ou
Empreendedorismo

Tenho refletido demais sobre a natureza do meu trabalho ultimamente. Sei que também é a natureza do meu ano pessoal (um ano 7, de auto-conhecimento e mergulho interior), e já entro nas vibrações do meu próximo ano (um ano 8, empreendedor), com meu aniversário chegando em setembro. Superei este ano, digamos assim. Foi realmente um período de grande reflexão e aprendizado. Não foi de nada “ruim”, pois ele foi maravilhoso para que eu aprendesse coisas importantes a respeito do meu trabalho e de mim mesma. A principal é mais recente, e tem a ver com o título desse post. Por isso, hoje quero escrever sobre o assunto para compartilhar com vocês essa reflexão e para ajudar quem talvez esteja passando pelo mesmo momento e precisando de uma luz.

Quando eu comecei a empreender, em 2014, tudo era muito nebuloso. Coisas básicas como gerenciamento de notas fiscais, pagamento de impostos, organização de documentos – eram novidade para mim. Junte a essas coisas necessárias todo o trabalho que estava acontecendo, e que não me permitia “parar para pensar e estudar” nessa situação nova que eu estava vivendo. Hoje eu sei que esse processo entraria em um “plano de visão” para pelo menos três anos (colocar a operação da minha empresa em estado de cruzeiro). Mas, na época, era muito incipiente. Eu fazia tudo essencialmente na base da boa vontade.

Outra coisa que eu também lutava contra e não queria acreditar de maneira nenhuma era no mito (e hoje digo de boca cheia que é mito) de que empreendedor não tem tempo para nada, precisa se dedicar a tudo no negócio e dar o sangue mesmo. Isso é alimentado de maneira geral no mercado. Eu pensava: “Poxa, mas não é possível. Eu trabalho com produtividade. Deve existir uma maneira de não me sobrecarregar com tudo isso.” Então sim, é mito. Você pode ter uma empresa, se dedicar muito a ela intelectualmente, mas não se sobrecarregar e ter uma vida equilibrada desde o começo.

Bem, do meu ponto de vista, de acordo com o método de organização que eu desenhei para o Vida Organizada, o primeiro passo é destralhar. E isso vale para qualquer coisa. Mas como assim, destralhar? É você se desfazer daquilo que não faz sentido. De cara, pensei: “ok, vou delegar funções então”. Mas aí é que entra a questão da clareza. Delegar o que, exatamente? O que eu “não gosto” de fazer? Eu travei uma pequena (porém produtiva) batalha interna até descobrir exatamente o que deveria ser delegado. E eu achava mais difícil no meu caso, pois tenho duas frentes de trabalho (o GTD e o Vida Organizada). Se complementam, mas são duas frentes diferentes.

Recentemente, participei de um evento do Conrado Adolpho (uma autoridade quando se fala em marketing digital, e que eu acompanho desde 2008, se não me engano) em que ouvi ele dizer uma verdade que eu já tinha ouvido antes também: não tem como você ser o especialista no seu negócio e também o gestor. Ou uma coisa, ou outra. Não dá pra abraçar o mundo. Onde eu tinha ouvido isso antes? Anos atrás, com o David Allen (autor do GTD). Ele disse que tinha contratado um CEO para a sua empresa (David Allen Co.) porque não queria ficar na operação – ele queria apenas ser o cara que desenvolve cursos, ministra palestras e espalha o conteúdo do GTD pelo mundo. Como o Steve Jobs dizia, a vida é sobre conectar os pontos. E aí, na semana passada, também li (em uma só sentada) o livro do Diego Carmona (“Visionários”), em que ele fala basicamente sobre isso. Foi o suficiente para cair a minha ficha em algo importante e que foi um divisor de águas para mim.

E por que eu estou me abrindo para vocês e contando tudo isso? Porque sei que muitos empreendedores me acompanham por aqui. E definir papéis é chave para organizar a vida.

