Muitas vezes, quando estou conversando com o meu namorado sobre uma possível futura mudança para a Europa, eu brinco dizendo que a “treta” mesmo vai ser fazer a mudança da “biblioteca dos reis” – levar toda a minha imensa quantidade de livros através do oceano para uma nova casa em outro continente. Para quem não sabe, essa história de “biblioteca dos reis” teve até um livro escrito pela Lilia Schwarcz (antropóloga):
Primeiro de novembro de 1755, dia de Todos os Santos. A população de Lisboa se apronta para viver mais um pacato dia de feriado, sem imaginar o mal que vinha da terra. Em poucas horas, um terremoto devastador, seguido de incêndio e maremoto, destruiria a capital do Império e, junto com ela, sua célebre Real Biblioteca, fruto dos livros reunidos pelos monarcas portugueses por séculos.A narrativa de A longa viagem da biblioteca dos reis começa a partir desse episódio e percorre eventos fundamentais da história brasileira, sempre através dos livros. A antropóloga Lilia Schwarcz acompanha a reconstrução do acervo nas mãos do marquês de Pombal, os tempos incertos de d. Maria I, o angustiante momento da fuga da família real – que atravessava o Atlântico pela primeira vez – e as vicissitudes de sua nova vida nos trópicos, até chegar ao processo de independência brasileiro – quando se pagou, e muito, pela Real Biblioteca.Os livros, porém, permitem mais: são símbolos de poder e de prestígio, carregam dons e possibilitam viajar no tempo e no espaço. Ao evadir-se de Portugal, d. João não esqueceu da biblioteca – que veio em três viagens sucessivas -, assim como d. Pedro I não abriu mão das obras e do lustro que elas garantiam: nada como iniciar uma história autônoma tendo uma Biblioteca Nacional desse porte para assegurar um passado e conferir erudição a um país recém-emancipado.A longa viagem da biblioteca dos reis refaz muitas jornadas e mostra como, por intermédio de bibliotecários mal-humorados, obras selecionadas, ilustrações raras e muitos sistemas de classificação, pode-se contar uma outra história desse mesmo país.
Tá, eu não tenho exatamente essa mesma quantidade de livros e livros tão raros ou de herança como nesse caso. Tudo não passa de uma brincadeira. Mas a brincadeira soa como o famoso “kkcrying”: tô brincando mas, no fundo, é algo a se pensar. Então eu queria compartilhar com vocês quais são os meus planos.
No momento – e, quando digo momento, me refiro a momento de vida – eu estou organizando a minha biblioteca na sala comercial que antes pertencia ao Vida Organizada. Como eu estou fazendo esse movimento de migração para voltar a trabalhar sozinha, alguns itens não precisarão mais estar no escritório, tais como mesas, cadeiras etc. Então a minha ideia é transformar a sala em uma grande biblioteca, onde eu possa trabalhar e estudar também quando estiver no Brasil. Isso tiraria os meus livros de casa (moro de aluguel) e os deixaria em um lugar mais meu, já que a sala é própria (ainda pagando o financiamento, mas própria). Esse processo tem sido demorado porque estou viajando muitas vezes e então estamos levando estantes e livros todos aos poucos (minha família está me ajudando com a mudança). Eu ainda tenho muitos livros na antiga casa (cerca de 300) e mais alguns tantos (uns 200) no meu apartamento. Vou considerar esse projeto concluído quando eu conseguir levar tudo para a sala e, em uma segunda etapa, ter selecionado livros que não me interessam para doar.
O fato é que, diante de uma eventual mudança de continente, obviamente eu não pretendo levar todos os meus livros. Essa será uma outra fase, em que pretendo fazer o seguinte:
Levar alguns poucos livros mais significativos e que não encontrarei por lá.
Transformar a minha biblioteca aqui em uma biblioteca comunitária a serviço dos trabalhadores.
Eu ainda não sei exatamente como seria esse funcionamento – se eu mesma vou administrar essa biblioteca de longe ou se vou doar para alguma instituição já existente (mais provável). Mas minha ideia é definitivamente criar essa biblioteca comunitária, disponibilizando os livros para todo mundo. Outra possibilidade é abrir uma cafeteria com livraria – sonho antigo – aqui ou na Europa. Mas isso é sonho mesmo, que ainda não virou objetivo. O mais provável é que eu parta para a opção solidária de compartilhamento dos livros. É isso.
