Aprendizado de idiomas em 2025: como estou organizando meus estudos

Aprender idiomas sempre foi algo presente na minha rotina, mas nos últimos meses tenho buscado uma abordagem mais estruturada para equilibrar objetivos, tempo disponível e diferentes níveis de aprendizado. Como estudo várias línguas ao mesmo tempo, precisei estabelecer um planejamento claro para não me perder em tantas possibilidades.

Hoje, minha rotina envolve desde o uso diário do Duolingo para reforço contínuo até um curso formal de alemão A2 e sessões de conversação em inglês para aprimorar habilidades profissionais. Cada idioma tem um propósito específico, e definir metas anuais tem me ajudado a manter a motivação e mensurar o progresso.

Além disso, me inscrevi em um curso de atualização da nova ortografia da gramática brasileira, pois vinha adiando essa atualização há tempos e precisava finalmente colocar isso em prática.

Nesta publicação, compartilho como está funcionando minha organização e o que tem sido mais eficaz nesse processo.

A base diária: Duolingo e revisões

Todos os dias, dedico tempo ao Duolingo para praticar alemão, inglês, francês, italiano, mandarim e dinamarquês. Isso é o ideal. O MVD (Mínimo Viável Diário) é cumprir a ofensiva do dia para o alemão.

A plataforma funciona como um reforço constante, permitindo contato diário com os idiomas de forma leve. Quando identifico algum tema mais chato e difícil de aprender (todos? haha) eu pego aquilo como foco da semana para estudar em outros materiais, como os livros que tenho ou o GPT personalizado que criei para estudar com meu namorado.

Além disso, estruturo revisões periódicas para consolidar conteúdos essenciais. Para o alemão, por exemplo, estou revisando A1 e A2 até o início do curso de conversação em março. Eu prefiro sempre estudar idiomas com foco em aprendizado pela manhã, mas revisões na parte da noite. Então depende de como está o andamento do meu dia.

Semanalmente: aulas de conversação

Para manter a fluência e aprimorar minha comunicação no ambiente de trabalho, me inscrevi novamente no Cambly para fazer uma aula de 60 minutos por semana com foco em conversação. O objetivo é praticar vocabulário técnico, melhorar a clareza ao falar e ganhar mais confiança em interações formais.

A escolha pelo Cambly se deu pela flexibilidade e pela possibilidade de conversar com professores nativos, especialmente com sotaque britânico porque pretendo trabalhar na Europa e hoje já presto serviços para empresas de lá. Essa prática semanal tem sido crucial para ajustar pontos específicos da pronúncia e ampliar a naturalidade na comunicação.

Vamos para um novo curso de alemão… desta vez arriscando na conversação

Em março, começarei um curso de alemão A2, com aulas semanais ao longo de 15 semanas que têm foco em conversação. Para aproveitar melhor o conteúdo, estou revisando ativamente tudo o que já aprendi no nível A1, reforçando gramática e vocabulário essencial.

A ideia é chegar ao curso com uma base sólida, permitindo que o foco esteja na evolução, e não na revisão do básico. Esse planejamento prévio tem me ajudado a internalizar melhor os conceitos e aumentar a eficiência do aprendizado.

Em teoria, não estou no A2, mas quis fazer o teste e me desafiar. Meu namorado se questiona por que quero me maltratar desse jeito, haha

Planejamento anual: projetos para cada idioma

Cada idioma tem um propósito e um nível de aprendizado específico. O inglês é voltado para a comunicação profissional, o alemão tem uma abordagem acadêmica e o francês, italiano, mandarim e dinamarquês são explorados por interesse pessoal, mais hobbies mesmo.

Estabelecer projetos claros para cada língua evita dispersão e me ajuda a manter o foco em objetivos tangíveis. Ter clareza sobre o motivo de estudar cada idioma também me ajuda a priorizar quais receberão mais atenção ao longo do ano.

Acompanhar o progresso e ajustar a abordagem quando necessário faz parte do processo. Não sinto necessidade de usar aplicativos de rastreamento de hábitos. Costumo registrar desafios e avanços em um diário de estudo.

7 estratégias que estão funcionando no meu aprendizado de idiomas

  1. Praticar diariamente, mesmo que por poucos minutos – O contato contínuo com a língua, ainda que breve, é mais eficaz do que sessões esporádicas longas.
  2. Utilizar diferentes métodos de aprendizado – Combinar plataformas digitais, conversação e estudo formal ajuda a reforçar o conhecimento de forma ampla.
  3. Definir objetivos específicos para cada idioma – Ter clareza sobre o propósito do estudo evita dispersão e direciona melhor os esforços.
  4. Revisar conteúdos regularmente – Retomar o que já foi aprendido previne esquecimentos e fortalece a base para novos aprendizados.
  5. Praticar a conversação sempre que possível – Falar o idioma em situações reais acelera o processo de internalização do vocabulário e da estrutura gramatical.
  6. Registrar o progresso e ajustar a rotina – Monitorar avanços ajuda a manter a motivação e a corrigir estratégias que não estão funcionando.
  7. Equilibrar o estudo com outras atividades – Garantir pausas e um ritmo sustentável evita a sobrecarga e torna o aprendizado mais prazeroso.

Aprender vários idiomas ao mesmo tempo exige planejamento e flexibilidade. O que tem funcionado para mim é combinar práticas diárias leves, estudo estruturado e objetivos claros para cada idioma.

Com essa abordagem, consigo manter a constância e aproveitar melhor as oportunidades de aprendizado ao longo do ano. Para quem também está estudando idiomas, encontrar uma rotina que se adapte às suas necessidades é essencial para garantir progresso sem sobrecarga.

Referências:

Trabalhar como autônoma me mostrou que estava empacada na minha carreira – foi quando decidi fazer um mestrado

A decisão de se tornar autônomo muitas vezes surge como um caminho para mais liberdade e autonomia. No meu caso, foi exatamente isso que aconteceu. Deixei o trabalho formal para ter mais controle sobre meu tempo, escolher projetos alinhados aos meus valores e buscar um ritmo mais sustentável. Mas, depois de um tempo, percebi que algo ainda não fazia sentido. Por mais que estivesse trabalhando, me sentia estagnada.

Essa sensação de estar empacada profissionalmente não era sobre ganhar mais clientes ou aumentar a renda. O problema era que minha trajetória parecia ter parado no mesmo lugar, sem perspectivas de crescimento real.

Foi nesse contexto que percebi que precisava de algo novo. O mestrado apareceu não como uma solução mágica, mas como um caminho para expandir horizontes, refinar conhecimentos e conectar minha experiência prática com um aprofundamento teórico.

Ninguém disse que seria fácil,
no entanto.

Ser autônoma trouxe uma liberdade que eu valorizava muito, mas percebi que flexibilidade não significa crescimento automático. Estudos da London School of Economics mostram que carreiras com maior autonomia podem levar a ciclos de estagnação quando não há objetivos estruturados de desenvolvimento.

A vontade de fazer mestrado apareceu como um contraponto a isso. Ele me permitiu estruturar um caminho de evolução profissional sem comprometer a flexibilidade conquistada. Descobri que, para sair do ciclo de repetição, era preciso buscar desafios que realmente agregassem valor ao meu trabalho. Eu sempre amei estudar e me aprofundar. Queria o mestrado. Segundo a Stanford University, a aprendizagem contínua está diretamente ligada à capacidade de inovação e adaptação a novos contextos.

O mestrado me proporcionou essa possibilidade: não apenas acumular conhecimento, mas aplicar novas perspectivas ao que já fazia. Ele trouxe um olhar crítico para minha prática profissional e me permitiu explorar abordagens que antes não estavam no meu radar.

Trabalhar sozinha tem suas vantagens, mas também limita a interação com outros profissionais que possam desafiar suas ideias. Estudos da MIT Sloan Management Review indicam que o contato com grupos de pesquisa e redes acadêmicas pode acelerar o crescimento profissional ao expor indivíduos a novas abordagens e perspectivas.

No mestrado, encontrei um ambiente onde discussões aprofundadas eram incentivadas. Trocar experiências com professores e colegas que vinham de diferentes áreas ajudou a expandir minha visão e a questionar suposições que antes pareciam inquestionáveis.

O mestrado me deu um senso de estrutura que eu sentia falta sendo autônoma. Com prazos, leituras obrigatórias e discussões recorrentes, ele criou um ritmo de aprendizado que complementava minha rotina sem a necessidade de autodisciplina extrema para manter o foco.

Outro ponto importante foi a mudança na forma como enxergava meu próprio trabalho. A pesquisa da Harvard Business Review aponta que aprofundar o conhecimento técnico aumenta a confiança do profissional e sua percepção de valor no mercado.

Ao ingressar no mestrado, percebi que não estava apenas adquirindo um título, mas ressignificando minha atuação. Passei a me posicionar de forma mais segura e a oferecer soluções com um embasamento teórico mais sólido, algo que foi fundamental para minha evolução como autônoma.

Algumas estratégias que podem te ajudar caso você esteja passando por um momento de estagnação:

  1. Avaliar o que falta na sua trajetória – Identifique se a sensação de estagnação vem da falta de desafios, aprendizado ou de conexão com outras pessoas da área.
  2. Buscar aprendizado estruturado – Cursar um mestrado ou uma especialização pode ser um diferencial para romper ciclos de repetição profissional.
  3. Criar metas de longo prazo – Definir objetivos de crescimento ajuda a evitar a sensação de que se está apenas “mantendo” a carreira sem avançar.
  4. Participar de grupos e eventos acadêmicos – Mesmo sem cursar um mestrado, estar em ambientes de discussão pode trazer novas perspectivas.
  5. Experimentar novas abordagens profissionais – Incorporar novas metodologias e testar estratégias diferentes pode trazer insights valiosos.
  6. Valorizar o aprendizado contínuo – Leituras, cursos e debates ajudam a manter a mente ativa e aberta para novas possibilidades.
  7. Reavaliar constantemente sua trajetória – Periodicamente, é útil questionar se o caminho atual ainda faz sentido ou se novas direções são necessárias.

