No momento, então, a configuração dele está assim:
Cadernos:
IN: para tudo o que entra de modo geral e ainda não foi processado, especialmente o que envio via e-mail
Arquivo: o arquivo geral, onde está a maioria das coisas no momento, e que pretendo revisar nos próximos meses para fazer uma limpa e entender se essa configuração atual me atende mesmo
Vale a pena dizer que, por mais que existam tantas ferramentas boas no mercado, e que, o Evernote, por exemplo, tenha tantos recursos, a gente não precisa usar todas as ferramentas nem todos os recursos que cada uma oferece. O grande segredo, para mim, está no foco atribuÃdo a cada uma delas. Na minha cabeça, entendendo que o Evernote funciona para TAL coisa, isso faz sentido e torna a manutenção diária da organização muito mais fácil.
Existe na versão gratuita e paga (para mais espaço). Pela minha experiência, depois de quase 20 anos usando eu optei por ter uma versão paga, apenas porque uso arquivos grandes e pesados para transferência, no trabalho. De modo geral, a gratuita sempre me atendeu (o plano Basic armazena 30Gb).
Evitar sub-pastas. Manter as pastas em uma única hierarquia. Em vez de usar umas estrutura de pasta “História > História do Brasil”, você criaria pastas em uma única hierarquia como “História geral”, “História do Brasil” etc. Isso facilita encontrar as coisas pois você não precisa entrar em pasta por pasta pra saber.
Nomear intuitivamente para você, geralmente com palavras-chaves. Não adiante criar uma pasta com o nome do seu marido se você o chama por um apelidinho carinhoso. Use o apelido. Vale pra tudo.
Contabilidade traz arquivos que preciso compartilhar com a minha contadora com facilidade.
CurrÃculos, mesma coisa. Fácil de editar e fácil de compartilhar, se precisar. Não estou procurando emprego mas mantenho essas informações atualizadas porque de vez em quando me pedem quando faço entrevistas ou ministro cursos / palestras nas empresas.
As pastas de cursos trazem arquivos que considero mais fáceis de manusear no Google que em outro lugar, como apresentações e apostilas.
Parafraseando meu colega Tadeu Motta, não existe arquivo morto. Seu arquivo deve se manter relevante para você. Vale a pena, de tempos em tempos, revisar o que guardou para fazer uma limpa ou melhorar as informações armazenadas.
Nos últimos dias eu senti necessidade de revisar o que o David Allen fala sobre arquivamento de referências no livro do GTD (“A arte de fazer acontecer”) e eu quis compartilhar com vocês as minhas percepções e aprendizados atuais.
Eu estou aproveitando esse momento em casa (da quarentena) para tentar reduzir ao máximo meus arquivos impressos, repensar os arquivos impressos da empresa (que estão no escritório) e reorganizar os arquivos digitais.
Uma coisa que eu já fiz foi reorganizar o meu Evernote. A primeira atitude foi padronizar três cadernos, o que considero suficiente para o uso que faço hoje da ferramenta.
Para ser bem sincera, apesar de estar migrando para o Todoist novamente, ainda me pergunto se esses itens que demandam revisão menos frequente não ficariam melhor no Evernote mesmo. Enfim, nada prioritário nessa decisão – como falei, se precisar encontrar essas informações, sei onde estão. O que precisa ser revisado diariamente (ações) e semanalmente (projetos) já está devidamente organizado onde precisa estar mesmo (Todoist).
Algumas notas que tomei nessa nova leitura da parte sobre arquivamento do livro do David (a partir da pág. 130 na edição mais recente, de 2015, no Brasil):
Sobre ter ou não pastas fÃsicas, óbvio que todo mundo está reduzindo desde que começamos a digitalizar tudo, mas ainda precisamos de pastas fÃsicas para contratos, cartões, dinheiro e outros itens fÃsicos. Então nem se estresse com essa condição, apenas abrigue o que existe de uma maneira organizada e que ocupe o menos espaço possÃvel.
Tem que ser fácil arquivar e encontrar arquivos. Ele chega a citar “menos de um minuto” como parâmetro de referência. Portanto, parta disso para ver o que você precisa fazer para ter esse arquivamento rápido. Tanto no fÃsico quanto no digital.
No caso de arquivos fÃsicos, você tem que ter um estoque fácil de pastas e etiquetas pra armazenar coisas novas que aparecerem na sua caixa de entrada. Você tem?
Ainda sobre ferramentas, terei mais a compartilhar mais adiante sobre o fÃsico (em casa e no escritório) e o digital (Dropbox, Google Drive e outros), que estou trabalhando no momento. Mas, como o post ficou muito grande, me ative ao que venho fazendo no Evernote e a essa revisão do livro, o que acho que pode ser útil para você repensar seu sistema de arquivamento hoje para que te sirva não apenas durante a quarentena, mas estabelecendo um processo que você possa dar continuidade depois. Se você teve algum insight lendo este post e quiser compartilhar comigo, deixe um comentário, por favor. Obrigada!
Os favoritos (bookmarks) do computador são apenas arquivos de referência: não demandam nenhum tipo de ação, mas eu quero ou preciso guardar por serem interessantes, úteis ou porque estão servindo a algum propósito.
