Uma biblioteca funcional em casa – atualizações de uma professora e pesquisadora

Um dia eu fiz o exercício de pensar o que eu levaria se fizesse uma mudança de continente. Hoje, com o planejamento real para que isso aconteça nos próximos anos, eu já comecei um movimento para compreender o que vai ficar aqui (no Brasil) e o que pretendo levar comigo. Eu não tenho grandes apegos a nada, nem aos meus livros. No entanto, é fato que eu sou professora e pesquisadora, e continuarei sendo. E precisarei ter muitos livros comigo além dos que comprarei ainda pelo resto da vida. Por isso, iniciei um projeto de edição da minha biblioteca, vendo o que consigo ter no Kindle e o que vou ter que levar na versão física. Sim, eu já cheguei a pesquisar preços de contâiners. Mas eu sinceramente quero diminuir ao máximo a quantidade de coisas que pretendo levar.

Já fiz um post aqui anteriormente sobre os planos para a minha biblioteca. Esse plano continua de pé. O que me refiro aqui é ao que devo levar comigo, e iniciar esse projeto agora me permite selecionar com calma e ir substituindo alguns exemplares aos poucos.

Destralhe

A regra é clara: não é possível organizar tralha. O primeiro passo é definitivamente fazer a seleção do que preciso ou quero manter comigo e ver se tem a versão para Kindle. Simples assim. Nem tudo estou comprando no Kindle agora, pois não estou usando o livro no momento. Nesse caso, eu coloco na minha lista de desejos para não esquecer dele.

O que ainda pretendo ler?

Existem alguns que não vão para a biblioteca comunitária e eu quero ler ainda. Nesse caso, separo para ler nos próximos meses e pretendo vender ou doar antes de viajar. Existem outros que não tenho mais interesse e já podem ir para essa fase de descarte.

Estou evitando comprar livros físicos

Esse momento chegou! Eu realmente estou evitando comprar livros físicos, a não ser que eu tenha a mais absoluta certeza de que vou lê-los nos próximos meses e que ou eu necessariamente vou levá-lo comigo ou vou deixar com toda a certeza, depois de ler. Por exemplo, na semana passada eu comprei um livro com técnicas de leitura. Eu quero ler o livro físico, manusear, fazer marcações. O livro é ótimo mas eu posso tê-lo no Kindle para referência, futuramente, ou comprar a versão dele em inglês, quando estiver fora. Mas o que eu usei aqui para ler eu posso dar de presente para uma prima que ama livros tanto quanto eu, porque sei que ela vai amar. E para cada livro eu tenho feito esse exercício de pensar para quem eu posso dá-lo depois de ler, seja uma pessoa, a biblioteca comunitária ou outra finalidade.

Manter em casa o que pretendo levar ou ler antes de mudar

Eu tenho três estantes aqui no meu apartamento e tenho mantido os livros que quero ler ainda ou levar comigo na mudança. Os livros que ficarão no Brasil eu estou levando para o escritório aos poucos. A ideia é fazer essa separação e centralizar tudo lá para facilitar qualquer logística posterior.

De verdade, muito livro eu pretendo comprar em inglês, lá fora. Fica até mais barato. O que não quero é deixar de ter um exemplar raro, especialmente nativo brasileiro, como livros do Florestan Fernandes, Carlos Nelson Coutinho e outros que não são tão fáceis de encontrar em livrarias estrangeiras. Mas também sempre existe a possibilidade de vir para cá todo ano e ir levando os livros aos poucos. Vamos ver. Por hora, o que tenho feito é essa primeira seleção e quis compartilhar com vocês.

Minha mudança para um apartamento

Vou começar essa série de posts aqui no blog compartilhando sobre a mudança e este primeiro vai ser para explicar os motivos.

Existem muitas informações minhas bastante pessoais que eu opto por não compartilhar para evitar a exposição das pessoas envolvidas, tá bem? E porque quero ser discreta em algumas áreas da minha vida, mesmo tendo este trabalho que demanda um certo nível de compartilhamento pessoal.

A ideia de mudar para um apartamento já é antiga, de anos. A casa onde eu morava tinha sido a casa que antes era da minha avó, e a casa onde eu nasci e cresci. Morar lá, para mim, causava uma série de sentimentos que, com o tempo, identifiquei e pude dar nome a eles, compreendendo que gostaria de morar em outro lugar.

Durante a p4ndemi4, ter ficado lá, fechada, por tanto tempo, me deu crises de ansiedade e outras coisas que não vêm ao caso compartilhar no momento. Por isso, a ideia de mudar já vem faz tempo.

Quando eu fui para a Alemanha, eu percebi como eu consegui me virar sozinha estando lá e como era boa a sensação não apenas de liberdade, mas de ter autonomia sobre o meu próprio cantinho. E eu nunca, nunquinha tinha tido “a minha própria casa”. Sempre foi ou a casa dos meus pais, da minha avó ou a casa do casamento. E eu sentia falta de ter esse canto meu.

Além disso, veio o acidente. Eu morava em um sobrado. Não tem como se deslocar, tudo é terrível, dolorido e custoso. Tanto que, quando cheguei no Brasil, considerei ficar em um hotel ou alugar um Airbnb para não ter que ficar no sobrado, devido às escadas e todos os desníveis para coisas básicas, tipo chegar até o banheiro. Elas por elas, valeria mais já abraçar a mudança de apartamento, e foi o que eu fiz.

Eu encarei essa mudança como se estivesse mudando de país. Eu não pude visitar o imóvel, fiz tudo pela Internet, e dei sorte porque foi tudo certo. Eu procurei um apartamento no primeiro andar por conta dos barulhos de patinhas dos cachorros que não incomodariam o vizinho de baixo. São dois quartos – um para mim e outro para o Paul – sendo que terei uma mesa na sala para trabalhar e um mini-estúdio para ele estudar teclado e eu tocar meus instrumentos. O apartamento é antigo, tem umas coisinhas para arrumar, mas eu já adoro estar nele! O prédio é muito gostoso e silencioso e, os funcionários, muito prestativos. Todos têm me ajudado demais com a mudança e sendo compreensivos com o meu estado.