O mestrado não foi um ponto final na minha trajetória (estou no Doutorado), mas um recomeço dentro dela. Ao decidir investir nesse caminho, percebi que não estava apenas adquirindo conhecimento, mas criando novas oportunidades para minha carreira como autônoma.

Para quem sente que está estagnado, a solução pode estar em um novo desafio que amplie as perspectivas. Seja um curso, um projeto diferente ou uma troca mais intensa com outros profissionais, o importante é sair da inércia e buscar o crescimento de forma ativa.

Referências:

Status das minhas graduações durante o Doutorado

A pandemia foi uma época em que estudei muito pois fiquei em casa sem sair durante quase dois anos inteiros. Pude fazer isso por trabalhar em casa. Isso me permitiu abrigar estudos que uma vida com compromissos fora não permitia. Entrei no Doutorado e em duas graduações online – uma de Ciências Sociais (literatura) e outra de História (bacharelado). A licenciatura porque achava importante ter uma, do ponto de vista profissional mesmo, abrindo possibilidades. Em Ciências Sociais porque sinto falta da minha formação de base depois que entrei no Doutorado nesse campo. E História porque sempre foi a minha paixão.

Já em 2023, com o início do intercâmbio com o doutorado, eu vi que me sobrecarregaria demais se mantivesse as graduações. Portanto, em determinado momento do ano eu tranquei e aproveitei esse período para repensar a vida. Hoje eu já tenho um pouco mais de clareza e pude retomar uma Licenciatura, mas optei por fazê-la em História, e não Ciências Sociais, e vou explicar por quê.

Como todo ser humano, eu acumulo algumas frustrações. Uma delas foi não ter feito História na USP quando eu passei na época do vestibular. Optei por fazer Jornalismo na Cásper Líbero, que parecia um curso em que eu leria, escreveria e estudaria História mas teria uma aplicação prática e com mais chances de “mercado”. Na teoria parecia lindo mas, na prática, hoje eu sei que, se eu for uma boa profissional, em qualquer área eu me viraria bem. Me fez falta essa formação em História, que hoje vejo que é o que eu mais gosto de estudar. Antes de entrar no Doutorado em Ciências Sociais, estava em dúvida entre os dois campos. Eu continuo amando Ciências Sociais, mas acredito que o estudo da História me fascina mais, porque é um campo vivo, que vive tendo reinterpretações e descobertas.

Logo, ao voltar este ano a pensar novamente em retomar a Licenciatura, eu achei que faria mais sentido voltar estudando História.

Optei por começar do “zero”. Isso significa que não aproveitei disciplinas já cursadas. Quero estudar de novo. Eu sou outra pessoa, tenho outro nível de entendimento e maturidade, e quero fazê-las. Já tenho algumas ideias para a minha monografia (provavelmente produtividade nos campos de concentração nazistas) e eu sei que essa graduação vai me ajudar a pensar no próximo passo depois do doutorado.

O doutorado acaba no final deste ano no máximo. A graduação dura quatro anos, mas é online. Eu já sou graduada, então não dependo desta graduação em específico para fazer outros cursos, como pós-graduações. Mas eu ainda não sei se quero fazer um pós doc ou um novo mestrado (em História). Vou ter esse tempo para decidir.

Ainda tem o desenvolvimento da universidade pessoal, que vou falar em outro post. Mas considero esses cursos apropriados para o meu momento. E quis, com este post, esclarecer a dúvida que alguns de vocês tinham sobre como estava o andamento das minhas graduações.

E agora, o quê?

Cerca de um ano atrás eu escrevi um post sobre a mudança na minha trajetória em cada vez menos ser empresária e cada vez mais focar no meu ofício de ensinar. Engraçado reler esse post um ano depois, pois ele definitivamente reflete todas as minhas mudanças que vieram nos meses seguintes.

Sendo extremamente honesta, eu ainda acredito precisar de mais tempo para definir isso com clareza. Eu definitivamente sei que amo lecionar, estudar e pesquisar, criar conteúdo, escrever, mas o que eu preciso mesmo no momento é descobrir como fazer deste trabalho algo que seja rentável, que consiga manter tanto as minhas contas e as da família pagas quanto os pagamentos das poucas pessoas que trabalham comigo.

Descobrir qual é exatamente o seu trabalho é um passo essencial para construir uma rotina eficiente e coerente, seja você contratado ou autônomo. No entanto, essa clareza é ainda mais crucial para quem trabalha por conta própria, pois, ao contrário de um emprego tradicional onde as funções já vêm estabelecidas, no contexto autônomo é o próprio profissional que define suas responsabilidades, prioridades e limites. Essa definição não só permite uma melhor organização das atividades diárias, mas também ajuda a estabelecer metas realistas e a evitar a sobrecarga, o que é comum quando se tenta abraçar mais do que o necessário ou do que é viável. Ao entender claramente seu papel e os serviços que oferece, é possível criar uma rotina que respeite tanto sua produtividade quanto seu bem-estar.

Com o fim do intercâmbio na Polônia, o foco agora está em concluir as entrevistas, as análises e defender a tese de doutorado para finalizar essa etapa da jornada acadêmica. O impacto do doutorado foi sentido de diversas formas, inclusive na empresa, exigindo ajustes e adaptações ao longo do tempo. No entanto, o impacto mais profundo foi no nível pessoal, moldando percepções, ampliando perspectivas e gerando um crescimento que vai além da carreira. O processo de desenvolver uma tese traz à tona desafios intelectuais, emocionais e pessoais que reconfiguram não só o profissional, mas o ser humano por trás dele.

Este novo ciclo se desenha como um ano mais emocional, em que a intuição e os sentimentos assumem um papel predominante nas decisões. Já começo a sentir essa mudança, com meu coração guiando mais do que a razão em várias situações. Esse movimento me conecta mais profundamente com minhas emoções, permitindo que eu enfrente os desafios de maneira mais intuitiva, seguindo um caminho de maior autoconhecimento. A lógica, que tantas vezes dominou, cede espaço para uma abordagem mais sensível, onde as escolhas fluem com mais naturalidade a partir do que sinto, em vez do que simplesmente penso. Obviamente isso vai se refletir nas minhas escolhas profissionais também.

As decisões que antes eram tomadas com base em estratégias racionais e análises agora passam por um filtro mais emocional, considerando o que faz sentido para mim em um nível mais profundo. Isso significa que, além de buscar resultados práticos, vou priorizar o que realmente ressoa com meus valores, meu propósito e meu bem-estar. Profissionalmente, estou mais inclinada a seguir caminhos que me tragam realização pessoal, e menos disposta a fazer concessões que não alinhem com aquilo que sinto ser verdadeiro.

Caso você também esteja nesse momento, aqui vão algumas ideias que pretendo usar para me guiar:

Aqui está um passo a passo para quem deseja tomar decisões profissionais mais alinhadas com as emoções e a intuição:

  1. Reconheça suas emoções: Antes de tomar qualquer decisão, tire um tempo para se conectar com suas emoções. Pergunte-se como está se sentindo em relação à situação ou escolha profissional.
  2. Escute sua intuição: A intuição muitas vezes se manifesta como uma sensação ou insight imediato. Confie nesse “sentimento no estômago” e explore o que ele está tentando dizer.
  3. Avalie seus valores: Reflita sobre seus valores pessoais e o que é importante para você. Pergunte-se: essa decisão está alinhada com meus princípios e crenças?
  4. Pondere os impactos no seu bem-estar: Pergunte-se como essa escolha afetará sua saúde emocional e mental. Decisões baseadas no coração geralmente levam em conta a necessidade de preservar o seu bem-estar.
  5. Permita-se explorar alternativas: Nem sempre a primeira opção que parece lógica é a melhor. Dê espaço para alternativas que talvez não sejam as mais óbvias, mas que se conectam melhor com seus sentimentos.
  6. Busque autenticidade: Priorize escolhas que sejam verdadeiras para você. Evite se forçar a seguir caminhos que, embora pareçam seguros ou convencionais, não correspondem à sua essência.
  7. Envolva a razão, mas sem sufocar a emoção: Use a razão como uma ferramenta de suporte. É possível considerar dados e fatos, mas deixe que a decisão final seja guiada pelo que você sente ser o mais alinhado com sua trajetória.
  8. Dê tempo ao tempo: Tomar decisões emocionalmente guiadas pode exigir mais reflexão. Não tenha pressa. Dê-se o tempo necessário para processar todas as informações e sentimentos.
  9. Confie no processo: A confiança no seu caminho e nas suas escolhas é essencial. Aceite que nem tudo precisa ser perfeitamente racional, e que confiar em si mesmo é fundamental para seguir uma jornada mais autêntica.
  10. Pratique autocuidado: Certifique-se de que, em meio às suas escolhas, você está priorizando o autocuidado e a harmonia entre trabalho e vida pessoal, respeitando seu ritmo emocional.

Concluir que as decisões profissionais guiadas pelas emoções e pela intuição podem ser tão válidas quanto as fundamentadas pela razão é um passo importante em direção a uma vida mais autêntica e satisfatória. Ao reconhecer o valor das nossas emoções e confiar em nossa intuição, nos permitimos fazer escolhas mais alinhadas com quem somos e com o que realmente queremos. Esse processo envolve uma autoescuta profunda, na qual nossos valores e bem-estar se tornam prioridades. Embora a razão ainda tenha seu lugar, o equilíbrio entre o coração e a mente cria um caminho mais verdadeiro, onde nos sentimos realizados tanto pessoal quanto profissionalmente. Assim, cada escolha deixa de ser apenas uma estratégia de carreira e se torna um reflexo do nosso ser, criando um alinhamento profundo entre o que fazemos e quem somos.

Como organizar a área da vida: CARREIRA

A organização da área Carreira passa por várias etapas importantes.

O que significa organizar a carreira?
Organizar a carreira não se trata apenas de ter um emprego ou seguir uma profissão. Vai muito além: envolve ter clareza sobre as metas de longo prazo, estar sempre aprendendo e desenvolvendo novas habilidades, e garantir um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional. Isso significa olhar para o trabalho como uma parte do todo que é a sua vida, alinhando suas atividades com seu propósito, valores e o tipo de vida que você quer construir.

