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Já recebi muitas críticas por falar sobre o Natal aqui no blog, já que não sou cristã. O que acontece é que, para mim, toda celebração cultural é importante. Tem um outro motivo também, que é o fato de eu adorar uma festa familiar ou com amigos queridos! Como as religiões cristãs são a opção da maioria dos brasileiros e nossa cultura está tão arraigada em suas tradições, mobilizando todo o comércio e até instituindo feriados no dia a dia, acho super comum falar de tais datas aqui no blog, já que tais celebrações influenciam na nossa rotina e, de uma forma ou de outra, acabamos assimilando cada uma delas.

Eu acredito no poder da celebração, do carinho entre as pessoas que estão todas juntas e, junto disso, do conhecimento. Quando penso na educação religiosa do meu filho, gostaria de deixá-lo livre para optar quando tiver discernimento para isso. No entanto, jamais “proibiria” tradições familiares que não o prejudiquem de forma alguma. Como minha avó, quando quis batizá-lo. Ou minha sogra, quando o ensina a rezar para o anjinho da guarda. Como diz minha mãe, são bênçãos e energias positivas. E como isso pode ser algo ruim?

No Natal, existe um sincretismo religioso gigantesco, pois diversas religiões e culturas celebram algo na mesma época. Acho tão bonita a história do Hanukkah! (que, por sinal, este ano começa em 28 de novembro). Gosto tanto dos mitos pagãos relacionados ao solstício de inverno! Entre outras festas. A própria árvore de Natal é um costume pagão assimilado pelo Cristianismo. Enfim, eu acho que sou muito brasileira nessas horas, porque adoro essas misturas. E eu sinceramente acho que tudo o que traz boas energias faz bem. Além do mais, estamos falando de cultura, e isso nunca conhecemos o suficiente. Portanto, se eu celebro “oficialmente” alguma coisa, sem dúvida é a cultura e o aprendizado que tenho observando e fazendo parte dessas celebrações. Isso é muito coerente com o que sou, independente de qualquer religião.

Imagem: Louise Glitter
Imagem: Louise Glitter

Dito isso, gostaria de falar como tem sido a minha organização para as festas de final de ano. =)

Ainda não montamos nossa árvore de Natal e, dependendo de algumas coisas que estão para acontecer (falarei assim que puder sobre isso no blog), talvez a gente acabe sequer montando este ano. Se for o caso, vou levá-la para a casa da minha avó e montar por lá, já que a dela é bem pequena e ano após ano ela se recusa a ganhar uma nova de presente. Uma emprestada talvez dê certo?

Com relação à ceia, passaremos na casa dela, como já é tradicional. Eu compro algumas coisas e a ajudo no dia, junto com outros familiares. No dia seguinte, almoçamos na casa da minha sogra. Acho engraçado esse rodízio de festas quando se é casado, mas me sinto uma sortuda por ter tantas opções. Ainda bem que nós temos tantos familiares e amigos vivos para celebrar essas datas conosco.

Eu trabalharei nos dias de intervalo entre o Natal e o Ano Novo, por isso não viajaremos para nenhum lugar. Eu também não gosto muito de viajar nessa época, pois todos os lugares ficam incrivelmente lotados e, com um filho pequeno, não acho legal.

No ano novo, faremos uma festa na casa da minha sogra, que já estamos planejando. Será algo bem simples, para a família, mas já estamos nos preparando para guardar dinheiro e decidir o que faremos de comidinhas. Vai ser bem gostoso!

Já comentei aqui antes que não vou comprar presente de Natal para ninguém este ano, mas como é difícil! O Brasil respira consumo de novembro em diante, e ver todos os seus familiares comprando presentes gera uma pressão enorme. Começo a me questionar se vale a pena passar pelo constrangimento de não ter presentes para dar no Natal, mas estou me mantendo forte. Depois do feriado, comento como foi a experiência completa.

No final das contas, o que importa é estarmos todos juntos. Estar com a minha avó, meus tios, minha mãe, meus primos, minha sogra, minhas cunhadas, minhas sobrinhas, meus amigos. Independente de ser um feriado religioso, é uma época de celebração, onde a cada ano que passa eu agradeço mais por estar viva e tendo a oportunidade de celebrar junto com eles.