O período de cinco anos pode ser considerado um período de médio prazo, em que é possível trabalharmos na construção das coisas – do estilo de vida que queremos viver.
Cinco anos atrás era 2019. Mal dá para acreditar. Pensando sobre isso recentemente, eu percebi como os anos da pandemia parecem com um “borrão” no tempo. Eles existiram, muita coisa aconteceu, ao mesmo tempo que parece que 2019 foi ano passado.
De 2019 para cá, o meu filho se tornou adolescente. Eu mudei de casa. Consolidei o meu negócio. Terminei um mestrado e comecei um doutorado. Parei de trabalhar ministrando cursos de GTD. Amadureci o Método Vida Organizada. Fiz um intercâmbio (ainda estou nele). Muita coisa mudou, em definitivo.
Aqui vai então uma revisão dos objetivos de médio prazo que eu tinha cinco anos atrás e como eles foram desenvolvidos ao longo dos últimos anos:
Construir, em todas as áreas da minha vida (trabalho, saúde, finanças, lazer, casa, tudo), modelos sustentáveis (no sentido de durarem a longo prazo) de viver, pensando em uma velhice tranquila e significativa.
Isso sinceramente ainda está em construção. Passei por muitos altos e baixos nesses anos. Mudei muito. Eu ainda tenho esse objetivo, mas eu diria que ele se tornou mais um objetivo de vida que algo a médio prazo mesmo. Tanta coisa aconteceu. Minha avó morreu, eu me separei, o Bolsonaro foi eleito (isso mudou minha relação com a política para uma visão mais radical e um senso de comunidade ainda maior). Muita coisa aconteceu nesses últimos cinco anos.
Garantir a melhor formação possível para o Paul que estiver ao meu alcance. Isso inclui não apenas a formação escolar, mas também de valores, educação e vida como um todo. Agora ele tem 10 anos e está entrando em uma fase crucial da vida, na qual é extremamente importante estar perto e apoiar, para que esse vínculo nunca se desfaça (a adolescência é um desafio).
Esse objetivo eu posso considerar concluído até então. O Paul é uma pessoa incrível. Mas ainda tem chão pela frente, nesse sentido do companheirismo e maternagem, obviamente. E ele ainda tem todo o Ensino Médio pela frente.
Minha mãe mora em outra cidade, e já está claro para nós que em algum momento ela terá que vir morar mais próxima de nós, especialmente porque São Paulo capital tem uma estrutura de saúde melhor, caso ela precise – o que sempre é uma questão a se considerar quando falamos de cuidados com idosos.
Bom, depois de cinco anos, minha mãe ainda não quis se mudar. Em determinado momento, ao longo dos últimos cinco anos, eu aceitei que eu não tinha qualquer poder de decisão nisso – cabia a ela. Então decidi que meu papel era simplesmente apoiá-la no que ela precisasse e quisesse fazer, e por hora ela está bem lá onde ela mora e não precisou mudar para São Paulo ainda.
Eu amo o meu trabalho e quero fazer o que faço até o meu último dia de vida, em termos de propósito. Porém, em termos de formatos, nunca se sabe o que pode acontecer – se posso ficar inabilitada para alguma coisa, por exemplo. Logo, precisamos sempre ter “planos B” para a velhice, visando segurança, simplesmente. Então, meus investimentos serão sempre no sentido de pensar: se eu não puder mais trabalhar como faço hoje, como vamos ficar? Todo o meu trabalho, minhas finanças, nossa casa, estilo de vida, é voltado para construir uma velhice tranquila. A velhice já é desafiadora por si só com seus diversos elementos naturais – ficar preocupada com outros fatores que podem ser coordenados antes é tudo o que uma idosa não precisa.
Com base nisso eu comecei a fazer uns investimentos, mas confesso que gostaria de ter guardado mais dinheiro do que efetivamente guardei. Eu ajudei muita gente durante a pandemia. Tive amigos que correram o risco de ir morar na rua porque não tinham rede de apoio e não conseguiam pagar o aluguel. Apoiei projetos. Investi em pessoas. Colaborei financeiramente com muitas causas. Não me arrependo de nada disso, mas é importante citar porque foi por esse motivo que eu não guardei mais dinheiro “para mim” nesses anos todos. Me sinto privilegiada por poder ajudar em vez de apenas “acumular”.
