Como eu me organizo quando sai uma nova coleção de Magic (sim, post nerd)

Magic: The Gathering é um jogo de cartas colecionáveis onde você se transforma em um poderoso mago, conhecido como Planeswalker, e usa magia, criaturas e artefatos para derrotar seus oponentes. Cada carta representa um feitiço, um aliado ou uma habilidade especial, e você monta seu baralho (deck) escolhendo estratégias e combinações. O jogo mistura fantasia épica com estratégia e criatividade, e pode ser jogado com amigos ou em competições. Além disso, as cartas são colecionáveis, com ilustrações incríveis e histórias que se conectam a um universo cheio de aventuras e mistérios. Eu jogo e coleciono desde 2004 e é um dos meus hobbies preferidos.

A Wizards Of The Coast, detentora do jogo, lança cerca de seis coleções ao ano, além de pacotes especiais. Eu não compro TODAS as cartas. Costumo comprar as que serão úteis para decks que tenho (para jogar) ou que acho bonitas (para colecionar). Mas existem coleções que eu gosto mais e que busco ter todas em uma pasta expositora. Desse modo, eu costumo comprar as cartas de forma avulsa nas coleções de maneira geral, escolhendo apenas as que eu gosto, mas com as minhas coleções temáticas preferidas (que são meu fraco) eu gosto de comprar caixas seladas, que vêm com materiais personalizados, dados configurados para a coleção, entre outros. E cards repetidos eu costumo trocar ou vender.

Quando sai uma coleção que eu quero colecionar efetivamente, eu vejo quantas cartas ela terá e busco uma forma de armazenamento que comporte todas elas. Acima, você pode ver que a coleção mostrada tem 297 cartas, então eu vou buscar uma pasta em que caibam pelo menos umas 300 cartas. Fora do Brasil eu já encontrei pastas temáticas da coleção mas, quando não consigo, procuro usar uma comum comprada no Brasil com a cor que combina melhor com a coleção. Por exemplo, Innistrad Remasters é uma coleção de vampiros, então usar um fichário vermelho com textura faz sentido para mim.

Esse fichário aí em cima comporta 480 cartas, então é mais do que suficiente para as cartas da coleção em questão.

Vale dizer que eu guardo em pasta o que eu coleciono de coleções inteiras, pois a exposição é mais fácil. O que eu coleciono de cartas avulsas, uso caixas de madeira próprias para isso e separo por cores. O Magic tem 5 cores essencialmente, além de cores misturadas e cards incolores. Dentro de cada caixa, categorizo por tipo de carta: criatura, feitiço, encantamento etc.

Vale a pena falar também sobre a manutenção das cartas. Meu objetivo é “shieldar” (encapar) todas as minhas cartas que não estão em pastas. Eu uso uma cor de shield para cada tipo de raridade da carta (mítica, rara, incomum e comum). Leva tempo porque são muitas cartas e as shields não são tão baratinhas, então estou fazendo aos poucos. As cartas que uso para jogar eu organizo separado (em caixinhas menores para o deck em si) e uso shields de cores específicas ou mais bonitinhas, estampadas.

Quero reforçar aqui que JOGAR Magic não é caro. Você pode jogar no Arena, que é o software e é gratuito. Tem opções de compras dentro do aplicativo mas não são necessárias para jogar. No entanto, quem joga em competição costuma investir, e aqueles que colecionam também compram muitas cartas. Por isso as pessoas acham que Magic é caro. Mas depende de como você vai usar as cartas. Tem uma modalidade de jogo chamada Pauper, que só permite cards baratos e comuns. Enfim, tem para todos. O que tem tornado o Magic meio inacessível no Brasil é, além do preço dos produtos físicos (convertidos do dólar), que a WOTC decidiu, no ano passado, não imprimir mais cartas traduzidas para o português. Para quem não sabe inglês isso é bem chato. No Arena, no entanto, as cartas continuam sendo traduzidas pelo português – só mudou para as impressões mesmo.

E existem cartas caras e cartas baratas. Muitas vezes, um booster (pacotinho com cerca de 15 cards cada) traz uma carta rara ou mítica que “paga” o booster. Ou essa é a forma que os jogadores e colecionadores usam para se enganar haha

Organizando os meus cards de Magic

Após anos e tentativas, acredito que tenha chegado finalmente a um sistema de organização que faça sentido para a minha realidade hoje de cartinhas e que me permita fazer adaptações com o tempo.

A primeira coisa é definir de verdade o propósito dos cards. Eu digo isso mas, para mim, antes, o propósito não estava muito claro. Se era apenas colecionar, para que ter 4 versões da mesma carta (algo válido para quem joga em algumas modalidades competitivas, que permitem a repetição de até quatro cartas em um mesmo deck de jogo.