Fazer uma mudança com a perna quebrada não é nada fácil, mas isso fica de assunto para outro post. O que posso adiantar é que estou fazendo aos poucos, sem pressa, no ritmo que dá.

Checklist para destralhar a casa antes de uma mudança

Deveria ser proibido a gente abrir uma caixa de mudança na casa nova e descartar algo que estava dentro. É importante fazer essa seleção antes de se mudar – ideal mesmo é fazer antes de começar a encaixotar seus pertences. Se a gente deixar para decidir enquanto já está colocando dentro de caixas, a tendência é colocar tudo dentro porque é mais fácil fazer isso que decidir dar outro fim ao objeto (“só quero me livrar disso”). Portanto, antes mesmo de começar a empacotar tudo, destralhe. Aliás, vou além: mesmo que não tenha uma mudança em vista, destralhe como se tivesse. Porque a tendência do ser humano sempre é a de acumular coisas enquanto houver espaço para elas.

Segue então uma checklists do destralhamento para mudanças:

  • Comece com as SUAS coisas, e não com tudo de todo mundo da casa:
    • Materiais de referência: arquivos, documentos, material no geral, papelada no geral
    • Equipamentos: gadgets, eletrônicos
    • Decoração: quadros, bibelôs, lembranças, presentes, tapetes etc
    • Móveis: O que você precisa levar? O que pode doar ou vender?
    • Suprimentos: artigos de escritório, cadernos, canetas, cosméticos, remédios e outros
    • Roupas, sapatos, acessórios (bolsas, cintos, lenços)
    • Livros, revistas, CDs, filmes, discos
  • Passe para as coisas de uso comum:
    • Decoração
    • Móveis
    • Panelas, itens de cozinha, itens de área de serviço e relacionados
    • Eletrodomésticos, eletrônicos, equipamentos
    • Papelada
  • Auxilie nos objetos de uso individual das outras pessoas que moram com você, mas sem forçar – deixe a pessoa decidir:
    • Brinquedos dos filhos
    • Roupas do marido ou da esposa ou de outro familiar
    • Artigos pessoais de outras pessoas

Há muitos objetos que podem ser doados ou até mesmo vendidos. Hoje, com tantas opções de canais online para isso (OLX, Bom Negócio, o próprio Facebook), é bobeira ficar com coisas em casa que já não sirvam mais para a gente. Quem não quiser vender pode ajudar alguém fazendo uma doação, pois sempre tem alguém que precisa de algo que a gente não use mais. Portanto:

  1. Venda
  2. Presenteie alguém
  3. Doe para quem precisa
  4. Reaproveite para outros usos
  5. Recicle
  6. Jogue no lixo

Além de diminuir a quantidade de coisas que precisarão ser encaixotadas, você se liberta. É libertador viver com o que for necessário ou amamos muito, sem tralhas. No final das contas, a mudança vem antes.

Andamento da mudança em 2016

Na semana passada meu filho e eu não estivemos muito bem porque pegamos uma gripe fortíssima que nos levou ao hospital (com medo de ser pneumonia de novo), mas por sorte não era e pudemos nos tratar em casa, porém super debilitados. Meu filho se recuperou melhor do que eu, que ainda trabalhei ao longo da semana e no sábado, porém em ritmo mais leve. Hoje estou melhor, mas mesmo nessas condições precisamos dar andamento em algumas coisas da mudança porque o mundo não para mesmo quando estamos assim.

Empresa que fará a mudança

Já fechamos a empresa que fará a mudança, que é a mesma empresa que fez minha mudança de São Paulo para Campinas e a última mudança do apartamento para a casa que estamos hoje. Cheguei a pesquisar outras opções, mas achei todas caras e preferi ficar com a que já conhecia. É uma empresa familiar, de um senhor bem simples, e lembro que conheci porque alguém um dia indicou para a minha mãe, que indicou para mim, e acabou dando certo. Nossa mudança será feita mais para o final do mês, para dar tempo de fazermos tudo o que precisa ser feito.

Providências na casa

A casa será entregue somente depois do dia 10, pois há ajustes. É a primeira locação dela, então o proprietário vai instalar pias, torneiras, corrimão na escada e arrumar uma parede que teve um pequeno problema de pintura, e o prazo é dia 10. Nesse meio tempo, já temos a chave e podemos entrar para tirar medidas e instalar algumas coisas, se tivermos vontade.

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Um pedaço da sala da casa nova

Destralhando

Por hora, o que eu tenho feito sinceramente é destralhado a nossa casa. Eu tenho feito um esforço para levar para a casa nova não pouca coisa, mas muito menos. Por já ter feito muitas mudanças, eu não quero mais uma vez gastar caixa com o que não vale caixa, entendem? E vejam bem: eu já tenho um número reduzido de coisas, mas ainda tenho bastante objetos e descobri, no último mês, que quero reduzir ainda mais. Então, neste momento, o que tenho feito é destralhar, abrir espaço para a vida nova. Eu mudei muita coisa depois do curso de coaching que eu fiz e não quero manter em casa energia parada de objetos que não tenham mais a ver comigo ou com o futuro que eu quero construir. Isso inclui roupas, livros, ferramentas.

Já separei um saco enorme de roupas e ainda pretendo separar mais peças. Livros, estou mantendo os que eu amo e os que ainda não li. Para vocês terem uma ideia, minha mãe está considerando abrir um sebo na cidade onde ela mora para dar vazão aos livros que eu estou me desfazendo. Eu amo a minha biblioteca, mas também amo o conhecimento adquirido pelos livros que ainda quero ler, e não tenho espaço para tantos livros assim. Sou aquela pessoa que já tinha mais de mil livros em casa. Fico feliz com uns 300, 400.

Encaixotando

As caixas já chegaram aqui em casa (a empresa de mudança cedeu 20 caixas) e eu vou começar a encaixotar aquilo que obviamente vai e não estamos usando, mas esse conceito é tão estranho, não é? Afinal, se é útil a ponto de eu querer levar comigo, não deveria estar em uso?

