Reorganizando o guarda-roupa: nova fase, verão – calçados

Fevereiro para mim grita duas coisas: calor e chuva. Logo, é necessário ter peças que abriguem esse clima da época, que permitam que eu tenha uma rotina confortável e com roupas legais mesmo nessas circunstâncias. Por isso, em época de chuva eu começo organizando os calçados. Para mim, dois são essenciais: uma sandália arrumadinha que possa molhar e uma galocha. Simples assim. O restante são os calçados normais de sempre.

Eis a galocha. Não sei a marca. Digitei “galocha” na busca do Mercado Livre e comprei a que chegava mais rápido.
Minha sandália preferida. É da loja Reversa, que eu amo.

Aproveitei para separar para doar, sem dó, sapatos que não tenham mais a ver comigo, que machucam meu pé ou que simplesmente não usei nos últimos anos.

Olha só que interessante? Basicamente sapatilhas. Taí um tipo de calçado que não tem mais nada a ver comigo.

Eu tenho uma sapateira provisória que arranjei em dezembro para guardar os meus sapatos enquanto estou nessa transição de guarda-roupa e avaliando o que fica e o que vai. Por hora tem até me atendido bem. Fica no corredor entre os quartos (também comprei pelo Mercado Livre e não sei a marca).

A única aquisição feita recentemente foi um tênis inteiro branco para looks casuais ou inteiro pretos. Sempre faz falta. Comprei na Renner e chegou há alguns dias.

Organizando o guarda-roupa: peças básicas e uso versátil – camisa jeans

Eu quis fazer este post como um piloto, porque achei a ideia interessante, mas gostaria de saber se vocês acham interessante, tá bem? Se acharem, eu continuo fazendo. 🙂

Estou fazendo uma revisão do meu guarda-roupa porque mudei meu estilo nos últimos anos – ou o amadureci, não sei especificar -, então avaliar peça a peça faz com que eu repense cada uma delas e justifique seu armazenamento. Precisa valer a pena manter. Para isso, faço algumas perguntas:

  • A peça está detonada, puída, rasgada ou algo que não dá para arrumar? Se não, mantenha.
  • Você usou essa peça no último ano? Se sim, mantenha. (pondere por conta da quarentena)
  • Ela é confortável? Você a usaria todos os dias, se pudesse? Se sim, mantenha.
  • Combina com o seu estilo? Te ajuda na construção do estilo que você quer ter? Se sim, mantenha.
  • Essa peça veste bem em você? Você se sente bem com ela? Se sim, mantenha.
  • Se não veste bem, daria para levar em uma costureira para ajustar?
  • Você consegue combinar essa peça com pelo menos três outras do seu guarda-roupa? Ela compõe looks que te deixam com vontade de usar? Se sim, mantenha.
  • A peça demanda ajustes simples? Uma barra, trocar o zíper, botões ou coisas simples? Se sim, separe para reparos.
  • Você vai conseguir usar essa peça nesta estação? Ela é versátil e adequada ao clima da sua região? Se sim, mantenha.
  • Exceção: se for um item “sentimental”, deixe reservado para avaliar futuramente.

(Esse questionário foi baseado no livro “The Curated Closet” mas personalizado para a minha realidade)

As perguntas são um guia, não regras. Servem para ponderar. Só você pode decidir se vale a pena manter a peça.

Comecei então com a minha camisa jeans. Ah, eu não passo roupas, ok? Não ligo para isso.

A camisa que eu tenho é da Renner e eu comprei em 2017, se não me engano. Ela era um azul médio para escuro e agora já está mais desbotada. Eu gosto dela porque ela tem os botões diferentes, em pérola, além de ser um tecido bem molinho, o que permite que eu use confortavelmente quando não está tão frio e também por baixo de suéteres.

Questionário:

  • A peça está detonada, puída, rasgada ou algo que não dá para arrumar? Não.
  • Você usou essa peça no último ano? Sim.
  • Ela é confortável? Você a usaria todos os dias, se pudesse? Sim.
  • Combina com o seu estilo? Te ajuda na construção do estilo que você quer ter? Sim.
  • Essa peça veste bem em você? Você se sente bem com ela? Sim.
  • Você consegue combinar essa peça com pelo menos três outras do seu guarda-roupa? Ela compõe looks que te deixam com vontade de usar? Sim. (vou mostrar mais abaixo)
  • Você vai conseguir usar essa peça nesta estação? Ela é versátil e adequada ao clima da sua região? Sim.

Eu achei curioso começar essa série de posts por essa peça porque ela realmente é uma peça que descreve bem o meu estilo – meio masculino, meio rocker, meio cowboy, meio francês, meio minimalista, meio clássico, dark academia, tons profundos – um mix, de alguma maneira, de todas as coisas que gosto de usar. É uma peça que me representa bem.

Vou trazer alguns looks com ela para vocês entenderem como eu trago para o dia a dia.