Por que isso é importante?
Ter clareza sobre sua carreira é fundamental para viver com mais propósito e satisfação. Quando você sabe o que quer alcançar e como chegar lá, o caminho fica mais fluido. A organização cria oportunidades, tanto na sua rotina quanto no crescimento profissional. Ela permite que você lide melhor com desafios e tome decisões mais conscientes, com base no que realmente importa para você.

Parte 1: Autoavaliação e Planejamento

Revisar onde você está agora
Antes de definir para onde quer ir, é essencial entender onde você está agora. Faça uma autoavaliação sincera sobre seu trabalho atual, suas habilidades e como se sente em relação à sua carreira. Essa análise ajuda a identificar oportunidades de crescimento e áreas que precisam de atenção. Um mapa mental com seus papéis e responsabilidades pode ser um bom começo.

Estabelecer objetivos claros
Ter objetivos claros faz toda a diferença quando o assunto é organização de carreira. Definir metas específicas e tangíveis, como melhorar uma habilidade ou mudar de área, ajuda a criar um plano de ação eficaz. Lembre-se de que esses objetivos devem ser realistas e alinhados com o que você valoriza, e você pode pensar a curto, médio ou longo prazo.

Definir seus valores e propósito
Alinhar a carreira com seus valores pessoais é crucial para construir uma trajetória satisfatória. Saber o que realmente importa para você – flexibilidade, impacto social, inovação – vai te ajudar a tomar decisões mais assertivas e a priorizar o que faz sentido na sua jornada. Um mapa de “quem sou eu” pode ajudar, ou até mesmo manter um diário para ir se conhecendo diariamente.

Parte 2: Organização Prática

Rotina de trabalho eficiente
Manter uma rotina organizada é uma das melhores formas de garantir que sua carreira esteja sempre avançando. Comece com pequenas ações, como organizar sua mesa, priorizar tarefas importantes e estabelecer uma rotina diária de planejamento. Ferramentas simples, como um caderno ou app de notas, já podem fazer muita diferença.

Gestão de tempo e projetos
Com tantas demandas diárias, a gestão de tempo é essencial para manter a carreira nos trilhos. Ter um método, como o MVO, GTD, Bullet Journal, ajuda demais. Isso evita sobrecarga e permite foco nas tarefas mais importantes.

Equilíbrio entre vida pessoal e profissional
Organizar a carreira não deve comprometer sua qualidade de vida. Equilibrar suas obrigações profissionais com momentos de descanso e lazer é essencial para evitar o esgotamento e manter a motivação a longo prazo. Uma carreira bem-sucedida e ideal é aquela que está integrada à sua vida como um todo. Nós focamos no real, não no ideal, mas ter esse ideal em vista pode ser legal para você identificar mudanças imediatas que melhorem sua qualidade de vida e as outras que você pode ir modificando aos poucos.

Parte 3: Desenvolvimento Contínuo

Investir em aprendizado e habilidades
O mundo do trabalho está em constante evolução, por isso, nunca é demais investir no seu aprendizado. Identificar habilidades que você deseja aprimorar e procurar cursos, livros ou mentorias é uma ótima maneira de manter sua carreira em movimento. Afinal, quem está sempre aprendendo nunca fica estagnado. Além de ser estimulante para quem gosta de aprender!

Networking e construção de uma rede de contatos
Cultivar uma rede de contatos sólida é uma estratégia poderosa para o desenvolvimento da carreira. Conectar-se com pessoas da sua área e trocar experiências amplia suas possibilidades e oportunidades. Seja em eventos, encontros ou redes sociais, valorize essas interações e sempre mantenha contato.

Revisão e ajustes periódicos
A carreira não é estática, e isso exige revisões constantes. Uma boa prática é fazer check-ins regulares para avaliar se você está no caminho certo. Pergunte-se: estou progredindo como gostaria? Preciso ajustar algo? Esses momentos de reflexão ajudam a recalibrar suas metas e manter sua trajetória alinhada com seus objetivos.

Organizar a carreira é um processo contínuo de autoconhecimento, planejamento e ação. Envolve manter o foco nas suas metas, ajustar o que for necessário e estar sempre aberto a novas oportunidades e aprendizados. Com organização e intenção, você constrói uma carreira alinhada com quem você é e com a vida que deseja. A chave é dar o primeiro passo, e o melhor momento para isso é agora. Bora?

Reta final do estágio na Polônia: revisão e planejamento

Estou entrando no último mês do meu estágio aqui na Polônia, e a sensação de que o tempo passou rápido demais é inevitável. Com a proximidade do fim, decidi tirar um momento para revisar todo o trabalho que já foi feito e planejar as próximas semanas com bastante cuidado. Fiz isso no último domingo.

Revisitei o documento inicial do estágio, onde estão definidos os marcos de entregas e os objetivos que deveriam ser alcançados ao longo desses meses. Foi uma ótima oportunidade para relembrar o que já foi conquistado e ter uma visão clara do que ainda precisa ser feito. No final das contas, eu fiz 90% já do que está ali, e foi bom saber disso, mas também me lembrei de um “nice to do” que acredito que dê tempo para fazer, e vou tentar na próxima semana.

Com base nessa revisão, fiz uma lista de pendências, detalhando cada tarefa que ainda falta ser concluída. Organizei tudo de forma a priorizar o que é mais importante e o que precisa de mais atenção. Agora, com a lista em mãos, meu foco é cumprir essas últimas etapas, garantindo que cada objetivo seja atingido antes de eu me despedir desse país (por hora). Distribuí as tarefas meio de acordo com o foco de cada semana e parece factível.

Sim, é o meu Bullet Journal vs. lisérgica

Meu desafio nunca foi a execução. Sou boa e rápida nisso. O que sempre costuma ser um desafio para mim são as questões emocionais ou de saúde que me pegam pelo caminho. Espero ficar bem. São os últimos dias.

Vamos em frente, que ainda tem muito a ser feito!

Como se preparar mental e psicologicamente para visitar um campo de concentração?

Uma seguidora me fez essa pergunta esses dias e eu refleti escrevendo no meu diário a respeito, e compartilho aqui com vocês.

Eu não diria que exista um preparo específico. É o estudar o assunto a vida toda, a minha formação humanista e budista, a prática diária de meditação que me ajudam.

Eu também diria que a motivação correta (é um memorial e não um “ponto turístico”) e ter um foco em mente (minha pesquisa) ajudam não pirar (tanto) com tanta informação visual, sensorial, auditiva.

Ano passado, quando visitei Dachau, ficar em silêncio antes, durante e depois da visita me ajudou bastante. Em respeito a tudo mas para a minha própria absorção da situação. Eu sinto que me ajudou.

Chegar depois no hotel, sendo grata pela minha vida e pelo banho quente que eu posso tomar, a cama que posso dormir, a comida que posso jantar. Entoar o dia todo mantras de compaixão em respeito aos mais de 1,1 milhão de pessoas que morreram nos campos. E aí é procurar descansar. Pintar aquarela, jogar Magic, “esvaziar a mente”.

E, no dia seguinte, reunir minhas notas de campo, os materiais que pegarei lá e escrever. Escrever. Fazer conexões com as notas que já tenho (zettelkasten), escrever no meu diário sobre a experiência do ponto de vista pessoal etc.

O que mais me impressiona em um evento como esse foi ele ter acontecido há quase 100 anos e repetirmos, continuamente, que jamais devemos permitir que aconteça novamente, mas neste exato momento estamos vendo uma situação similar na Palestina. Eu acho que, como humanidade, a pergunta que devemos fazer é: como fazer ESTA guerra parar? Como evitar mais tantas mortes AGORA por um projeto de poder?

Aconteceu há 100 anos, acontece hoje e, se não aprendermos efetivamente, acontecerá sempre.

Será que produtividade compassiva é mesmo o meu guarda-chuva?

Nos últimos meses, tenho refletido profundamente sobre o conceito de produtividade compassiva e sua aplicação no meu trabalho e na minha vida. Surgiram diversas dúvidas e insights que me levaram a uma jornada de autoconhecimento e realinhamento do meu posicionamento. Gostaria de compartilhar essas reflexões com vocês e explicar por que decidi continuar usando o termo “produtividade compassiva” como a essência do que faço.

Quando concentuei e adotei o termo “produtividade compassiva”, minha intenção era clara: promover uma abordagem que integrasse autocuidado, equilíbrio e ação responsável. No entanto, percebi que essa mensagem estava atraindo um público específico – pessoas lidando com burnout, ansiedade, depressão e outras questões de neurodivergência – que muitas vezes buscavam acolhimento imediato. O que eu entendo completamente. Eu mesma faço parte desse público, e por isso que me identifico com o trabalho que faço.

No entanto, notei algo que estava me incomodando. Recebi feedbacks e observei que muitas pessoas estavam entendendo a produtividade compassiva como sinônimo de complacência. Elas esperavam que eu “passasse a mão na cabeça” e oferecesse apenas conforto, sem um direcionamento claro para a ação ou, quando eu trazia uma ação, essa ação nunca seria possível, por n fatores. Isso me levou a questionar se o termo realmente refletia o que eu queria expressar com este trabalho, pois para mim uma produtividade compassiva se refere a coragem, transformação e autoconhecimento.

Após muita reflexão, percebi que a produtividade compassiva, como a vejo, é, na verdade, uma combinação poderosa de acolhimento e ação. Ser compassivo não é ser complacente. Pelo contrário, envolve ter a coragem de agir, de desafiar o status quo e de buscar mudanças significativas enquanto cuidamos de nós mesmos e dos outros.

Decidi manter o termo “produtividade compassiva” como meu guarda-chuva, pois ele se conecta profundamente com tudo o que expresso como ofício. Para evitar mal-entendidos, estou implementando algumas mudanças no meu posicionamento e comunicação, que compartilho com vocês:

  1. Comunicação Clara: Desenvolverei conteúdo que esclareça a diferença entre compaixão e complacência, mostrando que a produtividade compassiva envolve ações práticas e responsáveis.
  2. Programas e Cursos: Meus cursos terão módulos específicos focados em ação compassiva e resiliência, equilibrando acolhimento e ação efetiva.
  3. Estrutura de Suporte: Continuarei a desenvolver e destacar o papel da minha equipe de psicólogas para fornecer suporte acolhedor às pessoas que precisam.
  4. Ajustes de Branding: Revisarei minha linguagem visual e mensagens-chave para refletir a combinação de coragem e compaixão, usando slogans como “Coragem com Cuidado” e “Transformação Compassiva”.

