Reorganizando a minha rotina de volta ao Brasil

Estou de volta ao Brasil por algumas semanas para passar as férias de julho com o meu filhote. Isso envolve continuar a minha rotina de trabalho, estudo e pesquisa, mesmo à distância, ficar com ele e resolver algumas coisas em casa antes de viajar novamente. Por isso, foi importante reorganizar a minha rotina.

Como estou acostumada ao fuso horário de +5 horas, eu decidi tentar mantê-lo. Como meu filho está acordando tarde, porque está de férias, eu aproveito o período da manhã para trabalhar tudo o que preciso trabalhar no dia e que me demanda mais concentração, como escrever, responder e-mails e outras coisas do tipo. Almoço com ele, passo a tarde e o início da noite com ele, e de noite ele fica com o pai, que tem hábitos mais noturnos. E eu consigo dormir cedo. Basicamente é isso.

Tem sido uma boa rotina e estou conseguindo fazer o que preciso fazer e passando todo o tempo possível com ele. Vale lembrar que, por ele ser adolescente, ele tem suas próprias atividades, como ficar com os amigos, namorar (pois é) e jogar vídeo-game. Mas, sempre que está em casa, o fato de estar junto com ele conversar, fazer comida, comermos juntos, fazermos passeios etc, já faz toda a diferença.

É um período difícil esse das viagens mas logo acaba. Tô bem centrada em acabar logo para voltar e organizar as coisas por aqui depois desse intercâmbio e, apesar de ser difícil para todos, temos esse objetivo claro em mente, de que é algo bom para o nosso futuro como um todo. Focamos nisso.

Criar conteúdo é na verdade gerenciar energia

Criar conteúdo é uma questão de gerenciar a energia. E olha que eu faço isso há muito tempo, e por isso tenho local de fala e experiência para dizer, hehe.

Há muitos anos, desde 2001 para ser mais precisa, tenho me dedicado à criação de conteúdo através dos meus blogs e plataformas online. Ao longo dessa jornada, aprendi que produzir conteúdo de qualidade não se resume apenas a escrever palavras em um computador, mas também a gerenciar a minha energia de forma eficiente.

Quando comecei, acreditava que a chave para criar conteúdo consistia em ter grandes ideias e uma escrita impecável. Claro, esses são aspectos importantes, mas com o tempo descobri que a energia desempenha um papel fundamental nesse processo. Tem que gerenciar a energia porque é uma maratona para a vida e não uma corrida de 100 metros.

Gerenciar a energia significa reconhecer os momentos em que estou mais criativa, focada e inspirada. É compreender que nem todos os dias são iguais e que tentar forçar a produção de conteúdo quando não estou no meu melhor estado pode resultar em resultados abaixo do esperado.

Ao longo dos anos, desenvolvi algumas estratégias para otimizar a minha energia criativa. Uma delas é estabelecer uma rotina que respeite o meu ritmo natural. Por exemplo, sei que sou mais produtiva nas primeiras horas da manhã, então reservo esse período para as tarefas que exigem maior concentração e criatividade.

Além disso, aprendi a ouvir o meu corpo e respeitar os sinais de cansaço ou saturação. Quando percebo que minha energia está diminuindo, dou-me permissão para fazer pausas, descansar e recarregar as energias. Isso me ajuda a evitar o esgotamento e a manter a qualidade do meu trabalho ao longo do tempo.

Outra estratégia importante é encontrar um ambiente propício para a criação de conteúdo. Para mim, isso significa ter um espaço organizado e inspirador, onde me sinto confortável e livre de distrações. Cuido para que o ambiente esteja limpo, com boa iluminação e com elementos que estimulem a minha criatividade, como plantas, livros e objetos que me inspiram.

Gerenciar a energia também envolve cuidar do meu bem-estar físico e mental. Pratico exercícios regulares, alimentação saudável e cultivo hábitos que me ajudam a relaxar e manter a mente tranquila. Acredito que uma mente equilibrada e um corpo saudável são fundamentais para sustentar a energia necessária para criar conteúdo consistente e de qualidade.

Ao longo desses anos de experiência, compreendi que a criação de conteúdo vai além das técnicas e habilidades. É uma jornada de autoconhecimento, onde aprendemos a respeitar nossos limites e a otimizar nosso potencial criativo. É sobre encontrar equilíbrio, escutar nossa intuição e nos conectar com a fonte de inspiração que reside dentro de nós.

Se você também é um criador de conteúdo ou deseja embarcar nessa jornada, convido você a refletir sobre o gerenciamento da sua energia. Reconheça seus momentos de maior inspiração, cuide de si mesmo e crie um ambiente propício para a sua criatividade florescer. Lembre-se de que a criação de conteúdo é uma expressão única de quem você é, e que gerenciar sua energia é a chave para desbloquear todo o seu potencial. Ao fazer dessa prática uma prioridade, você estará investindo não apenas no seu trabalho, mas também em si mesmo.

Lembre-se de que criar conteúdo é um processo contínuo e evolutivo. Não se preocupe se nem todos os seus artigos, vídeos ou posts forem perfeitos. O importante é seguir em frente, aprender com cada experiência e aprimorar suas habilidades ao longo do caminho.

A consistência é mais importante que qualquer outro aspecto.
E, para ter consistência, você tem que gostar do que está fazendo.

Além disso, lembre-se de que o gerenciamento da energia não se resume apenas à criação de conteúdo. Também é importante dedicar tempo para se inspirar, se atualizar e se conectar com outras pessoas do seu nicho. Participar de comunidades online, buscar conhecimento e compartilhar ideias pode ser uma fonte valiosa de energia criativa.

Por fim, seja gentil consigo mesmo durante todo o processo. Aceite que haverá dias em que a inspiração será escassa ou em que você precisará de um tempo para descansar. Não se cobre excessivamente e evite a autocrítica negativa. Aprenda a valorizar suas conquistas e a reconhecer o progresso que você está fazendo.

Criar conteúdo é uma jornada maravilhosa de autodescoberta e expressão. Ao adotar uma abordagem compassiva em relação ao gerenciamento de sua energia, você estará cultivando um ambiente propício para a sua criatividade florescer e para você alcançar resultados cada vez mais significativos.

Então, permita-se explorar, experimentar e compartilhar sua voz única com o mundo. Lembre-se de que sua mensagem é valiosa e que seu conteúdo pode fazer a diferença na vida de outras pessoas. Mantenha o foco no que é verdadeiramente importante para você e siga em frente com confiança.

Estou animada para ver como sua jornada de criação de conteúdo evoluirá e as histórias inspiradoras que você compartilhará ao longo do caminho. Conte comigo para apoiá-lo nessa jornada e lembre-se de que você tem todo o potencial para criar um impacto positivo no mundo através do seu conteúdo.

Organização da estante de livros por cores

Ter uma biblioteca em casa é um hobby fascinante.

Eu amo os meus livros. Amo cuidar deles e constantemente buscar novas maneiras de interagir e brincar com a sua disposição.

Organizar por ordem cronológica, por autor ou por assunto é o que normalmente se faz. E é como faço. Mas, de vez em quando, tenho vontade de testar novas configurações.

Esta semana, em comemoração à Semana da Produtividade Compassiva, para deixar o cenário das aulas mais “festivo”, eu resolvi organizar as minhas estantes novamente pelas cores das lombadas dos livros.