(gente, só vi depois na edição das fotos como o espelho precisava de um paninho. relevem! ao vivo quase não dá pra ver – limpo toda semana mas minha casa pega muito pó por conta da rua agitada)

“Acordei, preciso sair rápido e não estou a fim de pensar em nada, ao mesmo tempo que quero estar confortável”

A calça de sarja preta também é da Renner e o mocassim, da Zara.
Se estiver frio, um suéter preto (esse é de chenille, da Marisa)

“Vou passar o dia tendo aula do Doutorado”

Suéter listrado Renner também

“Minhas amigas me chamaram pra almoçar” (antes da quarentena)

Cinto Marisa, calça Levi’s

“Preciso instalar as prateleiras novas em casa”

Calça Levi’s

“Reunião de equipe” (antes da quarentena, ou pelo Zoom)

Blazer Bazzarella

“Vou ao cinema no domingo” (antes da quarentena)

Colar Renner, calça C&A

“Trabalhar em casa”

Saia de couro fake Renner também

Vale sempre lembrar que dá para mudar completamente o look com casacos, lenços e outros acessórios que não usei no post.

Eu só tenho uma camisa jeans. Talvez futuramente seja o caso de ter uma mais clara. Por hora está ok.

Como esse foi um post teste, piloto mesmo, relevem a qualidade das fotos, pessoal! Prometo corrigir essas falhinhas em posts futuros agora que já sei o que pode acontecer na edição e produção. 🙂

Vocês curtem posts assim? Um guarda-roupa organizado faz diferença no dia a dia, em ter uma rotina tranquila, e “processar uma peça” não é tão diferente de “processar um e-mail”. O espaço de armazenamento e ter peças funcionais, que combinem entre si, dentro do seu estilo, respeitando os limites de espaço, faz sim parte de uma vida organizada.

Armário-Cápsula – 1 mês na França

Ah, o que a quarentena faz com as nossas pobres mentes! XD

Eu gosto de usar a técnica do armário-cápsula para organizar o meu guarda-roupa. A adaptação que faço é criar uma cápsula de peças para um período de tempo em que ela faça sentido para mim – não necessariamente por estação, mas uso as estações como direcionamento.

No início de setembro, eu reorganizei o meu armário para esse período entre estações. Setembro é um mês esquisito em São Paulo, porque temos dias muito quentes, assim como dias frios, e chove muito ou o tempo fica super seco durante uma semana. Então foi um armário de transição mesmo.

No entanto, com a entrada de outubro, o “friozão” se tornou menos frequente e eu percebi que poderia guardar as blusas mais grossas de lã, lavando, mandando cobertor mais grosso para a lavanderia e dando adeus definitivamente para o inverno. Isso me deu vontade de reorganizar o guarda-roupa novamente, e decidi dar a ele o tema de “1 mês em Paris”. rs

Não, é óbvio que eu não vou viajar. Mas eu quis cortar a minha franja de novo e, inspirada pela série na Netflix (“Emily em Paris”), tudo estava me deixando com vontade de pensar em um armário-cápsula de transição para o verão com essa temática. Então lá fui eu no último domingo reorganizar as coisas e manter as peças que fossem coesas nessa temática. É uma maneira de exercitar a criatividade. Eu me divirto.

Escolhi duas cores neutras escuras (preto e marinho) e duas cores neutras claras (branco e bege). Como cores de destaque, escolhi o azul “bic” e o amarelo. Tudo o que não se encaixasse nesses tons eu guardei em outra parte do guarda-roupa, com uma ou duas exceções (por exemplo, uma camiseta listrada marrom que dá para ver na gaveta acima).

Sobre as peças:

  • Calças essencialmente jeans, tirando uma de alfaiataria preta e uma pantacourt bege. Uma minissaia de couro (fake) preta, porque é a única minissaia que tenho. Dois vestidos de malha pretos e um vestido florido longo que adoro. Uma bermuda jeans com laço e uma bermuda de linho bege. Essas foram as partes de baixo.
  • Mantive suéteres pretos, bege, marinho e branco. E um listrado preto e branco.
  • Camisas, apenas duas: uma branca e uma jeans.
  • De casacos: um trench bege, uma jaqueta jeans e um blazer preto.
  • Algumas blusinhas estão penduradas – blusas que não considero camisetas, pois são de algum tecido mais molinho ou são regatas.
  • Na gaveta, estão, da esquerda para a direita: os suéteres, camisetas listradas (em seu esplendor nesse tema de armário!), camisetas lisas, camisetas estampadas e camisetas de manga longa. Acabam sendo o que eu mais uso no dia a dia.

Nas outras duas gavetas do armário, uma é para lingeries e outra para pijamas e roupas de ginástica.

As calças jeans, tenho tipos diferentes: uma pantalona, uma skinny, uma pantacourt e uma reta, mais clara. Também tem uma de sarja branca e outra preta.

