi a escolha que eu fiz.

Reconhecer o mínimo necessário a ser feito diariamente, em todas as áreas da vida, é um raciocínio prático. Você pode aplicá-lo em absolutamente todas as áreas da sua vida. Por exemplo:

Saúde
Talvez você não consiga mais ir à academia diariamente depois que o seu filho nasceu. No entanto, qual o mínimo que conseguiria fazer todos os dias? Talvez alguns abdominais enquanto ele dorme? Uma prática rápida de yoga? Uma sequência de polichinelos que ainda vai fazer o seu filho dar gargalhadas?

Casa
Talvez você não consiga mais manter a casa como mantinha antes. O que é necessário fazer todos os dias para que ela “não caia”? Lavar a louça, cuidar da comida, trocar as lixeiras, cuidar da roupa, dar uma varrida no chão? Só você pode saber, pois depende de quantas pessoas moram na casa, se você tem algum prestador de serviço para ajudar ou não etc. E tem pessoas que preferem a casa de um jeito diferente – mais limpa, menos limpa.

Estudos
Talvez você não consiga estudar quatro horas por dia para o seu concurso público depois que o seu filho nasceu. Como você consegue estudar ao longo do dia? Talvez apenas revisar mapas mentais e conteúdos e, quando ele dormir, consegue estudar com mais concentração? Ou talvez você queira esperar algum tempo ele crescer mais para que você possa se dedicar aos estudos.

Organização não tem a ver com copiar exemplos de outras pessoas, mas com entender a sua rotina, as suas necessidades, quem você é, e aplicar tudo isso à sua realidade atual, que terá necessidades diferentes não apenas da de outras pessoas, como suas mesmo, pois a vida muda e não somos a mesma pessoa que éramos um ano atrás.

Então:

  1. Aceite que se trata de uma nova situação atual. Ela é temporária, mas não se sabe quanto tempo vai durar. Mas é a situação atual.
  2. Encontre o mínimo satisfatório em todas as suas atividades e áreas da vida para fazer diariamente, e foque nessas coisas. Se sobrar tempo, você faz o que era desejável.

“Ah, mas eu gostaria de manter a mesma rotina de estudos / saúde / finanças de antes”. Volte ao tópico 1 para não se sentir frustrada/o. É simples assim. 😉

“Quando tudo isso passar, vou me organizar”. Não é assim que funciona também. A organização deve ser para a sua vida e te ajudar exatamente nesses momentos mais desafiadores. Não há por que esperar chegar em um determinado momento – o momento é agora, e é excelente para você rever seus processos e olhar com mais compassividade para a sua rotina, para se cobrar menos.

Reorganizando os meus contextos (atualização da rotina)

Este post é uma atualização do post que entrou no ar sábado, sobre a minha rotina atual.

Tenho feito alguns estudos e testes práticos a respeito da minha rotina nesse momento que estamos vivendo, em casa.

Quando a rotina muda, o foco deve estar em reajustá-la. Ponto. Enquanto você não focar nisso, os dias passarão confusos e você pode ficar em um mix de cansaço com frustração.

Para mim, reestruturar a rotina significa repensar os meus contextos.

Contextos são situações, condições, espaços que você cria na sua vida diariamente. É conhecer a si mesma/o, se observar, entender os diversos momentos do seu dia, como você fica (em termos de nível de energia) e simplesmente adequar as suas atividades a como você fica ao longo de um dia inteiro naturalmente.

Para refletir sobre isso, eu prefiro fazer esse raciocínio inteiro no papel, pensando: “o que seria um dia ideal para mim nessa quarentena?”. Ou seja, um dia que permita que eu faça tudo o que eu tenho para fazer, tanto de tarefas domésticas e profissionais, quanto de tarefas individuais, de autocuidado, lazer, descanso, enfim.

Definir esse dia ideal é um exercício essencial e que eu recomendo que você faça, porque ele vai te ajudar a equilibrar as coisas. Vou demonstrar como ficou o meu e vou explicando algumas questões que podem ser úteis para você também.