Vou ser extremamente criteriosa com o que entrará em cada uma dessas caixas e, todo o resto, vou vender ou doar para instituições de caridade.

Compras

Como uma mudança sempre gera muitos gastos, vou me ater ao essencial no primeiro mês, para estruturar a casa, e depois vou comprando o resto. Minha ordem de investimento de dinheiro na casa nova é:

  • Estrutura (luminárias, redes de proteção, varão de cortina, chuveiros etc.)
  • Móveis e armazenamento (armário da cozinha, guarda-roupa)
  • Decoração estrutural (tapetes, cortinas, poltronas)
  • Decoração complementar (quadros, vasos etc.)

Cronograma

Nesse momento estamos cuidando do destralhamento e do início do encaixotamento, o que vamos fazer até receber a casa, dia 10. Quando recebermos a casa, vou comprar os móveis, que podem demorar alguns dias para chegar. Eu poderia comprar antes, mas quero ter certeza que estarei com a casa entregue quando isso acontecer, então prefiro correr esse risco. Já compramos as luminárias e meu marido vai começar a instalar quando recebermos a casa, assim como outras estruturas mais simples. Costumamos chamar um profissional para instalar espelho, armário de banheiro, chuveiro etc. na mesma época. Iniciamos a transferência dos serviços de Internet e outros. Então vamos limpar a casa e então começar a providenciar a decoração estrutural com coisas novas, para então receber a mudança. Vai ser ótimo.

O que eu aprendi com a terceira mudança de casa que eu fiz

Semana passada, nós finalmente nos mudamos para o apartamento novo. Esse processo de mudança foi complicado, porque não pude organizar a mudança como estou acostumada – eu estava trabalhando intensamente em São Paulo e sem condições de voltar um dia que fosse para Campinas para organizar tudo. Portanto, posso dizer que, juntando todos os dias em que me dediquei à mudança, eu levei uns 5 dias para organizar tudo (encaixotar, desfazer de algumas coisas, contratar caminhão etc). Foi bom? Não, foi corrido e até um pouco estressante. Me dava muita aflição estar trabalhando em São Paulo todos os dias e continuar pagando as contas de um apartamento que eu não estava usando. Por fim, finalmente nos mudamos e as coisas começaram a entrar nos eixos novamente. Ainda estou sem Internet (trapalhadas da Net, que vem resolver ainda esta semana, com sorte), então por isso não postei a continuação da série do GTD no Evernote (preciso estar no meu PC para isso, por causa dos prints).

Porém, toda experiência de vida traz muitos aprendizados. Eis o que eu aprendi com essa mudança:

  • Quando tiver a ideia de uma mudança surgindo no horizonte, comece a selecionar e encaixotar seus pertences. Quando eu mudei de trabalho, no final de junho, eu imaginei que nos mudaríamos somente em janeiro, então não comecei a encaixotar nada. E, a partir da semana seguinte, foram agendados tantos compromissos para mim em outra cidade que eu não tive mais tempo de “ir para casa” cuidar do assunto. Tivemos que antecipar a mudança porque isso estava prejudicando a rotina da nossa família.
  • Se puder pagar, pague para uma empresa que encaixote as coisas para você. Isso facilita muito o processo. (Não foi o nosso caso.)
  • Se puder conciliar duas residências ao mesmo tempo, pelo menos ao longo de um mês, providencie mudanças ao longo desses dias, como ponto de Internet, tv, gás, modificações na rede elétrica e por aí vai.
  • No dia da mudança, preocupe-se em deixar os cômodos minimamente arrumados. É cansativo mas, com um pouco de esforço, dá para deixar com cara de casa logo no primeiro dia. Deixe as caixas menos importantes para organizar aos poucos, mas dê-se um prazo, senão elas ficarão lá para sempre. Pode ser uma boa dedicar 1 hora por dia, todos os dias, para ir abrindo as caixas e organizando o que tem dentro delas.
  • Muitos itens, a gente só vai perceber que não quer mais quando chegar na casa nova. Reserve um lugar para colocar todos os objetos que quiser doar ou se desfazer. Aproveite a mudança para filtrar o que você vai manter na sua casa.
  • Se você não tiver tempo para organizar a chegada da mudança, contrate um personal organizer. Sim, também é nossa função fazer isso. Com um PO, você vai ter a tranquilidade de deixar a organização e a arrumação nas mãos de uma pessoa competente que já deixará tudo prontinho para você.
  • Recicle as caixas que for abrindo. Reserve um canto da residência para deixá-las e, uma vez por dia, leve-as a um posto de coleta de recicláveis. Também pode ser interessante conversar com a empresa que você contratou para a mudnça, pois eles podem ter interesse em ficar com as caixas para estoque.

Eu realmente espero que esta tenha sido a minha última mudança nos próximos cinco anos, no mínimo Amamos nosso apartamento atual e esperamos ficar aqui durante muito tempo.

Obrigada pela compreensão ao longo desses dias. Estou aproveitando para fazer algumas modificações no layout do blog, que comentarei em breve, quando forem finalizadas.

Você tem experiências que gostaria de compartilhar sobre mudanças? Poste nos comentários!

O que aprendemos com as mudanças de casa

Sempre que mudamos de residência, temos a oportunidade de rever alguns conceitos e promover mudanças não só físicas como mentais relacionadas à nossa casa. Eu estive pensando sobre isso nos últimos dias, pois estamos passando por uma mudança recentemente. Gostaria de compartilhar com vocês as reflexões que cheguei:

[list]Quem vive na minha casa?
Para que eu uso a casa?
Onde passo mais tempo em casa?
O que é imprescindível ter em casa?
O que eu gostaria que a minha casa fosse?[/list]

Podem parecer perguntas banais, mas elas têm sido fundamentais para eu entender como organizar nossos pertences e decorar os ambientes. Podemos ter a tendência de criar nossa casa para os outros, pautada em situações que sequer ocorrerão com tanta frequência, como receber visitas, preparar jantares, ter hóspedes. Isso também me fez pensar no que eu gostaria de ter em casa. Porque, afinal, se algum dia eu pensei que ter um buffet em casa para guardar louça, é porque eu esperava receber pessoas ocasionalmente. Onde essa vontade foi parar? Por que não aconteceu? E aí posso pensar em tomar algumas providências para gerenciar meu tempo de maneira melhor e me permitir ter esses pequenos momentos algumas vezes.