Chamei esse armário de “1 mês na França” porque é o que eu levaria se fosse passar um mês lá. Só podemos sonhar no momento, então que a França venha até mim. <3

Eu acredito que esse armário se mantenha por mais ou menos um mês mesmo, antes da chegada do verão e de um calor mais intenso.

Armário-Cápsula – Primavera 2020

Eu gosto de usar a técnica do armário-cápsula para organizar o meu guarda-roupa. A adaptação que faço é criar uma cápsula de peças para um período de tempo em que ela faça sentido para mim – não necessariamente por estação, mas uso as estações como direcionamento.

Por exemplo, em setembro, antes do início da primavera, os dias começam a ter um sol mais quentinho, mas ainda tem bastante chuva, brisa fresca, então não dá para abrir mão de peças mais quentes. É a verdadeira meia-estação, na minha opinião, pelo menos aqui em São Paulo (capital).

Esta versão da cápsula então eu quis criar para usar até quando realmente começar a ficar quente e não fizer mais sentido ter peças grossas como lãs e moletons mais felpudos no armário.

Por setembro ser um mês da renovação para mim (esse até é o tema que trago para o blog e outros canais do Vida Organizada), quis usar cores mais suaves, naturais, claras, pastel. Eu sempre uso verde, azul, na primavera, que acho que são bons cores para essa época. Mas estou em um momento da vida em que só quero usar coisas bem naturais, tipo algodão, linho cru – sabem essa vibe? Então eu separei as peças que eu tinha que eram mais ou menos nessa pegada, guardei aquelas que eu definitivamente não vou usar no momento (inverno e alto verão) e fiquei bastante satisfeita com as peças escolhidas.

Meu armário tem 5 portas, então minha ideia é deixar a cápsula em duas partes, onde ficam também as gavetas. Desse modo, no dia a dia acesso apenas esse compartimento para escolher as minhas roupas. Eu sei que tenho bastante roupa. Agradeço a compreensão. Tive problemas com auto-estima a vida inteira e apenas de dois anos para cá eu consegui me sentir melhor, e usar roupas que eu goste é uma parte importante desse processo.

Cores-base da cápsula: branco, cinza mescla, bege, azul jeans claro, cores pastel

De calças, tenho:

  • uma calça amarela de sarja, skinny
  • uma calça branca de sarja, bootcut
  • uma calça de alfaiataria / pantacourt rosa pastel, de crepe
  • uma calça de sarja azul turquesa, skinny
  • uma calça jeans pantacourt
  • uma calça branca pantacourt, de linho
  • uma calça jeans claro estilo mom

Shorts:

  • shorts jeans mais gasto
  • shorts jeans com laço na amarração, estilo clochard
  • shorts branco de sarja
  • short bege clochard, meio social*

Outros:

  • macacão curto bege*
  • saída de praia (vestidinho branco), pra usar em casa mesmo

Partes de cima:

  • 3 regatas: uma branca de algodão, uma branca de malha com poás e uma cinza de malha
  • camisetas básicas em tons de cinza, branco, off-white e uma turquesa
  • camisa de manga curta amarelo pastel
  • 3 blusinhas mais arrumadinhas para “trabalho”: uma rosa, uma branca e uma amarelo pastel
  • uma camiseta de malha cinza bem folgada
  • jaqueta jeans claro
  • 2 blusas de moletom: cinza e branco
  • 2 blusões grossos de lã: bege e cinza
  • suéteres finos de lã, que uso muitas vezes como camisetas: cinza, bege, off-white
  • uma camisa branca de linho

Roupas de base, tipo camisetinhas de algodão, para usar por baixo das roupas, ou lingerie, roupa de academia, pijamas, não entram no armário-cápsula acima. Estão nas gavetas. Na primeira gaveta eu coloco calcinhas, sutiãs, meias e acessórios (toucas, máscaras, lenços). Na segunda, camisetas e roupas de praticar exercícios. Na terceira, pijamas.

Apesar de não contar sapatos, existem alguns que acredito que combinem com a vibe dessa cápsula:

  • mocassim preto e branco
  • sandália bege de tiras, rasteira
  • sandália amarela de tiras, rasteira
  • melissa rasteira, bege
  • tênis branco
  • mule camelo
  • sapatilha dourada estilo mary jane
  • sandália nude com salto meia pata (vai que preciso usar algo assim)

O que está com um asterisco foram as duas únicas peças novas, que comprei pela Internet em um saldo de verão no mês de maio ou julho. O resto eu já tinha.

A foto acima mostra bem a minha vibe dessa cápsula. Leve. É isso.