Na hora que eu acordo, achei adequado fazer uma espécie de “check-in”: ou seja, dar uma checada no mundo de modo geral porque tanta coisa pode acontecer de um dia para o outro que eu não quero começar o meu dia de forma alienada, sem saber se uma nova notícia estourou ou se pessoas que não moram em casa com a gente estão precisando de algo. Vejo mensagens, leio notícias, enfim, faço um check-in mesmo.

Depois disso eu consigo ficar tranquila para a minha “hora mágica” – aquele momento de autocuidado que dedico todos os dias para mim. É quando faço minha higiene pessoal, minha prática de yoga, tomo banho, visto uma roupa que eu gosto, acendo um incenso, abro as janelas, arrumo as camas… começo o dia pronta, enfim.

Como comentei em outro post, voltei a usar o Todoist para as listas (GTD) do ground, do térreo, ou seja, as próximas ações. As próximas ações são organizadas por contextos, e na imagem acima você confere os meus contextos, que é onde eu organizo as ações. Simples assim. Vou descrevendo ao longo do post todos os contextos.

“Organização” é um contexto rápido que vem logo depois da minha hora pessoal (“Dinacharya” é o termo dessa rotina diária dentro do Ayurveda – veja um post correspondente onde explico melhor sobre ela), onde eu apenas garanto que os conteúdos do dia estão ok. Eu geralmente agendo tudo com antecedência, então é só uma verificação e identificação do que preciso produzir para os próximos dias, que entrará no contexto “Produção” (mais adiante).

Sabe, tem dias que cada contexto demora mais que outro. Tem dias que eu fico um tempão na organização, porque tenho mais coisas a definir por ali – por exemplo, o planejamento semanal dos vídeos do canal, o planejamento mensal dos posts no blog. Tem dias que esse contexto leva poucos minutos. Os contextos não têm a ver com horário, mas com fluxo. Já falei muitas vezes sobre isso em outros posts sobre rotina, se quiser explorar mais no blog, ou se for novo/a por aqui.

“Deep Work” é um contexto importante, porque me mostra que não dá para ficar o dia inteiro só fazendo atividades de concentração. Preciso focar. Logo, todos os dias escolho no máximo três coisas que demandem concentração para trabalhar nesse momento.

Aí embaixo eu listo as próximas ações de acordo com, hm… “sub-contextos” dentro desse mesmo “deep work”. Quando entro nesse contexto, escolho aquilo que considero mais prioritário ou estou mais inspirada no dia e foco nessa ação. Vale dizer que todos esses painéis são alimentados diariamente e, os projetos relacionados, revisados pelo menos uma vez por semana para garantir que todas as próximas ações que os farão avançar estão definidas e organizadas nos contextos adequados aqui.

Organizar as ações nos contextos adequados deixa a minha agenda livre para eu NÃO criar blocos de tempo, que é a maneira “rodinha”* do cérebro querer organizar as coisas no dia a dia e que eu sei que NÃO funciona para mim.

*Rodinha é a analogia que eu faço com a rodinha da bicicleta. Quando aprendemos a andar de bicicleta, usamos rodinha porque nos dá apoio nessa insegurança para determinadas práticas no começo. Porém, quando aprendemos a andar de bicicleta de verdade, tiramos a rodinha. Ela é útil durante algum tempo, mas quando aprendemos não rola mais usar. O mesmo vale para algumas práticas de organização. Blocar tempos na agenda, para mim, é uma prática rodinha.

Só para mostrar como os contextos são fluidos. Hoje eu acordei mais tarde, porque fui dormir tarde pra caramba ontem, vendo filme. Quando terminei o contexto de organização, já estava na hora de almoçar. Almocei, e só depois entrei no deep work. Se eu não tivesse nada nesse contexto para fazer hoje, talvez eu até tivesse pulado e ido para o próximo, sem problemas. Contextos são condições. Você precisa identificar os seus, na sua vida, e aí simplesmente distribuir suas atividades entre eles, para agrupar o que faz sentido fazer junto.