Ao mesmo tempo, a casa deve servir os moradores dela e sua organização deve ser pautada neles, não em situações que acontecem ocasionalmente. Eu não posso deixar dois filhos dormirem em um mesmo quarto sendo que eu tenho um quarto para hóspedes, por exemplo. Isso é priorizar terceiros em detrimento da minha família. Claro que cada caso é um caso, e seu quarto de hóspedes pode receber semanalmente uma mãe ou um pai doente que precisa ficar alguns dias com vocês. Mas vale refletir sobre as escolhas que tomamos com relação à nossa casa, porque muitas vezes nos pegamos nessa controvérsia interna e não nos damos conta de como isso está incomodando e até mesmo atrapalhando a rotina da nossa família.

Imagem: Apartment Therapy
Imagem: Apartment Therapy

Outra reflexão que venho fazendo é sobre a qualidade das aquisições. Quando montamos nossa primeira casa, priorizamos quantidade acima de qualidade, porque precisávamos montar quase tudo do zero. Aos poucos, os móveis e objetos de má qualidade vão cobrando seu preço, quebrando, mofando, envergando. E aí vale a pena pensar em substituições inteligentes e até mesmo reduzir a quantidade de coisas que temos dentro de casa. Vamos consagrando o espaço que temos e dando valor ao respiro que há ali também.

Da mesma maneira, aprendemos a gastar menos, porque fazemos escolhas melhores. Compramos apenas três porta-revistas porque temos menos revistas – somente as que realmente queremos guardar, e não uma pilha delas. Para falar a verdade, acho que o principal ensinamento de uma mudança é a consciência de que não precisamos de tantas coisas. Aprendemos a priorizar o que queremos e precisamos ter em casa, nos desfazendo de muito e ajudando outras pessoas. Vamos criando um filtro e deixando entrar em casa somente o que realmente amamos ou temos necessidade.

Por fim, para mim, o mais importante é a percepção de que a casa é construída por todos que ali moram. O que realmente transforma uma simples residência em um lar são os relacionamentos que são construídos dentro dela. Também é lugar de refúgio, de descanso, de prazer, de conforto, de tranquilidade. Limpar, consertar, cozinhar, arrumar são verbos que fazem parte da rotina de manutenção da casa, mas são meros detalhes. Precisamos resolver, sermos práticos, mas tais atividades jamais devem tomar a importância das principais, citadas anteriormente. Mas, se amamos a nossa casa e construímos relacionamentos ali, é natural querermos cuidar e deixar tudo do nosso jeito. Gostamos de cuidar do que gostamos e nos faz bem.

E aí, faz sentido comparar a nossa casa com a dos outros? Claro que não porque, se somos pessoas diferentes, imagine o que não sairá do relacionamento entre diferentes pessoas e o reflexo disso dentro de uma mesma residência?

São apenas alguns pensamentos dessa semana de mudança…

Atualizações sobre a mudança

Obrigada pelos votos de boa mudança no outro post!

Fazer a mudança em uma semana foi complicado. Demoramos quase uma semana a mais para acertar tudo, e ainda estamos organizando o apartamento. O que acontece é que mudamos para um apartamento de apenas dois quartos, que era um desafio pessoal, e assim tem realmente sido.

Apesar de ter um quarto a menos, o apartamento tem a metragem muito maior (o anterior tinha 67m e o atual tem 80m). Ele também tem piso laminado, imitando madeira, e tem o mesmo ar de casa, já que os cômodos são grandes. Ainda não carreguei as fotos no computador, pois não parei em casa, praticamente. Tive um compromisso em São Paulo no fim de semana posterior à mudança e terei somente um tempinho nos próximos dias, quando vou tentar reduzir ainda mais a quantidade de coisas que temos. Pode parecer que não, mas ainda temos bastante coisa, e mudar para um apartamento com menos opções de armazenamento deixou isso explícito.

Nós temos feito uma série de adaptações porque nosso apartamento atual é mais antigo, com todas as coisas boas e ruins que vêm com apartamentos assim. Tivemos que converter o fogão, por exemplo, porque aqui não tem gás encanado – e aí precisa do espaço para o bujão de gás também. A área de serviço não foi projetada para ter máquina de lavar, então fica um pouco estranha a disposição, e eu vou ter um varal à moda antiga!

Para mim, os grandes pontos fortes do apartamento são os seguintes:

1 – A sala é menor que a anterior, o que eu acho mais aconchegante. Não gosto de sala muito grande.

2 – O banheiro é grande e coube até uma estante e o cesto de roupas, que maravilha. E inédito: dá para todo mundo circular dentro dele ao mesmo tempo. No nosso banheiro anterior, eu quase não conseguia fechar a porta de tão estreito.

3 – A cozinha quadrada, em vez das modernas cozinhas de corredor, onde até a nossa mesa de jantar grande coube sem apertar muito.

4 – O piso que não é branco. Que revolução, gente.

5 – A simplicidade dos vizinhos. Morávamos em um apartamento cujo condomínio tinha um pessoal mais classe média-alta e algumas pessoas simplesmente não cumprimentavam, aquele horror. Aqui, já recebi as boas-vindas da senhorinha ao lado, já nos ofereceram kit de ferramentas caso a gente precise, outra história. Existe um senso muito maior de comunidade, ainda que cada um na sua.

Tem um outro ponto também, que é ele ser mais perto do meu trabalho. Não tanto, mas mais perto que o outro, e isso tem feito diferença na hora de voltar do trabalho, pois pego menos trânsito.

Tudo vem correndo bem, mas não consegui tirar fotos e não sei onde está a maioria das coisas por aqui. Muita coisa ainda está em caixas que estão embaixo de outras e não pretendo mexer no final de um cansativo dia de trabalho, por exemplo, pois tenho outras atividades também (que não param).

O principal ponto relacionado à organização é realmente a questão do apego a tralhas. Eu um apartamento pequeno, não há como manter coisas como revistas de coleção, por exemplo. Mas eu chego lá.