Não tenho a necessidade de comprar nada nesse momento porque acredito que o que eu tenha me abasteça muito bem, obrigada. Mas tem duas coisinhas que, se eu encontrar num modelo e preço legais, talvez acabe comprando. Sinto falta de um vestido curto, de malha, em um tom clarinho assim – branco, bege, cinza mescla. Se por acaso achar algo legal, talvez eu compre. Eu também sinto falta de uma sandália estilo birkenstock para ficar em casa. Sem isso, ou uso sapato mesmo ou fico de pantufa, e gosto de usar algo que não pareça ser ou pijama ou roupa de sair.

Trabalhando em casa em um dia comum

É bem provável que ali, por volta de outubro, ou começo de novembro, eu já reorganize essas peças, fazendo uma nova cápsula. Me ajuda muito pensar assim: se eu fosse viajar um mês e ficar fora de casa, quais roupas eu levaria? Não se trata de restrição em termos de quantidades, mas de coesão entre as peças escolhidas.

Roupas para trabalhar em casa

Fazer quarentena abriu todo um novo espectro de dicas de organização que busco compartilhar com a única finalidade de ajudar quem esteja passando por situação semelhante.

Sempre fui adepta da coisa de usar as roupas que gosta tanto em casa quanto fora, sem essa de “roupa para ficar em casa”. E que as roupas devem ser confortáveis e adequadas para a vida como um todo, e não “posar” para situações desconfortáveis de modo geral.

Na quarentena, meu armário-cápsula está voltado para o trabalho em casa, com roupas de frio e confortáveis. Sou uma pessoa muito friorenta, nossa casa tem piso frio, então eu simplesmente preciso me sentir confortável senão não consigo fazer nada direito.

Eis algumas peças de roupas que têm feito toda a diferença para trabalhar em casa, assim como dicas adicionais que posso compartilhar com base única e exclusivamente em minha experiência pessoal, e não em regras de estilo etc etc. 😉

  1. Calças de moletom bonitinhas. Antes mesmo da quarentena, estava inspirada pelo estilo de se vestir da Consuelo Blocker, e ela usa muito essas calças mais confortáveis com tênis. Por isso, antes de nos isolarmos socialmente eu tinha comprado umas duas ou três calças de moletom já com essa finalidade, o que se mostrou acertado na quarentena.
  2. Roupa de ginástica todos os dias de manhã. Antes da quarentena eu praticava yoga de manhã no instituto de yoga perto da minha casa. Acordava, colocava minha roupa e ia para lá. Voltava, tomava banho, trocava de roupa e seguia o dia. Hoje, com a quarentena, não tenho saído (obviamente), mas mantenho a rotina. Separo antes de dormir a roupa de ginástica para colocar quando acordar, e por isso não preciso pensar muito quando acordo. Levanto, visto a roupa e ela já me avisa que eu preciso me exercitar em algum momento. Faço minha prática de yoga, tomo meu café-da-manhã, dou até uma trabalhadinha antes de tudo se precisar (tem dias mais cheios que outros), mas aí depois tomo banho e visto a “roupa do dia” mesmo. De qualquer maneira, ter esse gatilho da roupa de academia logo cedo me ajuda a não ter que ficar pensando “como vai ficar o tempo? será que vai esfriar ou fazer calor?” e também me motiva a fazer atividade física diariamente, mesmo em casa.
  3. Depois que tomo banho, então, coloco uma roupa confortável, porém bonitinha, para trabalhar e passar o dia. A ideia é ficar com essa roupa até de noite, quando faço uma espécie de “ritual de transição” para descansar e ficar com a minha família – jogar um jogo, assistir um filme, ou simplesmente descansar – geralmente tudo isso já com pijama. O que tem sido essa roupa confortável? Depende do dia. Tem dia que tenho vontade de usar saia lápis e scarpin, mesmo em casa (juro). Porque isso faz diferença na minha auto-estima. Assim como tem dias que quero ficar de calça de moletom, camiseta e tênis. Realmente varia e eu sigo o meu humor, mas o que ajuda é ter as roupas certas já organizadas na parte mais acessível do meu guarda-roupa – o que chamo de armário-cápsula. Guardei todas as peças (mesmo de frio) que não fossem adequadas para trabalhar em casa, como casacos e jaquetas. Blusas de lã, suéteres bonitos, camisetas de malha, de manga comprida, têm sido meus itens preferidos esses dias.
  4. Acessórios ajudam. Lenços, cachecóis, brincos, colares. E são uma maneira rápida de mudar um pouco a cara da parte de cima da roupa, que geralmente é o que aparece quando fazemos reuniões, quando gravo vídeos ou atividades do tipo.
  5. Sutiãs sem metal e bojo. Me desculpem os meninos por essa intervenção que não se aplica a vocês, mas faz toda a diferença para uma mulher usar um sutiã confortável em casa! Não sei se vou mudar isso mesmo quando voltar a circular pela rua. É um caminho sem volta.