A produtividade compassiva é, sim, o meu guarda-chuva. Ela representa a força e a gentileza que guiam minhas ações e inspirações. Quero convidar todos vocês a embarcarem nessa jornada comigo, onde ser compassivo significa ser corajoso, resistente e ativo na busca por um mundo mais equilibrado e humano.

Obrigada por acompanharem essa jornada e por serem parte dessa transformação compassiva.

Com coragem e compaixão,

Thais

Pensando no pós-doc

Meu único defeito é não ter medo de fazer o que gosto.”Rita Lee

Será que todo pesquisador tem essa “péssima” mania de ficar pensando na próxima pesquisa antes de terminar a pesquisa que está fazendo no momento?

Eu ainda não finalizei o doutorado mas, a partir do que escrevi ontem, pensando em uma perspectiva maior para a minha pesquisa de vida como um todo, eu tenho algumas ideias para o meu pós-doc já há algum tempo e tenho conseguido amadurecer melhor o que quero desenvolver nessa pesquisa.

No mestrado, eu realizei o meu sonho de voltar a estudar na Cásper Líbero, ter meu professor preferido como orientador e me formar lá. Eu queria ter esse diploma na Cásper. Minha avó, que faleceu enquanto eu estava no mestrado, teria ficado muito orgulhosa. Ela foi a maior incentivadora quando eu entrei lá para fazer Jornalismo na graduação, mas acabei saindo para fazer Publicidade porque não me deixaram mudar de curso na época.

No doutorado, realizei o sonho de ir para a área de Ciências Sociais – uma frustração da adolescência da época do vestibular. Eu queria ter feito Ciências Sociais ou História. Não fiz. Prestei para Jornalismo, pensando “no mercado” etc. Entrar em Jornalismo e me formar em Comunicação foi importante para mim e para a minha formação, mas eu continuei mantendo essa vontade dentro de mim de estudar uma das duas ciências humanas (ou as duas).

E esse é justamente o ponto agora, para o pós-doc. Eu penso em ir para a História. Juntar Sociologia e História, estudando um tema que tenho estado aficionada desde a época em que o Bolsonaro se tornou presidente e eu comecei a estudar pra ficar esperta: a construção do nazismo.

Eu tive profundos insights quando visitei a sala 600 do Tribunal de Nuremberg, quando estive lá em fevereiro. Essa é uma maneira mais bonitinha de dizer que eu tive uma crise de pânico dentro daquela sala. O ambiente era pesado demais. Eu estudei demais sobre o nazismo para conseguir ficar ali sem ser afetada (além de eu já ser exageradamente sensível para essas coisas e ambientes). Alguns anos atrás, eu li o excelente livro do Bauman, “Modernidade e Holocausto”, que é um livro que eu sinceramente tenho vontade de sair distribuindo na rua, para que todos leiam. Nesse livro, o Bauman fala como o que aconteceu na Alemanha nazista não foi algo “da Alemanha nazista”. Foi algo do sistema capitalista, e que poderia acontecer novamente, a qualquer momento, devido à própria estrutura de exploração essencial para a existência do capitalismo.

Particularmente, eu acho que o tribunal de Nuremberg foi um grande espetáculo dos Estados Unidos para mostrar que estavam “fazendo justiça” depois da II Guerra. Por trás daquele julgamento, que obviamente foi importante em vários sentidos (não tiro o mérito disso), os Estados Unidos estavam buscando oficiais e gestores nazistas para levar para atuarem nas grandes empresas norte-americanas. No ano passado, eu li um livro chamado “Livres para obedecer”, do historiador Johann Chapoutot, onde ele mostra como as práticas modernas de administração e de recursos humanos foram influenciadas e até moldadas pelo modelo de gestão e disciplina do nazismo, até mesmo porque tais gestores do regime nazista foram dar aulas em universidades alemãs de Administração, assumiram a direção de várias empresas na Europa e nos Estados Unidos etc…

A minha hipótese – e que quero levar para o pós-doc – é que, na verdade, os campos de concentração representam uma versão extremada do que vivenciamos cotidianamente “aqui fora” no sistema capitalista. Somos forçados a trabalhar dentro de uma gaiola de ferro até morrer.

Desse ponto de vista, pretendo estudar como, dentro dos campos de concentração nazistas, considerados um dos ambientes mais tóxicos e desumanizadores da história, e mesmo em circunstâncias extremas de opressão e sofrimento, algumas pessoas conseguiram demonstrar e praticar atos de compaixão.

Tive a vontade de produzir uma pesquisa a esse respeito depois de ler o livro “KL – A história dos campos de concentração”, do historiador alemão Nikolaus Wachsmann, quando ele disse que o registro do que aconteceu nos campos está se perdendo e que isso é perigoso. Pesquisadores evitam esse tema porque ele é muito doloroso de fato. Pessoas evitam falar porque é muito perturbador. Mas é necessário, senão se esquece.

Sinceramente, eu ainda não fiz um levantamento bibliográfico sobre essa temática, mas acredito que existam bons registros sobre essas histórias. Já vi algumas coisas por cima. Mas, como meu foco de vida é a produtividade humana, fazer esse estudo a partir desse viés me parece um diferencial de pesquisa. Traçar esse paralelo com o mundo atual, “aqui fora”, seria a principal abordagem. Criar um modelo que explique como a compaixão pode surgir e ser sustentada em ambientes altamente tóxicos, e como essas lições podem ser aplicadas para humanizar ambientes de trabalho modernos, até mesmo abordando situações de trabalho escravo forçado que ainda existem.

Enfim, ainda tenho bastante ideia a desenvolver e amadurecer, mas seria esse o plano inicial.

Eu também gostaria de fazer essa pesquisa fora do país, mas isso depende dos planos de vida do Paul também, porque não quero ficar longe dele novamente. Ainda tem bastante tempo até isso acontecer, então até lá eu poderei finalizar meu doutorado, transformar a tese em um livro, divulgar, escrever artigos e amadurecer as ideias para esse pós-doutorado.

Talvez seja uma teoria…

Estou chegando a uma conclusão, depois de alguns anos desenvolvendo a minha tese de doutorado: talvez o que estou desenvolvendo com produtividade compassiva não é apenas uma tese, mas a base de uma teoria que pretendo publicar nos próximos 30 anos como meu legado como pesquisadora.

Qual seria exatamente a diferença entre uma tese e uma teoria?

Tese

  • Escopo: Uma tese é um projeto de pesquisa detalhado realizado para cumprir os requisitos de um grau acadêmico, como um doutorado. Foca em uma questão específica ou conjunto de questões e geralmente está confinada a um período de estudo particular.
  • Propósito: O objetivo principal de uma tese é contribuir com novos conhecimentos ou insights para um campo específico de estudo. Envolve pesquisa extensiva, coleta e análise de dados para apoiar suas conclusões.
  • Resultado: Uma tese culmina em um documento escrito que apresenta os resultados da pesquisa, metodologia e conclusões. Demonstra a capacidade do pesquisador de conduzir uma pesquisa acadêmica rigorosa e contribui para suas qualificações acadêmicas.

Teoria

  • Escopo: Uma teoria, por outro lado, é uma estrutura abrangente que explica uma ampla gama de fenômenos dentro de um campo. Não se limita a um único projeto de pesquisa, mas evolui ao longo do tempo através de pesquisa contínua e validação.
  • Propósito: A finalidade de uma teoria é fornecer uma explicação coerente e sistemática dos fenômenos observados. Oferece um conjunto de princípios ou conceitos que podem ser amplamente aplicados para entender e prever comportamentos ou resultados em vários contextos.
  • Resultado: Uma teoria é desenvolvida e refinada ao longo de muitos anos, frequentemente através das contribuições de múltiplos pesquisadores. Torna-se um elemento fundamental dentro de um campo, orientando futuras pesquisas e práticas.

Da tese à teoria…

  • Tese: Minha tese atual é o ponto de partida, onde estou explorando rigorosamente o conceito de produtividade compassiva. Isso envolve definir a metodologia, coletar e analisar dados e tirar conclusões iniciais. A tese é um empreendimento acadêmico estruturado, destinado a responder perguntas específicas de pesquisa dentro de um escopo definido.
  • Teoria: A teoria de produtividade compassiva que vislumbro é o objetivo de longo prazo. Será desenvolvida ao longo dos próximos 30 anos através de pesquisa contínua, refinamento e validação. Esta teoria terá como objetivo fornecer uma estrutura abrangente para entender como a compaixão no local de trabalho pode melhorar a produtividade e humanizar as relações de trabalho. Servirá como um princípio orientador para futuras pesquisas e aplicações práticas no campo.

Construindo um legado?

A tese é a base sobre a qual construirei meu legado. Representa os passos iniciais de uma longa jornada rumo ao desenvolvimento de uma teoria robusta e impactante. Ao distinguir entre os objetivos imediatos da minha tese e a visão mais ampla da minha teoria, posso comunicar melhor a importância do meu trabalho e seu potencial para moldar o futuro da produtividade compassiva.

Eu me inspirei no sociólogo alemão Niklas Luhmann (sim, o do Zettelkasten). Ele desenvolveu sua teoria dos sistemas sociais ao longo de 30 anos, construindo uma estrutura teórica abrangente que transformou a sociologia. Assim como Luhmann, que dedicou décadas de pesquisa e reflexão para formar sua teoria, vejo a minha tese como o início de uma longa jornada de desenvolvimento teórico. O trabalho de Luhmann nos lembra que grandes teorias não surgem da noite para o dia; elas são fruto de anos de dedicação, estudo e evolução contínua.