Muito do que foi confuso nos últimos anos para mim vem do fato de eu querer “fazer tudo” na minha empresa (Vida Organizada) e também “fazer tudo” na consultoria onde atuo com o GTD. Isso aconteceu porque sou uma pessoa que se envolve muito com o que faz. E esse também é um dos perigos de amar demais o seu trabalho. Apesar de eu sempre ter em mente o equilíbrio e priorizar uma vida tranquila, me sentia incomodada por deixar pontos importantes de lado, que gostaria de estar trabalhando e não estava justamente para não me sobrecarregar.

Por fim, sem “enrolar” mais com a contextualização (ela é importante), a decisão que eu cheguei foi: sou especialista quando se trata do GTD, mas sou a gestora quando se trata do Vida Organizada. Isso significa abrir mão de papéis de gestora com o GTD e de abrir mão de papéis de especialista com o Vida Organizada. E isso foi mind blowing.

Como uma pessoa obcecada pela alta performance humana, passei vários dias trabalhando no que seriam as minhas novas áreas de foco profissional com base nesse meu novo entendimento. Desenhei um mapa para as áreas relacionadas ao GTD (como especialista) e um mapa para as áreas relacionadas ao Vida Organizada (como gestora). E tudo ficou claro como água.

Agora eu tenho um mapa do que são realmente as minhas responsabilidades em cada uma das duas frentes (e que são naturezas diferentes de responsabilidades) e, daqui a para a frente, vários projetos que me permitirão colocar tudo em estado de cruzeiro.

Sim, é uma construção. Mas uma construção maravilhosa que estou muito empolgada fazendo. Nunca tinha pensado no meu trabalho dessa maneira, e essa percepção me ajudou demais a ver as coisas como um todo, onde eu quero chegar em cada uma das frentes, o que deve e pode ser delegado, quais meus objetivos de curto, médio e longo prazo etc. Realmente parece que eu bati com uma varinha mágica e abri as brumas de todo o cenário.

Se você for uma pessoa que tem um emprego e está tocando um segundo negócio em paralelo, perceba que você não pode atuar como empregado no seu negócio. É outra natureza. Se você for gestor, tiver uma empresa, uma franquia, um empreendimento seu, saiba que você não é o especialista – e, se for, deve ter especialistas tão bons ou melhores que você trabalhando com você e te deixando na liderança e direcionamento do negócio – essas sim atividades que só você pode fazer. Isso aqui pega direto no ponto dolorido porque geralmente quem empreende o faz porque é bom na área. Pode até ser o melhor. Mas isso não basta – a não ser que você queira continuar sendo o especialista, então nesse caso deve ter alguém com você tocando o negócio.

Uma das coisas que mais me atrapalharam nos últimos anos foi querer desenvolver uma rotina de atividades parecidas para ambas as frentes. E eu trabalhava como se estivesse em um emprego – agendamentos, projetos, prazos etc. E sim, tudo isso é incrível e funciona, mas você tem que inserir os elementos certos nessas categorias de trabalho. E agora eu finalmente sinto que esteja efetivamente fazendo isso.

Eu pretendo explorar muito mais essa ideia no meu livro que estou escrevendo (será publicado ano que vem) e no novo curso de organização para empreendedores (que estou desenvolvendo para setembro).

Se você for empreendedor e sentir que esse assunto pode te ajudar, por favor, deixe um comentário! Vamos trocar ideias. Obrigada!

Thais Godinho
21/08/2017
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Livro: “Lugar de mulher é onde ela quiser” (Patricia Lages)

Aqui vai uma coletânea de erros que eu cometi ou vi colegas cometendo ao empreenderem em suas carreiras ou empresas. O objetivo é te ajudar a reconhecer se você está cometendo algum deles e mudar o curso o quanto antes!

Erro 1: Se distrair ficando ocupado

É muito comum, no dia a dia, a gente se perder em ocupações diversas – responder e-mails, assinar documentos, rever contratos, retornar ligações. Tome cuidado para não achar que isso é sinônimo do seu trabalho. Atividades assim fazem parte do dia a dia, mas se você ficar apenas nelas e não dedicar tempo àquilo que realmente importa e vai impactar o seu negócio, a tendência é você ir perdendo relevância (para o mercado e para você mesmo) sem nem perceber.