Estamos de mudança!

mudanca

Estamos mudando de apartamento! E o processo de simplificação da vida foi tamanho que organizamos toda a mudança em praticamente uma semana. Loucura? Com certeza!  Eu já postei algumas dicas aqui no blog sobre como fazer uma mudança sem estresse, mas é incrível como há sempre muitos imprevistos. De qualquer forma, quanto mais planejado e antecipado, melhor, porque aí a gente resolve problemas relacionados somente àquilo que não esteja sob nosso controle, diminuindo bastante a incidência da Lei de Murphy.

Estou tirando fotos para depois fazer posts no blog sobre como começar a organização da casa do zero, porque é um tema que sempre me pedem! E vai ser legal mostrar o apartamento, porque nunca me senti muito à vontade para mostrar o outro… Ele tinha muitos problemas e nós sinceramente nunca nos sentimos com muito vínculo lá, então nem a decoração nos motivava. Aqui, desde o momento em que entramos, adoramos o apartamento. Nos sentimos em casa, sabe? Então, com o tempo, vai ser muito bacana mostrar a evolução da organização, da arrumação e da decoração para vocês.

Acompanhem! =)

Checklist para mudanças

  • Tirar medidas do imóvel novo
  • Agendar para converter fogão (gás)
  • Comprar tinta para pintar o imóvel antigo
  • Agendar com faxineira para limpar imóvel
  • Comprar fechadura de reforço
  • Agendar com chaveiro para instalar fechadura de reforço
  • Fazer lista das coisas que vamos doar
  • Desmontar os móveis grandes
  • Entrar em contato com o locador para perguntar se água entra como despesa do condomínio ou se é conta individual
  • Transferir contas
  • Perguntar se as tomadas são todas 110w
  • Verificar os horários permitidos pelo condomínio para realização da mudança
  • Alterar todos os endereços cadastrados (contas e serviços)
  • Contratar empresa ou carreto para a mudança
  • Agendar colocação da rede nas janelas
  • Agendar horários para desmontar móveis e fazer a mudança
  • Perguntar se empresa ou carreto dá caixas para a mudança
  • Pegar caixas
  • Comprar coisas  (fitas, caixas, papelão, saquinhos de plástico para parafusos, plástico bolha, papéis coloridos, caneta pilot)
  • Empacotar as coisas
  • Avisar na portaria o dia e horário da mudança para autorizar entrada do caminhão
  • Agendar com instituição de caridade para buscar doações
  • Fazer inventários das caixas e pertences
  • Solicitar o desligamento programado de gás, luz, telefone, água etc.
  • Separar roupas e objetos pessoais que serão usados no dia da mudança

Dicas para mudanças – parte 2

Recebi um e-mail da FLY Lady esta semana em um momento muito propício, e tive a ideia para escrever este post.

Mudar nunca é divertido, mas pode ser tranquilo se a gente tomar algumas providências o quanto antes. Diariamente, recebo e-mails e mensagens de leitores pedindo dicas para se mudar, no auge do desespero, e tudo o que eu posso dizer é: leiam os posts anteriores do blog a respeito, pois tem bastante coisa já publicada:

https://vidaorganizada.com/categoria/casa/mudanca/

Algumas dicas são básicas quando se trata de mudanças:

[list]1 – Antecipe o que puder.

2 – Destralhe sua residência ANTES de se mudar (veja aqui como fazer).

3 – Faça tudo AOS POUCOS.[/list]

Isso significa pegar 15 minutos aqui e encaixotar algumas coisas; 15 minutos ali e encaixotar outras, até terminar. Nada de pânico, nada de estresse. Deixe isso para as situações imprevistas, sobre as quais não temos controle.

Comece encaixotando aquilo que não usa muito. Roupa de cama, de banho, livros, filmes, brinquedos, objetos diversos. Vá fazendo isso até chegar aos objetos de uso diário, que devem ser encaixotados na semana da mudança.

Escolha um lugar da sua casa para ir colocando todas as caixas. Nem pense em bagunça nesse momento. Você está de mudança. Sua única preocupação deve ser deixar as caixas no mesmo lugar. Não tem nada pior que ficar caçando caixas por diversos aposentos da casa no dia da mudança. Simplifique.

Nunca marque uma caixa com o título “Coisas”. Especifique o que tem dentro (“Roupas de cama”, “Brinquedos”). Outra dica é o sistema de cores e etiquetas que eu sempre uso, mas faça o que for mais simples para você.

Tenha algumas caixas para abrir assim que chegar na casa nova. Ela provavelmente terá todos os itens que você usou até a véspera, como toalhas, copos e escovas de dentes.

[quote class=”rosa”]Lembre-se!

  • A  mudança acontece em um único dia, mas a sua casa nova não precisa ficar perfeitamente arrumada de um dia para o outro. Vá abrindo uma caixa por vez e arrumando tudo em seu devido lugar.
  • Você vai precisar comer, descansar e dormir. Providencie essas coisas quando chegar. Você pode sair para comer algo ou pedir alguma comida (como pizza), dependendo da sua disposição. Nem pense em cozinhar. Deixe a cama arrumada para passar bem a noite. Toalhas limpas e banheiro funcionando.
  • Se você não mora sozinha(o), pode ser uma boa ideia deixar um cômodo bem arrumado da noite para o dia, como a sala e a cozinha. Isso dará um novo ânimo a todos que estiverem envolvidos na mudança.[/quote]

Veja aqui o material necessário para fazer a mudança.

Boa sorte!

Como nós fizemos uma mudança de cidade sem carro

No final do ano passado, por causa do meu trabalho, nós optamos por uma mudança para ter uma qualidade de vida melhor: saímos de uma grande capital para morar no interior, sem carro, e fizemos isso de forma tranquila. Criei uma tag aqui no blog chamada Especial – Mudanças onde contei como fizemos. Neste post, farei um resumo de como aconteceu nossa mudança.