Finalmente, cheguei a um ponto da minha vida em que me sinto mais madura para desenvolver uma tese. Poderia ter feito mestrado e doutorado na casa dos 20 anos? Poderia, e certamente teria sido muito bacana. Mas, hoje, estou na vibe de fazer isso. É diferente. Amadureci meu ponto de vista sobre o meu trabalho, sobre a sociedade, sobre o mundo, e acredito que consiga contribuir de verdade com o que tenho a desenvolver. Essa tese é a que quero desenvolver nos próximos anos com o doutorado e com todos os pós-doutorados que eu vier a fazer. Será meu legado para o mundo, já agregado ao trabalho que faço com o Vida Organizada.
Bom, entrei no doutorado e ano que vem defendo a tese sobre produtividade compassiva. Não tem sido um caminho fácil, mas foi algo grandioso que coloquei na minha vida e a mudou significativamente.
Fazer uma revisão dos meus objetivos de médio prazo de cinco anos atrás foi interessante para ver como alcancei alguns, evoluí em outros, fui mais devagar em alguns deles. A vida continuou acontecendo, mesmo com a pandemia e outros desafios. O negócio é continuar refletindo sobre a vida que estou construindo para mim e para os meus, e fazendo ajustes que impactem na minha relação com o hoje, para viver uma vida mais significativa e plena. Espero que vocês tenham gostado desse post.
Olás! Quero compartilhar com vocês uma estrutura que tenho usado no Notion há mais de um ano e que tem funcionado lindamente. É uma página com os registros da minha vida por ano. Vou mostrar e tentar descrever as imagens para quem for deficiente visual.
Trata-se de um database chamado Vida onde cada elemento (página) dentro representa um ano desde que eu nasci (1981).
Ainda não coloquei imagens de capa nos anos iniciais da minha vida mas pretendo ir fazendo isso com o passar do tempo. Nos anos mais recentes eu consegui colocar – elegi uma foto que represente o meu ano ou meu “espÃrito” no ano e insiro como imagem de capa.
Nós conversamos bastante sobre esse assunto aqui em casa nos últimos meses e decidimos manter o Paul na escola que ele está estudando atualmente. Vou contar os motivos que nos levaram a tomar essa decisão:
Vocês sabem que gosto sempre de compartilhar os meus processos pessoais porque isso pode ajudar a ilustrar o que eu ensino sobre organização e, especialmente neste caso, sobre planejamento de vida.
Você pode acompanhar outros conteúdos que já fiz aqui no blog sobre o planejamento do doutorado. Hoje gostaria de compartilhar essa decisão sobre, no momento, não participar de processos seletivos em outros estados.
Após profunda reflexão, decidi não participar de processos seletivos de Doutorado em outros estados. Motivo? Se eu passar, vou ter que ficar com questões tipo “vou conseguir viajar em meio à pandemia?” e outras que não considero o momento. Vou focar nas universidades em São Paulo mesmo.
Em resumo, se eu me comprometer com uma instituição longe, maiores são as chances de eu não conseguir concluir, porque problemas sempre podem aparecer, especialmente em tempos de incertezas como a pandemia que estamos vivendo.
Imagina só se eu participo de um processo seletivo em outro estado e passo? Aà vou ficar me questionando: o que eu faço? Me matriculo ou não? Como vou participar das aulas sem poder viajar, devido à pandemia? Se os vôos forem liberados, vou querer me expôr assim ao vÃrus? Etc.
Penso de verdade que o que compartilhei neste post pode ser um exemplo pessoal útil sobre como se planejar em tempos de incertezas. Espero que tenha sido útil.
Não existe momento certo ou condições perfeitas para você iniciar qualquer tipo de planejamento na sua vida.
Os planejamentos podem dizer respeito a planos maiores, como para a vida toda, assim como você pode planejar o preparo de uma refeição ou outras atividades no seu dia a dia.
Falar em planejamento de vida, então, envolve um montão de variáveis. Podemos falar sobre a vida como um todo. Então você pode pegar esse “recorte” entre seu nascimento e sua morte (que você não sabe quando vai acontecer!) e tentar encontrar algum sentido para ele. Propósito, valores, missão pessoal, princÃpios, experiências que você quer viver. Vale tudo nessa exploração.
Na última sexta-feira, eu fiz uma live no canal do Vida Organizada no YouTube explicando sobre como abordaria o tema planejamento ao longo do mês de novembro. E lá eu dei uma lição de casa a todos, que foi: elaborar uma lista de “sonhos”, ou “bucket list”, uma lista de coisas a fazer antes de morrer, pois era um exercÃcio inicial que ajudaria demais no planejamento dali em diante. Você fez a sua? Eu fiz, e o resultado vou mostrar neste post.