Erro 2: Cair no microgerenciamento

Detalhes sobre projetos, datas, arquivos organizados, pastinhas e tudo o mais que inventamos achando que isso vai nos dar uma sensação maior de controle – e até dá, mas não basta. Se você cair no microgerenciamento, não vai conseguir ter em vista a perspectiva das coisas, que é: por que estou fazendo isso? o que quero entregar? Controle é importante, mas não é tudo.

Erro 3: Abrigar tarefas que podem ser feitas por outras pessoas

Sei que nem todo mundo que empreende pode delegar tarefas ou contratar outras pessoas. Porém, essa deve ser uma das suas principais metas. Identifique tudo aquilo que só você pode fazer (pelo seu conhecimento ou talento) e busque maneiras de delegar todo o resto. Sempre pergunte-se se você é a pessoa mais apropriada para realizar determinada atividade. Muitas vezes não é, mas você ocupa seu tempo com ela e, com isso, deixa de fazer outras mais importantes. Que custo isso está tendo no seu negócio?

Erro 4: Remediar falta de treinamento com “ajudinha”

Eu adoro ajudar as pessoas e me sinto bem por estar disponível para determinadas orientações. Porém, ajudar uma mesma pessoa (ou várias) mais de uma vez sobre determinado assunto pode ser falta de treinamento, e sua ajuda nunca terá fim. Se isso acontecer, identifique de imediato e direcione adequadamente. Você pode promover um treinamento, gravar uma vídeo-aula ou terceirizar essa ação. Se forem pessoas que trabalham para você, pode ser útil criar regras, checklists e outros documentos de apoio.

Erro 5: Investir em coisas novas sem pavimentar o que já existe

A ânsia por lançamentos pode levar empreendedores a deixarem de lado bons produtos e serviços já existentes. Uma coisa não exclui a outra. Aperfeiçoe continuamente o que já existe, em paralelo com o lançamento de novos produtos ou versões. Você pode diminuir a quantidade de lançamentos? Sim, mas aumentará a quantidade de clientes retidos já satisfeitos, que podem comprar novamente de você.

Erro 6: Responder e-mails que podem ser automatizados

Respostas automáticas deveriam ser padrão para a maioria dos empreendedores! Muitas pessoas que te contatam precisam apenas de respostas que você já deu em outras ocasiões, ou que você tem em algum lugar do seu site. Desenhe respostas automáticas que você possa configurar em suas contas de e-mail ou tenha templates onde poderá facilmente copiar e colar a resposta, sem perder tempo digitando a mesma coisa pela enésima vez.

Erro 7: Trabalhar em casa

Home-office funciona se você tiver um local realmente separado de todo o resto da sua casa. Se você usar a mesa da sala ou um cantinho no quarto, pode funcionar apenas se for temporário. Agora, se você realmente estiver investindo em seu negócio, uma hora você vai ter que sair de casa ou separar em um cômodo diverso mesmo. Espaços de coworking são fantásticos para isso e oferecem uma alternativa com menor custo que uma sala própria comercial. Considere também visitas de clientes, se isso fizer parte do seu negócio.

Erro 8: Não revisar com frequência suas responsabilidades

O ideal é que a cada duas ou quatro semanas você revise as suas responsabilidades e passe um filtro em tudo aquilo que não deveria estar fazendo, para conseguir focar naquilo que só você pode fazer e terá um impacto significativo em todas as suas áreas de atuação.

Erro 9: Ser perfeccionista

Feito é melhor que o perfeito não feito. Analise suas entregas e, se você já deixou de entregar algo no prazo por buscar a perfeição, talvez seja hora ou de delegar ou de baixar as expectativas com relação ao seu produto. Entregue um arroz com feijão delicioso e vá refinando depois. Nem sempre um empreendedor sozinho tem estrutura para entregar caviar desde o começo.

Erro 10: Usar crises como desculpa

“Qualquer idiota pode enfrentar uma crise. O que é desgastante é a vida do dia-a-dia.” – Anton Chekhov. Apagar incêndios traz resultado e satisfação imediata, mas também serve como desculpa para deixar todo o resto de lado. Não use essa desculpa. Seja o rei (ou a rainha) do dia a dia.