Tenho duas estantes, então uma está com os livros coloridos e a outra com os livros em preto e branco.

Eu tenho livros em outros lugares da casa também: cozinha, sala, meu quarto e no quarto do filhote. Essas estante estão no meu escritório em casa (vulgo home-office).

É claro que organizar por assunto torna a busca mais fácil, mas dá para ter uma ordem mesmo organizando por cores. Nas cores em questão, eu agrupo os livros pelos temas, então não fica tão difícil assim encontrar o que eu procuro. Além do que, eu ADORO procurar os livros. Lembre-se o que disse no início: a biblioteca não é apenas funcional – ela é um hobby, para mim. Amo demais ter os livros e cuidar deles. Me pego várias vezes apenas refletindo olhando os títulos na estante.

Esse tipo de coisa torna a minha vida mais feliz. <3 Gosto de compartilhar.

Como eu organizo a minha produção de conteúdo

Ultimamente essa pergunta tem aparecido muito para mim, tanto nas lives quanto aqui no blog. Eu já criei alguns posts sobre esse assunto, mas acredito que valha a pena trazer uma versão mais atualizada, porque os processos mudam o tempo todo.

Vale dizer que a configuração que tenho hoje só existe porque eu vivo deste trabalho. Durante quase 10 anos, eu conciliava a minha criação de conteúdo com um emprego convencional, então tinha menos tempo para dedicar a isso.

A criação de conteúdo é o meu trabalho principal. Seja o conteúdo gratuito, seja o conteúdo pago, através dos cursos. Assim o considero porque em ambos os casos considero meu conteúdo de teor educacional, apenas ajustando a linguagem de acordo com as pessoas, o comprometimento e a didática requerida (no caso dos cursos).

O Vida Organizada tem quatro canais onde posto conteúdo diariamente: o blog, o YouTube, o Instagram e o Telegram. E outros canais onde posto com outra periodicidade: a newsletter, o Pinterest, o Twitter e o Facebook.

Para produzir diariamente, em primeiro lugar eu preciso ter um lugar para armazenar ideias de conteúdos. Ando com um bloco de notas para cima e para baixo o tempo todo comigo, onde anoto algo que alguém me sugira ou ideias. Depois, tenho um “banco de ideias” no Trello, onde passo essas anotações. No Trello, eu também tenho um quadro chamado “catalogação de conteúdo”, onde estou, aos poucos, catalogando tudo o que já produzi nos diversos canais do Vida Organizada.

Do meu ponto de vista, cada canal é como se fosse algo completamente diferente, porque não é todo mundo que me acompanha em todas as redes. Logo, o momento do Vida Organizada no YouTube é um momento diferente do blog. Lá eu ainda estou conquistando território, conhecendo muitas pessoas novas, que muitas vezes não sabem que eu tenho um blog. O público do blog é quem prefere ler a ver vídeos e, em geral, já me acompanha há mais tempo. E por aí vai.

Com esse entendimento, tenho uma linha editorial para cada um dos canais, que costuma ter uma definição anual. Por exemplo, para este ano, a minha linha editorial para o YouTube era “back to basics”, porque percebi que, se só postasse conteúdo mais avançado de organização, sobre discussões que já vinham sendo tratadas no blog há mais tempo, o pessoal não entendia. Então meu papel lá este ano foi o de consolidar a base do que ensino sobre organização com o Vida Organizada. E é tanta coisa que é provável que essa linha continue para 2021.

Todos os dias eu produzo conteúdo. É simples assim. Tem dias em que escrevo um post – tem dias em que escrevo três ou quatro. Tem dias em que eu faço uma live no YouTube – tem dias em que gravo 12 vídeos. Tem dias em que posto uma foto da minha rotina no Instagram – tem dias em que faço uma sessão de fotos para o banco de imagens. Depende. Mas todo dia eu produzo.

Algumas mudanças vêm sendo feitas para ajudar nesse processo.

Meu marido começou a trabalhar comigo fazendo a edição dos vídeos. Eu ainda edito alguns, mas a maioria é ele que faz. Isso já aliviou bastante a minha carga de trabalho, porque editar leva tempo. Este mês também começará a trabalhar comigo uma pessoa que vai me ajudar com a parte mais “acessória” da criação de conteúdo, que é, por exemplo: organizar os destaques no Instagram, criar capas para os vídeos, divulgar um post novo do blog nas diversas redes etc. Isso também vai me ajudar bastante a focar no que apenas eu posso fazer: a criação do conteúdo em si.

Quando eu trabalhava em outro emprego e conciliava com o blog, foi apenas em 2011 que passei a publicar um post diariamente. O blog foi criado em 2006, e não tinha uma rotina definida de posts. Foi só a partir dali que resolvi postar diariamente, para habituar as pessoas a acompanharem este conteúdo. Deu muito certo. Em 2017, foquei em fazer isso com o Instagram. Também funcionou bem. E, a partir de 2018, peguei mais forte com o YouTube, a princípio fazendo um vídeo por semana e, depois, pelo menos um vídeo por dia. Em dezembro 2019, iniciei meus áudios diários no Telegram. Então veja que foi uma construção, e que fui abrigando à medida que ia delegando outras funções para poder produzir esse conteúdo.

Algumas pessoas ficam espantadas com a quantidade de conteúdo que eu produzo, mas isso não me sobrecarrega de maneira alguma. Eu AMO fazer isso. E, com organização, fica muito mais tranquilo.

A organização do calendário editorial se faz na agenda do Google hoje. Tenho um calendário separado para isso, e estou considerando criar um para cada rede em algum momento.

Procuro trabalhar com temas mensais e semanais – não que o conteúdo gire inteiro em torno disso, mas me ajuda a delinear. Eu faço um brainstorm de temas para o assunto do mês, levanto ideias de conteúdos, vejo no meu banco de ideias o que tenho, e sempre tem mais tema do que dias para postar, então acaba sempre sobrando assunto para os meses seguintes.

Eu também faço uma distribuição de categorias e temas que eu falo para alternar nas redes, de modo que, se eu falar sobre trabalho hoje no blog, no Insta vou falar sobre casa, por exemplo. Isso ajuda a tornar o conteúdo mais dinâmico para quem acompanha.

Vale dizer que esse planejamento é super flexível. Ele funciona mais como um direcionamento. Porém, caso eu tenha uma ideia espontânea que queira aproveitar para escrever, eu gero esse conteúdo e faço substituições sem problemas. não é algo “engessado”. Não deixo de compartilhar algo que seja espontâneo porque eu já tenho esse planejamento. Eu também já deixei de postar quando percebi que estava gerando conteúdo demais e as pessoas não estavam “acompanhando” (geralmente nos eventos que faço algumas vezes ao ano rola uma imersão nas comunidades e o pessoal acaba não acompanhando muito os outros canais e esse conteúdo acaba “se perdendo”).

É claro que a redação dos posts, por exemplo, não se limita a sentar e escrever todo o conteúdo de uma só vez. Tem conteúdos que eu apenos gero um parágrafo, depois desenvolvo mais. Tem textos que escrevo inteiros. Tem textos que precisam de mais pesquisa, então eu deixo algumas partes para escrever mais posteriormente etc. Varia bastante, mas todos os dias eu cuido desse conteúdo. Muitas vezes, quando estou em outros lugares, tipo ponto de ônibus, faculdade, avião e outros, eu aproveito para desenvolver textos e ideias em um bloco de papel que levo sempre comigo, pois assim aproveito momentos de escrita inspirada no dia a dia para desenvolver esses diversos conteúdos.