Eu gravei um vÃdeo explicando melhor essa lista, que em breve entrará no canal. Mas me conta: você chegou a fazer? Se quiser compartilhar comigo algo que você queira fazer na sua vida, deixe aqui embaixo um comentário. Obrigada!
Ao desenhar esse objetivo, nos últimos anos eu concluà diversos projetos relacionados, tais como: esclarecer qual seria a melhor região para comprar esse terreno, esclarecer os custos de compra do terreno e obra para construção da casa, guardar dinheiro para compra do terreno etc. Todos esses projetos foram sendo concluÃdos nos últimos anos tendo esse objetivo em vista.
Ter uma casa na Serra da Mantiqueira, absolutamente um dos meus lugares preferidos do mundo, era um sonho de muitos anos. Acho que eu sonho com isso há pelo menos 12 anos. Sempre alimentei essa vontade de ter uma casa em região serrana, para poder escrever, viver, cuidar das plantinhas, resgatar animais, meditar, enfim, aquela coisa toda que tem tudo a ver comigo.
Com a pandemia, então… nossa, eu fiquei pensando em como seria bom se a gente tivesse um lugar assim para ir, já que ficar se deslocando não seria uma questão. E o desejo veio ainda mais forte, a ponto de eu falar: vou colocar no papel, vamos fazer acontecer. Lá em abril, maio, virou quase uma obsessão.
Queria ter a casa? Claro que sim. Durante essa pandemia, teria sido excelente mudar para um refúgio desses? Não há dúvida. No entanto, existem coisas que, na nossa cabeça, funcionam muito bem mas, quando colocadas em prática, talvez sejam diferentes do que a gente imaginava.
No entanto, ao fazer esse exercÃcio, você pode se deparar com a realidade da concretização dele e perceber algumas questões que talvez não levasse em consideração quando tudo era apenas um sonho ou ideia. Ao fazer a visualização desse objetivo sendo real, sim, eu me vi feliz, sim, acho que seria uma delÃcia realizá-lo, construir uma casa do zero, do meu jeito. Mas aà caÃmos nos aspectos práticos, que seriam os seguintes.
Outra possibilidade que me veio à mente seria comprar um terreno em uma ecovila. Por ser um meio comunitário, eu teria outras possibilidades legais de compartilhamento de horta e outras questões. Mas, quando fiz o exercÃcio de visualização, imaginando a gente vivendo nesse local, eu percebi que, talvez, dentro do meu estilo de vida, de trabalho, seria incrÃvel. Mas e os meninos? Meu marido gostaria desse estilo de vida? Como ficaria a vida do Paul, com escola e os avós morando em outras cidades? Em resumo: a gente conseguiria curtir esse estilo de vida, ou tanto faz morar lá ou em São Paulo, com as atividades que já temos hoje?
Nós tomamos a decisão de ficar aqui onde moramos mesmo e tomar algumas providências para melhorar a nossa experiência na casa. Resolvemos arrumar o quintal, e isso deve nos dar uma sensação maior de contato com a natureza. Eu preciso de um post inteiro para explicar a situação do quintal da nossa casa, e pretendo fazê-lo em algum momento.
Nós já moramos em bairros mais afastados do centro e não gostamos da experiência. Amamos o bairro onde moramos. Eu não pretendo sair daqui e, se um dia mudarmos, provavelmente será no mesmo bairro ou em um bairro vizinho.
Acho que faz parte de um amadurecimento como ser humano entender que não precisamos “ter” as coisas para usufruir das experiências que tais coisas nos proporcionariam. Acho importante sim ter um teto nosso, como segurança financeira básica, mas desnecessário ter um segundo imóvel. Prefiro guardar esse dinheiro para ficarmos mais tranquilos financeiramente. E, se em algum momento entendermos que estamos prontos para mudar de casa, isso pode entrar nos planos novamente.
Obs. Algumas imagens deste post eu peguei no Google e não consegui encontrar o autor / fotógrafo. Caso você reconheça, por favor, me avise nos comentários para que eu possa creditar apropriadamente.
Muitas pessoas me perguntam “o que eu faço” e, se você tem mais ou menos a minha idade nesse momento do mundo em que vivemos, sabe que fica cada vez mais complexo explicar o que se faz quando não existe mais uma linearidade das profissões e carreiras.