Construir uma teoria envolve um processo meticuloso e contínuo de pesquisa e reflexão. Inicialmente, é essencial formular uma hipótese baseada em observações e conhecimentos prévios. A seguir, é preciso conduzir pesquisas rigorosas, coletando e analisando dados de maneira sistemática para testar essa hipótese. Ao longo do tempo, os resultados e insights acumulados permitem refinar e expandir a hipótese inicial, desenvolvendo conceitos e princípios mais amplos. Esse processo deve ser validado por meio de estudos repetidos e revisões por pares, garantindo que a teoria seja robusta e aplicável em diferentes contextos. A teoria deve oferecer uma explicação coerente e previsível dos fenômenos observados, contribuindo significativamente para o campo de estudo.

Tenho algumas ideias em mente para um pós-doutorado. Seria um período de pesquisa mais avançada para aprofundar meu conhecimento e expandir essas investigações iniciais. Durante o pós-doc, vou conseguir explorar novas metodologias, coletar dados extensivos e testar hipóteses em diversos contextos. Em anos. É o trabalho de uma vida. Com acesso a recursos acadêmicos, orientação de especialistas e a possibilidade de colaborar com outros pesquisadores, vou poder refinar e validar as ideias continuamente. O pós-doc vai permitir que eu dedique tempo e foco necessários para transformar uma hipótese inicial em uma teoria mais robusta e abrangente, contribuindo significativamente para o meu campo de estudo.

Conclusão: A tese é apenas o começo. Ela estabelece a base para o que se tornará uma teoria abrangente que espero publicar como minha contribuição duradoura para o campo. Esta jornada da tese à teoria destaca meu compromisso em criar um impacto significativo e duradouro através da minha pesquisa. Isso me deu outra perspectiva e um pouco mais de ânimo para seguir adiante em um monte meio complicado do doutorado.

A organização da metodologia na tese

O desenvolvimento da metodologia na minha tese tem sido uma das partes mais desafiadoras e, ao mesmo tempo, mais gratificantes do meu percurso acadêmico, no sentido de tudo o que tenho aprendido e questionado meus conhecimentos ao longo do percurso. E eu quis compartilhar um pouco desse processo aqui porque, no meu entendimento, tem a ver com organização. Se a metodologia estiver definida, o restante parece fluir melhor.

A metodologia científica é um conjunto de etapas que os cientistas seguem para investigar questões, testar hipóteses e descobrir novos conhecimentos de maneira organizada e confiável. Ela envolve fazer perguntas, pesquisar o que já se sabe, formular uma hipótese (uma ideia do que pode ser verdade), realizar experimentos para testar essa hipótese, observar e registrar os resultados, analisar os dados coletados e, finalmente, chegar a uma conclusão sobre a hipótese inicial. Esse processo ajuda a garantir que as descobertas sejam precisas e possam ser verificadas por outros cientistas.

Eu, como pesquisadora, tenho uma formação que obviamente influencia nas metodologias que prefiro. Desde muito cedo, tenho formação marxista e uso como método científico o materialismo histórico dialético. O materialismo histórico dialético é uma abordagem desenvolvida por Karl Marx e Friedrich Engels que examina a sociedade, a história e a economia através da análise das condições materiais e das relações de produção. Esse método enfatiza a ideia de que as mudanças na sociedade são impulsionadas por conflitos econômicos e sociais entre diferentes classes, e que a história é um processo dinâmico e em constante transformação, resultado das contradições e lutas presentes nas relações sociais e econômicas. Através dessa perspectiva, buscamos entender como as estruturas sociais e econômicas influenciam o comportamento humano e moldam o desenvolvimento histórico.

No entanto, no meu doutorado, eu fui desafiada a conciliar essa minha abordagem com outra metodologia, chamada de individualismo metodológico. Esta metodologia, ao contrário do materialismo histórico dialético, foca nas ações e escolhas individuais como a base para entender fenômenos sociais. Ela parte do princípio de que para compreender os processos sociais complexos, é necessário analisar o comportamento e as decisões dos indivíduos, considerando suas intenções, motivações e os contextos específicos em que se encontram. Assim, enquanto o materialismo histórico dialético enfatiza as forças estruturais e coletivas, o individualismo metodológico nos direciona a olhar para os microfundamentos das interações sociais, buscando explicar as grandes tendências sociais a partir das ações dos indivíduos.

Por quê? Porque estou analisando como um trabalhador budista, que tenha desenvolvido um compromisso com uma mente de compaixão, pode tornar as suas relações de trabalho mais humanizadas. Logo, é uma análise do indivíduo em um meio que, talvez, ele esteja indo “na contramão do mundo”. Minha professora orientadora, por ter orientação weberiana também, me fez esse desafio e eu aceitei. E nossa, como tenho aprendido nesse processo, mas tem sido desafiador. Integrar essas duas abordagens tem ampliado minha visão sobre como as transformações individuais podem influenciar e até desafiar as estruturas sociais estabelecidas, proporcionando uma compreensão mais rica e complexa dos fenômenos que estudo.

Isso é bastante interessante porque, na academia, especialmente nas Ciências Sociais no Brasil, é muito incomum utilizar uma metodologia que não seja a marxista. No exame de qualificação da tese, eu tive que ter isso muito claro na minha mente – o motivo de desenvolver a tese através do individualismo metodológico – para defender essa abordagem, pois de fato acredito que seja uma escolha interessante para a análise que estou fazendo. Enfrentar essa situação exigiu uma preparação cuidadosa e um entendimento profundo das razões pelas quais o individualismo metodológico era adequado para minha pesquisa. Acredito que essa abordagem permite uma análise mais detalhada e pessoal do comportamento do trabalhador budista, destacando como suas ações individuais e seu compromisso com a compaixão podem influenciar e até transformar suas relações de trabalho, mesmo que isso signifique ir contra as normas estabelecidas na sociedade.

O que tenho feito desde que essa decisão foi tomada foi estudar os escritos de Max Weber (um dos principais teóricos associados ao individualismo metodológico) porque eu nunca tinha ido a fundo em seus trabalhos. E isso significou “esvaziar a minha xícara marxista para receber o chá do sr. Max” porque muito do que ele fala é completamente diferente do que eu estava acostumada a pensar realmente através do marxismo. Essa experiência tem sido transformadora, exigindo uma abertura mental para novas perspectivas e uma disposição para questionar e revisar conceitos que antes eu considerava imutáveis.

Com três anos de doutorado, posso dizer com absoluta certeza que estou longe de conhecer todo o trabalho de Weber, mas acredito que tenha realmente compreendido o que ele quis desenvolver, talvez até mais do que muitos colegas marxistas que o odeiam e excluem totalmente seus estudos. Weber é crítico ao Marx em diversos momentos, e isso talvez afaste algumas pessoas. Foi por conta desses estudos que conheci um viés chamado marxismo analítico, que traz pesquisadores que fazem uma análise mais crítica do que Marx propôs, já à luz dos acontecimentos materiais do século XX. Esse contato expandiu enormemente os meus conhecimentos, permitindo-me enxergar o marxismo de forma mais complexa e atualizada. O marxismo analítico integra elementos das críticas weberianas e de outras correntes, proporcionando uma abordagem mais abrangente e sofisticada das questões sociais e econômicas. Essa jornada acadêmica tem sido desafiadora, mas extremamente enriquecedora, ampliando minha capacidade de análise e minha compreensão das diversas nuances presentes nas teorias sociais.

Depois que compreendi e defini a metodologia, o desenvolvimento da tese seguiu uma estrutura bem mais clara e organizada. Desde os objetivos específicos da pesquisa e a formulação de hipóteses com base na literatura existente e nos conceitos teóricos escolhidos, até os métodos de coleta e análise de dados que serão utilizados, sejam qualitativos, quantitativos ou mistos. Era para eu estar finalizando a coleta de dados com entrevistas, questionários ou análises documentais, mas o intercâmbio na Polônia entrou no meio para me dar mais experiência acadêmica e isso será feito na sequência.

Em conclusão, a jornada de desenvolvimento da minha tese tem sido marcada por uma profunda transformação intelectual e metodológica. Ao integrar o materialismo histórico dialético com o individualismo metodológico, expandi minha capacidade de análise, explorando as complexas interações entre as estruturas sociais e as ações individuais. Este processo não apenas desafiou minhas perspectivas pré-existentes, mas também enriqueceu minha pesquisa ao proporcionar uma compreensão mais abrangente e detalhada das relações de trabalho humanizadas a partir de uma perspectiva budista. A experiência de estudar as contribuições de Max Weber e o marxismo analítico ampliou meus horizontes acadêmicos, permitindo uma análise crítica e contemporânea das teorias marxistas. Esta integração metodológica não só fortaleceu a validade e a profundidade da minha pesquisa, mas também destacou a importância de uma abordagem interdisciplinar e aberta no campo das Ciências Sociais.

Trabalhar sozinha

Eu já compartilhei diversas vezes aqui no blog como, nos últimos anos, eu questionei demais todo o futuro deste trabalho e como eu descobri que, para mim, era difícil o conceito de “ser empresária”. Não tem a ver com “crença limitante”. Tem a ver com consciência de classe e com o que eu quero fazer da minha vida.

Ok, nós nunca trabalhamos sozinhos. Sempre estamos em contato com as pessoas, seja como for. Clientes, fornecedores, colegas, prestadores de serviços. Mas eu percebi que, nos últimos anos, eu estava infeliz com o meu trabalho justamente porque, com o “crescimento” da empresa, com a estruturação do Vida Organizada como uma universidade corporativa, isso me tirou do meu ofício principal (escrever e ensinar) para me colocar no papel de administradora de empresa e líder de pessoas.

E veja: eu entendo a liderança como um conceito mais amplo que simplesmente gerenciar as demandas de um time. Eu me vejo sim como líder do movimento por uma produtividade compassiva através do Vida Organizada, por exemplo, e considero esse papel de liderança importante. Ele me dá propósito para continuar com este trabalho.