Ter um planejamento me ajuda a focar, ter um direcionamento, mas não me limita de maneira alguma – pelo contrário, me ajuda a colocar ordem nas ideias, que são tantas (ainda bem).

Se você tiver alguma dúvida sobre esse tema, que não foi respondida neste post, deixe um comentário! Obrigada.

Refinando a minha rotina matinal: primeiro e segundo blocos

Sou uma grande fã das rotinas. Não vejo rotinas como engessamento de horários para fazer determinadas coisas, mas como ritmos e frequências que criamos para a nossa própria vida funcionar melhor.

Sinceramente, eu acredito que a rotina matinal de qualquer pessoa seja uma das rotinas mais importantes para se ajustar, e ela deve ser ajustada sempre que houver qualquer tipo de mudança na configuração do dia a a dia (nascimento de um filho, mudança de emprego etc).

A rotina matinal é importante porque ela dá o tom do restante do dia.

Se você acordar na correria, atrasada/o, cansada/o, desfocada/o, provavelmente seu dia já terá terminado antes mesmo de você começá-lo. Se pudesse, teria sido melhor ficar na cama (e não vou mentir que tenho dias em que tenho realmente vontade de fazer isso também).

Formatar e reformatar essa rotina matinal diária me ajuda incrivelmente. Eis aqui então a formatação mais recente que tenho usado e que tem tornado os meus dias mais significativos.

São dois os primeiros blocos da manhã que tornam todo o restante do dia melhor.

Bloco 1: Mindset

O primeiro bloco, que acontece logo quando eu acordo, é um bloco de “ajuste do mindset”. Sei que pode parecer um termo redundante, mas é justamente isso que eu faço – um “ajuste do ajuste” da mente.

Eu acordo, faço uma breve meditação para focar no meu dia (leia o post sobre isso aqui), então me levanto e faço atividades “fisiológicas”- banheiro, água para hidratar o cérebro, lavar o rosto etc. Então volto para o meu quarto (ou vou para a sala – o lugar realmente não importa e depende do ritmo do meu dia) e escrevo algumas palavras no meu diário (já falei sobre essa prática aqui também). Depois começo a ler. Mas ler o quê?

Começo lendo um capítulo ou trecho do livro budista em que estiver lendo ou relendo no momento. Deixo esses livros sempre juntos no meu criado-mudo, que é o meu “centro de comando” para esta atividade da manhã.

Depois de ler o livro budista eu leio alguma coisa do GTD. Ou o capítulo da semana do “Ready for anything”, ou um trecho específico no livro “A arte de fazer acontecer” sobre algum tema que esteja me chamando a atenção no momento (ex: propósito e princípios). Sempre reforço com um estudozinho do livro “Making it all work”, que se aprofunda nos conceitos.

Vale lembrar que tenho meu caderno ao meu lado o tempo todo para anotar insights ou coisas que eu me lembre que preciso fazer. O objetivo é sempre deixar a mente mais relaxada.

Na sequência eu estudo um capítulo ou trecho de algum livro do Napoleon Hill.

Faço leituras complementares relacionadas, como do meu propósito e afirmações pessoais (Horizonte 5 do GTD) e de afirmações e do meu objetivo definido (Napoleon Hill).

Você pode estar pensando que isso é uma perda de tempo enorme, mas eu considero simplesmente a parte mais importante do meu dia. Se eu não fizer isso, minha mente não ficará bem, e a única coisa importante que eu preciso fazer diariamente é garantir que a minha mente fique bem. Ela estando bem, o resto simplesmente acontece em um estado de fluxo imenso.

Bem, esse é o primeiro bloco do dia. Acabando, vou tomar meu café-da-manhã, fazer xixi e uma rotininha básica em casa, tipo lavar a louça do café, trocar as lixeiras e arrumar as camas.

Talvez seja desnecessário dizer, mas sempre é bom reforçar, que eu só faço esse primeiro bloco quando meu dia permite isso. Muitas vezes, estou ministrando um curso o dia inteiro ou estou em aula, e não tenho como acordar ainda mais cedo para fazer essa prática (meu objetivo quando passo o dia fora dedicado a algo que usa muito a minha energia é simplesmente ficar bem, e dormir bem faz parte desse pacote – não vou acordar mais cedo apenas para “provar” algo para ninguém).

Então não, eu não acordo “mais cedo” ou “às 5h da manhã” para fazer essa rotina. Faço quando acordo, seja a hora que for. Claro que, quanto mais cedo eu acordar, melhor. Mas deixo bastante livre no dia a dia e, como falei no começo do post, não tem a ver com horários.

Em termos de estimativa, cada bloco dura de 1h30 a 2h, que é o tempo que meu cérebro leva para começar a ficar cansado de alguma atividade. Depois disso, já me disperso, então por isso minha rotina funciona nesses blocos. (tudo é auto-conhecimento)

Bloco 2: Deep Work

O segundo bloco vem depois do café-da-manhã e é o primeiro trabalho de “deep work”, por assim dizer. Eu sempre faço um café, coloco meus fones de ouvido (minha mais recente aquisição foi o maravilhoso Bose Quiet Confort 35, que corta completamente os ruídos externos), coloco uma playlist para “foco” no Spotify e passo os olhos em algumas notícias do dia enquanto bebo o meu café.

Tenho lido essencialmente os seguintes canais: NY Times (o briefing do dia), The Guardian (UK), The Economist e a Folha de SP. Nos jornais internacionais, faço uma busca por “Brazil” para ler o que estão falando sobre nós. Já comentei em alguns canais meus que passei a acompanhar mais as notícias (especialmente sobre política) do nosso país através de canais internacionais, que têm uma visão “menos apaixonada”. Isso tem me ajudado a manter a sanidade em época de eleições.

Aos finais de semana, eu recebo a Folha de SP na versão impressa, porque curto muito o ritual de pegar o jornal, sentar ao sol e beber calmamente meu café enquanto leio as notícias.

Tirando os finais de semana, em que a leitura das notícias demora um pouquinho mais (gosto de ler as matérias mais longas com calma), faço isso em poucos minutos apenas para curtir o meu café e, então, começo a escrever.

Quando faço as minhas leituras, muitas vezes já me vêm à mente ideias que quero desenvolver em conteúdos para o blog, livros ou cursos. Eu gosto muito de desenvolver essas ideias quando elas vêm, e por isso eu aproveito para escrever bastante. Mesmo que os posts não entrem no ar no mesmo dia (para falar a verdade, dificilmente escrevo e já publico no mesmo dia, depende – de modo geral eu costumo escrever e agendar os posts com mais antecedência), eu aproveito aquele momento de inspiração para desenvolver os textos. Pode acontecer de a inspiração “acabar” e eu deixar o texto incubado para continuar desenvolvendo em outro dia.

Só para situacionar a coisa toda, eu tenho um quadro no Trello onde faço o registro dos temas já abordados aqui no blog e os temas que ainda quero abordar. Se eu estiver sem ideias no próprio dia, abro esse “board” e começo trabalhando no que me der vontade (e que tenha a ver com o calendário editorial), que esteja ali.