De modo geral, costumo responder de acordo com a bagagem da pessoa ou o contexto. Se estiver em um evento acadêmico, digo que sou Mestra em comunicação, planejando o Doutorado. Se estiver em um evento de marketing, digo que sou criadora de conteúdo, ou youtuber. As pessoas entendem. Se eu estiver assinando a ficha do check-in do hotel, prefiro escrever que sou publicitária – gera menos perguntas. Enfim, de acordo com o contexto, respondo algo que realmente sou, mas com um recorte apropriado.
O Vida Organizada nasceu como um hobby, em 2006, e de lá para cá foi sendo gerido e construÃdo junto comigo, proporcionando oportunidades de mudança profissional. Em 2014, pedi demissão do meu último emprego e passei a viver exclusivamente deste trabalho. Desde então, nunca mais tive um “emprego”. Virei autônoma, fiz a empresa crescer, contratei, demiti, quis ter uma empresa grande, quis ter uma empresa menor, e amadureci de diferentes maneiras em um processo que me fez aprender demais sobre o que eu quero e o que eu não quero para mim.
Quando faço aqueles exercÃcios de projeção para o trabalho, pensando em 5, 10 anos, permito-me confiar no tempo. Durante os últimos seis anos, planejei e executei assertivamente. Tudo o que quis fazer, eu fiz. Tudo o que quis conquistar, consegui. E, nesse processo, aprendi que, com a cabeça que eu tenho hoje, eu não consigo entender o cenário que vou ter daqui a cinco anos. Planejo sim, um montão de coisas, mas acima de tudo me permito viver e deixar a vida acontecer. Eu sou uma nova pessoa. Aprendo muito, e tenho muito foco nesse trabalho no momento presente. Quando eu foco em fazer bem o trabalho que já faço, novas oportunidades surgem e, com elas, vontades. Ideias. Iniciativas. Quero me permitir experimentar tudo isso à medida que trabalho em tudo aquilo que já existe.
Acho incrÃvel parar para analisar a mentalidade da Thais no inÃcio de 2018 para a mentalidade da Thais quase no final de 2020. Há um ano, eu estava assustada com a velocidade das minhas conquistas. Tudo o que eu queria ter feito, eu fiz. Nada parecia tão impossÃvel. Mas ter alcançado vários objetivos me fez vivenciar o cenário que foi criado por eles. E foi quando percebi que queria reajustar a minha rota.
Por curiosidade, eis aqui algumas viagens que eu ainda quero fazer na minha vida, se der:
Inglaterra e todos os lugares marcantes na história dos Beatles. Cruzar a Abbey Road, conhecer Liverpool, toda aquela coisa.
Ãndia. Conhecer o lugar onde o Sidharta se iluminou, fazer todo um tour em lugares importantes. Fazer um curso lá. Um Panchakarma, talvez? Enfim, ir à Ãndia. Pisar naquela terra, ver o Ganges de perto.
Faço parte de um grupo de mentoria e estudos de marketing digital que recentemente se encontrou (virtualmente) e 90% das conversas giraram em torno do conceito de “Roma”. Eu achei isso genial e quis compartilhar com vocês. Esses ditados antigos têm muito a nos ensinar se tivermos uma visão criativa sobre eles.
Na prática, significa que, antes de postar um conteúdo aqui, por exemplo, eu sempre devo me perguntar: isso ajuda o meu leitor a chegar em Roma? Se sim, vá em frente. Se não, repense. E isso tem sido muito bacana porque na verdade essa lucidez me ajuda a criar um conteúdo mais legal e assertivo para vocês.
Eu tenho um mapa mental no Mind Meister onde armazeno todas as informações que vou descobrindo com o passar dos anos a meu respeito.
Para quem me conhece de outros carnavais, esse mapa diz respeito a referências que a gente encontra em: horizonte 5 do GTD, mapa do tesouro, mapa de referência, mapa pessoal etc. Todos são formatos que se enquadram na mesma natureza deste mapa que, no momento, estou chamando de “quem sou eu”.
Não dá para abrir e mostrar todas as informações porque elas são bem pessoais, mas algumas coisas me sinto à vontade para compartilhar:
Sinceramente: se você não tem algo similar, recomendo fortemente que o faça. É um mapa incrÃvel de autoconhecimento que me ajuda a me entender, a levar questões para a terapia (e anotar muita coisa aprendida nas sessões!), a tomar decisões na vida pessoal e profissional, enfim, realmente acho importante ter. Comece devagar, mas vá mantendo, revisando de tempos em tempos, seja o formato que for. Foi bastante significativo, para mim, revisar nesse momento em que estamos vivendo.