Erro 11: Bloquear a agenda

Bloquear sua agenda inteira para se forçar a fazer algo traz um sentimento opressor e não deixa você livre para fazer escolhas espontâneas e abrigar imprevistos. Essas duas coisas acontecerão de qualquer maneira, com a diferença que você burlará sua agenda ou ficará sobrecarregada(o). Você pode se programar para realizar determinadas atividades, mas seja criterioso(a) – não planeje o dia inteiro. Deixe espaço para as atividades não planejadas.

Erro 12: Achar que você é o seu trabalho

Geralmente quem empreende o faz porque ama o que faz. Mas você não é o seu trabalho. Você tem outras coisas incríveis na vida que fazem com que você seja uma pessoa inteira, completa, e que fique bem para realizar todas as atividades que quiser – inclusive as do trabalho. Tire um pouco da pressão do sentimento de ser o salvador da pátria e abra espaço na vida para pequenas recompensas do dia a dia, como fazer uma caminhada ou simplesmente ficar sem fazer nada um pouco.

Se você quiser saber mais sobre como lidar com esses erros, estou desenvolvendo um curso com foco em organização para empreendedores, que iniciará em setembro, e que vai ensinar você a consertar todos os tópicos acima. As inscrições estão com valor promocional de pré-venda. Confira aqui.

Thais Godinho
12/07/2017
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Sugestão de cardápio para a semana de 13 a 19 de agosto
Semana maluca
Ficaremos no nosso apartamento… por hora

Esta semana tenho duas viagens a trabalho e tinha uma lista de ações que precisava concluir antes de viajar. Quis fazer uma experiência, analisando essa lista. De todas as ações que eu precisava fazer, quantas delas poderiam ser feitas apenas por mim? Ou seja: se eu tivesse uma equipe de 10, 12 pessoas, e pudesse delegar, quais dessas eu não poderia delegar, pois somente eu sou a pessoa qualificada a fazê-las?

Esse exercício foi interessante porque, de 19 ações, 8 poderiam ser feitas por outras pessoas. No momento eu (ainda) não tenho uma equipe abaixo de mim para delegar ações como “gerar notas fiscais” ou “enviar proposta comercial”, mas esse exercício me fez ver as seguintes condições:

  • Quase 50% do meu trabalho poderia ser delegado. E, se fosse, eu teria 50% a mais de tempo para trabalhar naquilo que só eu posso fazer (meu talento).
  • Eu já sei quais ações podem ser delegadas, então isso vai facilitar muito quando eu for contratar alguém. Terei claro o escopo da pessoas e as competências que ela precisará ter.
  • Isso também me deu mais certeza de que devo contratar alguém. 🙂 Esse deve ser um bom foco então.
  • As ações que só eu posso fazer me dão um indicativo do que é realmente prioridade, pois resumem o meu trabalho. Eram ações como escrever, me capacitar, capacitar outras pessoas.

A dica de hoje é para você fazer a mesma análise com a sua lista de afazeres. Será que todas as tarefas da sua lista realmente precisariam ser feitas por você? Você é a pessoa mais apropriada? Talvez você não possa delegar no momento, mas essa análise te dará um forte indicativo de qual deve ser o seu foco para crescer.

Faça o teste e me conte. 😉

Thais Godinho
28/06/2017
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Minhas caixas de entrada
Frase da semana: Sacrifícios

Para mim, a organização não é um fim – ela é um meio para que a gente tenha mais qualidade de vida. Eu diria que a produtividade, igualmente, é um meio para que a gente atinja a criatividade. Nada mais desanimador para a criatividade que lembrar de uma conta vencida que você nem sabe onde deixou o boleto para pagar. Logo, a organização mínima e a organização das “tarefas” deixam o campo limpo para que a criatividade possa aflorar.

E é com esse contexto que eu quero falar um pouco sobre um dos assuntos do momento, que é a série #GIRLBOSS no Netflix, baseada no livro de mesmo nome da Sophia Amoruso, criadora da Nasty Gal (loja online de roupas).