Não tem por que a gente usar roupas desconfortáveis, que machucam, mesmo quando a gente sai de casa. Ter que ficar o dia todo da maneira mais confortável possível me fez repensar muita coisa. Me lembrei de todas as vezes que peguei metrô, transporte público, com sapato ou roupa desconfortável apenas para estar apresentável em um lugar ou situação que eu poderia ter me vestido de outra maneira, tão apresentável quanto porém confortável. Ou talvez seja apenas a minha idade e o fato de que, à medida que a gente envelhece, vai deixando de se importar com coisas que apenas a insegurança da juventude nos traz.

Trabalhando em casa em um dia comum

Só um último comentário que me surgiu e que me imagino que possa acontecer, pois já aconteceu outras vezes, é algum comentário me pedindo para mostrar fotos dos meus supostos looks. Não sei exatamente como é na sua casa, mas aqui em casa, eu não costumo ficar tirando selfie e posando para o celular. Aliás, prefiro infinitamente ficar longe do celular na maior parte do tempo, usando-o apenas quando estritamente necessário para o trabalho ou para me comunicar com a família e amigos em tempos de quarentena. Não fico tirando fotos minhas, acho isso de uma egolatria absurda, e até busco me afastar da prática. Sei que, por trabalhar com internet, eu “deveria” tirar mais fotos. Mas também já faz tempo que abri mão de crenças sobre o que eu “deveria” fazer e busco focar em quem eu sou genuinamente, o que aliás é o que todo mundo deveria fazer, especialmente em um blog. Quando estou em casa, quero aproveitar o tempo para descansar, ficar bem, fazer coisas boas para a minha cabeça, aproveitar atividades com a minha família. Dificilmente vou parar algo assim no meio e tirar uma foto apenas para ilustrar ou provar algum ponto nas redes sociais. Logo, quando tenho fotos, foi porque elas foram feitas por outra pessoa ou de maneira espontânea, e aí eu sempre compartilho, mas não tiro fotos apenas para ilustrar ou entreter outras pessoas. Meu Insta está recheado de fotos do meu dia a dia, assim como os stories, até com uma categoria “looks” em destaque. Sempre que rola alguma fotinho, compartilho por lá, compartilho aqui, realmente tanto faz. Mas quando não tem foto no post, foi porque não quis deixar de compartilhar alguma dica ou informação apenas porque não tinha imagem minha para ilustrar, tá bem? Espero que entendam.

Reorganizando o guarda-roupa para a meia estação (já é outono?)

As mudanças climáticas em nosso planeta definitivamente estão fora do controle e cada vez mais vamos senti-las em nosso cotidiano. Vejam vocês: São Paulo, em pleno Carnaval, chuva e frio. Tudo bem que sempre chove nessa época (“são as águas de março fechando o verão”), mas faz calor, essencialmente. Eu fiquei bem friorenta depois que emagreci e estava passando frio *real* nas últimas semanas, quando decidi parar um dia e reorganizar todo o meu guarda-roupa. Vou explicar neste post como eu fiz.

Eu organizo meu guarda-roupa por estações. Mais precisamente, usando o método do armário-cápsula. Isso significa que durante um determinado período de tempo eu vou usar apenas aquelas peças que escolhi e que fazem sentido para o período em questão. Esse período tradicionalmente é por estação, mas pode ser por tempo (1 mês, 1 semana), para uma viagem, ou qualquer outro critério que você queira. Não se trata da estação em si, nem de uma quantidade menor de peças, mas de escolher peças coerentes com o que você vai viver naquele período que estabeleceu.

Minha situação então era a seguinte: não era outono ainda, também não estava um frio exagerado, mas eu não planejava mais ir para a praia ou piscina, e estava passando frio diariamente. Logo, o que eu fiz foi colocar TODAS as minhas roupas em cima da cama e fazer uma seleção do que poderia guardar e do que gostaria de usar nessa “cápsula”.

Eu guardei o que ainda era muito de inverno e que não vou usar agora, como calças de lã e casacos mais pesados. Também guardei o que era muito de verão, como maiôs, biquínis e acessórios de praia. Esses eu guardo em um compartimento que fica na parte de cima do meu guarda-roupa, que só consigo acessar com uma escadinha.

A ideia era deixar na parte mais fácil de acessar do guarda-roupa as peças da “cápsula” atual.

Para isso, quis me impôr um desafio criativo: não usar preto. Eu amo preto, uso muito e, de certa maneira, é meu uniforme. Mas eu quero explorar outras cores. Veja: eu já tive um período radicalmente minimalista na minha vida, onde tinha apenas duas calças jeans e sete camisetas pretas. Era o meu guarda-roupa. Eu já vivi isso. Hoje, depois de ter passado por vários desafios de saúde e ter emagrecido, estou em uma fase de me curtir, me cuidar e querer ficar bonita para me sentir bem. Estou feliz assim. A vida é feita de fases. Logo, esse desafio me pareceu uma oportunidade criativa interessante,

Escolhi as cores de outono mesmo – que eu costumo associar ao outono. Marrom, camelo, bege, verde e vinho. O azul entrou como cor do jeans – calça e jaqueta, basicamente, para facilitar as combinações no dia a dia, pois não tenho tantas peças (especialmente partes de baixo nos tons terrosos) e não quero sair comprando roupas assim.