Queridos leitores. O blog ainda está em manutenção e está instável. Vou arriscar postar este texto para fazer um teste mesmo, mas peço paciência durante mais alguns dias. O suporte está mexendo no servidor, para só depois podermos fazer alterações na parte visual. Sabemos todos os problemas que estão ocorrendo no momento, portanto não precisa comentar. Agradeço a compreensão.
Organizar uma rotina de estudos e projetos relacionados (idiomas? cursos online?)
Ler livros que ajudem no seu equilÃbrio emocional
Procurar terapeutas que estejam fazendo trabalho voluntário para ajudar quem precisa durante a pandemia sem cobrar nada
Aprender a meditar (para ajudar com a ansiedade)
Aprender a cozinhar ou aprender receitas novas para comer de maneira sustentável, aproveitando melhor os alimentos (e gastar menos) e comendo de forma mais saudável
Regularizar o sono (por favor, aproveite para descansar!)
Pensar sobre a vida e olhar para dentro, buscar autoconhecimento, pensar nos seus valores pessoais e em como pode buscar atividades que contribuam com o mundo
Assistir palestras do TED no YouTube da sua profissão (e outros temas)
Transformar algum hobby em renda extra (ex: tricô)
Explorar sites de serviços online (tipo Get Ninjas) para pensar em oportunidades
Procurar maneiras de fazer trabalho voluntário mesmo online
Organizar uma agenda de conversas (mesmo virtuais) com a famÃlia e amigos
Cadastrar-se em um app de relacionamentos para se distrair se estiver solteira/o
Ter conversas mais profundas sobre a vida se estiver comprometido/a
Recorte para este ano (projeto): pesquisar possibilidades de investimentos a longo prazo; aprender sobre juros compostos; vender itens não usados em casa para guardar o dinheiro; cortar gastos e despesas; realizar cálculos para entender quanto precisarei por mês se quiser me aposentar um dia
Conhecer esses princÃpios pode ajudar você a implementar o hábito do planejamento no seu dia a dia. Tem dúvidas sobre como começar? Leia este outro post. Obrigada!
Checklists são listas de verificação que servem para tornar o automático bem feito, ou nos lembrarmos de itens que precisamos fazer ou uma lista que precisamos revisar para não ter que ficar forçando a cabeça a planejar algo pela segunda, terceira ou quarta vez.
Por exemplo, uma checklist de viagem pode conter tudo aquilo que você precisa verificar antes de ir viajar ou tudo aquilo que você precisa levar. Como você já viajou pelo menos uma vez, tem uma ideia do que precisa ser feito e do que precisa levar.
As checklists são essenciais para dar apoio aos diversos planejamentos que você faça. Veja alguns exemplos:
Checklist para planejar a semana
Checklist para planejar o mês
Checklist para planejar o ano
Checklist para planejar uma viagem
Checklist de volta às aulas
Checklist para planejar uma festa de aniversário
Checklist para planejar o trimestre
Checklist para planejar um casamento
Checklist para organizar um evento no trabalho
Checklist para realizar uma palestra
Checklist para gravar vÃdeos para o YouTube
Etc.
Toda vez que algo pode ser feito pela segunda vez (ou mais vezes), você pode criar uma checklist de apoio. Tente buscar no seu dia a dia situações que se repetem e certamente você encontrará ideias de checklists. Por exemplo: quando você vai verificar a lição do seu filho, que tópicos gostaria de sempre prestar atenção? Você pode ter uma checklist para isso. Nossa, os usos são infinitos.
Não há motivos para perder um planejamento que você tenha feito uma vez, com tanto cuidado, para um determinado projeto. Você pode aproveitar esse mesmo planejamento futuramente. Toda vez que você identificar algo assim, crie uma checklist e salve em seu arquivo de referência, então.
Você usa checklists de apoio para os seus planejamentos? Deixe um comentário me contando como você faz. Vou adorar saber!
Inserir um gatilho ou lembrete no seu calendário para revisá-los nos intervalos acima;
Elaborar checklists para garantir uma revisão legal de cada um deles (com itens elaborados por você para que você saiba o que levar em conta ao revisar cada horizonte)