Algumas amigas já tinham me recomendado o livro, que eu nunca tinha lido quando a série estreou. Comecei pela série. E minha nossa, que personagem detestável. Não só detestável, como irritantemente “fake”. Depois de ver que a reação tinha sido geral igual à minha, e também de ler que “o livro foca mais no empreendedorismo”, encomendei o livro pela Amazon para ler. E, agora que terminei ambos, quero falar a respeito porque acho que tem algumas coisas legais para nós, organizetes de plantão.

Primeiro, que a atitude da Sophia na série é destestada por todos. Ninguém gosta do jeito dela, o que deixa claro que ela precisa amadurecer, mas é uma pessoa beeem perdida. E que se encontra quando encontra algo que gosta de fazer e faz bem. Plim! Como num passe de mágica, vemos uma pessoa insuportável se tornar mais humana e madura pelo simples ato de fazer o que gosta. Dá pra gente enumerar várias outras pessoas que são assim (talvez você conheça algumas delas), mas não vem ao caso… o fato é que descobrir nosso dom faz isso com a gente mesmo. E nem vou ser pedante a ponto de achar que a Sophia “encontrou seu dom” – só quero dizer que, quando a gente encontra, tudo muda.

Segundo, recomendo sim a leitura do livro e, se você for como eu, pode gostar de conhecer a história junto com a série, pois a série fica “amenizada”, digamos assim por todo o resto. A Sophia continua sendo uma pessoa que eu não tenho empatia, que age de uma maneira que eu não agiria, mas o livro traz insights e experiências interessantes para quem empreende com criatividade.

Uma das coisas que eu mais gosto que ela escreve em seu livro é sobre o potencial de incremento. Ela mesma diz o seguinte: existem dois tipos de empreendedores – os que planejam tudo antes de começar um negócio e os que começam de qualquer jeito e vão se ajustando. Ela diz que se enquadra na segunda categoria. E, apesar de o mundo e o bom-senso dizerem que o primeiro jeito é o correto, nem sempre. Eu também acredito que tudo tem potencial de incremento, de melhoria, de construção. Também acredito (e já vi) pessoas e empresas que deram certo com algo que começou do nada, sem planejamento nenhum. Uma não exclui a outra.

O livro tem tiradas muito boas como “qualquer coisa que você fizer pode ser criativa”, porque é verdade, e a gente pode ficar achando que precisa necessariamente trabalhar com arte para ser criativo, sendo que o café-da-manhã que você prepara pode ter sua pitada de criatividade. E criatividade é um valor importante, ao menos para mim. Trazer criatividade para o dia a dia é algo que acontece quando todo o resto está relativamente sob controle. Eu não consigo ser criativa com o café se já estiver meia hora atrasada…

Tudo isso para dizer que, se você é empreendedora, pode gostar desse livro sim, e até mesmo da série (vá com paciência nesta, porém). O livro tem um bom ritmo, alternando histórias com cases e experiências e, como falei traz tiradas boas para o trabalho como um todo.

Você já leu o livro ou assistiu a série? O que achou?

Thais Godinho
03/05/2017
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, Criatividade
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Como manter o mindset empreendedor e superar a crise

Recentemente li o novo livro da Patricia Lages, “Lugar de mulher é onde ela quiser”, e gostaria de fazer uma resenha aqui para o blog. Já adianto que gostei muito do livro e recomendo para mulheres que trabalhem e/ou empreendam. Traz muitas dicas e orientações que teriam sido diferenciais no meu caminho se eu tivesse lido quando estava começando a trabalhar como PJ e a prestar serviços para pessoas e empresas diferentes.

O livro é dividido em duas partes: “Encontre seu lugar” e “Conquiste seu espaço”.

A primeira parte é dedicada à pavimentação do negócio e de você como empreendedora. O que é empreender, como saber se você tem o perfil, sobre ser especialista e ao mesmo tempo ter que ter multifunções, o que pode te impedir de crescer, como organizar o tempo, principais desafios, o impacto do empreendedorismo no relacionamento e muito mais.