A primeira coisa a se fazer é planejar a mudança. Definir data (mesmo que somente por cima) dá a dimensão de quanto tempo você tem. Eu tinha um fichário com algumas folhas de plástico para colocar tudo relacionado à mudança (comprovantes, mapas, listas, documentos) e tomei mais algumas providências – que vocês podem ver no post “Como planejar uma mudança”.

Montar uma planilha para a mudança foi fundamental, pois só assim conseguimos ter controle de tudo o que temos e o que ficaria e o que iria conosco para o apartamento novo. Nossa mudança aconteceu em dezembro e, em agosto, eu comecei a postar aqui no blog como foi o andamento. Uma das primeiras providências foi planejar os gastos que teríamos com a mudança, que seriam muitos – afinal, nossa casa em São Paulo se manteve com a maioria das coisas que tínhamos, pois iremos frequentemente para lá com nosso filho pequeno e precisamos manter a estrutura. Aproveitando minha paixão pelo site Pinterest, aproveitei para pensar também na decoração que queríamos no apartamento, juntando imagens.

Começar a empacotar cedo foi uma das melhores coisas que eu fiz, pois deixamos para o final somente o que usávamos no dia-a-dia mesmo. Para começar, providenciei os materiais necessários e fui fazendo à medida que dava, geralmente aos finais de semana. Como eu ia e voltava todos os dias do trabalho em outra cidade e, aos sábados, tenho minha pós-graduação durante o dia inteiro, eu só tinha os domingos para arranjar as coisas. Começar cedo foi fundamental. Eu até fiz um post sobre como empacotar tudo.

No início de novembro, muita coisa já tinha sido feita, inclusive todo o nosso inventário de coisas (deu um trabalhão) e intensivamos a busca pelo “imóvel ideal”. Isso foi importante porque tivemos tempo de encontrar o apartamento do jeito que queríamos e com umas coisinhas a mais no condomínio que nem esperávamos ter. O mês de novembro foi agitadíssimo, pois foi quando assinamos contrato de aluguel, pegamos as chaves e a construtora fez os últimos reparos antes de deixar tudo pronto para nos mudarmos.

Apesar de todo o planejamento, tivemos alguns problemas com entregas, mas todos se resolveram até o final de janeiro. Um dia antes da mudança, nosso filho ficou na casa da minha sogra e nós terminamos de encaixotar as últimas coisas. Eu deixei instruções para o meu marido (hehe) e, no dia seguinte, antes de o sol nascer, peguei o ônibus para a cidade onde nos mudaríamos e ele ficou em casa para orientar os carregadores e vir com eles no caminhão. O relato final da mudança vocês podem ler aqui.

No final das contas, todo o processo foi muito tranquilo. Não ter carro atrapalhou um bocado, pois eu não tinha condições de vir até o nosso apartamento durante a semana para limpar, comprar o que precisava ou fazer coisas desse tipo. Uma semana antes da mudança, meu marido tocou com a banda dele na cidade e fizemos uma limpeza básica (armários, pó, piso, paredes, pias, box e vasos). Compramos alguns produtos de limpeza no supermercado e só. Eu teria mais tempo de comprar outros itens com calma se a construtora não tivesse nos entregado a chave tão tarde (duas semanas antes da mudança!), porque eu poderia ter limpado melhor e agendado algumas entregas, mas correu tudo bem dentro das condições que tínhamos.

Fazer uma mudança sem carro não é difícil, mas mais complicada. Com planejamento, sempre dá tudo certo.

Andamento da mudança – parte IV

O mês de outubro foi agitado! Não era para ser diferente: a mudança está próxima. A data continua a mesma (primeira quinzena de dezembro), mas ainda não encontramos apartamento. Para falar a verdade, apareceu um apartamento muito bom, no bairro que queríamos, semana passada, mas eu viajei a trabalho, fiquei a semana toda fora e, quando voltei, ele já havia recebido uma proposta. Pode ser que os pensamentos positivos de vocês façam com que a proposta seja recusada e a corretora nos ligue, mas do contrário continuamos procurando. Dá um certo medinho de não encontrar nada até lá porque, se não nos mudarmos na data planejada, vai ficar para janeiro (temos as festas de final de ano etc) e não queremos isso. A ideia é mudar, curtir as festas de final de ano já com essa questão resolvida e ainda aproveitar as minhas férias da pós até fevereiro. Tem que ter pensamento positivo e acreditar que vai dar tudo certo, e é o que estamos tentando fazer!

Eu encaixotei poucas coisas nesse mês que passou porque a empresa que pretendemos contratar para fazer a mudança fornece o material (caixas, plástico-bolha etc). Encaixotei alguns livros e DVDs, mas ainda tenho a esperança de me livrar de todas as capas para reduzir o espaço utilizado no apartamento novo. O único problema é que não encontro os plásticos com divisórias.

No início do mês, cometi a loucura organizacional de anotar todos os nossos pertences. Esse processo durou alguns dias e muitas páginas do meu tradicional caderno de anotações, mas valeu a pena por dar uma noção completa do que temos, do que vamos manter, do que vamos doar etc.

Itens listados no caderno e riscados à medida que passados para a planilha

Depois, a tarefa consistiu em passar para uma planilha todos os itens, divididos nas colunas: item, vai/fica, cômodo onde está, cômodo onde ficará, providência, se já dá para tomar essa providência (pode ser encaixotar) e observações. Fiz essa planilha em menos de uma hora.

Itens organizados em uma planilha. Ufa!

Com o passar do mês, a planilha foi se expandindo para mais categorias:

  • nossos pertences (onde listei os itens descritos acima)
  • compras necessárias: o que precisaremos comprar para nos mudarmos
  • itens de armazenamento: caixas que já tenho, estantes, cestos etc.
  • itens que precisam de armazenamento: livros, discos, pastas, cadernos etc.
  • compras por mês: o que devemos comprar em cada mês até a mudança
  • lista do que vai: separada por cômodos, para facilitar a estimativa da quantidade de caixas

Os itens que iremos levar foram organizados por cômodo

Confesso que estou com um pouco dificuldade para fazer uma estimativa do número de caixas, mesmo com os itens listados aí! As caixas têm tamanhos variados e isso me deixa um pouco confusa. Telefonarei semana que vem para a empresa transportadora e pedirei mais detalhes, então acho que ficará mais fácil.