No contexto almoço eu costumo fazer uma parada não apenas para comer, mas para ficar com os meninos, descansar, ver algum vídeo no YouTube, dar uma navegada nos stories do Instagram etc. Aproveito para pagar contas e fazer atividades mais rapidinhas que por ventura eu tenha listado nesse contexto, como por exemplo: “fechar carrinho da Amazon”.

“Produção”, assim como “Deep Work”, é um contexto em que geralmente tenho mais atividades. Logo, no dia a dia, eles costumam me tomar mais tempo (de 1h30 a 4h). É óbvio que esses tempos variam a cada dia, senão eu não faria mais nada. Eu coloco a estimativa de tempo porque sempre me perguntam, mas realmente varia e, como comentei, conforme for, eu até pulo algum contexto, se não tiver nada a fazer ali, nele, no dia. Se tiver que fazer algo em algum horário, isso vai pra agenda do Google, não para a lista de contexto. Essa diferenciação é essencial para a produtividade, gente. Se você tiver dúvidas sobre isso, recomendo explorar outros materiais do blog sobre agenda e calendário, onde explico em detalhes, com muitas dicas e tutoriais.

Como diz o filhote, essa é a minha “rotina” de trabalho. Aqui entram tanto ações pontuais quanto ações recorrentes, que faço todos os dias. Quando entro nesse contexto, tudo o que preciso saber de opções está aqui, para escolher o que for mais prioritário momento a momento.

Depois eu tenho um breve intervalo, que é para descansar a mente mesmo depois de tanta produção. Faço uma nova prática de yoga, relaxo a mente, medito, faço leituras espirituais e janto (eu janto mais cedo que os meus meninos).

Como todos os outros contextos, se eu tiver alguma ação pontual para fazer nele, listo embaixo.

Vale dizer que eu só “ticko” como concluídas as ações pontuais. As ações recorrentes ficam eternamente ali, como lembretes. Algumas pessoas gostam de colocar a recorrência diária no agendar do Todoist – questão de escolha. Eu prefiro não colocar, porque isso fica lotando o meu “hoje” do Todoist, que prefiro manter apenas com o pontual que tem prazo vencendo ali.

Esse “hora do rush” é a hora aqui em casa que eu saio do home-office e vou fazer coisas em casa de modo geral: janta, faxina, arrumar as coisas, lavar roupa, fazer atividades com os meninos, enfim. É aquele momento que fico para lá e para cá na casa. Quando a casa está muito barulhenta, eu coloco meu fone de ouvido e fico ouvindo outras coisas. Sou muito afetada pelo barulho, então essa é uma maneira que tenho e que funciona bem para não ficar estressada com eles. rs

“De noite em casa” é o contexto cujo gatilho é: tomar banho e colocar meu pijama ou roupa de dormir. É o que separa a hora do rush da hora de descansar e ficar “de boinha”. É um momento que tem bastante coisas porque geralmente mantenho ali as leituras, estudos, filmes e séries para assistir, enfim, sempre tenho bastante coisa legal para fazer, de lazer mesmo.

Por fim, “antes de dormir” é a rotina do “check-out”. 🙂 Apenas algumas coisas que eu faço para proporcionar uma noite legal de sono, diariamente. Listo meus remédios a tomar, essas coisas.

Enfim, ter desenhado essa rotina para a quarentena me ajudou demais porque assim eu consigo fazer tudo o que tenho para fazer de maneira equilibrada, sem esquecer de nada e respeitando o meu ritmo natural ao longo do dia, através desse reconhecimento dos meus contextos. É o que recomendo que todo mundo faça.

Claro que tudo na produtividade pessoal é sobre acordos que você faz com você mesmo e com as outras pessoas, e que esses acordos podem e precisam ser renegociados o tempo todo para a gente não ficar frustrado com o que não rolou fazer e também distribuir melhor as atividades porque não dá para fazer tudo ao mesmo tempo.

Ainda vou alimentar melhor todos esses contextos, inserindo recados e checklists úteis. Mas estou adorando fazer assim. Talvez inspire você a fazer algo parecido!