Eu costumo escrever bastante. Em termos de posts, dá uma média de 4 a 5 posts por dia (o que dá uma semana inteira de novos posts). Mas tem dias em que não escrevo para o blog, mas sim para livros, artigos (do mestrado), posts para redes sociais e outros trabalhos paralelos que faço que envolvam escrita inspirada.

Todos os posts que vocês lêem aqui no blog são escritos nesse ritmo, e muito provavelmente foram escritos semanas antes de vocês o lerem por aqui. 🙂

Quando esse bloco da manhã acaba, geralmente eu já estou cansada intelectualmente. É quando então eu paro para almoçar. O fim desse bloco significa olhar (e responder) mensagens mais urgentes no What’s App, dar uma olhada na situação do meu e-mail (que só vou esclarecer à tarde, mas olho para ver se tem algo urgente esperando a minha resposta), tomo um banho, me arrumo, almoço com o filhote, fico um pouco com ele e cuido de algumas coisas em casa. Basicamente, já começo a me preparar psicologicamente para os blocos da tarde, quando “me abro para o mundo” e foco nas comunicações (também já escrevi sobre essa rotina aqui).

Mais uma vez, vale dizer que não faço essa rotina todos os dias, porque depende dos meus compromissos profissionais, mas faço todo dia em que estou trabalhando “em casa” (ou seja, sem compromissos externos). Já fiz em viagens também e quando chego cedo ao escritório. Então não se trata tanto do lugar e sim do meu estado mental. Por isso também evito, sempre que possível, agendar compromissos pela manhã, como reuniões.

Creio que, dentro da minha configuração atual de compromissos, eu consiga fazer essa rotina matinal de 3 a 4 vezes por semana – incluindo os finais de semana, é claro.

Minhas manhãs são períodos muito sagrados para mim, que envolvem não apenas descanso mas formatação da mente como um todo, além do trabalho intelectual e prioridades do dia.

Você já parou para pensar um pouquinho em como a sua manhã influencia no resto do seu dia? Como você tem tratado esse período no seu cotidiano? Deixe um comentário contando, se quiser. Obrigada!

Organização dos meus novos locais de trabalho: observações iniciais

Ambos os locais ainda não estão prontos para eu mostrar para vocês. Prometo que, quando estiverem, mostrarei aqui no blog. No escritório da “firma” ainda estou comprando os móveis e, para o home-office na casa, estamos em reforma. Mas eu quis trazer neste post apenas uma atualização para compartilhar com vocês como se dará essa divisão e porque ela existe em primeiro lugar.

Escritório da “firma”

Aluguei uma sala comercial em abril para que tanto eu quanto a Silvia (que trabalha comigo) pudéssemos trabalhar, além de ter um espaço para receber pessoas que trabalham comigo mas não no escritório. Esse espaço também serviria para gravação de aulas e vídeos, e está em andamento.

Muita coisa ficou parada quando a minha avó foi internada etc, e apenas agora estou retomando aos poucos cada uma dessas coisas, o que inclui o escritório.

Lá, terei uma mesa e uma estação de trabalho que será a minha estação oficial. É onde ficará o meu computador, os meus arquivos, meus documentos profissionais e tudo o que for relacionado ao meu trabalho com organização e produtividade – ou seja, a minha empresa mesmo.

Home-office

Então por que ter também um home-office?

Pensei muito sobre isso quando estávamos planejando a reforma da casa. Independente de ter um escritório fora, meu marido me convenceu de que seria importante ter um espaço reservado assim em casa, pois mesmo fora do escritório eu tenho minhas coisas para administrar e também gosto de estudar e fazer alguns trabalhos em casa. Ele estava certo.

O home-office vai funcionar então para aqueles dias em que eu precisar trabalhar de casa por “n” motivos, mas também para estudar de noite, trabalhar na minha dissertação, além de ter os materiais que vou precisar ter futuramente, quando trabalhar como professora e pesquisadora na área de Comunicação. É igualmente trabalho, mas um trabalho diferente do trabalho da “firma”. Lá ficarão os meus documentos pessoais, da família e da casa, além de livros sobre a minha área de pesquisa. Também quero ter um cantinho para voltar a fazer artesanato, algo que sempre gostei mas acabei parando por motivos de priorização de outras atividades.

Enfim, cada espaço de trabalho terá a sua função e ambos serão muito significativos para a minha rotina.

Assim que a reforma, estruturação e decoração forem evoluindo e eu tiver efetivamente o que mostrar aqui, prometo que mostrarei. Por hora, achei que seria legal compartilhar como tem sido esse processo, justamente para mostrar que a vida é feita de processos que levam tempo. 😉

Como é o seu espaço de trabalho hoje? Você trabalha apenas em casa? Concilia um escritório fora e outro em casa? Compartilha um pouquinho nos comentários para trocarmos ideias. Obrigada!

Blocos de tempo, contextos e a construção da minha nova rotina de trabalho

Tudo o que aconteceu nos últimos meses e os imprevistos e surpresas praticamente semanais que têm surgido na minha vida me fizeram perceber que eu precisava reestruturar a minha rotina. Outro fator que influenciou bastante foi a mudança dos meus locais de trabalho.

Breve histórico recente: mudamos para a rua da casa da minha avó em setembro do ano passado, para assim ficarmos mais perto dela (que decisão acertada!). Uma das maneiras de fazer isso foi justamente criando meu escritório dentro da casa dela, pois assim eu passaria o dia lá, dando mais atenção e atendendo conforme o necessário. Isso funcionou bem durante um tempo, até ela finalmente ser internada e a rotina mudar completamente.

Com a entrada da Silvia na empresa, trabalhando comigo, em maio, surgiu a necessidade de termos um escritório externo para trabalhar. Falei mais sobre isso aqui em um post específico sobre “sair do home-office”. Aluguei uma sala comercial, que precisava de algumas reforminhas básicas, e obviamente isso ficou um pouco em stand-by com a internação e morte da minha avó. Agoooora que as coisas estão andando.

Nesse meio tempo, no entanto, eu fiquei um pouco “órfã” de espaço de trabalho. Não tenho home-office no meu apartamento e a casa da minha avó entrou em reforma para nos mudarmos para lá (também já falei sobre isso aqui). Fiquei alternando entre diversos locais nômades de trabalho, entre coworkings, padaria, faculdade, o quarto do meu filho e outros desse tipo.

Agora, com o andamento do escritório, uma nova rotina de trabalho se configura. E, já pensando nela, fiz uma reflexão sobre a natureza de um dia de trabalho meu hoje, de acordo com os meus ritmos, e fiquei muito satisfeita com o resultado. Então é sobre isso que eu quero escrever neste post.

Em primeiro lugar, montei uma lista com os diversos blocos de tempo que tenho no dia.