O que fizemos no mês de outubro, então:

  • encaixotamos algumas coisas
  • listamos todos os nossos itens
  • montamos a_planilha com tudo organizado (não sei o que seria de mim sem ela)
  • compramos mais algumas coisas menores (talheres, panelas)
  • continuamos procurando imóvel
  • ligamos nas imobiliárias e pedimos retorno
  • planejamos as finanças

Eu não queria que fosse assim, mas percebi que as imobiliárias são meio preguiçosas com quem está querendo alugar um imóvel. Eu sei que um comprador em potencial é mais interessante por causa da comissão dos corretores, mas poxa vida. Ligamos em muitas, muitas mesmo, e a atenção é dada durante um dia. No outro, já se esqueceram da gente. Bem que eu gostaria de alugar direto com o proprietário, mas não temos carro para passear pelos bairros e aí fica difícil. Por esse motivo, pelo menos para esse imóvel nós dependemos delas.

Para novembro, nosso planejamento é o seguinte: encontrar o imóvel e terminar de encaixotar a maioria das coisas (deixando somente os itens do dia-a-dia para a última semana). Dá um friozinho na barriga saber que está tão perto, mas é aquele friozinho bom.

Como empacotar tudo para mudanças

Este post faz parte do Especial – Mudanças, onde darei dicas para quem quiser se mudar baseadas em minha experiência pessoal, pois nos mudaremos muito em breve.

Na última atualização sobre o andamento da nossa mudança, eu falei um pouquinho sobre como estamos identificando as caixas (tem também um post só sobre o material para mudanças), mas o post de hoje é sobre o processo de empacotar – como fazer com objetos delicados, roupa de cama, sapatos e todos os outros itens da sua casa.

Alguns precisam de certas particularidades no processo e é sobre elas que vou falar nas dicas abaixo:

  • Os primeiros itens que devem ser embalados são os pequenos itens de cada cômodo – especialmente objetos decorativos, que não são de essencial utilidade -, principalmente nos quartos, sala e escritório. Os objetos na cozinha e no banheiro podem ainda ser utilizados antes da mudança e devem ser deixados por último;
  • Regra geral: embale primeiro o que você não usa no dia-a-dia e deixe por último os itens do cotidiano;
  • Prefira sempre caixas pequenas e médias às caixas grandes, pois são mais fáceis de carregar;
  • Reforce a parte de baixo das caixas de papelão com a fita adesiva;
  • Roupas podem ser armazenadas em malas de viagem, em vez de caixas;
  • Não utilize muitos sacos para embalar pertences, em vez de caixas, pois eles são menos resistentes;
  • Tente não encaixotar líquidos (frascos de shampoo, por exemplo), pois eles correm o risco de vazar com facilidade. Programe-se para utilizar o que já tem até a data da mudança e compre novos quando chegar ao endereço novo;
  • O que deve ser encaixotado e embalado somente no último dia antes da mudança: chuveiro, gás de cozinha, cosméticos, um par de toalhas, mudas de roupas e sapatos, alguns pratos, copos e talheres utilizados no dia e panos de limpeza em uso;
  • Caixas de papelão pequenas podem armazenar fotos e itens menores, mais frágeis. Embale cada um com a proteção que achar necessária (jornal, plástico-bolha etc);
  • Coloque bolsas menores dentro de bolsas maiores para facilitar o transporte;
  • Enrole tapetes e carpetes e amarre-os com uma cordinha;
  • Pratos e outros itens frágeis de cozinha devem ser embalados com plástico-bolha. Não economize nesse quesito;
  • Não utilize jornal diretamente sobre os objetos, pois eles podem ficar manchados. Utilize plástico-bolha e, em seguida, o jornal;
  • Utilize pequenos saquinhos plásticos para embalar parafusos e outros itens pequenos. Cole com fita adesiva junto a alguma parte do móvel que pertencem;
  • Cubra quadros com papelão e amarre com uma cordinha. Depois, embale com plástico-bolha;
  • Se precisar transportar móveis com gavetas, utilize o compartimento como própria embalagem para transporte. Coloque a gaveta dentro de um saco plástico e amarre bem com fita adesiva. Dessa forma, ao chegar na casa nova, bastará tirar de dentro do plástico e encaixar no móvel correspondente, já com o conteúdo dentro;
  • Aproveite a roupa de cama fofa (cobertores, edredons) para embalar objetos delicados do quarto, como um abajour;
  • Encaixote livros utilizando caixas pequenas para facilitar na hora do carregamento (as caixas não ficam tão pesadas);
  • Caixas grandes devem guardar coisas leves, como travesseiros, roupas de cama e outros itens maiores que não pesem tanto;
  • Algumas caixas podem ficar com espaços vazios. Se os objetos guardados ali podem se quebrar com o balanço do trajeto, é melhor preencher os espaços com jornais amassados, de modo que o objeto fique mais firme;
  • Para encaixotar quadros com frente de vidro, embale cada um com plástico-bolha e amarre com uma cordinha ou fita adesiva, para proteger;
  • Sempre que encaixotar itens frágeis, escreva claramente na caixa em questão “cuidado! vidros” ou “frágil”;
  • Utilize toalhas e panos velhos para embalar artigos mais frágeis;
  • Nunca encha demais uma caixa. O ideal é que ela fique “retinha” em cima – nem afundada, nem elevada;
  • Animais de estimação devem ser transportados em caixas específicas para tal. Informe-se em petshops;
  • Lembre-se de indicar “este lado para cima” em caixas com objetos mais frágeis;
  • Jóias e objetos mais valiosos devem ser transportados com você;
  • Monte algumas caixas para “a primeira noite” com artigos de primeira necessidade: pratos, talheres, copos, guardanapos, panos multiuso, toalhas, roupa de cama, mudas de roupas para os membros da família, chinelos, escovas e pastas de dentes, papel-toalha, sabonete, detergente, esponja, brinquedos para as crianças, sacos de lixo e o que mais você achar necessário. Essas caixas deverão ser abertas primeiro ao chegar na nova casa, portanto, embale-as por último.

