Categoria(s) do post: Estudos

Esse título parece meio “nada com nada” mas foi difícil resumir o que aconteceu aqui. kkk

Eu precisava entregar um trabalho de três páginas para a disciplina de Fundamentos da Sociologia. A ideia era escolher um dos três autores estudados (Durkheim, Marx e Weber), ou fazer um resumo dos três, ou falar de uma de suas obras, de um conceito que todos falam etc. Como eu já estava estudando mais o Weber, quis fazer diferente do que se espera quando se trata de Sociologia do Trabalho (Marx). Queria falar sobre trabalho e religião a partir da perspectiva do livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo”.

Aí vem um ponto interessante: eu estava procrastinando esse trabalho. Olha só que louco: sim, a Thais do Vida Organizada também procrastina às vezes. E eu fiquei me perguntando por que estava procrastinando esse texto. Isso me fez perceber como eu nunca acho que meu conhecimento é suficiente para escrever alguma coisa na vida acadêmica. E isso é mais comum do que se pensa. Nesse caso, para mim, o que resolve a procrastinação é encarar a fera de frente – peguei meus materiais necessários e abri o computador para começar a escrever.

Em 2018, eu comprei um notebook com Windows para ministrar treinamentos em empresas, pois eu precisava na época de um computador com esse sistema operacional para fazer demonstrações do One Note, Outlook etc. Quando eu parei de fazer esses treinamentos, eu mantive esse computador justamente para usá-lo na vida acadêmica. Deixar um equipamento separado para isso, já que eu o tinha. Aí eu liguei o computador para começar a escrever e ele demorou pacas para ligar porque iniciou uma atualização forçada. E veja: eu não sou aquele usuário final que nunca atualiza e clica em “dispensar” toda vez que sobe uma janelinha de atualização. Eu atualizo com frequência, limpo, faço backup. Então o sistema me forçar a fazer uma atualização é uma coisa muito inconcebível, sabe? Poxa, às vezes você só precisa abrir o computador pra ver uma coisa ou imprimir um documento, e tem que esperar essa chatice.

Pois bem, aproveitei esse momento e abri o meu caderno onde estou registrando o meu diário de pesquisa do Doutorado. E, nele, lá no começo do ano, eu já tinha listado um esquema esperado para os capítulos da tese. “Pretendo falar disso, disso e daquilo”. Meu intuito com todos os trabalhos que vou escrever ou apresentar durante o Doutorado é que sejam relacionados à minha pesquisa de alguma maneira, pois assim consigo circular o raciocínio em volta de um tema. Um desses tópicos era “a relação entre trabalho e religião”. Pensei: pronto, é “neste capítulo” que vou encaixar esse trabalho. Minha cabeça funciona melhor assim, pois trabalho bem quando tenho perspectiva do todo.

Quando percebi que o computador não ia iniciar tão rápido, comecei a escrever no caderno. Fui revisando as referências (seis livros), que já tinha lido, grifado, feito anotações, e fui desenvolvendo minhas ideias no texto com base no que revisava. No final das contas, me empolguei e escrevi tudo no caderno. Quando o computador finalmente iniciou, eu só passei para o Word editando o que eu tinha escrito e formatando o documento de acordo com as normas ABNT.

Enviei o artigo por e-mail para a professora da disciplina e para a minha professora orientadora, para que ela avalie a minha escrita e me envie seu parecer, se achar apropriado.

O que eu mais tenho gostado nessa minha fase atual de escrita acadêmica é a de conseguir escrever de maneira mais livre, sem ficar tão bloqueada com as referências. Vou escrevendo e, o que precisar de fonte, eu cito. Se leio algum material e encontro algum trecho interessante, coloco no texto e cito.

Para isso, eu tenho usado a técnica “chutando o balde”, que basicamente significa: escreva, contanto que livremente. Edite e corrija, se necessário. Faça o seu melhor. Feito é melhor que o perfeito não feito. É só uma fotografia da sua intelectualidade hoje esse texto. Amanhã você já o escreveria de forma diferente. Pegue leve consigo mesma.

Obviamente, depois de enviar os e-mails eu percebi que “comi” uma palavra no início do texto, mesmo tendo revisado 20 vezes, e aí fui lá, corrigi e enviei a errata.

Foi um trabalho legal que me destravou um pouco para o tema e já me colocou “em ação”, se é que me entendem, com relação à tese.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.