Para entender o que considero blocos de tempo, significa que eu vejo meu dia com diversas micro partes de um todo. Eu também gosto de trabalhar de 1h30 a 2h e fazer intervalos, pois isso me ajuda a manter a cabeça bem mesmo ao longo de um dia com muitas atividades. (leia o texto que fala sobre a importância disso aqui)

Seguem os blocos com uma média de tempo para cada um:

Bloco 1 (1h)
Acordar, tomar café, trocar de roupa etc etc (rotina de antes de sair de casa) e o período em trânsito
Considero um bloco só de acontecimentos

Bloco 2 (30min)
Rotina matinal de chegada ao trabalho
É quando faço meu café, leio as notícias do dia, pratico meditação

Bloco 3 (1h30)
Deep work
Faço um primeiro bloco de trabalho concentrado

Bloco 4 (30min)
Intervalo de 15 a 30 minutos
Eu descanso mas também aproveito para realizar atividades leves

Bloco 5 (1h30)
Deep work
Novo bloco concentrado

Bloco 6 (1h30)
E-mails e mensagens

Bloco 7 (1h30)
Almoço

Bloco 8 (1h)
Assuntos a tratar
Resolvo pendências com a Silvia ou realizo reuniões

Bloco 9 (30min)
Novo intervalo

Bloco 10 (1h30)
Assuntos a tratar
Aulas ou reuniões

Bloco 11 (30min)
E-mails e mensagens

Bloco 12 (30min)
Finalização da rotina de trabalho

Bloco 13 (1h)
Período em trânsito
Pode ser ir para casa, ir ao mercado, ir para a faculdade – este é o momento que aproveito os deslocamentos

Bloco 14 (1h)
Estudo leve ou atividades pontuais com a família ou em casa

Bloco 15 (1h30)
Estudo focado

Bloco 16 (1h30)
Me time, tempo com a família

Bloco 17 (30min)
Rotina de antes de dormir

Bloco 18 (7,5h)
Sono

Essa análise foi muito útil porque me fez perceber que tenho alguns blocos de trabalho aprofundado pela manhã, que preciso aproveitar bem, assim como não posso dedicar a tarde inteira para reuniões, e de noite também quero reservar um tempo para estudar.

A ideia é engessar o dia e cumprir sempre dessa maneira? Não, esse é um dia ideal. Pode acontecer de ter reuniões pela manhna e a tarde livre, então procuro inverter os blocos.

Os blocos me ajudam a entender meus contextos, ou seja, lugares, ferramentas ou condições de energia que me encontro para realizar tais atividades. Por isso organizo as minhas listas de coisas a fazer de acordo com tais contextos (no Evernote):

Achei essa simplificação dos contextos maravilhosa e já tem funcionado lindamente.

(Vale lembrar que associo esses blocos de contextos com os temas para cada dia da semana.)

No meu planejamento semanal (que também já ensinei como fazer, aqui), eu verifico se existem blocos de tempo que eu preciso necessariamente usar para atividades a serem feitas no próprio dia, pois essas atividades devem entrar na minha agenda, e não nas listas acima. Por exemplo, segunda de manhã eu preciso dedicar algum tempo para escrever alguns posts e a newsletter do blog, caso eu não tenha feito isso antes, então no planejamento semanal isso entra direto na agenda, e não nas listas.

Aliás, uma boa dica para saber se algo precisa de um bloco de tempo no seu calendário é o tempo que você deve dedicar a determinada atividade. Se ela durar de 1 hora para mais, pode valer a pena inserir um bloco de tempo na sua própria agenda, pois não é algo que você simplesmente “encaixa” ao longo do dia, nos intervalos dos seus compromissos (que é o sentido do uso das listas por contextos).

Enfim, tudo é teste, e é importante que você também teste diversos modelos para entender o que atende melhor o seu dia de trabalho.

Essa configuração permite que eu trabalhe tanto no meu escritório da “firma” quanto no home-office, que serão os dois locais de trabalho que eu terei. Mais sobre esse assunto em posts futuros por aqui. 😉

Você já parou para pensar nos seus diversos blocos de tempo ao longo de um dia de trabalho e em como eles podem ajudar você a ter um dia mais tranquilo e equilibrado, realmente produtivo? Deixe um comentário!

Meu processo de escrita

Muitos leitores me pedem para falar mais sobre o meu processo de escrita, a minha rotina como escritora e outros assuntos relacionados. Com o lançamento do meu terceiro livro, “Trabalho Organizado”, essas perguntas vieram à tona novamente, e eu achei que seria justo escrever um post contando um pouco desse meu processo pessoal.

Meu processo de escrita pode ser resumido em três momentos:

  1. Rotina de escrita pela manhã
  2. Captura de ideias
  3. Escrita em momentos de inspiração

Rotina de escrita pela manhã

Outro dia escrevi um post explicando porque prefiro fazer atividade física no final da tarde em vez de manhã, como a maioria das pessoas. Um dos principais motivos para isso é que, quando acordo, minha mente está descansada e, por isso, consigo sentar e me concentrar melhor para escrever. É comum passar as manhãs escrevendo. De maneira geral, escrevo de uma a três horas todos os dias, de manhã, com exceção daqueles dias em que tenho compromissos externos (mais raros, mas acontecem).

Essa rotina de escrita pela manhã serve para os conteúdos aqui do blog, livros, artigos do mestrado e outros textos ocasionais. Por estar descansada, fico inspirada e escrevo melhor. Além disso, me permite trabalhar em casa, ainda de pijama, com meu cházinho ou café e fone de ouvido, concentrada. Quando sinto que “já deu” (é engraçada a sensação – só vivendo para saber), eu paro e vou trocar de roupa, comer um lanche, fazer um intervalo.

Eu gosto dessa rotina diária porque escrita, do meu ponto de vista, é exercício. Você melhora à medida que exercita. Se não tiver uma rotina, para mim fica complicado.

Aqui em casa, minha família também sabe que, pela manhã, me concentro na escrita, então ninguém me interrompe (na maioria das vezes). Essa rotina facilita as relações familiares também, de certa maneira, especialmente com crianças.

Captura de ideias

Tenho um bloquinho de notas comigo o tempo todo. O tempo todo mesmo. Se por acaso não o levo e preciso capturar uma ideia no celular, isso é possível, mas acho chato. Prefiro escrever. Existe algo inspirado no ato de abrir meu caderninho no meio do restaurante, por exemplo, e anotar uma ideia ou trecho que tenha aparecido “pronto” em minha cabeça.

Essas ideias vêm e vão ao longo do dia, assim como tem dias em que obviamente não capturo nada. Mas as boas ideias não aperecem apenas quando estou na minha rotina de escrita pela manhã. E, se quero aproveitá-las, é importante capturá-las quando elas aparecem, sejam no momento da escrita, sejam ao longo de um dia, durante uma aula que esteja ministrando ou até mesmo durante um jantar. Se eu tiver uma ideia, quero capturá-la para explorá-la justamente quando estiver no contexto mais apropriado para isso, que é escrevendo.

Costumo usar cadernos pequenos, em formato de brochura, para anotar essas ideias no dia a dia. Eles são pequenos e práticos de serem carregados, e muitas vezes acontece de levá-lo no bolso da calça mesmo, dependendo da situação. Deixo sempre uma caneta dentro, para facilitar. Os cadernos tipo Moleskine são excelentes para essa prática, especialmente porque costumam ter um elástico que os fecham, e isso “segura” a caneta bonitinha lá dentro.

Escrita em momentos de inspiração

Apesar de ter uma rotina diária de escrita pela manhã, algumas vezes acontece de ter “surtos” inspirados, querer abrir meu computador e simplesmente começar a escrever – o surto é tão maluco que escrever à mão seria lento demais, e preciso digitar!