Como você pode ver, algumas dicas facilitam e muito o processo de empacotar nossos pertences quando decidimos nós mesmos fazer isso, em vez de contratar profissionais. Você tem mais alguma dica para compartilhar? Deixe nos comentários. =)

Andamento da mudança – parte I

Imagem: Getty Images

Desde que nós tomamos a decisão de fazer a mudança, já começamos a agitar porque há muita coisa a ser feita. Veja uma lista de providências que você já pode tomar assim que decidir se mudar. Abaixo, você confere o andamento das coisas por aqui:

Fazer uma lista de inventário – Basicamente, uma lista de todas as coisas que nós temos e já pensar no que deve ir ou ficar. Isso dependerá muito do tamanho do imóvel, mas já estamos conseguindo ter uma ideia.

Começar a empacotar as coisas (etiquetando tudo) – Vocês conhecem o meu método de empacotamento, mas ainda farei um post mais específico a respeito. Se eu já tenho o suficiente para encher uma caixa com coisas de cozinha, por exemplo, vou adiantando. Por enquanto, temos seis caixas fechadas. Só não temos mais porque precisamos caçar mais caixas por aí!

Doar, vender ou reciclar o que não vai – Existe uma sacola gigantesca no meio do nosso corredor com roupas para doar. Eu a deixei ali para facilitar o processo para o meu marido e eu, pois nunca sai de vista. Toda hora nos lembrarmos de separar mais roupas e, quando ela estiver cheia, ligarei para as Casas André Luis para fazer a doação. Por enquanto, não pensei em vender nada, mas talvez eu pense mais para a frente, quando for lidar com o equipamento de estúdio que não usamos desde a reforma que meu pai estava fazendo. Estou jogando muita coisa fora, muita papelada, principalmente revistas. Tenho uma coleção enorme de revistas de moda e ainda não tenho certeza sobre o que fazer com elas.

Juntar caixas – Sempre que vejo alguma caixa limpa dando sopa e tenho como levar para casa, eu faço isso. É uma boa pedir no supermercado, mas geralmente as caixas que eles têm são muito pequenas (boas para livros). Me recuso a comprar caixas somente para a mudança, mas em último caso acabaremos fazendo. Por enquanto, estamos nos virando. Uso as caixas de fraldas e as caixas da Avon (eu revendo, então a cada campanha chega uma boa caixa com os produtos).

Providenciar fitas grossas adesivas – O negócio é ir até a Kalunga e comprar um pacote com vários rolos, pois usa-se muito! Eu tinha dois rolos aqui em casa e estou usando porque já tenho, mas a ideia é comprar mais logo logo.

Comprar caixa de ferramentas – Acreditem, eu não tenho. Tenho ferramentas avulsas, mas sempre falta uma ou outra. Quero ainda este mês comprar uma caixa completa para usar na mudança (desmontando coisas aqui e montando lá). Usa-se muito, desde móveis até instalação elétrica. Ainda não comprei, mas farei isso ainda em agosto.

Procurar o imóvel – Por enquanto, estou fazendo uma busca pela internet (Canal do Imóvel, ImóvelWeb e Zap Imóveis são meus sites preferidos) e conversando com moradores da cidade para pegar boas referências de bairros. Dá para ter uma boa noção de preços dos aluguéis e do tamanho (quantos cômodos, vagas na garagem etc).

Providenciar sacos plásticos pequenos para guardar miscelâneas – Se você já desmontou um móvel, sabe a importância de um lugar para centralizar porcas e parafusos. Nós estamos utilizando saquinhos que vêm em compras pequenas mesmo, como remédios na farmácia.

Providenciar outros materiais para a mudança – Como luvas (carregar objetos resseca, suja e machuca demais as mãos) e etiquetas. Também tenho um fichário onde centralizo todas as informações (já comentei sobre ele no outro post).

Pensando na decoração – Como vocês sabem, eu tenho uma conta no Pinterest, onde eu estou montando mais ou menos como eu quero que seja cada cômodo. Isso é bom para planejar porque dá uma visão geral. Além disso, já estou comprando pequenas coisas que posso adiantar, como roupa de cama e outras miscelâneas.

Essa fase da mudança dá uma certa ansiedade porque é muita coisa para fazer e muita coisa que depende de outras que ainda não aconteceram, mas está tudo caminhando bem.

Dicas para mudanças

Essa semana recebi um e-mail pedindo dicas para fazer uma mudança e percebi que nunca havia comentado aqui sobre o meu método.

Primeiramente, eu defino cores para cada cômodo da casa nova. Exemplo: amarelo para cozinha, azul para sala, rosa para o banheiro etc. Depois, providencio papel cartão (ou cartolina) em todas essas cores. Corto pedaços do tamanho de etiquetas (5x10cm).

Você deverá colocar em uma caixa somente itens relacionados a um cômodo específico. Nada de misturar coisas de quarto com coisas de cozinha. Isso é básico. Então, assim que encher uma caixa com coisas de cozinha, por exemplo, você a fechará e colará uma das etiquetas coloridas (na cor correspondente ao cômodo) em sua lateral (em cima pode ficar invisível se colocarem outra caixa sobre ela), e escreverá no cartão: “1”.

Tenha um caderno somente para esta mudança. Sua função será escrever o que tem em cada caixa. Então você escreverá: “Cozinha – 1” e fará embaixo uma lista de tudo o que guardou dentro dessa primeira caixa. Motivo: quando você estiver na casa nova e precisar de algo, basta consultar as listas, em vez de abrir caixa por caixa. Faça isso com todas as caixas, etiquetando e numerando de acordo com os cômodos, não se esquecendo de listar os itens guardados.

No dia da mudança, faça uma plaquinha de cada cor indicando o cômodo. Uma plaquinha amarela na porta da cozinha (escrito “cozinha”), e por aí vai. Oriente o pessoal da mudança para colocar em cada cômodo somente as caixas com as cores correspondentes.

Comece a encaixotar o quanto antes. Etiquetando e listando tudo o que empacotou, não terá problemas na hora de verificar se está tudo ok.