Logo, tudo o que não era dessas cores eu guardei – olha que bonitinho. Mas eu guardei em caixas que ficam em um local mais acessível. Logo, se eu tiver vontade de usar outras peças de outras cores, inclusive preto, tá fácil de pegar. Porém, eu deixo “expostas” apenas as peças das cores que quero, pois acredito que isso me estimule a usar tais combinações.

De fato, eu sei que é um pouco abstrato tentar explicar sem efetivamente mostrar, por isso eu gravei um vídeo mostrando as peças e a arrumação no armário. Espero que gostem. <3

Aproveite para se inscrever no meu canal do YouTube caso ainda não tenha se inscrito. 😉

E me acompanhe no Insta, onde vou postar nos stories os looks diários com as peças desse armário.

Vamos ver se vai dar certo usar essas peças de meia estação e não usar preto (pelo menos não diariamente). 🙂

Ainda precisamos passar roupas?

Resposta: não. Mas você pode ler o desenvolvimento da ideia no post abaixo. 😉

Vamos partir do princípio que todo mundo adora uma roupa limpa, cheirosa e passada. Ela remete a um visual elegante e bem cuidado.

Vamos partir de outro princípio também que é o de cada vez menos as pessoas têm tempo para tarefas domésticas de todos os tipos.

Olha só: eu entendo que existem profissões que demandem você estar todo arrumadinho. Advogados, por exemplo. Mas isso só acontece porque infelizmente vivemos em um mundo de aparências, e eu sinceramente acho que isso tende a mudar em algum momento. #desabafo

O trabalho mais invisível da história da humanidade é o trabalho das donas de casa para que os maridos possam ir trabalhar com a roupa passada e despreocupados com relação à casa e à criação dos filhos. Se não for a dona de casa, é a mulher que trabalha como diarista ou empregada doméstica. Queremos continuar perpetuando essa precarização do trabalho feminino?

Esses dias eu estava navegando pelo site de uma revista americana que gosto muito e me deparei com um artigo recente sobre como passar uma camisa. Fiquei me perguntando se ainda somos esse tipo de pessoa?

Por trás de toda camisa bem passada, existe alguém sobrecarregado, pois passar roupa é apenas uma das atividades que a pessoa deve fazer em casa. Por décadas foram as mulheres. Hoje em dia os rapazes estão passando mais as suas roupas, o que é excelente (aqui em casa, meu marido que passa).

Já eu ADORO sair com roupa sem passar de casa, especialmente pelo meu trabalho. Acho que você deixar de dedicar um tempo relevante da sua semana para essa atividade, de modo que possa focar em outras coisas, é libertador, e quero passar esse senso para as outras pessoas.

Eu realmente me pergunto quem se incomoda com a roupa alheia que está amassada?

Há anos eu prego a libertação feminina da pressão de fazer qualquer coisa em casa por obrigação. É importante fazermos o que faz sentido. Se você gosta de passar roupa, está tudo bem – continue passando. Se não gosta, mas ainda não consegue desapegar do visual, leve em uma lavanderia. É o que eu faço com algumas calças e camisas de alfaiataria, quando preciso.

Cada vez menos eu tenho comprado roupas de tecidos que demandem essa “passada”. Meu foco está na beleza e no conforto sim nas roupas, mas também na praticidade. Se a roupa for trabalhosa para cuidar, não sei se ela compensa para mim.

Eu amo alguns tecidos naturais que amassam muito, como linho e viscose. Por outro lado, acho que o visual amassado tem seu charme. Denota que existem outras coisas mais importantes pra gente cuidar. E eu estando com a consciência tranquila quanto a isso, não há por que outra pessoa se incomodar.

Eu proponho aqui um fim da pressão para passar roupas ou fazer qualquer outra atividade doméstica que talvez não tenha sentido para você! E, se fizer, obviamente você deve manter. Essa é a ideia.

O que você acha dessa reflexão?

Facilitando a rotina de lavanderia para quem não tem máquina de secar (e ainda economizando água)

Esses dias eu respondi o e-mail de uma leitora que me fez diversas perguntas sobre a rotina de lavanderia. Eu já comentei aqui no blog sobre como é a nossa rotina, mas ela mudou um pouco com o passar do tempo (especialmente agora em Sâo Paulo, com a falta de água). Eu escrevi tantas coisas no e-mail que achei que valeria a pena trazer o assunto para o blog.