Não crio restrições quando isso acontece. São momentos raros mas, se me sinto impelida a escrever, eu o faço. Pode ser de tarde, de noite, aos finais de semana. E aqui entra (mais uma vez) a importância da organização – se tenho todo o resto sob controle, consigo abrir esse espaço para me dedicar à escrita, sem prejudicar nenhuma outra atividade que eu tenha deixado de lado por algum tempo justamente para escrever.

Confesso que esses surtos são raros no meu dia a dia – eu diria que eles acontecem uma ou duas vezes por semana. De modo geral, a rotina de escrita pela manhã já me ajuda enormemente a passar toda a inspiração para o papel (ou para a tela).


Eu também gravei um vídeo explicando o processo acima. Veja abaixo ou aqui:

Fica então um pouco da minha rotina de escrita para quem tiver curiosidade. Caso você tenha alguma dúvida sobre algum aspecto que eu não tenha abordado neste post, sinta-se à vontade para deixar um comentário. Obrigada!

A rotina do artista

Já comentei sobre isso em um post mas percebi que não tinha feito um texto especificamente sobre isso, então lá vai. A ideia também entrou no meu novo livro, em um capítulo sobre rotinas, e tem me ajudado tanto há tanto tempo que quis explorar o assunto um pouco mais.

Chamo esta de “a técnica do artista” porque, lendo um livro sobre a rotina de diversos artistas, eu percebi que existiam alguns padrões na rotina de muitos deles e quis trazer para o “meu mundo”, com adaptações.

Basicamente, trata-se de ver cada período do dia com um determinado foco, ser fiel a isso e testar para ver se funciona dentro da sua realidade.

São três blocos:

  • cuidar da sua arte
  • cuidar das correspondências
  • estudar, se aperfeiçoar

Cada pessoa vai descobrir qual o seu melhor horário para cuidar da própria “arte”. O que eu chamo de “arte”? O seu ofício. No meu caso, é escrever, gravar vídeos, produzir materiais para aulas, revisar, traduzir, mas também cuidar das “tarefas do dia”. E eu percebi que faço tudo isso melhor pela manhã, ou quando acordo (são coisas diferentes rsrsrs tem épocas em que durmo e acordo mais tarde). No seu caso, pode ser que seus melhores horários de concentração e fluxo sejam de tarde, de noite ou de madrugada. Depende de cada pessoa. Para mim, quando acordo funciona bem porque estou com a cabeça descansada.

Durante a tarde, cuido das “correspondências”. E o que seriam “correspondências” nos dias de hoje? Caixas de entrada, tanto físicas quanto digitais. Do correio ao What’s App. Isso não quer dizer que eu não olhe essas caixas pela manhã. Olho, até para garantir que não tenha nada urgente esperando por mim. Mas é uma escaneada rápida, em vez de realmente “sentar para resolver”, se é que me entendem. Só faço isso mesmo à tarde. Minha missão é zerar as caixas de entrada à tarde, mas fico SUPER OK caso não consiga, porque tenho o dia seguinte para continuar e há dias em que recebemos mais ou menos “correspondências”.

De noite, cuido da mente, no sentido de aperfeiçoá-la. Estudo, leio textos, vejo aulas que me agreguem, vídeos. Isso me ajuda a dar uma desligada do “modo tarefa” e dedicar tempo com tranquilidade para reflexões mais profundas e que me ajudam a ter ideias para o meu trabalho nas manhãs seguintes.

Não consigo expressar como me sinto satisfeita com a minha própria produtividade quando sou fiel a essa rotina. Funciona muito bem para mim, por isso deixo aqui a sugestão.

A parte de e-mails, ou “correspondências”, é a que mais faz diferença. Quando eu abro meu e-mail de manhã, só para checar, e penso com tranquilidade que não preciso lidar com aquilo naquele momento, que à tarde vou ver com calma, me ajuda muito. Porque, sério, não sei vocês, mas quando eu mergulho nos e-mails logo cedo, minha cabeça fica cansada muito rapidamente, e muitas vezes acabo não conseguindo fazer atividades que eu realmente precisava fazer naquele dia, do meu ofício.

Quando estou de noite em casa e tenho novas ideias para o meu trabalho, apenas faço anotações no meu caderninho e sei que vou lidar com aquilo amanhã, quando processar minhas caixas de entrada. E aí aquela atividade vai entrar no meu fluxo de trabalho nas manhãs seguintes.

Vale dizer que eu alio essa técnica à técnica de alocar contextos para cada dia da semana. Na prática, funciona lindamente. Só testando e fazendo ajustes para saber.

Não estou dizendo que é uma técnica que funciona para todos, mas para mim tem funcionado, e por isso quis trazer a ideia para vocês. Você acha que pode funcionar com a sua rotina de trabalho? Por favor, deixe um comentário. Obrigada.

Como organizar o calendário editorial do blog e do YouTube

Muitas pessoas me pedem para falar como eu organizo os conteúdos do blog e do canal do Vida Organizada no YouTube. Eu tenho uma mesma organização para todos os meus canais, e neste post de hoje vou mostrar como eu faço.

No momento, apesar de ter dividido a minha produção de conteúdo em quatro (leia mais aqui), apenas dois estão em andamento (Vida Organizada e GTD Brasil), para consolidação. Com o tempo, abrigarei os outros dois canais dentro dessa produção também. Optei por fazer assim realmente para consolidar o conteúdo de cada um.

A primeira coisa que eu faço, para todos, é ter um caderno no Evernote que eu chamo de “Ideias para conteúdo”, onde eu agrupo notas, diariamente, com ideias para conteúdos. São ideias que me surgem, que os leitores sugerem, enfim, ideias de todos os tipos. Eu simplesmente crio uma nota e insiro ali. Esse banco de ideias é alimentado diariamente, organicamente, sempre que alguma ideia surge.

Esse é o banco de ideias que eu olho em busca de novos conteúdos quando eu faço o meu planejamento para cada um dos canais.

Outra coisa que comecei a fazer este ano (e ainda está em andamento) é a catalogação dos diferentes temas em diversos formatos. Por exemplo, um mesmo conteúdo pode ser abordado de diferentes maneiras (ex: post, vídeo, podcast) e ter diferentes nuances (ex: posso falar sobre calendário editorial no YouTube, no blog, mostrar onde organizo, enfim, explorar variedades dentro desse mesmo tema).

Para não repetir tantos formatos e nuances, e também para garantir que exista um equilíbrio no desenvolvimento dos temas, eu criei um quadro no Trello, onde organizo um tema por cartão, e dentro de cada cartão vou listando o que já criei de conteúdo relacionado àquele tema. É um trabalho de formiguinha, que estou fazendo aos poucos, mas que tem me ajudado a ter uma noção do que já publiquei e do que ainda não publiquei, e isso também me dá ideias.

O propósito é aproveitar o máximo cada conteúdo gerado. Eu tinha percebido que, muitas vezes, eu gerava um conteúdo bem legal sobre determinado tema, mas não o desenvolvia muito, ou em outros formatos, que facilitariam o aprendizado. Então agora, com esse “controle”, eu consigo pensar melhor sobre os conteúdos. Foi o que me permitiu abordar mais o tema “acumuladores” na semana passada, por exemplo. Eu começo a retomar alguns assuntos que ainda estão inacabados e tenho a chance de trabalhar melhor neles.