O que quero dizer é que não dá pra organizar todos os cards do mesmo jeito. Existem cards que eu vou querer ter para jogar. Outros apenas para colecionar. Além disso, vou ter minhas coleções preferidas que vou querer ter tudo meeeesmo, além de artistas que considero incríveis e que gostaria de ter uma pastinha só para os cards deles. Por isso, cheguei às seguintes conclusões sobre a organização.

Competitivo: no Arena

O Magic tem a versão online do jogo que, para mim, funciona melhor para jogar com outras pessoas. Nunca gostei muito dos jogos pessoalmente, em lojas ou eventos. Não gosto de barulho, tenho uma certa fobia social, e não manjo tanto assim das cartas para entender exatamente o que cada oponente está fazendo. Por isso, até tinha me afastado do jogo nos últimos anos. A coleção de O Senhor dos Anéis e o Arena me fizeram voltar a ter vontade tanto de jogar quanto de colecionar, e eu me sinto bem sabendo que, para competições, meu negócio é o online. Tenho alguns amigos que jogam presencialmente e, com esses, tudo bem jogar muito de vez em quando. Mas aí o próprio Arena me ajuda a testar as cartas e decks que posso querer ter na versão física também.

Decks de jogar

Então a ideia é ter decks prontos organizados para quando quiser jogar – meus preferidos, nos formatos preferidos. Um bom commander, um legal pro standard, outro pro pre-modern, um pro pioneer, um pro legacy e por aí vai. E aí nesses eu controlo melhor o que vou ter 4 cópias de cartas ou não, ou seja, não preciso ter 4 cópias de um monte de carta sem sentido. Além do que, ter os decks prontos torna tudo mais organizado para quando eu for jogar – basta escolher e levar. Se precisar ou quiser fazer substituições, tudo bem, mas de modo geral fica melhor já deixar montado pronto com os terrenos, shields, reservas etc.

Coleções preferidas

Coleções bonitas, preferidas, como a do Senhor dos Anéis e essa mais recente, a Blumburrow, merecem sinceramente uma pasta para só para elas. São cartas com artes lindas, que vale ver na sequência, “estudar” o lore, apreciar os detalhes com uma lupinha, garimpar versões nas lojas e sites. Se você for colecionar de Magic de verdade, eu acredito que ter uma pasta por coleção seja a melhor maneira de organizar, porque coleção é aquilo – a gente gosta de olhar, curtir, manusear. E, estando em uma caixa, fica mais difícil. As cartas dentro de uma coleção têm uma numeração então fica muito fácil organizar a ordem interna delas e identificar o que está faltando. Se alguma carta estiver sendo usando em algum deck, basta colocar um cardzinho curinga ali informando que ela está no deck X, e tá tudo bem.

Reprints

Essa organização por coleções também ajuda a organizar as reprints, que são versões diferentes de uma mesma cartam seja pela estética mais retrô ou pela arte nova, frases usadas na descrição etc.

As caixas

As caixas organizadoras, que aí cuja quantidade depende do tamanho da sua coleção, são boas para guardar “toso o resto”. Ou seja, aquilo que você não tem o suficiente para ter uma única pasta ainda, cartas com vários reprints e por aí vai.

Repetidas

Eu gosto de separar as cartas repetidas (para trocar ou venda) em inglês e em português. Isso porque, no mundo, as cartas em inglês são mais valorizadas e eu pretendo trazer as minhas para trocar ou vender quando fizer alguma viagem internacional. Já as cartas em português eu posso vender separadamente (especialmente as raras e míticas) ou trocar, que seja por lotes.

Shields

É um trabalho de longo prazo, mas eu decidi que, se vale a pena manter uma carta, vale a pena protegê-la com uma capinha adicional. Por isso, aos poucos estou colocando sleeves em todas as cartas. Uso laranja para as míticas, amarela para as raras, cinza para as incomuns e preta para as comuns. E as cartas que pretendo trocar ficam com a shield mais simples (e barata), transparente, além de estarem na pasta. Eu faço isso porque às vezes a pessoa quer manusear a carta tirando de dentro do envelope da pasta etc, e assim as cartas ficam mais protegidas.

Aí é claaaaaro que vale recomendar que você tenha um budget específico para gastar com isso tudo mensalmente para o trem não sair do controle mas, como eu coleciono, eu acabo comprando sempre as cartas mais baratinhas e, com o tempo, invisto nas mais caras, se não for algo completamente fora da realidade.

PS: não tenho proxies.