O que não tem absolutamente nada a ver comigo são questões operacionais que me desconectam, até me alienam, do meu trabalho, como delegar algo para alguém e perceber, depois de meses, que a tarefa deixou de ser feita porque a pessoa não teve a autonomia de manter o processo – e eu achei que estava tudo bem. Aí eu tenho que consertar erros, reparar danos, treinar a pessoa novamente, fazer um acompanhamento etc. Ou de ter que parar tudo o que estou fazendo para resolver um problema qualquer sobre algo que nada tem a ver com o meu trabalho porque algo aconteceu com alguém. E o fato é que essas pequenas coisas do dia a dia acabaram virando regra nos últimos anos. Eu percebi que meu trabalho tinha se tornado cuidar disso a maior parte do tempo e não me dedicar ao que eu gosto de fazer.

Ao mesmo tempo que a empresa crescia, os custos também cresciam, então qual era o ponto? Eu não preciso de muito para sobreviver. Valorizo muito mais a minha rotina tranquila que lucrar mais e mais a cada mês ou ano. Claro que, dentro da lógica capitalista, a empresa crescer faz parte, senão ela deixa de existir, porque os custos de existência dela aumentam e, por isso, você precisa faturar mais para pagar tais custos e ter uma reserva para os meses seguintes, caso algo mude no mercado (como foi no caso da pandemia). Mas, nos últimos anos, isso custou a minha sanidade, a minha tranquilidade e a minha felicidade. Foi quando eu percebi isso que cheguei à conclusão de que eu não queria uma empresa. Eu queria voltar a ser autônoma. Ter um ritmo de faturamento menor, talvez, mas o meu ritmo. Administrar os projetos que eu dou conta. Fazer uma coisa de cada vez. Voltar a fazer o que eu gosto. E é isso.

Obviamente que essa não é uma decisão fácil e envolve muitas questões importantes para mim, como o desligamento de pessoas. Isso é horrível. O que eu procurei fazer foi avisar com antecedência de meses sobre como estava sendo o meu raciocínio e dando todo tempo e suporte para a pessoa se recolocar. Não tem maneira fácil de fazer isso, mas fiz o que acreditei ser melhor.

A ideia é que, a partir de janeiro 2025, eu esteja trabalhando como autônoma novamente. Não vai ser fácil, vai demandar um tempo de ajustes, mas eu sinto que tirei um peso das minhas costas e resgatei a perspectiva de felicidade que eu sentia falta neste trabalho. Estou feliz por novamente fazer tudo.

Eu não sei como será no futuro mas, no presente, me parece a melhor decisão para mim. Não existem decisões certas ou erradas – existem decisões e suas consequências. Vamos ver como será daqui em diante. Quis compartilhar esse processo com vocês. Obrigada por ler até aqui.

Planejamento dos meus estudos para o segundo semestre de 2024

Vamos ver o que vem por aí tem sido o meu lema nos últimos meses.

Desde que aceitei esse projeto do intercâmbio, minha vida ficou um pouco mais difícil. Não é fácil conciliar trabalho, doutorado, saudade do filhote, saudade de casa, com as responsabilidades internacionais que tenho vivenciado por aqui. Eu pensei em desistir várias vezes. Resisti. Retomei a terapia. Tá tudo certo. Foco na reta final.

Para o segundo semestre, esses são os meus focos de estudo:

  • Finalizar o intercâmbio na Polônia, aproveitando o máximo possível para a minha tese, artigos e já planejando o meu pós-doc;
  • Retomar às aulas do doutorado no Brasil, quando eu voltar;
  • Finalizar a minha pesquisa de campo, que foi adiada justamente por conta do intercâmbio (eu já qualifiquei no primeiro semestre, no entanto, e assim eu tenho uma orientação mais assertiva para a pesquisa em si);
  • Continuar estudando inglês e alemão;
  • Continuar lendo os livros do Kiekegaard (projetinho do ano).

Por mais que eu leia e estude diariamente temas diversos, eu ajustei meu foco para simplesmente finalizar o meu doutorado o quanto antes. Eu defenderia a tese em março mas, devido ao intercâmbio, prolonguei o doutorado por mais seis meses. Isso significa que devo defender ao final do primeiro semestre do ano que vem ou começo do segundo. O fato é que será em 2025. Portanto, o foco tem que estar nisso, não tem jeito. Eu tranquei as graduações que estava fazendo e coloquei meio em stand-by todos os outros estudos. Depois eu retomo. Agora preciso focar senão vou adoecer e me sobrecarregar e não quero isso.

Bom, that’s all, folks. Vou aos poucos retomando o blog e compartilhando como têm sido essas vivências por aqui.

Sobre propósito, empreendedorismo e sucesso

Hoje, li um artigo na Folha SP sobre os atributos que podem nos ajudar a alcançar o sucesso nos negócios. Os três atributos destacados foram: rebeldia, impaciência e disposição para agir. Refletindo sobre minha própria jornada, percebo o quanto me identifico com cada um deles.

Rebeldia: Desde cedo, sempre questionei as normas estabelecidas e busquei caminhos alternativos. Essa rebeldia me levou a desafiar o status quo e buscar soluções inovadoras. Criando meu próprio trabalho, percebi que essa característica me permitiu ver oportunidades diferentes. Por exemplo, questionar as normativas que são faladas há mais de um século sobre produtividade pessoal, trazendo uma abordagem mais compassiva e com consciência de classe, do meu ponto de vista, são um diferencial deste trabalho.

Impaciência: Muitas vezes vista como um traço negativo, a impaciência tem sido um motor poderoso para mim. Nunca consegui ficar parada, esperando que as coisas acontecessem. Essa urgência em ver resultados me impulsionou a agir rapidamente e aproveitar oportunidades inesperadas. Meu ex-marido sempre me dizia que “meu problema é que eu não parava quieta e sempre queria mais”. Fã ou hater? XD O fato é que sim, eu sou essa pessoa, e isso tem seus prós e contras, mas acima de tudo é apenas uma forte característica minha.

Disposição para Agir: Ideias sem ação são apenas sonhos. Sempre acreditei que a execução é o que realmente importa. Sonhos, quando organizados, se tornam objetivos. Ao longo da minha carreira, não tive medo de arregaçar as mangas e trabalhar duro para transformar minhas ideias em realidade. Esta disposição para agir é, sem dúvida, um dos pilares da minha personalidade.

Eu também acredito que esses atributos foram combinados com resiliência e coragem e que isso sim me ajudou a construir uma trajetória mais sólida, digamos assim. Para todos os empreendedores e aspirantes a empresários, meu conselho é abraçar suas características e usá-las como alicerces para seu crescimento.

Revisão dos meus papéis e responsabilidades profissionais – Março 2024

Carreira é a minha área de foco em 2024. Por isso, a revisão mensal que faço dos meus papéis e responsabilidades ganha ainda mais sentido, justamente por eu estar nesse momento de redefinições.

Tem muita coisa acontecendo. Ter entrado no mestrado e, depois, no doutorado, mexeu bastante com a estrutura da minha vida profissional. Eu preciso conciliar a Thais pesquisadora com a Thais empresária, professora, autora e criadora de conteúdo. Não é fácil. No entanto, essa é a síntese dos principais papéis profissionais que exerço hoje, então a saber:

O mapa continua no Mind Meister, em formato de Organograma.

Dentro de cada papel eu destrincho um pouco mais o que faço dentro dele e destaco aquela categoria que merece mais a minha atenção no momento (por uma série de motivos).

Dentro de cada papel, eu defino as responsabilidades, ou seja, as atividades que devo realizar de maneira recorrente para manter aquele papel rodando com qualidade. É aqui que posso identificar o que pode ser delegado no futuro, quando eu puder fazer isso (tiver para quem delegar). O volume também me ajuda a mensurar quando preciso contratar alguém para realizar tais atividades.

O grande segredo em cada papel é identificar, para cada responsabilidade, com que frequência devo refletir sobre elas? O que precisa ser feito em cada uma? Tenho projetos relacionados? Objetivos? Preciso apenas revisar de tempos em tempos? Independente do que surja nesse olhar, é fundamental tê-lo ali e não na minha cabeça, de modo que eu consiga refletir de maneira apropriada. E, a cada vez que estudo algum livro ou identifico alguma nova responsabilidade que faz sentido ser minha, o mapa é atualizado.

O mapa nunca está perfeito e finalizado. Ele é uma construção mensal. Todo mês eu reviso e mudo, coloco ou tiro alguma coisa, reescrevo de maneira mais clara e, dessa maneira, identifico ações, projetos, objetivos com base nele. Ter um mapa assim é fundamental quando se exerce vários papéis profissionais na vida, especialmente para quem for autônomo como eu, que precisa trabalhar nessas definições. Quero encorajar você a criar um, caso não tenha, ou atualizar o seu, caso não o faça há tempos.

O que eu estou fazendo na Polônia – Março 2024

Quis escrever um post sobre isso porque percebi que acabei não falando aqui no blog e só no Instagram e no YouTube, mas não aqui, e acho legal o blog ter esse registro em texto até mesmo para quem não me acompanha nas outras redes.

Eu estou em Varsóvia, na Polônia, para um estágio de pesquisa como parte do meu Doutorado. Estou estudando com um professor daqui que é especialista em religião, imigrantes e minorias. Ele foi escolhido justamente pelo fato de eu trabalhar com o impacto das crenças dos praticantes budistas no trabalho, falando de uma religião que veio de imigrantes, especialmente no contexto do Brasil.

O estágio é de 5 meses mas, por eu ter o Paul, não teria como fazer esses 5 meses de maneira corrida, direto. Então eu propus um cronograma que me permitiu ficar um tempo aqui, voltar ao Brasil, aí retornar etc, e o professor foi super legal e aceitou fazer dessa maneira. Claro que a faculdade daqui vai custear só o básico, e todos esses trajetos a mais serão bancados por mim, mas se eu trabalho para alguma coisa, é para poder ver meu filho, certo? Não é fácil mas foi uma maneira de fazer, e ele está bem. Conversamos muito antes da viagem, quando o projeto ainda estava em planejamento mesmo, e existia a possibilidade de eu ficar 5 meses direto e ele vir comigo, mas sinceramente não achei que isso seria certo com ele. Não sou egoísta. Para ele vir, ele teria que sair da escola, não conseguiria estudar por aqui, e ficaria sozinho na maior parte do tempo, já que passo o dia todo na faculdade. Lá, ele está em casa, com o pai, os cachorros, a família, e seguindo sua rotina normal escolar e com seus amigos por perto. É mais difícil para mim estar longe, mas conversamos todos os dias e, sinceramente, presença é mais do que estar fisicamente juntos. Aliás, nos aproximamos muito com essa experiência. Tem sido uma coisa boa.