Em primeiro lugar, ela me perguntou como gerenciar a rotina de lavanderia no caso dela, que trabalha e estuda a semana inteira. Bem, eu já passei por isso. O que eu fazia era lavar minhas roupas aos sábados. Ao longo da semana, lavava somente peças íntimas à mão, pois prefiro. Se você economizar nas roupas e lavar semanalmente, dá para lavar somente uma carga.

Depois ela me perguntou como separar as roupas. Quando a gente tem que lavar tudo de uma vez, não tem como fazer muita distinção. Hoje a gente separa em roupas brancas (incluindo as roupas de cama), preta (incluindo as escuras, como jeans, cinza, marinho) e coloridas (incluindo toalhas). Uma vez por semana cada uma dessas cargas é suficiente. Muitas vezes, as coloridas se acumulam e lavo a cada duas semanas, porque são poucas peças e prefiro esperar encher a máquina. No caso de lavar somente uma vez por semana, vale a pena esta semana lavar as brancas, semana que vem lavar as escuras e, na outra, as coloridas. “Ah, mas é muito tempo sem lavar”. Nesse caso super específico de só lavar roupas uma vez por semana, vale a pena um investimento em mais peças para não ficar na mão enquanto uma está para lavar.

E vale a pena avaliar se a roupa está realmente suja para lavar. O que eu realmente lavo depois de usar são camisetas, uniforme do filhote, meias e peças íntimas. O restante, dá para usar mais de uma vez e ir gerenciando peça a peça. Tudo para economizar água.

Ela também me perguntou sobre a rotina de passar roupa e o que eu disse é que a coisa mais improvável é você me ver em casa passando roupa. Acho uma perda de tempo enorme, então o que eu fiz foi passar a comprar roupas que não amassem. É claro que tenho calças e camisas que precisam ser passadas, mas procuro não usar tanto. Se eu tiver uma semana com muitos compromissos profissionais, onde vou usar camisas, passo todas de uma vez. No geral, a cada duas semanas (ou quatro!) eu passo as minhas roupas específicas. Não perco tempo com isso. Sei que lençóis ficam maravilhosos quando a gente passa, mas realmente não tenho como dispender meu tempo no dia a dia para fazer isso.

Apenas algumas considerações sobre a rotina de lavanderia e como ir otimizando o processo.

Cuidando das roupas para comprar menos e fazer com que elas durem para sempre

Existem três maneiras de preservar suas roupas: 1) comprar artigos de qualidade, 2) manter o peso e 3) cuidar delas corretamente. As duas primeiras eu deixo com você, mas a terceira tem várias dicas:

  • Não guarde a roupa logo depois de tirá-la – Muitas vezes usamos uma roupa, ela continua limpa e guardamos no armário (especialmente casacos, blusas de frio etc). Em vez de fazer isso, deixe a peça pendurada em um cabide perto da janela de um dia para o outro, para que ela fique arejada.
  • Deixe as roupas respirarem – Mesmo dentro do armário, as roupas precisam de espaço. Nada de deixar roupas entulhadas ou penduradas apertadas. Isso as deixa amassadas e com odores, porque uma fica encostando na outra. Sempre que tiver um tempo, tire as roupas que estão há muito tempo guardadas e deixe-as tomarem um pouco de ar e sol, especialmente as roupas feitas de lã.
  • Acabe com a umidade – Você pode colocar um copo com giz ou cal no fundo do guarda-roupa para evitar que a umidade prejudique as suas roupas, causando mofo e cheiro ruim. Existem produtos específicos para isso no mercado também. Outra alternativa é pendurar uma meia com serragem de cedro, que evita o mofo. Cânfora e sílica também funcionam bem.
  • Limpe as manchas assim que sujar – Nunca deixe uma mancha secar, senão você corre o risco de não conseguir tirá-la – ou tirar e danificar o tecido.
  • Tire o pó das roupas que ficam guardadas há muito tempo – Não sei se você já percebeu, mas as roupas também pegam poeira dentro do guarda-roupa, especialmente casacos de lã. Sempre que puder, passe uma escovinha para tirar o pó.
  • Não use cabides de arame – Eles mancham e deformam as roupas. Os de plástico ou de madeira são as opções mais versáteis.
  • Previna acidentes – Sempre que comprar alguma roupa, verifique a qualidade das costuras e dê reforçadas, se for o caso. Isso pode ser particularmente importante para botões, que algumas vezes vêm frouxos e podem cair no meio da rua.
  • Conserte rápido – Da mesma forma, se algum botão cair ou um pequeno rasgo aparecer, conserte antes que vire um problemão.
  • Não coloque roupas com o corpo molhado – Isso inclui desodorantes roll-on que demoram uma eternidade para secar, perfumes e hidratantes no corpo. Também não passe perfume na roupa. O que acontece é que os produtos possuem substâncias químicas que podem prejudicar o tecido.
  • Nunca guarde roupas sujas – Especialmente naquelas trocas de estação, quando guardamos as roupas de lã, por exemplo, em um lugar separado. Lave todas as roupas antes de guardar.
Cuidados com peças específicas:
  • Roupas de couro – O cuidado começa na lavagem: use um pano limpo com água e uma gota de detergente neutro. Deixe secar durante quatro a cinco dias. Se você usa muito a peça, compensa lavar em uma lavanderia. Nunca dobre, pois deforma a roupa. E, de vez em quando, passe um pano limpo com três gotas de óleo de amêndoas para evitar que ela resseque. Uma roupa de couro nunca deve ser guardada exposta à luz do sol, pois pode desbotar.
  • Roupas de algodão – O algodão é um tecido natural e, por isso, mais propenso a ações de microorganismos. Portanto, nunca guarde uma peça molhada (lembre-se do perfume), suja ou com odores. Deixe a peça sempre arejada, distante da outra. As roupas de algodão também têm a tendência a encolherem depois da primeira lavagem. Sabendo disso, compre em um tamanho maior. Amaciantes com ação bactericida também ajudam na não-proliferação de bactérias.
  • Roupas de poliéster e de couro sintético – Poliéster é puro plástico e está na maioria das roupas baratas que vemos por aí, além dos forros dos casacos, bolsas etc. a principal dica é com relação à hora de passar as roupas: cuidado para não deformá-las com o calor do ferro.
  • Roupas de lã – Procure não usar uma roupa de lã diretamente sobre a pele, pois os ácaros farão a festa. Lave as peças sempre à mão e guarde em saquinhos de TNT (pendurar deforma as peças). Roupas de lã mais encorpadas (como ternos) devem ser lavadas na lavanderia, por profissionais.
  • Cobertores – Sempre lave antes de guardar. A melhor maneira de guardar é em sacos plásticos fechados a vácuo. Se não tiver essa opção, sacos de TNT substituem bem e ainda têm a vantagem de serem mais arejados.
E eu tenho certeza que você já tem alguma dica que não está neste post! Compartilhe!

