Categoria(s) do post: Casa, Armazenamento, Curtindo a casa

Trabalhar com organização permite algumas situações muito legais, ricas e criativas no meu dia a dia. Eu converso com outras pessoas que trabalham com isso, especialmente Personal Organizers, e trocamos ideias sobre os desafios da profissão. Também converso muito com as minhas alunas e amigos sobre a organização da vida como um todo, e o tema “organização da casa” sempre aparece, pois é uma necessidade que todo mundo tem.

Eu já levantei esse ponto algumas vezes aqui no blog, que é o de como a gente vem repensando, na contemporaneidade, o propósito de cada ambiente da casa. Pelo menos, aqui em casa, tenho percebido muito isso. Aqui em casa, a nossa sala, por exemplo, é o espaço coletivo. Logo, atende todos nós que moramos aqui. Também tem o home-office do meu marido.

Já a cozinha é o coletivo mas funciona essencialmente como um espaço de trabalho. Então várias vezes eu fico trabalhando por lá, ou meu marido usa a bancada para encapar cadernos do Paul, ou o Paul usa para fazer a lição de casa. Mais do que apenas preparar as refeições, é esse espaço coletivo de trabalho.

Meu home-office é um lugar de concentração. E eu estou proporcionando mudanças na organização dele justamente para que ele fique cada vez mais voltado para essa finalidade.

Quarto é lugar de descanso. Banheiro é lugar de renovação.

Pensar dessa maneira na casa, em cada cômodo, ajuda muito a gente a repensar a organização e o armazenamento das coisas. Já comentei outras vezes por aqui que minimalismo não é um destino, mas um princípio – quero ter em casa apenas o que a gente ama, usa ou precisa. Logo, o destralhar é um exercício diário, que na verdade começa naquilo que não consumimos.

Eu ainda vejo muitas casas “vazias” no sentido de que existem cômodos arrumados mas que não são usados. Outro dia eu citei em um vídeo lá no canal que às vezes a pessoa tem uma sala de jantar com uma mesa de oito lugares, mas nunca recebe ninguém. E precisa ter um home-office em casa, mas “não tem espaço”. A gente precisa ressignificar os cômodos. Repensar os propósitos. Porque o mundo está mudando e essa mudança está se refletindo nas nossas casas. A pergunta é: estamos preparados para ela? O que você tem feito na sua casa hoje para que ela reflita, cada vez mais, as necessidades de quem vive ali, diariamente?

Para pensar…