Aliás, estar na Europa foi uma coisa boa. Antes de vir para a Polônia, eu fui para Hamburgo, na Alemanha, onde pude trabalhar no Museu do Trabalho fazendo uma visita e documentação técnicas, para a escrita de um artigo (em desenvolvimento), além de ficar um tempão na biblioteca deles fazendo um levantamento dos títulos para ter como referência. A experiência como um todo tem sido fantástica. Eu pretendo falar mais sobre essa visita ao Museu do Trabalho por aqui. É que não deu pra escrever com calma sobre isso mesmo ainda!

O tempo aqui na Polônia é curtinho (duas semanas desta vez) e bastante intenso, porque tenho muito a fazer em pouco tempo. Eu optei por ficar em um Airbnb desta vez e foi a melhor coisa que eu fiz, pois o apartamento me permite ter uma rotina o mais próximo possível do normal, o que significa preparar minha própria comida, essencialmente. Mas, das próximas vezes, é provável que eu fique nos dormitórios da faculdade. Ainda estamos vendo essa parte logística para os próximos meses.

O que eu estou achando da Polônia? Bem, é um país bastante conservador, o mais católico da Europa, então isso diz muito a respeito da cultura deles. Mas eu tenho achado as pessoas muito simpáticas, bondosas e prestativas, e o tempero da comida deles é uma coisa de louco, tudo muito gostoso mesmo! Aqui eles falam polonês e um inglês basicão só nas áreas turísticas, então o negócio é se virar com mímica, falar uma palavra ou outra em polonês (obrigada, por favor, com licença, bom dia) ou usar o app do Google Tradutor e mostrar a tela se for algo mais complexo. Tem funcionado. Sobre as aulas na faculdade, pretendo fazer um post especialmente sobre isso, porque tenho uma boa dica.

E é isso! Espero que tenham gostado dessa atualização e, aos poucos, vou compartilhando mais sobre essas aventuras de uma mãe empresária e pesquisadora pelo mundo, haha. Um beijo.

Zettelkasten e a minha produção acadêmica

Quando iniciei minha jornada acadêmica ao fazer o mestrado, lá atrás, por volta de 2017, nunca imaginei que um método de organização de notas pudesse ter um impacto tão profundo na minha forma de estudar, pesquisar e escrever. Mas foi exatamente isso que aconteceu quando me deparei com o método Zettelkasten, que eu conheci apenas quando já estava no final do meu mestrado, mas que uso até hoje. Quero então compartilhar com vocês como essa metodologia transformou minha produção acadêmica, esperando inspirar aqueles que, como eu, buscam uma forma mais eficiente e profunda de gerenciar seu próprio conhecimento.

Como conheci o Zettelkasten

Eu já tinha minha própria maneira de fazer fichamentos, anotações e escrever quando conheci o método, que foi indicação de alunos e leitores do Vida Organizada. Insistiram tanto tanto que eu fui atrás para aprender mais e vocês estavam certos! Eu AMEI! Li o livro “How to take smart notes”, assisti absolutamente TODOS os vídeos no YouTube que encontrei sobre o assunto, li posts de blogs e consumi então uma vasta quantidade de conteúdo para aprender e implementar. A ideia de ter um sistema que não apenas armazenasse minhas notas, mas que também permitisse a criação de uma rede interligada de conhecimento, parecia promissora. E realmente foi.

No primeiro momento eu pensei em fazer no papel mesmo, usando as fichas pautadas, mas a real é que essa organização no digital funciona lindamente. Primeiro eu usei o Notion, mas rapidamente conheci o Obsidian e mudei, e é muito melhor de fato.

A transformação na prática

Implementar o Zettelkasten em minha rotina acadêmica não foi instantâneo, mas os resultados começaram a se mostrar logo. Cada nota, ou “zettel”, tornou-se uma peça de um quebra-cabeça maior, conectando ideias de forma que eu nunca tinha conseguido antes.

Um exemplo concreto dessa transformação foi na elaboração de uma revisão de literatura para um dos meus artigos. Antes do Zettelkasten, eu me perdia entre anotações dispersas e referências bibliográficas. Com o método, cada pedaço de informação era cuidadosamente anotado e conectado a outros relevantes, formando uma base sólida e coerente que facilitou imensamente a escrita.

Eu demorei um tempo para entender o que exatamente eu deveria colocar em cada nota e também para compreender que existem tipos diferentes de notas. Por exemplo, eu posso fazer anotações de livros e tudo o mais – isso vai para as notas bibliográficas, que são praticamente um fichamento, e não para a caixa de ideias, que são as notas permanentes. Aos poucos, ir aprendendo mais sobre o método foi me possibilitando mudar a relação que eu tinha com as notas que eu criava.

Impacto na gestão do conhecimento

O Zettelkasten me ensinou que a gestão do conhecimento vai além de manter informações organizadas; trata-se de entender as conexões entre elas. Não é sobre acumular notas ou conhecimento – é sobre desenvolver conexões. Isso mudou a forma como leio e absorvo informações. Agora, ao estudar um novo artigo ou livro, penso em como ele se relaciona com o que já sei e como essas novas ideias podem ser integradas ao meu sistema de notas. Isso faz toda a diferença.

O método Zettelkasten pode ser extremamente útil para a vida acadêmica de várias maneiras. Aqui estão alguns exemplos práticos de como ele pode ser aplicado:

  1. Organização de literatura para revisões bibliográficas: Facilita a organização e o acesso a referências bibliográficas importantes, permitindo a criação de uma rede de anotações interligadas que facilita a revisão de literatura.
  2. Desenvolvimento de projetos de pesquisa: Auxilia na estruturação e planejamento de projetos de pesquisa, permitindo que ideias, hipóteses e dados sejam facilmente organizados e conectados, contribuindo para a formulação de argumentos sólidos.
  3. Escrita de artigos científicos e teses: Melhora a escrita acadêmica ao permitir que o pesquisador veja como suas notas se conectam, identifique lacunas no conhecimento e encontre rapidamente as informações necessárias para argumentar e embasar suas ideias.
  4. Preparação para apresentações e conferências: Ajuda na preparação de apresentações, pois permite a organização eficiente de pontos-chave e argumentos, facilitando a recuperação de informações relevantes e a adaptação do discurso ao público-alvo.
  5. Gestão de conhecimento a longo prazo: Oferece uma solução para o armazenamento de conhecimento que cresce com o tempo, facilitando a revisão e a expansão de conceitos aprendidos anteriormente, essencial para a construção de um conhecimento sólido e duradouro.
  6. Estímulo ao pensamento crítico e à criatividade: Incentiva a reflexão contínua e a conexão de ideias de diferentes fontes, promovendo o pensamento crítico e a geração de novas ideias e abordagens para problemas de pesquisa.
  7. Melhoria na aprendizagem e memorização: Ao criar uma rede de informações conectadas, o Zettelkasten facilita a revisão e o reforço do aprendizado, melhorando a retenção de informações e a compreensão de conceitos complexos.
  8. Colaboração acadêmica: Embora seja um sistema primariamente individual, suas anotações e a estrutura de conhecimento podem ser compartilhadas com colegas e orientadores, facilitando a colaboração em projetos de pesquisa e trabalhos em grupo.
  9. Adaptação a diferentes áreas do conhecimento: Seja em ciências humanas, exatas ou biológicas, o Zettelkasten pode ser adaptado para organizar conhecimento em qualquer área, tornando-o uma ferramenta versátil para estudantes, pesquisadores e professores.
  10. Preparação para exames e qualificações: Auxilia na preparação para exames, qualificações e defesas, ao organizar de forma eficiente os temas estudados, permitindo um rápido acesso a informações-chave e a uma revisão eficaz do material.

A implementação do método Zettelkasten na vida acadêmica pode transformar a maneira como alunos e pesquisadores gerenciam suas informações, ideias e conhecimentos, tornando o processo de aprendizado e produção acadêmica mais eficiente, profundo e gratificante.

Além da academia

Embora meu foco aqui seja a produção acadêmica, não posso deixar de mencionar como o Zettelkasten beneficiou outros aspectos da minha vida, incluindo projetos pessoais e profissionais. A habilidade de conectar ideias de maneira significativa é um recurso valioso em qualquer área. Eu tenho implementado cada vez mais para a minha produção de conteúdo também e, especialmente, para o desenvolvimento do meu método. Na verdade, o que é realmente enriquecedor do método é como você não precisa se preocupar com “tópicos” ou “área de aplicação”. Basta você desenvolver suas ideias e conectá-las umas com as outras, que os elos e conexões vão surgindo naturalmente. Isso é muito mágico.

Adotar o método Zettelkasten foi, sem dúvida, um divisor de águas em minha produção acadêmica. Mais do que um simples sistema de anotações, tornou-se uma forma de pensar e de organizar não apenas o meu conhecimento, mas a minha vida. Para aqueles que se sentem sobrecarregados pela quantidade de informações que precisam gerenciar, ou que buscam uma forma mais profunda e conectada de aprender, eu não poderia recomendar mais o Zettelkasten.

Espero que compartilhando minha experiência, eu possa inspirar outros a explorarem esse método transformador. Como sempre, estou aqui para conversar, trocar ideias e ajudar no que for possível. Vamos juntos nessa jornada de organização e descoberta.

Todas as imagens deste post fazem parte do maravilhoso arquivo online do Luhman, pesquisador que criou esse método de anotações. Eu recomendo um tour nesse site, com tempo disponível. Vale a pena.

Meu primeiro artigo sobre Produtividade Compassiva publicado

Querida comunidade do Vida Organizada,

Hoje, estou emocionada e cheia de gratidão ao compartilhar uma notícia que marcará um capítulo especial em minha jornada: meu primeiro artigo sobre produtividade compassiva foi publicado no livro “Transformações no Mundo do Trabalho”. Esta é uma conquista que não seria possível sem o apoio contínuo de nossa incrível comunidade e das pessoas que acreditam em nossa missão de tornar o mundo um lugar mais organizado e compassivo.