Bom, isso é o “background” do planejamento. Aí vamos falar sobre o planejamento em si.

Todo ano eu gosto de ter uma linha editorial norteando o blog, para me ajudar mesmo no planejamento do conteúdo. Este ano, no Vida Organizada, a linha editorial é “harmonia e equilíbrio nos relacionamentos” (leia mais sobre a linha aqui). Isso não significa que todos os posts serão sobre isso, mas em todos os posts tentarei trazer essa nuance, esse princípio. Basicamente, eu penso assim: o que eu quero explorar, estudar, sobre relacionamento dentro do macro-tema organização? Isso também me ajuda a gerar novas ideias.

(Para o GTD Brasil, a linha editorial do ano é: aprendendo o básico sobre GTD).

Eu defino essa linha mais ou menos em outubro do ano anterior (começo antes e concluo em outubro), que é quando eu já começo a planejar o calendário mês a mês do ano seguinte também. Gosto de definir um tema norteador para cada mês também e ter os posts de pelo menos seis meses à frente já desenhados (não produzidos, mas já planejados), pois isso me permite fazer pesquisas, entrevistar pessoas, escrever com antecedência e já planejar um pouco mais cada um dos conteúdos.

Uma vez definidos os temais mensais, eu os insiro no Trello (no mesmo quadro de catalogação dos temas), e crio uma coluna para cada um dos próximos seis meses, onde eu insiro os cartões relacionados aos temas que pretendo desenvolver.

É muito subjetivo como eu defino esses temas (desde a linha editorial até os temas mensais). De modo geral, são tendências que eu observo no mundo da organização, que vêm do meu dia a dia, dos meus estudos. Claro que eu fico atenta a questões muito básicas para quem trabalha no mercado editorial, que é ver os feriados, épocas específicas do ano, acontecimentos diversos etc, porque isso ajuda a trazer atualidade para qualquer tema.

Em abril, por exemplo, o tema central é “motivação” (leia a carta da editora), então eu procuro gerar conteúdos tanto em formato de vídeo quanto para o blog e outros canais. Até o que eu publico nas redes sociais tem a ver com isso. Isso me ajuda a ficar com um “modo mental” operando dentro desse mesmo tema, o que gera coerência para o conteúdo em si.

Isso me permite relacionar o tema do mês com a linha editorial do ano (ex: motivação nos relacionamentos). Nem sempre consigo, nem todos os conteúdos são sobre esse tema, mas ele me dá um direcionamento para eu planejar o que pretendo escrever, gravar etc para vocês, além de ficar ainda mais atenta no meu dia a dia para descobrir novas ideias.

Apesar de eu amar tecnologia, tudo o que envolve planejamento eu prefiro fazer no papel, pois me sinto mais inspirada e criativa quando lido com canetinhas, post-its, desenhos a lápis etc. Por isso, para o planejamento do calendário editorial de cada canal, eu tenho uma “agenda” grandona para cada canal e, dentro, monto o planejamento mês a mês.

Eu uso a média agenda mensal, que é de uma linha de produtos da Cícero (marca brasileira de cadernos) e anoto tudo a lápis ou com post-its, para aproveitar no ano seguinte. Eu tenho uma agenda dessa para cada canal (ou seja, uma para o Vida Organizada e outra para o GTD Brasil).

Então ela tem a configuração mensal e eu uso post-its para fazer o planejamento dos conteúdos.

Eu costumava dividir por cores (as categorias), mas atualmente deixo tudo em post-it amarelo pois não acho mais os post-its nas cores pastel que eu gostava, para comprar. Isso não me atrapalha, apesar de eu preferir usar cores diferentes.

Usar post-it é bom porque o calendário é bem dinâmico e eu vivo fazendo reajustes, trocando um tema de dia, por exemplo. Todos os dias eu trabalho nesse planejamento mensal e na criação de conteúdo para ele. É o que guia o meu dia a dia, a minha rotina de produção.

Para falar sobre como eu faço o planejamento do mês, vale a pena dar um pequeno passo atrás e explicar um pouquinho a definição e organização das categorias.

Outro desenvolvimento que passei a fazer este ano foi dividir o Vida Organizada em três temas. Essa foi uma dica que eu vi no canal do Bruno Picini, um brasileiro que fala sobre empreendedorismo digital. Basicamente, ele ensina que um canal deve ter um tema principal e dois secundários, e isso deve colaborar na organização do conteúdo. Depois de refletir muito a esse respeito, eu defini que os assuntos do Vida Organizada são: organização pessoal (o principal), desenvolvimento pessoal (das diversas áreas da vida) e empreendedorismo criativo. Ter definido isso me ajudou a destrinchar as categorias dentro desses três temas – trabalho que está em desenvolvimento aqui dentro do blog, com os posts antigos, até hoje.

Mas ter esses três temas claros me ajuda a fazer uma distribuição melhor do conteúdo, de modo que eles fiquem equilibrados. Por exemplo, eu sempre vou alternar posts sobre organização com posts sobre desenvolvimento pessoal e empreendedorismo criativo. A ideia é realmente garantir que todos os temas sejam abordados, porém em equilíbrio, para não falar muito sobre uma coisa e deixar outra de lado.

Por isso eu gostava de usar post-its coloridos – porque eu conseguia visualizar muito facilmente como estava esse equilíbrio de temas ao longo do mês. Agora, apesar de não usar mais essa categorização por cores, eu escrevo na parte de cima do post-it de que tema ele faz parte, e isso já é suficiente.

Para iniciar o planejamento do mês, então (lembrando que eu planejo sempre com seis meses de antecedência), eu começo inserindo os conteúdos fixos no calendário: carta da editora, checklist do mês, resumo do mês, book haul, leituras em andamento, livros lidos no mês etc, dentro de uma distribuição adequada de acordo com os dias em que gosto de postar cada um desses conteúdos.

Por exemplo, durante anos eu sempre postei diariamente no Vida Organizada. Desde o começo deste ano, eu passei a postar somente durante os dias úteis (de segunda a sexta), pois é quando o blog tem mais acessos (na verdade, por uma série de motivos). Então assim, em abril, por exemplo, que o dia 1 caiu em um domingo (de Páscoa), eu não postei a carta da editora no dia 1, mas sim no dia 2, aqui no blog, que era uma segunda-feira. Faço esse ajuste sem problemas.

Depois que eu distribuí esses conteúdos fixos ao longo do calendário do mês, eu vou lá no meu caderno de ideias para posts no Evernote, e também na catalogação de temas que eu tenho no Trello, e começo a pesquisar ideias para conteúdos ao longo do mês. A ideia é buscar conteúdos que conversem com o tema do mês. Caso eu não encontre lá o que eu preciso (o que é muito difícil, porque eu tenho bastante coisa lá), eu pesquiso em outras fontes em busca de ideias: livros que eu tenho sobre os temas, revistas, outros canais e blogs que eu gosto e acompanho, além de conversas com pessoas que tenham a ver com o tema em questão, a fim de encontrar problemas e dores comuns que geralmente temos com relação ao tema específico.

No final das contas, todos os meses eu acabo esse planejamento com temas sobrando que precisam ficar para os meses ou anos seguintes. Preciso fazer uma curadoria para manter os temas que eu realmente quero abordar no momento e deixar os outros não tão “urgentes” para tratar em outro momento.