Quando eu terminei essa primeira parte, fiquei muito impressionada como ela conseguiu ir em pontos-chave e que farão bastante diferença em qualquer empreendedora que o leia. Sabe, estamos mudando o mundo. E tudo é muito novidade não só para a gente quanto para as pessoas ao nosso redor, especialmente parceiros e crianças.

Na segunda parte, ela fala sobre a organização da empresa em si para que você decole: como começar, erros comuns, como administrar o seu negócio, como administrar as finanças da empresa, como conhecer o seu cliente, modelo canvas (!), branding, marketing no geral, relacionamentos com clientes e outros assuntos relacionados.

O capítulo final, “Você não está sozinha”, foi como um suspiro sincero de apoio. Terminei pensando: “que livro!”.

Sou suspeita para falar do trabalho da Patricia porque gosto muito de todos os seus livros anteriores (todos best-sellers, a saber: Bolsa Blindada 1 e 2 e Virada Financeira). Mas esse é sensacional. Nós, mulheres empreendedoras, precisávamos de um livro assim. Minha única reclamação é que eu não queria que a leitura acabasse! Eu poderia ler mais umas 200 páginas escritas pela Patricia sobre esse tema.

Traz orientações e reflexões mas também dicas práticas, tipo prints de planilhas, sabe? Mostrando ali, mão na massa, como fazer. Eu gostei muito e acredito que será útil demais para quem simplesmente não tem onde buscar orientações similares. Muitas vezes, a empreendedora é a primeira da família a abrir e tocar uma empresa. Pode ser algo muito solitário e com muitas cobranças.

Obrigada, Patricia, por um livro tão bacana. E você, que está lendo este post: já leu o livro? Por favor, deixe um comentário dizendo se gostou. Obrigada!

Thais Godinho
08/04/2017
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, Livros
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Principais erros que uma pessoa que empreende comete e nem percebe
Livro: “Lugar de mulher é onde ela quiser” (Patricia Lages)
Como manter o mindset empreendedor e superar a crise

Outro dia nós postamos aqui no blog um texto sobre sono polifásico e uma das dores levantadas por uma das leitoras foi o fato da extensão da idade para a aposentadoria. Além dessa questão tão sofrida, existem milhões de brasileiros desempregados. Com tamanho desemprego, muitas pessoas estão buscando soluções alternativas para sobreviver, e empreender é uma delas. Eu não acho que o melhor caminho para começar a empreender seja simplesmente “pagar as contas”, mas respeito o fato de que, muitas vezes, esse é o único caminho. E, além disso, esse caminho pode se mostrar maravilhoso, cheio de oportunidades e bons rendimentos, proporcionando à pessoa uma forma de construir algo essencialmente seu. Então, no fundo, acredito que não exista uma maneira certa ou motivação “melhor” que outra para iniciar nessa jornada. Uma vez que você esteja nele, você vai se deparar com outra realidade, que é a de ter que se redescobrir mensalmente.

Fazer uma empresa funcionar não depende apenas de boa vontade. Existem muitos (muitos) fatores administrativos e financeiros fundamentais que precisam ser trabalhados com cuidado. Porém, uma coisa é certa e eu aprendi no ano passado a partir de uma experiência difícil: se o(a) empreendedor(a) não estiver com uma cabeça legal, ele não consegue ter ideias, ser criativo e mover seu projeto adiante. O ano passado foi difícil para muitas gente, mas superamos. Veja então como colocar a cabeça no lugar e melhorar seu trabalho em 2017. Vou apenas compartilhar o que funcionou comigo, longe de serem regras ou recomendações que vão servir para todo mundo.

#1 Dê um tempo quando acontecer algum problema, mas não se afogue nele. Tenha de maneira séria o princípio de que sua cabeça precisa estar bem para o seu negócio funcionar. Por isso, dê-se esse tempo para digerir certos problemas, mas lembre-se o tempo todo que você precisa voltar a ficar bem, para encontrar soluções.