Quando a semente da ideia para o conceito de “produtividade compassiva” foi plantada em minha mente, lá em 2020, durante os tempos desafiadores da pandemia, eu sabia que estava diante de algo significativo. No entanto, transformar essa visão em palavras, de forma que todos pudessem compreender e, ao mesmo tempo, torná-la um ponto de referência acadêmica sólida, provou ser um desafio gratificante, porém complexo.

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Escrever esse primeiro artigo foi dar um primeiro passo de um caminho mais longo que eu já estou percorrendo. Como muitos de vocês já sabem, este é o cerne da minha pesquisa de doutorado, e ainda há um vasto território a ser explorado. Este artigo inicial, que agora foi publicado, é apenas o começo da jornada. Representa um marco importante, um ponto de partida que marca a seriedade e a relevância deste conceito em evolução.

Minha dedicação em tornar a produtividade compassiva acessível e compreensível para todos permanece firme. Há muito mais a ser descoberto, debatido e compreendido. No entanto, cada pequeno passo nesta trajetória é uma realização que compartilho com todos vocês…

Sobre o livro:

“Transformações no Mundo do Trabalho” é uma obra que explora as complexidades do cenário atual do mundo laboral. Organizado por Noêmia Lazzareschi e Marcelo Augusto Vieira Graglia, o livro oferece uma visão crítica e valiosa sobre as mudanças no mundo do trabalho, sobretudo da perspectiva dos trabalhadores. O mérito deste livro está em lançar luz sobre questões muitas vezes negligenciadas e em abrir espaço para reflexões essenciais.

Minha contribuição:

Meu capítulo neste livro é uma investigação inicial sobre uma produtividade compassiva. Na era em que a eficiência e a produtividade são valorizadas, muitas vezes esquecemos o elemento humano que está por trás de cada tarefa, meta ou projeto. A produtividade compassiva é a abordagem que busca equilibrar a busca por resultados com a empatia, compaixão e bem-estar pessoal. É uma maneira de trabalhar de forma mais inteligente, não mais dura. E a inspiração vem do budismo, obviamente.

Download gratuito:

O livro impresso será vendido pela Amazon em breve (provavelmente a partir do dia 17/11).

Você pode baixar o e-book gratuitamente no site da editora. Clique aqui.

O livro tem vários capítulos bacanas sobre trabalho, que vocês podem gostar. É uma oportunidade de aprofundar seu entendimento sobre as mudanças no mundo do trabalho e considerar novas perspectivas sobre produtividade e eficácia.

Agradeço a cada um de vocês por fazerem parte deste incrível percurso. Continuamos nessa busca pela transformação do mundo do trabalho e a maneira como nos relacionamos com ele.

Com gratidão, Thais.

Uma base sólida ou: por que organização importa para professores e especialistas

Hoje quero falar sobre um tema que é fundamental para todos os educadores, sejam eles professores de escolas, especialistas em suas áreas ou aqueles que desejam compartilhar seu conhecimento com o mundo. Estou falando sobre a importância da organização.

A organização desempenha um papel crucial na vida de quem ensina e, mais importante ainda, na vida de quem aprende. Quer você esteja dando aulas em uma sala de aula, ministrando cursos online ou simplesmente compartilhando seu conhecimento com outras pessoas, a maneira como você organiza suas informações e materiais afeta diretamente a qualidade do ensino e a experiência do aluno.

Vamos começar com os professores. A sala de aula é um ambiente dinâmico, onde muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. Para garantir que o conteúdo seja transmitido de maneira eficaz, é essencial que os professores estejam organizados. Isso inclui planejar suas aulas com antecedência, ter materiais de apoio preparados e manter registros adequados do progresso dos alunos. A organização permite que os professores se concentrem no que realmente importa: ensinar.

  1. Crie um Calendário Detalhado: Mantenha um calendário que liste as datas de aulas, prazos de tarefas e eventos escolares importantes. Use cores diferentes para categorizar diferentes tipos de atividades, como aulas, reuniões de pais e prazos de avaliação. Isso ajudará a manter o controle do que está por vir.
  2. Organize seu Material de Ensino: Use pastas ou sistemas de arquivamento digitais para organizar materiais de ensino, como planos de aula, notas de aula e recursos educacionais. Certifique-se de que tudo seja facilmente acessível para economizar tempo durante o planejamento das aulas.
  3. Mantenha uma Comunicação Eficiente: Estabeleça um sistema claro de comunicação com os alunos e seus pais. Use ferramentas digitais, como e-mails ou aplicativos de mensagens, para compartilhar informações sobre tarefas, datas de provas e atualizações do curso. Manter todos informados contribui para um ambiente de aprendizado mais organizado.

Agora, para os especialistas que já ensinam o que sabem, a organização também desempenha um papel crucial. Quando você compartilha seu conhecimento, seja por meio de palestras, workshops ou cursos online, é importante que seu conteúdo seja estruturado e fácil de entender. Isso não apenas torna o aprendizado mais eficiente, mas também aumenta a credibilidade do seu trabalho.

  1. Defina Metas Claras: Antes de começar a ensinar ou compartilhar seu conhecimento, defina metas específicas do que você deseja alcançar com seu público. Isso ajudará a orientar seu conteúdo e manter o foco em mensagens importantes.
  2. Organize Seu Conteúdo: Crie um sistema de organização para seus materiais, seja um blog, site, plataforma de ensino online ou mídias sociais. Use categorias ou tags para classificar seu conteúdo e facilite a busca por informações relevantes.
  3. Estabeleça um Cronograma de Publicação: Mantenha um cronograma consistente para a criação e compartilhamento de conteúdo. Isso ajuda a manter os alunos ou seguidores envolvidos e mostra que você é confiável. Use ferramentas de agendamento para automatizar postagens, se necessário.

E o que dizer daqueles que desejam ensinar, mas ainda não sabem como começar? A organização é o primeiro passo para transformar seu conhecimento em algo que pode ser compartilhado de maneira significativa. Isso envolve a criação de um plano de aula, o desenvolvimento de materiais didáticos e a definição de metas claras para seus alunos. A organização ajuda a transformar a incerteza em confiança e o caos em clareza.

  1. Pesquise e Planeje: Comece pesquisando sobre o tópico que deseja ensinar. Faça um planejamento estruturado das informações que deseja compartilhar, criando uma visão geral de seu conteúdo e objetivos de aprendizado.
  2. Identifique seu Público-Alvo: Determine para quem você está ensinando e quais são suas necessidades. Isso ajudará a adaptar seu método de ensino e torná-lo mais eficaz.
  3. Utilize Recursos de Aprendizado: Explore ferramentas e plataformas de ensino online que podem facilitar a criação e entrega de conteúdo, como sistemas de gerenciamento de aprendizado, vídeo-aulas, quizzes online e muito mais. Escolha as ferramentas que melhor atendam às suas necessidades e às de seus alunos.

Em resumo, não importa em que estágio você está como educador, a organização é fundamental. Ela melhora a eficácia do ensino, torna o aprendizado mais acessível e ajuda a construir uma base sólida para o crescimento educacional. Então, não subestime o poder da organização em sua jornada como professor ou especialista. Lembre-se sempre de que a organização é a chave para o sucesso educacional.

Repensando minhas responsabilidades profissionais em uma “transição” de carreira

Hoje quero compartilhar com vocês um momento de reflexão e redefinição que estou vivendo em relação às minhas responsabilidades profissionais. Como muitos de vocês sabem, sou formada em comunicação e ciências sociais e desde 2014 estou exclusivamente imersa no mundo da organização pessoal (o blog existe desde 2006). Mas como a vida é cheia de curvas e reviravoltas, estou em um processo de transição que tem me levado a repensar onde realmente quero focar minhas energias.

Nos últimos tempos, tenho percebido que meu coração bate mais forte pela área da educação. Não é apenas sobre passar informações, mas sobre facilitar o aprendizado, inspirar mudanças e contribuir para o crescimento pessoal das pessoas. A ideia de ser uma professora, autora de conteúdos educacionais e pesquisadora me fascina cada vez mais.

A grande revolução em minha mente tem sido a mudança na perspectiva de carreira. Antes, eu pensava muito na minha posição como empresária, mas agora estou concentrando minha energia no meu ofício. Quero focar em criar conteúdos de qualidade, em disseminar conhecimento, e a administração de um negócio não é mais o centro das minhas atenções. É importante, preciso fazer, mas não é minha atividade principal, entendem?

O Vida Organizada, que sempre foi um espaço de troca e aprendizado, está passando por ajustes. Estou repensando as atividades que fazem sentido nesse novo capítulo e trazendo ainda mais conteúdos relevantes para vocês. Afinal, essa transição profissional também é uma jornada de aprendizado, e quero compartilhar cada passo com vocês.

E sim, o doutorado segue em andamento! É uma jornada desafiadora e recompensadora, que me permite aprofundar meus conhecimentos e construir uma base sólida como pesquisadora. É uma construção de carreira a longo prazo, e estou empolgada com as possibilidades que ele trará.

O que é o meu trabalho hoje que extravasa o Vida Organizada:

  1. Educação formal, sendo professora, designer instrucional e coordenadora educacional
  2. Treinamentos corporativos
  3. Consultoria educacional, auxiliando com estratégias e desenvolvimento de material didático
  4. Desenvolvimento e revisão de cursos online
  5. Produção de conteúdo educacional

Isso me direciona em alguns caminhos, como fazer um curso de design instrucional (começa em outubro), focar em finalizar minha licenciatura (falta 1 ano) e o doutorado, mas especialmente no foco do estudo autodidata voltado a esses temas.

Essa fase de transição e repensar minhas responsabilidades profissionais tem sido emocionante e desafiadora ao mesmo tempo. Mas estou confiante de que estou caminhando na direção certa, alinhando minhas paixões e propósitos. Agradeço por acompanharem essa jornada comigo e estou animada para o que o futuro reserva.