Vale dizer que esse planejamento é super flexível. Ele funciona mais como um direcionamento. Porém, caso eu tenha uma ideia espontânea que queira aproveitar para escrever, eu gero esse conteúdo e faço substituições sem problemas. não é algo “engessado”. Não deixo de compartilhar algo que seja espontâneo porque eu já tenho esse planejamento.

Indo para a parte do dia a dia da coisa, eu gosto de trabalhar sempre com pelo menos sete dias de conteúdos já prontos e agendados. Dependendo de como será a minha agenda pelas próximas semanas, eu gosto de ter até 15 dias já agendados (tanto no blog quanto no YouTube). Mas sete dias já são suficientes.

A minha rotina de produção de conteúdo é diária. Tem dias em que estou inspirada e chego a escrever 10, 12 textos em um único dia. Assim como tem dias que nem consigo escrever, mas gravo uns cinco vídeos de uma só vez. Em dias mais introspectivos ainda, aproveito para fazer a edição desses vídeos.

É claro que a redação dos posts, por exemplo, não se limita a sentar e escrever todo o conteúdo de uma só vez. Tem conteúdos que eu apenos gero um parágrafo, depois desenvolvo mais. Tem textos que escrevo inteiros. Tem textos que precisam de mais pesquisa, então eu deixo algumas partes para escrever mais posteriormente etc. Varia bastante, mas todos os dias eu cuido desse conteúdo. Muitas vezes, quando estou em outros lugares, tipo ponto de ônibus, faculdade, avião e outros, eu aproveito para desenvolver textos e ideias em um bloco de papel que levo sempre comigo, pois assim aproveito momentos de escrita inspirada no dia a dia para desenvolver esses diversos conteúdos.

Ter um planejamento me ajuda a focar, ter um direcionamento, mas não me limita de maneira alguma – pelo contrário, me ajuda a colocar ordem nas ideias, que são tantas (ainda bem).

Se você tiver alguma dúvida sobre esse tema, que não foi respondida neste post, deixe um comentário! Vale lembrar que eu tenho um curso inteiramente online em que eu desenvolvo com mais profundidade esse e outros temas, chamado Organização para blogueiros.

Quanto tempo você trabalha?

Mudei o título deste post algumas vezes. Antes, era: “Você trabalha muito?”. Acabou ficando assim porque achei que sintetiza melhor o que eu gostaria de compartilhar.

Todo final de mês, eu publico um vídeo no canal (e faço um post no blog) contando um pouco sobre como foi o meu mês, o que eu chamo de “resumo do mês”.

E, toda vez que publico esse conteúdo, recebo comentários sobre a quantidade de coisas que eu faço. Algumas pessoas se mostram surpresas, outras se mostram indignadas (“você trabalha muito!”), então eu tive a ideia para este post ontem, na verdade, quando encerrei meu expediente mais cedo e fui fazer uma massagem. Pensei: “eu preciso compartilhar com os leitores do blog como é a minha rotina de trabalho para mostrar que é possível sim fazer bastante coisas sem se matar de trabalhar”.

Vou começar comentando que eu acho que quem 1) empreende e 2) trabalha com o que gosto trabalha o tempo inteiro. Vou explicar melhor. Quando eu me tornei mãe, eu percebi que eu não sou mãe apenas enquanto estou com o meu filho. Ele vai para a escola, tem outras atividades. Mas eu sou mãe dele o tempo todo. Eu não paro de pensar nele só porque não estamos fisicamente juntos.

Com o trabalho, eu penso que seja a mesma coisa. O tempo todo eu penso a respeito, tenho ideias e faço anotações para lidar com elas no momento mais apropriado. O trabalho é uma área da minha vida e, como tal, estou sempre ligada nela.

Eu cheguei a essa conclusão porque foi difícil diferenciar o tempo que passo do tempo que não passo trabalhando. Vou tentar explicar melhor.

Ontem, uma terça-feira, eu comecei a trabalhar por volta das 10 horas da manhã. Até a hora do almoço, eu resolvi algumas coisas que estavam pendentes – e-mails e mensagens, basicamente. Na hora do almoço, almocei com meu filho depois da escola e fui para o meu escritório, onde eu trabalharia das 13h às 15h.

Nessas duas horas, eu gravei 7 vídeo-aulas, 1 vídeo para o canal, editei outro vídeo (que entra amanhã no ar) e organizei agendamentos para a sala nova (instalação de coisas).

Às 15h, fechei meu computador e fui para casa deixá-lo, antes de sair para resolver coisas na sala em si (das 15h30 às 16h15), comi uma coisinha na padaria e fiz minha massagem às 16h30.

De lá, fui para o shopping encontrar meu filho e marido, e passamos um tempinho agradável na Livraria Cultura lendo livros (sobre trabalho) e tomando um café (eu, no caso).

Depois, jantamos, comprei um tênis e meias para o filhote, uma outra coisa para a minha avó e fomos embora.

Fiquei um tempo com a minha avó, voltei para casa, coloquei o filhote para dormir, coloquei a roupa para lavar, lavei a louça e li durante duas horas para o mestrado (livros e artigos). Ainda assisti Masterchef com o meu marido.

A gente na Cultura

Então, no final das contas, eu trabalhei durante quatro horas. Se eu tivesse dedicado oito horas ao trabalho, certamente teria trabalhado oito horas, porque sempre há coisas precisando ser feitas.

Tem dias que eu acordo antes das 6h, trabalho das 7h30 até às 20h, e está tudo bem para mim. Assim como tem dias em que eu trabalho menos horas, como ontem. Hoje eu tenho aula no mestrado. Estou escrevendo pela manhã, vou responder alguns e-mails, e depois de noite talvez eu edite algumas vídeo-aulas.

Para mim, o grande segredo é o equilíbrio das atividades. É fazer o que precisa ser feito, antecipando o que puder, focando no que é mais importante.

Fazendo dessa maneira, eu tenho uma rotina de trabalho (mas de vida) muito tranquila e atenta às minhas prioridades.

Não se trata do “quanto” eu trabalho, mas da qualidade do meu trabalho, quando estou dedicada a ele.

Lembro que, quando trabalhava das 8h às 17h, havia tanta perda de tempo! Não só minha, mas de todos. Eu me forçava a trabalhar em um horário que meu corpo “não funcionava”, e muitas vezes fiquei com um café na minha frente, olhando para o computador esperando a inspiração chegar para escrever algo ou trabalhar em algo que eu precisaria entregar. Esse sistema não funciona. Quando eu passei a trabalhar para mim (entre aspas, porque eu trabalho para o mundo, mas deu para entender o que eu quis dizer), eu pude fazer os meus horários. Não se trata de “ter que ter disciplina”, mas de ter as prioridades claras e tê-las refletidas no seu dia a dia.

Eu vejo que existe um foco discursivo muito forte no “pra trabalhar em home-office tem que ter disciplina” ou “mantenha um horário de trabalho”, e não acho que isso funcione para mim, hoje. Prefiro entender com mais carinho a dinâmica da minha semana, a quantidade de atividades que terei, e ajustar o trabalho a isso. É o que me permite fechar o computador às 15h ou 16h para ir na massagista ou na academia, ou fazer qualquer outra coisa – inclusive, continuar trabalhando.