#2 Faça uma análise das suas perspectivas. Veja o que você gostaria de alcançar em até dois anos com a sua empresa (metas e objetivos). Imagine também como espera que seja seu estilo de vida, como a empresa estará em 3-5 anos, quantas horas trabalhará por dia, que equipe terá com você, que produtos/serviços estará oferecendo. Imagine-se chegando no ambiente de trabalho da forma mais vívida possível. Imagine-se acordando, chegando em casa de noite, interagindo com a sua família, amigos e outras pessoas que você ama. Por fim, pense no por que a sua empresa existe. Por que você faz o que faz? E o que você não faria de jeito nenhum, porque feriria os seus valores? Pensar com um pouco mais de perspectiva pode ajudar a ter mais calma e a buscar soluções de curto prazo.

#3 Revise suas responsabilidades como empreendedor. Quais são os papéis que você desempenha hoje na sua empresa? De maneira geral, o empreendedor desempenha diversos papéis no início, então é importante que você os liste (ou desenhe em formato de mapa mental) para entender como cada um deles pode ficar tranquilo para você. O que precisa acontecer para que as finanças da empresa estejam navegando em águas tranquilas? O que precisa acontecer para que o suporte ao cliente esteja navegando em águas tranquilas? O que você precisa fazer, o que deve ser feito por outras pessoas, o que pode ficar de lado por enquanto e o que você está deixando de lado, mas não deveria? Identificar e revisar suas responsabilidades te ajuda a colocar a casa em ordem e a ter mais controle do que deve ser feito.

#4 Valorize as pessoas que trabalham com você. Valorize os clientes fiéis, que confiam no seu trabalho. Agora pode ser o momento de aproveitar melhor todos esses relacionamentos, focando no que importa. Analise pessoa a pessoa da sua equipe, converse, tire feedbacks, pergunte o que gostariam de se desafiar a curto prazo. Com relação aos clientes, verifique o que já contrataram de você, entre em contato, veja como estão e do que estão precisando. O contato pelo contato é muito importante porque te dá aprendizado.

#5 Identifique projetos efetivos. Com base na análise das suas perspectivas, e daquilo que quer alcançar, identifique projetos que te levarão até lá. Por exemplo, se você quer ter um faturamento X até o final do ano, o que pode fazer para que isso aconteça? É assim que você identifica bons projetos, e só de planejar cada um deles você pode ficar com um ânimo melhor e um novo gás.

#6 Não afunde nas notícias. Essa é uma dica que eu dou após experiência própria. Eu amo ler jornal, acompanhar notícias, especialmente da área política. Porém, percebi que isso só estava me fazendo mal. Comecei a acompanhar apenas as notícias mundiais, com foco em cultura, negócios, estilo de vida, e percebi que isso me dava uma visão global das coisas e me tirava um pouco do baixo-astral político brasileiro atual. Então deixo como dica mesmo, porque funcionou super bem para mim.

#7 Não deixe atividades essenciais de lado. Isso vale para as atividades da empresa, como geração de notas fiscais, suporte aos clientes, respostas aos e-mails, pagamentos, assim como para atividades pessoais: dormir bem, fazer atividade física, se alimentar corretamente, sair com pessoas que você gosta, curtir seus hobbies. A gente acha que, em tempo de crise, tem que trabalhar muito (em termos de volume), quando na verdade essa busca incessante só nos tira o foco e nos deixa exaustos.

#8 Acompanhe pessoas bem-sucedidas que te façam bem. Existem muitos empreendedores na Internet que compartilham conteúdo legal e esse conteúdo ajuda bastante a gente a ter ideias e a manter o mindset. Meus preferidos são o Flávio Augusto da Silva, o Conrado Adolpho e o Erico Rocha (que, apesar de ter uma abordagem que eu muitas vezes não curta muito, tem uns vídeos legais no YouTube – basta filtrar!).

Eu posso apenas imaginar que esse ano será melhor, mas o que eu certamente sei é que nossa vida só melhora quando a gente melhora. Então bola pra frente. Existem muitas coisas bacanas a serem construídas e elas não fazem isso sozinhas. 🙂

Thais Godinho
18/01/2017
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