Como organizar: Roupa de cama

 

Tenha uma roupa de cama “em uso” e uma roupa de cama guardada. Geralmente, roupa de cama de verão e roupa de cama de inverno. Exemplos:

Roupa de cama de inverno:

  • 1 edredon
  • 1 cobertor grosso
  • 1 ou 2 mantas
  • 1 colcha / cobre-leito
  • 2 lençóis com elástico
  • 2 lençóis sem elástico
  • 2 fronhas para cada travesseiro da cama

Roupa de cama de verão:

  • 1 edredon leve
  • 1 colcha / cobre-leito
  • 2 lençóis com elástico
  • 2 lençóis sem elástico
  • 2 fronhas para cada travesseiro da cama

A ideia é você ter um jogo em uso e outro lavando (no caso dos lençóis e fronhas). É claro que você pode ter mais do que isso, mas não é necessário. Se você é minimalista, essas quantidades bastam.

Uma colcha ou cobre-leito é importante para que você não suje a roupa de cama quando se sentar sobre ela. Especialmente no caso dos edredons e cobertores, que não são lavados sempre.

Frequência de lavanderia:

  • edredons: a cada 6 meses
  • cobertores: a cada 6 meses
  • mantas: a cada 6 meses
  • lençóis: semanalmente
  • fronhas: semanalmente
  • colchas: quinzenalmente

Lençóis, fronhas e colchas, lave em casa, a não ser que sua máquina não suporte o tamanho da colcha (existem colchas leves e colchas mais grossas, que podem necessitar de lavagem profissional). Cobertores e edredons, por favor, leve na lavanderia.

Enquanto estiver usando a roupa de cama da estação, deixe-a em um lugar acessível do guarda-roupa. Você não precisará de tanto espaço, se estiver usando somente 2 jogos. A roupa da outra estação deve ser guardada em outro lugar, geralmente a parte de cima do armário. O ideal é guardar naqueles sacos à vácuo, pois evitam a proliferação de bactérias e mofo. Mas você pode guardar em sacos próprios para isso, ou mesmo caixas de plástico.

Regra geral: só guarde as roupas limpas.

Cores

Mantenha as cores de acordo com a decoração do seu quarto. Nada de pintar a parede de vermelho e usar roupa de cama verde bandeira e marrom, a não ser que você saiba o que está fazendo. Procure manter a harmonia das cores para que o resultado geral sempre pareça satisfatório e agradável de olhar no dia-a-dia. Acredite, faz diferença no seu humor!

Outra dica é ter a roupa de cama de inverno com tons mais acolhedores, quentes, escuros, e a roupa de cama de verão em tons mais refrescantes, claras, tranquilas.

Arrumação

O mínimo é arrumar a cama todos os dias quando acordar. Faça um desafio a si mesmo arrumando tudo em menos de 1 minuto. Dá um ar de organização e limpeza instantâneo.