Quando quero organizar alguma coisa, sempre começo pensando no propósito. Para que servem os favoritos no computador? Para mim, eles servem para organizar os links que eu acesso com frequência pelo meu computador.
Gosto de tomar cuidado para gerenciar bem a dinâmica entre o que entra nos favoritos e o que pode ser armazenado em outros locais.
Sobre o armazenamento de textos no Evernote, depois que eu li. Eu armazeno apenas aquilo que quero ter guarda permanente, ou seja, não quero depender do negócio estar ou não na web futuramente, quando eu for procurar aquela referência. Por exemplo, uma receita de comida. É mais fácil salvar o texto no Evernote do que salvar nos favoritos, porque o site pode sair do ar e eu não ter mais acesso àquele conteúdo.
Para salvar textos no Evernote, eu utilizo a extensão Web Clipper, que acho fundamental.
Existem alguns aplicativos e extensões para gerenciar os favoritos, mas eu sou básica e prática e prefiro usar o gerenciador de favoritos do Google Chrome mesmo.
Minhas categorias vão sendo criadas organicamente, à medida que preciso, e não de antemão. Como já comentei em outro post, a taxonomia pessoal depende de cada um. No meu caso, esses temas atendem bem:
Como todo arquivo de referência, meus favoritos estão sempre mudando e se adaptando às minhas reais necessidades. Toda vez que busco algo nas pastas eu aproveito para revisar e fazer mudanças se sentir que isso pode me ajudar.
Como organizar os favoritos no computador
Para organizar o seu arquivo de favoritos, use o seguinte passo a passo:
Qual o propósito da minha organização dos favoritos?
Deixe um comentário aqui embaixo contando um pouquinho como está o seu arquivo de favoritos no computador. Que categorias você usou? Qual o propósito desses links para você? Obrigada!
Agora, existem outras duas categorias de arquivos, que são: 1) os arquivos para consultas ocasionais e 2) os arquivos permanentes, que são basicamente aqueles que você não mexe NUNCA mas precisa guardar por qualquer motivo.
Para arquivos digitais, existem ótimas ferramentas. Evernote, Dropbox, Google Drive, Notion, entre outras. As ferramentas que você vai escolher dependem essencialmente do que você precisa. Revise as qualidades e recursos de cada uma para poder escolher.
A melhor maneira de armazenar arquivos de uso corrente sem dúvida são as famigeradas pastas. Quanto mais acessÃveis elas estiverem, melhor. Podem ser maletas, caixas A-Z, revisteiros, caixas organizadoras, pastas suspensas – depende do seu espaço. Sinceramente, hoje em dia eu prefiro mais coisas móveis do que os grandes móveis de arquivo em si. Você pode armazenar essas pastas e caixas em estantes ou prateleiras que já existam na sua casa.
Num primeiro momento, use uma caixa grande para colocar tudo o que você chama de “arquivo”. Você vai olhar papel por papel e determinar se demanda ação ou não. Se demanda ação, coloque na caixa de “pendências” para processar mais tarde. Se não demanda ação, coloque na caixa maior chamada “arquivo”, para apenas categorizar depois. Assim você fica sossegada/o de que não tem nada ali que seja urgente de resolver. (Mas, por favor, não use isso como desculpa para deixar a caixa mofando embaixo da escada!)
Você vai jogar muita coisa fora nesse processo. Recicle esse papel. Veja se na sua cidade há postos de reciclagem. Gosto sempre de lembrar todos que no nosso planeta não existe o “fora” – só da nossa casa mesmo. “Jogar fora” significa apenas tirar de casa, mas o destino do objeto pode ser melhor determinado por nós, buscando uma solução menos agressiva para o planeta.
Encare como um projeto mesmo, algo que você não vai concluir em um dia, mas que pode levar semanas ou meses. Tá tudo certo, só não abandone o negócio. É necessário sempre fazer algo a respeito – talvez uma ou duas vezes por semana? todos os dias? você que pode determinar, de acordo com a sua vontade de terminar logo e sua disponibilidade de tempo.
Ultimamente, por ter assumido uma nova responsabilidade (vendas dos cursos de GTD), tenho recebido um volume muito maior de e-mails e, por isso, tenho que acessar e processar a minha caixa de entrada com mais frequência. Caso você seja novo(a) no blog, saiba que eu tenho os seguintes hábitos:
Verificar meus e-mails em uma determinada frequência, em vez de ficar com as caixas abertas o dia todo (o que me distrai sempre que chega um e-mail novo).
Commonplace books são cadernos que você cria para registrar aprendizados de diversas áreas diferentes no mesmo lugar. (Leia este post para mais detalhes.) Neste post, trago um tutorial básico para você criar o seu, passo a passo:
Da última página para trás, insira um Ãndice. Numere as páginas à medida que for preenchendo cada uma delas, para não fazer tudo de uma só vez. No Ãndice, insira o tópico e as páginas na frente.
Ao ler um livro, grife os trechos que pretende passar para o seu CPB. Você pode querer ler mais de uma vez. Isso te ajudará a estudar e assimilar melhor o conteúdo.
Use canetas diferentes, misture desenhos com escritos, ou mesmo colagens. É o seu caderno.
Compartilhe comigo nos comentários se você já começou o seu.